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Magezi e a erva de milheto

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Academic year: 2021

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MageMagezizi ee aa ervaerva dede milhetomilheto

© Text: Uganda Community Libraries Association (UgCLA) Artwork: African Storybook Initiative, 2015

Creative Commons: Attribution 4.0 Sour

Sourcece www.africanstorybook.org

Author

Author - Cornelius Gulere

TTrranslationanslation - Translators without Borders and Hauke Hartje Illustr

Illustrationation - Brian Wambi Language

Language - Portuguese LeLevelvel - Read Aloud

Magezi e a erva de milheto

Translators without Borders and

Hauke Hartje

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O Magezi entrou em desespero: - Uiiiii! Vocês desmembraram o boi do rei. Cada um de vós tem que dar um boi ao rei.

As pessoas rapidamente retornaram às suas casas. Rapidamente elas voltaram, cada uma com um boi.

E assim, Magezi Mataala Manane retornou com uma manada de bois para

recompensar a sua amiga Kasiru Kasiira Katono.

Há muito tempo atrás havia dois animais que eram bons amigos. Um chamava-se Magezi Mataala Manene e o outro chamava-se Kasiru Kasiira Katono Eles costumavam partilhar tudo. A sua amizade era tão forte que eles podiam partilhar mesmo qualquer coisa.

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Um dia, o Magezi fez uma sugestão. – Porque é que nós, já que comemos juntos, não escavamos juntos? – ele perguntou. A Kasiru respondeu: - Boa ideia. Nós devíamos também armazenar a nossa comida juntos. Ambos os dois concordaram com esta ideia.

Magezi recomendou: - Uns de vocês puxam pelo rabo, enquanto que os outros puxam pela cabeça. Nós vamos puxar o boi para fora da lama.

As pessoas aceitaram a recomendação. - Prontos! Um, dois, três, puxem! Sai agooooora!- gritaram eles.

Os camponeses cairam uns sobre os outros devido ao esforço. Dois estavam ainda a segurar a cabeça. Um estava a segurar o rabo.

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O Magezi começou a gritar:

- Wu huuhh! Wu huuhh! Wu huuhh! O boi do rei ficou preso na lama.

Todos os camponeses vieram a correr. Os problemas do rei são os problemas de

todos. Uma multidão reuniu-se rapidamente em volta da cabeça e do rabo .

Eles começaram a perguntar-se: - O que é que nós vamos fazer agora?

O Magezi perguntou ao seu amigo: - Ei! Quem é que vai começar a escavar? Porque é que tu não escavas e eu volto para

semear?

- Sim – respondeu Kasiru e ela escavou um grande jardim.

E então ela disse ao seu amigo: - Magezi, eu já acabei de escavar. Podes vir e semear o milheto.

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Magezi respondeu: - Começa tu ja a semear, que eu volto depois para capinar as ervas daninhas.

Kasiru continou então a semear. Depois de terminar, ela perguntou ao seu amigo: - A erva daninha já começou a crescer. Volta para capinar.

Mas Magezi respondeu: - Não, continua tu a capinar. Eu faço a safra.

Os talhantes disseram: - Aqui tens, toma a cabeça e o rabo do boi em vez do machado. O Magezi continuou e continuou e

continuou a andar! Até que ele chegou a um pântano lamacento.

Ele colocou a cabeça do boi na lama. Ele colocou também o rabo na lama. Parecia que um boi tinha ficado preso na lama.

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O machado partiu-se enquanto os talhantes estavam a cortar a carne. O Magezi entrou em desespero: - Uiiiii! Vocês partiram o meu machado. Eu recebi o machado das pessoas que estavam a fazer carvão, mas ele não era meu. O machado era para a água que o fogo me tirou. A água era para a pena que o lago me tirou. A pena era para a manga que o papagaio me estragou. A manga era para o ovo que as crianças partiram. O ovo era para o milheto que a galinha comeu. O milheto não era meu. Era um empréstimo da Kasiru.

Kasiru continuou a capinar até que o milheto ficou maduro.

Quando chegou a altura da safra, ela foi até ao seu amigo e disse: - Magezi, eu cultivei e semeei e capinei. Agora vem e faz a safra do milheto.

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Magezi respondeu: - De maneira nenhuma, eu não tenho tempo! Faz tu a colheita. Eu irei pôr a colheita no celeiro.

Kasiru aceitou a proposta. Ela fez a safra do milheto e levou-a para casa. Ela chamou o Magezi e disse: - Meu amigo, eu acabei de fazer a safra. Vem buscar o milheto para o levar para o celeiro.

As pessoas disseram: - Aqui tens, toma este machado em vez da água.

O Magezi levou o machado e continuou, continuou e continuou a andar! Ele

encontrou uns talhantes a abaterem um boi. Ele disse aos talhantes: - aqui têm um

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Ele abriu a sua boca, a água saiu e salpicou no fogo. O fogo apagou-se. As pessoas ficaram contentes.

O Magezi entrou em desespero: - Uiiii! O vosso fogo tirou-me a água. Eu guardei a água do lago, mas ela não era minha. A água era para a pena que o lago me tirou. A pena era para a manga que o papagaio me estragou. A manga era para o ovo que as crianças partiram. O ovo era para o milheto que a galinha comeu. O milheto não era meu. Era um empréstimo da Kasiru.

Magezi respondeu: - Eu não posso transportar todo o milheto. Leva tu o milheto para o celeiro. E volto para fazer a descasca.

A Kasiru disse ao seu amigo: - Parece que estás a enganar-me.

Magexi espondeu: - Não, isso não é verdade. Dá-me só uma erva de milheto e fica tu com o resto. Eu vou recompensar-te.

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Kasiru não foi mesquinho. Ela deu ao

Magezi uma erva de milheto e cada um foi à sua vida.

O Magezi continuou e continuou e continuou a andar! Ele encontrou uma galinha a picar o chão e a comer pedras. Ele disse: - Minha sogra galinha, toma um pouco do meu milheto, em vez de andares a comer pedras.

O papagaio arrancou a sua pena mais bonita e disse: - Aqui tens, toma esta pena em vez da manga.

O Magezi levou a pena e continuou,

continuou, e continuou a andar. Ele chegou a um lago. Ao atravessar o lago, a pena escorregou da sua mão e caiu no lago. Ele não conseguiu tirar a pena da água. Então ele encheu a sua boca com água e guardou-a nas suas bochechas até chegar a terra firme. Aí, ele encontrou pessoas a

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O Magezi continuou e continuou e continuou a andar! Ele encontrou um

papagaio a comer um inseto. – Tu já alguma vez viste uma manga como esta? –

perguntou ele ao papagaio.

Quando o papagaio tocou na manga, o seu bico pontiagudo picou na casca da manga e a fruta ficou com um rasgo.

O Magezi entrou em desespero: - Uiiii! Tu estragaste a minha manga. As crianças deram-me a manga, mas a manga não era

A galinha aceitou o milheto e comeu-o. Magezi viu que a galinha tinha comido todo o milheto.

Ele entrou em desespero: - Uiiiii! Tu comeste todo o meu milheto. O milheto não era meu, ele era um empréstimo da Kasiru.

A galinha respondeu: - Já que agora está na altura de pôr ovos, eu vou pôr um ovo para tu dares à Kasiru em vez do milheto.

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O Magezi recebeu um ovo da galinha. Ele continuou e continuou e continuou a andar! Ele encontrou umas crianças a atirarem pedras contra as mangas de uma árvore, para as colherem. Ele disse-lhes: - Se vocês querem que essas mangas caiam, têm que usar este ovo como arremesso.

Ele deu-lhes o ovo. Quando elas utilizaram o ovo para atirar contra as mangas, ele bateu num ramo e partiu-se. O ovo escorreu pela árvore e as cascas ficaram no ramos.

O Magezi entrou em desespero: - Uiiii! Vocês partiram o meu ovo! A galinha deu-me o ovo, mas ele não era meu. O ovo era para o milheto que a galinha comeu. O milheto não era meu. Ele era um empréstimo da Kasiru. As crianças sussuraram-lhe: - Não grites assim. O dono das mangas vai encontrar-nos aqui. Toma esta manga em vez do ovo.

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