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Novas restrições
20 fronteiras
terrestres
encerradas
Tanzânia quer
cooperar
na luta
contra
terrorismo
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África do Sul
Moçambique
No próximo domingo
Portugueses
elegem Presidente
da República
última página
Universidade chinesa abre
centro de formação de
professores de Português
Governo
português
decretou novo
confinamento
Eskom
prevê
cortes até
Setembro
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2 O SÉCULO DE JOANESBURGO . 18 DE JANEIRO DE 2021
O Mundo tem graves problemas, mas
um dos assuntos que está
constante-mente na baila é o “aquecimento
glo-bal”. Algo que é, a meu ver, nada mais
nada menos do que um instrumento
político e de força da Esquerda.
Em Portugal sempre reciclei e à frente
da minha casa há um ecoponto, dois, se
contarmos com o que está ao cimo da
rua. Nunca deitei lixo para o chão nem
advogo isso, como se vê aqui na África
do Sul. Lembro-me, ainda a viver aqui
antes de ir para Portugal com sete anos
de idade, que já se falava na camada de
ozono.
No fim dos anos 80 princípios dos anos
90, os desodorizantes e latas afins já
começavam a não ter “CFC’s” e tinham
um logo de uma mão por cima da Terra.
Mas, como a camada estava muito lá
para cima e ninguém ligava muito a
isso, mudou-se para “aquecimento
glo-bal”.
Isto envolve fotografias de ursos
pola-res a chorar porque as calotes de gelo
estão a derreter e porque nós
portugue-ses amamos comer peixe, em média
55,6 kgs por pessoa, as focas e baleias
já têm pouco que comer. Mas, ainda
assim não fez moça.
Então, alguém descobriu ao ouvir uma
conserva de café quando alguém dizia
“o tempo está todo mudado”, que agora
é “mudança climática”. E que isto é
cul-pa sua e minha e de todos que temos
carro e que queremos ir gozar férias e
por isso viajamos de avião.
Esta campanha ambiental é uma que é
visível e sente-se e tem tido, por isso,
alguma adesão entre as nações. Temos
a Greta Thumberg, que se põe a chorar
na ONU a dizer que o país dela já não é
um paraíso gelado, mas um lugar bem
mais temperado. E que o progresso
de-ve ser todo parado. Mas, o que é feito
dos incêndios?
Segundo dados oficiais do Instituto de
Conservação da Natureza e da Floresta
(ICNF), em Portugal de 1 de Janeiro a
15 de Outubro de 2020, registaram-se
65 887 hectares de área ardida, os
quais se distribuem por povoamentos
florestais (31 803 hectares), matos (27
824 hectares) e terrenos agrícolas
(6260 hectares).
O número de incêndios rurais
regista-dos, 2020 teve número mais baixo
des-de 2015: 9394. Muito abaixo da média
da década. De acordo com o ICNF a
causa mais frequente de incêndio é
fogo posto 27% e só queimadas de
sobrantes florestais ou agrícolas com
19% em segundo. Portanto, a Greta
devia ir falar com os incendiários para
deixarem de queimar e passar a plantar.
O resto, é respeito e tratar o que nos
rodeia como tratamos as nossas casas!
A solução não é cortar
com os motores,
mas sim deixar
de queimar florestas!
O Meu Aparo!
18 DE JANEIRO DE 2021 . O SÉCULO DE JOANESBURGO 3
Joanesburgo
Bembom - Bedfordview
União Portuguesa
Núcleo de Arte e Cultura (NAC)
Rio Douro Fisheries
Main Stardard Garage
O Castelo Restaurante - Glenanda
Lynmeyer Bakery
Mini Pick’n Pay - Comaro
Mr Biltong - The Glen
Pick’n Pay - Kliprivier
Spar Meyersdal
Market Hall Fisheries
The Godfather Restaurante
Mediterranean Fisheries - Malvern
Princesa Bakery
Novo Mundo Agency
Troyeville Hotel
Rebel Fruit & Veg - Atlasville/Boksburg
Seven Seas Fisheries - Windsor West
Bulk Pack - Florida
Pretória
New Market Restaurant
do Mercado de Tshwane
Fruit Stop de Wonderboom
Padaria Napoli de Pretória West
ACP de Pretória
Cidade do Cabo: Contactar Rui Santos
082 697 7119
Durban: João de Gouveia 082 974 8294
Pontos de Distribuição
Para mais informações
011 496 1650
A gravidade da crise sanitária que estamos a viver veio agravar os inúmeros problemas que a nossa rede consular tem vindo a sentir.
O impacto desta situação repercute-se forte-mente nos utentes dos postos, portugueses ou estrangeiros, que veem as suas pretensões se-rem sucessivamente adiadas, e tem enorme re-percussão nos respectivos funcionários, que têm estado fortemente expostos à contamina-ção resultante do contacto com os respectivos colegas e com o público que ainda é possível atender.
Importa assim assegurar o máximo de condi-ções de trabalho para todo este universo de servidores públicos que trabalha na nossa rede diplomática e consular, independentemente de serem diplomatas, técnicos, administrativos, auxiliares ou simples colaboradores terceiriza-dos, de forma a preservar ao máximo condi-ções que evitem a sua contaminação com a Covid19.
Ainda por cima, sabemos bem que já houve
casos de colaboradores de postos que foram contagiados ao longo deste ano, tendo sido obri-gados a suportar a expensas próprias os respec-tivos tratamentos.
Neste contexto, importa que o Governo defina um plano suficientemente ambicioso que permita garantir o máximo de condições de trabalho a todos os funcionários que exercem funções nesta rede, defendendo-os do risco de contaminação, disponibilizando, para tal, vacinas e condições de tratamento para aqueles que adoecerem.
A realidade é que se tal não se verificar, podere-mos assistir ao colapso desta rede, com óbvios prejuízos para o País e para os seus utentes.
Nestes termos, ao abrigo das disposições legais e regimentais aplicáveis, vimos, através de Vos-sa Exª, solicitar ao Ministro dos Negócios Estran-geiros as seguintes informações:
Quando pensa o Governo adotar um plano de vacinação para a Covid19, dirigido aos mais va-riados funcionários e demais colaboradores que exercem funções na nossa rede diplomática e
consular?
• Está prevista o acesso destes funcionários a vacinas idênticas às utilizadas presentemente em Portugal para os funcionários da nossa administração e para o público em geral? • Pensa o Governo incluir os familiares directos destes funcionários, que vivem no respectivo agregado familiar, neste possível plano de vaci-nação?
• Admite o Governo abranger todo este univer-so de colaboradores dos Serviços Periféricos Ex-ternos do Ministério dos Negócios Estrangeiros, particularmente os que se encon-tram em servi-ço fora do espaço da União Europeia, por segu-ros de saúde idênticos aos que já hoje são dis-ponibilizados a alguns dos servidores do Minis-tério, nomeadamente aos diplomatas?
Deputado(a)s JOSÉ CESÁRIO (PSD)
CARLOS ALBERTO GONÇALVES (PSD)
Plano de vacinação para os funcionários da rede consular
Decorrem concursos para recrutamento de docentes de Língua Portuguesa na África do Sul (13 lugares de horário completo), Namíbia (1) e Zimbabué (2).
Toda informação e procedimentos de candida-tura encontram-se disponíveis no sítio do Ins-tituto Camões: https://www.instituto-camoes.pt/activity/o- que-fazemos/ensinar-portugues/processos- de-recrutamento/procedimentos-concur-sais-epe-2/africa-do-sul-2021
Concursos para
professores de
Português na
África do Sul,
Namíbia e Zimbabué
A pandemia de covid-19 ultrapassou ontem, domingo, os 94 milhões de casos de infecção, com o número de mortes a aumentar mais de 13 mil nas últimas 24 horas, de acordo com um ba-lanço da agência France-Presse (AFP).
No total, a pandemia de covid-19 fez pelo me-nos 2.022.740 mortes no Mundo desde o início do reporte de casos, de acordo com um balanço estabelecido pela AFP às 11:00 de ontem.
Mais de 94.450.660 casos de infecção foram oficialmente diagnosticados desde o início da epidemia, dos quais pelo menos 57.561.300 são considerados como curados.
Os números baseiam-se nos balanços comuni-cados diariamente pelas autoridades sanitárias de cada país e excluem as revisões realizadas a posteriori pelos organismos estatísticos, como acontece na Rússia, em Espanha ou no Reino Unido.
No dia de sábado, 13.870 novas mortes e 658.387 novos casos foram registados no Mundo. Os países que registaram mais mortes
nos seus últimos balanços foram os Estados Unidos, com 3.761 novas mortes, o Reino Unido (1.295) e o México (1.219).
Os Estados Unidos são o país mais afectado tanto em número de mortes como em casos, com 395.851 mortes em 23.758.856 casos regista-dos, de acordo com a contagem da universidade Johns Hopkins.
Depois dos Estados Unidos, os países mais afe-tados são o Brasil, com 208.296 mortes e 6.455.059 casos, a Índia, com 152.274 mortes em 10.557.985 casos, o México, com 140.241 mortos e 1.630.258 casos, e o Reino Unido, com 88.590 mortes em 3.357.361 casos.
Entre os países mais afectados, a Bélgica é a que tem maior número de mortes relativamente à sua população, com 176 mortes por casa 100 mil habitantes, seguida pela Eslovénia (151), Itália (135), Bósnia-Herzegovina (134) e República Checa (134).
A Europa contava, às 11:00 de domingo, com 657.362 mortes em 30.451.682 casos, a América
Latina e Caraíbas com 548.602 mortes em 17.280.631 casos, os Estados Unidos e Canadá com 413.698 mortes em 24.459.857 casos, a Ásia com 230.208 mortes em 14.605.062 casos, o Médio Oriente com 93.637 mortes em 4.385.408 casos, a África com 78.288 mortes em 3.236.539 casos e a Oceania com 945 mortes em 31.492 casos.
Desde o início da pandemia, o número de testes realizados aumentou e as técnicas de despis-tagem e de rastreamento de contactos melho-raram, causando um aumento das contamina-ções registadas.
O número de casos diagnosticados reflete ape-nas, ainda assim, uma fração do total real de contaminações, pois uma parte importante dos casos menos graves ou assintomáticos perma-nece não detectada.
O balanço foi feito a partir de dados recolhidos pela AFP junto das autoridades nacionais com-petentes e de informações da Organização Mundial da Saúde (OMS).
ÁFRICA COM MAIS 629 MORTES EM 24 HORAS
África registou nas últimas horas mais 629 mor-tes por covid-19, alcançando um total de 78.313, e 27.559 novos casos de infecção, segundo os últimos dados oficiais da pandemia no conti-nente.
De acordo com o Centro de Controlo e Preven-ção de Doenças da União Africana (África CDC), o número de infetados é de 3.235.198 e o de re-cuperados nos 55 Estados-membros da organi-zação nas últimas horas foi de 32.410, para um total de 2.649.520 desde o início da pandemia.
A África Austral continua como a região mais afectada, registando 1.511.696 infectados e 39.840 mortes. Só a África do Sul, o país mais atingido pela covid-19 no continente, regista 1.325.659 casos e 36.851 mortes.
O Norte de África é a segunda zona mais afeta-da pela pandemia, com 1.019.264 infetados e 26.941 vítimas mortais. A África Oriental contabi-liza 342.043 infeções e 6.378 mortos, enquanto na África Ocidental o número de infeções é de 280.385 e o de mortes ascende a 3.610. Na Áfri-ca Central, estão contabilizados 81.810 Áfri-casos e 1.544 óbitos.
O Egipto, que é o segundo país africano com mais vítimas mortais, a seguir à África do Sul, regista 8.527 mortes e 155.507 infectados, se-guindo-se Marrocos, com 7.911 vítimas mortais e 458.865 infetados.
Entre os seis países mais afectados estão tam-bém a Tunísia, com 5.616 mortos e 177.231 infe-tados, a Argélia, com 2.831 óbitos e 103.611 casos, a Etiópia, com 2.831 vítimas mortais e 130.772 infeções, e o Quénia, com 1.728 óbitos e 99.082 infectados.
Em relação aos países de língua oficial portu-guesa, Angola regista 431 óbitos e 18.765 casos, seguindo-se Moçambique (234 mortos e 25.862 casos), Cabo Verde (119 mortos e 12.901 casos), Guiné Equatorial (mantém os 86 óbitos de sexta-feira e tem 5.356 casos), Guiné-Bissau (mantém os 45 mortos e 2.478 casos registados na sexta-feira) e São Tomé e Príncipe (17 mortos e 1.130 casos).
O primeiro caso de covid-19 em África surgiu no Egipto, a 14 de Fevereiro, e a Nigéria foi o primei-ro país da África subsariana a registar casos de infecção, a 28 de Fevereiro.
Covid-19: Infecções superam
94 milhões no Mundo
África do Sul regista 1.325.659
casos e 36.851 mortes
(dados até domingo)
4 O SÉCULO DE JOANESBURGO . 18 DE JANEIRO DE 2021
OPINIÃO
Segundo opinião de especialistas no combate à pandemia “Covid-19”, um dos mais recentes na análise a essa doença, é de opinião que uma pessoa pode estar imunizado pela vacina que agora começou a ser aplicada em diferentes paí-ses, mas muito embora livre do vírus, não impe-de impe-de o transmitir a quem estiver à sua volta, continuando quanto a si, não obstante a imunida-de, a ser potencialmente transmissora, daí o de-vermos seguir à risca, cada vez mais as reco-mendações de cautelas, para assim evitar o po-dermos vir a ser contaminados, como refere o especialista, em termos de avaliação à gravidade de contágio, efeitos a ter em conta quanto à pro-pagação da epidemia, segundo o seu parecer, nestes termos:
O que é necessário dizer e explicar, é que a va-cina previne a doença ao que foi vava-cinado, mas não mata o vírus e essa pessoa pode transmiti-lo, mesmo que não tenha qualquer sintoma, da-do estar protegida-do imunologicamente, e mais se-gundo o seu parecer e consequente opinião.
Quem for vacinado tem de continuar a ser tes-tado e com os mesmos cuidados de higiene, uso de máscara e distanciamento físico com qual-quer cidadão que não tenha sido ainda vacinado, porque senão além de vetor de transmissão, é factor de risco para com todos os outros.
Isto pelo menos durante mais de dez meses, período que terá de ser respeitado por quem for vacinado, daí nos tornar cada vez mais receosos de sair à rua tratar do que precisamos, já que a avaliar pelas recomendações, a partir do passo que damos na via pública, estarmos expostos ao contágio, que infelizmente para muitos tem sido fatal, tal a gravidade do vírus, a que por vezes não imaginamos sequer as suas consequências. Quanto a outras recomendações, a vacina con-tra a “Covid-19”, ser urgente reforçar a Covax (coligação para as vacinas), e assegurar uma distribuição equitativa das vacinas, sendo nesse prisma de opinião que os países mais ricos têm de mobilizar os cinco biliões de dólares que fal-tam para assegurar a distribuição de mil milhões de vacinas, aos noventa e dois países de rendi-mento baixo ou médio, sob pena de apenas um em cada dez cidadãos dos países mais pobres, acabar por ter acesso à vacinação, concluindo o seu parecer em relação a pobreza e financia-mento:
A pandemia afecta de forma desproporcional os países mais pobres, sendo com isso mais de cento e quinze milhões de pessoas atiradas para a situação de pobreza extrema, e o gap de finan-ciamento anual aos países tidos de maior ne-cessidade atingir 4.7 biliões de dólares, daí pre-cisarem essas aflitas nações de mais ajuda pú-blica ao desenvolvimento, mais investimento pri-vado e iniciativas urgentes de perdão de dívida, para assim e quanto antes se evitar a possível catástrofe que se avizinha, se entretanto não fo-rem tomadas medidas para a poder conter.
Se as pessoas vinham receando ser contami-nadas pelo “Coronavírus”, agora com a chegada da chamada “Variant”, epidemia vista pelos pro-fissionais de saúde como mais perigosa em in-fecções e mortalidades que o “Covid-19”, mais se duplicou no ser humano o receio de poder ser contaminado, daí o medo que cada vez mais o atormenta na aproximação em via pública ao seu semelhante, não obstante continuar a respeitar as recomendações de higiene, uso de máscara e distanciamento pessoal que vinha mantendo, e perante todas essas exigências só lhes restando ao sair de casa confiar no Altíssimo com esta expressão: “Seja o que Deus quiser”.
Vicente Dias
Acaba um ano, começa outro, e é frequenteouvir dizer que os anos passam a correr, que os meses acabam mal começam, que os dias são velozes e não fundem, que as horas voam, en-fim, que o tempo é cada vez mais escasso e não dar para nada, daí não haver tempo para a famí-lia, tão-pouco para ler a fim de se poder manter actualizado e, por vezes nem tempo há para pensarmos que Deus existe.
É evidente que cada um sente, observa e inte-rioriza as coisas à sua maneira, uns que o que mais impressiona é esta agitação, este frenesim, esta roda viva em que todos andamos e pouco mais, e outros, especialmente os mais ganancio-sos que na sua ambição desmedida querem açambarcar tudo, até se possível o mundo que lhe parece fugir aos pés, em que até a dormir o seu cérebro agitado não lhes dá descanso, man-tendo-se em constante desassossego, daí e para algum repouso ter de recorrer a alguma medici-na apropriada.
É uma correria louca e constante, uma lufa-lufa endiabrada, uma azáfama sem tréguas, um constante vaivém e, no entanto, apesar disso, de em tecnologia termos máquinas que fazem numa hora o trabalho de dezenas ou centenas de ho-mens por dia, não paramos de correr, apenas quando um familiar ou particular amigo diz adeus à vida, aí e em certos adjuntos se elogiar no fu-neral do defunto, “que lhe valeu tanta luta, tanto trabalho, tantas lidas e canseiras, por vezes à mistura com algum egoísmo, se a vida acaba as-sim”, mas depressa se esquecerem dessa reali-dade.
Corre-se por tudo e por nada, e nessa correria infernal e tresloucada, física e intelectual, em que para muitos o dia em vez de vinte e quatro horas devia ter quarenta e oito, esgotamos todos
Dois ateliês portugueses de arquitectura paisa-gista, F|C Arquitectura Paisagista e Proap, fo-ram seleccionados como finalistas da edição deste ano do Prémio Internacional da Paisagem Rosa Barba, com projectos em Lisboa e Antuér-pia, na Bélgica, anunciou na sexta-feira a orga-nização.
Entre os onze projectos finalistas selecciona-dos para a 11.ª edição do galardão, estão as obras do Parque Ribeirinho Oriente, em Lisboa, da F|C Arquitetura Paisagista (Filipa Cardoso
Menezes e Catarina Assis Pacheco), e a Frente Fluvial Poente de Antuérpia, na Bélgica, do Proap (João Ferreira Nunes e Iñaki Zoilo), indica o sítio 'onli-ne' do prémio.
O Prémio Internacional Rosa Barba da Paisa-gem, organizado em parceria com a Fundação Banc de Sabadell, está integrado na Bienal In-ternacional de Arquitectura Paisagista, evento de referência nesta área, que se realiza desde 1999, em Barcelona, Espanha, e representa um
dos máximos reconhecimentos relativamente a projectos no âmbito desta disciplina.
Os onze trabalhos foram selecionados por um júri internacional, entre mais de 200 candidaturas de profissionais espalhados pelo mundo, e os projectos dos ateliês portugueses concorrem ao lado de obras de arquitectura paisagista realiza-das nos Estados Unidos, Reino Unido, Tailândia, Espanha, México, Colômbia e China.
A 11.ª Bienal de Arquitectura Paisagista em Bar-celona, que deveria ter decorrido no ano
passa-do, foi adiada devido às circunstâncias da propagação da pandemia covid-19, e deverá decorrer no final de Setembro deste ano, dedi-cada à crise global, ao seu impacto nos ecos-sistemas e às formas de o mitigar.
O prémio - que leva o nome em homenagem a Rosa Barba Casanovas (1948-2020), arqui-tecta considerada como pioneira e motor do paisagismo em Espanha - consiste num valor pecuniário de 15 mil euros, e na apresentação os nossos recursos e chegamos ao fim cansados
e insatisfeitos, porque o tempo não chegou para tudo o que queríamos, nem que fosse para des-frutar ou participar naquilo que desejaríamos.
É uma fúria de viver e uma agitação tão inten-sa que acabamos por nos contagiar uns aos outros, cada vez mais apressados, e como a téc-nica e o progresso nos vão trazendo mais inova-ções, também as nossas tarefas, os nossos de-veres, as nossas obrigações, as nossas necessi-dades, e sobretudo as solicitações da moderni-dade vão aumentando na mesma proporção, su-cedendo com isso a que todos nos acotovelam-os por falta de espaço de tempo.
Nas nossas conversas falamos de trabalho, de negócio, de dinheiro, de política, de programas televisivos, de futebol, do último modelo de auto-móvel, da moda, do custo de vida, de escânda-los, do modo de viver de certo familiar, amigo ou vizinho, do ambiente agitado em que vivemos, discutindo exaltados, gesticulando e falando alto para tentar prevalecer o nosso ponto de vista, que a razão nos assiste, por vezes com despre-zo às ideias alheias mais válidas ao que anali-samos.
O nascimento de um ano novo é sempre moti-vo de esperança, de um amanhã diferente para melhor, sobretudo agora que com esta pandemia do “coronavírus” a agravar diariamente o número de vítimas e a crise da fome em vários pontos críticos do globo, assim como novos epicentros em todo o mundo, países em que se inclui a África do Sul, prevendo-se com isso, neste con-tinente, a morte de muitos milhares de pessoas por dia, muitas delas devido à situação de fome, por vezes um número que pode ir além da trans-missão do vírus dessa pandemia, com inúmeros produtores de alimentos, que por motivos e
con-tra a sua vontade terão optado por deixar de cul-tivar os seus produtos agrícolas, e com isso os que para eles trabalhavam na agricultura parali-sados, o que não deixa de ser altamente preocu-pante para o consumidor.
O programa mundial de alimentos das Nações Unidas prevê que o número de pessoas a sofrer de fome no mundo poderá, como drástico, aumentar num futuro breve mais de duzentos mi-lhões de pessoas infectados pela pandemia, que por seu lado vai ceifando vítimas em série, agora com uma réstia de esperança, com a descoberta da vacina que começou a ser aplicada em vários países, para poder combater a propagação des-se maligno vírus.
Segundo previsão da organização mundial, os países e regiões mais apontadas pelo cenário de fome extrema são o Iémen, a República do Congo, o Afeganistão, a Venezuela, o Sahel, o Sudão, a Síria e o Haiti, não excluindo a África Ocidental, apontando ainda outros de rendimen-to médio, em que se enquadram a Índia, a África do Sul e o Brasil, a terem níveis crescentes de fome causados pela “covid-19”, e caso a pande-mia não venha a ser combatida com a descober-ta da vacina que começou a ser aplicada em países europeus, e na América, esperando-se que a seu tempo chegue a África, aumenta a es-perança de melhores dias para o mundo, que diariamente se confronta com largos milhares de vítimas, e com o avançar dos meses se poderem elevar a milhões de infectados, coisa que antes do aparecimento deste surto ninguém imagina-ria, mas que infelizmente se tornou realidade.
Vamos pois tentar, embora com alguma preocu-pação, mas sem nunca entrar em pânico, cum-prindo à risca o uso de máscaras, a par de outras indicações, como lavagem sucessiva de mãos, a par de outras indicações como o distan-ciamento físico, para assim poder ser diminuído o contágio, e com isso evitar em agravamentos, o sistema nervoso, e esgotamento cerebral, que por sua vez não só deixam marcas irreparáveis para toda a vida, como em certos casos fatais, infelizmente na sua maioria por teimosia, deslei-xo ou comodismo, e quando acordamos em con-fronto com realidade, tarde demais.
Tem sido uma catástrofe, que do género não há memória, nem ninguém sabe como e quando po-derá ser combatida, deixando sem esse prog-nóstico governantes de todo o mundo apreensi-vos, e os de recursos limitados e economias mais frágeis a temerem o pior, sem soluções de poderem dar ao seu povo o mínimo de condições de vida, só lhes restando para o evitar, confiar na solidariedade e compaixão das reconhecidas potências mundiais.
Como o nascimento de um ano novo é sempre motivo de esperança, de um amanhã diferente para melhor, se não nos deixarmos acabrunhar perante o peso de mais um ano que passou, se conseguirmos criar em nós um espírito novo, abdicando de egoísmos doentios e optar por vias de ajuda ao próximo em dificuldades, aí sim o mundo acabará por ser melhor para todos, in-cluindo os que como nós já começam a desan-dar na roda da vida.
Vicente Dias
Previna-se para mais um ano que se
espera de sacrifícios, angústias e incertezas
Será que a vacina
imuniza quem a toma
mas não impede
a transmissão do vírus?
Dois ateliês portugueses são finalistas do Prémio
Internacional Rosa Barba de Arquitectura Paisagista
18 DE JANEIRO DE 2021 . O SÉCULO DE JOANESBURGO 5
ÁFRICA DO SUL
O Presidente da República anunciou na segun-da-feira. 11 de Janeiro, que a África do Sul vai encerrar 20 postos de fronteira terrestres, incluin-do o posto de Lebombo, na fronteira com Mo-çambique, até meados de Fevereiro para reduzir o contágio pela covid-19.
"Isso expôs muitas pessoas à infecção enquan-to esperavam para serem processadas e tem si-do difícil garantir a aplicação si-dos requisitos de saúde para entrada na África do Sul, com muitas pessoas a chegarem sem o teste à covid-19", disse o chefe de Estado sul-africano numa co-municação ao país.
Nesse sentido, Ramaphosa referiu que "para reduzir o elevado nível de transmissão do vírus", a principal fronteira com Moçambique, juntamen-te com mais 19 postos de fronjuntamen-teira juntamen-terrestres, vão encerrar até 15 de Fevereiro para "entradas e saídas gerais".
"Entre os quais se inclui os seis postos de fron-teira mais movimentados, que são Beitbridge, Lebombo, Maseru Bridge, Oshoek, Ficksburg e Kopfontein", declarou.
"Todavia, as pessoas serão autorizadas a entrar ou sair do país através das fronteiras terrestres apenas em circunstâncias restritas, nomeada-mente para transporte de combustível, de mer-cadorias, atendimento médico de emergência, retorno de cidadãos sul-africanos e residentes permanentes ou outros com visto válido, saída de estrangeiros, diplomatas e estudantes de paí-ses vizinhos na África do Sul", salientou.
A medida não afecta os voos internacionais que continuam a ser permitidos no âmbito das medi-das de confinamento de nível 3 anunciamedi-das a 28
de Dezembro pelo chefe de Estado sul-africano, explicou fonte governamental.
O Presidente Ramaphosa disse que o seu exe-cutivo decidiu alargar as normas de confinamen-to de nível 3 até 15 de Fevereiro, alterando o re-colher obrigatório, que passa a ser das 21:00 até às 05:00, frisando que a venda de álcool conti-nua a ser proibida no país.
"É necessário manter as medidas de alerta de nível 3 em vigor até que tenhamos ultrapassado o pico de novas infecções e tenhamos a certeza de que a taxa de transmissão caiu o suficiente para nos permitir aliviar com segurança as restri-ções actuais", frisou.
Ramaphosa indicou que desde o início do novo ano, a África do Sul contabilizou 190.000 novos casos de infecção e 4.600 mortes até ao momen-to (11 de Janeiro), elevando para 1,2 milhões o número total de pessoas infectadas com o novo coronavírus.
De acordo com o Presidente sul-africano, mais de 15.000 pessoas encontram-se hospitalizadas com covid-19, sendo que um terço dos quais re-quer oxigénio.
"A nova variante do vírus transmite-se mais ra-pidamente, a pressão sobre os hospitais é se-vera", vincou Ramaphosa, apelando aos sul-afri-canos a aderirem às medidas de confinamento para abrandar as infecções.
As províncias do KwaZulu-Natal, Cabo Ociden-tal, Limpopo e Mpumalanga, são as mais afecta-das pela doença, segundo o Presidente.
O chefe de Estado disse que a África do Sul vai vacinar 67% da população, sendo que 10% da população será através do programa Covax da
Organização Mundial de Saúde, acrescentando que o executivo assegurou também 20 milhões de doses por adjudicação direta, contando ainda adquirir nos próximos meses vacinas para a covid-19 através da União Africana (UA).
"Como presidente da União Africana, iniciamos um grupo de trabalho para a aquisição de vaci-nas para a África fornecer doses de vacina para o continente, estas vacinas serão adquiridas a granel e os países africanos poderão solicitar doses de vacina a partir desta ‘pool'", afirmou.
"Estima-se que o continente africano precisará de 1,5 biliões de doses para imunizar 60% da po-pulação", frisou.
"Temos uma estratégia de vacinação nacional que será mais eficiente que o nosso programa de HIV-Sida", declarou.
O líder sul-africano assegurou que "qualquer vacina da covid-19” será “aprovada pela enti-dade reguladora", indicando que na primeira fase do programa de vacinação contra a doença, cuja data não precisou, o Governo conta vacinar 1,2 milhões de profissionais da saúde.
Numa segunda fase, referiu, a economia mais desenvolvida de África conta imunizar 16 mi-lhões de pessoas, nomeadamente idosos, sem-abrigo, reclusos e pessoas com mais de 60 anos. Na fase 3 do programa de vacinação contra a covid-19 anunciado, a África do Sul prevê vaci-nar cerca de 22,5 milhões de pessoas, segundo Ramaphosa.
"Teremos então alcançado cerca de 40 milhões (67%) de sul-africanos, o que é considerado imu-nidade de grupo", referiu.
Governo encerra 20 fronteiras terrestres
O Presidente da República anunciou na segunda-feira, 11 de Janeiro,
que a África do Sul vai encerrar 20 postos de fronteira terrestres,
incluindo o posto de Lebombo, na fronteira com Moçambique, até
mea-dos de Fevereiro para reduzir o contágio pela covid-19.
"Os viajantes com um teste PCR negativo váli-do com menos de 72 horas podem fazer a tra-vessia sem problemas, o problema surgiu quan-do as autoridades de Saúde na África quan-do Sul se recusaram a aceitar testes de antigénio negati-vos de Moçambique e isso foi alargado aos ca-mionistas", explicou à Lusa Mike Fitzmaurice, presidente da Federação das Associação de Transportes Rodoviários da África Austral e Oriental, (Fesarta, sigla em inglês).
"Isso resultou numa reacção de Moçambique, que agora não aceita [a entrada de] motoristas da África do Sul que tinham testes de antigénio válidos negativos por 30 dias, e insistem agora em testes PCR negativos válidos até 72 horas", explicou.
O dirigente sul-africano adiantou que "muitos desses motoristas que tinham testes de anti-génio sul-africanos válidos já se encontravam à espera na fila de sete quilómetros no lado sul-africano e que depois tiveram que ser novamen-te novamen-testados por meio de um novamen-tesnovamen-te PCR, em Ko-matipoort, tendo de esperar mais 24 a 48 horas pelos resultados do teste antes de poderem en-trar em Moçambique", frisou Mike Fitzmaurice.
De acordo com o dirigente dos transitários da África Austral e Oriental, as regras de covid-19 introduzidas pelas autoridades da Saúde da Áfri-ca do Sul, que exige a apresentação de um teste PCR à covid-19 negativo válido até 72 horas antes da entrada no país, ou a realização de um teste de antigénio por 170 randes (9 euros) na fronteira, é uma das principais razões pelo actu-al ‘congestionamento' na principactu-al fronteira entre os dois países.
"Devido ao baixo custo do teste de antigénio no lado sul-africano da fronteira, a maioria dos via-jantes optou por não fazer o teste PCR, que é mais caro em Maputo, cerca de 5.000 meticais ou 1.000 randes [53.34 euros], isto causou um congestionamento massivo na fronteira e os fun-cionários da Saúde ficaram sobrecarregados e esta foi a causa directa do congestionamento no lado de Moçambique", adiantou à Lusa.
Segundo a fonte, o distanciamento social quase não existe "quando grandes grupos de pessoas são forçados a reunir-se numa área confinada à espera de serem processados pela imigração e pelas autoridades de Saúde".
"Também havia muitas famílias com crianças e bebés, idosos retidos nos seus carros e em táxis por vários dias e noites, em temperaturas exces-sivas com pouca ou nenhuma água e comida, e também sem uma casa de banho", sublinhou.
Contactado, o porta-voz do Ministério do Interior sul-africano escusou-se a comentar a situação de crise que se vive naquela fronteira, remeten-do para as autoridades de Saúde o esclareci-mento da situação.
"A imigração faz o que todos os funcionários da imigração em todo o mundo fazem, aplica as leis de imigração, como garantir que as pessoas via-jem com passaportes e autorizações válidos", afirmou à Lusa, Siya Qoza
"O ministério que regulamenta os certificados da covid-19 e outras questões de saúde é o Mi-nistério da Saúde", adiantou.
Em Maputo, o Ministério da Saúde moçambi-cano disse ter montado brigadas de testagem em Ressano Garcia, mas, segundo as autori-dades do país vizinho, a África do Sul tem rejeita-do os testes rápirejeita-dos feitos rejeita-do larejeita-do moçambica-no, sem que houvesse, alguma justificação,
ex-plicou o porta-voz do Serviço Nacional de Migra-ção (SENAMI) de Moçambique, Celestino Matsi-nhe.
Mike Fitzmaurice explicou à Lusa que, a fila de espera dos camiões na fronteira para entrar na África do Sul já chegou a registar 25 quilómetros, enquanto que a dos veículos privados e táxis, se estendia a 10 quilómetros "por vezes com quatro faixas que bloqueavam a livre passagem de pesados".
O impacto económico em termos de perda de receitas para o sector dos transportes, referiu a mesma fonte, ascende a 33 milhões de randes (1,7 milhões de euros) por dia.
"Isso não cobre a responsabilidade dos trans-portadores para com os seus clientes pelos atra-sos na entrega, no carregamento nas viagens de regresso, os assaltos e roubos que são alvo nas
longas filas de espera sem segurança por vários dias e noites, e mercadorias estragadas (perecí-veis) em temperaturas excessivas, sem falar no aumento dos seguros", explicou à Lusa.
Na óptica de Mike Fitzmaurice, os pequenos transportadores "não serão capazes de absorver esses custos" e sobreviver à pandemia do novo coronavírus já causou mais de 1.214.180 infec-ções e 32.800 mortes na África do Sul desde Março do ano passado, segundo as autoridades da Saúde sul-africanas.
"As transportadoras de Crómio, que costuma-vam fazer quatro viagens de Steelpoort, na Áfri-ca do Sul, para Maputo, ida e volta, agora só conseguem fazer apenas uma viagem em cinco dias, o que afectou a sua sustentabilidade para sobreviverem", afirmou à Lusa.
Transportadores sul-africanos queixam-se
das regras na fronteira com Moçambique
As autoridades moçambicanas
passaram a recusar a entrada a
motoristas com testes de
anti-gé-nio à covid-19 válidos, insistindo
agora também em testes PCR
ne-gativos até 72 horas como na
Áfri-ca do Sul, disse a entidade
regio-nal de transportadores.
PRESIDENTE DA ÁFRICA DO SUL, CYRIL RAMAPHOSA
6 O SÉCULO DE JOANESBURGO . 18 DE JANEIRO DE 2021
ÁFRICA DO SUL
A linha aérea do Emirado Dubai, em comunica-do, anunciou que até 28 de Janeiro todos os voos de e para a África do Sul estão suspensos, mas por razões não especificadas pela linha aérea.
A Emirates apela a todos os clientes afectados
para contactarem as agências de viagens ou a li-nha de atendimento da companhia do Dubai para avaliarem opções de reagendamento.
Vários países anunciaram restrições de viagens de e para a África do Sul devido aos números de infecções e mortes devido ao Covid-19. A empresa estatal de produção de electricidade
Eskom, afirmou que há uma elevada probabili-dade do programa de “loadshedding” durar até Setembro deste ano.
O porta-voz da Eskom Sikhonathi Mantshant-sha afirmou “‘loadshedding’ fará parte das nos-sas vidas no futuro que se vislumbra e veremos uma mudança significativa no início de Setem-bro. Neste momento temos quase 15 mil mega-watts de produção inoperacional devido a ava-rias imprevistas. Duas unidades de produção na central de Kusile não estão disponíveis. O prob-lema está a ser resolvido”, afirmou Mantshant-sha.
“As nossas vidas estão à mercê de centrais de energia muito antigas e uma infraestrutura
enve-A indústria de produção de bebidas alcoólicas está a apelar ao Governo para providenciar alívio no que toca a certas taxas de impostos. As pre-ocupações aumentam no que respeita a empre-sas de fabrico de álcool simplesmente não sejam capazes de pagar os impostos e poder acabar numa revolta fiscal a nível nacional.
Faltam algumas semanas até que o ministro das Finanças Tito Mboweni anuncie as propostas fiscais no discurso do orçamento de Estado no próximo mês. Com as enormes perdas de em-prego, a proibição da venda de álcool e a maio-ria dos sul-africanos num precipício financeiro, o Governo está numa corda bamba em relação ao fisco. O CEO da Distell, Richard Rushton afirmou que a indústria de produção de bebidas alcoóli-cas está sobre uma pressão extrema.
“Pagamos cerca de 2 biliões de randes por mês em taxas ao SARS e acabámos de passar um período em Dezembro e uma proibição de ven-da. Isso resulta em vendedores com stock e uma possibilidade de não nos pagarem e isso, por sua vez, não nos possibilita pagar ao SARS e por isso estamos a pedir dispensa quanto a esses montantes”.
Em Julho e Agosto do ano passado a indústria de produção de bebidas alcoólicas teve uma isenção de 5 biliões de randes.
Em Novembro, o ministro das Finanças, Tito Mboweni afirmou que existia um buraco fiscal de 300 biliões de Randes que precisa de ser suplan-tado, mas ainda não é claro como o fará ou se será possível fazê-lo. Há também a preocupação que a falta de impostos tenha o efeito negativo no pagamento de subsídios sociais.
O Departamento de Educação Básica afirmou que apesar de compreender que a pandemia de Covid-19 trouxe ainda mais dificuldades finan-ceiras às famílias sul-africanas, professores e outros serviços escolares terão de ser pagos.
O Departamento comunicou que os pais terão que pagar as propinas mensais dos filhos para o mês de Janeiro, apesar do início do ano lectivo ter sido adiado para o mês de Fevereiro. Isto, devido ao ressurgimento de infecções e mortes devido ao Covid-19.
Pais e Encarregados de Educação inquiriram se haverá algum alívio devido ao começo atrasado do ano lectivo. O Departamento não se demo-veu.
O vice-ministro de Educação, Reginah Mhaule afirmou “propinas em Janeiro, sim, os pais terão de pagar. Lembrem-se que a maioria das nossas escolas independentes, escolas privadas depen-dem das propinas dos pais e ano lectivo já começou”.
Mhaule encorajou os pais que não conseguem pagar as propinas devido às consequências da pandemia, que informem a gerência da escola. “Que indiquem, não se manda o filho para a es-cola e depois fica-se à distância. Falem e expo-nham a situação, porque haverá sempre lugar para acomodar para aqueles que perderam os empregos e não têm dinheiro. Não podemos di-zer que os alunos não podem ir à escola por cau-sa dos pais terem perdido os empregos”, acres-centou.
“Loadshedding” é esperado durar até Setembro
lhecida. Mesmo depois de Setembro, a Eskom não será capaz de dizer que o ‘loadshedding’ será eliminado. Estamos a dizer que será signifi-cativamente reduzido”.
O maior partido da oposição, o DA (Aliança De-mocrátia), apelou ao ministro das Empresas Pú-blicas, Pravin Gordhan, a dar garantias que os hospitais e a vacinação de Covid-19 não serão
afectadas pelos cortes de electricidade. O parti-do levantou a questão de pacientes ligaparti-dos a ventiladores e no armazenamento das vacinas quando chegarem ao país.
Reabertura das escolas adiadas
mas propinas têm de ser pagas
Emirates suspende voos
para a África do Sul
Preocupação
com revolta
fiscal devido
à proibição
de álcool
18 DE JANEIRO DE 2021 . O SÉCULO DE JOANESBURGO 7
PORTUGAL
O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro,
Antó-nio Costa, no final do Conselho de Ministros de quarta-feira, no Palácio da Ajuda.
“A partir das 00:00 de dia 15 de Janeiro [sexta-feira] volta a vigorar em Portugal, de uma forma generalizada, o dever de recolhimento domiciliá-rio”, adiantou.
Segundo o chefe do executivo, as excepções que já existiram em Março e Abril manter-se-ão, mas deixou em apelo: “por uma vez, não
perca-mos muito tempo a olhar para as exceções e que concentremo-nos no que é mesmo essencial, o recolhimento domiciliário para que cada um se proteja e, protegendo-se, proteja também a saú-de dos outros”.
“As regras que repomos são essencialmente as mesmas que vigoraram entre Março e Abril, com uma excepção que se prende com o calendário democrático das eleições presidenciais do próxi-mo dia 24 de Janeiro e com a necessidade de não voltarmos a sacrificar a actual geração de estudantes e por isso iremos manter em pleno funcionamento todos os estabelecimentos edu-cativos”, adiantou.
No comunicado do Conselho de Ministros entre-tanto divulgado a “participação no âmbito da campanha eleitoral ou da eleição do Presidente da República” figura na lista das deslocações autorizadas, entre outras.
COSTA AFIRMA QUE O GRANDE PERIGO É A “ANESTESIA” DOS CIDADÃOS FACE À GRAVIDADE DA DOENÇA
O primeiro-ministro advertiu na quarta-feira, 13 de Janeiro, que um dos maiores perigos é a "anestesia" das pessoas relativamente à gravi-dade da covid-19, numa alusão a quem desva-loriza agora os riscos da doença ou quem actua como se já estivesse vacinado.
Esta referência ao tema das alterações na per-cepção da epidemia por parte de muitos cida-dãos - e que motiva uma elevada preocupação entre os epidemiologistas - foi feita por António Costa na conferência de imprensa após o Con-selho de Ministros ter aprovado um novo confina-mento geral.
De acordo com o líder do executivo, no combate à epidemia de covid-19, "das coisas mais dolo-rosas é a forma como colectivamente se vai ga-nhando uma anestesia relativamente aos núme-ros terríveis que Portugal vai registando".
"Caso se comparem os números de hoje com os números da primeira vaga, caso se compare
a reacção que tivemos todos na primeira vaga e a de alguns agora têm nesta fase, percebe-se como anestesia é muito perigosa", sustentou.
António Costa defendeu depois que, "ao mesmo tempo em que há a esperança de que é mesmo possível dar cabo da pandemia, já que a vacina está mesmo aí, havendo pessoas que já estão a ser vacinadas", importa também "ter consciência que este processo vai ser demorado".
"Portanto, nada nos consente que nos comece-mos a comportar como já estivéssecomece-mos vacina-dos. É isso que torna muito perigoso o momento que estamos a viver. Sem perder a confiança, não se pode desvalorizar o perigo que esta pan-demia continua a representar", alertou.
Logo na sua intervenção inicial, António Costa defendeu o carácter essencial de "haver agora, de novo, um esforço acrescido para se combater a pandemia".
"Gostaria de recordar que, quando em Abril anunciei o programa de desconfinamento pro-gressivo a iniciar a partir de Maio, disse aos por-tugueses de que não teria nem rebuço nem ver-gonha de voltar atrás se e quando isso fosse ne-cessário", afirmou.
Ora, de acordo com o líder do executivo, este é momento de "dar a cara sem rebuço nem ver-gonha".
"Vamos voltar onde estávamos em Abril passa-do. São as circunstâncias que o impõem e é a nossa responsabilidade individual e a nossa soli-dariedade colectiva que nos obriga a adoptar estas medidas. Tenho bem consciência do que isso significa, sobretudo para aqueles que vivem a angústia de perder o emprego, ou que luta de-sesperadamente por manter as suas empresas em funcionamento", referiu.
António Costa foi ainda mais longe e declarou saber "o que custa prejudicar o convício familiar e sacrificar a liberdade".
"Mas há algo que todos sabemos: A vida não tem preço e o preço que estamos a pagar com esta pandemia é absolutamente insuportável", acrescentou.
O novo confinamento geral devido à pandemia da covid-19 aplica-se a todo o território nacional continental e entrou em vigor às 00:00 de sexta-feira, destacando-se o dever de permanecer em casa e a excepção do ensino presencial.
No âmbito da modificação do estado de emer-gência em vigor e da prorrogação por mais quin-ze dias, até 30 de Janeiro, o Governo determinou um conjunto de medidas extraordinárias para “limitar a propagação da pandemia e proteger a saúde pública”.
Entre as medidas estão restrições à circulação da população, obrigatoriedade do teletrabalho e encerramento do comércio, com excepção dos estabelecimentos de bens e serviços essenciais. As regras gerais passam por ficar em casa, limi-tar os contactos ao agregado familiar, reduzir as deslocações ao essencial, usar máscara de pro-teção, manter o distanciamento físico, lavar as mãos e cumprir etiqueta respiratória.
CONFINAMENTO OBRIGATÓRIO
- Dever geral de recolhimento domiciliário, em que “a regra é ficar em casa”, salvo deslocaliza-ções autorizadas;
- Autorizadas deslocações para comprar bens e serviços essenciais, desempenho de actividades profissionais, frequência de estabelecimentos escolares, prática de atividade física e desportiva ao ar livre ou participação no âmbito da campa-nha eleitoral ou da eleição do Presidente da Re-pública;
- Confinamento obrigatório para pessoas infe-tadas com a covid-19 ou em vigilância ativa por decisão das autoridades de saúde.
EDUCAÇÃO
- Abertos todos os estabelecimentos de ensino - creches, escolas e universidades - em regime
presencial;
- "Campanha permanente" de testes antigénio nas escolas para despistar casos de infeção da covid-19.
TRABALHO
- Obrigatoriedade do teletrabalho, sempre que as funções em causa o permitam, sem necessi-dade de acordo das partes;
- Incumprimento do teletrabalho é contraorde-nação muito grave.
SERVIÇOS PÚBLICOS
- Serviços públicos prestam atendimento pres-encial mediante marcação prévia e é reforçada a prestação dos serviços através dos meios digi-tais e dos centros de contacto;
- ABERTOS TRIBUNAIS.
COMÉRCIO E SERVIÇOS
- Abertos estabelecimentos como mercearias e supermercados, com lotação limitada a cinco pessoas por 100 metros quadrados, mas sem restrição de horário;
- Permitida realização de feiras e mercados, nos casos de venda de produtos alimentares;
- Abertos consultórios, dentistas e farmácias;
- Encerrados cabeleireiros e barbearias; - Encerrados equipamentos culturais; - Encerradas termas.
RESTAURANTES, BARES E CAFÉS
- Restauração e similares funcionam exclusiva-mente para efeitos de atividade de confeção des-tinada a consumo fora do estabelecimento através de entrega ao domicílio ou ‘take-away’.
DESPORTO
- Encerrados ginásios;
- Encerrados pavilhões e outros recintos des-portivos, salvo a prática de desportos individuais ao ar livre e atividades de treino e competitivas;
- Mantêm-se em actividade as selecções nacio-nais e 1.ª divisão sénior, em que se inclui a I Liga portuguesa de futebol, mas sem público.
CERIMÓNIAS RELIGIOSA
- Permitidas cerimónias religiosas de acordo com as normas da Direcção Geral da Saúde;
APOIO À ACTIVIDADE ECONÓMICA
- Criação de medidas extraordinárias de apoio aos trabalhadores e à actividade económica, aos contribuintes, ao sector da cultura, aos
consumi-dores e ao comércio;
- Acesso automático ao ‘lay-off’ simplificado para empresas obrigadas a encerrar.
AGRAVADO REGIME SANCIONATÓRIO
- Alterado regime contraordenacional e coimas elevadas para o dobro durante o estado de emergência, por incumprimento das medidas para combater a pandemia;
- Contraordenação para não-sujeição a teste à chegada ao aeroporto, com coima entre 300 a 800 euros.
TAXAS E PREÇOS
- Nos serviços de entrega de refeições ao domi-cílio, comissões cobradas aos restaurantes limi-tadas a 20% e taxas de entrega não podem aumentar;
- Gás engarrafado (GPL) sujeito a preços máx-imos.
ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS
- Exercício de direito de voto antecipado para os eleitores que estejam em confinamento obri-gatório, nomeadamente os cidadãos residentes em estruturas residenciais para idosos;
- Permitidos eventos no âmbito da campanha eleitoral e da eleição do Presidente da Repúbli-ca.
Entrou na sexta-feira em vigor
o novo confinamento geral
As novas medidas tomadas pelo
Conselho de Ministros para
con-trolar a pandemia de covid-19,
en-tre as quais o dever de
recolhi-mento domiciliário, entraram em
vigor às 00:00 de sexta-feira.
Medidas do novo
confinamento
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ANTÓNIO COSTA, PRIMEIRO-MINISTRO PORTUGUÊS
8 O SÉCULO DE JOANESBURGO . 18 DE JANEIRO DE 2021
COVID-19
PORTUGAL
O Presidente da República e recandidato ao cargo, Marcelo Rebelo de Sousa, afirma que te-ria evitado as palavras do primeiro-ministro na Autoeuropa sobre a sua reeleição, considerando que António Costa lhe criou um problema.
Marcelo Rebelo de Sousa recorda este momen-to, passados oito meses, em entrevista ao 'pod-cast' "Perguntar Não Ofende", de Daniel Oliveira e João Martins, gravada na segunda-feira, e con-ta que o primeiro-ministro lhe disse no bar da
Autoeuropa que estava "com uma ideia" para a intervenção que iria fazer.
Questionado se ficou agradado ou desagrada-do com as palavras de António Costa, responde: "Eu devo dizer que evitava. Por mim, eu evitava aquilo. Se ele, por exemplo, me tivesse pergun-tado: olhe, o que é que acha de eu dizer isto? Eu dizia: não diga, não diga, porque é um proble-ma".
"E depois eu disse, salvo erro, uma coisa assim: ó senhor primeiro-ministro, pode ter resolvido um problema seu, e não sei se resolveu, mas criou-me um problema. Mas ele sorriu, enfim. Não sei se ele resolveu um problema dele, não é líquido que tenha resolvido, mas criou-me generica-mente um problema", acrescenta o chefe de Es-tado, que entretanto recebeu o apoio de PSD e CDS-PP como candidato presidencial.
Interrogado se não considera que António Cos-ta contribuiu para que fosse visto por pessoas de direita como um candidato do PS, Marcelo Rebelo de Sousa concorda: "É evidente, mas eu
percebi isso no momento em que ele falou. Es-tava feito. No momento em que ele falou esEs-tava feito, e eu não tinha podido evitar".
No dia 13 de Maio do ano passado, após 45 dias de estado de emergência devido à pande-mia de covid-19, durante uma visita conjunta à Volkswagen Autoeuropa, em Palmela, no distrito de Setúbal, o primeiro-ministro, António Costa, manifestou a vontade de regressar àquela fábri-ca com Marcelo Rebelo de Sousa já num segun-do mandato presidencial, contansegun-do, portanto, com a sua recandidatura e reeleição.
"Nós vamos ultrapassar esta pandemia e os efeitos económicos e sociais este ano, no ano que vem, nos anos próximos. E eu cá estarei, e cá estaremos todos, porque isto é um espírito de equipa que se formou e que nada vai quebrar. Cá estaremos este ano e nos próximos anos a cons-truir um Portugal melhor", afirmou, em seguida, o Presidente da República, que só viria a anunciar a sua recandidatura ao cargo a 7 de Dezembro. Nesta entrevista ao 'podcast' "Perguntar Não
Ofende", Daniel Oliveira introduz o episódio da Autoeuropa perguntando a Marcelo Rebelo de Sousa se "o apoio oficioso de António Costa à sua candidatura não foi um favor que fizeram a André Ventura colando uma candidatura do cam-po da direita, que ainda nem sequer tinha sido anunciada, ao PS".
"Isso é pergunta que tem de colocar ao primei-ro-ministro", responde o candidato.
"Eu conto-lhe como é que foi. Estávamos a sair da Autoeuropa, fomos ao bar", relata Marcelo Rebelo de Sousa, referindo que um administra-dor da fábrica os convidou para um almoço que "já não calhava no mandato presidencial em curso".
"E o primeiro-ministro disse: ah, vimos cá almo-çar, com certeza. Depois eu disse: olhe, isso é para além do tempo do mandato. E ele não disse nada, e daí a bocadinho disse-se assim: estou aqui com uma ideia, vou usar da palavra, eu te-nho aqui uma ideia. Eu comecei logo a pensar que ideia teria o primeiro-ministro, porque ele é muito rápido, mas nem todas as ideias são exac-tamente coincidentes com as minhas", prosse-guiu.
Segundo o Presidente da República, António Costa disse "uma coisa", mas "o que foi entendi-do foi outra" e, independentemente dessas de-clarações, "haveria sempre candidaturas à direi-ta".
Esta entrevista está disponível em www.pergun- tarnaooofende.pt/pno/presidenciais-2021-marce-lo-rebelo-de-sousa.
O presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa pediu aos portugueses que en-tendam que a situação nos hospitais é grave e que as medidas têm de ser cumpridas. De outra forma, o confinamento pode ser mais duro e mais longo.
O presidente entende que "é grave" os portu-gueses facilitarem, porque "significa não levar a sério o confinamento". “Pode ser necessário ir mais longe no fechamento de actividades que ainda ficaram abertas, como sinal à sociedade", declarou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalis-tas no Hospital de Santa Maria. "Se for preciso reponderar medidas, o Governo naturalmente terá o apoio do Presidente da República", acres-centou.
O chefe de Estado e candidato presidencial, fa-lava após uma reunião com a administração do Centro Hospitalar Lisboa Norte, alertou que a si-tuação das estruturas de saúde "é muito crítica" e apelou uma vez mais aos portugueses para que levem a sério o confinamento imposto pela segunda vez.
Interrogado sobre a sua responsabilidade na gestão política da resposta à covid-19 em Portu-gal, referiu: "Eu decretei o estado de emergência e acho que foi decisivo em Março. Voltei a decre-tar em Novembro e acho que foi decisivo. Tenho vindo a renovar", afirmou o presidente portu-guês.“Portanto, como é evidente, assumi a má-xima responsabilidade pela gestão da pandemia e, naturalmente, estou sujeito ao escrutínio dos portugueses daqui a oito dias", atestou Marcelo Rebelo de Sousa, que se recandidata ao cargo nas eleições do próximo domingo com o apoio de PSD e CDS-PP.
“HÁ UM LIMITE E NÓS ESTAMOS MUITO PRÓXIMO DELE” - MARTA TEMIDO
A ministra da Saúde admitiu que todo o sistema de Saúde, incluindo Serviço Nacional de Saúde (SNS), sector social e privado e estruturas de retaguarda, está próximo do limite. "Estamos a
pôr todos os meios que existem no país a fun-cionar, mas há um limite e estamos muito próxi-mos do limite. E os portugueses precisam de saber disso", declarou Marta Temido à saída de uma reunião no Hospital Garcia de Orta, em Almada.
Em declarações aos jornalistas, a ministra da Saúde referiu os dados mais recentes da Direcção-Geral da Saúde, que revelam 10.385 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas e um novo recorde no número de internamentos, para sublinhar a gravidade da situação epidemi-ológica no país.
ESTADO DE EMERGÊNCIA VAI ESTENDER-SE ATÉ AO FIM DO MANDATO PRESIDENCIAL - PR
O Presidente da República e recandidato ao cargo, Marcelo Rebelo de Sousa, anunciou que o estado de emergência vai estender-se até ao fim deste seu mandato presidencial, que termina a 9 de Março, com três renovações.
"A próxima renovação do estado de emergência será, em princípio, no dia 29 deste mês, e depois haverá várias renovações mesmo até ao fim do actual mandato presidencial, haverá três", afir-mou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.
O estado de emergência está novamente em vigor em Portugal desde 6 de Novembro e na quarta-feira passada foi prolongado pelo Pre-sidente da República até 30 de Janeiro.
Se for prorrogado por mais quinze dias, o perío-do máximo por que este quadro legal pode ser decretado, sem prejuízo de eventuais renova-ções, o próximo diploma do estado de emergên-cia abrangerá o período entre 31 de Janeiro e 14 de Fevereiro, e os seguintes irão vigorar de 15 de Fevereiro até 1 de Março, e de 2 a 16 de Mar-ço.
As renovações são decretadas pelo Presidente da República com alguns dias de antecedência, ouvido o Governo e após autorização do
parla-Marcelo Rebelo de Sousa avisa que
confinamento pode ser mais longo
Presidente da República alerta que portugueses não podem facilitar
Marcelo considera que Costa
lhe criou um problema com
as palavras na Autoeuropa
mento, como determina a Constituição.
Quando decretou a mais recente renovação do estado de emergência, Marcelo Rebelo de Sou-sa defendeu que era preciso "criar um travão", com confinamento, para inverter o crescimento acelerado da covid-19 em Portugal antes de haver vacinação generalizada.
O decreto em vigor abrange o período oficial de campanha para as eleições presidenciais do pró-ximo domingo, nas quais o Presidente da Repú-blica, Marcelo Rebelo de Sousa, se recandidata ao cargo, tendo como adversários Ana Gomes, Marisa Matias, João Ferreira, André Ventura, Tia-go Mayan Gonçalves e Vitorino Silva.
CARLOS DA SILVA
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Leia e divulgue
O Século
de Joanesburgo
18 DE JANEIRO DE 2021 . O SÉCULO DE JOANESBURGO 9
PRESIDÊNCIA DA UNIÃO EUROPEIA
PORTUGAL
O primeiro-ministro estimou na quinta-feira que o Produto Interno Bruto (PIB) terá caído 15 bi-liões de euros em 2020 e adiantou que o objecti-vo agora é pôr a "bazuca europeia a disparar" o dinheiro até Junho.
António Costa transmitiu esta posição em entre-vista à TVI, depois de questionado sobre as con-sequências económicas para o país resultantes de um novo confinamento geral.
"Estamos a viver uma crise económica à escala global, ao contrário do que aconteceu na crise anterior. Felizmente, as empresas portuguesas têm mostrado muito maior resiliência do que aquilo que se temia no início desta crise", susten-tou.
De acordo com o primeiro-ministro, o Governo tem a estimativa de que o PIB caiu 15 biliões de euros e que o conjunto das medidas de apoio às empresas e famílias somam nas suas diversas modalidades, entre aumento de despesa e que-bra de receita, 22,9 biliões de euros.
"Vamos duplicar os apoios de forma a auxiliar as empresas que agora temos de encerrar, e a ministra da Cultura [Graça Fonseca] já apresen-tou um programa superior a 42 milhões de euros para apoiar diversas situações no seu setor - um dos mais duramente atingidos. Estamos perante uma crise muito dura, em relação à qual tem havido felizmente maior resiliência" do que o es-perado, reforçou.
António Costa referiu depois que se sabe que a raiz da atual crise "não está na economia, mas, antes, na saúde", frisando, neste contexto, que
"ninguém pode ter a ilusão de que se vai passar por esta pandemia só com danos na saúde e nas vidas".
"Vai ter um impacto muito grande na economia e no emprego. Antes de 2022 não regressare-mos ao ponto em que estávaregressare-mos em 2019, o que significa três anos perdidos", lamentou.
Neste ponto, o primeiro-ministro salientou que "um dos grandes objetivos da presidência por-tuguesa do Conselho da União Europeia é con-seguir pôr neste semestre a famosa bazuca a disparar, ou seja, o dinheiro a chegar efectiva-mente aos diferentes Estados-membros".
"Há muito trabalho ainda pela frente", advertiu logo a seguir.
Interrogado sobre a dimensão da dívida pública portuguesa, António Costa começou por alegou que Portugal entrou na atual crise "em melhores condições do que na anterior" de 2010, depois de um excedente orçamental em 2019.
"Podemos encarar com confiança a situação que temos pela frente. Desta vez, a União Euro-peia reagiu prontamente e, apesar do aumento da dívida e do défice em Portugal em 2020, na quarta-feira conseguiu-se uma emissão de dívi-da histórica", disse.
António Costa salientou que a emissão de dívi-da a dez anos feita por Portugal na quarta-feira teve taxa negativa, "o que significa que, fruto da solidariedade europeia e da boa gestão orça-mental, os mercados olham para o país de uma forma muto diferente do que na crise anterior".
A presidente da Comissão Europeia escusa-se a comentar a polémica nomeação do Governo português para o cargo de procurador europeu, lembrando que a instituição não interfere no pro-cesso de escolha e que cabe ao Conselho “lidar com isso”.
“A Comissão Europeia não está envolvida no processo de selecção para o cargo de procura-dores europeus”, vincou Ursula von der Leyen em entrevista à agência Lusa e outros meios de
comunicação social portugueses em Bruxelas. Questionada sobre a polémica escolha do exe-cutivo socialista do magistrado José Guerra para o cargo de procurador europeu, que já teve re-percussões internacionais, a líder do executivo comunitário insiste que “o processo de selecção para o cargo de procuradores europeus é da res-ponsabilidade do Conselho”.
“O Conselho está a lidar com isso”, apontou, nesta entrevista a propósito da visita a Lisboa de uma delegação da Comissão Europeia no âmbito da presidência portuguesa da União Europeia (UE).
Ainda assim, “claro que a Comissão Europeia tem um grande interesse em que a Procuradoria Europeia esteja operacional o mais rapidamente possível e esperamos que isso aconteça no pri-meiro trimestre deste ano”, acrescenta Ursula von der Leyen.
A responsável rejeita também comentar se esta polémica poderá ‘manchar’ a presidência portu-guesa da UE neste semestre, preferindo antes salientar as “positivas expectativas” que tem so-bre Portugal.
“Temos de trabalhar arduamente para ultrapas-sar esta pandemia, mas também temos de tra-balhar juntos para concretizar o grande pacote de recuperação”, adianta Ursula von der Leyen.
A ministra da Justiça, Francisca van Dunem, tem estado no centro de uma polémica depois da divulgação de uma carta enviada para a União Europeia, em Novembro de 2019, na qual o Go-verno apresentou dados errados sobre o ma-gistrado José Guerra, o procurador que elegeu para a nova Procuradoria Europeia, após se-lecção do Conselho Superior do Ministério Pú-blico, mas depois de um comité europeu de peri-tos ter considerado Ana Carla Almeida a melhor candidata para o cargo.
Os erros no currículo já deram origem à saída do director-geral da Política da Justiça, Miguel Romão, que após ter apresentado a demissão disse que a informação com lapsos sobre José Guerra foi “preparada na sequência de instru-ções recebidas” e o seu teor era do conhecimen-to do gabinete da ministra da Justiça.
Apesar da escolha e dos erros contidos na carta do Governo a fundamentar a escolha de José Guerra para procurador europeu, Francisca van
Dunem tem insistindo ter condições para se manter no cargo.
Na nota do Governo a fundamentar a escolha de José Guerra para o lugar de procurador euro-peu nacional, este magistrado é identificado como sendo "procurador-geral-adjunto", catego-ria que não tem, sendo apenas procurador da República, e como tendo participado "na lideran-ça investigatória e acusatória" no processo UGT, o que também não é verdade, porque foi o ma-gistrado escolhido pelo Ministério Público para fazer o julgamento e não a acusação.
O assunto estará em debate na quarta-feira na sessão plenária do Parlamento Europeu, após solicitado pela bancada dos Liberais Europeus e aprovado com o apoio do Partido Popular Euro-peu, ambos muito críticos da actuação do Gover-no português neste processo.
O magistrado português José Guerra foi no-meado a 27 de Julho de 2020 procurador euro-peu nacional na Procuradoria da UE, órgão inde-pendente de combate à fraude.
Ana Matos Neves, Ivone Gravato e Tiago Almeida, da agência Lusa
A comissária europeia da Saúde deu na se-mana passada conta de “uma reunião muito im-portante e positiva” com a ministra Marta Temido, com quem tenciona trabalhar em estreita colabo-ração nos “difíceis meses” que se avizinham, para superar a pandemia da covid-19.
No final de uma videoconferência entre Bruxe-las e Lisboa, a comissária Stella Kyriakides re-correu à sua conta oficial na rede social Twitter para dar conta da reunião com a ministra portu-guesa da Saúde, indicando que ambas aborda-ram “a situação actual da covid-19 e as priorida-des” partilhadas.
“Estou ansiosa por trabalhar em conjunto com a presidência portuguesa da UE no sentido de pro-porcionarmos a todos os cidadãos uma saída para a crise nos meses difíceis que se avizi-nham”, escreveu a comissária europeia. A tradicional visita do colégio de comissários ao
país que assume a presidência semestral rotati-va do Conselho foi adaptada devido à pandemia de covid-19, realizando-se em formato reduzido, com a presidente da Comissão Europeia a en-cabeçar uma delegação que incluiu oito comis-sários, e não a totalidade do colégio, e o progra-ma reduzido a um dia, em vez dos habituais dois. Na sexta-feira, depois do encontro entre o pri-meiro-ministro, António Costa, e a presidente do executivo comunitário, Ursula von der Leyen, os membros das duas delegações participaram nu-ma sessão plenária, após a qual António Costa e Ursula von der Leyen deram uma conferência de imprensa conjunta, no Centro Cultural de Belém (CCB), sede da presidência portuguesa.
Segundo o porta-voz do executivo comunitário, Eric Mammer, a presidente da Comissão trazia também na agenda encontros com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e com o presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues.
Von der Leyen estava acompanhada na sua deslocação a Lisboa pelos três vice-presidentes executivos, Frans Timmermans (responsável pela pasta do Pacto Ecológico Europeu), Valdis Dombrovskis (Uma Economia ao Serviço das Pessoas) e Margrethe Vestager (Digital), e pelo vice-presidente e Alto Representante da UE para a Política Externa, Josep Borrell.
A delegação integrava ainda a comissária por-tuguesa Elisa Ferreira (Coesão e Reformas), e os comissários Nicolas Schmit, que tem a tutela dos Assuntos Sociais, uma das grandes priorida-des da presidência portuguesa, Margaritis Schi-nas (Promoção de um Modo de Vida Europeu) e Maros Sefcovic (Relações Interinstitucionais e Prospectiva).
Do lado do Governo português, além do primei-ro-ministro, estiveram presentes os quatro mi-nistros de Estado - Pedro Siza Vieira (Economia e da Transição Digital), Augusto Santos Silva (Negócios Estrangeiros), Mariana Vieira da Silva (Presidência) e João Leão (Finanças), segundo nota à imprensa da presidência portuguesa da
UE (PPUE).
A representação do executivo incluiu ainda os ministros João Cravinho (Defesa), Eduardo Ca-brita (Administração Interna), Alexandra Leitão (Modernização do Estado e da Administração Pública), Nelson de Souza (Planeamento), Ma-nuel Heitor (Ciência, Tecnologia e Ensino Supe-rior), Marta Temido (Saúde), João Pedro Matos Fernandes (Ambiente e da Ação Climática) e Maria do Céu Antunes (Agricultura), além da secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Ana Paula Zacarias, que tem um papel central na coordenação da presidência.
A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segu-rança Social, Ana Mendes Godinho, participará por vídeoconferência, dado ter testado positivo ao novo coronavírus e, tendo “sintomas ligeiros”, estar em confinamento domiciliário.
O programa da visita da delegação do executi-vo europeu incluiu reuniões por grupos temáti-cos, com a participação de um comissário e os ministros da respectiva área, e reuniões bilate-rais entre comissários e ministros.
A presidência portuguesa do Conselho da UE, que decorre durante o primeiro semestre do ano, arrancou formalmente a 5 de Janeiro, com a visi-ta a Lisboa do presidente do Conselho Europeu, Charles Michel.
Encontro Costa-Von der Leyen no arranque
da visita da Comissão a Lisboa
Um encontro entre o primeiro-ministro e a presi-dente da Comissão Europeia marcou o início da visita, na sexta-feira, de uma delegação do
exe-cutivo conunitário a Lisboa, no âmbito da presi-dência portuguesa do Conselho da União Euro-peia (UE).
PRIMEIRO-MINISTRO, ANTÓNIO COSTA, E A PRESIDENTE DO EXECUTIVO COMUNITÁRIO URSULA VON DER LEYE