Ficha 1 – Actividade Sindical
Código do trabalho: Lei – 99/2003, de 27 de Agosto
Lei – 35/2004, de 29 de Julho
Âmbito de aplicação: Sector Privado
Direito de Associação Sindical art. 475º Liberdade de Sindicalização art. 479º Proibição de Actos Discriminatórios art. 453º Em caso de transferência art. 457º Quotização Sindical art. 492º, 494º e 495º art. 612º
Os/As trabalhadores/as têm o direito de constituir associações sindicais.
Aos/às trabalhadores/as é garantida, sem qualquer descriminação, a liberdade de se inscreverem em sindicato que, na área da sua actividade, represente a categoria respectiva, não podendo estar simultaneamente filiado, a título da mesma profissão, em sindicatos diferentes;
É proibido e considerado nulo ou de nenhum efeito:
Subordinar o emprego do/a trabalhador/a à condição de este se filiar ou não filiar num sindicato ou de se retirar daquele em que esteja inscrito/a;
Despedir, transferir ou, por qualquer modo, prejudicar um/uma trabalhador/a por este estar sindicalizado/a ou de exercer os seus direitos sindicais.
Estes/as trabalhadores/as não podem ser transferidos/as de local de trabalho sem o seu acordo, salvo quando a transferência resultar de mudança total ou parcial do estabelecimento onde prestem serviço. A transferência destes/as trabalhadores/as obriga ainda o empregador à prévia comunicação à estrutura a que pertencem.
A aplicação do sistema de cobrança e entrega de quotas sindicais não pode implicar para o/a trabalhador/a qualquer discriminação, nem o pagamento de outras quotas ou indemnizações, ou provocar-lhe sanções que, de qualquer modo, atinjam a sua liberdade de trabalho. O empregador tem a obrigação de proceder ao desconto do valor da quota sindical na retribuição do/a trabalhador/a, entregando-a ao respectivo sindicato até ao dia 15 do mês seguinte.
O sistema de cobrança e entrega de quotas referido depende de:
Constar de instrumento de regulamentação colectiva de trabalho (desde que o trabalhador apresente ao empregador uma declaração de autorização de desconto da quota);
Pedido expresso do trabalhador dirigido ao empregador. Nota: Da declaração de autorização deve constar
Nome e assinatura do/a trabalhador/a;
Sindicato em que o/a trabalhador/a está inscrito; Valor da quota
O sistema de cobrança e entrega de quotização mantém-se em vigor enquanto não for revogado expressamente pelo/a trabalhador/a.
A retenção e não entrega à associação sindical da quota sindical cobrada pelo empregador é punida com pena prevista para o crime de abuso de confiança.
Nota: Os trabalhadores que não estejam interessados neste sistema de cobrança de quotas, poderão continuar a pagá-las directamente no sindicato, ou através dos/as delegados/as sindicais, transferência bancária ou outros meios à disposição
Ficha 1 – Actividade Sindical
Código do trabalho: Lei – 99/2003, de 27 de Agosto
Lei – 35/2004, de 29 de Julho
Âmbito de aplicação: Sector Privado
Acção Sindical na Empresa art. 496º Reuniões de trabalhadores/as art. 497º, nº 1 art. 497º, nº 2 art. 397º art. 476º art. 398º, nº 1 e 2 art. 398º, nº 3 art. 398º, nº 4
Comunicação sobre eleição e destituição dos/as
delegados/as sindicais art. 499º
Os/as trabalhadores/as e os sindicatos têm direito a desenvolver actividade sindical no interior da empresa, nomeadamente através de delegados/as sindicais, comissões sindicais e intersindicais.
Os/As trabalhadores/as podem reunir-se nos locais de trabalho, fora do horário de trabalho da generalidade dos trabalhadores, mediante convocação de 1/3 ou 50 dos trabalhadores do respectivo estabelecimento, ou da comissão sindical ou intersindical, sem prejuízo do normal funcionamento, no caso de trabalho por turnos e trabalho suplementar.
Os/As trabalhadores/as podem reunir-se durante o horário de trabalho da generalidade dos/as trabalhadores/as, até um máximo de 15 horas por ano, que contam como tempo de serviço efectivo, desde que assegurem o funcionamento dos serviços de natureza urgente e essencial (estas 15 horas acumulam com as 15 horas para ..
As reuniões de trabalhadores/as efectuadas durante o horário de trabalho da generalidade dos trabalhadores só podem ser convocadas pela comissão sindical ou pela comissão intersindical.
Entende-se por:
Comissão sindical de empresa - a organização dos delegados sindicais do mesmo sindicato na empresa ou estabelecimento; Comissão intersindical de empresa - a organização dos
delegados das comissões sindicais de empresa ou uma confederação, desde que abranjam no mínimo 5 delegados sindicais, ou de todas as comissões sindicais da empresa ou estabelecimento.
Os promotores das reuniões devem comunicar ao empregador, com a antecedência mínima de 48 horas, a data, hora, número previsível de participantes e local em que pretendem efectuar a reunião, devendo afixar as respectivas convocatórias. Caso a reunião se realize durante o horário de trabalho, deverá ainda ser apresentada uma proposta que assegure o funcionamento dos serviços de natureza urgente e essencial.
O empregador é obrigado a disponibilizar um local adequado a realização de reunião, no interior da empresa ou na sua proximidade, desde que o mesmo tenha sido requerido pelos promotores da reunião. Os membros da direcção das associações sindicais que não trabalhem na empresa podem participar nas reuniões, mediante comunicação dos promotores ao empregador, com a antecedência mínima de 6 horas. A direcção dos sindicatos deverá comunicar por escrito ao empregador a identificação dos/as delegados/as sindicais, bem como daqueles que fazem parte de comissões sindicais e intersindicais, sendo essa comunicação afixada também nos locais reservados à informação sindical.
Idêntico procedimento será observado na substituição ou cessação de funções dos/as delegados/as sindicais.
Ficha 1 – Actividade Sindical
Código do trabalho: Lei – 99/2003, de 27 de Agosto
Lei – 35/2004, de 29 de Julho
Âmbito de aplicação: Sector Privado
Número de delegados/as sindicais por empresa
art. 500º
Crédito de horas dos/as delegados/as sindicais art. 504º art. 454º Direito a instalações art. 501º Direito de afixação e de informação sindical art. 502º Direito a informação e consulta art. 503º
Até 50 trabalhadores/as – 1 delegado/a; De 50 a 99 trabalhadores/as – 2 delegados/as; De 100 a 199 trabalhadores/as – 3 delegados/as; De 200 a 499 trabalhadores/as – 6 delegados/as;
500 ou mais trabalhadores/as – 6+ (n - 50) :200, representando n o número de trabalhadores/as.
Cada delegado/a sindical, dispõe para o exercício das suas funções, de um crédito de 5 horas por mês ou, de 8 horas por mês, se fizer parte da comissão sindical.
Sempre que pretendam gozar o crédito de horas, os/as delegados/as sindicais devem avisar o empregador, por escrito e, salvo motivo atendível, com a antecedência mínima de 2 dias.
Empresas ou estabelecimentos ≥ 150 ou mais trabalhadores:
O empregador é obrigado a pôr à disposição dos/as delegados/as sindicais, desde que estes o requeiram, a título permanente, um local situado no interior da empresa ou na sua proximidade, e que seja apropriado ao exercício das suas funções.
Empresas ou estabelecimentos com < 150 trabalhadores:
O empregador é obrigado a pôr à disposição dos/as delegados/as sindicais, sempre que estes o requeiram, um local apropriado para o exercício das suas funções.
Os/As delegados/as sindicais têm o direito de afixar, no interior da empresa e em local apropriado, posto à disposição pelo empregador, textos, convocatórias, comunicações ou informações relativos à vida sindical e aos interesses sócio-profissionais dos trabalhadores, bem como proceder à sua distribuição.
Os/As delegados/as sindicais gozam do direito a informação e consulta relativamente às matérias constantes das suas atribuições.
O direito a informação e consulta abrange, para além de outras referências constantes na lei ou em CCT, as seguintes matérias:
Evolução recente e evolução provável das actividades da empresa ou do estabelecimento e a sua situação económica; Situação, estrutura e evolução provável do emprego na empresa
ou no estabelecimento e sobre as eventuais medidas de antecipação prevista, nomeadamente em caso de ameaça para o emprego;
Decisões susceptíveis de desencadear mudanças a nível da organização do trabalho ou dos contratos de trabalho;
Para o exercício do direito a informação e consulta, os/as delegados/as sindicais devem requerer, por escrito, ao órgão de gestão da empresa ou de direcção do estabelecimento, os elementos de informação requeridos;
A informação dever-lhe-á ser prestada, por escrito, no prazo de 10 dias, salvo se, pela sua complexidade, se justificar prazo maior, mas que não poderá ser superior a 30 dias.
Ficha 1 – Actividade Sindical
Código do trabalho: Lei – 99/2003, de 27 de Agosto
Lei – 35/2004, de 29 de Julho
Âmbito de aplicação: Sector Privado
Faltas dos/as delegados/as sindicais art. 455º Protecção dos/as trabalhadores/as eleitos/as Em caso de procedimento disciplinar e despedimento art. 456º
Nota: Este direito não existe nas micro e pequenas empresas(até 50 trabalhadores) e nos estabelecimentos com menos de 20 trabalhadores/as.
Apenas se consideram justificadas, para além das correspondentes ao gozo do crédito de horas, as ausências motivadas pela prática de actos necessários e inadiáveis no exercício das suas funções, as quais contam, excepto para efeitos de retribuição, como tempo de serviço efectivo.
As faltas são comunicadas, por escrito, com um dia de antecedência, com referência às datas e ao número de dias de que necessitem para o exercício das suas funções, ou, em caso de impossibilidade, nas 48 horas imediatas ao primeiro dia de ausência.
A ausência de comunicação nos termos referidos torna a faltas injustificadas.
A suspensão destes/as trabalhadores/as não obsta a que os mesmos possam ter acesso aos locais e actividades que se compreendam no exercício normal das suas funções sindicais.
O despedimento do/a trabalhador/a candidato/a a corpos sociais das associações sindicais, bem como do que exerça ou tenha exercido essas funções Há menos de três anos, presume-se feito sem justa causa.
No caso do/a trabalhador/a despedido/a ser representante sindical, membro de CT ou conselho de empresa europeu, tendo sido interposta providência cautelar de suspensão do despedimento, esta só não é decretada se o tribunal concluir pela existência de probabilidade séria de verificação da justa causa invocada.
As acções de impugnação judicial do despedimento destes representantes têm natureza urgente.
Não havendo justa causa, o/a representante despedido/a tem o direito de optar entre a reintegração na empresa e uma indemnização de valor correspondente ao montante, entre 30 e 60 dias de retribuição base por cada ano completo ou fracção de antiguidade, no mínimo de 6 meses. O n.º max. de dirigentes sindicais é atribuído em função da dimensão da empresa.
Os dirigentes sindicais têm direito a:
- a um crédito de horas que corresponde a 4 dias de trabalho por mês, mantendo o direito à retribuição.
- Faltas são justificadas até ao limite de 33 faltas por ano??? previsivelmente para além de um mês aplica-se o regime da suspensão do CT
Nota: A direcção da associação sindical deve comunicar à empresa, até 15 de Janeiro de cada ano civil e nos 15 dias posteriores a qualquer alteração da composição da direcção, a identificação dos membros que beneficiam do crédito de horas.
Ficha 1 – Actividade Sindical
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
DL. nº 84/99 de 19 de MarçoArt.º 5º
Faltas dos membros dos corpos gerentes art. 12º a 15º
Formalidades para
informação das faltas dos Dirigentes art. 14
Faltas dos Delegados Sindicais art. n.º 19
Deveres do delegado art. n.º 20
Número de Delegados (DS) sindicais por Instituição art. 21º
Processo eleitoral art. 22º
Os dirigentes e delegados não podem ser transferidos do local de trabalho sem o seu acordo expresso e sem audição da Associação sindical respectiva.
NOTA:
Casos Particulares que não se enquadram na situação acima exposta, devem contactar o Dep. de Organização; Problemas que ocorrem sobre esta matéria, em alguma instituição, devem contactar o Dep. de
Organização / Dep. de conflitos.
As faltas dadas pelos trabalhadores consideram-se justificadas e contam para todos os efeitos legais, como tempo efectivo serviço, salvo quanto à remuneração.
Os dirigentes têm direito ao crédito de 4 dias/mês remunerados para o exercício das suas funções que podem utilizar em períodos de meios-dias. Os créditos podem ser transferidos e acumulados por ano civil de outros meses ou para outros dirigentes.
O governo tem que ter conhecimento da lista dos membros dos corpos gerentes, que podem acumular e ceder créditos até 15 de Janeiro ou até 60 dias após as eleições.
O Sindicato comunica ao serviço por meios idóneos e seguros (carta registada com aviso de recepção), as datas com um dia útil de antecedência ou até dois dias úteis imediatos.
12 horas/mês de não trabalho, remuneradas para o exercício das suas funções, que conta, para todos os efeitos legais, como serviço efectivo. Em cada Instituição, os DS podem gerir em cada mês o crédito de horas de que dispõem, transferindo livremente para outros os seus créditos não utilizados.
Sem prejuízo do disposto no nº anterior as Associações sindicais poderão:
Acumulação num DS do crédito de outros
Acumulação no mesmo mês do crédito de outros meses do mesmo ano.
Informar o seu serviço com pelo menos 24 horas de antecedência da utilização do crédito de que dispõem.
1 DS por unidade orgânica com menos de 50 trabalhadores sindicalizados;
2 DS por unidade orgânica com 50 a 99 trabalhadores sindicalizados; 3 DS por unidade orgânica com 100 a 199 trabalhadores sindicalizados; 6 DS por unidade orgânica com 200 a 499 trabalhadores sindicalizados; 6 DS + 1 por cada 200 trabalhadores sindicalizados;
Candidatos que integram as listas dos corpos gerentes das associações sindicais, tem dispensa de serviço até 6 dias úteis com possibilidade de utilização em meios-dias.
Dispensa de até um dia dos membros da mesa eleitoral.
Dispensa de serviço aos trabalhadores pelo tempo necessário a exercer o direito de voto.
Dispensa de serviço aos trabalhadores que participem em actividades de fiscalização do acto eleitoral durante o período de votação e contagem de votos.
Ficha 1 - A
ctividade Sindical
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DL. nº 84/99 de 19 de Março
Actividade sindical nos serviços art. n.º 27
Reuniões fora das horas de serviço art. n.º 28
Reuniões em horas de serviço Art. 29º
Formalidades art. n.º 30º e 31º
Distribuição de informação art. 32º
Estas dispensas são equiparadas a serviço efectivo, para todos os efeitos legais.
É permitida a instalação e funcionamento de mesas de voto nos locais de trabalho durante as horas de serviço (sem prejudicar o normal funcionamento dos serviços.
É garantido o direito de exercer a actividade sindical nas instalações dos serviços, sem comprometer o normal funcionamento dos serviços.
Os trabalhadores tem o direito a reunir nos locais de trabalho fora das horas de serviço, convocadas pelo sindicato ou delegados sindicais, a convocação das reuniões deve ser feita com 24 horas de antecedência ao dirigente máximo do serviço, podendo os dirigentes participar sem prejuízo de lhes ser solicitada a respectiva
identificação em nº indicado na comunicação. O dirigente máximo tem que designar sala a que o público não tenha acesso.
Estas reuniões não poderão prejudicar o normal funcionamento do serviço.
Reuniões durante das horas de serviço;
Concede 15 horas anuais para a realização de reuniões, com carácter excepcional, em que podem participar membros dos corpos gerentes.
Formalidades dos pedidos de reunião; Comunicar, por meios idóneos e seguros, com antecedência mínima de 24 horas. (ver Minuta de Pedido de cedência de sala)
A realização de reuniões durante as horas de serviço não pode comprometer o funcionamento dos serviços de carácter urgente.
A distribuição de informação, de informação sindical e sua fixação em locais próprios e devidamente assinalados é autorizado. O dirigente máximo do serviço deve disponibilizar os locais com normal acesso à generalidade dos trabalhadores
ACTIVIDADE SINDICAL Ministério da Administração Pública
Dec. Regulamentar n.º 2-A/2005
Actividade Sindical na via pública que podem afectar o trânsito normal - Requer pedido de autorização na CM ou Concelho onde se realiza a actividade;
- Documento a apresentar: Requerimento contendo a identificação da actividade, data, hora, local e traçado do percurso. (Artigo 7º)