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Simulação e implementação experimental de um controlador preditivo generalizado para um robô orthoglide baseado na modelagem dinâmica

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(1)

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS

FACULDADE DE ENGENHARIA MEC ˆ

ANICA

COMISS ˜

AO DE P ´

OS-GRADUA ¸

C ˜

AO EM ENGENHARIA

MEC ˆ

ANICA

Fabian Andres Lara Molina

Simula¸

ao e Implementa¸

ao

Experimental de um Controlador

Preditivo Generalizado para um Robˆ

o

Orthoglide baseado na Modelagem

Dinˆ

amica

Campinas, 2012.

(2)

Fabian Andres Lara Molina

Simula¸

ao e Implementa¸

ao

Experimental de um Controlador

Preditivo Generalizado para um Robˆ

o

Orthoglide baseado na Modelagem

Dinˆ

amica

Tese apresentada ao Curso de Doutorado da

Faculdade de Engenharia Mecˆanica da

Univer-sidade Estadual de Campinas, como requisito

para a obten¸c˜ao do t´ıtulo de Doutor em

Enge-nharia Mecˆanica.

´

Area de Concentra¸c˜ao: Mecˆanica dos S´olidos

e Projeto Mecˆanico

Orientador: Jo˜ao Maur´ıcio Ros´ario

Co-orientador: Didier Dumur

Campinas 2012

(3)

FICHA CATALOGRÁFICA ELABORADA PELA

BIBLIOTECA DA ÁREA DE ENGENHARIA E ARQUITETURA - BAE - UNICAMP

L32s

Lara Molina, Fabian Andres

Simulação e implementação experimental de um controlador preditivo generalizado para um robô orthoglide baseado na modelagem dinâmica / Fabian Andres Lara Molina. --Campinas, SP: [s.n.], 2012. Orientadores: João Maurício Rosário, Didier Dumur. Tese de Doutorado - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Engenharia Mecânica. 1. Robótica. 2. Robôs - Sistemas de controle. 3. Controle preditivo. 4. Simulação e modelagem. 5. Dinâmica das máquinas. I. Rosário, João Maurício . II. Dumur, Didier. III. Universidade Estadual de Campinas. Faculdade de Engenharia Mecânica. IV. Título.

Título em Inglês: Simulation and experimental implementation of a generalized predictive control for an orthoglide robot based on the dynamic modeling

Palavras-chave em Inglês: Robotics, Robots - Control systems, Predictive control, Simulation and modeling, Dynamic machine

Área de concentração: Mecânica dos Sólidos e Projeto Mecânico Titulação: Doutor em Engenharia Mecânica

Banca examinadora: Edson Roberto De Pieri, Antônio Batocchio, Tarcisio Antonio Hess Coelho, Marconi Kolm Madrid

Data da defesa: 23-02-2012

Programa de Pós Graduação: Engenharia Mecânica

(4)
(5)

`

(6)

Agradecimentos

• Ao meu orientador, Prof. Jo˜ao Maur´ıcio Ros´ario, pela amizade, conselhos e a orienta¸c˜ao

que foi fundamental na elabora¸c˜ao do trabalho de pesquisa.

• Ao meu co-orientador, Prof. Didier Dumur pela oportuna orienta¸c˜ao, ajuda e dedica¸c˜ao

no desenvolvimento deste trabalho de doutorado.

• Ao Prof. Philippe Wenger e a equipe de rob´otica do IRCCyN pelo suporte e coopera¸c˜ao

durante a elabora¸c˜ao dos experimentos no laborat´orio de rob´otica.

• Ao departamento de Projeto Mecˆanico e ao Laborat´orio de Automa¸c˜ao Integrada e

Rob´otica pelo apoio na elabora¸c˜ao desta tese de doutorado.

• Pelo apoio recebido da minha fam´ılia: meu pai, minha m˜ae, Andr´ea, Felipe e minha

av´o.

• Agrade¸co a meus amigos Tiago Campos Pereira, Warody Lombardi e Ga¨el Ecorchard

pela amizade e aten¸c˜ao recebidas durante o per´ıodo que passei em Campinas, na

Sup´elec-Gif sur Yvette e em Nantes.

• Agrade¸co `a Funda¸c˜ao de Amparo `a Pesquisa do Estado de S˜ao de Paulo pelo apoio

(7)

“The greatest challenge to any thinker is stating the problem in a way that will allow a solution” Bertrand Russell

(8)

Resumo

Este trabalho visa o desenvolvimento, s´ıntese e aplica¸c˜ao de um controlador baseado

em controle preditivo generalizado para rastreamento de trajet´orias de robˆos paralelos. A

finalidade ´e melhorar o desempenho dinˆamico do robˆo paralelo atrav´es do desenvolvimento de

controladores avan¸cados que considerem caracter´ısticas do robˆo tais como n˜ao-linearidades

da dinˆamica, incertezas param´etricas e dist´urbios externos.

Inicialmente ´e revisada a formula¸c˜ao do modelo dinˆamico do robˆo paralelo que envolve:

modelo geom´etrico, cinem´atico e dinˆamico. `A continua¸c˜ao ´e realizado o projeto dos

controla-dores de posi¸c˜ao no espa¸co das juntas: controladores de torque computado com PID na forma

RST, controlador preditivo generalizado e robustifica¸c˜ao com os parˆametros de Youla. A

se-guir, a dinˆamica do robˆo paralelo e os controladores desenvolvidos s˜ao simulados no ambiente

MATLAB/Simulink. Finalmente, ´e realizada a implementa¸c˜ao experimental e valida¸c˜ao dos

controladores no robˆo Orthoglide no laborat´orio de rob´otica do IRCCyN, ´Ecole Centrale de

Nantes.

O controlador preditivo generalizado robustificado melhora a resposta dinˆamica em

re-la¸c˜ao ao controlador de torque computado que tem sido amplamente utilizado nesta classe

de robˆos. Os resultados obtidos atrav´es da implementa¸c˜ao experimental da lei de controle

preditiva robustificada no robˆo Orthoglide e testes experimentais indicam que o desempenho

dinˆamico do robˆo ´e melhorado em termos das seguintes carater´ısticas: precis˜ao no

rastre-amento de trajet´orias t´ıpicas para usinagem no espa¸co de trabalho, estas trajet´orias s˜ao

executadas com diferentes acelera¸c˜oes m´aximas; robustez `a varia¸c˜ao dos parˆametros do robˆo

tais como mudan¸ca da carga na plataforma m´ovel, obtendo desta forma uma melhor

regula-¸c˜ao; e finalmente, atenua¸c˜ao do efeito do ru´ıdo de medi¸c˜ao nos sensores no sinal de controle

dos atuadores durante a execu¸c˜ao de um movimento. Os resultados experimentais mostraram

que o controlador preditivo generalizado robustificado aplicado no robˆo Orthoglide ´e eficiente

frente `as incertezas param´etricas e restri¸c˜oes no dom´ınio do tempo, melhorando assim o

de-sempenho dinˆamico do robˆo com um custo computacional equivalente ao controle de torque

computado.

Palavras Chave: Controle rob´otico, robˆo paralelo, controle preditivo generalizado,

(9)

Abstract

This thesis addresses the development and application of a controller based on generali-zed predictive control to track a desired trajectory using parallel robots. The main purpose of this thesis is to improve the dynamical behavior with an advanced controller which consi-ders the proper characteristics of the parallel robot such as no linear dynamics, parameters uncertainties and external disturbances.

This work is divided into four parts. A first part formulates the complete dynamical model of the parallel robot, considering the geometrical, kinematic and dynamic modelling. Then, the joint space control is performed for the parallel robot using the computed tor-que controller in the RST form and the robustified generalized predictive control via Youla parameterization. A third part shows the simulation of the dynamic of the robot with the controllers in MATLAB/Simulink to establish a comparison between controllers. Finally, the controllers are implemented in the prototype and some experiments are performed on the Orthoglide robot at the laboratory of robotics, IRCCyN, Ecole Centrale de Nantes to assess the dynamic performance of the controllers.

The experimental results show that the robustification of the generalized predictive con-trol against parametric uncertainties including time domain constraints improves the dyna-mical behavior of the parallel robots. The experimental results shows that the the robustified generalized predictive control enhances the dynamic performance of is in terms of: tracking accuracy of trajectories used in milling process; robustness to parameters variation such as payload changing (on the end effector), therefore, a better regulation is obtained; and finally, attenuation of noise due to sensor measurement in control. Additionally, the robustification of the generalized predictive control applied on the Orthoglide robot improves the dynamical behavior compared to controllers widely used in parallel robots such as computed torque control with and equivalent computational cost.

Keywords: robotic control, generalized predictive control, simulation and dynamic mo-deling.

(10)

Lista de Ilustra¸

oes

1.1 Robˆo Orthoglide. . . p. 4

2.1 Mecanismo de um robˆo paralelo . . . p. 7

2.2 Causas de perda de precis˜ao segundo Pritschow (2002) . . . p. 12

3.1 Estrutura de controle de um sistema rob´otico . . . p. 15

3.2 Descri¸c˜ao do Orthoglide e sua Cadeia Cinem´atica. . . p. 17

3.3 Sistema de referˆencia da base R0 e da plataforma m´ovel RP. . . p. 17

3.4 Descri¸c˜ao geom´etrica da cadeia cinem´atica i. . . p. 19

3.5 Modelo Geom´etrico Direto do robˆo. . . p. 25

3.6 For¸cas de rea¸c˜ao na cadeia cinem´atica. . . p. 31

3.7 For¸cas de rea¸c˜ao das cadeias cinem´aticas na origem da plataforma. . . p. 33

3.8 Diagrama de Blocos associado ao Modelo Dinˆamico Inverso. . . p. 36

3.9 Diagrama de Blocos referente `a integra¸c˜ao da equa¸c˜ao dinˆamica do Modelo

Dinˆamico Direto. . . p. 38

4.1 Estrutura global de controle nas juntas do robˆo paralelo em estudo. . . p. 42

4.2 Controle num´erico da junta rob´otica. . . p. 42

4.3 Diagrama de blocos correspondente a Lineariza¸c˜ao por realimenta¸c˜ao. . . . p. 43

4.4 C´alculo de qai, ˙qai e ¨qai. . . p. 44

4.5 Diagrama de blocos de um controlador torque computado PID. . . p. 45

4.6 Controlador de torque computado PID na forma RST. . . p. 46

4.7 Controlador preditivo baseado no modelo. . . p. 47

(11)

4.9 Controlador GPC na forma RST. . . p. 49

4.10 Estrutura RST robustificada. . . p. 51

4.11 Sistema conectado a uma incerteza. . . p. 51

4.12 Caracter´ısticas frequenciais do sistema corrigido. . . p. 55

4.13 Restri¸c˜oes no dom´ınio do tempo Φenv1(Q1) e Φenv2(Q1). . . p. 56

4.14 Simula¸c˜ao dinˆamica do modelo completo de um robˆo Orthoglide. . . p. 57

4.15 Trajet´orias no espa¸co de trabalho. . . p. 58

4.16 Rastreamento das trajet´orias no espa¸co de trabalho. . . p. 59

4.17 RMSE e m´axima acelera¸c˜ao. . . p. 60

4.18 RMSE, M´axima acelera¸c˜ao e varia¸c˜ao dos parˆametros k. . . p. 61

4.19 RMSE e varia¸c˜ao de parˆametros. . . p. 62

4.20 Sinal de controle nos atuadores. . . p. 63

4.21 Atenua¸c˜ao de perturba¸c˜oes nos atuadores. . . p. 64

5.1 Sistema rob´otico Orthoglide. . . p. 68

5.2 Robˆo Orthoglide, laborat´orio de rob´otica do IRCCyN. . . p. 69

5.3 Arquitetura de controle do robˆo Orthoglide. . . p. 70

5.4 Fluxograma do programa implementado na placa DSPACE 1103. . . p. 71

5.5 Modifica¸c˜oes no programa da placa DSPACE 1103. . . p. 72

5.6 Gabaritos das restri¸c˜oes no dom´ınio do tempo. . . p. 74

5.7 Carater´ısticas frequenciais do sistema corrigido robustificado. . . p. 75

5.8 Trajet´oria de referˆencia, no eixo 1: qd, ˙qd, ¨qd. . . p. 77

5.9 Erro nos atuadores e Γ, no eixo 1. . . p. 77

5.10 Trajet´oria de referˆencia, no eixo 3: qd, ˙qd, ¨qd. . . p. 78

(12)

5.12 Trajet´oria de referˆencia, nos eixos 1 e 3: qd, ˙qd, ¨qd. . . p. 79

5.13 Erro nos atuadores e Γ, nos eixos 1 e 3. . . p. 79

5.14 Trajet´oria triangular com controladores CTC com PID e RGPC e ¨qmax=14 m/s2. p. 80

5.15 Trajet´oria circular na m´axima acelera¸c˜ao ˙vP=14 m/s2. . . p. 82

5.16 Erro nos atuadores com controlador CTC com PID na trajet´oria triangular. p. 83

5.17 Erro nos atuadores utilizando o controlador RGPC com trajet´oria triangular. p. 84

5.18 Erro nos atuadores com CTC com PID na trajet´oria circular. . . p. 85

5.19 Erro nos atuadores utilizando o controlador RGPC com trajet´oria circular. p. 86

5.20 RMSE para trajet´orias triangular e circular. . . p. 87

5.21 Controle, for¸ca Γ nos atuadores. . . p. 88

5.22 Erro de posi¸c˜ao dos atuadores lineares q, com varia¸c˜ao param´etrica. . . p. 89

5.23 Controle nos atuadores Γ, com varia¸c˜ao param´etrica. . . p. 89

5.24 For¸ca dos atuadores Γ para o teste de rejei¸c˜ao a perturba¸c˜oes. . . p. 90

5.25 Tempo de c´alculo da lei de controle na trajet´oria triangular vmax=14 m/s2. p. 91

5.26 Tempo de c´alculo de lei de controle para vmax=14 m/s2. . . p. 91

B.1 Estrutura de controle RST incremental . . . p. 109

B.2 Controlador PID . . . p. 110

B.3 Controlador na estrutura RST . . . p. 110

B.4 Simula¸c˜ao do controle CTC na forma RST. . . p. 112

C.1 Controlador GPC. . . p. 121

E.1 Trajet´oria circular no espa¸co Cartesiano. . . p. 129

E.2 Trajet´oria circular no espa¸co cartesiano: pP, vP e ˙vP. . . p. 130

E.3 Trajet´oria circular no espa¸co das juntas: q, ˙q, ¨q. . . p. 131

(13)

E.5 Trajet´oria triangular no espa¸co cartesiano: pP, vP e ˙vP. . . p. 132

E.6 Trajet´oria triangular no espa¸co das juntas: q, ˙q, ¨q. . . p. 133

E.7 Diagrama para a simula¸c˜ao do modelo dinˆamico inverso em Simulink. . . . p. 135

E.8 Diagrama para a simula¸c˜ao do modelo dinˆamico direto em Simulink. . . p. 135

E.9 Metodologia, Diagrama de Blocos. . . p. 136

E.10 For¸cas nos atuadores Γ para a trajet´oria circular. . . p. 137

E.11 Trajet´orias de sa´ıda no espa¸co cartesiano para trajet´oria circular. . . p. 138

E.12 Erros de Posi¸c˜ao εP, velocidade εV e acelera¸c˜ao εV˙ . . . p. 139

E.13 For¸cas Γ para a trajet´oria triangular . . . p. 140

E.14 Trajet´oria de sa´ıda no espa¸co cartesiano para trajet´oria triangular. . . p. 141

(14)

Lista de Tabelas

3.1 Parˆametros geom´etricos dos sistemas de referˆencia A1, A2, e A3. . . p. 18

3.2 Parˆametros cinem´aticos da cadeia cinem´atica i. . . p. 18

4.1 Parˆametros dinˆamicos essenciais do robˆo Orthoglide. . . p. 44

4.2 Quadro comparativo dos controladores CTC PID, CPC e RGPC . . . p. 65

5.1 Quadro para avaliar os controladores CTC com PID e RGPC. . . p. 92

E.1 Parˆametros do solver de Simulink. . . p. 134

(15)

Lista de Abreviaturas e Siglas

Abrevia¸c˜oes

diag(.) Matriz diagonal (3x3), contem os termos entre parˆentesis na diagonal, veja

equa-¸c˜ao (3.64)

sign(.) Fun¸c˜ao sinal, veja equa¸c˜ao (3.64)

Letras Gregas

∆u(t + j − 1) Seq¨uˆencia ´otima dos incrementos do controle, veja equa¸c˜ao (4.7)

∆u Bloco de incerteza, veja equa¸c˜ao (4.10)

λ Pondera¸c˜ao de controle, veja equa¸c˜ao (4.7)

Φenv1(Q1) Gabarito para limitar resposta temporal de u(t), veja equa¸c˜ao (4.11)

Φenv1(Q2) Gabarito para limitar resposta temporal de y(t), veja equa¸c˜ao (4.11)

ξ(t) Perturba¸c˜oes do modelo CARIMA, veja equa¸c˜ao (4.6)

Γai Vetor (3x1) for¸ca/torque nas articula¸c˜oes independentes qai, veja equa¸c˜ao (3.47)

Γ Vetor (3x1) for¸ca nos atuadores, veja equa¸c˜ao (3.45) [N]

Γari Vetor (6x1) for¸ca/toques nas articula¸c˜oes da estrutura arborescente equivalente, veja

equa¸c˜ao (3.46)

Letras Latinas

¨q Vetor (3x1) acelera¸c˜ao linear nos atuadores do robˆo, veja equa¸c˜ao (3.44) [m/s2]

˙q Vetor (3x1) velocidade linear nos atuadores do robˆo, veja equa¸c˜ao (3.42) [m/s]

˙qd Vetor (3x1), velocidade desejada no espa´ao das juntas, veja equa¸c˜ao (4.3) [m/s]

ˆ

(16)

Aai Matriz (3x3), tensor de in´ercia da cadeia cinem´atica, veja equa¸c˜ao (3.69)

Aaxi Matriz (3x3), tensor de in´ercia da cadeia cinem´atica no espa¸co Cartesiano, veja

equa-¸c˜ao (3.70)

Aj Matriz (3x3) que define a orienta¸c˜ao do sistema, veja equa¸c˜ao (3.1)

Arobot Matriz (3x3), matriz in´ercia total do robˆo, veja equa¸c˜ao (3.72)

fi Vetor (3x1) for¸ca no ponto final da cadeia cinem´atica i, veja equa¸c˜ao (3.49) [N]

fs Vetor (3x1), atrito seco nos atuadores, veja equa¸c˜ao (3.64) [N]

fv Vetor (3x1), atrito viscoso nos atuadores, veja equa¸c˜ao (3.64) [N]

Hai Vetor (3x1) do modelo dinˆamico da cadeia cinem´atica, veja equa¸c˜ao (3.48)

hai Vetor (3x1), termos correspondentes a acelera¸c˜ao de Coriolis, centr´ıpetas e

gravitaci-onais, veja equa¸c˜ao (3.69)

Haxi Vetor (3x1) do modelo dinˆamico da cadeia cinem´atica no espa¸co cartesiano, veja

equa-¸c˜ao (3.53)

haxi Vetor (3x1), termos da acelera¸c˜ao de Coriolis, centr´ıpetas e gravitacionais no espa¸co

Cartesiano, veja equa¸c˜ao (3.70)

Hrobot Vetor (3x1), termos totais da acelera¸c˜ao de Coriolis, centr´ıpetas e gravitacionais do

robˆo, veja equa¸c˜ao (3.72)

I3 Matriz (3x3), matriz idˆentica, veja equa¸c˜ao (3.72)

KD Matriz diagonal (3x3), ganhos derivativos, veja equa¸c˜ao (4.3)

KI Matriz diagonal (3x3), ganhos integrais, veja equa¸c˜ao (4.3)

KP Matriz diagonal (3x3), ganhos proporcionais, veja equa¸c˜ao (4.3)

ma Vetor (3x1), In´ercia dos atuadores, veja equa¸c˜ao (3.64) [Kg]

q Vetor (3x1) deslocamentos lineares nos atuadores do robˆo, veja equa¸c˜ao (3.15) [m]

(17)

qai Vetor (3x1) articula¸c˜oes ativas da cadeia cinem´atica i, veja equa¸c˜ao (3.27)

qpi Vetor (3x1) articula¸c˜oes passivas da cadeia cinem´atica i, veja equa¸c˜ao (3.28)

w Vetor (3x1), Vetor de controle , veja equa¸c˜ao (4.2)

ωr Freq¨uˆencia natural do robˆo, veja equa¸c˜ao (4.4) [rad/s]

0˙v

P Vetor (3x1), acelera¸c˜ao no ponto P, veja equa¸c˜ao (3.44) [m/s2]

0f

P Vetor (3x1) da for¸ca total exterior no ponto P, veja equa¸c˜ao (3.56) [N]

0J

i Matriz (3x3), matriz Jacobiana da cadeia cinem´atica i, veja equa¸c˜ao (3.31)

0J

P Matriz (3x3), matriz Jacobiana do robˆo, veja equa¸c˜ao (3.42)

0p

P Vetor de posi¸c˜ao (3x1), coordenadas do ponto P, veja equa¸c˜ao (3.25) [m]

0v

P Vetor (3x1), velocidade no ponto P, veja equa¸c˜ao (3.42) [m/s]

ip

j Vetor de posi¸c˜ao (3x1) que define a localiza¸c˜ao do sistema, veja equa¸c˜ao (3.1)

A(z−1) Polinˆomio do denominador da fun¸c˜ao de transferˆencia y(t)/u(t), veja equa¸c˜ao (4.6)

B(z−1) Polinˆomio do numerador da fun¸c˜ao de transferˆencia y(t)/u(t), veja equa¸c˜ao (4.6)

C(z−1) Polinˆomio que modela perturba¸c˜oes no modelo CARIMA, veja equa¸c˜ao (4.6)

g(t) Fun¸c˜ao de interpola¸c˜ao de grau 5, veja equa¸c˜ao (A.4)

J Fun¸c˜ao de custo quadr´atica, veja equa¸c˜ao (4.7)

k Ganho proporcional, veja equa¸c˜ao (B.2)

ma massa dos atuadores, veja equa¸c˜ao (3.64) [Kg]

mP massa da plataforma m´ovel, veja equa¸c˜ao (3.56) [Kg]

N1 Limite inferior do horizonte de predi¸c˜ao da sa´ıda predita, veja equa¸c˜ao (4.7)

N2 Limite superior do horizonte de predi¸c˜ao da sa´ıda predita, veja equa¸c˜ao (4.7)

(18)

P(z−1) Fun¸c˜ao de transferˆencia vista por ∆u, veja equa¸c˜ao (4.10)

Q1(z−1) Parˆametro de Youla, veja equa¸c˜ao (4.9)

R0(z−1) Polinˆomio R resultante do projeto do GPC, veja equa¸c˜ao (4.8)

r(t + j) Referˆencia, veja equa¸c˜ao (4.7)

R(z−1) Polinˆomio R robustificado, veja equa¸c˜ao (4.9)

s Operador de Laplace, veja equa¸c˜ao (4.4)

S0(z−1) Polinˆomio S resultante do projeto do GPC, veja equa¸c˜ao (4.8)

S(z−1) Polinˆomio S robustificado, veja equa¸c˜ao (4.9)

T0(z−1) Polinˆomio T resultante do projeto do GPC, veja equa¸c˜ao (4.8)

T(z−1) Polinˆomio T robustificado, veja equa¸c˜ao (4.9)

TDd Constante de tempo derivativa discreta, veja equa¸c˜ao (B.6) [s]

TD Constante de tempo derivativa, veja equa¸c˜ao (B.2) [s]

Te Per´ıodo de amostragem, veja equa¸c˜ao (B.4) [s]

TId Constante de tempo integral discreta, veja equa¸c˜ao (B.6) [s]

TI Constante de tempo integral, veja equa¸c˜ao (B.2) [s]

u(t) Entrada do modelo CARIMA, veja equa¸c˜ao (4.6)

W(z−1) Fun¸c˜ao de transferˆencia de pondera¸c˜ao de faixas de freq¨uˆencia, veja equa¸c˜ao (4.11)

y(t) Sa´ıda do modelo CARIMA, veja equa¸c˜ao (4.6)

z−1 Operador de atraso unit´ario, veja equa¸c˜ao (4.5)

Siglas

CTC Controlador de Torque Computado GPC Controle Preditivo Generalizado

(19)

MCI Modelo Cinem´atico Inverso

MCI2 Modelo Cinem´atico Inverso de Segunda Ordem

MGD Modelo Geom´etrico Direto

MGI Modelo Geom´etrico Inverso

RGPC Controle Preditivo Generalizado Robustificado

RMSE Erro Quadr´atico M´edio

(20)

Sum´

ario

Lista de Ilustra¸c˜oes p. xii

Lista de Tabelas p. xiii

Lista de Abreviaturas e Siglas p. xviii

1 Introdu¸c˜ao p. 1

1.1 Motiva¸c˜ao para o desenvolvimento da tese . . . p. 1

1.2 Apresenta¸c˜ao do problema . . . p. 2

1.3 Objetivos . . . p. 4

1.4 Organiza¸c˜ao da tese . . . p. 5

2 Revis˜ao Bibliogr´afica p. 6

2.1 Introdu¸c˜ao . . . p. 6

2.2 Robˆos Paralelos, Conceitos B´asicos . . . p. 6

2.3 Principais ´Areas de Pesquisa de Robˆos paralelos . . . p. 8

2.3.1 Arquitetura Mecˆanica . . . p. 8

2.3.2 Cinem´atica . . . p. 8

2.3.3 S´ıntese do mecanismo paralelo . . . p. 9

2.3.4 Dinˆamica . . . p. 10

2.4 Controle de Robˆos Paralelos . . . p. 11

(21)

2.6 Conclus˜oes . . . p. 14

3 Modelagem de um Robˆo Paralelo do tipo Orthoglide p. 15

3.1 Introdu¸c˜ao . . . p. 15

3.2 Descri¸c˜ao de um robˆo Orthoglide . . . p. 16

3.3 Modelo geom´etrico . . . p. 21

3.3.1 Modelo geom´etrico direto da cadeia i . . . p. 21

3.3.2 Modelo geom´etrico inverso da cadeia cinem´atica i . . . p. 23

3.3.3 Modelo geom´etrico inverso do Robˆo - MGI . . . p. 24

3.3.4 Modelo geom´etrico direto do robˆo - MGD . . . p. 24

3.4 Modelo cinem´atico . . . p. 26

3.4.1 Modelo cinem´atico da cadeia i . . . p. 26

3.4.2 Modelo cinem´atico de segunda ordem da cadeia cinem´atica i . . . . p. 28

3.4.3 Modelo cinem´atico inverso do robˆo (MCI) . . . p. 29

3.4.4 Modelo cinem´atico inverso de segunda ordem do robˆo (MCI2) . . . p. 29

3.5 Modelo Dinˆamico Inverso (MDI) . . . p. 30

3.5.1 Modelo dinˆamico inverso da cadeia cinem´atica i . . . p. 30

3.5.2 C´alculo da for¸ca fi usando o modelo dinˆamico da cadeia cinem´atica i p. 32

3.5.3 Dinˆamica da plataforma m´ovel . . . p. 33

3.5.4 Coment´arios importantes . . . p. 35

3.6 Modelo dinˆamico direto (MDD) . . . p. 36

3.6.1 Coment´arios . . . p. 38

3.7 Conclus˜oes . . . p. 38

4 Controle Preditivo Generalizado do Robˆo Paralelo p. 40

(22)

4.2 Arquitetura de controle do robˆo paralelo . . . p. 41

4.3 Lineariza¸c˜ao por compensa¸c˜ao . . . p. 42

4.3.1 Estima¸c˜ao de sinais . . . p. 44

4.3.2 Identifica¸c˜ao de parˆametros dinˆamicos . . . p. 44

4.4 Controle de torque computado PID . . . p. 45

4.4.1 Controle de torque computado PID na forma RST . . . p. 45

4.5 Controle preditivo generalizado . . . p. 46

4.6 Robustifica¸c˜ao do GPC utilizando parametriza¸c˜ao de Youla . . . p. 49

4.6.1 Parametriza¸c˜ao de Youla . . . p. 50

4.6.2 Restri¸c˜oes no dom´ınio da freq¨uˆencia . . . p. 51

4.6.3 Restri¸c˜oes no dom´ınio do tempo . . . p. 52

4.6.4 Resolu¸c˜ao atrav´es de programa¸c˜ao linear . . . p. 53

4.7 Sintoniza¸c˜ao dos controladores . . . p. 53

4.7.1 Controlador CTC . . . p. 53

4.7.2 Controlador GPC . . . p. 54

4.7.3 Controlador GPC robustificado . . . p. 56

4.8 Simula¸c˜ao computacional . . . p. 56

4.8.1 Rastreamento de trajet´orias . . . p. 57

4.8.2 Varia¸c˜ao param´etrica . . . p. 60

4.8.3 Atenua¸c˜ao de ru´ıdo no controle . . . p. 62

4.8.4 Rejei¸c˜ao de perturba¸c˜oes . . . p. 63

4.9 Conclus˜oes . . . p. 65

5 Implementa¸c˜ao dos Controladores no Robˆo Paralelo Orthoglide p. 66

(23)

5.2 Plataforma experimental e procedimentos utilizados . . . p. 67

5.2.1 Plataforma experimental: sistema rob´otico Orthoglide . . . p. 67

5.2.2 Procedimentos utilizados . . . p. 70

5.3 Sintoniza¸c˜ao e custo computacional dos controladores . . . p. 73

5.3.1 Sintoniza¸c˜ao dos Controladores . . . p. 73

5.3.2 Complexidade computacional . . . p. 74

5.4 Resultados experimentais . . . p. 76

5.4.1 Movimentos no espa¸co articular . . . p. 76

5.4.2 Erro no rastreamento de trajet´orias . . . p. 76

5.4.3 Atenua¸c˜ao de ru´ıdo no controle . . . p. 88

5.4.4 Robustez a incertezas param´etricas . . . p. 88

5.4.5 Rejei¸c˜ao a perturba¸c˜oes . . . p. 90

5.4.6 Custo computacional . . . p. 90

5.5 Conclus˜oes . . . p. 92

6 Conclus˜oes e Perspectivas Futuras p. 93

6.1 Conclus˜oes . . . p. 93

6.2 Perspectivas futuras . . . p. 95

Referˆencias Bibliogr´aficas p. 97

Anexo A -- Gera¸c˜ao de Movimentos: Interpola¸c˜ao Polinomial de Grau

Cinco p. 104

A.1 Gera¸c˜ao de movimentos entre 2 pontos no espa¸co das juntas . . . p. 104

A.2 Interpola¸c˜ao polinomial de grau cinco . . . p. 105

(24)

B.1 Estrutura RST . . . p. 108

B.1.1 Obten¸c˜ao da estrutura RST a partir da estrutura PID . . . p. 109

B.1.2 Resultados e simula¸c˜ao . . . p. 110

Anexo C -- Controle Preditivo Generalizado p. 113

C.1 Modelo de predi¸c˜ao . . . p. 113

C.2 Preditor ´otimo . . . p. 114

C.2.1 Previs˜ao atrav´es da equa¸c˜ao diofantina . . . p. 114

C.2.2 Previs˜ao pelo c´alculo iterativo do modelo . . . p. 116

C.3 A fun¸c˜ao de custo . . . p. 116

C.4 Lei de controle . . . p. 117

C.4.1 Minimiza¸c˜ao da fun¸c˜ao de custo . . . p. 120

C.4.2 Controlador GPC na forma RST . . . p. 121

Anexo D -- Procedimentos para c´alculo da robustifica¸c˜ao do controle

pre-ditivo generalizado p. 123

D.0.3 Rejei¸c˜ao da perturba¸c˜ao . . . p. 125

Anexo E -- Implementa¸c˜ao da Simula¸c˜ao Dinˆamica do Robˆo em

Ma-tlab/Simulink p. 128

E.1 Gera¸c˜ao de Trajet´orias para a simula¸c˜ao . . . p. 128

E.1.1 Trajet´oria circular . . . p. 128

E.1.2 Trajet´oria triangular . . . p. 129

E.2 Implementa¸c˜ao da Simula¸c˜ao Dinˆamica do Robˆo . . . p. 134

E.2.1 Metodologia para a simula¸c˜ao do modelo dinˆamico direto . . . p. 136

(25)
(26)

1

Introdu¸

ao

Esta tese de doutorado realizou-se dentro do projeto de coopera¸c˜ao entre o Laborat´orio

de Automa¸c˜ao Integrada e Rob´otica (LAIR)1, Departamento de Automa¸c˜ao da Sup´elec2 e a

equipe de rob´otica do IRCCyN 3, inserida no projeto de pesquisa: “Orthoglide: Um prot´otipo

de m´aquina-ferramenta paralela com 3 eixos is´otropos”4, atrav´es de uma bolsa de doutorado

financiada pela Funda¸c˜ao de Amparo `a Pesquisa do Estado de S˜ao Paulo - FAPESP.

1.1

Motiva¸

ao para o desenvolvimento da tese

Esta tese de doutorado ´e orientada aos robˆos paralelos, ou seja que possuem mecanismos

paralelos ou cadeias cinem´aticas fechadas. Em fun¸c˜ao das carater´ısticas mecˆanicas, podem-se

destacar as seguintes vantagens ao comparar os robˆos paralelos com os robˆos seriais:

i Rigidez e rela¸c˜ao – carga/peso maiores.

ii Erros de posicionamento menores devido a que os erros nos atuadores n˜ao s˜ao

cumula-tivos no mecanismo.

iii Melhor desempenho dinˆamico devido `as baixas in´ercias nos atuadores o que permite

que possam operar em altas velocidades.

Como principal desvantagem dos robˆos paralelos, o volume de trabalho ´e menor.

Adicional-mente, a complexidade cinem´atica e o modelo dinˆamico ´e maior do que nos robˆos seriais.

1Departamento de Projeto Mecanico, Faculdade de Engenharia Mecanica, Universidade Estadual de

Cam-pinas

2Sup´elec - L’Ecole Sup´erieure d’´Electricit´e, Departamento de Automa¸c˜ao e Controle, Gif sur Yvette,

Fran¸ca

3IRCCyN – Institut de Recherche en Communications et en Cybern´etique de Nantes - Ecole Central de

Nantes, Fran¸ca

(27)

Entretanto devido `as vantagens e aos requerimentos de usinagem para pe¸cas na ind´ustria

aeron´autica e automotiva, a utiliza¸c˜ao dos robˆos paralelos vem crescendo nos ´ultimos anos.

Os robˆos paralelos s˜ao utilizados principalmente em opera¸c˜oes que requerem alta velocidade e

precis˜ao no posicionamento. Principalmente, os robˆos paralelos s˜ao utilizados em aplica¸c˜oes

relacionadas `a m´aquinas-ferramentas e deslocamento de pe¸cas a alta velocidade “pick and

place”.

No entanto, os robˆos paralelos ainda exigem melhorias no projeto, modelagem e controle

para atingir o desempenho te´orico e assim aproveitar as vantagens conceituais dessa classe

de robˆos (MERLET, 2002). Nesse sentido, diversos trabalhos tˆem sido desenvolvidos na

otimiza¸c˜ao do projeto e da modelagem, existindo uma quantidade relativamente grande de

trabalhos relacionados `a cinem´atica e dinˆamica dos robˆos paralelos, por´em poucos trabalhos

relacionados ao seu controle tˆem sido desenvolvidos.

1.2

Apresenta¸

ao do problema

Visando o desenvolvimento de novas leis de controle para rastreamento de trajet´orias de

robˆos paralelos, duas carater´ısticas pr´oprias dos robˆos paralelos devem ser consideradas: suas

estruturas mecˆanicas e as respectivas condi¸c˜oes de opera¸c˜ao. A estrutura mecˆanica de um

robˆo est´a relacionada `a complexidade dos seus mecanismos: cadeias cinem´aticas fechadas e

articula¸c˜oes passivas sem observa¸c˜ao. As condi¸c˜oes de opera¸c˜ao fazem referˆencia `as altas

acelera¸c˜oes de opera¸c˜ao que geram grandes torques e for¸cas a serem compensados. Portanto,

a dinˆamica dos robˆos paralelos n˜ao pode ser desprezada na s´ıntese de leis para seu controle.

Por esta raz˜ao se faz indispens´avel a s´ıntese de controladores avan¸cados que permitam

considerar o comportamento dinˆamico do robˆo para melhorar o desempenho dinˆamico que

consiste em aumentar a velocidade de resposta e diminuir erros de posi¸c˜ao no rastreamento

de trajet´orias desejadas.

Fundamentalmente, se as intera¸c˜oes dinˆamicas do robˆo paralelo s˜ao conhecidas atrav´es de

modelo dinˆamico completo para realiza¸c˜ao de uma trajet´oria predefinida, consequentemente

utilizando uma t´ecnica de controle preditivo pode-se compensar antecipadamente os efeitos

dinˆamicos visando melhorar o desempenho dinˆamico total na execu¸c˜ao de uma tarefa. Para

solucionar o problema apresentado, os temas abordados na ´area de rob´otica e controle ser˜ao:

(28)

e finalmente, uma aplica¸c˜ao experimental de um controlador preditivo generalizado para um

robˆo tipo Orthoglide.

Modelagem e simula¸c˜ao de robˆos paralelos: O modelo dinˆamico do robˆo Orthoglide foi

desenvolvido previamente utilizando a formula¸c˜ao de Newton-Euler por Guegan (2002).

A formula¸c˜ao do modelo dinˆamico completo do robˆo paralelo ´e necess´aria no

desenvol-vimento das novas leis de controle e na simula¸c˜ao dinˆamica antes da implementa¸c˜ao

experimental no robˆo (ZLAJPAH, 2008).

Controle rob´otico e t´ecnicas de Controle Preditivo Generalizado: existem in´umeros

trabalhos relacionados ao controle de posi¸c˜ao nas juntas dos manipuladores rob´oticos

(KHALIL; DOMBRE, 1999), (LEWIS; DAWSON; ABDALLAH, 2003), (SICILIANO et

al., 2009), e algumas aplica¸c˜oes com controle preditivo tˆem sido desenvolvidas para

me-lhorar o desempenho de m´aquinas com estrutura cinem´atica serial: em juntas rob´oticas

(PIMENTA, 2003) e (CASSEMIRO, 2006) e m´aquinas de controle num´erico

compu-tadorizado (SUSANU, 2005). Outros trabalhos desenvolveram aplica¸c˜oes de controle

avan¸cado de posi¸c˜ao para melhorar o desempenho das m´aquinas paralelas no

segui-mento de trajet´orias: controle robusto (YEN, 2008), controle adaptativo (PIETSCH et

al., 2005) e controle dinˆamico ou controle de torque computado (WANG et al., 2009).

Vivas e Poignet (2005) projetaram um controlador preditivo funcional baseado no

mo-delo interno do robˆo paralelo (VIVAS; POIGNET, 2005).

Este trabalho visa integrar a dinˆamica do robˆo ao controlador preditivo e assim

anteci-par a regula¸c˜ao num horizonte de predi¸c˜ao futuro, com este prop´osito um controlador

preditivo generalizado robustificado ´e utilizado para garantir robustez a perturba¸c˜oes

externas e incertezas param´etricas no desempenho do robˆo paralelo.

Aplica¸c˜ao experimental do controle preditivo generalizado no robˆo Orthoglide: O

robˆo Orthoglide (na figura 1.2) foi desenvolvido e constru´ıdo pela equipe de rob´otica do

IRCCyN (WENGER; CHABLAT; MAJOU, 2002), sendo o mesmo dedicado `a

usina-gem em alta velocidade devido a que sua arquitetura se aproxima `as m´aquinas seriais

com trˆes articula¸c˜oes prism´aticas, mas com as propriedades estruturais de uma m´aquina

de estrutura paralela (in´ercias menores e melhor desempenho dinˆamico).

Dando continuidade ao trabalho relacionado `a modelagem dinˆamica (GUEGAN et al.,

(29)

LE-Figura 1.1: Robˆo Orthoglide.

MOINE, 2003) ´e necess´aria a s´ıntese de t´ecnicas de controle avan¸cadas para aproveitar

as vantagens inerentes aos robˆos paralelos e especificamente do robˆo Orthoglide. A

aplica¸c˜ao de t´ecnicas de controle preditivas, considerando a dinˆamica do sistema, visa

compensar antecipadamente as intera¸c˜oes dinˆamicas do robˆo utilizando o modelo

in-verso.

1.3

Objetivos

O principal objetivo deste tese de doutorado ´e desenvolver e aplicar um Controlador

Preditivo Generalizado (GPC) para rastreamento de trajet´orias e no espa¸co das juntas,

ba-seado na modelagem e simula¸c˜ao de um robˆo paralelo. Consequentemente, s˜ao formulados

os seguintes objetivos espec´ıficos:

• Simula¸c˜ao computacional do robˆo paralelo Orthoglide baseada na modelagem a dinˆ

a-mica completa.

• Desenvolver o controlador preditivo para o robˆo paralelo Orthoglide.

• Aplicar as leis de controle preditivas mediante simula¸c˜ao no robˆo paralelo Orthoglide.

• Aplicar experimentalmente o controle preditivo generalizado no robˆo paralelo

(30)

• Avaliar a resposta dinˆamica do robˆo com o controle preditivo generalizado e o principal

controlador usando na literatura nos robˆos paralelos.

1.4

Organiza¸

ao da tese

Com a finalidade de alcan¸car os objetivos enunciados, o presente trabalho est´a organizado

da seguinte forma:

No cap´ıtulo 1 ´e apresentada uma revis˜ao bibliogr´afica relacionada aos robˆos paralelos

para mostrar uma perspectiva geral dos temas relacionados a esta ´area. Esta revis˜ao aborda

os conceitos b´asicos, aplica¸c˜oes e os principais t´opicos de pesquisa na atualidade, mostrando

assim a maneira como est˜ao sendo desenvolvidas as solu¸c˜oes. Entre os t´opicos de pesquisas do

estudo de robˆos paralelos est˜ao: a arquitetura mecˆanica, cinem´atica, s´ınteses de mecanismos e

dinˆamica. Finalmente esta revis˜ao aprofunda detalhadamente no controle de robˆos paralelos.

O cap´ıtulo 2 descreve o modelo dinˆamico do robˆo Orthoglide que abrange o modelo

geom´etrico, cinem´atico e dinˆamico (GUEGAN et al., 2007). Especificamente, o modelo

dinˆamico completo do robˆo Orthoglide ´e apresentado utilizando a formula¸c˜ao Newton-Euler

desenvolvida previamente em (GUEGAN, 2003).

No cap´ıtulo 3 ´e descrita a formula¸c˜ao dos controladores utilizados no robˆo paralelo para

o seguimento de trajet´orias. Os controladores descritos s˜ao: Controle de Torque Computado,

Controle Preditivo Generalizado, e a robustifica¸c˜ao do controle preditivo mediante a

para-metriza¸c˜ao de Youla. O desempenho e principais carater´ısticas conceituais dos controladores

a serem aplicados no robˆo s˜ao avaliados mediante simula¸c˜ao computacional.

No cap´ıtulo 4 s˜ao apresentados os resultados experimentais obtidos a partir da

imple-menta¸c˜ao do controle preditivo generalizado num robˆo Orthoglide. Todos os experimentos

concernentes a este cap´ıtulo foram executados no Laborat´orio de Rob´otica do Institut de

Recherche en Communications et Cybern´etique de Nantes - IRCCyN.

Finalmente, no ´ultimo cap´ıtulo s˜ao apresentadas as conclus˜oes obtidas e as perspectivas

futuras de este trabalho de pesquisa.

Adicionalmente, cinco anexos apresentam procedimentos relacionados `a gera¸c˜ao de

tra-jet´orias, discretiza¸c˜ao de controladores, formula¸c˜ao do controle preditivo generalizado e

(31)

2

Revis˜

ao Bibliogr´

afica

2.1

Introdu¸

ao

Nos ´ultimos anos o estudo de robˆos paralelos tem despertado a aten¸c˜ao dos

pesquisado-res em fun¸c˜ao da necessidade de solu¸c˜oes robustas para os problemas espec´ıficos e pr´oprios

para este tipo de robˆos. Adicionalmente, h´a um grande interesse em desenvolver estrat´

e-gias de controle para melhorar o desempenho dos robˆos paralelos (PACCOT; ANDREFF;

MARTINET, 2009).

No presente cap´ıtulo ´e apresentada uma revis˜ao bibliogr´afica relacionada aos robˆos

pa-ralelos com a finalidade de apresentar uma perspectiva geral dos temas relacionados a esta ´

area de pesquisa. Esta revis˜ao aborda conceitos b´asicos, aplica¸c˜oes e os principais t´opicos

nesta ´area mostrando como est˜ao sendo solucionados os problemas de pesquisa. Entre os t´

o-picos de pesquisas relacionados ao estudo dos robˆos paralelos s˜ao apresentados nesta revis˜ao:

arquitetura mecˆanica, modelagem cinem´atica, a s´ıntese de mecanismo, modelagem dinˆamica

e controle. Finalmente, neste trabalho de revis˜ao abordamos detalhadamente a s´ıntese de

controladores para aplica¸c˜ao nos robˆos paralelos.

2.2

Robˆ

os Paralelos, Conceitos B´

asicos

Um robˆo paralelo (na figura 2.1) ´e constitu´ıdo por um efetuador final com n graus de

liberdade, e por uma base fixa, ligadas entre si pelo menos por duas cadeias cinem´aticas

independentes. A atua¸c˜ao do mecanismo ´e feita atrav´es de n atuadores simples. As cadeias

cinem´aticas s˜ao estruturas compostas de articula¸c˜oes passivas e “links”. Os atuadores que

proporcionam potˆencia mecˆanica s˜ao geralmente montados na base fixa ou, est˜ao unidos

(32)

de cadeias cinem´aticas ´e estritamente igual ao n´umero de graus de liberdade do efetuador final (MERLET, 2006).

Cadeias Cinem´aticas

...... ...... ...... ...... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... . ... ...... ...... ...... ...... . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ... ... ... ... ... ... ... ... ... . ... ... ... ... ... ... ... Links Base Fixa

Atuadores

... ... ... Efetuador final Articula¸c˜ao passiva ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... . f f f f v v

Figura 2.1: Mecanismo de um robˆo paralelo

Devido `a estrutura mecˆanica, os robˆos paralelos apresentam algumas vantagens

consoli-dadas em rela¸c˜ao aos robˆos seriais. Assim, podemos destacar as seguintes vantagens:

i Maior rigidez e rela¸c˜ao carga / peso.

ii Maior exatid˜ao considerando que o erro nos atuadores n˜ao ´e acumulativo no mecanismo.

iii Melhor desempenho dinˆamico devido `as baixas in´ercias nos atuadores, implica assim

em maiores velocidades e acelera¸c˜oes de opera¸c˜ao.

Contudo, o volume de trabalho ´e menor e a complexidade do mecanismo ´e maior.

Devido `as suas caracter´ısticas, os robˆos paralelos tˆem sido amplamente utilizados em

diferentes aplica¸c˜oes; dentre as quais podemos destacar:

• Dispositivos rob´oticos de manufatura e sistemas de m´aquinas ferramentas (WECK;

STAIMER, 2002).

• Sistemas de posicionamento de alto desempenho tais como micro-posicionamento (LI;

XU, 2010) e sistemas de locomo¸c˜ao (PARK; RYU, 2010), (SUGAHARA et al., 2007).

• Sistemas ultra r´apidos de “pick and place” (BRIOT; BONEV, 2010) e (HUANG; LI;

(33)

• Aplica¸c˜oes m´edicas, sendo utilizado em cirurgias que requerem grande exatid˜ao de posicionamento (ZOPPIA et al., 2010) e (WAPLER et al., 2003)

• Dispositivos H´apticos (CHEUNG; HUNG, 2009), (YOU et al., 2008), (PIERROT et

al., 2008) e (CHABLAT; WENGER, 2006).

2.3

Principais ´

Areas de Pesquisa de Robˆ

os paralelos

O escopo desta revis˜ao ´e apresentar uma vis˜ao aprofundada dos diferentes problemas

que atualmente atraem o interesse dos pesquisadores nesta ´area. O objetivo desta revis˜ao

bibliogr´afica ´e evidenciar a atualidade e diversifica¸c˜ao dos trabalhos de pesquisa relacionados

`

a vasta literatura sobre robˆos paralelos para assim posicionar nosso trabalho no contexto

global. Assim ser˜ao apresentadas as principais ´areas de pesquisa, nas quais ainda existem

problemas abertos que est˜ao sendo abordados atualmente.

2.3.1

Arquitetura Mecˆ

anica

As pesquisas referentes `a estrutura mecˆanica podem ser divididas da seguinte maneira:

Rigidez: determinar como os movimentos parasitas (folgas, flexibilidade dos bra¸cos)

in-fluenciam o desempenho dos mecanismos do robˆo paralelo. Os trabalhos apresentados

nesta ´area analisam a rigidez dos mecanismos (PASHKEVICH; CHABLAT; WENGER,

2009), (MAJOU et al., 2007) e (LI et al., 2010).

Redundˆancia de cadeias cinem´aticas: estudar como a redundˆancia nas cadeias cinem´

a-ticas otimiza o desempenho cinem´atico na execu¸c˜ao de uma tarefa. Desta maneira a

rigidez e o volume de trabalho do mecanismo paralelo se incrementam (MOHAMED;

GOSSELIN, 2005), (GALLARDO-ALVARADO; ALICI; P´EREZ-GONZ ´ALEZ, 2010),

(ECORCHARDA; NEUGEBAUERB; MAURINEC, 2010) e (ZHU; DOU, 2009).

2.3.2

Cinem´

atica

Cinem´atica direta: o modelo cinem´atico inverso ´e obtido a partir de uma formula¸c˜ao

(34)

formula¸c˜ao. Para solucionar este problema diversas abordagens tˆem sido consideradas

solu¸c˜oes: num´ericas (DONG; ZHANG, 2001) e anal´ıticas (DASGUPTA;

MRUTHYUN-JAYA, 2000). Devido `a diversidade de topologias dos mecanismos paralelos ´e necess´ario

desenvolver a formula¸c˜ao da cinem´atica direta para cada caso em particular.

An´alise de singularidades: as singularidades est˜ao relacionadas `as configura¸c˜oes cinem´

a-ticas nas quais o mecanismo paralelo perde um ou mais graus de liberdade e n˜ao ´e

capaz de se movimentar em alguma dire¸c˜ao no espa¸co de trabalho, isto deixar´a

tran-sitoriamente o efetuador final fora de controle. Este fenˆomeno tem atra´ıdo a aten¸c˜ao

de diversos pesquisadores, cujos trabalhos desenvolvidos visam `a representa¸c˜ao gr´afica

das singularidades no espa¸co de trabalho (ST-ONGE; GOSSELIN, 2000), (KANAANA; WENGERA; CHABLAT, 2009) e identificar as singularidades (HUANG; CAO, 2005) entre outros.

Planejamento de trajet´orias: atrav´es do desenvolvimento de algoritmos para o

planeja-mento das trajet´orias dos mecanismos paralelos evitando configura¸c˜oes singulares no

interior do volume de trabalho (DASGUPTA; MRUTHYUNJAYA, 1998). Diversos

tra-balhos est˜ao sendo desenvolvidos para determinar trajet´orias livres de singularidades

cinem´aticas (JIANGA; GOSSELIN, 2009) e (TREVISANI, 2010).

2.3.3

S´ıntese do mecanismo paralelo

An´alise de desempenho: este problema consiste em propor ´ındices para medir o

desem-penho dos manipuladores paralelos para diferentes objetivos. Dentre os principais

ob-jetivos podemos destacar a compara¸c˜ao do desempenho dinˆamico (CHOI; KONNO;

UCHIYAMA, 2010) e ´ındices para otimiza¸c˜ao cinem´atica (MILLER, 2004) e (KIM;

RYU, 2003).

S´ıntese da topologia: este problema consiste em encontrar a disposi¸c˜ao geral das

articula-¸c˜oes, links que descrevam a estrutura cinem´atica do mecanismo. Embora na literatura

sejam encontradas diversas configura¸c˜oes geom´etricas de mecanismos paralelos, ainda

n˜ao se esgotaram todas as suas possibilidades (MERLET, 2002). Os trabalhos

desen-volvidos nesta ´area visam desenvolver metodologias para apresentar sistematicamente

(35)

(SI-MONI; CARBONI; MARTINS, 2009), (PUCHETA; CARDONA, 2007) e (MOTEVAL-LIA; ZOHOORB; SOHRABPOURB, 2010).

S´ıntese dimensional: j´a que o desempenho dos manipuladores paralelos depende dos parˆ

a-metros geom´etricos correspondentes `as dimens˜oes estruturais do mecanismo, este

pro-blema consiste em determinar as dimens˜oes adequadas para otimizar o desempenho

cinem´atico. Recentemente v´arios trabalhos tˆem sido desenvolvido visando `a otimiza¸c˜ao

multi-objetivo de v´arias propriedades cinem´aticas como rigidez, destreza cinem´atica e

volume de trabalho (HAO; MERLET, 2005) e (CECCARELLI; LANNI, 2004). Outros

trabalhos tˆem sido dirigidos a otimizar o volume de trabalho (BAI, 2010), destreza

cinem´atica e volume de trabalho (LOU; LIU; LI, 2008) e rigidez (GAO; ZHANG; GE,

2010).

2.3.4

Dinˆ

amica

Modelagem dinˆamica: as intera¸c˜oes dinˆamicas nos mecanismos paralelos n˜ao podem ser

desprezadas porque os mecanismos alcan¸cam altas velocidades e acelera¸c˜oes de

opera-¸c˜ao que geram for¸cas e torques no mecanismo. O modelo dinˆamico dos manipuladores

paralelos tem sido desenvolvido visando diminuir o custo computacional e facilitar a

implementa¸c˜ao dos algoritmos de controle. O prop´osito da modelagem dinˆamica dos

manipuladores paralelos ´e contribuir para a identifica¸c˜ao dos parˆametros e s´ıntese das

leis de controle. Diversas formula¸c˜oes tˆem sido abordadas para elaborar o modelo dinˆ

a-mico. Dentre as diferentes formula¸c˜oes utilizadas encontra-se a fomula¸c˜ao de Newton

- Euler (KHALIL; GUEGAN, 2004), Equa¸c˜ao de Euler - Lagrange (GUO; LI, 2006),

princ´ıpio do trabalho virtual (CHABLAT; WENGER; STAICU, 2009).

Identifica¸c˜ao de parˆametros dinˆamicos: desenvolvimento de metodologias para a

iden-tifica¸c˜ao dos parˆametros correspondentes `as massas, in´ercias e atritos secos e viscosos,

sendo desenvolvidos diversos trabalhos nesta ´area (GUEGAN; KHALIL; LEMOINE,

2003), (GROTJAHN; HEIMANN; ABDELLATIF, 2004) e (VIVAS et al., 2003).

Os robˆos paralelos ainda requerem melhorias em seu projeto, modelagem e controle para

atingir o desempenho te´orico e assim aproveitar as vantagens conceituais referentes a estes

tipos de robˆos (MERLET, 2002). Neste sentido, diversos trabalhos tˆem sido desenvolvidos

(36)

quantidade relativamente grande de trabalhos relacionados `a dinˆamica e cinem´atica dos robˆos

paralelos, por´em h´a poucos trabalhos relacionados `a ´area de controle.

2.4

Controle de Robˆ

os Paralelos

De uma perspectiva te´orica, os robˆos paralelos oferecem vantagens conceituais em rela¸c˜ao

aos robˆos seriais. Especificamente, para aplica¸c˜oes de produ¸c˜ao industrial os robˆos paralelos

apresentam muitas vantagens sobre os robˆos seriais se o potencial dinˆamico destes for

aprovei-tado completamente. No entanto, existem limita¸c˜oes na pr´atica para explorar as vantagens

te´oricas de este tipo de robˆos (ABDELLATIF; HEIMANN, 2010). Estas limita¸c˜oes est˜ao

relacionadas `a problem´atica apresentada na se¸c˜ao anterior.

Portanto, para melhorar a produtividade e qualidade nas aplica¸c˜oes de manipula¸c˜ao e

processos de produ¸c˜ao, ´e essencial reduzir o tempo de execu¸c˜ao dos ciclos na execu¸c˜ao de

tarefas e aumentar a sua exatid˜ao no rastreamento de trajet´orias (PIETSCH et al., 2005).

Pritschow (2002) apresenta uma lista de causas que afetam a exatid˜ao dos robˆos paralelos

na figura 2.2. Dentre as principais causas que s˜ao objeto de estudo de diversos trabalhos,

destacam-se duas quest˜oes:

a) Devido aos erros cinem´aticos no modelo, por causa das folgas e efeitos na montagem do

elevado n´umero de articula¸c˜oes passivas (WANG; MASORY, 1993). Adicionalmente,

a complexidade cinem´atica freq¨uentemente ´e simplificada nos modelos diminuindo sua

exatid˜ao (BARON; ANGELES, 2008).

b) Os atuadores do robˆo paralelo n˜ao proporcionam o torque ou for¸ca no mesmo sentido do

movimento dos eixos do efetuador final, diferente das m´aquinas seriais (DASGUPTA;

MRUTHYUNJAYA, 2000). Isto provoca uma perda de rigidez no mecanismo em

confi-gura¸c˜oes especificas, isto produz um incremento dos erros de rastreamento de trajet´orias

(DASGUPTA; MRUTHYUNJAYA, 1998). Neste sentido, e como j´a foi apresentado, a

an´alise cinem´atica e o estudo da arquitetura geom´etrica dos robˆos paralelos ´e necess´aria

para evitar mecanismos que apresentem configura¸c˜oes singulares para um determinado

espa¸co de trabalho (MERLET, 1997), (GOSSELIN, 1992).

(37)

Figura 2.2: Causas de perda de precis˜ao segundo Pritschow (2002)

utilizando as t´ecnicas convencionais utilizadas em manipuladores rob´oticos industriais

de-vido `as grandes intera¸c˜oes dinˆamicas do mecanismo paralelo quando submetidos `as grandes

acelera¸c˜oes (ABDELLATIF; HEIMANN, 2010).

As principais metodologias de controle de robˆos paralelos s˜ao:

• O Controladores baseados no modelo utilizam o modelo dinˆamico inverso integrado na

lei de controle, e assim compensam a influˆencia dos efeitos dinˆamicos no robˆo. Esta

me-todologia de controle demanda grandes recursos computacionais, ainda assim fornece

uma boa precis˜ao de rastreamento de trajet´orias devido `a considera¸c˜ao das

intera-¸c˜oes dinˆamicas do mecanismo na lei de controle. Contudo, os controladores baseados

no modelo n˜ao tˆem um bom comportamento frente a dinˆamicas n˜ao modeladas e

in-certezas param´etricas (DOMBRE; KHALIL, 2010). Consequentemente, as incertezas

param´etricas tˆem um alto impacto em grandes velocidades e acelera¸c˜oes

(ABDELLA-TIF; HEIMANN, 2010). Os trabalhos que seguem esta metodologia s˜ao (WANG et al.,

2009), (WU et al., 2009).

• Controladores dinˆamicos no espa¸co Cartesiano que aproveitam a simplicidade da

for-mula¸c˜ao do modelo cinem´atico inverso dos robˆos paralelos (PACCOT; ANDREFF;

(38)

posi¸c˜ao diretamente no efetuador final ou na ferramenta. A sua principal vantagem ´e

que a lei de controle ´e formulada no espa¸co Cartesiano, e desta maneira evita-se

utili-zar o modelo cinem´atico direto do robˆo que introduz erros num´ericos e complica¸c˜oes na

implementa¸c˜ao do controlador. A principal desvantagem ´e a restri¸c˜ao tecnol´ogica na

aplica¸c˜ao de sensores de posi¸c˜ao cartesianos: os sistemas de vis˜ao apresentam algumas

limita¸c˜oes dinˆamicas e os sistemas laser apresentam um alto custo. Os controladores

cartesianos tˆem sido aplicados nos robˆos paralelos: Isoglide-4 T3R1(PACCOT;

AN-DREFF; MARTINET, 2009) e Orthoglide (PACCOT et al., 2008).

• Finalmente, outros controladores aplicados aos robˆos paralelos com bons resultados

em termos de precis˜ao experimentais est˜ao nos trabalhos: “Iterative Learning Control”

(ABDELLATIF; HEIMANN, 2010), controle robusto (YEN, 2008), controladores n˜ao

lineares (SHANG; CONG, 2009) e controladores adaptativos (PIETSCH et al., 2005).

2.5

Controle Preditivo Aplicado em Robˆ

os Paralelos

Diversos trabalhos que consideram as n˜ao linearidades foram desenvolvidos para robˆos

seriais utilizando controladores preditivos (BERLIN; FRANK, 1991) e (COMPAS et al.,

1994); esta mesma metodologia foi aplicada a um robˆo serial de dois graus de liberdade

(ZHANG; WANG; SIDDIQUI, 2005), (LYDOIRE; POIGNET, 2005). Hedjar et al. (2005)

apresentam uma aproxima¸c˜ao de um controlador preditivo n˜ao linear para rastreamento de

trajet´orias para um robˆo serial.

Os trabalhos apresentados a seguir aplicam controle preditivo em robˆos paralelos:

• Belda et al. (2003) utilizam Controle Preditivo Generalizado (GPC) num robˆo

para-lelo com cadeias cinem´aticas redundantes. Os resultados experimentais mostram uma

execu¸c˜ao de trajet´orias sem descontinuidades ajustando os parˆametros do controlador

preditivo, ou seja, em fun¸c˜ao da sintonia dos parˆametros do controlador o robˆo consegue

executar trajet´orias cont´ınuas no atuadores.

• Vivas e Poignet (2005) desenvolveram uma aplica¸c˜ao eficiente baseada em controle

pre-ditivo funcional para controlar o robˆo paralelo H4 com quatro graus de liberdade. Os

(39)

de trajet´orias e dist´urbios externos comparados com os controladores amplamente

uti-lizados como: PID e Controle de Torque Computado - CTC. Em compensa¸c˜ao, as

acelera¸c˜oes de opera¸c˜ao dos resultados experimentais s˜ao baixas, o que sup˜oe um baixo

desempenho nas acelera¸c˜oes t´ıpicas de opera¸c˜ao das MCP.

• Duchaine et al. (2007) apresentam uma aproxima¸c˜ao simplificada de uma lei de

con-trole preditivo computada “online” e aplicada a manipuladores rob´oticos em geral que

inclui diretamente o modelo dinˆamico na fun¸c˜ao de custo. Os resultados

experimen-tais apresentam um desempenho superior desta lei de controle em rela¸c˜ao ao PID num

mecanismo paralelo de 6 graus de liberdade acionado atrav´es de cabos.

2.6

Conclus˜

oes

Neste cap´ıtulo foram apresentados trabalhos em diferentes ´areas que visam a otimizar

o desempenho global dos robˆos paralelos. Dentre as principais diretrizes de pesquisa est˜ao

as relacionadas `a otimiza¸c˜ao dos mecanismo, estudos das carater´ısticas cinem´aticas,

aprimo-ramento dos modelos, identifica¸c˜ao dinˆamica e controle. O escopo principal de todos estes

estudos ´e otimizar os componentes dos robˆos paralelos para que estas possam apresentar na

pr´atica o maior potencial das suas vantagens te´oricas.

A aplica¸c˜ao de controle preditivo aos robˆos paralelos tem demonstrado vantagens em

rela¸c˜ao `as t´ecnicas de controle apresentadas anteriormente em termos de precis˜ao em

ras-treamento de trajet´orias e velocidade de resposta. Entretanto, aspectos fundamentais no

desempenho dinˆamico dos robˆos tais como robustez a incertezas param´etricas e dist´urbios

externos n˜ao tˆem sido abordados utilizando t´ecnicas de controle preditivo. Ao contr´ario de

outras ´areas de pesquisa, existem poucos trabalhos em controle de robˆos paralelos que

apre-sentam resultados experimentais, na maioria dos casos s˜ao apresentadas apenas resultados

baseados em simula¸c˜oes.

O pr´oximo cap´ıtulo apresenta o modelo dinˆamico completo do robˆo paralelo abordando

(40)

3

Modelagem de um Robˆ

o Paralelo do tipo

Orthoglide

3.1

Introdu¸

ao

O modelo dinˆamico dos robˆos paralelos busca estabelecer a formula¸c˜ao matem´atica para

descrever o movimento considerando os efeitos cinem´aticos e cin´eticos envolvidos no

movi-mento do mecanismo. Dentre os efeitos cinem´aticos temos a arquitetura do mecanismo

para-lelo composta de juntas passivas, ativas e cadeias cinem´aticas fechadas. Os efeitos cin´eticos

est˜ao associados principalmente `as in´ercias, atritos e parˆametros dinˆamicos dos atuadores.

Com a formula¸c˜ao do modelo dinˆamico os torques nos atuadores s˜ao descritos em fun¸c˜ao da

posi¸c˜ao, velocidade e acelera¸c˜ao para uma trajet´oria imposta a ser seguida pelo robˆo (ver

figura 3.1).

Neste trabalho, o modelo dinˆamico ´e utilizado para a simula¸c˜ao do robˆo paralelo visando

os controladores preditivos a serem implementados.

K(z) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ...... .... - - -6   m MDD Controle Lei de Trajetorias Gera¸c˜ao de Te Te − Lq(k) e(k) Ldq(k) Ldq(t) Lq(t) Robo Γ(t) Hold Γ(k)

Figura 3.1: Estrutura de controle de um sistema rob´otico

A formula¸c˜ao do modelo dinˆamico completo do robˆo paralelo ´e necess´aria para os seguintes

prop´ositos:

(41)

ii Simula¸c˜ao dinˆamica do robˆo e das leis de controle antes de serem implementadas

expe-rimentalmente no robˆo (ZLAJPAH, 2008),(LEWIS; DAWSON; ABDALLAH, 2003).

O modelo dinˆamico do robˆo Orthoglide foi desenvolvido utilizando a formula¸c˜ao de

Newton-Euler (GUEGAN et al., 2007) e o princ´ıpio de trabalho virtual (CHABLAT; WEN-GER; STAICU, 2009). Especificamente, neste cap´ıtulo apresentam-se os principais elementos

correspondentes ao modelo dinˆamico completo utilizando a formula¸c˜ao Newton-Euler para o

robˆo Orthoglide desenvolvido em (GUEGAN, 2003).

A formula¸c˜ao do modelo dinˆamico completo do robˆo paralelo abrange os modelos

ge-om´etrico, cinem´atico, e o dinˆamico direto e inverso. A abordagem do modelo ´e realizada

considerando cada cadeia cinem´atica separadamente para assim serem inseridas no modelo

total do robˆo. A forma final da equa¸c˜ao dinˆamica ´e apresentada na forma fechada para um

robˆo orthoglide.

Este cap´ıtulo est´a organizado da seguinte maneira: inicialmente ´e apresentado o modelo

geom´etrico, a seguir o seu modelo cinem´atico; e finalmente, o seu modelo dinˆamico.

3.2

Descri¸

ao de um robˆ

o Orthoglide

O Orthoglide ´e um robˆo paralelo com trˆes graus de liberdade translacionais no espa¸co

cartesiano x − y − z, com orienta¸c˜ao fixa (figura 3.2(a)). Este robˆo ´e composto de uma

plata-forma m´ovel e trˆes cadeias cinem´aticas idˆenticas. Cada cadeia cinem´atica possui um atuador

prism´atico (P) que une a base fixa `a cadeia cinem´atica (no ponto Ai para i= 1,2,3); uma

ar-ticula¸c˜ao de revolu¸c˜ao (R); uma articula¸c˜ao de tipo paralelogramo (Pa); e uma articula¸c˜ao de

revolu¸c˜ao (R) que liga a cadeia cinem´atica `a plataforma m´ovel como mostra a figura 3.2(b).

Os trˆes eixos dos atuadores lineares est˜ao posicionados ortogonalmente e se interceptam

no ponto K (ver figura 3.3). O sistema de referˆencia fixo RK est´a no ponto K, e os eixos fixos

xk, yk, zk est˜ao definidos sobre os eixos fixos dos trˆes atuadores q1i, respetivamente q11, q12,

q13. Da mesma maneira s˜ao definidos outros dois sistemas de referˆencia: R0 fixo com rela¸c˜ao

`

a base, e RP fixo `a plataforma m´ovel que coincidem com os pontos A1 e P, respectivamente.

Os eixos (x0, y0, z0) e (xP, yP, zP) s˜ao paralelos aos eixos (xK, yK, zK). Finalmente, outros trˆes

sistemas de referˆencia s˜ao introduzidos RAi nos pontos Ai. A figura 3.3 mostra a localiza¸c˜ao

(42)

(a) Estrutura do robˆo Orthoglide (b) Cadeia Cinem´atica

Figura 3.2: Descri¸c˜ao do Orthoglide e sua Cadeia Cinem´atica.

(43)

A estrutura arborescente de cada cadeia cinem´atica do robˆo ´e composta de um la¸co

planar de tipo paralelogramo. O modelo da estrutura arborescente equivalente ´e obtido

cortando as articula¸c˜oes passivas q8ido paralelogramo em fun¸c˜ao das simetrias da articula¸c˜ao

paralelogramo apresentadas na equa¸c˜ao 3.3.

Os parˆametros geom´etricos necess´arios para referenciar o primeiro corpo de cada cadeia

R1i no sistema de referˆencia R0 (figura 3.4) s˜ao listados na tabela 3.1.

Tabela 3.1: Parˆametros geom´etricos dos sistemas de referˆencia A1, A2, e A3.

ji aji µji σji γji bji αji dji θji rji

i1 0 1 1 0 0 0 0 0 q11

i2 0 1 1 π/2 a π/2 0 0 −a+ q12

i3 0 1 1 0 a −π/2 0 −π/2 −a+ q13

A descri¸c˜ao da estrutura da cadeia cinem´atica da figura 3.4 ´e obtida isolando-se a

plata-forma e desacoplando-se as 3 articula¸c˜oes passivas q8i para i= 1,2,3. A nota¸c˜ao de Khalil e

Etienne (1999) ´e utilizada para descrever a geometria da estrutura arborescente da cadeia

cinem´atica da figura 3.4. A localiza¸c˜ao das referencias de uma cadeia cinem´atica est´a

indi-cada na figura 3.2(b). As referencias R8i e R9i s˜ao utilizadas na articula¸c˜ao desacoplada q8i.

Os parˆametros geom´etricos da cadeia cinem´atica i da figura 3.4 est˜ao listados na tabela 3.2.

Tabela 3.2: Parˆametros cinem´aticos da cadeia cinem´atica i.

ji aji µji σji γji bji αji dji θji rji 2i 1i 0 0 0 0 −π/2 0 q2i r2i 3i 2i 0 0 0 0 −π/2 0 q3i 0 4i 3i 0 0 0 0 0 D4i q4i 0 5i 4i 0 0 0 0 π/2 0 q5i r5i 6i 5i 0 0 0 0 0 D6i 0 0 7i 2i 0 0 0 b7i −π/2 0 q7i 0 8i 7i 0 0 0 0 0 D8i q8i 0 9i 4i 0 0 π/2 0 0 D9i 0 0

Os parˆametros das tabelas 3.2 e 3.1 fazem referˆencia a:

(44)

Figura 3.4: Descri¸c˜ao geom´etrica da cadeia cinem´atica i. • µ( j) e σ( j) definem o tipo de articula¸c˜ao:

µ( j) = 1 se a articula¸c˜ao tem um atuador e µ( j) = 0 se a articula¸c˜ao ´e passiva,

σ( j) = 1 se a articula¸c˜ao ´e prism´atica e σ( j) = 0 se a articula¸c˜ao ´e revolu¸c˜ao.

Os parˆametros (γj, bj, αj, dj, θj, rj) s˜ao utilizados para definir os sistemas de referˆencia Rj

em rela¸c˜ao `a referˆencia anterior Ri. A matriz de transforma¸c˜ao ´e composta dos seguintes

parˆametros: iT j= " i Aj ipj 0(1×3) 1 # (3.1) onde: iA

j ´e a matriz (3x3) que define a orienta¸c˜ao do sistema de referˆencia Rj em rela¸c˜ao a Ri.

ip

j Vetor de posi¸c˜ao (3x1) que define a localiza¸c˜ao do sistema de referˆencia Rj em rela¸c˜ao

a Ri.

(45)

cinem´atica i, estas rela¸c˜oes ajudam a simplificar o modelo geom´etrico, assim:

1. Parˆametros geom´etricos:

b7i= −2r2i (3.2) D9i= 2r2i r5i= −r2i D8i= D9i 2. Articula¸c˜oes: q7i= q3i q8i= q4i= −q3i q4i= −q7i q5i= −q2i−−π 2 (3.3) 3. For¸ca gravitacional. g= h 0 g 0 iT

Os valores dos parametros geometricos de cada cadeia cinem´atica s˜ao (i= 1,2,3):

D4i=0.31 m

D6i=0.03 m

r2i=0.04 m

b=0.1 m

Os parˆametros geom´etricos s˜ao reagrupados no parˆametro ai que representa a distancia

entre as referˆencias R0i da cadeia cinem´atica i e o centro da plataforma RP, quando o robˆo

est´a na posi¸c˜ao isotr´opica.

(46)

3.3

Modelo geom´

etrico

Os aspectos relacionados `a cinem´atica do Orthoglide, tais como: modelo geom´etrico,

modelo cinem´atico, volume de trabalho, e an´alise de singularidades s˜ao apresentados por

Pashkevich (2006) e Pashkevich (2005) .

O modelo geom´etrico descreve o movimento das cadeias cinem´aticas e da plataforma m´

o-vel do robˆo. O modelo geom´etrico ´e apresentado separadamente nas duas se¸c˜oes apresentadas

a seguir: Modelo Geom´etrico Direto da Cadeia i e Modelo Geom´etrico Inverso do Robˆo. A

nota¸c˜ao utilizada ´e: • 0p P= h XP YP ZP iT

, posi¸c˜ao da plataforma m´ovel, no ponto P em fun¸c˜ao do sistema

de referˆencia R0. • 0v P= h ˙ XPPP iT

, velocidade linear da plataforma m´ovel, no ponto P em fun¸c˜ao do

sistema de referˆencia R0.

• 0˙v P= h ¨ XP Y¨P Z¨P iT

, acelera¸c˜ao linear na plataforma m´ovel, no ponto P em fun¸c˜ao do

sistema de referˆencia R0.

• q=hq11 q12 q13

iT

vetor dos deslocamentos lineares nos atuadores do robˆo.

• ˙q=hq˙111213

iT

vetor dos velocidades lineares nos atuadores do robˆo.

• ¨q=hq¨11 q¨12 q¨13

iT

vetor dos acelera¸c˜oes lineares nos atuadores do robˆo.

• qai=

h ˙

q1i q˙2i q˙3i

iT

vetor das posi¸c˜oes nas articula¸c˜oes independentes da cadeia

cine-m´atica i.

• qpi=hq˙4i5i7i

iT

vetor das posi¸c˜oes nas articula¸c˜oes passivas da cadeia cinem´atica

i.

3.3.1

Modelo geom´

etrico direto da cadeia i

Este modelo estabelece as coordenadas do ponto P, no sistema R0, em fun¸c˜ao das

(47)

(no extremo da cadeia i, ponto P), ´e calculada na referˆencia R0. Assim, a ramifica¸c˜ao do

paralelogramo da cadeia cinem´atica da figura 3.4 ´e percorrida da seguinte maneira:

0T

6i= 0T1i1iT2i2iT3i3iT4i4iT5i5iT6i (3.4)

Utilizando a defini¸c˜ao da matriz de transforma¸c˜ao na equa¸c˜ao (3.1) e aplicando a

nota-¸c˜ao j´a utilizada para as matrizes iAj e ipj, pode-se determinar o modelo direto da cadeia

cinem´atica substituindo os valores das tabelas 3.2 e 3.1. Assim,

0A 61=     0 1 0 0 0 1 1 0 0     e 0p61=     D41C21C31 −D41S31 q11− D41S21C31+ D61     (3.5) 0A 62=     1 0 0 0 1 0 0 0 1     e 0p62=     −a2+ q12− D42S22C32 D42C22C32 a− D42S32     (3.6) 0A 63=     0 0 1 1 0 0 0 1 0     e 0p63=     −D43C33 −a+ q13− D43S23C33 a+ D43C23C33     (3.7)

Sendo C2i, S2i, C3i e S3i a abrevia¸c˜ao de cos(q2i), sin(q2i), cos(q3i) e sin(q3i)

0p 61= 0p62= 0p63= h XP YP ZP iT (3.8)

A rela¸c˜ao (3.4), 0T1i pode ser decomposta em duas matrizes para as cadeias 2 e 3:

0T

1i = 0T0i0iT1i (3.9)

(48)

0T 02= "0 A02 0p02 0(1×3) 1 # =        0 0 1 −a2 1 0 0 0 0 1 0 a1 0 0 0 1        (3.10) 0T 03= " 0A 03 0p03 0(1×3) 1 # =        0 1 0 0 0 0 1 −a3 1 0 0 a1 0 0 0 1        (3.11)

3.3.2

Modelo geom´

etrico inverso da cadeia cinem´

atica i

Este modelo fornece as vari´aveis articulares independentes qai em fun¸c˜ao das coordenadas

cartesianas no ponto P no sistema de referˆencia R0.

Estas rela¸c˜oes s˜ao encontradas facilmente a partir das express˜oes de 0p6i (para i= 1,2,3)

nas equa¸c˜oes (3.5), (3.6), e (3.7). Assim, as vari´aveis articulares para as trˆes cadeias cinem´

a-ticas:

q3i= sin−1(−∆3i

D4i

) fisicamente poss´ıvel em: −π

2 < q3i< π

2 (3.12)

q2i= cos−1( −∆2i

c(q3i)D4i) fisicamente poss´ıvel em: 0 < q2i< π (3.13)

q1i= ∆1i+ sin(q2i)cos(q3i)D4i− D6i (3.14) onde,          ∆11 =0ZP ∆21=0XP ∆31=0YP          ∆12=0XP+ a2 ∆22=0YP ∆32=0ZP− a1          ∆13=0YP+ a3 ∆23=0ZP− a1 ∆33=0XP

Referências

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