Expansão da Educação por
Princípios – uma experiência da
Contação de Histórias por meio
de Rede Social Digital
Jeferson de Oliveira Luiz Junior
Graduado em Pedagogia pelo UNIFATEAMaria Cristina Marcelino Bento
Doutora pelo TIDD/PUC/SPResumo
A Educação por Princípios Cristãos no Brasil é pouco conhecida entre
os profissionais da educação, bem como entre pais e toda a
comunida-de escolar. O problema analisado é comunida-de que forma é possível propagar
a ideia da Educação por Princípios, tornando-a mais conhecida entre
a população brasileira. Sendo assim, o objetivo é verificar se as redes
sociais contribuem para a divulgação desta ideia, por meio da
conta-ção de histórias no canal e página chamados Tio Junior, resgatando
então valores éticos e morais na vida da criança. Justifica-se a
pesqui-sa da educação em princípios por meio de rede social tendo em vista
o uso das redes socais para fins diversificados. Realizou-se pesquisa
descritiva, por meio de um questionário com questões abertas e
fe-chadas utilizando formulário Google Forms. Participaram dessa
pes-quisa oitenta e dois sujeitos. Conclui-se que, ao estarmos na era
digi-tal, os sujeitos acreditam que é possível propagar a ideia da educação
por princípios, por meio de redes sociais utilizando contação de
his-tórias que exponham o tema proposto.
Palavras-chave:
Contação de História; Educação por princípios; Redes Sociais; Valores
éticos e morais.
Abstract
Key-words:
Education for Christian Principles in Brazil is little known among
edu-cation professionals, as well as parents and an entire school
commu-nity. The problem analyzed is how to propagate an idea of Education
through Principles, making it better known among a Brazilian
popu-lation, and thus, the objective is to verify if social networks contribute
to a dissemination of this idea through storytelling. It is justified the
research of education in principles through social network in view of
the use of social networks for diversified purposes. Descriptive
rese-arch was conducted through a questionnaire with open and closed
questions using the Google Forms form. Eighty-two subjects
partici-pated in this study. It is concluded that as we are in the digital age, the
subjects believe that it is possible to propagate the idea of education
through social media, through networks, using storytelling that
expo-ses the proposed theme.
Pedagogy of the Opressed; violence; education; Paulo Freire;
herme-neutics of the subject.
Intr
oduç
ão
O
s valores éticos e morais estão presen-tes na sociedade, entretanto muitos deles estão sendo invertidos por conta de fatos que são modificados no con-vívio da criança. Entretanto, de acordo com dados do relatório Índice de Progresso Social (IPS, 2014), foram analisados 132 países, para saber o índice de países mais inseguros. Nessa amostragem o Brasil se encontra na 122ª posição de falta de segurança, ou seja, como o 11º país mais inseguro.Existem comportamentos na sociedade que estão evoluindo com o tempo, sendo assim, refletindo para as crianças atos e comportamentos que não são éti-cos, como: violência e vandalismo. A educação deve apresentar valores positivos que combatam o que está sendo apresentado pela sociedade.
Para melhorar a questão de valores na sociedade, buscou-se estudar uma estratégia eficiente para isso. A Pedagogia por princípios cristãos traz para a criança uma efetiva ideia de valores, tendo como base a Bíblia Sagrada, sabendo que a contação de histórias atrai di-versas idades e consegue transmitir ideias.
Buscou-se estudar a Pedagogia por princípios como uma ferramenta eficiente para a propagação de valo-res éticos e morais, por meio da contação de histórias realizada no canal do YouTube e página do Facebook – Tio Junior, especificamente as redes sociais digitais. Para tanto, a pesquisa tem como problema: como pro-pagar a Pedagogia por Princípios Cristãos na era di-gital? Assim, o objetivo é: verificar se as redes sociais podem auxiliar na divulgação da educação por prin-cípios, por meio da contação de histórias.
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á uma inversão dos valores éticos emorais que permeiam o convívio em sociedade, neste inicio do século XXI. Entende-se que os valores morais são os que orientam o comportamento do ser humano em uma sociedade, bem como, os valores morais são as regras, costumes que são estabelecidas pela socie-dade. Desta forma, a escola também enfrenta o desa-fio de educar mediante a inversão de valores citados. O desafio se amplia nas escolas de educação bá-sica, uma vez que esta deve ser um dos parceiros da família no ato de educar as crianças. Segundo Alves (2012, p.159.):
Entendendo que a educação é em seu sentido amplo um o processo de transmitir à próxima geração conhecimento e valores que a capaci-tem a uma participação construtiva na socieda-de, compreende-se que educar uma criança é trabalhar em um projeto de vida, o que compete primordialmente aos pais, como responsáveis diretos pelos resultados.
O conceito de educação abordado por Alves (2012) destaca que educar é realmente transmitir para uma nova geração, valores éticos que devem per-manecer no decorrer do tempo, valores esses que devem ser vividos pelos educadores, bem como, pais e responsáveis. Para trabalhar ética no am-biente escolar, é preciso demonstrar-se ético em todos os momentos.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional Nº 9394/96, em seu artigo 1º define educação:
A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convi-vência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifes-tações culturais. (BRASIL, 1996, s/p.)
Entende-se que, mediante a citação acima, somos todos educadores e os diferentes ambientes devem ser espaços educativos para a nova geração, como nomeada por Alves (2012).
Mediante o exposto, conceitos de educação, inver-são de valores éticos e morais justificam a impor-tância do presente projeto, baseado e fundamenta-do na Pedagogia por Princípios Cristãos.
A educação por princípios cristãos baseia-se em um método bíblico, que faz da Bíblia a base de cada disciplina do currículo escolar, definin-do como um métodefinin-do de estudefinin-do que desenvolve o pensamento através dos fundamentos bíblicos que são apresentados em qualquer disciplina que ensina o aluno como se desenvolver e aprender. Segundo Alves (2012, p. 164) a história da Educação por Princípios iniciou-se por volta de 1930, nos EUA. Verna Hall pesquisava documen-tos históricos, demonstrando como os cristãos americanos desenvolviam o cristianismo para o governo de sua nação. Rosalie Slater iniciou sua pesquisa sobre o modelo colonial de educa-ção americano, bem como, estruturando o mé-todo bíblico como fundamentação de caráter e para o governo daquele país. As duas criaram a Fundação para Educação Cristã Americana em 1965.
Educar é um projeto de vida. Espera-se que edu-cadores saibam desta afirmativa. Mas, não basta reconhecer, faz-se necessário definir quais fato-res nortearão as ações do ato de educar. A citação abaixo reforça a ideia.
Podemos assim observar que a Abordagem por Princípios prioriza o desenvolvimento da auto-nomia, responsabilidade e respeito ao bem co-mum, bem como a inserção da ética na vida dos alunos, tendo assim o compromisso de cumprir todos conteúdos propostos, porém pautados em textos Bíblicos, que tem como função nortear as práticas pedagógicas de uma escola, sem perder de vista os Parâmetros Curriculares Nacionais. (BRASIL, 1998)
Segundo o dicionário Aurélio online, tem-se o significado de princípios: “O primeiro impulso dado a uma coisa.; Ato de principiar uma coisa.; Origem.; Causa primária.; O que constitui a ma-téria.; O que entra na composição de algo”.
O significado de princípios, segundo o Kury (2002): “momento em que se faz alguma coisa pela primeira vez ou em que alguma coisa tem origem; regra, teoria e preceito moral”.
Abordar princípios com crianças desenvolve a sua responsabilidade e principalmente o respeito ao próximo e a tudo o que há na vida, não
dei-xando de destacar a importância dos estudos e conteúdos que são propostos pelos Parâmetros Curriculares Nacionais. Também desenvolver o ensino dos mesmos tendo como referência tex-tos bíblicos.
As maneiras de se abordar os princípios citados acima são amplas e diversas. Entretanto vê-se a contação de histórias como uma ferramenta ide-al para tide-al tarefa.
A história também carrega elementos para su-perar dificuldades, de forma que leva as pesso-as a um mundo de fantpesso-asia onde pesso-as aventurpesso-as vividas pelos personagens permitem o proces-samento dos significados contidos na história, criando e recriando possibilidades sobre como agir diante de um problema, encontrando alter-nativas criativas (TAHAN, 1966).
Analisando a fala de Tahan (1966) é possível perce-ber os elementos que a história carrega para quem a ouve e as possibilidades que se dá para uma solução diante de um problema. Sendo assim, torna-se a his-tória um caminho para o resgate de valores éticos e morais na vida da criança, trazendo para os pro-blemas vividos na sociedade uma solução criativa. Segundo Patrini (2005, p. 143) “o conto oral é uma forma de narrativa que estabelece e concretiza as interações entre dois parceiros: o contador e o seu público”. Quando se inicia a contação de histórias o contador atrai o seu grupo para uma ideia que está sendo proposta, por meio de uma maneira lúdica de interação.
A contação de histórias traz consigo a experiência do educador, bem como o que foi aprendido durante a sua criação, também podendo destacar os valores éticos e morais, afirmando a ideia de que a história carrega experiência e cultura, Merege (2007, p.02) diz:
Contar histórias não é um ato apenas intelectu-al, mas espiritual e afetivo. Por isso, as melho-res histórias são as que contamos espontane-amente, a partir do que carregamos em nossa bagagem de cultura e de experiência de vida. Independente de qualquer sentido, contar his-tórias pressupõe antes de tudo a vontade de falar do que se sabe, de doar sabedoria e conhecimen-to, de passar adiante aquilo que se aprendeu.
Um dos maiores desafios é a maneira como se vai se propagar a ideia da pedagogia dos princí-pios por meio da contação de histórias. A era em que estamos vivendo é um período de mudan-ças, em que a maioria das pessoas tem acesso às novas tecnologias, especificamente a internet, por meio das redes sociais digitais. Gabriel (2013) afirma que “Inquestionavelmente estamos viven-do uma nova revolução, a Revolução Digital, que está nos levando a uma nova era: a Era Digital”.
O uso de Ambientes Virtuais de Aprendizagem, tem adquirido grande espaço na sociedade, pois as pessoas estão rapidamente tentando incor-porar-se a eles. Os recursos tecnológicos são um instrumento de aprendizagem e divulgação. Considera-se uma necessidade para que sejam atualizados os mecanismos próprios para o ensi-no. Temos vivido então um impacto muito forte do crescimento da tecnologia e rapidez na infor-mação. Afirma Gabriel (2013, p.3):
Os impactos das tecnologias digitais em nossa vida são sem precedentes na história da huma-nidade, pois, diferentemente de qualquer outra
revolução tecnológica do passado, a atual tem causado uma modificação acentuada na veloci-dade da informação e desenvolvimento tecno-lógico, acelerando em um ritmo vertiginoso o ambiente em que vivemos.
Unir a pedagogia por princípios para a propa-gação de valores éticos e cristãos, por meio da contação de histórias torna ainda mais efetiva a ideia se for trabalhada junto à tecnologia, como citado acima. A velocidade de informação tem ficado cada vez maior por conta do crescimento da tecnologia. Gabriel (2013, p.211-214) destaca também a utilidade do vídeo como uma tendên-cia no ambiente digital: “O YouTube, o maior e mais popular site de compartilhamento de vídeos on-line do mundo, é uma febre entre pessoas de todas as idades e em todo o mundo”.
No Facebook e YouTube está presente um canal chamado “Tio Junior” onde são apresentados ví-deos baseados na Educação por Princípios o no resgate de valores éticos e morais, por meio da contação de histórias para diversas faixas etárias. Esse canal está em estudo no presente projeto.
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Para atender ao problema e objetivos de pesqui-sa adotou-se a pesquipesqui-sa descritiva que, segundo, Gil (2008, p. 28):
As pesquisas deste tipo têm como objetivo pri-mordial a descrição das características de deter-minada população ou fenômeno ou o estabeleci-mento de relações entre variáveis. São inúmeros os estudos que podem ser classificados sob este título e uma de suas características mais signi-ficativas está na utilização de técnicas padroni-zadas de coleta de dados.
Buscou-se descrever as características da pro-pagação da contação de histórias em rede social digital.
A presente pesquisa foi realizada em Ambientes Virtuais de Aprendizagem, em especial, uma pá-gina no Facebook e um Canal do YouTube
cha-mados Tio Junior, onde são expostas ideias, tex-tos, vídeos, referentes à Educação por Princípios Cristãos.
Para a realização da coleta de dados foi elabo-rado questionário, com uma sequência de nove perguntas de múltipla escolha possibilitando res-postas curtas em duas questões que buscavam entender se os sujeitos desta pesquisa considera-vam a internet como uma fonte de conhecimento e expansão de ideias, bem como, saber se com-preendiam o que é a Educação por Princípios e se considerava que divulgar essas ideias por meio das redes sociais seria interessante.
O projeto de pesquisa foi aprovado pelo CEP UNIFATEA, pelo parecer de nº 2.226.258.
O questionário foi compartilhado nos ambientes virtuais de aprendizagem citados acima, tornan-do como sujeitos de pesquisa os seguitornan-dores da página e canal., como também alguns usuários de outras páginas, onde voluntariamente foi com-partilhado o questionário. O termo de consenti-mento livre e esclarecido foi inserido ao questio-nário, sendo assim, todos os participantes esta-vam cientes de que as respostas seriam estudadas anonimamente para a pesquisa.
Utilizou-se o Google Forms, antigo formu-lário Google Docs-formuformu-lários para a confec-ção do questionário. Os dados coletados foram analisados de forma qualitativa, que Segundo Goldenberg (1997, p.34) é uma forma de pesqui-sa que não se preocupa com o numérico mas sim com o que foi compreendido pelo grupo social. E quantitativa, pois representa a população em estudo através de números. Fonsceca (2002, p. 20) diz:
A pesquisa quantitativa se centra na objetivi-dade. Influenciada pelo positivismo, considera que a realidade só pode ser compreendida com base na análise de dados brutos, recolhidos com o auxílio de instrumentos padronizados e neu-tros. A pesquisa quantitativa recorre à lingua-gem matemática para descrever as causas de um fenômeno, as relações entre variáveis, etc.
O intuito é de verificar se a proposta do pre-sente trabalho é atraente para os usuários que participam dos objetos em estudo.
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esult
ados e
discussões
Da quantidade de sujeitos que responderam ao questionário, a pergunta que indagava se a in-ternet é uma ferramenta ideal para a expansão de ideias, 75 dos participantes responderam que a internet é uma ferramenta ideal, 6 acreditam que a internet não é uma ferramenta ideal para a expansão de ideias. (Figura 1).
Figura 1 – Opinião dos participantes sobre a Internet como ferramenta ideal para expansão de ideias.
A internet é uma ferramenta ideal para expansão de ideias?
Fonte: Autores
92,6%
Sim Não
Camargo (2016, p.2) diz que: “A internet é um espaço ideial para os indivíduos expandirem seus horizontes, encontrar dezenas, centenas ou milhares de novas pessoas e ser confronta-do com uma série de novos temas e pontos de vista”. A Figura 1 demonstra que a maioria dos participantes da pesquisa concorda que a inter-net é uma ferramenta ideal para expandir ideias. Analisando a fala de Camargo (2016, p.2) perce-be-se que além de expandir o horizonte dos in-divíduos através da internet, também é possível ter um contato com ideias diferentes e diversos pontos de vista.
Da questão que analisa se os participantes acre-ditam que as redes sociais são eficientes para a construção de conhecimento, 60 respostas foram positivas, acreditando que as redes sociais são eficientes para tal tarefa, 21 não acreditam na eficiência das redes sociais como construção de conhecimento. (Figura 2) 74,1% 25,9% 87,3% 87,5% 12,7% 12,5% Sim Não Sim Não Sim Não Fonte: Autores Fonte: Autores Fonte: Autores Figura 2 – Análise sobre eficiência das redes sociais para
construção de conhecimento
Figura 3 – A disseminação de valores éticos e cristão por meio de rede social digital
Figura 4 - O conhecimento dos participantes sobre pedago-gia por princípios cristãos.
Você acredita que as redes sociais, são eficientes para a construção do conhecimento?
Você acredita que é possível disseminar valores éticos e cristãos via rede social digital?
Você conhece a pedagogia por princípios cristãos? Se sua resposta for afirmativa, continue respondendo ao
questionário.
Camargo (2016, p.2) ainda destaca que a internet aparenta ser um lugar importante onde se en-contram diferentes pontos de vista, com pessoas diversificadas e abertas a uma discussão sobre o assunto. Com isso é possível perceber que o co-nhecimento é construído através da expansão de ideias e de conhecimentos que não são comuns em nossa vivência.
Sobre valores éticos e cristãos, foi indagado se os participantes acreditam que por meio da rede social digital é possível disseminar tais valores, 69 participantes vêem que é possível disseminar, 10 não acreditam nessa possibilidade e 2 não res-ponderam essa questão. (Figura 3)
Segundo La Taille (2016, p.5) “um indivíduo so-mente agirá conforme princípios e regras mo-rais (seja quais forem) se essas fizerem, para ele, sentido no plano ético.” É possível perceber que, se o que está sendo passado por meio da rede social tiver um significado para o indivíduo, sim, os valores podem ser disseminados.
Relacionado ao conhecimento da pedagogia por princípios, 70 participantes afirmam que conhe-cem esse método de ensino, 10 não conheconhe-cem essa pedagogia e 1 participante não respondeu a essa pergunta. (Figura 4)
Com a pergunta que questionava a frequência que os participantes acessam as redes sociais, procurando vídeos relacionados a ensino cris-tão, 8 participantes acessam uma vez ao dia, 40 acessam várias vezes ao dia, 5 procuram esses conteúdos uma vez por semana, 8 três vezes por semana, 15 acessam às vezes e 2 nunca acessa-ram as redes sociais para procurar tal conteúdo. (Figura 5)
Uma vez por dia Várias vezes ao dia Uma vez por seman Três vezes por semana Às vezes
Nunca
Figura 5 – A frequência do uso de redes sociais, buscando vídeos que propagam o ensino cristão
Figura 6 – O interesse por vídeos relacionados a pedagogia por princípios.
Figura 7 – O conhecimento do canal e fanpage em pesquisa. Com que frequência você acessa as redes sociais,
pesqui-sando sobre vídeos que propagam o ensino cristão?
A pedagogia por princípios cristão demonstrada através de vídeo se torna interessante para você?
Você conhece o canal ou a fanpage “Tio Junior”? Se sua resposta for afirmativa continue respondendo ao
questionário. Fonte: Autores
A Internet permitiu ao usuário maior autono-mia e escolha naquilo que se pretende ver, com isso, várias pessoas buscam conteúdos de seu interesse por meio das redes sociais digitais. Thompson (2011, p. 197) afirma que:
Mensagens são transmitidas através de grandes distâncias com relativa facilidade, de tal maneira que indivíduos têm acesso à informação e comuni-cação provenientes de fontes distantes. Além disso, com a separação entre o espaço e o tempo trazi-da pelos meios eletrônicos, o acesso às mensagens provenientes das mais remotas fontes no espaço pode ser instantâneo ou virtualmente instantâneo. Distâncias foram eclipsadas pela proliferação de re-des de comunicação eletrônica. Indivíduos podem interagir uns com os outros (...) mesmo que estejam situados, em termos de contextos práticas da vida cotidiana, em diferentes partes do mundo.
Com isso, as informações chegam aos usuários de uma maneira mais fácil, dando possibilidade de acessarem diversos conteúdos, que antes eram de-monstrados como distantes.
Indagando aos participantes se vídeos que de-monstram a pedagogia por princípios cristãos se-riam interessantes, obtivemos 7 respostas a mais. Sendo assim, 74 destacaram que é interessante para eles a pedagogia por princípios através de vídeos, e 3 disseram que não. (Figura 6)
51,3% 19,2% 10,3% 10,3% Sim Não 96.1% Fonte: Autores Fonte: Autores
Indagando sobre o conhecimento da rede social em estudo “Tio Junior”, obtivemos também 7 res-postas a menos, sendo que 66 afirmaram conhecer o canal e fanpage e 11 não conhecem. (Figura 7)
Sim Não
Para verificar a maneira que a rede social tornou--se conhecida para os sujeitos, foi proposta uma questão aberta. O quadro abaixo apresenta as res-postas obtidas: (Quadro 1)
Quadro 1 – Conhecimento das redes sociais Como tomou conhecimento destas redes sociais, canal ou
fanpage “Tio Junior”?
“Facebook.”
“Pesquisando assuntos referentes ao Ministério Infantil, gostei muito do trabalho, curti a página e passei a não só acompanhar, mas realizar tam-bém alguns cursos online com o mesmo.”
“Grupos de Whatsapp.”
“Atravéis do facebook em sugestões de grupos.” “Pela rede social através de amigos.”
“Por meio de outras fanpage do ministério infantil.”
“Através de postagens pelo seu excelente trabalho.”
“Através do grupo tias e tios do ministério in-fantil .”
“Através de amigos e cursos.” “Conheci em minha igreja.” “Fanpages.”
“Whatsapp.”
“Através do grupo Salinha Tia Mi .”
“Através de compartilhamento no Facebook.” “Por postagens no Facebook.”
“Indicação de outra pessoa.” “Através de pesquisas.”
“Curso online destinado a professores de ensino infantil cristão.”
“Por conhece-lo na van, assim adicionando na rede social.”
“Fazemos parte do mesmo ministério, o traba-lho dele com crianças é maravitraba-lhoso.”
“Através de grupos de ministério infantil.” “Não conheço.”
“Acessando as redes sociais.” “Através de Grupos no Whatsapp.” “Pelo Facebook e Whatsapp.”
“Através das redes sociais e outras pessoas liga-das ao ministério infantil.”
“Tio Junior me convidou.” “Pela internet.”
“Através da busca por conhecimentos sobre en-sino infantil.”
“Pelo aplicativo no celular.”
“Por ele próprio em divulgação em rede social.” “Tio Junior.”
“Procurando pessoas que trabalham com peda-gogia cristã com crianças.”
“Compartilhamentos.” “Através de amigos.”
“No grupo Crescendo com Jesus .”
“Através da igreja conheci o “tio Junior” então o adicionei numa rede social.”
Os participantes na última questão apresentada foram convidados a registrar a opinião em rela-ção ao trabalho realizado através da rede social em questão (Canal e FanPage). Abaixo seguem as res-postas obtidas: (Quadro 2)
Quadro 2 – Opiniões dos participantes referente ao trabalho. Dê sua opinião sobre este trabalho.
“Bom.”
“Excelente, sempre muito cuidadoso e atencio-so, um servo temente ao Senhor, procurando a cada dia se qualificar para assim poder também ajudar os tios, líderes e professores da EBD.”
“Excelente.” “Muito bom.”
“Tio Junior super criativo, produzindo conteúdo com qualidade.”
“Eu acho que é bom.”
“Sem palavras, um trabalho feito com amor e carinho o torna especial.”
“Propagar o evangelho é refúgio para alma. Então ver uma pessoa que ama trabalhar com criança, e principalmente levar as mesmas ao encontro com Cristo por meio de forma lúdica e inspirada, mostra o quanto Deus está presente em nosso meio. Esse é Tio Junior, servo fiel que me inspira também a buscar um renovo a cada dia para trabalhar com crianças.”
“Trabalho excelente feito com muito amor.” “Fantástico.”
“Acho lindo todos os trabalhos do Tio Junior, que Deus o abençoe muito.”
“Acho ótimo.”
“Seu trabalho é maravilhoso ele fala de Jesus com sabedoria e prende a atenção das crianças.”
“Excelente trabalho que o Tio Junior proporcio-na as crianças e aos adultos, usando a sua criativi-dade através dos recursos visuais e de seus louvo-res e principalmente de sua palavra que ensinam os pequeninos o caminho certo em que se deve andar assim passando conhecimento para cada um que segue seu trabalho.”
“Muito interessante as perguntas envolvendo meio virtual e princípios cristãos.”
“Muito interessante e proveitoso.”
“Muito bom. As redes sociais nos ajuda e em muito. Depende de quem usa e para que usa. No meu caso me abençoa muito.”
“É um trabalho realizado nas redes sociais que edifica e contribui bastante, através dos com-partilhamentos de mensagens, ideias e troca de experiências”.
“Excelente ferramenta para socializar informa-ção. “
“Fantástico porque ensinamento cristão é de suma importância para base infantil.”
“Benção.”
“Trabalho lindo.”
“Muito bem embasado, utilizando de forma in-teligível tanto a Bíblica como recursos que pode-riam ser aplicados para compreensão dos infan-tes aprendeninfan-tes.”
“Excelente, aprendo muito com o trabalho do Tio Junior.”
“Acho fundamental o ensino cristão as crian-ças, ainda mais de uma forma pedagógica onde as crianças se entreterem e ao mesmo tempo aprenderem”.
“Creio ser de relevância para os interessados na área.”
“É indispensável para apoio realizado pelas igre-jas no ministério infantil”.
“Um trabalho bastante enriquecedor, através do qual eu tenho aprendido bastante.”
“Fantástico”
“Tri Lindo! Maravilhoso! Uma benção de Deus! Amo o Tio Junior! Ele é uma benção nas mãos do Senhor!”
“Maravilhoso só tenho aprendido.”
“Muito bom para questões de estatísticas e tam-bém de pesquisa.”
“Trabalho ótimo, pois o uso das redes sociais para a expansão do evangelho tem se tornado cada vez mais necessário devido a era digital que nos encontramos”.
“Muito bom.”
“Excelente trabalho, de uma dedicação exem-plar. Tem inspirado professores e líderes por todo país.”
“Eu amo e aprendo muito.”
“A pergunta 7 e 8 poderia ser mais específica e dando outras opções. Muito oportuno o tema a realidade em que vivemos na era de tecnologias sabendo usar é uma excelente ferramenta e se não se torna uma maldição tem os dois lados. Sucesso”.
“Importante.”
“Para o desenvolvimento de trabalho científico conclusão de curso, acredito que faltaram alguns aspectos a serem pesquisados.”
“Alcançar pessoas, inclusive crianças com um ensino cristão mais divertido e eficaz”.
“Ótimo.”
“Que seja próspero e alcance de forma abran-gente nossa sociedade em todas classes sociais, pois o conhecimento da riqueza da educação por princípios é raramente conhecida. Felizmente eu tive essa oportunidade e consegui incluir meus filhos, porém ainda é quase inaccessível. “
“Uma benção conteúdo de grandes utilidades”. “Maravilhoso.”
“Acho primordial e importante ensinar nossas crianças temos que ter conhecimento.”
“Muito produtivo e benéfico para conhecimento e crescimento em assuntos específicos”.
“É muito importante para meu crescimento es-piritual e ensino para minhas crianças”.
“10.”
“Trabalho de excelência e dedicação o qual aju-da pessoas a trabalhar com crianças”.
“Simplesmente lindo.”
“Um trabalho muito bem executado, trás conhe-cimento de forma criativa”.
“Trabalho realizado com maestria, dedicação e amor”.
Os sujeitos deram resposta, referente ao tra-balho realizado pela página e canal em estudo. Um deles destacou que “propagar a educação por princípios (o evangelho) é refúgio para alma, le-vada de uma forma lúdica e inspirada”, entran-do em concordância com o que Alves (2012, p. 159) destaca sobre a educação, já citado no Referencial Teórico. Outro sujeito fez a sua fala “Seu trabalho é maravilhoso ele fala de Jesus com sabedoria e prende a atenção das crianças”, con-cordando com Brasil (1998) que destaca em sua fala que a Pedagogia por Princípios prioriza a au-tonomia, responsabilidade e respeito da criança para com os próximos.
Referente à maneira de contar histórias, um dos sujeitos destacou: “proporciona as crianças e aos adultos, usando a sua criatividade através dos re-cursos visuais (...) que ensinam os pequeninos o caminho certo em que se deve andar assim pas-sando conhecimento para cada um que segue seu trabalho”, alinhando-se a Merege (2007, p.02) que confirma que as histórias trazem uma bagagem de cultura e experiências de vida.
C
onclusão
P
ela inversão dos valores éticos emo-rais, deu-se início a presente pesqui-sa, buscando então uma ferramenta para solução dessa questão. O proble-ma registrado foi: como propagar a Pedagogia por Princípios Cristãos na era digital? Como es-tratégia eficiente para tanto, achou-se por bem estudar a pedagogia por princípios cristãos, utili-zando-se da contação de histórias nos canais Tio Junior como uma forma eficiente para lidar com essa inversão, já citada acima. Destaca-se que é importante manter a educação por princípios, pois está presente em nossa vida e mesmo estan-do em uma era digital, continuar propaganestan-do tal ideia é de grande relevância para o crescimento do professor e da criança.
Com a pesquisa realizada foi possível verificar se o canal e página podem auxiliar na divulga-ção da educadivulga-ção por princípios, por meio de um questionário respondido por sujeitos que estão presentes nas redes. Com base na análise dos dados coletados, e de seus resultados discuti-dos com autores citadiscuti-dos acima, verificamos que a proposta é positiva para cumprir o objetivo e solucionar o problema destacado. Vimos que, a maioria dos sujeitos apoia a realização deste tra-balho e expressa o resultado positivo que traz para a vida da criança.
A repicação dessa pesquisa ainda é possível. Faz-se necessário verificar quais histórias os su-jeitos acessam, com que frequência acessam e o que comentam sobre as mesmas.
Estudar educação por princípios, que faz parte da essência humana milenar, na era digital, pro-põe permanecer com algo que faz parte de nossa cultura e vida.
R
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er
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THOMPSON, John B. A mídia e a modernidade: uma teoria
Diretrizes para autores
Para submeter um artigo à Revista Estudos Interdisciplinares em Educação - UNIFATEA é necessário que o texto seja original, ou seja, o texto não pode ter sido submetido à outra forma de publicação. Todos os textos devem ser digitados em português. O texto deverá ter no mínimo 10 páginas e não deverá ultrapassar o li-mite de 20 páginas.
O arquivo com identificação do(s) au-tor(es) deve conter: título do artigo, nome do(s) autor(es), filiação institucional do(s) autor(es), e-mail do(s) autor(es ) e currí-culo resumido do(s) mesmo(s). Deve ser indicado se os meios de contato do(s) au-tor(es) podem ser publicados.
Gráficos e infográficos
Quando for o caso, gráficos não devem ser criados dentro do corpo do texto do ar-tigo e sim, sejam inseridos como imagem posteriormente no texto, devidamente in-dicados. Recomenda-se o uso das seguin-tes normas da ABNT:
• Referências - Elaboração (NBR-6023); • Citações em documentos - Apresentação (NBR 10520);
• Numeração progressiva das seções de um documento escrito (NBR-6024);
• Resumo - Apresentação (NBR 6028). Obs.: para apresentação de dados tabu-lares ver norma do IBGE.
Declaração de
direito autoral
Os artigos e demais trabalhos publicados na Revista Estudos Interdisciplinares em Educação - UNIFATEA, passam a ser proprie-dade da revista. Uma nova publicação do
mes-mo texto, de iniciativa de seu autor ou de ter-ceiros, fica sujeita à expressa menção da pre-cedência de sua publicação neste periódico, citando-se a edição e data dessa publicação.
A Revista Estudos Interdisciplinares em Educação - UNIFATEA não se responsabi-liza ou endossa as opiniões emitidas pe-los autores dos artigos, salientando que as opiniões são de sua exclusiva responsa-bilidade. Em virtude da aparecerem nesta revista de acesso público, os artigos são de uso gratuito, com atribuições próprias, em aplicações educacionais e não-comerciais.
Processo de
avaliação por pares
Os trabalhos submetidos para publica-ção na Revista Cadernos de Pedagogia - UNIFATEA serão avaliados por dois mem-bros do Conselho Avaliador. A avaliação é constituída pelas etapas a seguir:
1. relação com os temas da Revista; 2. conteúdo técnico-científico; 3. relevância;
4. clareza e qualidade da redação; 5. qualidade e adequação do referencial teórico utilizado.
A cada edição, o Corpo Editorial selecio-nará, dentre os textos considerados favo-ráveis para a publicação, aqueles que serão publicados imediatamente. Os não sele-cionados serão novamente apreciados por ocasião das edições seguintes;
A revista se reserva o direito de efetuar, nos originais, alterações de ordem norma-tiva, ortográfica e gramatical, com vistas a manter o padrão culto da língua, respei-tando, porém, o estilo dos autores. As pro-vas finais não serão enviadas aos autores.
Itens de verificação
para submissão
Como parte do processo de submissão, os auto-res são obrigados a verificar a conformidade da submissão em relação a todos os itens listados a seguir. As submissões que não estiverem de acor-do com as normas serão devolvidas aos autores. 1. A contribuição é original e inédita, e não está sendo avaliada para publicação por outra revista; caso contrário, deve-se justificar em “Comentários ao Editor”.
2. Os arquivos para submissão estão em formato Microsoft Word, OpenOffice ou RTF (desde que não ultrapassem 2MB)
3. URLs para as referências foram informadas quando necessário.
4. O texto está em espaço simples; usa uma fon-te de 12-pontos; emprega itálico em vez de subli-nhado (exceto em endereços URL); as figuras e tabelas estão inseridas no texto, não no final do documento, como anexos.
5. O texto segue os padrões de estilo e requisi-tos bibliográficos descrirequisi-tos em Diretrizes para Autores, na seção Sobre a Revista.
6. A identificação de autoria do trabalho foi re-movida do arquivo e da opção Propriedades no Word, garantindo desta forma o critério de sigi-lo da revista, caso submetido para avaliação por pares (ex.: artigos), conforme instruções disponí-veis em Assegurando a Avaliação Cega por Pares.
Política de privacidade
Os nomes e endereços informados nesta revis-ta serão usados exclusivamente para os serviços prestados por esta publicação, não sendo dispo-nibilizados para outras finalidades ou a terceiros.
Sobre o sistema de
publicação
eletrônica de revistas
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