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Rev. Hist. (São Paulo) número174

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Academic year: 2018

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rev. hist. (São Paulo), n. 174, p. 11-12, jan.-jun., 2016 http://dx.doi.org/10.11606/issn.2316-9141.rh.2016.116292

José Geraldo Vinci de Moraes

Editorial

EDITORIAL

José Geraldo Vinci de Moraes

Editor

A Revista de História apresenta neste volume um conjunto de textos que alcança variados temas, lugares e temporalidades. É possível, contudo, reu-nir essa incrível variedade em grupos, possibilitando uma leitura mais co-esa e integrada, se o leitor assim desejar. O primeiro grupo de artigos, por exemplo, aborda temáticas clássicas da historiografia: a escravidão no Brasil no século XIX e as relações com os indígenas na América colonial. Os dois primeiros textos tratam de assuntos raramente estudados em torno do es-cravismo: a surpreendente trajetória de Manoel Joaquim Ricardo um ex--escravo liberto que enriqueceu realizando o próprio tráfico interatlântico, entre outras tantas atividades comerciais que entabulou; e, na outra ponta do sistema escravista, a curiosa missão secreta da British and Foreign Anti--Slavery Society (BFASS) executada no Brasil em meados do XIX para apoiar e desenvolver a propaganda abolicionista. Já os textos seguintes destacam aspectos muito peculiares dos usos da mão de obra de indígenas no século XVIII e as atividades comerciais inter-étnicas praticadas em lugares distintos e distantes como a Amazônia brasileira e Carmen de Río Negro, na fronteira atual entre Chile e Argentina.

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rev. hist. (São Paulo), n. 174, p. 11-12, jan.-jun., 2016 http://dx.doi.org/10.11606/issn.2316-9141.rh.2016.116292

José Geraldo Vinci de Moraes

Editorial

sentes nos atuais debates políticos e acadêmicos: as políticas do setor elétrico brasileiro, entre 1960 e 1980, surgidas das relações entre a Eletrobrás e as empresas fornecedoras de equipamentos; e a revisão crítica das doutrinas econômicas e políticas sociais do Banco Mundial executadas desde meados do século XX tendo em vista o combate à pobreza.

Outra série de três artigos apresenta a interessante diversidade dos de-bates atuais realizados em torno do universo da escrita e da leitura. O pri-meiro examina as várias formas de leituras mediadas existentes em uma sociedade pouco letrada como a de Minas Gerais na passagem do século XVIII-XIX. Outro texto discute a comercialização de obras piratas na cida-de do Rio cida-de Janeiro no século XIX, sobretudo a atuação do proprietário da Librairie Belge-Française, Desiré-Dujardin, e a intrigante presença destas obras em biblioteca e gabinetes de leituras. O último artigo estuda as ações no início do século XX de setores da igreja católica na imprensa e casas edi-toriais, sobretudo do frei Pedro Sinzig, tendo em vista a “cristianização” da sociedade e do Estado brasileiro.

Os artigos que encerram esse volume nos levam à Ásia Menor nos sécu-los IV-V e à Europa do leste do século XV. O primeiro debate as polêmicas teológicas e interpretativas surgidas em torno da presença humana e divina de Maria, mãe de Jesus. Já o último texto recupera crônica inédita no Brasil, escrita na Boêmia do início do século XV, analisando suas versões e o papel que adquiriu com o tempo para o desenvolvimento do nacionalismo tcheco.

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