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Sex., Salud Soc. (Rio J.) número16

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Academic year: 2018

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Sexualidad, Salud y Sociedad ‐ Revista Latinoamericana

ISSN 19 84 ‐ 64 87 / n.16 ‐ abr. 2014 ‐ pp.4 ‐ 6 / w w w. sexualidadsaludysociedad.org

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Editorial

Considerados em conjunto, os artigos publicados neste núme-ro evocam simultaneamente variadíssimas cenas, pnúme-rojetadas sobre o imenso pano de fundo que constitui o contexto sociopolítico lati-no-americano contemporâneo. Em tais cenas, naquelas em que os investigadores participam como observadores e/ou coprotagonistas, diferentes atores se comprometem, negociando os sentidos de suas próprias práticas e de outras, vistas como “alheias”. Enquanto par-lamentares discutem os limites da autodeterminação sexo-genérica dos cidadãos argentinos, integrantes do Supremo Tribunal Federal do Brasil debatem o estatuto das relações estáveis entre pessoas do mesmo sexo; enquanto agentes estatais – conjuntamente (ou não) com investigadores e ativistas – realizam tarefas de controle sanitário de trabalhadoras sexuais e de prevenção de DST-AIDS, de promoção das condições de trabalho de mulheres trans, de amparo a mulheres que transitam ou são levadas para fora de suas fronteiras nacionais em pequenas ou grandes cidades de México, Colômbia ou Brasil, ati-vistas reúnem as experiências de discriminação e homofobia sofridas por homens mexicanos não heterossexuais que vivem em distintas regiões metropolitanas desse país.

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Sexualidad, Salud y Sociedad ‐ Revista Latinoamericana

ISSN 19 84 ‐ 64 87 / n.16 ‐ abr. 2014 ‐ pp.4 ‐ 6 / w w w. sexualidadsaludysociedad.org 6

naturalistas das categorias homem/mulher, registrando a reivindica-ção desse direito em termos de reparareivindica-ção a vítimas de sofrimentos. Esta lei pode ser considerada, ao mesmo tempo, como um divisor de águas na regulação estatal dos corpos, já que não exige diagnósticos patologizantes como requisito para o reconhecimento legal da identi-dade autopercebida. O artigo do Rodrigues e Heilborn retoma – em outro registro – o problema da essencialização do binarismo femini-no/masculino, a normatividade do gênero e a autonomia dos sujeitos, pondo em diálogo a desconstrução da distinção sexo/gênero proposta por Judith Butler com as imagens o filme A pele que habito, de Pedro Almodóvar.

Um segundo conjunto de questões é demarcado nos textos do Parrini, Amuchástegui e Garibi, Urrea e La Furcia, e Boivin. Seja a partir de um trabalho de campo com trabalhadoras sexuais em um município da costa ocidental mexicana, seja com investigações dedi-cadas a mulheres trans da cidade do Cali, Colômbia, seja através de relatos recolhidos em diagnósticos participativos realizados por uma ONG em áreas metropolitanas do México, os autores constroem re-veladores mapas sociais – espaciais e simbólicos – de discriminação e violências vividas pelos sujeitos ali circunscritos e em tensão com os marcos normativo-regulamentares e as intervenções governamentais. Estes artigos chamam a atenção para como os sujeitos refazem sim-bolicamente, no espaço urbano e corporal, as posições de vulnerabi-lidade social produzidas no cruzamento de distintos marcadores so-ciais da diferença (raça, idade, estrangeiridade, gênero e sexualidade).

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