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Rev. Saúde Pública vol.31 número2

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Academic year: 2018

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Rev. Saúde Pública, 31 (2): 115, 1997

Editorial

Editorial

A internacionalidade da ciência

The international nature of science

pera cidade do interior paulista. Por sua vez, na recen-te e frustrada viagem espacial, a imprensa leiga noti-ciou “importante pesquisa” a ser espacialmente le-vada a efeito por colegas nacionais sobre o mal de Chagas. Como se a medicina curativa fosse mais im-portante do que a preventiva. Claro está que esta não poderá propiciar os mesmos lucros que adviriam des-se “Chagaspace”. E que dizer das ridículas e indiges-tas lisindiges-tas dos cientisindiges-tas “produtivos”, baseadas nos dados do “Institute for Scientific Information”, publi-cadas pela nossa mídia? Os exemplos são inúmeros. E então, que fazer? Não querendo parodiar o tí-tulo de famoso romance, penso que a resposta seria uma só. A internacionalidade rima com globalidade, e esta nem sempre tem esse aspecto. Ao menos na ciência. Pretender dar caráter global a tema que, pela sua natureza intrínseca, é regional, será forçar situa-ções. Será selecionar negativamente as vocações cien-tíficas do assim chamado terceiro-mundo. Este tem muitos problemas, é verdade. Porém, as soluções te-rão que ser encontradas por ele mesmo. No afã de “internacionalizar” as próprias atividades de pesqui-sa, muitas vezes presta-se desserviço à própria po-pulação que as custeiam.

Oswaldo Paulo Forattini

Editor Científico

“A ciência, para merecer esse nome, deve ser internacional.” Penso que o leitor já tenha tido co-nhecimento dessa assertiva. Ao menos de uma ma-neira. Ouvida, lida ou mesmo proclamada convicta-mente e aos quatro ventos. Com freqüência, a falta do pretenso caráter “internacional” leva ao demérito ou, na melhor das hipóteses, à classificação do tra-balho científico como “subdesenvolvido”, “de ter-ceiro mundo”, “desinteressante”, “pouco competiti-vo”, e várias outras adjetivações que apavoram nos-sos pesquisadores.

Mas, como dar à nossa pesquisa roupagem inter-nacional? Para alguns, bastará redigir o manuscrito e, logicamente, publicá-lo em idioma inglês. Haja vista o pulular de novos “Brazilian Journals” e mes-mo de periódicos tradicionais, assim transvestidos até na sua própria correspondência interna. Para ou-tros, há a necessidade, que beira o fanatismo, em in-serir o trabalho na imprensa estrangeira. Obviamen-te, é claro, do primeiro mundo. Mesmo que esta ve-nha a ter dificuldades em encontrar relatores para determinados temas que pouco lhe dizem respeito ou lhe interessam.

Referências

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