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Rev. Assoc. Med. Bras. vol.48 número3

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Academic year: 2018

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Rev Assoc Med Bras 2002; 48(3): 183-201

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No final do ano passado, o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, lançou e distribuiu a todos os médicos do Estado de São Paulo, o Guia da Relação Médi-co-Paciente. O documento ressalta, além dos “direitos do paciente”, os direitos que os pro-fissionais de saúde devem ter garantidos no exercício de sua profissão. Direito de exercer a Medicina sem ser discriminado por sexo, raça, idade, orientação sexual, opção religio-sa, opinião política ou de qualquer outra natu-reza. Liberdade de escolha dos métodos diag-nósticos e procedimentos terapêuticos que sejam adequados às necessidades individuais de seus pacientes, respeitando as normas le-gais e o conhecimento científico existente. Devem poder dedicar ao paciente o tempo necessário que sua experiência e capacidade profissional recomendarem para o adequado exercício de suas atividades, e têm o direito de apontar aos dirigentes institucionais, públicos e privados, ao CRM e às Comissões de Ética, assim como aos órgãos públicos de fiscaliza-ção sanitária, as condições que possam inter-ferir em seu trabalho comprometedoras da qualidade da assistência prestada ao paciente, podendo até recusar-se a exercer a profissão nas instituições, cujas condições ambientais puderem prejudicar a saúde ou a vida dos pacientes.

Comentário ComentárioComentário Comentário Comentário

Vários fatores parecem estar contribuindo para as atuais dificuldades existentes na rela-ção médico-paciente. Dentre eles, pode-se destacar a desacralização da Medicina e dos profissionais de saúde, pois a falibilidade e a imperfeição da arte médica é cada vez mais manifesta, apesar da constante evolução téc-nico-científica de nossos tempos. Concorrem também para essas dificuldades na relação, a exacerbada especialização e a tecnificação do ato médico, e o aparecimento de novas for-mas organizacionais do trabalho, que impõem instrumentos de contenção de custos da assis-tência, às vezes, de forma prejudicial aos inte-resses do paciente. Isto resulta em um pro-gressivo afastamento do médico de seus pa-cientes, tornando a relação entre eles mais

distante, impessoal e despersonalizada. Assim sendo, é fundamental que se atente aos “di-reitos do médico”, que não devem ser com-preendidos como de interesse meramente corporativo, mas que se implementados po-dem resultar na garantia da eficácia dos “direi-tos do paciente”.

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Referência

Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo. O guia da relação médico–pacien-te. São Paulo: CREMESP; 2001.

Clínica Cirúrgica Clínica Cirúrgica Clínica Cirúrgica Clínica Cirúrgica Clínica Cirúrgica

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O câncer gástrico pode se disseminar atra-vés de invasão por contigüidade, dissemina-ção hematogênica e linfática. As duas primei-ras dependem de fatores não controláveis como a agressividade do tumor e a resistência do hospedeiro. A última, por sua vez, pode ser controlada com certa eficiência através das cirurgias radicais. As metástases linfáticas são os fatores preditivos mais significativos na re-cidiva da doença1.

O índice de metástases linfonodais no câncer precoce de submucosa varia de 9,7% a 24,3%, sendo que parte do acometimento ocorre no nível 22.

Em cerca de 50% dos pacientes, as recidivas locais ou abdominais são os úni-cos sítios da primeira recidiva após a cirur-gia curativa. Tanto nos canceres avançados como nos precoces, a linfadenectomia pa-rece melhorar a sobrevida. Em serviços ocidentais, a dissecção radical dos linfono-dos levou a sobrevida quase idêntica à assi-nalada em várias ocasiões pelos autores japoneses. A morbidade e a mortalidade pós-operatórias não foram sacrificadas pela cirurgia radical. Nos cânceres precoces, as gastrectomias D2 tiveram morbidade total de 10,3%. Numa série prospectiva a mor-bidade total na linfadenectomia D2 foi de 43% e na linfadenectomia D1 foi de 25%. Essa morbidade estava relacionada à

res-secção do baço e do pâncreas distal3.

Comentário ComentárioComentário ComentárioComentário

A linfadenectomia D2 aumenta significati-vamente o controle regional da doença, a sobrevida e a taxa de cura em comparação com as ressecções não radicais. Há consenso, porém, que esta cirurgia também eleva o tempo operatório, a permanência hospitalar e a morbidade, não elevando a perda sangüínea intra-operatória e a mortalidade.

A idade maior que 70 anos não constitui fator limitante para a linfadenectomia D2. A invasão maciça de linfonodos N2 e a comprovação histo-lógica de comprometimento de N3 na ausência de metástases à distância são critérios de amplia-ção da dissecamplia-ção D2 para D3. Os tipos macros-cópicos (III e IV) e histológicos (difuso de Laurén ou indiferenciado de Nakamura) não consistem

em critérios de ampliação da dissecção4.

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Referências

1. Adachi Y, Oshiro T, Mori M, Maehara Y, Sugimachi K. Prediction of early and late recurrence after curative resection for gastric carcinoma. Cancer 1996; 77: 2445-8. 2. Baba H, Maehara Y, Takeuchi H, Inutsuka S, Okuyama T, Adachi Y, et al. Effect of lymph node dissection on the prognosis in patients with node negative early gastric cancer. Sur-gery 1994; 117: 165-9.

3. Bonenkamp JJ, Hermans J, Sasako M, Van de Veld CJ. Extended lymph node dissection for gastric cancer. N Engl J Med 1999; 340: 908-14. 4. Colégio Brasileiro de Cirurgiões. Consenso em linfadenectomia no tratamento do câncer gástrico. São Paulo: CBC; 2002. p.14–8. (Boletim Infor-mativo do Colégio Brasileiro de Cirurgiões).

Clínica Médica Clínica MédicaClínica Médica Clínica Médica Clínica Médica

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dimi-Rev Assoc Med Bras 2002; 48(3): 183-201 199

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omentários

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tando o contato real com as obrigações e as dificuldades de ser mãe. Com o intuito de minimizar os riscos de depressão pós-parto e auxiliar as adolescentes no processo da mater-nidade, desenvolve-se, durante todo o pré-natal, um trabalho em equipe, ensinando, discu-tindo, orientando. Consegue-se, assim, um baixo índice de depressão pós-parto (2%), e, por conseqüência, de ideações suicidas. Nossa

preocupação se dá na questão do elevado índice de gestação desejada, que tenderá a aumentar enquanto nossos adolescentes não tiverem apoio social suficiente para encontrarem outras saídas para a crise ins-taurada nesse período do desenvolvimen-to.

G G G G

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Referências

1. Cassorla RMS. O que é suicídio. São Paulo: Brasiliense; 1984.

2. Versiani M, Reis R, Figueira I. Diagnós-tico do transtorno depressivo na infância e adolescência. J Bras Psiquiatr 2000; 49:367-82.

3. Serfaty E. Suicidio en la adolescencia. Ado-lesc Latinoam 1998; 1:105-10.

Ana Maria Dias – "Cavalinho Cansado" – Galeria Jacques Ardies – Tel.: (11) 3884-2916 Ana Maria Dias – "Cavalinho Cansado" – Galeria Jacques Ardies – Tel.: (11) 3884-2916Ana Maria Dias – "Cavalinho Cansado" – Galeria Jacques Ardies – Tel.: (11) 3884-2916 Ana Maria Dias – "Cavalinho Cansado" – Galeria Jacques Ardies – Tel.: (11) 3884-2916Ana Maria Dias – "Cavalinho Cansado" – Galeria Jacques Ardies – Tel.: (11) 3884-2916

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