o
zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
IIREDIMENSIONAMENTO
DAS CLASSES
DE ALFABETIZAÇÃOII E SEUS EFEITOS COLATERAIS
Inês M amede 1
Resumo
I
PONMLKJIHGFEDCBA
B C H - U F C
i
aZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
E s t e a r t i g o a n a l i s a o s e fe i t o s , n a s c o n c e p ç õ e s e p r á
-t i c a s d e p r o fe s s o r a s a l / á b e t i z a d o r a s , o c a s i o n a d o s p e l o
Redim ensionam ento das Classes de Alfabetização, o u s e j a , p e l a e x t i n ç ã o o fi c i a l d e s t a s C l a s s e s e m 1 ; ; ; ; 7 . O s d a -d o s -d a
pcsous«
fo r a m o b t i d o s a t r a v é s d e e n t r e v i s t a s e o b -s e r v a ç õ e -s e m -s a l a d e a u l a d e d e z o i t o p r o t e -s -s o r -s -s . e m n o v em u n i c í p i o s c e a r e n s e s . C o n s t a t o u - s e Q u e t a l m e d i d a fo i
i m p l e m e n t a d a d e m a n e i r a a l i g e / i a d a , s e m c o n s i d e r a r a c u l
-t u r a d o c e n -t e -t o e s ! Q u a n -t o à a l / â b e t i z a ç ã o , g e r a n d o v á r i o s p r o b l e m a s : d e s a c o r d o Q u a n t o
à
a p r o v a ç ã o a u t o m á t i c a p a r a a 13s é r i e ; g r a n d e h e t e r o g e n e i d a d e d a s t u r m a s ; v o l t a d a 13
s é r i e ffaal - 13
s é r i e fo r t e ; i n a d e Q u a ç ã o Q u a n t oà e s c o l h a d o s l i v r o s d i d á t i c o s e à d e fi n i ç ã o i d a d e s é r i e . D ú v i d a s , a n -g ú s t i a s e s e n t i m e n t o s d e c u l p a s e r i a m m i n i m i z a d o s c o m
m u d a n ç a s Q u e v a l o r i z a s s e m a p a r t i c i p a ç ã o e a s c o n c e p ç õ e s
d o c e n t e s .
Palavras-chave: Alfabetização; Políticas públicas; Forma-ção docente.
Abstract:
lhe side effects of changes in the liceracy classes
T h e a r t i c / e d i s c u s s e s h o w p r e s c h o o l t e a c h e r s
u n d e r s t a n d t h e c o n s e o a e n c e s o ft h e c h a n g e s t b s t m o d i fi e d
t h e l i t e r a c y c l a s s e s i n 1 ; ; ; ; 7 . T h e d a t a w a s o b t a i n e d t h r o u g h i n t e r v i e w s a n dpsrtkipsnt o b s e r v s t i o n i n 1 8 c i s s s r o o n s , i n
n i n e c i t i e s o f t h e S t a t e o f C e a r á , B r a z i l . I t w a s o b s e r v e d
t h a t t h i s m e a s u r e w a s t a k e n w i t h o u t c o n s i d e r i n g t h e t e a c h i n g
c u l t u r e r e g a r d i n g l i t e r a c y . A s s u c h it c a u s e d s e v e r a l
p r o b l e m s : d i s a g r e e m e n t c o n c e m i n g a u t o m a t i c a c c e s s t o
fS l g r a d e ; g r e a t h e t e r o g e n e i ! y i n t h e c l s s s r o o m . r e t u m t o t h e " w e s k
I"
g r a d e v s . s t r o n g fS l g r a d e ; i n a d e Q u a c y i n r e l a t i o n t o t h e c h o i c e o f d i d a c t i c b o o k s e t e . A n x i e ! y a n dg u i l t I ê e l i n g s c o u l d h a v e b e e n m i n i m i z e d i f s u c h c h a n g e s
h s d c o n s i d e r e d t h e i d e a s a n d e x p e r i e n c e s o f t h e t e a c h e r s .
ords: Public police; Teacher's education.
D a:~1
=.
EC:!caÇ-jo pda Universidade Federal do Ceará.profes-1E.C::CiÇ-jo. da Universidade Federal do Ceará.
Es e a . o em como base
pesouísa
mais am-pla, Q! e e origemà
tese de doutorado P r o fe s s o -r a s a l fa b e l i z a d o -r a s : Q u e m s ã o , o Q u e p e n s a m e c o m oa l fa b e t i z a m amede. 2000). na Qual consta inves-tigação realizada junto a dezoito professoras-, em nove municípios cearenses ' (duas em cada um de-les). A Questão central da citada investigação foi a seguinte: como têm ocorrido a formação docente, a
reelaboração
de conceitos e as práticas pedagó-gicas de professoras alfabetizadoras de escolas pú-blicas municipais, no Estado do Ceará, a partir de 1985, ou seja, nos últimos Quinze anos? Para respondê-Ia, fomos conhecer professoras, aponta-das por suas secretarias municipais de educação, a partir dos seguintes critérios por nós solicitados: terem participado de ações de formação docente (cursos, "treinamentos" etc.); serem professoras há pelo menos cinco anos; lecionarem na Ia série do Ensino Fundamental ou na Classe de Alfabetização; estarem lotadas na rede municipal de ensino; e, na medida do possível. serem concursadas. Isto Quer dizer Que não trabalhamos com professoras iniciantes e sim comaouelas
consideradas mais ex-perientes e dotadas de formação mais consistente, em seus contextos educacionais.Desde aproximadamente 1985, certas ações de formação docente foram realizadas numa pers-pectiva construtivista de alfabetização e, por isso, nos interessamos em analisar, também, os conhecimen-tos teóricos e as práticas pedagógicas de tais profes-soras. Em uma abordagem Qualitativa, utilizamos, principalmente. entrevistas e observações de aulas como recursos de investigação.
Para este artigo consideraremos apenas parte da
pesouisa
citada, especialmente no Que diz respeito a alguns efeitos, na concepção e na prática pedagógi-ca, ocasionados pelo R e d i m e n s i o n a m e n t o d a s C l a s s e s d e A l fa b e t i z a ç ã o , ou seja, pela extinção oficial destas2No apêndice. informamos grau de escolarízação e anos de experi-ência docente de cada uma das dezoito professoras.
3Os municípios cearenses nos ouals realizamos a investigação foram os seguintes: Fortaleza. Maranguape. lcapuí. Tlanguá, Sobral. Itatira
Catarlna, Baixio e Salitre.
es, no Estado do Ceará, Que, assim como outros dos no Brasil. teve, até
1996,
em sua estrutura ícular a chamada "Classe de Alfabetização",situa-entre a Educação Infantil e a I
xwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
a Série do Ensino - damental e Q!Je, em1997,
foi, mais uma vez,ex-r.ta. "Mais uma vez"
poroue
ela havia sido retirada m a Lei5692/71
e, depois, em1987,
fora implantada (oficialmente, pois "oficiosamente" não - ixara de funcionar).Desta vez, a alfabetização passou a ser
conslde-a como um processo Que se deve iniciconslde-ar nconslde-a Educconslde-a- Educa-- Infantil, tendo continuidade nas primeiras séries do Ensino Fundamental, sem haver reprovação antes da Iasérie ou mesmo sendo esta o início da escolarização da . nça. Tendo sido a
pesouísa
de campo realizada em999,
trabalhamos, na maior parte dos casos, com pro-'essoras de Iasérie, a Quem passaa ser maisdlretarnen-• p atribuída a função de alfabetizar.
Ainda Que não nos tenha surpreendido, pois _ ompanhamos de perto desde seu início, vimos Que
processo de
aZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
R e d i m e n s i o n a m e n t o d a s C l a s s e s d e . - t ! / ã b e t i z a ç ã o p r e c i s a r i a de um acompanhamento do-ente bastante eficaz. Sabendo, porém, Que não ouve continuidade do trabalho destinado especifi-camente a esta Questão,deparamo-nos
com profes-soras bastante angustiadas, inseguras, confusas acercae tal R e d i m e n s i o n a m e n t o .
Voltaremos um pouco
à
história recente, -naís precisamente ao ano de I993,
para melhor situar o problema.Naquele
ano foram divulgados -esultados dapesouísa
intitulada "Aouestão
dapré-escola no Ceará: a classe de alfabetização", reali-zada em dez municípios cearenses. Concebida e realizada por professores da Faculdade de Educa-ção da Universidade Federal do Ceará, a
pesouísa
ocorreu por iniciativa da AMECE - Associação dos 1unicípios do Estado do Ceará, e contou com o poio do UNICEF.
Em suas conclusões, o relatório informa Que:
... a classe de alfabetização tal como predomina hoje no Ceará, via de regra tem se constituído em uma barreira inútil e prejudicial às crianças das
classes populares. No entanto, como bem de tram as experiências bem sucedidas, poderá ser transformada num trânsito fundamental para o de-senvolvimento global e integral destas mesmas crianças (AMECE, UNICEF. FACED/UFC, 1993, p. (34) (grifo nosso).
Estamos
cuerendo
chamar a atenção para o fato de Que a mencionadapesouísa
não indicava para a necessária extinção das Classes de Alfabetização. E, como veremos a seguir, ela mostrava, também, a importância de se investir em recursos humanos e financeiros, a fim de se melhor tratar e superar os problemas relacionadosà
alfabetização no Estado:(... ) o projeto pedagógico será o determinante na definição e na transformação das condições objeti-vas disponíveis, tais como a Qualificação de recur-sos humanos e a obtenção de recursos financeiros . O contrário dessa posição tem como exemplo o Que acontece a nível do governo estadual do Ceará Que, para tanto, vem implementando, de forma pretensamente irreversível, uma concepção de gerenciamento onde a racionalização do setor educacional preconiza, dentre outras coisas, a
extinção da classe de alfabetização sem definir
alternativas para uma demanda considerável Que no momento é atendida praticamente pelos mu-nicípios (ido ibid., p. (34).
Podemos constatar, assim, Que
naquela
oca-sião já havia uma predisposição governa eI
a extinguir a classe de alfabetização. as.i
. ,.
mos, tal iniciativa não dependeu.eate.
as conclusões divulgadas na e a ~>Q.t!~1.S2"sendo uma classe o
ão.
este'a ~ no 10 grau. a alfabe .da visão de processo e se" carac erís i-ca" (id.
íbid..
. 135 .
a r O e o, percebemos Que a enfase e a ação es . eram muito mais volta-das
à
ecessi ade e se refletir sobre Qual concep-ção de alfabelzação
circulava nos municípios cearenses e Que relação isto poderia ter com a cons-tante retenção de criançasnaouela
classe.49
Dos relatos colhidos e das observações realiza-das foi possível concluir Que os tradicionais
índi-ces de
xwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
repetêncía nas classes de alfabetização decorrem em grande parte das concepçõesrígi-das de alfabetização Que exigem o domínio da lei-tura e da escrita para a promoção e ingresso na 1a
série. Por esse motivo, crianças de idades diver-sas, principalmente na área rural. são retidas na alfabetização (... ) (id. ibid., p. 132).
Além disso, o relatório aponta, também, para uma necessária compreensão processual e abrangente de alfabetização:
Assim, a alfabetização pode e deve ser um proces-so sistematizado desde qjnkío da educação infan-til. e continuar ao longo das séries iniciais do 10
grau. Existe um processo inicial. Que é a leitura e a interpretação do mundo imediato Que cerca o alu-no; o desenvolvimento da oralidade. da expressão dramática, musical. plástica; o conhecimento dos usos e funções sociais da escrita; o domínio pro-gressivo das regularidades e irregularidades da lín-gua (id. ibid., p. 135).
Independentemente, pois, dos resultados da citada
pesouisa.
o problema do alto índice de re-tenção das crianças nas classes dealfabetlzação
era, de fato, preocupante. No entanto, para todo pro-blema pode haver várias possibilidades de supera-ção. Deste modo, Quanto ao tema Queaoul
estamos tratando, não podemos conceberoualouer
medida Que não contemple seriamente a participação, o engajamento, a compreensão dos professores. Ve-remos, em seguida, como este processo iniciou, como tem se dado eouals
suas repercussões para o trabalho docente.Em 1997, então, passaram a ser extintas, no Ceará, as classes de alfabetização e as crianças com 7 anos de idade deveriam ser matriculadas na Ia sé-rie, mesmo Ql.le não tivessem
frecüentado
a pré-es-cola ou a própria classe de alfabetização.MO
Estado do Ceará mantinha em sua estrutu-. o, até o ano de 1996, Classes deAlfabe-t:z:!~,
~...!_<> .~ e ravarn a Educação Infantil.Re
eri
as Classes, no entanto,aZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
c o n fo r m e r e -s u l t a d o d e p e s o ú i s s r e a l i z a d a s o b a c o o r d e n a ç ã o d aU n i v e r s i d a d e F e d e r a l d o C e a r á , v i n h a m fu n c i o n a n d o
m a i s c o m o " u m a b a r r e i r a i n ú t i l d o Q u e c o m o u m t r â n
-s i t o n e c e s s á r i o " , dsto Que registravam um grande número de reprovações em nome de Que as "crian-ças não aprendiam a ler". Tal procedimento vinha resultando numa
dístorção
idade-série elevada, uma vez Que ficavam retidas nessas classes por vários anos, crianças Que chegavam a completar101
I I anos de idade" (SEDUC, julho de 1998, p.3) (grifo nosso).Vemos Que a medida governamental procurava se respaldar na
pesoulsa
anteriormente citada. Porém, cremos Que a interpretação Que fezdaoueles
resulta-dos não era a única possível. se considerarmos as conclusões dapesouisa
aQui expostas, o Que não Quer dizer Ql.le o problema não existia e Que não precisava ser enfrentado.No sentido de eliminar este problema a Secreta-ria da Educação Básica realizou em janeiro de
1997, o redimensionamento das Classes de Al-fabetização numa perspectiva de regularização
do fluxo escolar. Nesse momento, iniciou-se com
todos os professores da rede pública cearense e educadores Que integram o Sistema de Acompa-nhamento Pedagógico - SAP. uma ampla discus-são sobre a concepção da alfabetização como processo (id. ibid., p.3).
O Que poderia ter sido um amplo debate so-bre tal determinação não teve, contudo, a periodici-dade, a continuidade e a metodologia necessárias para a superação de vários problemas decorrentes do
R e d i m e n s i o n a m e n t o . Iniciada em fevereiro de 1997, a
"capacltação"
teve sua segunda etapa apenas um ano e meio depois. Neste contexto, as professoras seguiram sem o espaço de formação e de atuação necessários para superar suas dificuldades.Dando continuidade ao processo de redimen-sionamento das Classes de Alfabetização, a Coordenadoria de Desenvolvimento Educacional promoveu em fevereiro de 1997, a primeira capa citação envolvendo professores da rede
blica, tendo como objetivo aprofundar conheci-mentos teórico-metodológicos sobre o processo de alfabetização (id. ibid., p.3).
Se o Sistema de Acompanhamento Pedagógico SAP). paralelamente, implantou os Referenciais
Curriculares Básicos para a I
xwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
a série, a princípio "alia-do a outros elementos", com vistas, também, à"mu-dança para o Sistema de Ensino em Ciclos" (id. ibid., .3), não nos parece ter dado os subsídios necessários
à
superação dos problemas originados com oaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
R e d i m e n -s i o n a m e n t o d a -s d e s s e s d e a l fa b e t i z a ç ã o .Além disso, o Sistema de Ensino em
Ciclos"
não foi implantado por todos os municípios e,
na-ueles
onde foi, não cobjíu toda a rede municipal. Isto Quer dizer Que aí também permaneceu a seriação e as dificuldades originadas com o R c d l m c n s i o -n a m e -n t o . De nossapescuisa.
por exemplo, partici-aram duas professoras Que trabalhavam em Ciclos, os municípios de Icapuí e Catarina. No entanto, as outras duas docentes, destes mesmos municípios, ensinavam na Ia série.Vale esclarecer QUe, se havia uma predisposi-ção do governo estadual para iniciar o processo de extinção da classe de alfabetização, o Fundo de Ma-nutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamen-tal e de Valorização do Magistério/FUNDEF5, criado
em
1996
e implantado em10
de janeiro de1998,
constituindo determinação federal, veio corroborar a tendência do governo do Estado. Talvez tenha re-presentado a medida Que faltava para levar às toma-das de decisões, pois com o R e d i m e n s i o n a m e n t o ,
após a criação do FUNDEF, as crianças Que seriam das classes de alfabetização passaram para a Ia sé-rie. Esta foi uma orientação do governo estadual, seguida amplamente pelos municípios, uma vez Que, a partir de agora, passava a vigorar a política do Q u a n t o
4Ao invés de se subdividir em séries escolares (13• 23, 3' e 4' séri-es). os dois primeiros anos são agrupados. entre osouaís não há reprovação. e os dois últimos também. constituindo-se. assim. dois
Ciclos. na primeira etapa do Ensino Fundamental.
S O valor repassado ao município. pelo FU DEF.é cale lado e função do coeficiente p e r c a p t a de alunos matriculados no Ensino Fundamental.
v a l e u m a l u n o , matriculado no Ensino
da Educação Básica. Diante disto, proble as eretos somaram-se a outras dificuldades enfren pelas professoras.
Com isto, podemos observar QUeda no núme-ro de ( u n ç õ e s d o c e n t e s nas Classes de Alfabetização nos âmbitos nacional, regional e estadual. de
1996
a1998:
nestes dois anos, o número diminuiu, signifi-cativamente, de75.549
para46.126
no Brasil; de50.003
para26.724
no Nordeste e de I1.694
para5.994
no Ceará. No pré-escolar, também percebe-mospeouena
Queda no número de ( u n ç õ e s d o c e n-t e s , durante o mesmo período, no Nordeste de
80.509
para71.615;
e no Ceará de13.434
para12.914,
ainda Que o mesmo não tenha ocorrido em âmbito nacional. onde os números mantiveram-se praticamente os mesmos, ou seja, de219.5 17
para219.593
(INEP.1997, 1998, 1999).
Quanto àm a t r í c u / a n a Educação Infantil, Clas-se de Alfabetização e Ia série, em
1996, 1997
e1998,
dados do Brasil, da Região Nordeste e do Ceará indicam Que o decréscimo no número de ma-trículas nas classes de alfabetização foi forteme e percebido nas três esferas em análise. o a nacional. o número caiu de1.443.927,
e para806.288
em1998;
na Região o~ es e da foi de923.600
para441.338,
no mesmo do; e, no Estado do Ceará, por suaoo::;-~ci-::lO
foi de
201.198
para104.200,
e99'
Que, somente no Ceará, re rese
9_
Ias a menos nas classes de aJr::t:>eEI--z:?Ç30.
de dois anos
(I
EP. S'- E"::staltísti'<:2s1998, 1999;
tEQuan o
à
E,l.i~l..<fi,,.:u"'L'~_"""
no-d
o,
, . da Que não~t.SC) de alfabetização:
..., 0.3
6
para4.111.120;
noIA 0.151
para1.283.513;
e no Cea-rá, o ' ero diminuiu de274.630
para243.795.
Ou seja,
30.835
crianças cearenses sendo atendidas a menos, na Educação Infantil (id. lbid.).Em relação às matrículas em I
xwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
asérie, embora
se tenha verificado,
entre 1996 e 1998, acréscimo
em âmbitos nacional (de 6.404.406
para 7.079.742)
e da Região
Nordeste
(de
2.837.958
para
3.327.772),
no Ceará, diferentemente,
houve
de-créscimo
(de 461.437
para 415.464,
ou seja,
45.973
a menos). Somando-se,
pois, os números
relativos à diminuição
de matrículas no Estado do
Ceará, entre
1996
e 1998,
na Educação
Infantil
(30.835
a menos),
na classe -de alfabetização
(96.998)
e na I
asérie (45.973).
temos
173.806
matrículas a menos nos três níveis
(íd,ibid.)
São muitos os números e diversos os
proble-mas neles embutidos.
Mesmo reconhecendo
Que é
um direito da criança com 7 ânos de idade
matricu-lar-se na I
asérie e não ser seguidamente
aZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
b a r r a d ana
classe de alfabetização, pensamos Que determinações
como estas demandam uma série de atenções,
escla-recimentos,
orientações
e, especialmente,
e s c u t a e d i á l o g o ,para Que, em nome do merecido
respeito
aos nossos profissionais,
possamos ver dedicadas às
crianças uma educação de maior Qualidade.
A seguir, contextualizaremos
a
extínção
da
Classe de Alfabetização,
em alguns municípios,
e
apresentaremos
as repercussões
do
Rcdtmcnsio-n a m e Rcdtmcnsio-n t o d a s C l a s s e s d e A l fa b e t i z a ç ã onas
concep-ções e práticas docentes.
PONMLKJIHGFEDCBA
I/E x tin ç ã o l/ d a C la s s e d e A lfa b e tiz a ç ã o , e m a lg u n s
m u n ic íp io s , a n te s d o F U N D E F
o
documento indica Que "na prática esses
mu-nicípios [entre eles, Maranguape e lcapuí, Que
tam-bém compõem
a amostra
desta pesoulsa]
estão
adotando uma modalidade de "ciclo básico". Não há
e
rovação.
A promoção gradativamente
passa a ser
zrtomáuca
até a segunda série" (AMECE, UNICEF,
'UFC, dez./1993,
p. 128). Mas, veremos, aoui,
os oisseram duas professoras sobre a
"extínção"-i'!!::s.:::::::&c-ora:
e
ciona, ainda, a Classe de
AI-Professora lane: funciona, duas (... ).
Pesquisadora:
no
pré-dols",funciona a
alfabe-tização?
Professora
[ane:a alfabetização (... ).
Pesouisadora:
Quando você
táfalando da
alfabeti-zação,
táfalando da classe da alfabetização ou da
1
3Série?
Professora lane: alfabetização, mesmo.
Pesoulsadora: aoui
tem?
Professora
[ane:tem,
aoulna escola nós temos
classe de alfabetização (...).
Professora lane: lá na Secretaria eles trocam. Até
no nosso diário vem
pré-dois.A gente coloca
pré-dois, mas a gente usa o nome da alfabetização.
Pesouísadora:
e onde é Quea criança se alfabetiza?
Professora lane: a criança se alfabetiza até
à
4
3Série e pode muito bem se alfabetizar. .. ,
porqueé
um processo muito lento, tem uns Que já se
alfa-betizam logo na alfabetização, outros não (... ). A
1
3Série é a continuação do trabalho da
alfabeti-zação. Acho Quecada série vai continuando o
tra-balho, é uma seoüêncla".
Com a professora Edna também conversamos
so-bre o tema:
"Pesousadora:nãotem maisa Classede Alfabetização?
Professora Edna: na escola Que eu trabalho, tem
alfabetização.
Pesouisadora:
a Classe de Alfabetização?
Professora Edna: tem (... ). A gente não chama
"alfabetização", chama
pré-dols,só Que depois
do
pré-dols,ele vai pra 1
3Série (... ). No
pré-doísela [a criança] entra com seis anos (...), o de
pré-dois seis anos, vem pra primeira com sete.
Pesculsadora:
Quem é a professora Que tem a fu
-ção
de alfabetizar?
Professora Edna: a Que
táaQui no pré-dois. M
eu acho Que ele não se alfabetiza só no
pré-doíscerto? A gente sabe disso. Mas ela tem o obje .
de mandar o menino pra 1
3série com a
bagage-Que ele vá acompanhar a I
aSérie, pra gente
só... pra gente continuar um trabalho e não c
-6Em alguns municípios, os anos Q!Jecompõem apré-escola pasg.. ram a ser chamados de Pré-um (o Q!Jeeouívale ao antigo [ardim
Pré-dois (jardim 11).não sendo mais seguidos, teoricam ente. Classe deAlfabettzação e sim pela Iasérie do Ensino-Fundam A compreensão das professoras, porém. é um tanto diferente
eçar
zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
tudo de novo (... ). E é isso Quetá aconte-cendo (...). eu já sei Que vou ter Que começaresde o início (...)".
É.
então, interessante ver Que, para as docen-inua existindo a classe de alfabetização, aln-ue a visualizem dentro de um processo.decisão de aprovar automaticamente os alu-seja, de não reprová-los antes da Ia série,
G1S0 dos Ciclos. antes Ea 2a, também é en-- a como sendo algo negativo ou Que causa
pro-e prpro-eocupação, por parte das docentes. Este o. abordaremos a seguir.
em as decorrentes da aprovação automática
Tais problemas foram encontrados, seja no to do Sistema de Ensino em Ciclos seja,
sim-ente, em decorrência das medidas do
aZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
e n s i o n a m e n t o d a s C l a s s e s d e A / l â b e t i z a ç ã o .(...) a opção pelo "ciclo básico" de 2 ou de 5
anos. preconizada inclusive por órgãos convenentes com a SEDUC (Banco Mundial. por exemplo). igualmente parece nãosera solução. A medida Que pretende resolver o problema da repetência e da evasão através do instrumento da promoção automática pode ser falaciosa se toma-da isolatoma-damente (AMECE, UNICEF. FACED/UFC. dez./1993, p. 133).
A proibição de reprovar no
pré-doís
ournes-'13 classe de alfabetização é algo Que as
profes-ainda não aceitam facilmente, inclusive poroue - foram ouvidas sobre isto, e o conseoüente
ma-ínadeouado
desta QUestão, revelou a necessida-e mnecessida-elhornecessida-es orinecessida-entaçõnecessida-es e acompanhamento ao lho docente, pois. para elas, esta medidaacar-alguns problemas.
"Logo QUesurgiu a aprovação automática (...). foi aí QUe começou os meninos virem pra Ia Série
sem saber ler.
poroue
a professora da alfabetiza-ção ela confundia. como é automático. ela nãoprecisa ensinar nada (... ). Eu Quem ia e Que eles não sabiam. Até hoje tá do mesmo'eíto.
eles tão vindo aoul, tudo no mesmo nível. ac o Que eu tenho Que alfabetizar durante o anotodo"
(Edna).
"O Que eu acho mais difícil. hoje, na educação é esse negócio: passar o aluno sem saber (... ). O aluno não sabe de nada e joga pra Ia Série.
por-Que não pode mais reprovar? Eu acho isso muito errado. Pode até eu estar errada. mas eu acho Que é um método muito errado" (Sara).
"Eu não aceitaria criança passar de série sem ter proveito nenhum. Por exemplo. hoje a criança.... tem Que não pode ficar reprovada. Que história é essa"? (Hilda).
Com professoras de municípios, Que por seu turno vêm tratando diferentemente o tema da alfabetização, com orientações e investimentos dis-tintos na formação docente, a discussão/reflexão s o
-bre como avaliar crianças em processo de aprendizagem da língua escrita, revela ser, ainda, pertinente. necessária.
Agora exporemos trechos da conversa Que ti-vemos com a professora Ana Que também nos fala de suas dificuldades:
"Professora Ana: mas aí. tem
aouela
história. né? eu tenho os Que sabem e tenho os Que não sa-bem. Aí eu não posso deixar os Que sabem e ir trabalhar só os Que não sabem. por eai asalavai ficar uma verdadeira bag ça se e for traba-lhar só com os Que não sabe
Pesouísadora: mas e co
é
e 'OCê •solci-onar isso? Dando a es a essas crian-ças tãodifere cs?
Professora
"ã
pensei o seguinte.de... e n o.né. eu
sim-p e e. est '(!pensando. e acho QUevou
redi e ionar essesalunos Que estão mais adian-ta os. o e 'Ou ficar só com esses Que estão mais adiantados ou então ...
Peso; isadora: o Que é redimensionar?
Professora Ana: é você passar um aluno QUetá
acelerado. pra outra série. Ave-marial, pra uma série Que você vê QUe ele acompanha. né? ele tem capacidade de acompanhar".
Continuando
nossa conversa. a professora Ana
revelou não concordar com a estrutura do Ciclo. uma
vez Que. segundo ela. a idade determina
a sala em
Que a criança vai ficar. desconsiderando
os casos.
por exemplo. de crianças com sete ou oito anos QUe
estão mais adiantadas e Que. apesar disso. são
obri-gadas a permanecer na sala dos colegas com a
mes-ma faixa etária. E. mes-mais adiante. ela reconheceu:
Agora. sinceramente. eu não sei o Que é Ciclos. Eu perguntei pra uma dinamizadora o Que é ci-cios e ela disse: "Ciclos é como um ciclo. é uma coisa Quevai e volta". Até hoje eu ainda estou pra saber o Que é Que é os Ciclos.
Parece-nos evidente a superficialidade com QUe
novas medidas governamentais têm chegado a algumas
professoras. dificultando seriamente sua compreensão
e possibilidades de atuações efetivas e de QUalidade.
Será Que não caberia às diferentes instâncias -
Secreta-ria(s) de Educação. SAp, CREDE - considerar as
concep-ções docentes e ajudar a encontrar soluconcep-ções e encaminhar
orientações mais adeouadas a estes problemas?
PONMLKJIHGFEDCBA
H e te ro g e n e id a d e e (e te rn a ? ) in d e fin iç ã o
c u rric u la r d a a lfa b e tiz a ç ã o
Ainda Que desprezássemos a opinião do
pro-fessor sobre a pertinência ou não das classes de
alfa-betização. as consecüências do
aZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
R e d i m e n s i o n a m e n t oestão mostrando QUe as turmas de I
xwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
asérie passaram.
por exemplo. a ser muito mais heterogêneas do Que
antes Quanto aos níveis de aprendizagem
dos alunos.
Se esta é uma dificuldade particularmente
sentida por
Quem não concorda com esta determinação.
também
é enfrentada por professoras QUe. aceitando isto sem
maiores resistências. não sabem o Que fazer e como
proceder do ponto de vista pedagógico.
Na I
asérie. as professoras têm alunos Que não
freoüentararn a educação infantil. outros Que
freoüenta-ram mas não se alfabetizafreoüenta-ram. outros ainda Que "apenas
conhecem as letras" e alunos Que já sabem ler e escrever.
FORTAlEZA A:·m24 V. I
heterogeneidade. a diferença. é um fator de
enriouedrnento para a convivência. para o trabalho. para
a aprendizagem. Desafia e ajuda o ser humano a
cres-cer. a se modificar. a repensar seu ponto de vista a partir
do confronto com o outro. Classes heterogêneas fazem
parte do dia-a-dia profissíonal de oualouer professor.
Os alunos não são. nem podem ser. iguais em nenhum
aspecto da vida: cognitivo. afetivo. psicomotor. lingüístico
ete. No entanto. certa
v i z i n h a n ç a e mseus processos de
aprendizagem caracterizam nossos sistemas de ensino.
Lidar com crianças em níveis muito diferenciados
repre-senta. portanto. um grande problema. um enorme
de-safio Que. uma vez criado pelas esferas governamentais.
estas precisam tornar disponível ao docente uma série
de recursos. indicar estratégias. pensar opções para Que
as Secretarias de Educação junto aos docentes possam
encontrar soluções adeouadas ao problema.
A fim de precisar melhor a Que estamos nos
referindo. apresentaremos trechos das entrevistas QUe
nos revelaram as angústias e inseguranças das
profes-soras. relacionadas a diversos aspectos desta Questão.
mas Que também mostraram a indeflnição. falta de
cla-reza e confusão nas próprias orientações das
Secreta-rias de Educação. Em todos os municípios da pesouísa.
através do Que nos falaram as professoras. foram
sen-tidos problemas decorrentes da heterogeneidade e da
necessidade de alfabetizar na I
asérie.
Vimos Que alguns municípios cearenses. antes
mesmo do FUNDEF, já vinham trabalhando junto aos
docentes a necessidade de Questionar a concepção
"tra-dicional" de alfabetização. encaminhando o trabalho para
uma perspectiva construtivista. passando a concebê-Ia
como um processo. Em decorrência disso.
"extingüiram-se" as classes de alfabetização. por acreditarem Que não
é neste ano/ou nesta "série" específica Que as crianças
vão aprender a ler e a escrever e. sim. aprenderão no
percurso da pré-escola até as séries iniciais do Ensin
Fundamental. Chamou a atenção. porém. o fato de Que
mesmo nestes municípios. permanece. na concepçã
docente. a existência das classes de alfabetização.
Municípios
cearenses de norte a sul. de leste
oeste. têm professoras Que apontam (e "reclamam
sobre) o problema da heterogeneidade.
A expecta
r,Quanto ao nível dos alunos de I
xwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
a série pode ser servada nas seguintes falas:Quando pegava uma turma, antigamente, eles já traziam uma bagagem muito maior do Que a Que eles trazem hoje em dia (... ). Na 13Série, a
maio-ria lia, já vieram da alfabetização lendo. E agora, não. Agora você pega um menino de alfabetiza-ção Que nem escreve direito, direitinho, assim, numa boa. Não lê nada (... ). Dificilmente chega um menino na 13 Série lendo (Edna).
Eles [os alunos! estão começando a se alfabetizar.
É aouela primeira série Que nós estamos engatinhando (Flávia).
Eu flouei mesmo balanceada, nessa turma aí, Quan-do eu fui trabalhar com o nível de 13série.
Since-ramente, eu
flouel
apãvorada! Meu Deus, como eu vou fazer? (... ) Quando eu cheguei, de ante-mão, eu já senti a necessidade, como a turma se encontrava (Paula).No ano passado não tinha educação infantil. era só alfabetização e já passava com a 13 ( .•. ). É nisso Que
eu estou tendo a maioria das dificuldades de alfabe-tizar, poroue eles não vieram preparado, preparados entre aspas, adaptado pra uma 23série como é
exi-gido uma23série (... ). Agora, essa turma desse ano
é muito dificil poroue estão a nível mesmo de alfabe-tizar (...). E aQui a gente tá fazendo ~m processo, trabalhar a 23 série, mas trabalhar a 23 série,
alfa-betizando. Não deixar de dar conteúdo de 23série,
mas Que alfabetizem eles, né? (Gina).
Vale esclarecer Que apenas a professora Gina, entre todas desta
pesouísa,
lecionava na 2a série. A••a fomos encaminhadas pela Secretaria Municipal ce Educação e, apesar dela não trabalhar na Iasérie,
onforme nossos critérios de seleção, aceitamos
ln-i-la
na investigação por dois motivos: primeiroroue
ela havia participado desde o início do pro-esso decapacltação
docente na perspectivazonstrutlvista
de alfabetização em seu município, fatoe nos interessava particularmente e, em segundo _gar,
poroue
ela nos disse Que sua turma de 2a sérietava ainda em nível de alfabetização. Observar alfabetizadoras" era o Que nos interessava, ainda
e alfabetizando na 2a série.
Sobre a heterogeneidade de alunos rie, ouvimos, então, vários os depoimentos:
A minha sala tem aouele grupo Que sabe ler, a e grupo Que tá aprendendo agora, aouele grupo Q! e precisa despertar um pououínho mais. Tem QUetra-balhar diferente com aouele grupo, com aouele outro, tem Que ter um jogo pra aouele. pra aouele outro. Pra mim dar assistência, eu tenho muita difi-culdade. Então, nos encontros, nos cursos, sempre falam: "trabalhem em grupo, minha gente". Eu tra-balho, mas eu tenho muita dificuldade. Eu acho Que não fica um trabalho bom,
poroue
a nossa sala sem-pre é muito numerosa, não dá pra dar um assistên-cia adeouada. Sempre fica a desejar (lane).Tem menino Que vem de creche Que vem lendo (... ), como tem também os de pré-dois QUe vêm lendo, como também tem os de pré-dois Que não conhecem nem as letras, nem escrevem direito, nem do QUadro ele copia direito pra botar no caderno. Aí é ruim, é uma classe toda paradinha (Edna).
Professora Dora: poroue eu acho Que a minha
dú
i-da de trabalhar com Iasérie, poroue eu (l
com I" série crianças Que já sabiam ler e escrev pououlnho, né?(00') Hoje em dia você pega ança Que não sabe ... , tem delas Q!.Ie -nem o ''1\' direito (00')' Eu acho Q! e não é-v-.c:-cio.,""'
fazer um trabalho bem feito Quandovoce erzra ii:.:;ua
sala Que existe crianças, uma Que o Que é QUevai acon ecer.
com
aouele
Que não sabe Ihar com aouele outro balhando com todos o aproveitamento é ,-sim, há unsQuando eu digo uma I'
e. a'. co o aluno mais adian-o. c é e faz. se ele já sabe fazer isso [os
erádos i iciais de alfabetlzação]?
Professora Dora: às vezes. a gente pode ... às vezes. a gente faz o seguinte: enquanto a gente está tam-bém dando uma aula aQUipra aouele mais ... , né?, a
gente pode pegar aouele mais adiantado, procurar ler um livro, uma historinha, já coloca pra ele ir len-do aqui, para ver se ele vai, enouanto a gente dá um reforço mais pra essa turminha, né?, mais fraca.
Pra 1
xwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
3 série é muita dificuldade, Que as criançasdaQUi não têm mais alfabetização. Eles saem do jar-dim pra 13série. Tem hora Que a criança do jardim
é muito ... , eu tenho aluno silábico, tenho aluno
pré-silábico e tenho aluno alfabético numa 13série. O
trabalho fica muito dlflcil, pra-gente conseguir tra-balhar a 13série é muito difícil. poroue na 23série
a professora trabalha diferente (Rase).
Podemos ver também aoul Que a professora Rase analisa a heterogeneidade dos alunos à luz da psicogênese da língua escrita.
PONMLKJIHGFEDCBA
A v o lta d a 1a s é rie fra c a e d a 1a s é rie fo rte (o u d e
a lg o q u e lh e é e q u iv a le n te )
Pesouísadora: e tem alguma diferença nesse tra-balho aQui da Ia fraca pra 13forte?
Professora Ana: não tem diferença. Pesouísadora: é o mesmo livro didático?
Professora Ana: é o mesmo livro. To o mundo é o "Porta de Papel",8 tanto faz a fraca como a forte. Pesouisadora: e o Que é Que diferencia uma da outra? É a idade, só?
Professora Ana: só a idade".
Professora Hilda: tem o "prezínho", Que de primeiro era alfabetização. O prezinho é de cinco anos, seis
13série especial. sete na 13série Que é a minha, e
assim sucessivamente (... ). No meu entender a 13
série especial era a alfabetização dos anos passados. Poroue não estão dando o nome de alfabetização, estão dando o nome de 13série especial (... ).
[De-pois] eles vão pra 13série Que é a minha, esses
meni-nos fazem o jardim, Que aQUié o prezinho, passa pra 13série A. especial. depois da especial você vai lá
pra minha 13série, QUe da minha 13série vai pra 23.
Pesouisadora: aí. faz duas 13s séries.
8BRAGANÇA, Angiolina D., CARPANEDA. lsabella, NASSUR. Re-gina.
aZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
P o r t a d e P a p e l . alfabetização: cartilha. ed. renovo - São Paulo: FTD. 1994.56
FORTAlEZA ANo 24 V IProfessora Hilda: é, a especial e a minha.
Pesouísadora: e eles não se alfabetizam não nessa 13série especial?
Professora Hilda: não. Muito pouco (...). Quer dizer Que eu tenho o papel de alfabetizar. poroue agora não tem mais alfabetização. já entram lá na 13série.
Quando tá na 13série vai analfabeto. V o c ê tem Que
fazer o papel de alfabetizar essas crianças. E graças a Deus eu me sinto uma alfabetizadora. porque eu al-fabetizo os meus meninos. Eles saem lendo.
Para "driblar " as dificuldades, cria-se uma sé-rie a mais (na prática, o Ensino Fundamental passa a ter 9 anos/9 séries em seu conjunto) e não se modi-fica a concepção de alfabetização, no sentido da pretensa perspectiva processual/construtivista. Tal perspectiva não foi garantida, simplesmente, através da
extinção
da classe de alfabetização, pois, além desta medida, seria (é) necessário tratar/garantir a formação docente de maneira contínua e consisten-te, o Que implica em uma participação efetiva dos professores neste processo. E isto não ocorreu.P ro b le m a s re la tiv o s à s id a d e s d o s a lu n o s n o p ó s
-R e d im e n s io n a m e n to
Como vimos antes, a partir do FUNDEF. os alu-nos passaram a ser contabilizados no Ensino Funda-mental, valendo aí dinheiro, e como não valem esse mesmo dinheiro na Educação Infantil, encaminham-se às I as séries crianças com 6 anos de idade (e até mes-mo com 5 anos, como pudemos presenciar e ago _ conferir com o depoimento da professora Quitéria):
Agora nessa sala QUe estou tendo agora, tá tendo dificuldade, assim, no começo do ano, eu tava c uma 13série excelente, mas aí houve um proble
Que por causa da idade, entrou aluno de seis an até menino Que vai fazer seis anos, de cinco an Estava com trinta e um alunos de primeira série -começo do ano (... ). Mas aí elas lá resolveram tar os meninos de seis anos, os Que ia fazer anos poroue o CREDE aceitou, por causa da de. Então aumentou, ficou com QUarenta e
alunos, teve QUedividir a sala, então eu
floueicom
a
1axwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
série fraca,e a outra professora ficou com a
m ais forte,com os alunos Que era justamente os
alunos Queeu ensinava (...). Aí tá sendo muito
difí-cil
porouea gente tá com uma classe de
Iasérie,
alfabetizando (...).
Écomo se eles tivessem pulado
uma fase da vida deles,
poroueaí eles iam pro
pré,iam pra alfabetização, iam ter outro tipo de aula
(...). Eles ficavam muito ligados na sala vizinha Que
era de alfabetização, muito ligado nos meninos
cor-rendo, brincando, eles QUeriampassara maioria do
tempo deles lá fora (...). Então, eu tenho a
impres-são Queeles tinham vontade de ir pra lá, pra ficar o
tempo todo só ali com eles, eu senti essa vontade
neles (Quitéria).
o
encaminhamento
de crianças de
6anos de
idade não é exatamente o Que nos impressiona, mas
sim a visível intenção de aproveitar a oportunidade
de elevar os números de alunos no Ensino
Funda-mental sem, contudo,
prestar pelo menos
esclareci-mentos ao professor Quanto ao trabalho Que ele deve
desenvolver com esta nova clientela, ouals os
obieti-os desta "nova"
1
3série, QUe atividades deve
reali-zar, Que livro didático adotar ete.
De uma maneira geral, nos casos em Ql.le
pre-senciamos este problema, não havia clareza por parte
~
das professoras sobre se todas as crianças com
6anos
de idade deveriam estar matriculadas na
13série ou se
somente aouelas Que estivessem em um nível de
apren-dizagem mais avançado do Que os colegas de sua
mes-ma idade e Que, portanto, pudessem acompanhar, sem
problemas, o ritmo da turma de crianças com
7
anos.
Além disso, percebemos como algo bastante
grave o fato de Que crianças com
5anos de idade
tenham sido matriculadas
na
(3série, sendo
abso-lutamente desrespeitadas
em seu desenvolvimento,
suas necessidades, suas características
etárlas,
ten-do, inclusive, Que ser submetidas
aos rituais
tradi-cionais de alfabetização,
através do uso de livros
didáticos,
em aulas extremamente
cansati
as e
desinteressantes
para elas. Observamos
igual
des-respeito
à
professora
Que, sentindo-se
insegura,
despreparada.
tomada de surpresa, tinha Que
reali-zar um trabalho lnadeouado
para aouelas crianças,
estando
consciente
do problema
(nem poder) modificá-Ia.
Oposto a isso, mas dentro da mesma ca
seja, da falta de orientação por parte das Serre
•
de Educação acerca do Que deveria ser feito co
nos em idades e níveis diferenciados,
presenciamos
situações de crianças Que, sabendo ler e escrever, eram
mantidas na "nova"
(3série na Qual a professora
de-senvolveria um trabalho, exatamente, de alfabetização.
Pesoulsadora:
e por QUe Que esses oito alunos
Que já estão alfabetizados, não foram pra a
2aSérie?
Professora Laís: acho Quedevido à idade (...). Não
sei, acho Que idade e devido vir da alfabetização
pra
Ia (. .. ).Por exemplo, na escrita também, às
vezes sabe ler, mas a escrita não é muito boa (...).
Tem Que ir pra
2aSérie, ser uma pessoa mais, Que
saiba escrever mais rápido.
Não nos pareceu Que os objetivos e perfis de
cada série estivessem suficientemente claros para QUe
todos pudessem "falar a mesma língua" acerca do
pro-cesso de ensino e de aprendizagem relativos
à
alfabe-tização, pois, ao Que tudo indica, não foi disc
.
com os professores o QUe fazer nos casos
e
obedecendo o critério da idade, as crianças
sem em níveis muito diferenciados de aprerdízazem
da língua escrita, como estes alunos
e estavam
betizados e ainda iam cursar a
(3série
~••.
objetivo principal alfabetizar.
Cr
bilidade frente a isto é, príndpasnente
as de Educação Que não
ê
subsidiado os professores
das as soluções
est
Ainda
5 LH"'.II"'~da professo
G-~2
um
tra
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.
no
5
os ou
n o a esta
..c:....oU<..,"1I
e ainda) dístorçôes
PCSQ! .
ora: os mais novos têm Que idade?
Professora Gina: cinco anos (... ). até treze anos
(... ). Tenho uma aluna de cinco anos na 2
arie. estudou comigo no ano passado. Você pode dar oualouer livro a ela. Que ela lê (... ). Tem duas meninas Que são de cinco anos. ainda vão fazer seis anos esse ano (... ). E estão acompa-nhando tudo. Ao contrário. elas estão ajudan-do aoueles Que não acompanham. já ajudam na sala de aula".
Ou seja. muito diferente dos alunos da
profes-sora Quitéria Que com 5 anos tinham sido
matricula-dos na 1
3série sem poder acompanhar suas aulas. as
alunas da professora Gina, estavam, com a mesma
idade, fazendo a 2
xwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
3série
poroue
podiam seguir e
participar, sem problemas, de suas aulas. No
entan-to, o fato de a 2
3série ainda estar desenvolvendo um
trabalho bastante inicial de-alfabetização parece
re-velar, também, problemas Quanto
à
escolarízaçâo/al-fabetização nesta escola.
Dificuldade no momento da escolha e da
utilização do livro didático/cartilha
Professora Edna: eu uso um livro de alfabetização na
I
asérie: "Porta de papel". Todos os anos é um [livro] diferente (... ). É tanto Que esse ano chegouIa. 2a e alfabetização. Foi o Que nós fizemos. lá na nossa escola (... ). O Que eu estou na Ia é de alfabetização. o Que veio pra Ia tá na 2a ( ... ). A alfabetização. agora no primeiro semestre. ela não tá usando livro. Todo mundo. agora. Quem é pré-dois usa o mesmo livro da Ia (. .. ). Mas só Que Quando ela vier pra minha série. Ia. não é mais o mesmo livro (... ). O conteúdo, só dá pra IaSérie acompanhar. se for livro de alfabetização.
Pesouísadora: mas esse livro [de alfabetização]. a criança não já viu no pré-dois? Mesmo Que seja outro. seja diferente. mas em termos de conteúdo? Professora Edna: o conteúdo é o mesmo. poroue é vogais. é ...• os encontros [vocálicos] ...• e aoue-las famílias, a palavra-chave com a família e as pa-lavrinhas do P e do M. do N. É a mesma coisa. Pesouísadora: pois é. e como é Q!.Iefica pra criança? Professora Edna: vai o mesmo conteúdo (... ). A abetízação e a
I
atinham o mesmo livra. E esse • os e tinham esse livro já têm outros e édiferente. Todo livro é diferente. Tem a mesma coisa. mas é diferente. nunca é igual.
Ou seja. trata-se a criança (pelo menos cogni-tivamente) como se ela fosse um aluno "repeten-te". Durante dois anos letivos. é realizado o mesmo trabalho. com base "tradicional". via cartilha. A gente tá ensinando como uma alfabetização. poroue não é pra ser.
poroue
na IaSérie é pra ser os livros da IaSérie. Mas as leituras é desse tama-nho! E se ele não sabe ler? Em colégio do municí-pio. a mãe não tá nem aí. não se preocupa de jeito nenhum com o filho. Joga a criança e tudo é o professor. O professor é a mola mestra da escola. do colégio municipal. é o professor. E ele. será Que ele remove montanhas? (Sara)Dúvidas, angústias e sentimentos de culpa das
professoras
Em decorrência de tantos problemas e sem as
devidas orientações. atenções e encaminhamentos
(mais bem articulados, pensados, aprofundados). as
professoras demonstraram
e relataram sobre suas
dúvidas, angústias e sentimentos de culpa.
Os cursos Que eu fiz foi mais de Ia
à
4a série (... ). Eu sei Que eu estou com uma sala deI
asérie. só Que. aí. eu estou achando difícil é como agir numa sala deI
a série Que estou alfabetizando. Mas eu converso muito com as minhas colegas. as outras professoras (... ). Porque eu nunca tive experiência em alfabetização, eu já disse pra ela, é como se eu estivesse ali. tentando saber como é Que eu vou lidar com tudo aouilo. Primeiro, poroue eu estou ensinando a Ia série e alfabetizando. tá confun-dindo um pouco. poroue eu estou com medo de chegar no final do ano. os meninos não estão sa-bendo de nada. O defeito foi meu. E como? Por Que Q!.Ie eu não agi? Como eu não agi? Então, é isso Que eu Quero. como agir pra isso não aconte-cer (Quitéria).Assim sendo e, como se não fossem poucos os
problemas, faltam apoio e consideração por parte de
Quem teria a responsabilidade de melhor orientá-Ias:
Eu estou sentindo dificuldade, demais mesmo. Eu digo até pra ela, já falei com a Secretária (... ), Quando ela
aZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
v e m acul, faz é rir. A coisa está pesan-do (Quitéria).Ao relatar sobre a heterogeneidade de sua
tur-ma, a professora lane desabafou:
Eu acho Que não aprendem
xwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
poroue
eu ainda não estou funcionando perfeitamente. A culpaé minha, eu sei (... ). Eu faço isso e faço
aouilo
e o menino não aprendeu, eu sempre boto a pa em mim. Eu nunca culpo ninguém nem cul-po cul-porque a criança não tem pai,poroue
tem problema Financeiro, não. Eu boto a culpa em mim (Jane).Vemos aQui como as professoras se sentem
responsabilizadas por uma situação Que não criaram
mas Que, em suas formas de pensar, dependerá delas
para ser solucionada. Não nos parece
adequado
Que
medidas governamentais, por um lado, exijam
deter-minadas habilidades, saberes e posturas dos
profes-sores e, por outro lado, não proporcionem condições
favoráveis para
ojre
elas possam trabalhar
adequada-mente e evoluir em seus processos de formação.
..
Diante, pois, da situação atual. em Ql1eas
crian-ças com 7 anos de idade passaram a ser matriculadas
na I
asérie, as professoras, como vimos,
mostraram-se angustiadas por terem Ql1e trabalhar, na mesma
sala, tanto com crianças Que já sabem ler Quanto com
aouelas
Que ainda vão aprender. Nem elas nem as
Secretarias de Educação parecem estar sabendo dar
os encaminhamentos
adequados
para o manejo
des-sa situação. Pendes-samos Que esta Questão deveria ser
tratada com maior seriedade, pois traz
conseoüêncí-as váriconseoüêncí-as para a vida escolar de inúmerconseoüêncí-as criançconseoüêncí-as e
seus professores.
Diferentes
modalidades
de atuação, via
cur-sos, encontros, seminários, palestras, debates onde
se fale aos professores e onde se escutem seus
sa-beres, bem como o acompanhamento
sistemático,
contínuo,
por profissionais
competentes
Que
pos-sam
d a r o u v i d o sàs opiniões e sugestões docentes
EDUCAÇÃO EM DEBATE
e também possam orlentá-los
na prática re
são ações indispensáveis rumo à resolução de
pro-blemas como estes.
Conforme contextualização
indicada no início
deste artigo, ao realizarmos a
pesouísa.
conhecemos
professoras, em recortes de suas vidas, e vimos Que
seus processos de formação têm sido bastante
difi-cultados pelas precárias condições de estudo e de
trabalho e pela falta de oportunidades
reais,
cons-tantes e significativas de análises do vivido
articula-das a reflexões teóricas. Como associação a tudo isso,
vimos
Que os problemas
se agravaram
após o
R e d i m e n s i o n a m e n t o d a s c / a s s e s d e a / ! à b e t i z a ç ã o ,
talvez não exatamente pela concepção desta
medi-da, mas pela forma com Que foi implantada e pela
precariedade, superficialidade no tratamento dado a
esta Questão.
Ainda perdura entre as professoras cearenses,
pelo menos se considerarmos
aouelas
por nós
entre-vistadas e observadas (profissionais estas
experien-tes e Que vinham participando
de certas ações de
formação docente), grande incerteza e falta de
orien-tação Quanto ao lugar, em termos de escolaridade,
Que a alfabetização deve ocupar (ou, de fato, ocupa)
e as concepções
de alfabetização
subjacentes
às
medidas tomadas. As professoras revelaram-se
con-fusas e inseguras Quanto a isto.
A chamada
C l a s s e d e A / ! à b e t i z a ç ã o ,Que ora
existe (oficialmente) ora deixa de existir, foi ma'
vez extinta sem Que um trabalho consis e. e asse
feito Quanto à
c u l t u r a d o p r o fe s s o re e
no nosso contexto,
compree
e a
ecessicac
Que esta classe seja man i a,
ne
5docente(s) pode ser
é
formação, mas de
en os,
acompanha
o,
se'
do,
ouvin-do e o
s e .ricas e eorias articuladas
pe
05 'se do, já não é novidade
a
Itaçã
e
e i as erticaís, tomadas de cima
ara
00;o, sem o in -estimento necessário na
for-mação do educador, tal
oual
tem se revelado ser o
R e d i m e n s i o n a m e n t o d a s c / a s s e s d e a / fâ b e t i z a ç ã o ,
no Estado do Ceará,
R e fe rê n c ia s B ib lio g rá fic a s zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
AMECE. Associação dos Municípios
do Estado do
Ceará. UNICEF, Fundo das Nações Unidas para a
In-fância. FACED/UFC. Faculdade de Educação da
Uni-versidade Federal do Ceará.
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A Q u e s t ã o d a p r é - e s c o / an o C e a r á :
a classe de alfabetização (relatório de
pes-cuisa). dezembro de 1993.
INSTITUTO
NACIONAL
DE ESTUDOS E
PESQUI-SAS EDUCACIONAIS/INEP.
S i n o p s e e s t a t í s t i c a :1996. Brasil. regiões. unidades da Federação.
xwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
Brasília:
O Instituto.
1997.
INSTITUTO
NACIONAL
DE ESTUDOS E
PESQUI-SAS EDUCACIONAIS/INEP.
S i n o p s e e s t a t í s t i c a :1997.
Brasil.
regiões.
unidades
da Federação.
Brasília: O Instituto.
1998.
INSTITUTO
NACIONAL
DE ESTUDOS E
PESQUI-SAS EDUCACIONAIS/INEP.
S i n o p s e e s t a t í s t i c a :1998.
Brasil.
regiões.
unidades
da Federação.
Brasília: O Instituto.
1999.
MAMEDE.
Inês C. de M.
P r o fe s s o r a s a / fa b e-t i z a d o r a s :
Quem são. o Q!.Jepensam e como
alfabe-tizam. Fortaleza. 2000.
Faculdade de Educação da
Universidade Federal do Ceará. (Tese Doutorado)
SECRETARIA DA EDUCAÇÃO
BÁSICNSEDUC.
C u r s o d e c a p a c i t a ç ã o p a r a d o c e n t e s Q u e a t u a r ã o n a
23 fa s e d a c a p a c i t a ç ã o d e p r o t e s s o r e s d e 13 s é r i e .
redimensionamento
das classes de alfabetização.
Fortaleza-Ceará. julho de 1998.
Apêndice
Nom e da professora Escolarização Anos de experiência docente
Ana 2° grau - Pedagógico 08
Bia Pós-graduação (Especialização) 17
Cida 2° grau - Pedagógico 11
Dora 2° grau - Pedagógico 19
Edna 2° grau - Pedagógico 07
Flávia 2° grau - Pedag. e Científico 10
Gina I ° grau completo 14
Hllda Superior (em curso)? 10
lêda Superior (em curso) 13
lane 2° grau - Pedagógico 12
Laís Superior (Pedagogia) 19
Mirtes 2° grau - Pedagógico
OS
Nila 2° grau - Pedagógico
OS
Olga 2° grau - Pedagógico 11
Paula 2° grau - Pedagógico 08
Quitéria 2° grau - Pedagógico
OS
Rose 2° grau - Pedagógico 16
Sara Superior (em curso) 15
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-
•ATabela com nomes flctklos das 18 professoras (em ordem alíabétíca). grau de escolarízação e anos de expcnencla docente .
ocasião da pesoutsa (I 999).