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1/12 Anadia, 25 de Janeiro de 2012 VINHA OLIVAL

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VINHA

COCHONILHAS– TRATAMENTO DE INVERNO

Na campanha de 20011 verificámos, de uma forma generalizada por toda a Região, a existência de fortes ataques desta praga manifestados pelo aparecimento, durante o Verão, de fumagina ou “ferrujão” sobre as folhas, varas e cachos, que têm, como consequência principal, quebras na qualidade da produção.

Assim, deve agora realizar o tratamento de Inverno nas vinhas onde os ataques de cochonilhas tenham sido observados e nas videiras, preferencialmente descascadas.

As substâncias activas homologadas são: Óleo de

Verão (Citrole; Tolfin; Garbol; Oleofix; Verol;

Soleol, Pomorol), e clorpirifos* (Pyrinex 48EC; Clormax; Dursban 4; Cortilan; Cyren 48EC; Ciclone 48EC; Risban 48EC; Nufos 48EC; Clorfos 48; Destroyer 480EC; Pirifos 48).

*Com o clorpirifos, em tratamento de Inverno, deve adicionar 1,5 litros/100 litros de um produto contendo Óleo de Verão.

CIGARRINHA DA FLAVESCÊNCIA DOURADA: SCAPHOIDEUS TITANUS Ball.

Face à importância do inseto Scaphoideus titanus Ball. na transmissão da grave doença da vinha, a Flavescência Dourada, e tendo em vista a contenção da sua dispersão geográfica, quer a curtas, quer a longas distâncias, recomendamos a

todos os viticultores e/ou produtores de matérias vitícolas com vinhas nas freguesias onde o insecto já foi detectado (Mealhada,

Antes, Vacariça, Ventosa do Bairro, Casal Comba, Arcos, Tamengos, Aguim, S. Lourenço do Bairro e S. João do Campo), a queima da

madeira de poda com dois anos, tendo em vista

eliminar ovos eventualmente existentes na mesma.

Esta prática cultural, de remoção e queima da lenha de poda com sintomas de doenças e de pragas, tais como esca, escoriose, eutipiose, etc. e

cochonilhas, revela-se da maior importância, de

forma a diminuir a contaminação por estes inimigos.

Mais lembramos a importância da utilização de

material de propagação vitícola de qualidade

(garfos, porta-enxertos e enxertos prontos) uma vez que a dispersão do insecto Scaphoideus

titanus Ball. e da doença da Flavescência

Dourada, a longas distâncias, se faz através de material de multiplicação vegetativa infectado.

ESCA e ESCORIOSE

Se não realizou as medidas preventivas

recomendadas na circular nº 14/11, de 19 de Outubro de 2011, deverá implementá-las agora para limitar a propagação das doenças do lenho.

NOTA CULTURAL – ADUBAÇÃO AZOTADA

Nas vinhas pouco vigorosas pode ser vantajosa a adubação racional azotada, na proximidade da rebentação da vinha.

OLIVAL

CARUNCHO

Esta praga, que pode ser identificada nos ramos, no início da Primavera, pelo aparecimento de serrim junto de pequenos orifícios, tem vindo a intensificar-se, nos nossos olivais, pelo que devemos dar-lhe especial atenção.

Assim sendo, os senhores olivicultores devem destruir a lenha resultante da poda, antes do fim do Inverno, tendo o cuidado de deixar alguma na parcela que irá servir de isco para as posturas, sobretudo nos olivais muito atacados.

Nota: Tenha em atenção que esta lenha, que ficou

na parcela, deve ser retirada e/ou destruída

antes do mês de Maio.

TUBERCULOSE OU RONHA

Em 2011, as fortes quedas de granizo ocorridas em algumas zonas provocaram feridas onde observámos o desenvolvimento desta doença, que se manifesta pelo aparecimento de pequenos

1/12

Anadia, 25 de Janeiro de 2012

(2)

1/12 (continuação)

tumores, fáceis de identificar, de forma arredondada de cor esverdeada.

A sua dispersão é influenciada pelas condições climáticas (geadas e humidades elevadas) e pela acção do homem através da poda e colheita (varejamento da azeitona).

Se tiver sintomas desta doença no seu olival, na altura da poda deve:

Iniciar a poda pelas árvores isentas de sintomas; Remover os ramos que têm nódulos;

Desinfetar as feridas de poda e cortes com uma pasta à base de cobre (250 gr. de sulfato de cobre + 250 gr. de cal + 3 litros de água);

Desinfetar os instrumentos de corte com lixívia a 5%;

Queimar a lenha de poda infectada pela doença. Pode consultar a ficha de divulgação em:

http://www.drapc.min-agricultura.pt/base/documentos/tuberculose_olivei ra.pdf

POMÓIDEAS

FORMAS HIBERNANTES DE INSECTOS E ÁCAROS

Nos pomares onde se tenham observado ataques de aranhiço vermelho, cochonilha de S. José e/ou afídeos (piolhos) deve realizar um tratamento a alto volume e alta pressão com um produto à base de Óleo de Verão (Citrole; Tolfin; Garbol; Oleofix; Verol; Fitanol; Soleol, Pomorol; Klik 80), o mais próximo da rebentação, com tempo seco e molhando bem as árvores.

CANCRO

Se não realizou as medidas culturais

recomendadas na circular nº 14/11 de 19 de Outubro de 2011, deverá implementá-las agora para limitar a propagação desta doença.

Pode consultar a ficha de divulgação em:

 VERIFIQUE SEMPRE QUAL O PRODUTO

HOMOLOGADO PARA A CULTURA E

FINALIDADE DESEJADA

.

 SEGUE EM ANEXO, A FICHA DE INSCRIÇÃO NOS AVISOS AGRÍCOLAS PARAACAMPANHADE2012.

 INSCREVA-SE, COM A MAIOR

(3)

DIRECÇÃO REGIONAL DE AGRICULTURA E PESCAS DO CENTRO

ESTAÇÃO DE AVISOS DA BAIRRADA

FICHA DE INSCRIÇÃO

ANO DE 2012

NOME

MORADA (obrigatório indicar NOME DA RUA e NÚMERO DA PORTA - exigência dos CTT)

Nº. de porta Andar LOCALIDADE

CÓDIGO POSTAL

No caso de receber as Circulares do Aviso por E-MAIL, dispensa recebê-las por correio (via CTT)?

Sim

Não

DATA ____/____/_____

ASSINATURA______________________________________________

DATA ____/____/_____ ASSINATURA______________________________________________ Caso já tenha efectuado a sua inscrição para o corrente ano, mas se pretende efectuar alguma alteração que seja relevante, preencha esta ficha e envie para a Estação de Avisos da Bairrada, sem qualquer custo adicional.

NOTA: Se pretender fazer a liquidação da assinatura anual dos Avisos Agrícolas através do banco ou

correio, deverá enviar esta ficha devidamente preenchida acompanhada de cheque emitido à ordem de

I.G.C.P.- Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público, ou vale de correio à ordem da Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Centro, no valor de 14,0 € (catorze euros), e enviar

para: DRAPC - Estação de Avisos da Bairrada – Apartado 7 – 3780-907 ANADIA (A actualização do preço é feita através da Portaria 166/2004 de 18 de Fevereiro)

Para melhorar o nosso serviço indique a área das culturas que possui:

ÁREA DE VINHA – hectares ÁREA DE POMÓIDEAS (MACIEIRAS) - hectares

,

ÁREA DE OLIVAL - hectares ÁREA DE BATATA - hectares

,

Se pretender receber avisos/informações para a cultura da oliveira, queira assinalar com X o quadrado correspondente:

Oliveira :

Sim

Não

E-MAIL (obrigatório o preenchimento se pretende receber o aviso via INTERNET, preencha correctamente o seu endereço electrónico)

_____________________________________________________@____________________________ , , Nº DE CONTRIBUINTE TELEFONE (obrigatório o preenchimento) TELEMÓVEL

(4)

CANCRO DAS POMÓIDEAS

Nectria galligena (All.)

O cancro das pomóideas, Nectria galligena (All.), é considerada uma doença secundária, podendo sob determinadas condições apresentar carácter tão ou mais preocupante que a doença do pedrado.

Considera-se um parasita de feridas. A infecção inicia-se ao nível de uma lesão, provocada pela queda das folhas, pelo intumescimento dos gomos, pela poda, pelo ataque de certos fungos e insectos, pela geada, pelo frio ou ao nível das lentículas. O ataque desta doença reduz o vigor da planta produzindo frutos pequenos, de má qualidade e de conservação.

Nos ramos verifica-se uma mancha deprimida, castanha avermelhada escura, em redor de uma infecção. Em ramos jovens há uma murchidão da folhagem e das flores, com a consequente morte dos ramos. Ao nível do cancro a casca fende, ficando o lenho parcialmente descoberto. O cancro pode circundar por completo o ramo provocando a sua morte. Nos frutos os ataques podem passar despercebidos e são confundidos por podridões com outras origens. Localiza-se normalmente na zona do pedúnculo ou fossa apical, aparecendo uma mancha castanha escura à superfície da epiderme, que vai alastrando. A polpa fica mole e húmida.

As medidas profiláticas são extremamente importantes para impedir

o desenvolvimento desta doença. Deve-se promover a drenagem dos solos compactos, pesados, impermeáveis e húmidos. Também os solos ácidos, podas severas, o uso excessivo de estrumes e adubos azotados favorecem o desenvolvimento da doença. Evitar plantações muito densas, pois estas conferem uma maior concentração da humidade nos pomares. Na altura da poda todos os ramos com sintomas de cancro devem ser eliminados, de forma a evitar a contaminação de árvores sãs e para permitir um bom arejamento e entrada de luz no interior da copa. Os órgãos da planta com cancros que não se podem eliminar (tronco ou ramos principais), devem limpar-se até ao tecido são, extirpando todo o tecido atacado e morto. Depois deve-se pincelar com uma solução fungicida ou com uma pasta cicatrizante. Quando a limpeza das feridas é feita nos períodos mais quentes e secos do Verão, não é necessário aplicar qualquer produto, pois a feridas cicatrizam rapidamente.

Os detritos devem ser destruídos e enterrados no solo ou queimados. O ataque de certas doenças ou pragas podem influenciar o aparecimento do cancro, assim como a idade e o vigor das árvores. As mais velhas são mais resistentes.

A luta química deve ser feita, de forma preventiva, nos períodos de contaminação. Antes do período máximo da queda das folhas, faz-se a aplicação de calda bordalesa ou fungicidas à base de cobre. Após a poda este tratamento deve ser repetido. Os fungicidas cúpricos têm-se revelado os mais eficazes no combate esta doença. Na Primavera, os tratamentos contra o pedrado ou outras doenças conferem uma boa protecção para o cancro.

Cancro das Pomóideas

Sintomas

Meios de luta

Mancha deprimida em redor de uma infecção

Limpeza do cancro até ao tecido são Tronco principal com cancro

Pincelagem com calda bordalesa

T

é c n i c a

F

i c h a

DRAPCentro - Divisão de Protecção e Qualidade da Produção ESTAÇÕES DE AVISOS

(5)

Estados fenológicos da macieira

Escala de Fleckinger

A

Repouso

vegetativo

B

abrolhamento

Pré-

C

Abrolhamento

D

Botão verde

(aparecimento das pontas verdes das flores)

Botão rosa

E

F

1

Desabrochamento

(1ª flor aberta)

F

2

Plena floração

G

Início da queda das

pétalas

Queda das últimas

pétalas

H

Frutos

maduros

Vingamento dos

frutos

I

Frutos em

desenvolvimento

J

Senhor Agricultor: Conserve esta folha, pois pode ser-lhe útil posteriormente.

http://www.drapc.min-agricultura.pt

Estação de Avisos de Leiria

R. Dr. José Alves Correia da Silva, 14 B 2410-117 LEIRIA

Telef. 244 800 580 Fax. 244 812 654 [email protected]

Estação de Avisos da Bairrada

Rua Fausto Correia – 3870-231 ANADIA Telef. 231 510 330 Fax. 231 511 021 [email protected]

Estação de Avisos do Dão

Quinta do Fontelo – 3504-504 VISEU Telef. 232 467 220 Fax. 232 422 297 [email protected]

Estação de Avisos de Castelo Branco

Rua Amato Lusitano, Lote nº 3 Apartado 107 6001-909 Castelo Branco

Telef. 272 348 600 Fax 272 348 625 [email protected]

Estação de Avisos da Guarda

Bairro da Srª dos Remédios 6300-535 GUARDA

Tel.: 271 205 456 Fax: 271 205 451 [email protected]

Divisão de Protecção e Qualidade da Produção

Av. Fernão Magalhães, 465 3000-177 COIMBRA

(6)

TUBERCULOSE

OU RONHA DA OLIVEIRA

(Pseudomonas savastanoi)

T

é c n i c a

F

i c h a

DRAPCentro - Divisão de Protecção e Qualidade da Produção ESTAÇÕES DE AVISOS

h t t p : / / w w w. d r a p c . m i n - a g r i c u l t u r a . p t

A

A

SN

SERVIÇO NACIONAL AVISOS AGRÍCOLAS

Tumor formado num tronco

A tuberculose é uma doença provocada por uma bactéria que se instala nas feridas do tronco e ramos, provocando o aparecimento de tumores. As árvores afectadas apresentam uma redução no vigor e o fruto tem um sabor amargo.

O sintoma mais comum é o tumor ou galha de forma redonda, que chega a alcançar vários centímetros de diâmetro. Os tumores jovens de cor esverdeada e aspecto liso, apresentam internamente uma aparência esponjosa, enquanto que os mais velhos são mais escuros, e o interior fica seco e a cobertura é rugosa.

As folhas, raízes e colo da planta também podem ficar afectados, ainda que com menor frequência. Infecções em frutos não são muito frequentes, mas podem acontecer em Verões muito chuvosos.

As feridas produzidas pela queda das folhas, pelos danos provocados por pragas, geadas, granizo, cortes de poda ou pelo varejo, são as principais causas de infecção. A doença pode dispersar-se de uma árvore para outra através dos materiais de poda. As zonas com chuvas abundantes durante a Primavera e com risco de geadas tardias ou granizo são as mais afectadas.

Meios de Luta

> Uma nutrição equilibrada contribui para a redução das infecções, pois evita as feridas ocasionadas pela desfoliação.

> Recomenda-se o controlo de pragas e doenças que possam contribuir para a queda de folhas ou aparecimento de feridas.

> A poda deve ser efectuada em tempo seco para evitar infecções, desinfectando as ferramentas depois de podar as árvores afectadas. Os ramos com tumores devem ser eliminados.

> Nos ramos que não podem ser eliminados deve proceder-se à limpeza das zonas afectadas até se encontrar tecido são.

> As feridas provocadas pela poda e os tumores limpos devem ser pincelados com uma pasta formada por 250g de sulfato de cobre, 250g de cal viva e 3 Litros de água.

> Os produtos à base de cobre utilizados no com-bate de outras doenças têm um efeito benéfico no controlo da tuberculose.

> Minimize o recurso ao varejamento.

Tumor formado num ramo

(7)

Estados fenológicos da oliveira

(adaptado de www.infolivo.com)

A

Estado invernal

(repouso vegetativo)

Aparecimento

dos botões florais

C

Início vegetativo

B

D

1

Inchamento

dos botões florais

(formação da corola)

Alteração

da cor das

corolas

D

2

E

Aparecimento

dos estames

Desabrochamento

(início da floração)

F

1

Plena floração

Vingamento

(frutos formados)

G

Frutos

em crescimento

(início da maturação)

Início do

crescimento dos

frutos

Endurecimento

do caroço

H

F

2

I

Senhor Agricultor: Conserve esta folha, pois pode ser-lhe útil posteriormente.

J

Maturação

do fruto

Estação de Avisos de Leiria

R. Dr. José Alves Correia da Silva, 14 B 2410-117 LEIRIA

Telef. 244 800 580 Fax. 244 812 654 [email protected]

Estação de Avisos da Bairrada

Rua Fausto Correia – 3870-231 ANADIA Telef. 231 510 330 Fax. 231 511 021 [email protected]

Estação de Avisos do Dão

Quinta do Fontelo – 3504-504 VISEU Telef. 232 467 220 Fax. 232 422 297 [email protected]

Estação de Avisos de Castelo Branco

Rua Amato Lusitano, Lote nº 3 Apartado 107 6001-909 Castelo Branco

Telef. 272 348 600 Fax 272 348 625 [email protected]

Estação de Avisos da Guarda

Bairro da Srª dos Remédios 6300-535 GUARDA

Tel.: 271 205 456 Fax: 271 205 451 [email protected]

Divisão de Protecção e Qualidade da Produção

Av. Fernão Magalhães, 465 3000-177 COIMBRA

Referências

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