CREDENCIAMENTO E AUTORIZAÇÃO
DE INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR DE TEOLOGIA
SUMÁRIO
1. O ato de credenciamento... 1
2. Acompanhamento de processos... 5
3. Datas e Taxas... 6
Trata-se do processo de estabelecimento de vínculo jurídico e regulador da entidade mantenedora da nova faculdade com o Ministério da Educação (MEC). Lembrando que o credenciamento é sempre da
Mantenedora, pessoa jurídica e administrativa que responde pela Faculdade, que poderá ser uma
associação, fundação, instituto, etc. Conforme o MEC as mantenedoras sem fins lucrativos podem ser organizadas em uma das categorias administrativas abaixo:
+ Filantrópica: informação correspondente a CEBAS Educação válido ou não (a partir de
processo CGCEBAS);
+ Comunitária: a partir da Lei 12.881 de 12/11/2013, deixou de ser informação declaratória e
corresponde a qualificação concedida a partir de processo físico da IES (Portaria SERES/MEC nº 863/2014);
+ Confessional: informação declaratória (solicitação pelo Fale Conosco).
O ato de credenciamento possui base nos seguintes processos legais: + Decreto nº 5.773, de 9 de maio de 2006;
+ Portaria Normativa nº 40, de 12 de dezembro de 2007.
Mantenedora
É a pessoa jurídica de direito público ou privado ou pessoa física que provê os recursos necessários para o
funcionamento de outras entidades.
O ATO DE CREDENCIAMENTO
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O ato de credenciamento é
"[...] o ato normativo que possibilita o início de funcionamento de instituição de educação superior (IES). Este ato, regra geral, é emitido pelo Ministério da Educação, com publicação no Diário Oficial da União, conforme preconiza o artigo 13 do Decreto nº 5.773, de 9 de maio de 2006”
OBS.: O pedido de credenciamento deve ser acompanhado do
pedido de autorização de pelo menos um curso e de no máximo 5 (cinco) cursos. Sem a Portaria de Credenciamento publicada no
Diário Oficial da União (DOU), a instituição não pode funcionar com o nome de Faculdade e nem usar a nomenclatura de Bacharel, Licenciatura, Mestrado ou Doutorado para seus cursos livres, de acordo com a Nota Técnica nº
O funcionamento da Instituição de Educação Superior (IES) ou a oferta de curso superior sem ato autorizativo configura-se como irregularidade administrativa, sem prejuízo dos efeitos da
legislação civil e penal, conforme o artigo 11, do Decreto nº 5.773, de 9 de maio de 2006.
Todavia, a instituição teológica pode existir como organização seminarística para oferta de cursos livres de Teologia, caso não pretenda o credenciamento e autorização do governo.
Para o credenciamento no MEC é preciso organizar-se conforme orienta e exige a legislação educacional vigente, e o curso de Teologia deve ser organizado conforme estabelece as Diretrizes Curriculares para o Curso de Teologia (DCN).
Os processos de credenciamento e recredenciamento são protocolados no sistema e-MEC e devem ser instruídos com os documentos constantes no art. 15 do Decreto nº 5.773/2006. O e-MEC é regulado pela Portaria Normativa nº 40, de 12 de dezembro de 2007.
O ATO DE CREDENCIAMENTO
MANTENEDORA:
a) Atos constitutivos, devidamente registrados no órgão
competente, que atestem sua existência e capacidade jurídica, na forma da legislação civil;
b) Comprovante de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas do Ministério da Fazenda - CNPJ/MF;
c) Comprovante de inscrição nos cadastros de contribuintes estadual e municipal, quando for o caso;
d) Certidões de regularidade fiscal perante as Fazendas Federal, Estadual e Municipal;
e) Certidões de regularidade relativa à Seguridade Social e ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS;
f) Demonstração de patrimônio para manter a instituição:
O pedido de credenciamento deverá ser instruído com os seguintes documentos.
MANTIDA:
a) Comprovante de recolhimento da taxa de avaliação in loco, pre-vista na Lei no 10.870, de 19 de maio de 2004;
b) PDI - Plano de desenvolvimento institucional (vigência de 5 anos);
c) Regimento ou estatuto;
d) Identificação dos integrantes do corpo dirigente, destacando a experiência acadêmica e administrativa de cada um.
i. para as entidades sem fins lucrativos, demonstração de aplicação dos seus excedentes financeiros para os fins da instituição mantida; não remuneração ou concessão de
vantagens ou benefícios a seus instituidores, dirigentes, sócios, conselheiros, ou equivalentes e, em caso de encerramento de suas atividades, destinação de seu patrimônio a outra
instituição congênere ou ao Poder Público, promovendo, se necessário, a alteração estatutária correspondente; e
ii. para as entidades com fins lucrativos, apresentação de demonstrações financeiras atestadas por profissionais competentes.
O ATO DE CREDENCIAMENTO
Os processos de credenciamento e autorização abertos por meio do sistema e-MEC, deverão ser acompanhados diariamente pelo Pesquisador Institucional neste mesmo sistema, a fim de verificar possíveis diligências ou andamentos do processo.
Quando o processo estiver em sua reta final poderá ser acompanhado também por meio do DOU, em sua versão eletrônica.
Não é aconselhável fazer nenhuma divulgação da faculdade relativa aos processos em andamento, pois até a última instância de tramitação os processos estão sujeitos a indeferimentos ou diligências.
ACOMPANHAMENTO DOS PROCESSOS
A cada ano o MEC publica, por meio de portaria, o Calendário de abertura do protocolo de ingresso de processos regulatórios no sistema e-MEC. Normalmente, as datas para credenciamento de novas instituições (presencial e EAD) tem sido março e setembro de cada ano.
Os prazos para finalização dos processos dependerão de sua regularidade no sistema e-MEC e da avaliação
in loco, entretanto, conforme o calendário de abertura de protocolo, podem ter duração mínima de 18
meses caso não haja nenhuma diligência.
O sistema, após iniciado o protocolo para credenciamento ou autorização, ficará aberto para inclusão de informações e documentos durante o período previsto em Calendário, normalmente de 30 a 45 dias. Todos os documentos postados no sistema e-MEC devem estar dentro do prazo de vigência e devem atestar regularidade institucional.
Atualmente (2016-2017), as taxas para abertura dos processos são:
DATAS E TAXAS
CREDENCIAMENTO: R$ 10.440,00 (dez mil, quatrocentos e quarenta reais) AUTORIZAÇÃO: R$ 6.960,00 (seis mil, novecentos e sessenta reais)
O pagamento das taxas será realizado por meio de GRU emitida após preenchimento das informações iniciais no e-MEC. Lembrando que o sistema somente gerará o boleto de pagamento após todas as informações estarem completas e documentos anexados.
Os Requisitos Legais e Normativos são exigências para o credenciamento institucional e autorização de cursos, as quais são verificadas documentalmente e pelas comissões de avaliação in loco, sem as quais não será possível a aprovação e andamento dos processos.
A avaliação das comissões designadas pelo INEP para verificação in loco das condições institucionais e de curso terá como base os instrumentos de avaliação, que apresentam as pontuações possíveis de 1 a 5, sendo que a nota 3 é a nota considerada suficiente para a aprovação.
A pontuação de 1 a 5 não se refere aos Requisitos Legais e Normativos, mas aos demais itens do
Instrumento de Avaliação. Para isso, devem ser considerados seriamente o planejamento institucional, visando uma pontuação suficiente ou mais para a aprovação e finalização positiva do processo.
REQUISITOS LEGAIS E NORMATIVOS
De acordo com os requisitos do MEC, uma Instituição de Ensino Superior (IES) pode ser avaliada em uma das cinco notas abaixo:
REQUISITOS LEGAIS E NORMATIVOS
1 - Quando os indicadores da dimensão avaliada configuram um conceito NÃO EXISTENTE;
2 - Quando os indicadores da dimensão avaliada configuram um conceito INSUFICIENTE;
3 - Quando os indicadores da dimensão avaliada configuram um conceito SUFICIENTE;
4 - Quando os indicadores da dimensão avaliada configuram um conceito MUITO BOM/MUITO BEM; 5 - Quando os indicadores da dimensão avaliada configuram um conceito EXCELENTE.
Já os documentos que devem ser enviados em anexo no ato do pedido de credenciamento e que serão analisados pelo MEC são:
+ Alvará de funcionamento;
+ Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB); + Manutenção e Guarda do Acervo Acadêmico, conforme o disposto na Portaria N° 1.224, de 18 de dezembro de 2013;
+ Condições de acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, conforme o disposto na CF/88, Art. 205, 206 e 208, na NBR 9050/2004, da ABNT, na Lei N° 10.098/2000, nos Decretos, N° 5.296/2004, N° 6.949/2009, N° 7.611/2011 e na
Portaria N° 3.284/2003;
+ Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, conforme o disposto na Lei N°
12.764, de 27 de dezembro de 2012. Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB);
+ Plano de Cargos e Carreira Docente; + Plano de Cargos e Carreira dos Técnico-Administrativos.
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TITULAÇÃO DO CORPO DOCENTE:
Universidades e Centros Universitários:
Percentual mínimo (33%) de docentes com pós-graduação stricto
sensu, conforme o disposto na Lei N° 9.394/96, Art. 52, e nas
Resoluções Nº 1/2010 e Nº 3/2010.
Faculdades:
No mínimo docentes com formação em pós-graduação lato sensu, conforme o disposto na Lei N° 9.394/96.
Deve-se prestar uma atenção especial ao corpo docente da instituição, que necessita estar de acordo com as seguintes exigências do MEC:
REGIME DE TRABALHO DO CORPO DOCENTE:
Universidades:
Percentual mínimo (1/3) de docentes contratados em regime de tempo integral, conforme o na Lei N° 9.394/96, Art. 52, e na Resolução Nº 3/2010.
Centros Universitários:
Percentual mínimo (20%) de docentes contratados em regime de tempo integral, conforme o disposto na Resolução N° 1/2010. A forma legal aceita pelo MEC para a Contratação dos Professores é a CLT.
REQUISITOS LEGAIS E NORMATIVOS
Importante lembrar que, embora nos Requisitos Legais e Normativos são exigidos, no caso de faculdades, somente docentes com
pós-graduação lato sensu - ou não especificam o Regime de Trabalho -, é preciso considerar o que determinam os instrumentos de avaliação para composição do corpo docente do curso referente à titulação e regime de trabalho. Portanto, segundo estes instrumentos:
A nota 3 é dada à titulação do corpo docente do curso:
“Quando o percentual dos docentes do curso com titulação obtida em programas de pós-graduação stricto sensu é maior ou igual a 30% e menor que 50%”
“Quando o percentual de doutores do curso é maior que 10% e menor ou igual a 20%” A nota 3 é dada ao regime de trabalho docente:
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Além dos documentos citados anteriormente, a IES deve preparar os seguintes conteúdos e comissões:
+ Comissão Própria de Avaliação (CPA), conforme o disposto na Lei N° 10.861/2004, art. 11. Deverá ser formada por representantes de todos os setores da instituição e também da comunidade externa. Esta comissão será responsável por planejar a avaliação periódica semestral e encaminhar relatórios parciais anuais para o MEC, sempre no mês de março. Tais relatórios auxiliarão a Comissão de Avaliação in loco em seu trabalho de avaliação institucional ou de curso;
+ Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação das Relações étnico-raciais e para o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira, Africana e Indígena, nos termos da Lei Nº 9.394/96, com a redação dada pelas Leis Nº 10.639/2003 e N° 11.645/2008 e na Resolução CNE/CP N° 1/2004, fundamentada no Parecer CNE/CP Nº 3/2004. Todos os cursos superiores estão obrigados a oferecer em seu currículo ou conteúdos programáticos estudos sobre História e Cultura Afro-Brasileira, Africana e Indígena;
+ Políticas de educação ambiental, conforme o disposto na Lei N° 9.795/1999, no Decreto N° 4.281/2002 e na Resolução CP/CNE Nº 2/2012;
+ Desenvolvimento Nacional Sustentável, conforme o disposto no Decreto N° 7.746, de 05/06/2012 e na Instrução Normativa N° 10, de 12/11/2012;
+ Diretrizes Nacionais para a Educação em Direitos Humanos, conforme o disposto no Parecer CNE/CP Nº 8/2012 e no Parecer CP/CNE N° 8, de 06/03/2012, que originou a Resolução CP/CNE N° 1, de 30/05/2012.
ATENÇÃO:
Tais estudos também devem estar previstos no Plano curricular na forma de disciplinas, conteúdos ou eventos de extensão e