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Monodromia de curvas algébricas planas

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Academic year: 2017

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Monodromia de curvas alg´ebricas planas

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SERVIC¸ O DE P ´OS-GRADUAC¸ ˜AO DO ICMC-USP Data de Dep´osito: 12/07/2007

Assinatura:

Monodromia de curvas alg´ebricas planas

Silas Fantin

Orientador: Prof. Dr. Abramo Hefez Co-orientador: Prof. Dr. Daniel Levcovitz

Tese apresentada ao Instituto de Ciˆencias Matem´aticas e de Computa¸c˜ao - ICMC-USP, como parte dos requisitos necess´arios `a obten¸c˜ao do t´ıtulo de Doutor em Ciˆencias - ´Area: Matem´atica.

(3)

Agradecimentos

A Deus, por estar sempre presente em minha vida.

Ao professor Abramo Hefez, por ter me aceito como seu aluno de doutorado, e pela sugest˜ao do tema da tese, permitindo-me trabalhar com liberdade e tranqui-lidade.

A Andrea Gomes Guimar˜aes, pela sua ajuda e pelo seu entusiasmo no decorrer do doutorado, e ao Billy ( Carlos ) pela amizade, e pelos diagramas feitos na tese.

A Ana Paula e Laura, na secretaria de p´os-gradua¸c˜ao do ICMC-USP, e a Ma-riana e L´ea, na secretaria da p´os-gradua¸c˜ao da UFF, pela ajuda prestada no de-correr deste per´ıodo.

Aos meus pais e irm˜aos, pelo apoio e incentivo constantes. A minha m˜ae, que mais desejava ver este trabalho concluido, presto minha homenagem p´ostuma.

A minha esposa Regina Freitas, pela paciˆencia, apoio, est´ımulo e compreens˜ao neste per´ıodo de doutorado.

Ao departamento de estruturas matem´aticas da UERJ, e a CAPES, pelo su-porte financeiro, que permitiu a realiza¸c˜ao deste trabalho.

Aos professores que aceitaram participar da banca examinadora.

(4)

Resumo

(5)

Abstract

(6)

´Indice

Introdu¸c˜ao 1

Cap´ıtulo 1: Preliminares

1.1 A monodromia local ... 3

1.2 Polinˆomios de Alexander e finitude da monodromia ... 5

1.3 Apresenta¸c˜ao do grupo de um link alg´ebrico ... 8

Cap´ıtulo 2: Ramos de gˆenero 1

2.1 Ramos com pares de Puiseux distintos ... 11

2.2 Ramos com pares de Puiseux iguais ... 31

Cap´ıtulo 3: Ramos de gˆenero 2

3.1 Ramos com pares de Puiseux distintos ... 44

3.2 Ramos com pares de Puiseux iguais ... 85

3.3 Ep´ılogo ... 99

Apˆendice

A C´alculos para ramos de gˆenero 1 ... 100

B C´alculos para ramos de gˆenero 2 ... 110

(7)

Introdu¸c˜

ao

Sejaf : ( ICn+1,0 )→( IC,0 ) um germe de fun¸c˜ao anal´ıtica comf(0) = 0 tal que

C=f−1(0) tem uma singularidade isolada em 0. A geometria local deC pr´oximo

de 0 ´e completamente descrita pelolink alg´ebrico L:=C∩Sǫ2n+1da singularidade,

onde S2n+1

ǫ ´e a esfera de raioǫ em IR2(n+1) (≃ ICn+1).

Estamos interessados no seguinte problema: Dado o germe f, como descrito

acima, determinar se a sua monodromia alg´ebrica ´e de ordem finita ou infinita. O problema torna-se mais f´acil quando n = 1, uma vez que, nesta situa¸c˜ao, a geometria foi completamente descrita nos trabalhos de Brauner [Bra], K¨ahler [Ka] e Reeve [Re] no in´ıcio do S´eculo 20. Neste caso, chamamos C de curva plana e o link alg´ebrico L tem r componentes, correspondendo aos ramos de C na ori-gem. Cada componente deL´e um n´o t´orico iterado, e tanto as itera¸c˜oes em cada componente do link, quanto os entrela¸camentos entre as v´arias componentes, s˜ao completamente especificados pelo desenvolvimento de Puiseux de cada ramo.

No caso em que n = 1 e o germef ´e analiticamente irredut´ıvel, ou seja,r = 1, a sua monodromia ´e sempre finita ( cf. [Lˆe1], [A’c1] ou [SW1] ). Ser= 2, existem exemplos nos quais a monodromia ´e finita ou infinita (cf. [A’c1] e [Wo] ). Este trabalho se prop˜oe de estudar, para n = 1 e r = 2, em v´arias situa¸c˜oes, o proble-ma da finitude da monodromia, com enfoque no c´alculo do segundo polinˆomio de

Alexander associado ao link alg´ebrico da singularidade.

Apresentamos a seguir uma descri¸c˜ao sucinta dos cap´ıtulos que comp˜oem este trabalho.

No primeiro cap´ıtulo, encontram-se as ferramentas gerais para o desenvolvi-mento do trabalho. Fazemos tamb´em um apanhado de alguns resultados que se encontram na literatura, para contextualizar o nosso problema.

(8)
(9)

Cap´ıtulo 1 - Preliminares

O objetivo deste cap´ıtulo ´e introduzir as nota¸c˜oes, as defini¸c˜oes, e os fatos b´asicos que ser˜ao utilizados nos cap´ıtulos seguintes.

1.1 A monodromia local

Seja f : (IC2,0) → (IC,0) um germe de fun¸c˜ao anal´ıtica com um ponto cr´ıtico isolado na origem. Denotaremos porBǫ a bola fechada de IC2 centrada na origem

e de raio ǫ > 0. Consideremos Sǫ = ∂Bǫ, Cǫ = Bǫ ∩f−1(0) e Lǫ = Cǫ ∩Sǫ.

Se ǫ ´e suficientemente pequeno, sabe-se que Lǫ ´e uma subvariedade C∞ de Sǫ e

que o conhecimento da topologia do par (Sǫ, Lǫ) ´e equivalente ao conhecimento da

topologia do par (Bǫ, Cǫ) (cf. [Mi]). Portanto, para compreender a topologia do

par (Bǫ, Cǫ), bastar´a compreender a topologia deLǫ e de Sǫ\Lǫ. A este prop´osito

tem-se o seguinte resultado:

Teorema da Fibra¸c˜ao de Milnor Seja f : ( IC2,0) → ( IC,0) um germe de fun¸c˜ao anal´ıtica na origem de IC2 com ponto cr´ıtico isolado. Ent˜ao existe ǫ0 > 0

tal que, para todo 0< ǫ≤ǫ0, a aplica¸c˜ao

ϕǫ : Sǫ\Lǫ −→ S1

z 7−→ f(z) |f(z)|

´e a proje¸c˜ao de uma fibra¸c˜ao C∞ localmente trivial, com fibra F

θ = ϕ−ǫ1(e2πiθ)

uma variedade de dimens˜ao real 2 do tipo de homotopia de um bouquet de µ

c´ırculos colados em um ponto, onde µ ´e a codimens˜ao sobre IC do ideal jacobiano

J(f) =< ∂z∂f

1,

∂f

∂z2 >no anel das s´eries de potˆencias convergentes IC{z1, z2}, sendo

chamado de n´umero de Milnor de f.

(10)

H1(Fθ) ∼= ZZµ. Como para ǫ suficientemente pequeno, nem o mergulho de Lǫ em

Sǫ, nem a fibra¸c˜ao ϕǫ dependem deǫ, denotaremos Sǫ porS, Lǫ por Leϕǫ por ϕ,

quando este for o caso.

Como ϕ : S \L → S1 ´e uma fibra¸c˜ao, podemos levantar o arco e2πit para

0 ≤ t ≤ s ≤ 1 e construir assim uma fam´ılia cont´ınua de homeomorfismos hs :

Fθ →Fθ+2πstal que h0 =IdFθ. O homeomorfismoh=h1 :Fθ →Fθ´e chamado de

monodromia geom´etrica deC na origem. A monodromia geom´etrica h induz no grupo de homologia da fibra Fθ, com coeficiente num grupo G (no nosso caso

ZZ ou IC), o automorfismo

T = (h)∗ :H1 (Fθ, G) −→ H1 (Fθ, G),

chamado de operador de monodromia alg´ebrica local, ou de operador de

mo-nodromia de Picard-Lefschetz.

A investiga¸c˜ao do operador de monodromia alg´ebrica local, quandoG= IC, teve in´ıcio com a prova por E. Brieskorn em [Br] do famoso Teorema de Monodromia para hipersuperf´ıcies com singularidades isoladas, que enunciaremos a seguir no caso de curvas.

Teorema de Monodromia Todos os autovalores de T s˜ao ra´ızes da unidade, os blocos de Jordan da forma canˆonica de T tˆem no m´aximo ordem 2, e os blocos de Jordan com autovalor 1 tˆem ordem 1.

No mesmo trabalho, Brieskorn fez a seguinte pergunta: A monodromia alg´ebrica local T, para uma hipersuperficie com singularidade isolada, tem sempre ordem finita?

A pergunta de Brieskorn equivale a saber se existe um n´umero natural d tal

que Td = Id. Portanto, em vista do Teorema de Monodromia, a finitude da

monodromia alg´ebrica local ´e equivalente ao fato do operadorT ser diagonaliz´avel, ou ainda, equivalente ao fato do polinˆomio m´ınimo deT n˜ao ter ra´ızes m´ultiplas. Logo, uma maneira de decidir tal quest˜ao, ´e determinar o polinˆomio m´ınimo deT. Lˆe D˜ung Tr´ang em [Lˆe1], deu uma resposta afirmativa `a quest˜ao no caso de curvas planas analiticamente irredut´ıveis, calculando o polinˆomio m´ınimo deT, e mostrando que todas as suas ra´ızes s˜ao simples.

(11)

Esta ´e a quest˜ao `a qual ´e dedicado o presente trabalho. Mais precisamente, de-terminaremos em algumas situa¸c˜oes, o polinˆomio m´ınimo da monodromia para germes de curvas anal´ıticas planas com dois ramos. ´E poss´ıvel tratar, com essas mesmas t´ecnicas, o caso de curvas com um n´umero maior de ramos. Mas n˜ao o faremos, dado a complexidade dos c´alculos envolvidos.

1.2 Polinˆomios de Alexander e finitude da monodromia.

Sabe-se que, no caso de uma curva plana C, o polinˆomio caracter´ıstico da monodromia ´e o primeiro polinˆomio de Alexander ∆1(t) de C, e que o polinˆomio

m´ınimoλ(t), ´e o quociente do primeiro polinˆomio de Alexander ∆1(t) pelo segundo

polinˆomio de Alexander ∆2(t) de C. (cf. [SW2], p´agina 129).

O primeiro polinˆomio de Alexander de uma curva ´e calculado na literatura, de v´arios modos (cf. [Bu2], [FC], [SW2], [CDG1]), inclusive para um n´umero arbitr´ario de ramos. Entretanto, n˜ao h´a registro do c´alculo do polinˆomio ∆2(t)

para curvas redut´ıveis (no caso irredut´ıvel, Lˆe D˜ung Tr´ang mostra que ∆2(t) = 1).

O nosso trabalho ´e centrado no c´alculo de ∆2(t) quando C tem dois ramos,

com o objetivo de encontrar o polinˆomio minimal da monodromia e conseq¨ uen-temente decidir sobre a sua finitude. Os resultados conhecidos mais abrangentes nesta dire¸c˜ao, se encontram nos artigos [SW2] e [Wo] que exploram apenas proprie-dades de ∆1(t), n˜ao sendo por isso completos, mas fornecendo algumas condi¸c˜oes

necess´arias e outras suficientes, para a finitude da monodromia. O resultado mais significativo dos trabalhos acima citados, ´e baseado na seguinte observa¸c˜ao:

Observa¸c˜ao Se T tem ordem finita e δ ´e uma raiz pmesima da unidade para

algum primo p e algum inteiro positivo m, ent˜ao a multiplicidade de δ como raiz de ∆1(t)´e no m´aximo r−1, onde r ´e o n´umero de ramos da curva.

A estrat´egia que adotaremos neste trabalho ´e semelhante `aquela utilizada no ar-tigo [Lˆe1]. O c´alculo do polinˆomio de Alexander ∆2(t) ser´a feito aqui pelo m´etodo

desenvolvido por R. Fox em [F2] e [F5], por meio de uma matriz cujas entradas s˜ao polinˆomios em ZZ [t], chamada de matriz de Alexander, e que descreveremos a seguir.

Seja π1(X) = {x1, . . . , xn; r1, . . . , rm} uma apresenta¸c˜ao com n geradores e

m rela¸c˜oes com n > m, do grupo fundamental de X = S \L. Seja Fn o grupo

(12)

deriva¸c˜ao no anel de grupo ZZ [Fn], possuindo as seguintes propriedades:

Seξ1, ξ2 ∈ ZZ [Fn] eg, g1, . . . , gk ∈Fn, ent˜ao

(1) Dj(ξ1+ξ2) = Dj(ξ1) + Dj(ξ2).

(2) Dj(g1. . . gk) = Djg1 + g1Djg2 + g1g2Djg3 + · · · + g1 . . . gk−1D gk.

(3) Djg−1 = −g−1Djg,

(4) Djgn = g

n1

g −1 Djg,

(5) Djg−n = −g−n g

n1

g −1Djg.

A matriz de Alexanderde π1(X) ´e a matriz Φ

∂ri

∂xj

, onde a aplica¸c˜ao

Φ : ZZ [π1(X) ] −→ ZZ [π1(S1) ] ≃ ZZ [t, t−1]

´e induzida pela fibra¸c˜ao ϕ de Milnor.

O primeiro polinˆomio de Alexander ∆1(t) de π1(X) ´e definido como sendo o

m´aximo divisor comum dos determinantes das submatrizes de ordemm da matriz de Alexander, enquanto que o segundo polinˆomio de Alexander ∆2(t) ´e o m´aximo

divisor comum dos determinantes das submatrizes de ordem (m−1).

Sendo a classe de conjuga¸c˜ao da monodromia de C um invariante topol´ogico (cf. [Mi]), e sendo os pares de Puiseux de cada ramo deC, juntamente com o con-tato entre os seus respectivos desenvolvimentos de Puiseux, invariantes topol´ogicos completos deC, o nosso problema consistir´a em determinar a matriz de Alexander de um link alg´ebrico de dois ramos, dadas as expans˜oes em s´eries de Puiseux. Com isso, poderemos responder se o operador de monodromia associada a este link, tem ordem finita ou infinita.

A medida que o n´umero de pares de Puiseux associados aos ramos aumenta, a quantidade de menores envolvidos nos c´alculos aumenta, tornando mais dif´ıcil descrever explicitamente o polinˆomio m´ınimo da monodromia.

O polinˆomio ∆1(t) para um link alg´ebrico com duas componentes (ou mais), foi

calculado por Burau na d´ecada de 30 em [Bu2] usando outras t´ecnicas de topologia alg´ebrica. A seguir, damos explicitamente a express˜ao de ∆1(t) como se encontra

em [SW2]. Seja C uma curva com dois ramos de equa¸c˜ao f =f1f2 e considere o desenvolvimento de Puiseux de cada ramo, que podemos supor finitos:

(⋆) y1 =

s1

X

i=1

a1εi x

εi e y2 =

s2

X

j=1

a2δj x

(13)

onde para i = 1, . . . , s1 e j = 1, . . . , s2, temos que

εi =

m1i

n11. . . n1i

e δj =

m2j

n21. . . n2j

As informa¸c˜oes topol´ogicas deC podem ser extra´ıdas das representa¸c˜oes para-m´etricas acima. A determina¸c˜ao dos pares de Puiseux de cada ramo ´e padr˜ao, e o seu n´umero ´e chamado de gˆenero do ramo. O contato entre os dois ramos se mede pelo graui de coincidˆencia dos dois desenvolvimentos:

i = max {j; a1,εk = a2,δk e

m1,k

n1,k

= m2,k

n2,k

para todo k ≤j }.

Sem perda de generalidade, assumiremos que m1,i+1

n1,i+1 ≥

m2,i+1

n2,i+1.

Polinˆomio Caracter´ıstico da Monodromia ([SW2], Th. 7.6)O polinˆomio ca-racter´ıstico da monodromia para um link alg´ebrico com dois ramos ´e

∆1(t) = (t−1)

i

Y

j=1

tw1,j.e0,j −1

tw1,j.e0,j+1 −1

te0,j+11

te0,j −1

(

tw2,i+1.e0,i+1 −1

te0,i+1 −1

2

Y

k= 1

sk

Y

j=i+k

tnk,j.ek,j −1

tek,j −1

)

onde wi ´e definido recursivamente para cada 1≤j ≤sk como segue

wk1 = mk1

wkj = mkj−mk,j−1 nkj + wk,j−1 nk,j−1 nkj, 2≤ j ≤sk

onde

eq,j =

b1,j,s1 +b2,j,s2 q = 0

w2,i+1. b2,i+2,s2. b1,i+1,j−1+w1,j. b1,j+1,s1 q = 1

w2,i+1. b1,i+1,s1. b2,i+2,j−1+w2,j. b2,j+1,s2 q = 2

com

bk,l,m = m

Y

j=l

nk,j e bk,l,m = 1 se l > m.

Para calcular o polinˆomio minimal λ(t) da monodromia, s´o nos resta calcular ∆2(t), o que faremos usando a matriz de Alexander, para cuja determina¸c˜ao se

(14)

1.3 Apresenta¸c˜ao do grupo de um link alg´ebrico

A apresenta¸c˜ao que descreveremos abaixo ´e devida a O. Neto e P. C. Silva em [NS]. SejaC como na se¸c˜ao anterior com parametriza¸c˜oes de seus ramos dadas por (⋆). Seja S = {(1,0),(d, ε);d ∈ {1,2} e a1,ε 6= 0 ou a2,ε 6= 0} ∪ {(d′, ε); d, d′ ∈

{1,2} d′ 6= d e a1

,γ = a2,γ para 0 ≤ γ < ε}. Associamos a C uma ´arvore Ξ,

cujos v´ertices s˜ao classes de equivalˆencia [d, ε] em S, segundo a seguinte rela¸c˜ao de equivalˆencia:

(1, ε)∼(2, ε) ⇔ a1,γ = a2,γ para 0≤γ ≤ε

A classe φ = [1,0] ´e chamada de raiz de Ξ. Diremos que w = [d, δ] ´e um filho

de z = [d, ε], escrevendo w > z, se δ > ε e ´e minimal com esta propriedade. Diremos que [d, ε] ´e uma haste se ad,ε = 0. Chamaremos de terminais os v´ertices

que n˜ao possuem filhos. A ´arvore ´e formada ligando cada v´ertice aos seus filhos. Seja z = [d, η] um v´ertice n˜ao terminal de Ξ, onde η = mdk

nd1...ndk. Ao v´ertice z

s˜ao associados dois n´umeros inteiros positivosνz eµz definidos como segue:

Como z n˜ao ´e terminal, existe um filho w′ = [d, ρ] de z que n˜ao ´e haste.

Logo, ρ = md′k+1

nd′1...nd′k+1. Pomos νz = nd

k+1 e µz = ldk+1 onde ld1 = md1 e

ld′j = mdj −mdj1ndj +mdj1ndj1ndj para j ≥ 2. Os inteiros νz e µz sendo

coprimos, existem inteiros rz esz tais que rz µz = sz νz + 1.

Grupo do Link: ([NS], Th. 1.2) O grupo fundamental π1(X), ´e apresentado

pelos geradores αz, βz com z percorrendo os v´ertices da ´arvore Ξ e pelas rela¸c˜oes

βφ= 1, [αz, βz] = 1 para todoz, al´em das rela¸c˜oes abaixo, separadas em 4 tipos:

(R1) ανzµz

w βw = αµzz βzνz se w > z e w n˜ao ´e uma haste

(R2) αµz

w βwνz = αzµz βzνz se w > z e w´e uma haste

(R3) (γz αszz βzrz)νz = (αµzz βzνz)rz se z ´e n˜ao terminal sem filho haste

(R4) γz αszz βzrz = αzsz0 β

rz

z0 sez ´e n˜ao terminal com filho haste z0

(15)

Exemplo 1: Seja f uma curva plana com dois ramos cujos desenvolvimentos de Puiseux, s˜ao respectivamentes:

y1 = x3/2+x7/4 y2 = x3/2+x5/2

Representaremos os v´ertices de Ξ que correspondem `as hastes pelos c´ırculos brancos e os restantes pelos c´ırculos negros, conforme a Figura 1.

Figura 1:

Temos que {φ,1,10} s˜ao os v´ertices n˜ao terminais da ´arvore, onde:

    

    

εφ = 0, ε0 =ε1 = 3/2, ε11 =ε10= 7/4, ε101 = 5/2,

(µφ, νφ) = (3,2), (µ1, ν1) = (13,2), (µ1,0, ν1,0) = (8,1)

(rφ, sφ) = (1,1), (r1, s1) = (1,6), (r10, s10) = (1,7)

Logo, o grupo do linkπ1(X) ´e apresentado porαz, βz comzpercorrendo o conjunto

V ={φ,1,11,10,101}, verificando as seguintes rela¸c˜oes βφ= 1 e [αz, βz] = 1 para

todoz e as rela¸c˜oes associadas a cada v´ertice n˜ao terminal da ´arvore Ξ acima

φ: α3

φβφ2 =α16 β1 (α1 αφ βφ)2 = (αφ3 βφ2)1

1 : α13

1 β12 =α2611β11 =α1310β102 α11 α61 β1 =α610 β10

10 : α8

(16)

Cap´ıtulo 2 - Ramos de gˆ

enero 1

Nos pr´oximos dois cap´ıtulos, descreveremos explicitamente a matriz de Alexan-der em fun¸c˜ao dos desenvolvimentos de s´eries de Puiseux dos dois ramos da curva

C, para com ela calcular efetivamente o segundo polinˆomio de Alexander, e com isto, encontrar o polinˆomio m´ınimo da monodromia.

Conv´em ressaltar, que o m´etodo desenvolvido pelo R. Fox, para o c´alculo dos polinˆomios de Alexander, conforme descrito na Se¸c˜ao 1.2, necessita de uma apre-senta¸c˜ao do grupo do link com mais geradores do que rela¸c˜oes. Como utilizamos neste trabalho a apresenta¸c˜ao do grupo do link dada por O. Neto e P. C. Silva, e em tal apresenta¸c˜ao nem sempre temos mais geradores do que rela¸c˜oes, seremos conduzidos a impor condi¸c˜oes sobre os pares de Puiseux dados, para estarmos na situa¸c˜ao desejada.

Al´em disso, a apresenta¸c˜ao do grupo do link de O. Neto e P. C. Silva ´e descrita por ´arvores cujos tipos variam dentro de um conjunto finito de possibilidades que dependem dos dados topol´ogicos da curva. Isso naturalmente nos conduz ao des-dobramento da an´alise em v´arios casos, correspondendo aos tipos de ´arvores que ocorrem.

Neste cap´ıtulo, estudaremos especificamente a monodromia de um germe de curva plana com dois ramos, ambos de gˆenero 1.

O caso de dois ramos se diferencia do caso irredut´ıvel pela variedade de ´arvores que se apresentam. No caso irredut´ıvel, qualquer que seja o gˆenero da curva, h´a apenas um tipo de ´arvore, o que facilita o processo indutivo do c´alculo da matriz de Alexander, como realizado em [Lˆe1].

Figura 2: ´Arvore no caso irredut´ıvel de gˆenero 3

(17)

processo indutivo mais complexo. Na situa¸c˜ao em foco, temos os seguintes tipos de ´arvores:

Figura 3: ´Arvores para ramos de gˆenero 1 com pares de Puiseux distintos

Figura 4: ´Arvores para ramos de gˆenero 1 com pares de Puiseux iguais

2.1 Ramos com pares de Puiseux distintos

Caso 1: Nessa situa¸c˜ao, os ramos da nossa curva, podem ser representados pelas seguintes expans˜oes de Puiseux:

(

y1 =xmn1111

y2 =x

m21 n21

onde (mi1, ni1) ´e o ´unico par de Puiseux do ramo fi para i = 1,2. Isto conduz

(18)

Figura 5:

Com as nota¸c˜oes da Se¸c˜ao 1.3,

µφ=m21, νφ=n21 e m21rφ=n21sφ+ 1

µ0 =m11, ν0 =n11 e m11r0 =n11s0+ 1

Portanto, o grupo do link π1(X) ´e gerado por αz, βz com z percorrendo o

conjunto dos v´ertices V = {φ,0,01,1} da ´arvore Ξ, satisfazendo `as rela¸c˜oes que exibiremos a seguir1.

Rela¸c˜oes de (φ):

(R1) 1> φ e 1 n˜ao ´e haste ⇒ ανφµφ

1 β1 =α

µφ

φ β νφ

φ

⇒ β1 = α−m21n21

1 αmφ21

(R2) 0> φ e 0 ´e uma haste ⇒ αµφ

0 β

νφ

0 =α

µφ

φ β νφ

φ

⇒ αm21

0 β0n21 = αmφ21

(R4) φ ´e n˜ao terminal com haste 0 ⇒ α1 αsφ

φ β rφ

φ = α sφ

0 β

0

⇒ α1 = αsφ

0 β

0 α

−sφ

φ

Rela¸c˜oes de (0):

(R1) 01>0 e 01 n˜ao ´e haste ⇒ αν0µ0

01 β01 =αµ00 β0ν0 ⇒ β01 = α−m11n11

01 αm011 β0n11

1Os desenvolvimentos alg´ebricos omitidos encontram-se no apˆendice A, segundo as referˆencias

(19)

(R3) 0 ´e n˜ao terminal sem haste ⇒ (α01 α0s0 β0r0)ν0 = (α

µ0

0 β0ν0)r0 ⇒ (α01αs0

0 β0r0)n11 = (α0m11 β0n11)r0

Rela¸c˜oes de comuta¸c˜ao:

[αφ, βφ] = 1 ⇔ αφβφ = βφαφ ⇔ αφ = αφ

[α0, β0] = 1 ⇒ [α1, β1] = 1 veja (A.1)

[α1, β1] = 1

[α01, β01] = 1 ⇔ [αm11

0 β0n11, α01 ] = 1 veja (A.2)

Portanto, π1(X) pode ser apresentado com geradores α0, β0, αφ, α01, sujeitos `as

rela¸c˜oes:

(1) [α0, β0] = 1

(2) αm21

0 β

n21

0 = α

m21

φ

(3) (α01αs0

0 β

r0

0 )n11 = (α

m11

0 β

n11

0 )r0

(4) [αm11

0 β

n11

0 , α01] = 1

Como temos interesse em grupos π1(X) que tˆem uma apresenta¸c˜ao na qual existem mais geradores do que rela¸c˜oes (veja Se¸c˜ao 1.2), fazemos a hip´otese restri-tivam11 = λ n11+ 1, para algum λ∈ZZ, o que implica que r0 = 1. Adotaremos como novos geradores:

x1 = α0, x2 = β0,

x3 = α01 αs00 β0r0, x4 = αφ.

Observe que a rela¸c˜ao (4) ´e equivalente `a rela¸c˜ao [αm11

0 β0n11, x3] = 1, e que

esta ´e trivializada devido `a rela¸c˜ao (3). Isto conduz `a nova apresenta¸c˜ao:

π1(X) = {x1, x2, x3, x4; r1, r2, r3 }, onde

r1 = x1 x2 x−11 x−21 r2 = xm111 xn211 x−3n11 r3 = xm21

1 xn221 x−4m21

(20)

pela fibra¸c˜ao de Milnor. Como ainda n˜ao sabemos a priori os valores de Φ (xi),

temporariamente escrevemos:

Φ : ZZ [π1(X) ] −→ ZZ [t, t−1]

  

  

x1 7→ ta

x2 7→ tb

x3 7→ tc

x4 7→ td

Note que as rela¸c˜oes ri, parai= 2,3, fornecem rela¸c˜oes entre a, b, c, d, a saber:

(∗)

n11 c = m11 a + n11b m21d = m21a + n21 b

Para determinar a matriz de Alexander, faremos o seguinte c´alculo de Φ

∂ri

∂xj

.

Comor1 =x1 x2 x−11x−21, temos que

∂r1

∂x1 = 1−x1x2x

−1

1 ⇒ Φ

∂r1 ∂x1

= 1−Φ (x2) = 1−tb.

∂r1

∂x2 =x1−x1.x2x

−1

1 x−21 ⇒ Φ

∂r1 ∂x2

= Φ (x1)−1 =ta−1

∂r1

∂x3 = 0 ⇒ Φ

∂r1 ∂x3

= 0

∂r1

∂x4 = 0 ⇒ Φ

∂r1 ∂x4

= 0

Comor2 =xm11

1 xn211 x−3n11, temos que ∂r2

∂x1 = xm11

1 −1

x1 −1 ⇒ Φ

∂r2 ∂x1

= t

m11a1

ta 1.

∂r2 ∂x2 = x

m11

1

xn11

2 −1

x2 −1 ⇒ Φ

∂r2 ∂x2

= tm11a t

n11b1

tb 1

∂r2

∂x3 = − xn11

3 −1

x3 −1 ⇒ Φ

∂r2 ∂x3

= − t

n11c 1

tc 1

∂r2

∂x4 = 0 ⇒ Φ

∂r2 ∂x4

= 0

Comor3 =xm21

1 xn221 x−4m21, temos que ∂r3

∂x1

= x

m21

1 −1 x1 −1

⇒ Φ

∂r3 ∂x1

= t

m21a1

(21)

∂r3 ∂x2 = x

m21

1

xn21

2 −1

x2 −1 ⇒ Φ

∂r3 ∂x2

=tm21a t

n21b1

tb 1

∂r3

∂x3 = 0 ⇒ Φ

∂r3 ∂x3

= 0

∂r3

∂x4 = − xm21

4 −1

x4 −1 ⇒ Φ

∂r3 ∂x4

= − t

m21d1

td 1

Portanto, a matriz de Alexander ´e dada por

Φ

∂r ∂x

=

−(tb1) (ta1) 0 0 tm11a1

ta 1 tm11a t n11b1

tb 1 −t n11c1

tc 1 0

tm21a1

ta 1 tm21a t n21b1

tb 1 0 −t m21d1

td 1

.

Por defini¸c˜ao, o primeiro polinˆomio de Alexander ´e dado por

∆1(t) := mdc {det (A1), det (A2), det (A3), det (A4)},

onde Ai ´e a matriz Φ

∂r ∂x

na qual foi retirada a i-´esima coluna. Desse modo,

det (A1) = t

n11c1

tc 1

tm21d1

td 1 (t a1)

det (A2) = − t

n11c1

tc 1

tm21d1

td 1 (t b1)

det (A3) =

tn11c1

tc 1

tm21d1

td 1 (t

c1) veja (A.3)

det (A4) = −

tn11c1

tc 1

tm21d1

td 1 (t

d1) veja (A.4)

Logo,

∆1(t) = mdc{(ta−1),(tb−1), (tc−1), (td−1)}

tn11c1

tc 1

tm21d1

td 1.

Por outro lado, da Se¸c˜ao 1.2, sabemos que:

∆1(t) =

tm21(n11+n21)1

t(n11+n21) −1

tn11(m11+m21)1

t(m11+m21) −1 (t−1).

Igualando entre si essas duas express˜oes de ∆1(t), e colocando

(tr1) = mdc {(ta 1),(tb1),(tc1),(td1)},

segue que

(tr−1) t

n11c1

tc 1

tm21d1

td 1 = (t−1)

tn11(m11+m21)1

t(m11+m21) −1

tm21(n11+n21)1

(22)

Portanto,

(tr−1) (tn11c1) (tm21d1) (t(m11+m21)1) (t(n11+n21)1)

= (t−1) (tn11(m11+m21)1) (tm21(n11+n21)1) (tc 1) (td1). (∗∗)

Identificando os termos de menor grau em t, na igualdade acima, vemos quer = 1. Simplificando (t −1) e notando que a possibilidade d ≥ c gera um absurdo em vista de (∗∗) e (∗), segue que d < c. Analisando os termos de menor grau em t na igualdade resultante, temos que

d=n11+n21.

Em virtude das rela¸c˜oes (∗), concluimos que

c=m11+m21, a=n11 e b =m21.

Por defini¸c˜ao, o segundo polinˆomio de Alexander ´e dado por

∆2(t) = mdc

det (A12), det (A13), det (A14), det (A23), det (A24), det (A34),

det (B12), det (B13), det (B14), det (B23), det (B24), det (B34),

det (C12), det (C13), det (C14), det (C23), det (C24), det (C34) 

,

ondeA, B, C s˜ao obtidas de Φ

∂r ∂x

retirando-se a terceira, segunda ou primeira

linhas respectivamente, eAij, Bij eCij denotam as matrizes formadas pelas colunas

ie j de A, B, eC respectivamente. Temos que

A=

−(tb1) (ta1) 0 0 tm11a1

ta 1 tm11a t n11b1

tb 1

tn11c1

tc 1 0

.

det (A12) = −(tn11c1) veja (A.3)

det (A13) =

tn11c 1

tc 1 (t b1)

det (A14) = 0

det (A23) = −

tn11c 1

tc 1 (t a1)

det (A24) = 0

det (A34) = 0

Por outro lado,

B =

−(tb1) (ta1) 0 0 tm21a1

ta 1 tm21a t n21b1

tb 1 0 −t m21d1

td 1

(23)

det (B12) = −(tm21d−1) veja (A.4)

det (B13) = 0

det (B14) = t

m21d1

td 1 (t b1)

det (B23) = 0

det (B24) = − t

m21d1

td 1 (t a1)

det (B34) = 0

Finalmente, temos que

C = "

tm11a1

ta 1 tm11a t n11b1

tb 1 −t n11c1

tc 1 0

tm21a1

ta 1 tm21a t n21b1

tb 1 0 −t m21d1

td 1

#

.

det (C12) = t

m21d1

tb 1

tm11a1

ta 1

tn11c1

tb 1

tm21a1

ta 1 veja (A.5)

det (C13) = t

m21a1

ta 1

tn11c1

tc 1

det (C14) = − t

m11a1

ta 1

tm21d1

td 1

det (C23) = t

n21b1

tb 1

tn11c1

tc 1 t m21a

det (C24) = − t

n11a1

tb 1

tm21d1

td 1 (t

m11a1)

det (C34) = t

n11c1

tc 1

tm21d1

td 1

Concluimos ent˜ao que, neste caso,

∆2(t) = mdc{ t

n11c1

tc 1 , t m21d1

td 1 , t m21d1

tb 1 t m11a1

ta 1 − t n11c1

tb 1 t m21a1

ta 1 },

onde a = n11, b = m21, c = m11+m21 e d = n11+n21

(24)

Para a curvaf, temos que

(

y1 = x254 =x

m11 n11

y2 = x45 =x

m21 n21

Denotando por φi o i-´esimo polinˆomio ciclotˆomico, temos que

∆1(t) =

tm21(n11+n21)1

t(n11+n21) −1

tn11(m11+m21)1

t(m11+m21) −1 (t−1)

= t

4(4+5)1 t(4+5) 1

t4(25+4)1

t(25+4) 1 (t−1)

= t

361 t9 1

t1161

t29 1 (t−1)

= φ36φ18 φ12 φ6 φ116φ58φ29φ24 φ22 φ1.

Logo, a monodromia de f ´e infinita devido `a observa¸c˜ao feita na Se¸c˜ao 1.2. Isto tamb´em pode ser verificado com o c´alculo do polinˆomio minimal da monodromia que faremos a seguir. Como neste caso,a= 4, b= 4, c= 29, d= 9, temos que

∆2(t) = mdc

tn11c 1

tc 1 ,

tm21d1

td 1 ,

tm21d1

tb 1

tm11a1

ta 1

tn11c 1

tb 1

tm21a1

ta 1

= mdc

t1161 t29 1 ,

t361 t9 1 ,

t361 t4 1

t1001 t4 1

t1161 t4 1

t161 t4 1

= mdc

φ116 φ58 φ4 φ2, φ36φ18φ12 φ6 φ4 φ2, t 361 t4 1

t1001 t4 1

t1161 t4 1

t161 t4 1

= mdc

φ4 φ2,t 361 t4 1

t1001 t4 1

t1161 t4 1

t161 t4 1

= 1

Conseq¨uentemente,

λ(t) = ∆1(t) ∆2(t)

= φ116 φ58 φ36φ29φ18φ12 φ6 φ

2 4 φ22 φ1

1

o que nos permite concluir que a monodromia ´e infinita nesta situa¸c˜ao.

Para a curvag, temos que

(

y1 = x254 =x

m11 n11

y2 = x54 =x

(25)

e portanto,

∆1(t) =

tm21(n11+n21)1

t(n11+n21) −1

tn11(m11+m21)1

t(m11+m21) −1 (t−1)

= t

5(4+4)1 t(4+4) 1

t4(25+5)1

t(25+5) 1 (t−1)

= t

401 t8 1

t1201

t30 1 (t−1)

= φ240φ220 φ10 φ5 φ120φ60φ12φ8 φ4 φ1.

Como, neste caso,a= 4, b= 5, c= 30, e d = 8, temos que

∆2(t) = mdc

tn11c 1

tc 1 ,

tm21d1

td 1 ,

tm21d1

tb 1

tm11a1

ta 1

tn11c 1

tb 1

tm21a1

ta 1

= mdc

t1201 t30 1 ,

t401 t8 1 ,

t401 t5 1

t1001 t4 1

t1201 t5 1

t201 t4 1

= mdc

φ40φ20, t 401 t5 1

t1001 t4 1

t1201 t5 1

t201 t4 1

=φ40 φ20

Conseq¨uentemente,

λ(t) = ∆1(t) ∆2(t)

= φ

2

40φ220 φ10 φ5 φ120 φ60φ12 φ8 φ4 φ1

φ40φ20 ,

o que nos permite concluir, nesta situa¸c˜ao, que a monodromia ´e finita.

Caso 2: Neste caso, podemos escolher f = f1f2 onde temos as seguinte

repre-senta¸c˜oes por s´eries de Puiseux:

(

y1 = x

m11 n11

y2 = x

m21 n21 +x

m22 n22

(26)

Figura 6:

Com as nota¸c˜oes da Se¸c˜ao 1.3:

µφ=m21, νφ=n21 = 1 e m21rφ=n21sφ+ 1

µ0 =m11, ν0 =n11, e m11r0 =n11s0+ 1

µ1 =m22, ν1 =n22 e m22r1 =n22 s1+ 1

Portanto, o grupo do link π1(X), ´e gerado por αz, βz com z percorrendo o

conjunto dos v´erticesV ={φ,0,01,1,11}da ´arvore Ξ, satisfazendo `as rela¸c˜oes que exibiremos a seguir.

Rela¸c˜oes de (φ):

(R1) 1> φ e 1 n˜ao ´e haste ⇒ ανφµφ

1 β1 = α

µφ

φ β νφ

φ

⇒ β1 = α−m21n21

1 α

m21

φ

(R2) 0> φ e 0 ´e uma haste ⇒ αµφ

0 β

νφ

0 = α

µφ

φ β νφ

φ

⇒ β01 = α−m21

0 α

m21

φ

(R4) φ ´e n˜ao terminal com haste 0 ⇒ α1 αsφ

φ β rφ

φ = α sφ

0 β

0

⇒ α1 = αsφ

0 β

0 α

−sφ

φ

Rela¸c˜oes de (0):

(R1) 01>0 e 01 n˜ao ´e haste ⇒ αν0µ0

01 β01 = α

µ0

0 β0ν0 ⇒ β01 = α−m11n11

01 α

m11

0 β

n11

0

(R3) 0 ´e n˜ao terminal sem haste ⇒ (α01 αs0

0 β0r0)ν0 = (α

µ0

0 β0ν0)r0 ⇒ (α01 αs0

0 β

r0

0 )n11 = (α

m11

0 β

n11

(27)

Rela¸c˜oes de (1):

(R1) 11>1 e 1 n˜ao ´e haste ⇒ αν1µ1

11 β11 = α

µ1

1 β1ν1 ⇒ β11 = α−m22n22

11 αm1 22 β1n22

(R3) 1 ´e n˜ao terminal sem haste ⇒ (α11 αs1

1 β1r1)ν1 = (α

µ1

1 β1ν1)r1 ⇒ (α11 αs1

1 β

r1

1 )n22 = (α

m22

1 β

n22

1 )r1

Rela¸c˜oes de comuta¸c˜ao:

[αφ, βφ] = 1 ⇔ αφβφ = βφαφ ⇔ αφ = αφ

[α0, β0] = 1 ⇒ [α1, β1] = 1 veja (A.6)

[α1, β1] = 1

[α01, β01] = 1 ⇔ [αm11

0 β0n11, α01 ] = 1 veja (A.7)

[α11, β11] = 1 ⇔ [αm22

1 β

n22

1 , α11 ] = 1 veja (A.8)

Portanto, π1(X) pode ser apresentado com geradores αφ, α0, β0, α1, β1, α01, α11,

sujeitos `as rela¸c˜oes:

(1) β1 = α−m21n21

1 αmφ21

(2) α1 = αsφ

0 β

0 α

−sφ

φ

(3) [α0, β0] = 1

(4) αm21

0 β0n21 = αmφ21

(5) (α01αs00 β0r0)n11 = (αm0 11 β0n11)r0

(6) [αm11

0 β0n11, α01 ] = 1

(7) (α11αs1

1 β0r1)n22 = (α1m22 β1n22)r1

(8) [αm22

(28)

Para podermos ter mais geradores do que rela¸c˜oes na apresenta¸c˜ao de π1(X),

somos conduzidos a fazer as seguintes restri¸c˜oes sobre os pares de Puiseux dos dois

ramos:

m11 = λ1 n11 + 1 para algum λ1 ∈ZZ

m22 = λ2 n22 + 1 para algum λ2 ∈ZZ

o que implica quer0 =r1 = 1. Adotaremos como novos geradores

  

  

x1 = α0, x2 = β0,

x3 = α01αs00 β0r0, x4 = αφ,

x5 = α1, x6 = β1, x7 = α11αs1

1 β1r1.

Observe que a rela¸c˜ao (6) ´e equivalente `a rela¸c˜ao [αm11

0 β0n11, x3] = 1 e que

esta ´e trivializada devido a (5). Observe tamb´em que a rela¸c˜ao (8) ´e equivalente `a rela¸c˜ao [αm22

1 β1n22, x7] = 1, e que esta ´e trivializada devido a (7). Ficamos assim

com as seguintes rela¸c˜oes:

(1) x6 = x−m21n21

5 xm4 21

(2) x5 = xsφ

1 x

2 x

−sφ

4

(3) [x1, x2] = 1

(4) xm21

1 xn221 = xm421

(5) xn11

3 = xm1 11 xn211

(6) xn22

7 = xm5 22 xn622

Podemos eliminar os geradores x5 ex6 e as rela¸c˜oes (1) e (2), adaptando conveni-entemente a rela¸c˜ao (6). Ficamos assim com os 5 geradores{x1, x2, x3, x4, x7}e as 4 rela¸c˜oes a seguir:

(1) [x1, x2] = 1

(2) xm21

1 xn221 = xm421

(3) xn11

3 = xm1 11 xn211

(4) xn22

7 = (x

1 x

2 x

−sφ

4 )m22 [ (x

1 x

2 x

−sφ

(29)

Logo, renomeandox7 por x5, podemos escrever:

π1(X) = {x1, x2, x3, x4, x5; r1, r2, r3, r4 }, onde

r1 = x1 x2 x−11 x−21 r2 = xm11

1 xn211 x−3n11 r3 = xm21

1 xn221 x−4m21 r4 = (xsφ

1 x

2 x

−sφ

4 )m22[ (x

1 x

2 x

−sφ

4 )−m21n21x4m21 ]n22 x−5n22

Para determinar a matriz de Alexander associada a esta apresenta¸c˜ao, devemos determinar Φ (xi) ∈ ZZ [t, t−1] para i = 1,2,3,4,5. Como ainda n˜ao sabemos a

priori os valores de Φ (xi), temporariamente escrevemos

Φ : ZZ [π1(X) ] −→ ZZ [t, t−1] 

    

    

x1 7−→ ta

x2 7−→ tb

x3 7−→ tc

x4 7−→ td

x5 7−→ te

Note que a rela¸c˜oes ri, para i= 2,3,4, fornecem rela¸c˜oes entre a,b,c,d,e; a saber,

(∗) 

n11 c = m11a + n11b m21d = m21 a + n21 b

n22 e = (sφa+rφb−sφd)m22+ [(sφa+rφb−sφd)(−m21n21) +m21d]n22

Faremos a seguir o c´alculo de Φ

∂ri

∂xj

.

Comor1 =x1 x2 x−11x−21, temos que

∂r1

∂x1 = 1−x1x2x

−1

1 ⇒ Φ

∂r1 ∂x1

= 1−Φ (x2) = 1−tb.

∂r1

∂x2 =x1−x1x2x

−1

1 x−21 ⇒ Φ

∂r1 ∂x2

= Φ (x1)−1 =ta−1

∂r1

∂x3 = 0 ⇒ Φ

∂r1 ∂x3

= 0

∂r1

∂x4 = 0 ⇒ Φ

∂r1 ∂x4

= 0

Comor2 =xm11

1 xn211 x−3n11, temos que ∂r2

∂x1 = xm11

1 −1

x1 −1 ⇒ Φ

∂r2 ∂x1

= t

m11a1

(30)

∂r2 ∂x2 = x

m11

1

xn11

2 −1

x2 −1 ⇒ Φ

∂r2 ∂x2

= tm11a t

n11b1

tb 1

∂r2

∂x3 = − xn11

3 −1

x3 −1 ⇒ Φ

∂r2 ∂x3

= − t

n11c 1

tc 1

∂r2 ∂x4

= 0 ⇒ Φ

∂r2 ∂x4

= 0

Comor3 =xm121 x2n21 x−4m21, temos que ∂r3

∂x1 = xm21

1 −1

x1 −1 ⇒ Φ

∂r3 ∂x1

= t

m21a1

ta 1

∂r3 ∂x2

= xm21

1

xn21

2 −1 x2 −1

⇒ Φ

∂r3 ∂x2

=tm21a t

n21b1

tb 1

∂r3

∂x3 = 0 ⇒ Φ

∂r3 ∂x3 = 0 ∂r3

∂x4 = − xm21

4 −1

x4 −1 ⇒ Φ

∂r3 ∂x4

= − t

m21d1

td 1

Comor4 = (xsφ

1 x

2 x

−sφ

4 )m22 [ (x

1 x

2 x

−sφ

4 )−m21n21 x4m21 ]n22 x−5n22, temos que ∂r4

∂x1

= x

1 −1 x1 −1

(xsφ

1 x

2 x

−sφ

4 )m22 −1

(xsφ

1 x

2 x

−sφ

4 ) −1

veja (A.9)

− (xsφ

1 x

2 x

−sφ

4 )m22

[ (xsφ

1 x

2 x

−sφ

4 )−m21n21 xm421 ]n22−1

[ (xsφ

1 x

2 x

−sφ

4 )−m21n21 x

m21

4 ] −1 xsφ

1 −1 x1 −1 (x

1 x

2 x

−sφ

4 )−m21n21

(xsφ

1 x

2 x

−sφ

4 )m21n21−1

(xsφ

1 x

2 x

−sφ

4 ) −1

⇒ Φ ∂r4 ∂x1 = t

sφa−1

ta 1

t(sφa+rφb−sφd)m221

t(sφa+rφb−sφd) −1

− t(sφa+rφb−sφd)m22 t

[(sφa+rφb−sφd)(−m21n21)+m21d]n221

t[(sφa+rφb−sφd)(−m21n21)+m21d] −1

tsφa−1

ta 1 t

(sφa+rφb−sφd)(−m21n21) t

(sφa+rφb−sφd)(m21n21)1

t(sφa+rφb−sφd) −1

∂r4 ∂x2

= xsφ

1 xrφ

2 −1 x2 −1

(xsφ

1 x

2 x

−sφ

4 )m22 −1

(xsφ

1 x

2 x

−sφ

4 ) −1

veja (A.10)

− (xsφ

1 x

2 x

−sφ

4 )m22

[ (xsφ

1 x

2 x

−sφ

4 )−m21n21xm421 ]n22−1

[ (xsφ

1 x

2 x

−sφ

4 )−m21n21xm4 21 ] −1 xsφ

1 xrφ

2 −1 x2 −1 (x

1 x

2 x

−sφ

4 )−m21n21

(xsφ

1 x

2 x

−sφ

4 )m21n21−1

(xsφ

1 x

2 x

−sφ

(31)

⇒ Φ

∂r4 ∂x2

= tsφa t

rφb−1

tb 1

t(sφa+rφb−sφd)m22 1

t(sφa+rφb−sφd) −1

− t(sφa+rφb−sφd)m22 t

[(sφa+rφb−sφd)(−m21n21)+m21d]n221

t[(sφa+rφb−sφd)(−m21n21)+m21d] 1

tsφa t

rφb−1

tb 1 t

(sφa+rφb−sφd)(−m21n21) t

(sφa+rφb−sφd)(m21n21)1

t(sφa+rφb−sφd) −1

∂r4

∂x3 = 0 ⇒ Φ

∂r4 ∂x3 = 0 ∂r4

∂x4 = − (x

1 x

2 x

−sφ

4 ) xsφ

4 −1 x4 −1

(xsφ

1 x

2 x

−sφ

4 )m22−1

(xsφ

1 x

2 x

−sφ

4 ) −1

veja (A.11)

+ (xsφ

1 x

2 x

−sφ

4 )m22

[(xsφ

1 x

2 x

−sφ

4 )−m21n21xm421 ]n22 −1

[ (xsφ

1 x

2 x

−sφ

4 )−m21n21x

m21

4 ] −1 xsφ

4 −1 x4 −1 (x

1 x

2 x

−sφ

4 )−(m21n21−1)

(xsφ

1 x

2 x

−sφ

4 )m21n21−1

(xsφ

1 x

2 x

−sφ

4 ) −1

+ (xsφ

1 x

2 x

−sφ

4 )m22

[(xsφ

1 x

2 x

−sφ

4 )−m21n21xm421 ]n22 −1

[ (xsφ

1 x

2 x

−sφ

4 )−m21n21x

m21

4 ] −1

(xsφ

1 x

2 x

−sφ

4 )−m21n21 xm21

4 −1 x4 −1

⇒ Φ

∂r4 ∂x4

= − t(sφa+rφb−sφd) t

sφd−1

td 1

t(sφa+rφb−sφd)m22 1

t(sφa+rφb−sφd) −1

+ t(sφa+rφb−sφd)m22 t

[(sφa+rφb−sφd)(−m21n21)+m21d]n22 1

t[(sφa+rφb−sφd)(−m21n21)+m21d] −1

tsφd−1

td 1 t

(sφa+rφb−sφd)(−(m21n21−1)) t

(sφa+rφb−sφd)(m21n21)1

t(sφa+rφb−sφd) −1

+ t(sφa+rφb−sφd)m22 t

[(sφa+rφb−sφd)(−m21n21)+m21d]n221

t[(sφa+rφb−sφd)(−m21n21)+m21d] −1 t

(sφa+rφb−sφd)(−m21n21) t

m21d1

td 1

∂r4

∂x5 = − xn22

5 −1

x5 −1 veja (A.12)

⇒ Φ

∂r4 ∂x5

= − t

n22e1

te 1

Portanto, a matriz de Alexander ´e dada por

Φ ∂r ∂x =     

−(tb1) (ta1) 0 0 0 tm11a1

ta 1 tm11a t n11b1

tb 1 −t n11c1

tc 1 0 0

tm21a1

ta 1 tm21a t n21b1

tb 1 0 −

tm21d1

td 1 0

Φ(∂r4

∂x1) Φ(

∂r4

∂x2) 0 Φ(

∂r4

∂x4) −

tn22e1

te 1

     .

Por defini¸c˜ao, o primeiro polinˆomio de Alexander ´e dado por

(32)

onde Ai ´e a matriz Φ

∂r ∂x

na qual foi retirada a i-´esima coluna. Deste modo,

det (A1) = − t

n11c1

tc 1

tm21d1

td 1

tn22e1

te 1 (t a1)

det (A2) = t

n11c1

tc 1

tm21d1

td 1

tn22e1

te 1 (t b1)

det (A3) = − t

n11c1

tc 1

tm21d1

td 1

tn22e1

te 1 (t

c1) veja (A.3)

det (A4) = t

n11c1

tc 1

tm21d1

td 1

tn22e1

te 1 (t

d1) veja (A.4)

det (A5) = − t

n11c1

tc 1

tm21d1

td 1

tn22e1

te 1 (t

e1) veja (A.13)

Logo,

∆1(t) =

tn11c1

tc 1

tm21d1

td 1

tn22e1

te 1 mdc{(t

a1),(tb1),(tc1),(td1),(te1)}.

Por outro lado, como a curva ´e dada por

(

y1 = x

m11 n11

y2 = xm121 +x

m22 n22,

segue da Se¸c˜ao 1.2, comi= 0, s1 = 1, s2 = 2 e n21= 1, que

∆1(t) = (t−1)

tw21e01 1

te01 −1

tn11e111

te11 −1

tn22e221

te22 −1.

onde

    

    

w21 = m21

w22 = m22−m21n22+m21n21n22 = m22

e01 = b1,1,1+b2,1,2 = (Qj1=1n1,j) + (Q2j=1n2,j) = n11 + n21n22

e11 = w2,1.b2,2,2.b1,1,0+w1,1.b1,2,1 =m21.n22.1 +m11.1 = m11 + m21n22 e22 = w2,1.b1,1,1.b2,2,1+w22.b2,3,2 =m21.n11.1 +w22.1 = m22 + m21 n11

Igualando entre si essas duas express˜oes de ∆1(t), e colocando

(tr−1) = mdc{(ta−1),(tb−1), tc−1),(td−1),(te−1)},

temos que

(tr−1) t

n11c1

tc 1

tm21d1

td 1

tn22e1

te 1 = (t−1)

tn11.e11 1

te11 −1

tm21e011

te01 −1

tn22.e221

(33)

Portanto,

(tr1) (tn11c1) (tm21d1) (tn22e1) (te11 1) (te01 1) (te22 1)

= (t−1) (tn11e111) (tm21e011) (tn22e221) (tc1) (td1) (te1). (∗∗)

Identificando os termos de menor grau em t na igualdade acima, vemos que

r= 1. Simplificando (t−1) e notando que a possibilidade d≥c e d > e gera um absurdo, em vista de (∗∗) e (∗), temos que d < c e d < e. Analisando os termos de menor grau em t, na igualdade resultante, temos que,

d = e01 = n11 + n21 n22 c = e11 = m11 + m21 n22 e = e22 = m22 + m21n11

Em vista das rela¸c˜oes (∗), concluimos que:

a = n11 e b = m21n22

Por defini¸c˜ao, o segundo polinˆomio de Alexander ´e dado por

∆2(t) = mdc

          

          

det (A123), det (A124), det (A125), det (A134), det (A135),

det (A145), det (A234), det (A235), det (A245), det (A345),

det (B123), det (B124), det(B125), det (B134), det (B135),

det (B145), det (B234), det(B235), det (B245), det (B345),

det (C123), det (C124), det (C125), det (C134), det (C135),

det (C145), det (C234), det (C235), det (C245), det (C345),

det (D123), det (D124), det (D125), det (D134), det (D135),

det (D145), det (D234), det (D235), det (D245), det (D345) 

          

          

ondeA, B, C, D s˜ao obtidas de Φ

∂r ∂x

retirando-se a quarta, segunda, terceira

e primeira linhas respectivamente, e Aijk, Bijk, Cijk e Dijk denotam as matrizes

formadas pelas colunasi, j, k deA, B, C e D respectivamente. Temos que

A= 

  

−(tb 1) (ta1) 0 0 0 tm11a1

ta 1 tm11a t n11b1

tb 1 −t n11c1

tc 1 0 0

tm21a1

ta 1 tm21a t n21b1

tb 1 0 −t m21d1

td 1 0

  

.

det (A123) = − t

n11c1

tc 1

tm21d1

td 1 (t

d1) veja (A.4)

det (A124) = t

n11c1

tc 1

tm21d1

td 1 (t

(34)

det (A125) = 0

det (A134) = − t

n11c1

tc 1

tm21d1

td 1 (t b1)

det (A135) = 0

det (A145) = 0

det (A234) = − t

n11c1

tc 1

tm21d1

td 1 (t a1)

det (A235) = 0

det (A245) = 0

det (A345) = 0

Por outro lado, temos que,

B = 

 

−(tb1) (ta1) 0 0 0

(tm21a1)

(ta 1) tm21a

(tn21b1)

(tb 1) 0 −

(tm21d1)

(td 1) 0

Φ (∂r4

∂x1) Φ (

∂r4

∂x2) 0 Φ (

∂r4

∂x4) −

tn22e1

te 1

 .

det (B123) = 0

det (B124) = − t

m21d1

td 1 (t

n22e1) veja (A.4)

det (B125) = t

n22e1

te 1 (t

m21d1) veja (A.4)

det (B134) = 0

det (B135) = 0

det (B145) = −

tm21d1

td 1

tn22e1

te 1 (t b1)

det (B234) = 0

det (B235) = 0

det (B245) = t

m21d1

td 1

tn22e1

te 1 (t a1)

det (B345) = 0

Tamb´em, temos que,

C = 

−(tb1) (ta1) 0 0 0 tm11a1

ta 1 tm11a t n11b1

tb 1 −t n11c1

tc 1 0 0

Φ (∂r4

∂x1) Φ (

∂r4

∂x2) 0 Φ (

∂r4

∂x4) −

tn22e1

te 1

(35)

det (C123) = − t

n11c 1

tc 1

(ta−1) Φ

∂r4 ∂x2

+ (tb−1) Φ

∂r4 ∂x1

det (C124) = − Φ

∂r4 ∂x1

(tn11c1) veja (A.3)

det (C125) = t

n22e1

te 1 (t

n11c1) veja (A.3)

det (C134) = t

n11c 1

tc 1 Φ

∂r4 ∂x4

(tb−1)

det (C135) = − t

n11c 1

tc 1

tn22e1

te 1 (t b1)

det (C145) = 0

det (C234) = − t

n11c 1

tc 1 Φ

∂r4 ∂x4

(ta−1)

det (C235) = t

n11c 1

tc 1

tn22e1

te 1 (t a1)

det (C245) = 0

det (C345) = 0

Finalmente, temos que,

D = 

 

tm11a1

ta 1 tm11a t n11b1

tb 1 −t n11c1

tc 1 0 0

tm21a1

ta 1 tm21a t n21b1

tb 1 0 −t m21d1

td 1 0

Φ (∂r4

∂x1) Φ (

∂r4

∂x2) 0 Φ (

∂r4

∂x4) −

tn22e1

te 1

 .

det (D123) = − t

n11c 1

tc 1

tm21a1

ta 1 Φ

∂r4 ∂x2

+ tm21a t

n21b1

tb 1 Φ

∂r4 ∂x1

det (D124) = t

m21d1

ta 1

tm11a1

ta 1 Φ

∂r4 ∂x2

− tm11a t

n11b1

tb 1 Φ

∂r4 ∂x2 + Φ ∂r4 ∂x4

tm11a1

ta 1 t m21a t

n21b1

tb 1

tm21a1

ta 1 t m11a t

n11b1

tb 1

det (D125) = − t

n22e1

te 1

tm11a1

ta 1 t m21a t

n21b1

tb 1

tm21a1

ta 1 t m11a t

n11b1

tb 1

det (D134) = − t

n11c 1

tc 1

tm21a1

ta 1 Φ

∂r4 ∂x4

+ t

m21d1

td 1 Φ

∂r4 ∂x1

det (D135) = − t

n11c 1

tc 1

tm21a1

ta 1

tn22e1

te 1

det (D145) = t

m21d1

td 1

tm11a1

ta 1

tn22e1

(36)

det (D234) = −

tn11c 1

tc 1

tm21a t

n21b1

tb 1 Φ

∂r4 ∂x4

+ t

m21d1

td 1 Φ

∂r4 ∂x2

det (D235) = − t

n11c 1

tc 1

tn22e1

te 1

tn21b1

tb 1 t m21a

det (D245) = t

n11c 1

tc 1

tn22e1

te 1

tn21b1

tb 1 t m21a

det (D345) = − t

n11c 1

tc 1

tm21d1

td 1

tn22e1

te 1

Concluimos ent˜ao que,

∆2(t) = mdc{25 determinantes n˜ao nulos acima }

Exemplo 2 Seja f =f1f2 na qual

(

y1 = x163 =x

m11 n11

y2 = x21 +x 16

5 =x

m21 n21 +x

m22 n21n22

segue da Se¸c˜ao 1.2, com i= 0, s1 = 1, s2 = 2 e n21= 1 que

    

    

w21 = m21 = 2

w22 = m22 = 16

e01 = n11 + n21 n22 = 3 + 5 = 8

e11 = m11 + m21 n22 = 16 + 10 = 26

e22 = m22 + m21 n11 = 16 + 6 = 22

Temos que

∆1(t) =

tw21e01 1

te01 −1

tn11e111

te11 −1

tn22e221

te22 −1 (t−1)

= t

161 t8 1

t781 t261

t1101

t221 (t−1)

= φ16φ78φ39φ6 φ3 φ110 φ55φ10 φ5 φ1.

(37)

2.2 Ramos com pares de Puiseux iguais

Caso 1: Neste caso, podemos escolher f = f1 f2 = (xm yn) (xn ym), com

as seguintes representa¸c˜oes por s´eries de Puiseux

(

y1 = x

m11 n11 =xmn

y2 = x

m21 n21 =xmn

onde (mi1, ni1) ´e o par de Puiseux do ramofi parai= 1,2. Vemos que este caso, ´e

um caso particular, da apresenta¸c˜ao que fizemos para ramos com pares de Puiseux distintos. Neste caso,

∆1(t) =

tm21(n11+n21)1

t(n11+n21) −1

tn11(m11+m21)1

t(m11+m21) −1 (t−1)

= t

n(n+m)1 t(n+m) 1

tn(m+n)1

t(m+n) 1 (t−1)

=

tn(n+m)1 t(n+m) 1

2

(t−1)

Por outro lado,

∆2(t) = mdc

tn11c1

tc 1 ,

tm21d1

td 1 ,

tm21d1

tb 1

tm11a1

ta 1

tn11c1

tb 1

tm21a1

ta 1

onde

a = n11 = n c = m11 + m21 = n + m

b = m21 = n d = n11 + n21 = n + m

Substituindo os valores acima na express˜ao de ∆2(t), obtemos

∆2(t) = mdc

tn(n+m)1 t(n+m) 1 ,

tn(n+m)1 t(n+m) 1 ,

tn(n+m)1 tn 1

tmn1

tn 1

tn(n+m)1 tn 1

tnn1

tn 1

Observe que:

tn(n+m)1

t(n+m) 1 =

tn(n+m)1 t(n+m) 1

t −1

tn1

tn1

t −1

tn(n+m)1 t(n+m) 1

tmn1

tn 1 =

tn(n+m)1 t(n+m) 1

t −1

tn1

tmn1

tn 1 (t

m+n1)

tn(n+m)1 tn 1

tnn1

tn 1 =

tn(n+m)1 t(n+m) 1

t −1

tn1

tnn1

tn 1 (t

m+n1)

Imagem

Figura 4: ´ Arvores para ramos de gˆenero 1 com pares de Puiseux iguais
Figura 9: ´ Arvores para ramos de gˆenero 2 com pares de Puiseux distintos
Figura 14: ´ Arvores para ramos de gˆenero 2 com pares de Puiseux iguais

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