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Rev. Bras. Enferm. vol.43 número1234 v43n1 2 3 4a20

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Academic year: 2018

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BRASI L - SISTEMAS LOCAIS DE SAÚD E - ENFERMAGEM*

A NÁ L I S E PREL I M I NAR

A sciedde brasileira, como outras sciedades da Améica Laina, pssou or um longo eríodo de dita­ dura. onde o Estado no setor aúde, desemenhou e­ levante papel na implantação de uma olfica de priva­ ização dos serviços de saúde, e, conseqüentemente sucatemento dos serviços públicos. Em 198 1 , apro­ xmadmente 77% dos leitos hospitlares eam oferta­ dos elo etor privado, enquanto 7 1 ,8% dos ambulató­ rios erm do setor público, demonstrndo a hegemoia do etor privado nas uniddes de intenação e no setor público no segundo, lém de observar que destes am­ bulatórios púbicos aenas, 25% e encontra a nível do municfpio1 0•

Com um sistema de saúde desorganizado, desco­ ordendo, ofercendo bixa resoluividade s ris ne­ cessidades de saúde da população, incapaz de fer frente aos eris epidemiológicos apesentados, é que no início da década de 80, no bojo dos processos de , conquists democráicas, toma corpo o Movmento pela Refoma Sanitária Brasileira, que entre outas conceções entende "a saúde como expressão das condições gerais de vida" e não simplesmente como simples oferta de serviços; Saúde enqunto Direito de Cidadania e Dever do Estado.

Este pocesso de mudança polfico-culturl na saúde faz prte de um processo mis gerl das lutas pela democratizção da sociedde, e conta com a par­ icipação das forçs opulares e pogessistas da so­ ciedade brasleira.

Os espços democráicos conquistados não só fo­ rm frutos, mas viabram o fortlcimento das en­ tidades, do movimento sindicl e dos diversos grupos orgnizados da sociedade civil.

A Assciação Braslera de Enfemagem-ABEn, uma ds enidades de enfemagem do Pas, paricipou ativaente não só nas lutas especíicas da categoria e da saúde, como tmbém nas lutas mais geris dos tra­ blhdores brasileiros.

Após um eríodo de 30 anos, foram reads em 1 989, eleições para Presidente da República, quando então, dois projetos polficos, basicmente mobliza­ ram a sociedade brasileira: uma de orientção neo-li­ berl e o outro, de orientção demcrática e popular. O pojeto neo-ierl foi vitorioso nas umas. Assim é que no momento, estmos vivendo, uma nova ordem polfica, com profundas reformas monetáias, cmbial e administraiva. com objetivo declarado de abixar a taxa de inlação. Ests refoms, em curso há dos meses, pelo núero elevado de deemprego que vem causando, nos coloca num processo ltmente recessi­ vo, que se não for devidamente controlado poderá nos levar a uma séria depessão econômica, com efeitos

**Stella Maia P.F. Barros ***Nr Fábio da Slva

piculamente trágicos para a saúde da opulção. Assim é que no momento, estmos vivendo uma nova crie polfica, que exige uma intensiicação da organizção e mobizção da sociedde em tomo do projeto da Refoma Sanitária. Esta mobizção requer a elevação da consciência snitária de todos, em defesa da democraização na saúde.

Para melhor compreensão da Enfemagem nos Sistemas Locis de Saúde, comumente designados Disritos Sanitários de Saúde e, do trablho da ABEn em todo processo, dividiemos nossa anáise em três aspectos: olftico-jurídico, pofico-institucional e téc­ nico oeracionl. Obviamente estes asectos não são momentos estanques, pois supõem interseções.

ASPECTO POLíTICO-JURíDICO

Por oftico-jurídico entendemos todo o processo, de deinição e decisões que demanda uma legitimção e legização.

- VIII Confeencia Nacional de Saúde -reai­ zada em maço de 1986, convocada elo presidente da República e pelo Ministro de Estado da Saúde, contou com a paricipção de cerca de cinco l picipantes,

sendo dois l delegados (50% representante do Esta­ do e 50% epreentante da sociedade civil - asso­ ciações da ABEn, sindicatos, organizções populares,

paidos etc.). O Relatóio Fnl aprovdo, defmiu o marco doutrinário da proposta da Refoma Sanitária Brasileira: saúde-direito do cidadão e dever do Esta­ do; oferta de serviços de saúde de forma universal, igualitária, integrl orgnizados de foma descentrali­ zda, hierrquizada e com paricipação da sociedade (contole socil).

- Comissão Nacional da Reforma Sanitária - criada pelo Minisério da Saúde com o objetivo de elaborar uma proposta de ante-projeto na área de saú­ de para a Nova Consituição Brasileira. Esta comissão foi composta por repesentantes do Estdo e entidades da Sociedade civil. a Presidente da ABEn paricipou desta comissão durante todo pocesso de elaboração da proposta 1986/87.

- Asembléia Nacional Constituinte (1987/88) - processo de elaboração da nova Constituição. A ABEn priciou no encminhmento das emendas populres e ns audiências públicas do Leislativo, nos itens referentes aos direitos sociais, seguridade social (saúde e previdência socil), educação, entre outros. Atuou em conjunto com os grupos progessistas que defendim a saúde como Direito de Cidadnia e Dever dQ Estado e lutou e resistiu as investidas dos oosito­ res ,liderados pelo grupo empresarial da saúde.

" Confeência Regioal "Drollo de Enfellagm en los Sisems ls de Salud en la America Latina", C/Vene-zuela, maio/I990 (

** Pesidente a ABEn - Nacional

* * * Cordenadoa a Comião de Seviçs da ABEn - Nacional

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- Constituição Brasileia - promulgada em 05.10. 1988. Oberva-se que pela pera vez apaece na Consituição uma seção no Título VIII da Ordem Socil Capítulo 11 da Seguidade Social, que garante ao cidadão o dieito a saúde. (Art. 196 Consituição Federl).

Em relação aos trablhadores em geral e, assm, tamém, aos da aúde, houve lguns avanços como di­ reito a sindicização do servidor púbico, haja ista que grande prte dos trablhadores de enfemagem está inserida ns insituições públicas. Esta luta foi também travada a nível estadul e municipal.

- Lei Orgânica do Sistema Único de Saúde - lei que regulamentará as proostas contidas na Consituição, princi'mente no que concene a orga­ nização do Sistema Unico de Saúde. A ABEn em con­ junto com outras enidades nacionais de saúde, criou

um organismo que uniica as propostas e lutas nacio­ nmente, chamada Plenria Ncional de Saúde. Esta vem desenvolvendo intenso trablho de fomulção e acompnhmento do pojeto de lei, que se encontra em fase de tramitação no Legislativo onde novmente se transfoma no plco de luta olíica entre os liados e opoitores da Refoma Sanitáia. No momento o Minisro da Saúde ora emossado, buca impor emen­ das que gntm o planejmento e auditoia centri­ zados o que de uma certa forma niabiá o Vrncipio de decentrção requeido elo Sistema Unico de Saúde - SUS.

Neste plano político-jurídico a ABEn �ntende ser de fundamental imortância sua participação em con­ junto com as demais entidades de enfermagem. Assim é que, em 1988 foi crido o Forum Nacional de Eni­ dades de Enfermagem (Associação Brsileira de En­ femagem-ABEn, Conselho Federl de Enfema­ ge-COFEn, Federção dos Enfemeiros e Movi­ 'mento de Nível Médio) osteriomente incluído a

União Nacionl de Técnicos e Auxiaes de Enfema­ ge-UNA TE. Este forum vem e reunindo mais ob­ jeivamente nos úlimos sete meses.

Outras questões que são fundmentis ao deen­ volvimento da Enfennagem Brasileira já form enca­ minhadas ou esão em fae de elaoração e decisão:

a) Lei do Exercício ProrSSional de Enferma­ gem (Lei n2 7498/86 e Decreto n2 94.46/8) -de­ ine aividades privativas do enfemeiro, dos écnicos e auxiliares de enfemagem, ao tempo em que delimita um prazo de dez anos para a exinção dos chmados atendentes de enfemagem - essoal não quaiicdo, eistente na ede de serviços de saúde.

b) Proosta do novo Currículo Mínimo para os cuos de graduação em enfermagem -visando adapá-lo à construção de um novo erl de pois­ sionl que esonda a uma composição tecnol6gica eigida ela nova organização do trablho.

c) Plang de Careira -discussão e participação ativa na luta elo seu estaelecimento a nível federl, estadual e municipl.

ASPECTO POLíTICO-INSTITUCIONAL

Por políico-insitucional entendemos todo po­ cesso de modiicação ao nível olítico e administraivo ocorrido no interior das insituições.

O caos que se constata no sistema de saúde do País, impõe a ncessidade de rorientar a organiação

dos seus serviços, que como vimos, necessita de uma nova ordem jurídica (em fse de conclusão) e de uma vontade e dcisão política.

Assim, cae as forças políticas que desencadea­ ram esse processo, manter viva a mobilização da so­ ciedade e dos políicos, para que os princípios nortea­ dores da Refoma Sanitária Brasileira, mesmo no limi­ �e do texto da . Le,i . Orgânica da Saúde (LOS), ejm Implntados e vmbizados na práica.

Como podemos constatar, as políticas de saúde desenvolvidas no Brasil principlmente na década de 80, tiveram um caráter recionalizador. A situação econÔmico- inanceira do Pís aós 198 1 , a agudização da crise da Previdência Social, eforçaram a tendência reacionalizadora dessas olíicas, que se encontra na base das iniciátivas mais urgentes surgids na década, como a criação do CONASP (Conselho Nacional Adm. Saúde Prev.) e a estratégia das AIS (Ações In­ tegradas de Saúde), em 1985, sendo do que a úlima 'surge como foma de integrar recursos federais, esta­ duais e municipais, em contudo haver erda de auto­ nomia das instituições. A criação de instâncias delibe­ rativs Comissão Interinsitucional de Saúde (CIS),

Comissão Regionl Interinstitucional de Saúde (CRIS), e Comissão Municipais Interinstitucional de Saúde (CMIS) inicia o processo de descentralização do planejamento enqunto progrmação orçamentária. Enquanto isso, o movimento pela Reforma Sa­ nitária toma corpo a partir da VIII Conferência Na­ cionl de Saúde, passndo a expressar um pojeto político de mudança de conceção e das práticas de saúde no Pís, possível graças ao processo de demo­ craização da sociedade brsileira.

No bojo desse movimento é criado em 1987, um pogrma Reforma Administrativa Governamental, designado como SUDS (Sistema Uniicado e Descen­ tralizado de Saúde), na tentativa de aerfeiçoar as AIS e fortalecer princípios filos6jcos e organizacionais que fundmentam o Sistema Unico de Saúde (SUS) defmidos na VIII Conferência.

Estes princípios - universlidade, integralidade e eqüidde na assistência liados as estratégias de des­ centizção, hiearquização e prticipação opular, que tem como eixo priicipal a Municipaização das ações de saúde, não serão facilmente implementados, pois equer um processo de luta inter e intra-institu­ cional.

Como se oberva essa é uma proposta que se consiiu em um espaço ingular de luta-política. As­ sim, é que, s alinçs feitas ene os grupof, nis pro­ gressistas s enidades e dos trablhadores de saúde, da técno-buocrcia do setor, ds universidades, per­ miiram em muitos momentos avançar, somdos ao aoio de enidades e sscições da sociedade civil or­ gnizados. Por outo ldo, contou com a oposição de grupos mis conservadoes da sciedade, a exemplo dos empresáios da saúde, burocraas do Estado com rceios de perder o status e inteesses cororaivos de alguns grupos de servidores da a1 2•

A ABEn paricipou da mioria ds discussões em eventos e mobilizações relizads.

Assim a materição desss conceções e pro­ posas vem se dndo no que se convencionou chmar no Pís, Distito Sanitrio (DS), "unidade operacional e administraiva uma do sistema de saúde, deinida com critérios geogáicos, populacionais,

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gicos, administraivos e políticos, onde se lom recursos de naturea pública e privada, orgnizados através de um conjunto de mcasmos olíico-insi­ tucionis, com a paricipação da sociedade civl orga­ nizada para desenvolver ções integrais de saúde ca­ pzes de resolver a maior quantidade possível de po­ blemas de saúde". (8,1 1)

Como ,se observa, a implantação da proposta e a oercionlizção dessa estrutura bsica do sistema não é tarefa fácl, principlmente pelos interesses polí­ icos cororaivos, clientelistas, rrigados ao setor.

Contudo, vrios são os estados brsleiros onde a proosta está endo implementada com maioes ou menores avanços, que viam de acordo com o grau de compreensão e mobilizção dos protssionis de saúde e da sciedade orgda.

Hoe, o Brsil tem uma única instituição a nível federl resonsável pela saúde - Ministério da Saúde, porém, com a efona administrativa pooosta. poderá nviabr o Sistema Único de Sade já aprovdo e­ la Consituição.

Percebe-se, assim, um processo de rcuo nas pro­ postas da Refona Sanitária, principalmente no que tange a descentrção das ações de saóde e a parti­ cipação opular.

As enidades de enfenagem e em particular a ABEn, têm promovido um mplo debate sobre a ees­ truturação dos serviços de saúde e a posição da en­ fenagem nesta nova estrutura.

Cae crescentar que engajamento dos enfermei­ ros nesse processo tem possibiitado inclusive a con­ quista de novos espços de atução não s6 a nível de gerencimento de Distritos Snitos, Unidades de Saóde e até exercido cargos execuivos como Seceta­ ris Municipais de Saóde, como tamém a nível deto da assistênêia e esgate da áea de teinamento de pes­ soal.

ASPECTO TÉCNICO-OPERACIONAL

Compeendido como o mbito onde se procede de fato a reorgnizção das práticas, o processo tecnol6-gico do trablho na saóde e em paricular na enfena­ gem enconra-se, inda, baseado no modelo assisten­ cil hegemônico, que pivilegia a assistência indivi­ dul, biologizda, curaiva, centrada no ato médico e eminentemene hospitalar, prestado de fona desigul à opulção. Esse modelo, fce a divisão técnica e so­ cil do trablho que í e estabelce, tem impimido na práica ds enfermeiras a predominância de atividades gerenciis, relexo também da composição da piride ocupacionl, onde o enfeneiro repreenta 8,5% da força de trabalho da enfenagem, enqunto os técni­ cos e auxliares 27,7% e os atendentes 63,8%9.

A perspeciva de transfonção dessa práica, objeivando integrar as çes de caráter coletivo e in­ dividul de fona iguitária e universl dentro de um processo de democraizção dó etor aóde com pre­ sença do controle socil, está sendo um gande desa­ to.

As metodologias e instrumentos de trabalho já conhecidos, o nível de competência de cada agente, terão que sofrer trnsfonações e mudançs que pos­ sibilitem uma nova comosição tcnol6gica, que, de fato, atenda aos erts epidemiol6gicos da população, e ssim, de uma fona etcaz e efeiva, desenvolva

ações de impacto com um custo operacional ao menos ' conhecidos.(8)

Nesa do toma-e fundmental para a En­ fenagem Brsleira, a compeensão do seu Processo de Trablho e sua aiculação com o processo de tra­ blho coleivo da saóde. Além disso, os trablhadores de enfeagem devem comprometer-e enqunto ato­ res sociis na transfonação da reaidade, e não se trnsfonrem em simples recursos humanos, meros insumos necessrios à produção dos serviços de saóde. Como o Distrito Sanitário (DS) se constitui numa unidade oercionl comosta or uma rede ambula­ toril e hospitlar, a Enfenagem terá que entender seu processo de trablho basicamente, nesses dois i­ pos de unidades produtors de serviços7.

"As unidades mbulatoriais são centradas na ção coletiva, no sentido de prevenção de riscos, mesmo quando executa ações de recuerção de indivíduos. As unidades hospitalares, embora compreendendo a expessão do coleivo nos problemas individuis, cen­ tra s sus ções na expressão única de riscos subja­ centes em fonas agudas ou crÔnicas manifesadas em um indivíduo. Assim, a composição tecnol6gica com­ porta graus de mior e menor complexidde em mbos os tios de unidades produtoras, mas obedecem, em essência, a princípios organizaivos de natureza distin­ ta, conseqüentemente deteninando um erIl de prá­ tica priculr para cada uma dels7".

'

Como a Enfenagem Brasileira vem enfrentando os desatos da cometência técnica e políica a nível de assistência, gerência e do ensino?

Como a Enfenagem Brasileira desenvolverá um pocesso de trablho que dê conta dos novos perts ocupcionis que garanta uma composição tcnol6gica adequada, sem contudo desconhecer a realidade de sua pirmide ocupcionl?

- A Assisência de Enfermagem -contgurada na prestção direta de cuidados ao cliente tem sido em sua maioria excutada elo essol auxiliar. Apesar disso a nível mbulatorial, encontram-se enfeneirs prestando assistência na a Pé-Natal, Pueicultura, Denças CrÔnicas e Denças Transmissíveis, de uma fona bstante fragmentada. Desenvolveu-se atual­ mente um processo de Educação Continuada para os enfeneiros, com vistas a recuerar a práica assisten­ cil, naquela que possibilite uma assistência integral à saúde de Mulher, da Criança, do Adulto, do Trabalha­ dor e do Idoso, com competência cínica e epidemiol6-gica

O principal instrumento de enfenagem na pres­ tação da ssistência individual é a Consulta de Enfer­ magem. Para que ela se transfone num instrumento resoluivo, faz-se necessáio fundmentar a metodo­ logia utilizada, deinir a cientela e carcteizar a ter­ minalidade de sua ação.

A ssistência de enfenagem prestada ao nível coleivo, ou seja: trablho com grupos de isco esecí­ fico (cientes com doenças crÔnicas, transmissíveis); trabalho em escolas, creches e outros grupos da co­ munidde, não têm sido desenvolvido com o impacto ncessário para aumentar a cobertura das ações. O exercício deste instrumento de trabalho deve ser esti­ mulado, desde quando ele complemente os progra­ mas de Viglância Sanitária, Vilância Epidemiol6gi­ cas e os progrmas de Educação para a Saúde, que vi­ sm os asectos pevenivos e promocionis,

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menis na cçã. de uma c.nciência

i.

A nível h.spilr a sstência de enfeaem se t.na s c.mplexa ela nceidde de connuidde da ssisênca que, ence nda faenda el. prcelment. ds efs ssistêncis excuds e­ l.s diveros agentes da enfenage. C.nsit

i

u-e num ne dei. . pln. assisencil inividua­ d. e a mnuençã. de um processo de sueã. d. pessol aur de f.a a t.ná-l. dcaiv. e nã. c.ntold.r.

A ssstênca à aóde n. Bsl está end. .feta­ da de f.ma biolda, .u sejm, el. mdico e el. atendene. Penr em um n.v. model. assistencl siica mdiicr esta elaçã. e eediscur a como� siã. tecnol6ica d. ablh..

- As atividads administrativs -sã. as pe­ d.ntes n. rablh. das enfeneiras. Ests têm si­ d. deenv.lvids de f.ma empica, arteanl e aci­ iene. Há uma inc.mpeenã. or parte inclusive d� enfees (eriç. e da cdemia), de que s ai­ v1ddes geenciis dese trablh. nã. sã. ineentes à sua áea de atuçã. e, or isso, odeim ser exercidas por .utros possi.nais. Esta questã., n. n.sss. en­ tendment., em elçã. com .uto fat.r de inc.mpe­ enã. da Enfemagem - seu Objet. de Trabalh..

Pra dr c.na desss atividades nã. há instru­ ment. pópri.s de elaborçã. da , vist. que a geênca está eci.nda C.i .s psos de .rgani­ zçã. de rablh., e ssm c.m a questã. d. planeja­ ment. e da pogçã. n. que c.ncene a.s recurs.s . humn.s, mateis e nanceir.s de f.na a defmir uma c.mosiçã. tcn.l6gica adequda a. noss. m.­ del. de assistência. Assim a discussã. s.bre padrã. de quidade de assistência, deve estar fundentada em pmeos que deinm cursos human.s, mateiais e innceios suicientes. Requer or isso mesm., . aendiment. quant. a t.tlidade d. proces� de traba­ lh. na aóde e na enfenagem.

C.m a decentrçã. das ções de saúde, .s serviç.s deverã. passr a erem unidades pr.grmáti­ cs, c.m. tmbém unidades .rçmentárias. Assim, a administrçã. terá que resp.nder questões básicas, tais c.m.: c.metência d.s agentes, parmer. para clcul. de rcurs.s humn.s, levand. em c.nside­ rçã. a c.ncentrçã. e . endiment., avaliaço de de­ sempenh., educaçã. c.ninuada e métod.s de super­ visã..

Apear d. Plan. de Carreira e . Pln. de crg.s e Sli.s seem funções de .rdem mai.r é importante a luta ela sua implantaçã. c.m. f.ma de viblizar . trablh..

Em relçã. a. desenv.lvment. dessa atividade na páica, .berva-e tnt. a. nível mbulat.il e c.m mi.r pred.minncia o nível h.spitlr, prátics asraivas que pacelam . process. de trabalh. de enfenagem (cada agente fz uma aefa, uma pr­ te da ssistência), epa . trablh. intelctual d. ma­ nul (enfeeira pena, aur faz) esaelece uma relaçã. de den.minçã. e suordinaçã. (enfeneiro­ pesoal auxilir) atavés de uma gerência aut.riria e dicipinad.ra.

Rcr uma gerência de Rcurs.s H uan.s que: �ne . trablh. c.leiv. .nde t.d.s .s agentes parti­ �1em de f.na a nã. aliená-I.s, explicite .s c.nit.s meentes ns relções de tablh. .nde . oder e fz peente e exercite uma práica demcrática, é etapa

. n

a que c.

.nfonta c.m . io de .rgnaçes · eSenes ns CIedades capitlistas.

��

eçã. nã. ó a dmstrçã. de rcurs.s maeS, a enfemagem muit. pouc. tem c.ntibuid. n. d�nv.lent. de uma tcn.l.ga própia. A in­ f.ái� el. men.s na área de serviç.s póblic.s esá e Ind.. A peprçã. das enfeneirs nã. pevê ma pofundidde n.s sect.s administaiv.s pncipente c.m quela refeente a rcuros inan� ces.

A aividde straiva da enfeneira deverá gnr . oder de deciã. s.be seu pr6pri. prceso de tablh., n. plnejment., progrmaçã. e, ac.m­ pnhamnt. e avçã. e a participaçã. d. pessol aur em t.das ests etapas.

- A tiviades preag6gicas ou de esino -Ain­ da com. aividade na funçã. edag6ica desse traba­ lh., cae às enfeneirs . preparo e a f.nçã. do. pessoal de enfemaem.

Nas escolas e cursos que f.nm técnic.s e auxi­ liaes de enfermagem, e or que nã. dizer naqueles que f.ma a pópria enfeneira, a pática pedag6gica tem id., em sua mai.ria, execida de f.na aut.ritá­ ria, distne da realidade da práica d.s serviç.s de saóde e acíica, rnsf.nand. eses poissi.nis em agentes rood.s e lienad.s.

Repenar n.va práica pedag6gica, signiica im­ plementar um mét.d. pedag6gic. que inteaja . ensi­ n. c.m . erviço, esimule e exercite . espit. críic. re

exiv., c.nstruind. ssim . c.nhciment. n. pr6-pn. pcess. de trablh. de enfenagem (rel) visan­ d. à sua tansf.naçã..

Um d.s gandes desai.s vivid.s neste m.ment. pela Enfermagem n. Bsl, é . da Poissi.nzaçã. d.s atendentes de enfenagem, haja vista . quntitati­ v. pesente na rede de erviç.s de saúde (pública e privada), . que signiica deteri.rment. da qulidade de assistência, traend. séri.s risc.s a.s usuári.s.

Em todas esas aividades . enfeneio terá que exercitar . trablh. c.mpalhad. nã. s6 c.m . es­ S.al aur, ms principalmente c.m. usuári. da as­ sistência de enfenagem.

O pincípi. da picipaçã. p6pular nã. pode ser entendid., aenas n.s espaç.s d.s C.nselh. Naci.­ nis, Estadus e Minici.ais de Saóde, e C.nselh.s Diret.res das Unidades. E imortnte entender esa participaçã. desde . m.ment. da assistência indivi­ dul na c.nsulta, c.m. ónica f.na de diinuir a me­ dicalizaçã. da sociedade, amplir sua c.nsciência sa­ nitária e desenv.lver . aber s.bre a saúde e assim . p.der de dcisã. s.be sua vida.

Neste sct. a ABEn tem deenv.lvid. debates j.nadas, semini.s, enc.ntos rei.nis e nci.nis

divulgad. seus resulad.s em boletins e eisas.

A atual .ienaçã. da ABEn é de incentiv. e estmul. a. desenv.lviment. da dim ensão potca d. trablh. de enfermagem, nã. s6 ela picipaçã. dreta ns lus, mas estmuland. a .cupaçã. de cargos de dreçã. por enfeneirs nas Sceas Municipais e Esaduis de Saóde, Geência de Distit.s Snitá­ ri.s, Dret.ias de H.spitis e Unidades Ambulat.­ riis.

Estmula tmbém a picipaçã. n.s divers.s ní­ veis de decisã., s c.m.: C.nelh.s Estduis, Mu­ nicipis de Saúde, C.nselh. Dret.r e Técic. d� Uidades.

(5)

Em relção a dimeno tlcnca, quer eja ela s­ sistencil, administraiva ou peda6gica, a ABEn em deenvolvido inenso movimento no senido de epen­ sar a práica da enfemagem, compeendendo-a en­ qunto um trablho ado dento de uma sciedde concreta - a Brsilera. Os três ólimos Congesos Ncionis de Enfemagem (87, 88 e 89) iverm como temas centris: Enfemagem e Obeto de Trablho; Força de Trabalho na Enfemagem e Desaios da En­ femagem para os nos 90, sendo que o póximo a er realido em outubo, terá como tema "Enfermagem, construindo uma nova práica".

A enidade tem colcado como um dos eixos fun­ dmentais a compreensão do pocesso de trablho da enfemagem, objeivando a parir do eu conhecimen­ to proor mudnçs capes de viabzr uma as­ sistência de enfemagem sem riscos paa o usuário e para o trablhador de enfemagem. Com esse objetivo a ABEn tem pomovido o debate e elaborado dcu­ mentos, nos seguintes asctos:

- Sem inJro sobre Polftca de Profssoali­ zação dos atendentes de enfermagem -Documento elaborado'. Cração de Comissões ' Esduis de En­ idades de Enfemagem com a fmlidade de compa­ nhr e avaiar o prcesso.

- Formação do pessoal axilar de enferma­ gem de n(vel m ldo -Em fase de execução do poje­ to.

- Formação de enferm eiros -na a de

gra-. duação, após discusses estaduais e do num f6-rum ncionl, foi apovado o novo Currículo Mimo de enfermagem" Enqunto que na ra de pós gra­

duação (doutorado, mestrdo e esz) fom reazdos lguns seminios que dem uma PoHi­ ca de Fomação a nível de pós graduação para enfer­

magem no Brasil".

- Ofcina de trabalho sobre "Assitlnca de Enfermagem rumo a Reforma Sanirdra" -dcu­ mento inicial de discussão 1 .

- Oicina de trabalho sobe "A Enfemagem no Sistema Uniicado e Descentado de Saóde (SUDS), Pmetos para cálculo de essol de en­ femagem e' auditoria 5•

- Deinição de um PoHtica de Educação Coni­ nuada a os enfemeiros e essol auxlir (em fe de elaboraçã07).

- Dscussão sobre o Código de ttca -de forma

a trnsfoá-lo num nstrumento que gnta o dei­ to de cidadnia ao usuário da assistênia e aos que fa­ zem a enfemagem, ou eja, eus trablhadores.

Importnte obervr que estas aividades não têm

sido fruto ans de iciaiva da ABEn, s fruto e

outs eniddes de enfemagem existnes o Bl e

que por so bucm um rablho iculdo.

REFER ENC IAS B I BLIOG R ÁFICAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA D E ENFEMAGEM. Subsídios pa a coneituação a ssisêcia e nfer­ magem umo à efoma ni. Ba, 1987.

2 Proposa de desenvoento a

pós-gdação e pesqusa a dra de enfeagm. Bla, abil, 1989.

3 Pofca res aa o pao e

pros-soção as ateentes. Bsia, mço, 1989, Mmeogr.

4 Ua a poposa de crfcuo o

para foação o enfeero. Bslia, 2/0189, Mi­ mogr.

5 Enfeagm e o sta úco e e;

atoa e paeos e efeagm. Bslia, junho, 1989, Mieor.

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14 SANTOS, I. et lü. Fomço de psl de ível médio

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Referências

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