Universidade Federal de Juiz de Fora
Instituto de Ciências Biológicas
Departamento de Parasitologia, Microbiologia e Imunologia.
Disciplina: MICROBIOLOGIA GERAL E APLICADA A ENFERMAGEM
Bibliografia
• TRABULSI, L.R. Microbiologia, 5ª Ed., Atheneu, 2008.
• MURRAY, PATRICK R.; PFALLER, MICHAEL A.; ROSENTHAL, KEN S.
Microbiologia Médica. 5 ed. Ed. Elsevier, 2006.
• TORTORA, G.J.; FUNKE, B.R. & CASE, C.L. Microbiologia, 6ª
edição, Editora Artmed, Porto Alegre, 2003.
• SANTOS, ROMANOS & WIGG. Introdução à virologia humana,
Ed.Guanabara-Koogan, 2002.
• JAWETZ, E.; MELNICK, J.L. & ADELBERG, E. Microbiologia
Morfologia Bacteriana
Bactérias
Morfologia Bacteriana:
As células bacterianas são caracterizadas morfologicamente pelo seu tamanho, forma e arranjo.
Tamanho: 0,3 /0,8 m até 10/25 m. As espécies de interesse médico variam entre 0,5 a 1,0 m por 2 a 5 m.
BACTÉRIAS - células procariontes, constituindo os menores seres vivos e os mais simples estruturalmente, embora complexos e diversificados do ponto de vista bioquímico e metabólico - ADAPTAÇÃO
Forma da célula:
• cocos
• bacilos
• vibriões
• espirilos
• Espiroquetas
• Formas de transição
Arranjos
– agrupamentos de indivíduos após a divisão
– seguem um padrão uniforme
– auxiliam na identificação do gênero bacteriano
Morfologia dos Procariotos
• Diplococos: cocos agrupados aos pares. Ex.: Neisseria (meningococo)
• Tétrades: agrupamentos de quatro cocos • Sarcinas: agrupamento de oito cocos em forma cúbica. Ex.: Sarcina
• Estreptococos: cocos agrupados em cadeias.
Ex.: Streptococcus • Estafilococos: cocos em grupos irregulares, lembrando cachos de uvas. Ex.: Staphylococcus
Forma e arranjo:
- Cocos (formas esféricas): grupo homogêneo em relação a tamanho, sendo células
Bacilos ou bastonetes: cilíndricos, forma de bastão, podendo ser longos ou
delgados, pequenos e grossos, extremidade reta, afilada, convexa ou arredondada.
• Diplobacilos: bastonetes agrupados aos pares.
• Estreptobacilos: bastonetes agrupados em cadeias.
Formas helicoidais ou espiraladas: células de forma espiral.
• Espirilos: possuem corpo rígido e
se movem às custas de flagelos
externos, dando uma ou mais
voltas espirais em torno do próprio
eixo.
• Espiroquetas: são flexíveis e locomovem-se provavelmente às custas de contrações do citoplasma, podendo dar várias voltas completas em torno do próprio eixo. Ex.: Gênero Treponema
• Além desses três tipos morfológicos, existem algumas formas
de transição.
• Quando os bacilos são muito curtos, podem se assemelhar aos
cocos, sendo então chamados de
cocobacilos
(Ex: Brucella
melitensis).
• Quando as formas espiraladas são muito curtas, assumindo a
forma de vírgula, eles são chamados de
vibrião
(Ex: V.
cholerae).
Formas de transição
• Bacilos muito curtos: cocobacilos. Ex.: Prevotella • Espirilos muito curtos, assumindo formas de vírgula: vibriões. Ex.: Vibrio cholerae
CITOLOGIA DA CÉLULA
BACTERIANA
CITOLOGIA BACTERIANA
Características básicas dos procariontes:
Ausência de compartimentos dentro da célula - metabólitos dispersos no citoplasma; Ausência de núcleo verdadeiro - cromossomo bacteriano disperso no citoplasma
A observação interna das estruturas celulares dá-nos uma idéia de como a bactéria funciona no ambiente. A figura a seguir representa as diversas estruturas bacterianas:
CITOLOGIA BACTERIANA
Nogueira & Silva Filho (2010)
Fímbrias
Estruturas filamentosas mais curtas e delicadas que os flagelos, semelhantes a pêlos, que se originam da membrana plasmática, e são usados para fixação, e não para motilidade.
São constituídas por uma proteína denominada pilina.
Estão relacionadas com a aderência às superfícies mucosas (fímbrias comuns) => colonização.
Pili F => relacionado com a transferência de material genético durante a conjugação bacteriana (fímbrias ou pili sexual – codificadas pelo plasmídeo F).
Estruturas Externas dos Procariotos
Cápsula e Camada Limosa (Glicocálix)
* composição: glicoproteínas e/ou polissacarídeos * função:
- adesão
Estruturas Externas dos Procariotos
Flagelos
* apêndices longos (10-20 m) e finos (20 nm)
* helicoidais
* distribuídos em número variável * Composição de proteína: flagelina * Estrutura:
- corpo basal (motor) - gancho - filamento Função: locomoção Monotríquio (polar) Lofotríquio Anfitríquio (polar) Peritríquio
Parede Celular
Estrutura rígida que recobre a membrana citoplasmática e dá forma às células, além de proteção, mantendo a pressão osmótica intrabacteriana e prevenindo expansão e eventual rompimento da célula.
Composição: peptidioglicano (mucopeptídeo ou mureína) – estrutura rígida da parede:
N-acetilglicosamina (NAG) ácido N-acetilmurâmico (NAM) tetrapeptídeo (4 aminoácidos)
Gram negativas: 10 % de
peptideoglicano (1-2 camadas) 2-3 nm
Gram positivas: 90% da parede formados de peptideoglicano (até 20 camadas) 30-60 nm
Parede Celular
Devido as propriedades da parede celular, as bactérias podem ser divididas em dois grandes grupos: GRAM POSITIVAS e GRAM NEGATIVAS, de acordo com a sua resposta à coloração de GRAM.
PAREDE DAS GRAM POSITIVAS
Possuem maior quantidade de peptidioglicano, o que torna a parede dessas bactérias mais espessa e rígida.
Composta por peptidioglicano e ácidos teicóicos (cadeias de polifosfato com resíduos de ribitol e glicerol) ou ácidos lipoteicócicos.
Citoplasma
Peptideoglicano Ácidos teicóicos
Membrana citoplasmática
Os ácidos teicóicos/lipoteicóicos estão ligados ao peptidioglicano APENAS nas bactérias Gram positivas, nunca nas Gram negativas.
PAREDE DAS GRAM NEGATIVAS
Mais complexa - a quantidade de peptidioglicano é menor, e possui uma membrana externa envolvendo a fina camada de peptidioglicano, que se situa no espaço periplasmático.
MEMBRANA EXTERNA: Serve como barreira seletiva que controla a passagem de algumas substâncias.
Estrutura: bicamada assimétrica, contendo fosfolipídios, semelhante à MP.
• Internamente => camada de fosfolipídeos e lipoproteína, que está ancorada ao peptidioglicano.
• Externamente => camada impermeável de lipopolissacarídeo (LPS) – molécula anfipática.
A membrana externa das bactérias Gram negativas contém porinas, que formam canais por onde penetram diversas substâncias.
Membrana citoplasmática Membrana externa Citoplasma Lipopolissacarideo Espaço periplasmático e lipoproteínas Peptideoglicano Espaço periplasmático
•Maior rigidez à parede celular
•Seus componentes são tóxicos quando injetados em animais •Participa do processo de nutrição formando canais de passagem
3 segmentos ligados covalentemente: lipídio A, cerne do polissacarídeo e antígenos O.
A porção lipídica do LPS é também chamada de ENDOTOXINA.
O LPS pode ser tóxico, causando febre, diarréia, destruição de hemácias e um choque potencialmente fatal.
Membrana Citoplasmática
Aproximadamente 10 nm e separa a parede celular do citoplasma. É constituída de fosfolipídeos e proteínas.
Desempenha importante papel na permeabilidade seletiva da célula – funciona como barreira osmótica.
Difere da membrana citoplasmática dos eucariotos por:
- não apresentar esteróis em sua composição;
- ser sede de numerosas enzimas do metabolismo respiratório; - controlar a divisão bacteriana através do mesossomo.
Reserva de energia e de blocos estruturais: * poli- -hidroxibutirato, amido e outros
* polifosfatos (grânulos metacromáticos) * enxofre
* magnetita (Fe3O4) (bactérias magnéticas usam para orientação)
“Magnetobulus multicellularis” (UFRJ)
Inclusões Citoplasmáticas
Área citoplasmática
Ribossomos: ligados a uma molécula de mRNA, são chamados de poliribossomos. Presentes em grande número nas células bacterianas. São menores – ribossomos 70S
Tipo de rRNA em procariotos Número aproximado de nucleotídeos Localização da subunidade 16s 1542 30s 5s 120 50s 23s 2904 50s
Área nuclear
Nucleóide: cromossomo bacteriano, constituído por uma única molécula dupla fita circular de DNA não delimitado por membrana nuclear e sem a presença de histonas. Contém as informações necessárias à sobrevivência da célula e é capaz de replicação.
Plasmídeos: elementos extracromossomais, moléculas menores de DNA, também dupla fita, circulares, cujos genes não codificam características essenciais, mas podem conferir vantagens seletivas para as bactérias que os possuem (ex.: genes de resistência a antibióticos, metais tóxicos, produção de toxinas, etc). São capazes de auto-duplicação independente do cromossomo bacteriano, e podem existir várias cópias dentro da célula.
FISIOLOGIA BACTERIANA
Os microrganismos necessitam de um ambiente propício com todos os constituintes físicos e químicos necessários para seu crescimento. As substâncias ou elementos retirados do ambiente são utilizadas como blocos para a construção da célula.
Os nutrientes podem ser de vários tipos, dispostos em três categorias, de acordo com a sua concentração e importância na célula bacteriana:
macronutrientes, micronutrientes e fatores de crescimento.
MACRONUTRIENTES
Macronutrientes Funções
gramas Carbono (Compostos orgânicos, CO2)
Constituintes de carboidratos, lipídeos, proteínas e ácidos nucléicos
Oxigênio (O2, H2O, comp. orgânicos)
Nitrogênio (NH4, NO3, N2, comp. org.)
Hidrogênio (H2, H2O, comp. Orgânicos)
Fósforo (PO4)
Enxofre (SO4, HS, S, comp. enxofre)
mg
Potássio (K+) Atividade enzimática
Cálcio (Ca2+) Resistência ao calor do endosporo
Magnésio (Mg2+) Cofator de enzimas, complexos com ATP,
estabiliza ribossomos e membranas
Ferro (Fe2+/Fe3+) Constituição de citocromos, cofator de enzimas,
FATORES DE CRESCIMENTO
São compostos que alguns tipos celulares necessitam em quantidades muito pequenas.
Embora a maioria dos microrganismos seja capaz de sintetizá-los, alguns microrganismos necessitam que eles sejam adicionados ao meio de cultura.
Estes compostos entram na composição das células ou de precursores dos constituintes celulares.
Aminoácidos
Purinas e pirimidinas
Colesterol
Heme
Vitaminas
Vitaminas requeridas pelos
microrganismos e suas funções
FONTES DE CARBONO E ENERGIA PARA O
CRESCIMENTO BACTERIANO
As bactérias, de acordo com a fonte de carbono e de energia que utilizam, podem ser classificadas em diferentes tipos nutricionais:
CARBONO
ENERGIA
HETEROTRÓFICOS AUTOTRÓFICOS FOTOTRÓFICOS QUIMIOTRÓFICOS
Microrganismos que utilizam carbono orgânico Microrganismos que utilizam carbono inorgânico (CO2) Microrganismos que utilizam energia radiante (luz) Microrganismos que utilizam energia química (compostos químicos)
Principais tipos nutricionais dos
microrganismos
PROCESSO DE NUTRIÇÃO EM PROCARIOTOS
1) Nutrição em Gram positivos
=> Estas bactérias sintetizam uma série de exoenzimas, as quais são liberadas no meio, clivando os nutrientes, que são captados por proteínas transportadoras.
2) Nutrição em Gram negativos
=> Devido à presença de uma membrana externa de caráter hidrofóbico (LPS), as bactérias Gram negativas apresentam um grande número de porinas associadas à camada lipopolissacarídica, e que permitem a passagem de moléculas hidrofílicas, de baixa massa molecular.
=> No espaço periplasmático dessas células, são encontrados proteases, fosfatases, lipases, nucleases e enzimas de degradacão de carboidratos.
Os microrganismos exibem os mais diversos mecanismos nutricionais. A nutrição ocorre predominantemente pela absorção, através da oxidação de substâncias com alto valor
I
– Fermentação: processo no qual os compostos orgânicos são
parcialmente degradados
FORMAS DE OBTENÇÃO DE ENERGIA
Lática: ácido lático Alcoólica: etanol
Aceto-butírica: ácido butírico e acetona Acética: ácido acético (vinagre) Propiônica: ácido propiônico
=> Libera energia de açúcares (2 ATP) ou moléculas orgânicas;
=> Não requer oxigênio (mas pode ocorrer na presença deste);
=> Não requer o uso do ciclo de Krebs ou cadeia de transporte de elétrons;
=> Utiliza uma molécula orgânica como aceptor final de elétrons
II - Respiração
a)
RESPIRAÇÃO
AERÓBICA:
processo
onde
os
compostos
orgânicos
são
completamente
degradados, e o O
2é o aceptor
final dos elétrons.
b) RESPIRAÇÃO ANAERÓBICA: processo no qual os compostos
orgânicos são completamente degradados, e uma molécula diferente
do O
2é o aceptor final dos elétrons (SO
4, CO
3, NO
3, fumarato, etc)
A quantidade de ATP gerada na respiração anaeróbica varia de acordo
com o microrganismo e a via.
Devido a somente uma parte do ciclo de Krebs funcionar sob
condições anaeróbias, o rendimento de ATP nunca é tão alto
Os microrganismos em crescimento estão, na verdade, aumentando o seu número e se acumulando em colônias
COLÔNIAS => grupos de células => visualização sem utilização de microscópio.
Quando falamos em crescimento microbiano no referimos ao número e não ao
tamanho das células.
CONDIÇÕES NECESSÁRIAS PARA O CRESCIMENTO MICROBIANO Físico-químicos (ambientais) • Temperatura • pH • Pressão Osmótica • O2 Químicos • Água • Macronutreintes • Micronutrientes • Fatores de crescimento
REQUERIMENTOS FÍSICOS E AMBIENTAIS PARA O
CRESCIMENTO MICROBIANO
Temperatura
Cada tipo de bactéria apresenta uma temperatura ótima de crescimento. Acima do limite, ocorre desnaturação protéica e conseqüente morte celular. Temperaturas inferiores levam a uma desaceleração das atividades metabólicas.
pH
A maioria das bactérias cresce melhor dentro de variações pequenas de pH, sempre perto da neutralidade, entre pH 6,5 e 7,5.
Pressão Osmótica
A capacidade dos microrganismos se adaptar a pressões osmóticas chama-se OSMOADAPTAÇÃO.
Os microrganismos são frequentemente encontrados em ambientes onde a concentração do soluto é igual o seu citoplasma (meio isotônico).
• Halotolerantes: toleram altas concentrações de sais-10% NaCl • Halofílicos: requerem altos níveis de NaCl (Vibrio cholerae).
Presença de Oxigênio pode ser inócuo, indispensável ou letal para as bactérias, o que permite
Oxigênio
O oxigênio pode ser inócuo, indispensável ou letal para as bactérias, o que permite classificá-las em:
Incapacidade de eliminação ou capacidade limitada de eliminar
produtos do metabolismo do oxigênio molecular.
Redução do Oxigênio O2 + e- = O 2- (ânion superóxido) O2 + 2 e- = H 2O2 (peróxido de hidrogênio) O2 + 3 e-= H 2O + OH-(radical hidroxila) O2 + 4 e- = H
2O (água => redução total)
Espécies Reativas do Oxigênio (EROs)
Por que o oxigênio é letal para os
anaeróbios?
Estratégias de defesa dos microrganismos: mecanismos
antioxidantes
Reprodução bacteriana
As bactérias se multiplicam por divisão binária simples, um processo devido à formação de septos na região do mesossomo, que se dirigem da superfície para o interior da célula, dividindo a bactéria em duas células filhas.
A fissão é precedida pela duplicação do DNA, que se processa de modo semi-conservativo, e cada célula filha recebe uma cópia do cromossomo da célula-mãe.
O período da divisão celular depende do tempo de geração de cada bactéria
Tempo de geração: tempo necessário para um célula se dividir
em duas
Quando uma bactéria é semeada em um meio apropriado, nas condições apropriadas, o seu crescimento segue uma curva definida e característica:
A – Fase LAG: pouca divisão celular, os microrganismos estão se adaptando ao meio em que estão crescendo. As células aumentam de volume, mas não se dividem.
B – Fase exponencial (log): crescimento exponencial, divisões celulares sucessivas, grande atividade metabólica.
C – Fase estacionária: decréscimo na taxa de divisão celular, onde a velocidade de crescimento = velocidade de morte
D – Fase de declínio ou morte: condições impróprias para o crescimento, meio deficiente em nutrientes e rico em toxinas, onde as células mortas excedem o número de células vivas
CULTIVO DE MICRORGANISMOS
IN VITRO
Para cultivar microrganismos em sistemas artificiais, deve-se obedecer a requisitos básicos, como a utilização de um meio com aporte nutritivo adequado para o microrganismo, além de condições fisico-químicas adequadas para seu desenvolvimento.
O meio de cultura deve atender as exigências nutricionais específicas do gênero ou da espécie que se deseja cultivar.
Algumas bactérias crescem em qualquer meio de cultura, outras necessitam de meios especiais e há bactérias que não são capazes de crescer em nenhum meio de cultura já desenvolvido.
Meio de Cultura: mistura de compostos nutrientes necessários ao crescimento microbiano.
a) Quantidade de água necessária
b) Substâncias nutritivas em quantidades adequadas
Fonte de energia
Fonte de carbono, nitrogênio, enxofre e fósforo Fonte de sais e íons
Fatores de crescimento
c) Condições físico-químicas adequadas
Temperatura adequada (termófilos, mesófilos e psicrófilos) pH adequado (2 à 9)
Pressão osmótica adequada
Atmosfera de incubação (aeróbios, anaeróbios, microaerófilos)
Estado Físico
Quanto ao estado físico, os meios de cultura podem ser:
Líquidos
Sólidos (1,5% de Agar p/v)
Semi-sólidos (0,5 a 0,75% de Agar p/v)
Agar: polissacarídeo obtido a partir de algas, que
funciona como
agente solidificante.
Não tem função
nutritiva no meio de cultura (PF = 95°C)
MEIOS SINTÉTICOS OU QUIMICAMENTE DEFINIDOS:
meios
em que todos os constituintes são conhecidos. Utilizados para cultura
de cianobactérias e algas (fotolitoautotróficos). Neste caso a fonte
de carbono seria o CO
2.
MEIOS COMPLEXOS:
meios que contém ingredientes de composição
química desconhecida. Utilizados para cultura de microrganismos com
requerimentos nutricionais complexos ou desconhecidos. Podem conter
peptonas (hidrolisados de proteínas preparadas por digestão
proteolítica parcial de carne, caseína, soja ou gelatina), extrato de
carne e/ou extrato de levedura.
Composição
MEIO SIMPLES:
meio que permite o crescimento de espécies
pouco exigentes como as
Enterobacteriaceae
. Ex: caldo nutritivo
(peptona, NaCl, extrato de carne); água peptonada.
MEIOS RICOS:
meio basal enriquecido com ovo, soro ou sangue,
substâncias que permitem o crescimento de bactérias muito
exigentes em termos nutricionais e que se encontram em número
reduzido. Meios caracterizados por ausência de inibidores. Podem
ou não ser diferenciais. Exemplos: Agar sangue, Brain and Heart
Infusion (BHI)
Meios de enriquecimento
São meios líquidos, que favorecem o crescimento de determinadas espécies aumentando a sua quantidade relativamente a outras, facilitando o isolamento de um microrganismo de interesse. Ex.: caldo de selenito de sódio => permite enriquecimento de Salmonella sp e Shigella sp nas fezes.
Inoculado Não
Inoculado
caldo de selenito de sódio
Permitem apenas o crescimento das bactérias de interesse, pois
possuem substâncias inibidoras de outros grupos bacterianos.
Exemplos:
• Meio McConkey • Meio EMB
• Agar Manitol Salgado
Agar McConkey Agar EMB Agar Manitol
Meios que servem para o transporte e conservação de um
material biológico a partir do qual se propõe isolar um ou
mais microrganismos. O papel principal deste meio é
manter os microrganismos vivos. Ex: meio de Stuart para
bactérias frágeis como
Neisseria gonorrhoeae.
Meios de transporte
Meios adicionados de agentes redutores (tioglicolato de sódio,
cisteína) que se combina com o oxigênio eliminando-o do meio de
cultivo. Ex.: Ringer PRAS, para anaeróbios
Cultivo de bactérias aeróbias
Amostra biológica Plantio Primário Bico de Bunsen Incubação à temperatura 35- 37oC por 24H/ O2 Crescimento bacterianoCultivo de bactérias microaerófilas
(Métodos de produção de CO
2)
Amostra biológica Plantio Primário Bico de Bunsen Incubação à temperatura 35- 37oC por 24H Crescimento bacterianoMétodo físico
90% Nitrogênio, 10% CO2
Método químico Jarra Gas Pak®
Cultivo de anaeróbios
(Métodos de produção de ambiente anaeróbio)
Incubação na estufa bacteriológica