Primeiro, porque esse dinheiro é inteiramente deduzido da
base de cálculo do seu Imposto de Renda.
Segundo, porque com uma base de cálculo menor, você tem menos imposto a pagar.
E terceiro, porque o dinheiro
investido vai render um
grande futuro para você.
OVEITE 12% DO BENEFÍCIO FISCAL E GANHE DE TRÊS MANEIRAS DIFERENTES.
RELATÓRIO DO PLANO DE BENEFÍCIOS LUFTHANSA
ÍNDICE
5 MENSAGEM DA DIRETORIA AOS PARTICIPANTES 9 ADMINISTRAÇÃO DO ICATUFMP
11 PANORAMA ECONÔMICO DE 2016
RESULTADOS DA ENTIDADE EM 2016
21 ESTRUTURA DE GOVERNANÇA
23 DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS E FINANCEIRAS DA ENTIDADE
57 RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 61 PARECER DO CONSELHO FISCAL
63 ATA DA REUNIÃO DO CONSELHO DELIBERATIVO
RESULTADOS DO PLANO DE BENEFÍCIOS LUFTHANSA EM 2016
68 DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS E FINANCEIRAS DO PLANO
71 DESPESAS ADMINISTRATIVAS E COM INVESTIMENTOS DO PLANO
73 INFORMAÇÕES REFERENTES AO ESTATUTO SOCIAL DA ENTIDADE E DO REGULAMENTO DO PLANO 75 INFORMAÇÕES REFERENTES À POLÍTICA DE
INVESTIMENTOS
79 RELATÓRIO RESUMO DAS INFORMAÇÕES DO DEMONSTRATIVO DE INVESTIMENTOS
82 GLOSSÁRIO
85 ANEXO PARECER ATUARIAL
MENSAGEM DA DIRETORIA AOS PARTICIPANTES
MENSAGEM DA DIRETORIA AOS PARTICIPANTES
MENSAGEM DA DIRETORIA AOS PARTICIPANTES
Caro participante,
O Brasil está entre os países com maior nível de envelhecimento do mundo. Se continuarmos neste ritmo, em 2040, nossa população com mais de 50 anos será maior que a de idade compreendida entre zero e 30 anos, segundo estimativas do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea). O último censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) também aponta nesta direção: a expectativa de vida média da população brasileira saltou para 75,5 anos em 2015. Entre 1940 e 2015, o índice teve aumento de 30 anos.
Esse aumento da longevidade é algo extremamente positivo e mostra que estamos usufruindo dos avanços da ciência, da tecnologia e do desenvolvimento econômico.
Mas há também um lado menos romântico nesta história. O fato de vivermos mais significa que precisaremos de mais recursos financeiros para nos manter quando deixarmos de trabalhar ou reduzirmos o ritmo profissional. Depender da ajuda de filhos e demais parentes não é o melhor caminho, uma vez que se perde a autonomia. E se contarmos apenas com a Previdência Social corremos o risco de não conseguirmos arcar com despesas essenciais como alimentação, moradia e saúde. Isso sem falar que o panorama da previdência social hoje no Brasil é bastante alarmante.
É preciso lembrar que o Brasil enfrenta uma séria crise fiscal, que coloca em dúvida a capacidade do Estado de honrar seus compromissos futuros. E um dos principais motivos de preocupação é exatamente a Previdência Social. A louvável discussão da reforma previdência relembra diariamente a população que não é possível contar somente com os recursos da Previdência Social para sua aposentadoria.
Diante dessa perspectiva, a Previdência Complementar é uma das ferramentas mais importantes no planejamento financeiro das famílias.
Por isso, temos o compromisso de cuidar com excelência do seu plano de benefícios, administrando-o com responsabilidade e buscando as melhores práticas de mercado, sempre pensando no seu futuro.
Vale ressaltar que a Previdência Complementar também não está imune aos impactos do aumento da longevidade. Para compensar os anos a mais, é preciso reavaliar, de tempos em tempos, se a forma como estão investindo no presente garantirá a aposentadoria desejada no futuro. Em alguns casos, será necessário prolongar o período de acumulação, aumentar o valor das contribuições mensais ou assumir mais riscos na aplicação das reservas financeiras, a fim de alavancar os ganhos no longo prazo.
Por isso, lembramos que você deve sempre rever o seu planejamento para a aposentadoria e realizar as ações possíveis em seu plano, para atingir os resultados esperados.
O Relatório Anual é uma importante ferramenta de acompanhamento da administração e gestão do seu plano de benefícios e do Icatu Fundo Multipatrocinado. Nesta versão, você poderá conferir informações detalhadas sobre a situação patrimonial, política e resultado dos investimentos, despesas administrativas e a situação atuarial.
Os resultados positivos do IcatuFMP demonstram a gestão moderna da Entidade, com foco nos resultados e nos participantes, conforme as tabelas abaixo:
Merece destaque a reunião ocorrida em maio de 2016 com os representantes das Patrocinadoras na Assembleia de Patrocinadores para tomar conhecimento do Relatório Anual de atividades e das Demonstrações Contábeis do exercício 2015 aprovadas pelo Conselho Deliberativo.
28.091 93%
1.940 6%
332 1%
Participantes IcatuFMP
Participantes Ativos Participantes Assistidos Pensionistas 0
500 1.000 1.500 2.000 2.500
2011 2012 2013 2014 2015 2016
Variação Patrimonial
Ano Correspondente
EVOLUÇÃO DO PATRIMÔNIO (em R$ milhões
Outro fato relevante para a Entidade em 2016, foi que o IcatuFMP recebeu a fiscalização da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (“PREVIC”). Essa fiscalização focou nos Controles Internos de Governança, Atuária e Investimentos da Entidade e não houve apontamento de irregularidades passíveis de sanção administrativa, demonstrando assim a eficaz administração da entidade, alinhada com as melhores práticas de governança.
O Relatório Anual – versões completa e resumida - está disponível exclusivamente por meio eletrônico na área restrita do Participante no site www.icatuseguros.com.br, e nele você pode acompanhar de perto os resultados da entidade, do seu plano de aposentadoria e ainda algumas ações realizadas no ano pelo Icatu Fundo Multipatrocinado.
Assim, encerramos esta mensagem certos de que trilhamos um caminho sólido em 2016, pautado na competência e no profissionalismo, os quais norteiam as ações da Entidade com comprometimento em garantir o futuro de nossos participantes, assistidos e pensionistas.
Boa Leitura!
ADMINISTRAÇÃO DO ICATUFMP
ADMINISTRAÇÃO DO ICATUFMP (
ANO 2016)
DIRETORIA EXECUTIVA
Sergio Egidio
Diretor Superintendente e AETQ Luciano Snel Côrrea
Diretor Financeiro e Controladoria Márcio Santiago Câmara
Diretor Administrativo Alexandre Petrone Vilardi Diretor de Operações
CONSELHO DELIBERATIVO
Representantes Patrocinadores Fundadores
Luciana da Silva Bastos (Presidente) Márcio de Moraes Palmeira (Suplente) Greicilane Ruas Martins de Queiroz (Vice Presidente)
José Fiel Faria Loureiro (Suplente) Bernardo Dieckmann (Titular
Representantes Demais Patrocinadores Fabio Lopes Vilela Berbel (Titular)
Carina Veiga (Suplente)
Nilton Jose Borges dos Santos (Titular) Adriana Maria Vidal Giannotti (Suplente) Ana Cláudia Ramos de Oliveira (Titular) Paulo Roberto Diniz Lins (Suplente) Representantes Participantes Ativos Eliane Meneguit Trivizol (Titular) Miguel Carlos Guerreiro (Suplente) Darcio de Moraes Filho (Titular)
Antonio Carlos Serra Nicolella (Suplente) Representantes Participantes Assistidos Lizete Malucelli Ribeiro (Titular)
Mauricio Hiroshi Muramoto (Suplente)
CONSELHO FISCAL
Representantes Patrocinadores Fundadores
Luiz Eduardo Edelsberg (Titular) Gustavo Padula Drummond (Suplente) Representantes Demais Patrocinadores José Ricardo Uchôa Cavalcanti de Almeida (Titular)
Representantes Participantes Ativos Carlos Norberto Strelow (Titular) Edmilson Santana (Suplente)
Representantes Participantes Assistidos Altevir Waluszko (Titular)
Benedito Pedro da Cruz (Suplente)
PANORAMA ECONÔMICO DE 2016
PANORAMA ECONÔMICO DE 2016
Em 2016, o Brasil repetiu mais um ano de forte recessão, em claro contraste ao crescimento da economia mundial, em particular dos países avançados, da China e da Índia. O PIB do Brasil caiu 3,59% em relação a 2015, quando já tinha caído 3,77% em relação a 2014. Aliás, o desempenho de 2013 também deixou muito a desejar, pois o PIB só cresceu 0,5%. Nesses três anos, enquanto o PIB do Brasil recuou 6,79%, o PIB mundial acumulou crescimento de 10%. A maior economia mundial, os Estados Unidos, cresceu 6,74% e a União Europeia cresceu 6%. Para concluir as comparações importantes, gostaríamos de destacar que a China e a Índia (dois países que fazem parte dos “BRICS” como o Brasil), acumularam crescimento de 22,3% e de 24,1%, respectivamente, entre 2014 e 2016! Como a população brasileira cresce à taxa de 0,9% ao ano, aproximadamente, o efeito da maior recessão na história do Brasil sobre o PIB per capita foi devastador. O PIB por habitante caiu 9,1% nos últimos três anos.
5,2
6,5 5,96,66,2 6,3 7,0
1,0
-2,4 -2,2 -1,2
5,3 9,28,5
6,9 5,7 5,2
4,7 3,52,6
1,71,0 2,5 2,5 2,7
4,02,8 2,63,5
-0,4-0,6-0,3 -1,8
-3,0 -4,5
-5,8 -5,4 -3,6-2,9 -2,5 -6,50
-4,50 -2,50 -0,50 1,50 3,50 5,50 7,50 9,50
1T 2007 2T 2007 3T 2007 4T 2007 1T 2008 2T 2008 3T 2008 4T 2008 1T 2009 2T 2009 3T 2009 4T 2009 1T 2010 2T 2010 3T 2010 4T 2010 1T 2011 2T 2011 3T 2011 4T 2011 1T 2012 2T 2012 3T 2012 4T 2012 1T 2013 2T 2013 3T 2013 4T 2013 1T 2014 2T 2014 3T 2014 4T 2014 1T 2015 2T 2015 3T 2015 4T 2015 1T 2016 2T 2016 3T 2016 4T 2016
PIB - Trimestre sobre mesmo Trimestre Ano Anterior (%)
4Tri-10:
162,6 4Tri-16:
160,7
120 130 140 150 160 170 180
1T 2005 2T 2005 3T 2005 4T 2005 1T 2006 2T 2006 3T 2006 4T 2006 1T 2007 2T 2007 3T 2007 4T 2007 1T 2008 2T 2008 3T 2008 4T 2008 1T 2009 2T 2009 3T 2009 4T 2009 1T 2010 2T 2010 3T 2010 4T 2010 1T 2011 2T 2011 3T 2011 4T 2011 1T 2012 2T 2012 3T 2012 4T 2012 1T 2013 2T 2013 3T 2013 4T 2013 1T 2014 2T 2014 3T 2014 4T 2014 1T 2015 2T 2015 3T 2015 4T 2015 1T 2016 2T 2016 3T 2016 4T 2016 PIB Trimestral com Ajuste Sazonal
O PIB de 2016 alcançou R$ 6,3 trilhões. O PIB per capita acumula queda de 9,1% entre 2014 e 2016.
Conforme mostra o gráfico acima do PIB trimestral com ajuste sazonal, a população brasileira está ficando cada vez mais pobre em decorrência de vários anos de políticas econômicas inconsistentes. Após onze meses consecutivos de queda do PIB trimestral com ajuste sazonal, o número índice correspondente ao PIB do quarto trimestre de 2016 é menor do que a estatística correspondente ao quarto trimestre de 2010! Isto se traduz da seguinte maneira: na média, o volume de produção total da agropecuária, da indústria e dos serviços da economia brasileira no último trimestre do ano passado foi menor do que se produzia seis anos atrás!
Dentro de esses setores, o mais atingido de longe foi a indústria, cujo nível de produção despencou e foi dos setores que mais desempregou pessoas.
Com esse desempenho tão negativo da atividade econômica a taxa de desemprego aumentou de forma significativa. Com efeito, de acordo aos dados do IBGE, a taxa de desemprego a nível nacional aumentou de 6,5% no trimestre móvel outubro-novembro-dezembro de 2014 para 12% no mesmo trimestre móvel de 2016. A última vez que houve um dado positivo em doze meses de abertura de postos de trabalho com carteira assinada foi nos doze meses terminados em janeiro de 2015. Mesmo assim, o dado foi pífio. Entre fevereiro de 2014 e janeiro de 2015 abriram-se somente 41.345 vagas de trabalho. Daí em diante começaram a se fechar postos de trabalho de forma acelerada, atingindo-se um pico de quase 2.000.000 milhões de vagas fechadas nos doze meses até março de 2016.
Além do fraquíssimo nível de atividade, que levou a um forte aumento do desemprego, uma elevada taxa de inflação corroía o poder de compra da renda disponível dos consumidores.
Não é de se estranhar, portanto, que o consumo das famílias também tenha apresentado vários trimestres seguidos de queda a partir do início de 2015. Apesar de ter esses números do IBGE presentes, a equipe econômica da ex-Presidente Dilma Rousseff insistia que o Brasil sairia da recessão através do estímulo de crédito para que as famílias voltassem a consumir.
4,9 5,8
5,3 5,1 6,4 6,2
5,8 7,17,2
7,0 8,4
3,5 2,3
4,04,5 7,07,5
5,45,3 6,86,4 6,6
4,0 2,53,0
2,2 3,9
4,8 3,84,1
3,5 2,6
3,7 1,71,1
2,6
-1,2 -2,9
-4,7 -6,7-5,8
-4,8 -3,4-2,9
-8,00 -6,00 -4,00 -2,00 0,00 2,00 4,00 6,00 8,00 10,00
1T 2006 2T 2006 3T 2006 4T 2006 1T 2007 2T 2007 3T 2007 4T 2007 1T 2008 2T 2008 3T 2008 4T 2008 1T 2009 2T 2009 3T 2009 4T 2009 1T 2010 2T 2010 3T 2010 4T 2010 1T 2011 2T 2011 3T 2011 4T 2011 1T 2012 2T 2012 3T 2012 4T 2012 1T 2013 2T 2013 3T 2013 4T 2013 1T 2014 2T 2014 3T 2014 4T 2014 1T 2015 2T 2015 3T 2015 4T 2015 1T 2016 2T 2016 3T 2016 4T 2016
Consumo das Famílias - Anual %
O foco correto teria sido criar o ambiente de confiança, inflação em queda, rentabilidade, segurança jurídica e regulatória para que o setor privado desengavetasse projetos de investimento que abririam novos postos de trabalho. Mas, isto não foi feito e o investimento público e privado caiu a taxas nunca antes vistas por onze trimestres consecutivos. Isto começou a mudar na direção correta assim que assumiu a equipe econômica atual, tanto no Ministério da Fazenda quanto no Banco Central, pouco antes de meados do ano. De todo modo, o ano de 2016 continuou sofrendo as consequências dos enormes equívocos da política econômica anterior. E, nem o consumo nem os investimentos ainda mostraram sinais positivos.
A produção industrial que, conforme apontamos acima, foi a que mais sofreu na política econômica anterior, tem se estabilizado e começado a mostrar tênues sinais de recuperação.
Algo que precisamos chamar a atenção é que o Banco Central presidido por Alexandre Tombini não combateu a inflação descontrolada com o instrumento tradicional de taxa de juros.
Ao invés disso, fizeram uso de fortes intervenções no mercado cambial, através de derivativos, para manter o Real artificialmente baixo e desta forma tentar (em vão) controlar a inflação. É claro que provocaram uma significativa perda de competitividade para o setor industrial.
29,0 22,9
15,3
7,8 8,2 8,1 5,8 5,5
3,1 1,1 -1,5
0,62,9 8,5 7,3
4,5 4,3
-6,3 -7,5-6,7 -9,8
-12,5 -14,8
-18,7-17,3 -8,6 -8,4
-5,4
-25,00 -20,00 -15,00 -10,00 -5,00 0,00 5,00 10,00 15,00 20,00 25,00 30,00 35,00
1T 2010 2T 2010 3T 2010 4T 2010 1T 2011 2T 2011 3T 2011 4T 2011 1T 2012 2T 2012 3T 2012 4T 2012 1T 2013 2T 2013 3T 2013 4T 2013 1T 2014 2T 2014 3T 2014 4T 2014 1T 2015 2T 2015 3T 2015 4T 2015 1T 2016 2T 2016 3T 2016 4T 2016
Investimento - Anual
26-Jul-11: 1,53 22-Set-11:
1,90
25-Nov-11:
1,89
23-Fev-12:
1,70 28-Jun-12:
2,09 30-Nov-12:
2,11
22/8/13:
2,45
8/3/13:
1,95
29/8/14:
2,24 29/1/14:
2,44
24/9/15:
4,19
15/12/16:
3,38 21/1/16:
4,16
25/10/16:
3,12
1,40 1,55 1,70 1,85 2,00 2,15 2,30 2,45 2,60 2,75 2,90 3,05 3,20 3,35 3,50 3,65 3,80 3,95 4,10 4,25 4,40
01/03/2011 16/03/2011 27/05/2011 08/08/2011 19/10/2011 30/12/2011 13/03/2012 24/05/2012 03/08/2012 16/10/2012 28/12/2012 12/03/2013 23/05/2013 02/08/2013 11/10/2013 23/12/2013 07/03/2014 21/05/2014 31/07/2014 09/10/2014 18/12/2014 04/03/2015 18/05/2015 28/07/2015 07/10/2015 18/12/2015 03/03/2016 16/05/2016 26/07/2016 05/10/2016 19/12/2016
Taxa de câmbio 2011-2016: R$/US$
30/12/2016:
3,26
Se bem taxas de câmbio acima de R$4 por Dólar claramente não eram taxas de câmbio de equilíbrio, taxas abaixo ou pouco acima de R$2 também não. E com essa política a indústria sofreu gravíssimas consequências. O agronegócio também, mas nessa área o Brasil é tão produtivo e competitivo, e com os preços altos das commodities agrícolas, o setor avançou.
O gráfico acima da produção industrial com ajuste sazonal mostra claramente que o pior ficou para atrás. Depois que o volume de produção industrial mostrou uma trajetória consistente de queda entre junho de 2013 e fevereiro de 2016 (-21,1%), se estabilizou, com alguma tendência de alta. Ainda está em patamares baixíssimos, mas tudo indica que estaremos assistindo a uma retomada em 2017. Com efeito, o nível de confiança do empresário industrial se recuperou fortemente dos historicamente baixos dados que a Confederação Nacional da Indústria registrou entre 2014 e a troca de comando da equipe econômica em maio de 2016. O gráfico é particularmente revelador.
Jul-08:
105,1
Dez-08: 82,8 Jan-09:
84,9
Mai-11:
105,1 Dez-10:
102,8
Jun-13:
105,7
Dez-16:
85,6
80 85 90 95 100 105 110
Produção Industrial - Com Ajuste Sazonal (Nova Série)
Média Jan/05 a Set/08: 94,1
,
-21%
Dez-10 a Dez-16: -16,7%
O volume de produção de dezembro de 2016 se retraiu quase aos níveis de produção observados em janeiro de 2009!
Dez-10 a Dez-14: -6,6%
55,8 65,1
55,954,8 57,1
62,2
57,4 56,5 59,958,5
55,0 64,8
57,856,9 54,7
48,2
38,0
36,537,137,4 36,8
41,3 45,747,3
51,5 53,752,3
51,7 48,0
50,1
30,0 35,0 40,0 45,0 50,0 55,0 60,0 65,0 70,0
1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 jan/16 fev/16 mar/16 abr/16 mai/16 jun/16 jul/16 ago/16 set/16 out/16 nov/16 dez/16 jan/17
Confiança do Empresário Industrial
Média histórica: 54,1 Após 28 meses o índice ficou acima da linha divi- sória dos 50 pontos em agosto.
Com a nova equipe econômica houve uma mudança de 180 graus na condução da política econômica. Mesmo assim, levará muito tempo para recuperar o que foi perdido, já que as contas públicas ficaram em frangalhos. Pela primeira vez na série histórica houve déficit primário nas contas públicas (a soma de todas as receitas descontadas as despesas correntes e de investimento, exceto pagamento de juros do estoque de dívida) em 2014. Esse déficit cresceu como bola de neve nos dois anos seguintes. E por mais que o governo atual se esforce, o brutal aumento que houve em despesas obrigatórias só poderá enfrentado com reformas estruturais e, infelizmente, talvez um novo aumento de impostos. Não é à toa que durante o Governo da Presidente Dilma o Brasil perdeu o tão festejado grau de investimento pelas três principais agências de rating internacional. Nota que fora conquistada com árduo trabalho de austeridade na política fiscal, manutenção da dívida pública sob controle, contas externas solventes e inflação sob controle. A realidade hoje é muito diferente.
O que sim conseguiu ser levado adiante rapidamente foi o esforço de reduzir drasticamente a inflação e colocá-la em inequívoca trajetória em direção à meta central de 4,5%, meta esta que o Banco Central não cumpria desde 2010! A excelente equipe nova no Banco Central, com a ampla credibilidade do Presidente Ilan Golfajn e seus diretores, foi responsável por trazer o IPCA dos 10,67% em que tinha fechado no ano de 2015 para 6,29% em 2016.
2,71 3,14 3,20
3,73
3,17 3,343,29
3,22 2,99 2,522,31
Dez-12:
2,39 2,16
1,89 Jun-13:
1,99
Out-13:
1,42 Dez-13:
1,88 Abr-14:
1,87
Dez-14:
0,63
Set-16:-3,08 Dez-16:
-2,47
-4,0 -3,0 -2,0 -1,0 0,0 1,0 2,0 3,0
4,0 Resultado Primário do Setor Público (% do PIB) - 12 Meses
Jan-Dez 2012: R$ 105 bn (2,39% PIB) Jan-Dez 2013: R$ 91,3 bn (1,88% PIB) Jan-Dez 2014: -R$ 32,5 bn (-0,63% PIB) Jan-Dez 2015: -R$111,2 bn (-1,88% PIB) Jan-Dez 2016: -R$155,8 bn (-2,47% PIB)
Uma queda muito significativa da inflação em curto espaço de tempo, inclusive para um nível abaixo do limite superior do intervalo de metas de 6,5%. Gostaríamos de destacar que no início de dezembro de 2016, a mediana das expectativas de mercado para o IPCA fechado do ano, divulgada semanalmente pelo Banco Central, ainda estava acima de 6,5%. Essa queda substancial da inflação não somente estimulou o aumento da confiança dos empresários, mas também concorreu para aumentar a confiança dos consumidores, como mostra o gráfico da Fundação Getúlio Vargas embaixo. Esta sofreu uma pequena queda no fim do ano, mas já com recuperação em janeiro.
Mar-07:
2,96%
Out-08:
6,41%
Out-09:
4,17%
Abr-11:
6,51%
Set-11: 7,31% Jun-13:
6,70%
Dez-13:
5,91%
Dez-14:
6,41% Dez-16:
6,29%
Dez-15:
10,67%
2,00%
3,00%
4,00%
5,00%
6,00%
7,00%
8,00%
9,00%
10,00%
11,00%
Índice Difusão: IPCA 12 Meses - % 4Tri-15: 73,3%1Tri-16: 74,7%
2Tri-16: 61,7%
3Tri-16: 59,9%
Out-16: 58,98%
Nov-16: 57,10%
2016:
Preços administrados 12 M: 6,99%
Preços livres 12 M: 8,17%
60,0 70,0 80,0 90,0 100,0 110,0 120,0
jan/11 mai/11 set/11 jan/12 mai/12 set/12 jan/13 mai/13 set/13 jan/14 mai/14 set/14 jan/15 mai/15 set/15 jan/16 mai/16 set/16 jan/17
Índice de Confiança do Consumidor - FGV
O que permaneceu uma boa notícia na área econômica em 2016 foi que as contas externas continuaram mostrando déficit baixo após que o câmbio foi deixado flutuar livremente, com intervenções unicamente para evitar forte volatilidade. O déficit em conta corrente do balanço de pagamentos, que o país precisou financiar com divisas, caiu drasticamente. Em 2014, Brasil tinha registrado um déficit no balanço de pagamentos de US$ 104,18 bilhões. Em 2016 foi de apenas US$ 23,51 bilhões (1,30% do PIB).
O mercado financeiro refletiu a melhora da confiança e tanto o risco Brasil caiu quanto a Bolsa subiu. No começo de janeiro de 2016, o risco País estava acima dos 500 pontos e em dezembro fechou pouco acima dos 300 pontos. Já o índice Bovespa registrou valorização de 38,9%, depois de três anos seguidos de perdas.
20-May-08:
73.517
27-Oct-08: 29.435 6/1/10:
70.729 8/4/10:
71.785 8/11/10:
72.657 6/4/11:
69.037
23/5/11:
62.345
8/8/11:
48.668 13/3/12:
68.394
7/8/12:
57.726 3/1/13:
63.312
7/8/13:
47.447 31/10/13:
54.256
2/9/14:
61.896 5/5/15:
58.052
29/12/16:
60.227 27/4/16:
54.478 31/10/16:
64.925
26.000 32.000 38.000 44.000 50.000 56.000 62.000 68.000 74.000
2-Jan-08 2-Mar-08 2-May-08 02-Jul-08 2-Sep-08 2-Nov-08 2-Jan-09 2-Mar-09 2-May-09 02-Jul-09 2-Sep-09 2-Nov-09 2-Jan-10 2-Mar-10 2-May-10 02-Jul-10 2-Sep-10 2-Nov-10 2-Jan-11 2-Mar-11 2-May-11 02-Jul-11 2-Sep-11 2-Nov-11 2-Jan-12 2-Mar-12 2-May-12 02-Jul-12 2-Sep-12 2-Nov-12 2-Jan-13 2-Mar-13 2-May-13 02-Jul-13 2-Sep-13 2-Nov-13 2-Jan-14 2-Mar-14 2-May-14 02-Jul-14 2-Sep-14 2-Nov-14 2-Jan-15 2-Mar-15 2-May-15 02-Jul-15 2-Sep-15 2-Nov-15 2-Jan-16 2-Mar-16 2-May-16 02-Jul-16 2-Sep-16 2-Nov-16
Indice Bovespa
Em 2009: +83%
Em 2010: +1,04%
Em 2011: -18,1%
Em 2012 até 13/3: 20,5%
Em 2012: 7,4%
Em 2012 até 5/6: -7,5%16
Em 2013: -15,5%
Em 2014: -2,9%
Em 2015: -13,3%
Em 2016: +38,9%
Jan-99:
4,09
Ago-99:
4,82
Dez-16:
1,30 Fev-15:
4,38
-2,00 -1,00 0,00 1,00 2,00 3,00 4,00 5,00
jan/97 nov/97 set/98 jul/99 mai/00 mar/01 jan/02 nov/02 set/03 jul/04 mai/05 mar/06 jan/07 nov/07 set/08 jul/09 mai/10 mar/11 jan/12 nov/12 set/13 jul/14 mai/15 mar/16
Déficit em Conta Corrente como % do PIB
Valores negativos indicam superávit
Déficit 12 M Dez 2016: US$ 23,51 bn Déficit 12 M Dez 2015: US$ 58,88 bn Déficit 12 M Dez 2014: US$ 104,18 bn
Por fim, o ano de 2016 marcou a retomada de uma política econômica coerente, que ainda tem muito caminho a percorrer para colocar o Brasil novamente na trilha de um crescimento sustentado a taxas elevadas. Mas, reformas essenciais para isto já estão sendo discutidas. E, a importantíssima emenda constitucional que determinou um teto de gastos públicos para a União nos próximos vinte anos já foi aprovada. A despesa primária total do Tesouro Nacional subiu de cerca de 14,5% do PIB no ano 2000 para cerca de 20% do PIB em 2016. Isto significa que houve um brutal aumento real (acima da inflação) pelo lado da despesa. Sendo assim, o que a PEC do teto de gastos determinou é que nos próximos vinte anos o total de gastos da União não poderá subir mais do que a correção pela inflação passada. A estratégia de se esforçar para aprovar esta emenda antes de qualquer outra foi muito interessante, porque agora será necessário aprovar outras emendas que estabeleçam um controle sobre alguns gastos que tendem a crescer bem acima da inflação. O exemplo mais relevante é a reforma da Previdência pois os gastos previdenciários crescem bem acima da inflação e o déficit do sistema previdenciário cresce feito bola de neve. Se não forem adiante essas novas reformas, a despesa total (dado o teto) tenderá a ser cada vez mais ocupada com gastos previdenciários e servidores públicos. Tendo em vista o que já foi conseguido, os bons resultados da queda da inflação, o aumento da confiança de consumidores, empresários e investidores estrangeiros e o que está em discussão em termos de novas reformas, podemos dizer que 2017 é um ano que finalmente começou com luz no fim do túnel.
(Panorama Econômico realizado por Victoria Werneck – Economista Chefe do Grupo Icatu Seguros)
RESULTADOS DA ENTIDADE EM 2016
ESTRUTURA DE GOVERNANÇA
ESTRUTURA DE GOVERNANÇA
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS E FINANCEIRAS
DA ENTIDADE
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS E FINANCEIRAS DA ENTIDADE
BALANÇO PATRIMONIAL CONSOLIDADO
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.
R$ MIL
ATIVO 12/2016 12/2015
Disponível 6.911 5.854
Realizável 2.102.126 1.909.661
Gestão Previdencial 11.766 10.148
Gestão Administrativa 7.128 5.240
Investimentos 2.083.232 1.894.273
Fundos de Investimento 2.062.041 1.872.167
Empréstimos e Financiamentos 7.365 8.280
Depósitos Judiciais / Recursais 13.826 13.826
Total do ativo 2.109.037 1.915.515
PASSIVO 12/2016 12/2015
EXIGÍVEL OPERACIONAL 16.028 12.392
Gestão Previdencial 9.290 8.048
Gestão Administrativa 2.422 2.113
Investimentos 4.316 2.231
EXIGÍVEL CONTINGENCIAL 19.001 18.508
Gestão Previdencial 827 699
Gestão Administrativa 2.670 2.305
Investimentos 15.504 15.504
PATRIMÔNIO SOCIAL 2.074.008 1.884.615
Patrimônio de Cobertura do Plano 1.989.887 1.815.854
Provisões Matemáticas 1.941.134 1.779.848
Benefícios Concedidos 833.583 767.237
Benefícios a Conceder 1.123.930 1.029.783
(-) Provisões Matemáticas a Constituir -16.379 -17.172
Equilíbrio Técnico 48.753 36.006
Resultados Realizados 48.753 36.006
Superávit Técnico Acumulado 48.753 36.006
Fundos 84.121 68.761
Fundos Previdenciais 77.235 62.498
Fundos Administrativos 6.886 6.263
Total do passivo 2.109.037 1.915.515
BALANÇO PATRIMONIAL CONSOLIDADO
DEMONSTRAÇÃO DA MUTAÇÃO DO PATRIMÔNIO SOCIAL
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis
R$ MIL
DESCRIÇÃO 2016 2015 Variação (%)
A) Patrim ônio Social - início do exercício 1.884.615 1.357.883 39%
1. Adições 381.990 260.487 47%
(+) Contribuições Previdenciais 77.785 77.606 0%
(+) Resultado Positivo Líquido dos Investimentos - Gestão Previdencial 291.960 172.007 70%
(+) Receitas Administrativas 11.377 10.301 10%
(+) Resultado Positivo Líquido dos Investimentos - Gestão Administrativa 868 573 51%
2. Destinações -192.597 -138.052 40%
(-) Benefícios -180.741 -127.970 41%
(-) Constituição Líquida de Contigências - Gestão Previdencial -233 -11 2018%
(-) Despesas Administrativas -11.082 -9.148 21%
(-) Constituição Líquida de Contigências - Gestão Administrativa -541 -923 -41%
3. Acréscim o/Decréscim o no Patrim ônio Social (1+2) 189.393 122.435 55%
(+/-) Provisões Matemáticas 161.287 114.881 40%
(+/-) Superávit (Déficit) Técnico do Exercício 12.746 2.449 420%
(+/-) Fundos Previdenciais 14.737 4.302 243%
(+/-) Fundos Administrativos 623 803 -22%
4. Operações Transitórias 0 404.297 -100%
(+/-) Operações Transitórias 0 404.297 -100%
B) Patrim ônio Social - final do exercício (A+3+4) 2.074.008 1.884.615 10%
DEMONSTRAÇÃO DA MUTAÇÃO DO PATRIMÔNIO SOCIAL CONSOLIDADO
DEMONSTRAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO ADMINISTRATIVA
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis
DEMONSTRAÇÃO DO PLANO DE GESTÃO ADMINISTRATIVA - PGA CONSOLIDADO R$ MIL
DESCRIÇÃO 12/2016 12/2015 Variação (%)
A) Fundo Adm inistrativo do Exercício Anterior 6.263 5.460 15%
1. Custeio da Gestão Adm inistrativa 12.045 9.419 28%
1.1. Receitas 12.045 9.419 28%
Custeio Administrativo da Gestão Previdencial 6.983 4.751 47%
Custeio Administrativo dos Investimentos 4.035 3.829 5%
Taxa de Administração de Empréstimos e Financiamentos 61 54 13%
Resultado Positivo Líquido dos Investimentos 868 573 51%
Outras Receitas 98 212 -54%
2. Despesas Adm inistrativas -10.881 -9.147 19%
2.1. Adm inistração Previdencial -4.791 -3.807 26%
Serviços de terceiros -3.981 -3.573 11%
Despesas gerais -807 0 100%
Tributos 0 -176 -100%
Outras Despesas -3 -58 -95%
2.2. Adm inistração de Investim entos -6.065 -5.202 17%
Treinamento/congressos e seminários -48 -88 -45%
Serviços de terceiros -5.132 -4.613 11%
Despesas gerais -328 -135 143%
Tributos -154 -301 -49%
Outras Despesas -403 -65 520%
2.4. Outras Despesas -25 -138 -82%
3. Constituição/Reversão de Contingências Adm inistrativas -541 -923 -41%
6. Sobra/Insuficiência da Gestão Adm inistrativa (1-2-3-4-5) 623 -651 -196%
7. Constituição/Reversão do Fundo Adm inistrativo (6) 623 -651 -196%
8. Operações Transitórias 0 1.454 -100%
B) Fundo Adm inistrativo do Exercício Atual (A+7+8) 6.886 6.263 10%
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2016 E 2015 (EM MILHARES DE REAIS) 1. CONTEXTO OPERACIONAL
O Icatu Fundo Multipatrocinado (“IcatuFMP”), é uma entidade fechada de previdência complementar, multipatrocinado, sem fins lucrativos, constituída em 1996 em conformidade com a Lei Complementar nº 109, de 29 de maio de 2001, sob a forma de Sociedade Civil, sendo seu funcionamento autorizado pelo Ministério da Previdência e Assistência Social através da Portaria MPAS nº 3.079, de 12 de março de 1996.
Na forma de suas disposições estatutárias e regulamentares, a Entidade tem como finalidade principal, suplementar os benefícios previdenciários a que têm direito os participantes e seus dependentes, nos termos dos regulamentos dos planos de benefícios.
Os benefícios abrangidos pelos planos de benefícios são os seguintes:
• Aposentadoria normal, antecipada, por idade, por invalidez, postergada e proporcional diferida;
• Pensão por morte e auxílio doença;
• Benefício mínimo nos casos de invalidez e morte;
• Institutos: Autopatrocínio, Benefício Proporcional Diferido (BPD), Portabilidade e Resgate.