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O Novo Regime das Práticas Individuais Restritivas do
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Comércio
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Partilhamos a Experiência.
Inovamos nas Soluções. 20 de Março de 2014
Índice
Índice
I. Introdução I. Introdução
II. Práticas Discriminatórias
III. Transparência nas Políticas de Preços e de Condições de Venda
IV. Venda com Prejuízo
V. Recusa de Venda e Tying
VI. Práticas Negociais Abusivas e Auto- regulação
regulação
VII. Mecanismos de Enforcement do Novo Regime
VIII. Implicações imediatas para as Empresas IX. Casos Práticos
I. INTRODUÇÃO
I. INTRODUÇÃO
INTRODUÇÃO
• Aprova o regime jurídico aplicável às práticas DL n.º 166/2013, de 27 de Dezembro
• Aprova o regime jurídico aplicável às práticas individuais restritivas do comércio
• Entra em vigor no dia 25 de Fevereiro de 2014
• Revoga o DL .º 370/93, de 29 de Outubro, alterado pelos DL n.ºs 140/98, de 16 de Maio e 10/2003, de 18 de Janeiro
10/2003, de 18 de Janeiro
• Pretende ultrapassar as dificuldades e limitações identificadas no anterior regime no sentido de clarificar a sua aplicação e dissuadir o seu incumprimento (?!)
INTRODUÇÃO
• Fomentar uma maior transparência nas relações 1. Objectivos do Novo Regime
• Fomentar uma maior transparência nas relações comerciais
• Promover o equilíbrio das posições negociais entre os agentes económicos Proteger de forma mais eficaz os fornecedores perante a grande distribuição
• Promover a auto-regulação
• Assegurar que as empresas passam a incorporar estas regras na sua actividade comercial quotidiana
INTRODUÇÃO
1. Objectivos do Novo Regime
Concretização dos desígnios constitucionais
• Direito fundamental à livre iniciativa económica
• Garantia da equilibrada concorrência entre as
• Garantia da equilibrada concorrência entre as empresas
INTRODUÇÃO
• Tem regras pouco claras e geradoras de 2. Reservas ao Novo Regime
• Tem regras pouco claras e geradoras de insegurança jurídica
• Não se aplica a empresas que não tenham estabelecimento em Portugal
• Não se aplica às compras e vendas de bens e às prestações de serviços com origem ou destino prestações de serviços com origem ou destino fora da União Europeia ou do Espaço Económico Europeu
• Fiscalização, investigação e aplicação de coimas atribuídas em exclusivo à ASAE
II. PRÁTICAS DISCRIMINATÓRIAS
II. PRÁTICAS DISCRIMINATÓRIAS
PRÁTICAS DISCRIMINATÓRIAS
1. Regras Aplicáveis
Fornecedores devem praticar condições de venda idênticas para prestações equivalentes
• Prestações equivalentes: aquelas “que respeitem a bens ou serviços similares e que não difiram de maneira sensível nas características comerciais essenciais”
• Vendas dirigidas a diferentes tipos de clientes (ex:
• Vendas dirigidas a diferentes tipos de clientes (ex:
grossistas e retalhistas) têm características comerciais distintas – não são prestações equivalentes
1. Regras Aplicáveis
PRÁTICAS DISCRIMINATÓRIAS
Quando estejam em causa prestações equivalentes Vendas dirigidas ao mesmo tipo de clientes (concorrentes entre si):
• Qualquer diferenciação dos preços terá de ter como justificação uma poupança nos custos de produção ou de comercialização
Exemplos de causas justificativas:
Exemplos de causas justificativas:
Aplicação de descontos de quantidade que gerem economias de escala
Clientes que prestem determinada contrapartida, como transporte dos produtos
PRÁTICAS DISCRIMINATÓRIAS
1. Regras Aplicáveis
Dúvidas:
É a ASAE que vai Alteração mais relevante às regras aplicáveis a É a ASAE que vai
analisar as práticas à luz do direito da
concorrência?
Irá a ASAE articular- se com a AdC para este efeito?
Alteração mais relevante às regras aplicáveis a práticas discriminatórias:
As práticas potencialmente discriminatórias serão consideradas lícitas se forem conformes ao direito da concorrência - limite à aplicabilidade das regras relativas a práticas discriminatórias
Entendimento que tem sido seguido pelas este efeito?
Entendimento que tem sido seguido pelas Autoridades da Concorrência: as práticas discriminatórias são lesivas da concorrência quando praticadas por empresas em posição dominante
PRÁTICAS DISCRIMINATÓRIAS
2. Precauções a adoptar
Risco: Queixas na ASAE de na ASAE de fornecedores e clientes que se sintam
prejudicados
• Deve ser dada especial atenção aos casos em que as empresas tenham uma posição dominante
• Política de definição de preços e condições de venda transparentes
• Capacidade de demonstração perante a ASAE, de preferência por via documental, que a diferenciação de preços assenta numa diferença diferenciação de preços assenta numa diferença do custo de produção ou de comercialização associado aos produtos vendidos ou aos serviços prestados
III. TRANSPARÊNCIA NAS POLÍTICAS DE
III. TRANSPARÊNCIA NAS POLÍTICAS DE
PREÇOS E DE CONDIÇÕES DE VENDA
TRANSPARÊNCIA
Regras Aplicáveis
Condições genéricas de venda:
Condições genéricas de venda:
• Obrigação de facultar aos clientes que o solicitem tabelas de preços e as condições de venda
• As condições de venda têm de incluir:
Prazos de pagamento;
Modalidades de descontos praticados e respectivos escalões
respectivos escalões
• Para evitar acusações de discriminação, as condições gerais devem ser idênticas para clientes que concorrem entre si – ex: clientes grossistas
TRANSPARÊNCIA
Novidade
introduzida pelo novo Regime:
Regras Aplicáveis
novo Regime:
Obrigação de reduzir a escrito as
condições em que um cliente obtenha, ou possa obter, uma remuneração
financeira ou de
Condições específicas para cada venda:
• Têm de poder ser enquadradas nas condições gerais:
os fornecedores têm de ter a capacidade de justificar perante a ASAE os preços concretamente aplicados a cada cliente com
base nas condições gerais financeira ou de
outra natureza como contrapartida de serviços específicos base nas condições gerais
IV. VENDA COM PREJUÍZO
IV. VENDA COM PREJUÍZO
VENDA COM PREJUÍZO
1. Regras aplicáveis
Regras significativamente alteradas
Objectivo: permitir à ASAE perceber com o máximo de rigor possível qual o preço de compra efectivo e qual o preço de revenda Problemas: a lei falha essa tentativa de Problemas: a lei falha essa tentativa de clarificação, o que pode gerar incerteza jurídica
VENDA COM PREJUÍZO
1. Regras aplicáveis
Proibição de oferecer para venda ou vender um bem a uma empresa ou consumidor por um preço inferior ao seu preço de compra efectivo, acrescido de impostos e eventuais encargos de transporte
encargos de transporte
VENDA COM PREJUÍZO
Ponto
fundamental desta regra:
1. Regras aplicáveis
Preço de compra efectivo (do revendedor ao
desta regra:
Para os descontos e pagamentos poderem ser imputados ao
preço de compra efectivo, tem de ser possível demonstrar à ASAE que estão
Preço de compra efectivo (do revendedor ao fornecedor):
Preço unitário previsto na factura:
deduzido de: descontos e pagamentos directa e exclusivamente relacionados com a compra que estejam expressamente identificados na factura
ou, por remissão da factura, no contrato de à ASAE que estão directa e
exclusivamente relacionados com essa compra
ou, por remissão da factura, no contrato de fornecimento ou na tabela de preços aplicável e que sejam determináveis no momento da respectiva emissão
acrescido de: impostos e eventuais custos de transporte
VENDA COM PREJUÍZO
1. Regras aplicáveis
Referência a pagamentos ao lado de descontos:
Referência a pagamentos ao lado de descontos:
• Introduzida pela nova lei.
• A lei não explicita o que cabe neste conceito de pagamentos
• Poderá estar aqui em causa, por exemplo, o pagamento de um serviço de transporte dos produtos adquiridos que esteja previsto na factura produtos adquiridos que esteja previsto na factura ou no contrato; Poderá ser o pagamento de uma campanha de sell out que inclua aqueles produtos.
• Os pagamentos têm de estar identificados ou ser determináveis na factura ou, por remissão desta, no contrato ou em tabelas de preço
VENDA COM PREJUÍZO
1. Regras aplicáveis
Descontos dedutíveis ao preço:
Descontos dedutíveis ao preço:
Apenas descontos financeiros, quantitativos e promocionais (que são por natureza limitados no tempo) desde que identificáveis quanto ao produto, respectiva quantidade e período em que vão vigorar.
Implicação prática: descontos e pagamentos não directa e exclusivamente associados com uma compra directa e exclusivamente associados com uma compra em concreto não serão considerados para a determinação do preço de compra
Exemplo: descontos de logística não especificados e que não se relacionem directamente e exclusivamente com uma compra.
VENDA COM PREJUÍZO
1. Regras aplicáveis
Determinação do preço de revenda:
Determinação do preço de revenda:
Para além dos descontos directos, os descontos em cartão feitos pelo distribuidor/retalhista ao cliente/consumidor serão também considerados no cálculo do preço de revenda.
Mecanismo de imputação dos descontos em cartão:
Descontos imputados à quantidade vendida do mesmo Descontos imputados à quantidade vendida do mesmo produto e do mesmo fornecedor nos últimos 30 dias
Aplicação:
É difícil perceber como irá a ASAE aplicar esta regra quando o valor do desconto não for claramente determinável e imputável à venda de um produto
VENDA COM PREJUÍZO
1. Regras Aplicáveis
Mantém-se quase inalterada a lista de Mantém-se quase inalterada a lista de excepções à aplicação das regras sobre venda com prejuízo
Destaca-se:
Bens perecíveis, a partir do momento em que se encontrem ameaçados de deterioração rápida;
Bens cujo reaprovisionamento se efectue a preço inferior Bens cujo reaprovisionamento se efectue a preço inferior Saem da lista:
Bens cujo preço praticado pelo distribuidor se encontre alinhado com o preço praticado por um seu concorrente Objectivo: evitar o nivelamento por baixo dos preços
Alfredo Cunha
VENDA COM PREJUÍZO
Risco:
Clientes podem
2. Precauções a adoptar
• Para efeitos deste regime as facturas de Clientes podem
imputar às empresas responsabilidades por erros nas
facturas.
A lei não prevê uma sanção no caso de incumprimento do fornecedor, mas o
• Para efeitos deste regime as facturas de compra consideram-se aceites pelos destinatários 25 dias após a recepção
• É preciso ter cuidado com os prazos a que estão sujeitos os fornecedores para emissão de facturas corrigidas, quando interpelados
por clientes: 20 dias fornecedor, mas o
incumprimento pode originar direito de regresso
por clientes: 20 dias
não são consideradas as alterações posteriores
No caso de incumprimento deste prazo, a ASAE pode questionar o fornecedor
VENDA COM PREJUÍZO
2. Precauções a adoptar
• A prova documental do preço de compra efectivo e do preço de venda, bem como das exclusões cabe ao vendedor.
A ASAE pode solicitar informações aos fornecedores e a outras entidades
• As regras relativas à venda com prejuízo
• As regras relativas à venda com prejuízo aplicam-se na revenda de produtos comprados a outros fornecedores, ainda que os produtos comercializados tenham marcas da empresa.
V. RECUSA DE VENDA E TYING
V. RECUSA DE VENDA E TYING
RECUSA DE VENDA
Regras Aplicáveis
Proibida a Recusa de Vendas Passivas, excepto nos Proibida a Recusa de Vendas Passivas, excepto nos casos expressamente previstos na lei.
Novo regime alarga a lista de causas de justificação de recusa:
Passa a incluir, por exemplo:
• Casos em que o fornecedor tenha contratos de distribuição exclusiva conformes ao Direito da Concorrência;
Dúvida:
É a ASAE que vai fazer juízo de conformidade
com as regras de concorrência?
• Protecção de propriedade intelectual;
• Dificuldade anormal da venda e motivos de força maior (greves, actos de vandalismo, etc.)
Proibição de Tying (subordinação da venda de um bem à venda de outro bem)
concorrência?
VI. PRÁTICAS NEGOCIAIS ABUSIVAS E
VI. PRÁTICAS NEGOCIAIS ABUSIVAS E
AUTO-REGULAÇÃO
PRÁTICAS NEGOCIAIS ABUSIVAS
1. Regras aplicáveis
Regras substancialmente desenvolvidas face à lei anterior, para melhor identificação das situações que configuram uma prática negocial abusiva
Proibições:
• É proibido impor a impossibilidade de venda a qualquer outra empresa a um preço mais baixo.
qualquer outra empresa a um preço mais baixo.
Mas é legal a cláusula que imponha ao fornecedor que tem de oferecer o melhor preço que estiver a oferecer ao mercado (most favoured nation)
PRÁTICAS NEGOCIAIS ABUSIVAS
Atenção:
Contratos sujeitos à lei
1. Regras aplicáveis
Outras proibições: Contratos sujeitos à lei
portuguesa: Cláusulas contratuais que
contrariem estas regras são nulas
Outras proibições:
• Obtenção de preços, condições de pagamento, modalidades de venda ou condições de cooperação comercial exorbitantes
concessão de um benefício ao comprador ou ao vendedor não proporcional ao volume de compras vendedor não proporcional ao volume de compras ou vendas ou ao valor do serviço prestado
PRÁTICAS NEGOCIAIS ABUSIVAS
1. Regras aplicáveis Outras proibições:
Outras proibições:
• Imposição unilateral de realização de uma promoção ou de quaisquer pagamentos enquanto contrapartida de uma promoção
• Obtenção de contrapartidas por promoções em curso ou já ocorridas, incluindo direitos de compensação em vendas posteriores
compensação em vendas posteriores
• Alteração retroactiva de um contrato de fornecimento
PRÁTICAS NEGOCIAIS ABUSIVAS
1. Regras aplicáveis
No Sector Agro-alimentar existem regras aplicáveis No Sector Agro-alimentar existem regras aplicáveis exclusivamente às relações contratuais entre a distribuição, de um lado, e micro ou pequenas empresas, organização de produtores ou cooperativa, do outro:
• Regras mais musculadas para protecção de pequenos fornecedores;
pequenos fornecedores;
• Pode ter efeito inverso: a distribuição pode deixar de considerar interessante comprar a este tipo de fornecedores
PRÁTICAS NEGOCIAIS ABUSIVAS
1. Regras aplicáveis É proibido:
É proibido:
• Rejeitar ou devolver os produtos, com fundamento na menor qualidade ou no atraso da entrega, sem que seja demonstrada, a responsabilidade do fornecedor
• Impor um pagamento, diretamente ou sob a forma de desconto:
(i) Pela não concretização das expectativas quanto ao (i) Pela não concretização das expectativas quanto ao volume ou valor das vendas;
(ii) Para introdução ou reintrodução de produtos;
PRÁTICAS NEGOCIAIS ABUSIVAS
1. Regras aplicáveis É proibido:
É proibido:
• Impor um pagamento, diretamente ou sob a forma de desconto:
(iii) Como compensação por custos de queixa do consumidor, exceto negligência, falha ou incumprimento contratual do fornecedor;
(iv) Para cobrir desperdício dos produtos, exceto negligência, falha ou incumprimento contratual do fornecedor
fornecedor
(v) Por custos de transporte e armazenamento posteriores à entrega do produto;
(vi) Como contribuição para abertura de novos estabe- lecimentos ou remodelação dos existentes;
(vii) Como condição para iniciar uma relação comercial com um fornecedor.
PRÁTICAS NEGOCIAIS ABUSIVAS
2. Auto-regulação
As práticas negociais não proibidas no artigo relativo às práticas negociais abusivas poderão ficar sujeitas a auto- regulação.
Esforço do legislador no sentido de promover a auto- regulação.
Estruturas representativas dos sectores de actividades económicas podem adoptar instrumentos de auto-regulação das respectivas transacções, sujeitos a homologação do Governo
VII. MECANISMOS DE ENFORCEMENT
VII. MECANISMOS DE ENFORCEMENT
DO NOVO REGIME
ENFORCEMENT
Atenção:
1. Fiscalização, Instrução e Decisão
Valor das coimas até € 2 500 000
Existe a possibilidade de concurso de
infracções
• A ASAE passa a ser responsável pela fiscalização das novas regras e pela instrução dos processos de contra-ordenação
• O Inspector-Geral da ASAE é competente pela aplicação das coimas
• Impugnação judicial agora junto dos Tribunais de Pequena Instância Criminal (Lisboa e Porto) ou junto dos Tribunais Judiciais de Comarca
ENFORCEMENT
2. Medidas Cautelares e Sanções Pecuniárias Compulsórias
a) PROVISÓRIAS - prática restritiva do comércio
(i) seja susceptível de provocar prejuízo grave, de difícil ou impossível reparação
(ii) havendo indícios fortes da sua verificação, ainda que na forma tentada;
(iii) carácter de urgência
(iv) sem audiência prévia do interessado (iv) sem audiência prévia do interessado
b) DEFINITIVAS – através da conversão da medida provisória, no máximo de 10 dias após a realização da audição, cujo direito deve ser concedido no prazo de 5 dias após aplicação da referida medida
ENFORCEMENT
2. Medidas Cautelares e Sanções Pecuniárias Compulsórias
c) SANÇÕES PECUNIÁRIAS COMPULSÓRIAS – quantia diária, fixa ou variável, entre 2.000€ e 50.000€, em caso de incumprimento de medidas cautelares (provisórias ou definitivas)
d) na ausência de promoção do direito de audição ou de decisão nos prazos indicados – caducidade automática da medida cautelar provisória
ENFORCEMENT
2. Medidas Cautelares e Sanções Pecuniárias Compulsórias
e) na ausência de despacho de acusação em processo de contra-ordenação no prazo de 30 dias após a aplicação da medida cautelar definitiva – caducidade automática
f) as medidas cautelares podem ser alteradas, substituídas ou revogadas
ENFORCEMENT
3. Contra-Ordenações
a) COIMAS
(i) valores substancialmente superiores aos anteriores;
(i) variação do valor coima dependente da dimensão da empresa: micro (menos de 10 trabs. e volume de negócios ou balanço não excede 2.000.000€), pequena (menos de 50 trabs. e volume de negócios pequena (menos de 50 trabs. e volume de negócios ou balanço não excede 10.000.000€), média (menos de 250 trabs. e volume de negócios não excede 50.000.000€ ou balanço não excede 43.000.000€) e grande (250 ou mais trabs.) – entre 5.000€ e 2.500.000€
ENFORCEMENT
3. Contra-Ordenações
b) aplicação de preços ou condições de venda discriminatórias; não redução a escrito de acordo sobre a atribuição de condições financeiras dos fornecedores como contrapartida da prestação de serviços específicos; venda com prejuízo;
serviços específicos; venda com prejuízo;
violação das medidas cautelares – “muito graves”;
ENFORCEMENT
3. Contra-Ordenações
c) a não apresentação das tabelas de preços quando solicitadas; a recusa justificada de venda de bens ou de prestação de serviço; a não prestação ou a prestação de informações falsas, inexactas ou incompletas, em resposta a pedido da ASAE – “graves”
da ASAE – “graves”
d) concurso de contra-ordenações
e) a negligência e a tentativa são puníveis
VIII. IMPLICAÇÕES IMEDIATAS PARA AS
VIII. IMPLICAÇÕES IMEDIATAS PARA AS
EMPRESAS
IMPLICAÇÕES IMEDIATAS
O novo regime entra em vigor no dia 25 de Fevereiro de 2014
• As empresas terão de conformar as suas práticas unilaterais com o novo regime até essa data
• Contratos de Fornecimento: têm de ser revistos e alterados no prazo de 12 meses para serem e alterados no prazo de 12 meses para serem compatibilizados com o novo regime, sob pena de cessarem
EM QUE FICAMOS?
IMPLICAÇÕES IMEDIATAS
Preocupação em especial para os distribuidores, Contratos de fornecimento / distribuição:
distribuidores, considerando as regras relativas às práticas negociais abusivas
Risco de as infracções que se relacionem directamente com o teor dos contratos poderem ser investigadas pela ASAE e sujeitas a coima logo após a entrada em vigor da lei.
Recomendação:
Análise dos contratos de fornecimento e eventual Análise dos contratos de fornecimento e eventual alteração do clausulado até à entrada em vigor da lei, em especial dos contratos em que a empresa seja cliente
Contactos
José Ricardo Gonçalves Sócio - Contencioso
[email protected] [email protected]
Joana Brandão Associada Sénior [email protected]