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Márcia Marlene de Medeiros

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Academic year: 2021

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS Escola de Educação Básica e Profissional

Centro Pedagógico

Especialização em Residência Docente para a Formação de Educadores da Educação Básica

Márcia Marlene de Medeiros

Proposta pedagógica para inserção do aprendizado da Língua inglesa na EMEI URCA Confisco para alunos da faixa etária de 4/5 anos

Belo Horizonte

2020

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Márcia Marlene de Medeiros

Proposta pedagógica para inserção do aprendizado da Língua inglesa na EMEI URCA Confisco para alunos da faixa etária de 4/5 anos

Monografia de especialização apresentada à Escola de Educação Básica e Profissional, Centro Pedagógico, como requisito parcial à obtenção do título de Especialista em Residência Docente para a Formação de Educadores da Educação Básica.

Orientador(a): Raika Luana Aleme

Co-orientador(a): Luíza Santana Chaves Miconi Ferreira

Belo Horizonte

2020

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CIP – Catalogação na publicação

Elaborada por: Biblioteca do Centro Pedagógico/EBAP/UFMG Raquel Miranda Vilela Paiva – CRB-6: 2615 M488p

Medeiros, Márcia Marlene de

Proposta pedagógica para inserção do aprendizado da Língua Inglesa na EMEI URCA Confisco para alunos da faixa etária de 4/5 anos / Márcia Marlene de Medeiros. - Belo Horizonte, 2020.

24 f.; enc.

Monografia (Especialização): Universidade Federal de Minas Gerais, Escola de Educação Básica e Profissional, Centro Pedagógico, Belo Horizonte, 2020.

Orientadora: Raika Luana Aleme

Coorientadora: Luíza Santana Chaves Miconi Ferreira Inclui bibliografia.

1. Linguagem. 2. Língua inglesa. 3. Educação de crianças. I. Título. II.

Aleme, Raika Luana. III. Ferreira, Luíza Santana Chaves Miconi. IV.

Universidade Federal de Minas Gerais, Escola de Educação Básica e Profissional, Centro Pedagógico.

CDD: 371.344 CDU: 37.02.62

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RESUMO

Esta pesquisa tem como objetivo apresentar experiências didático-pedagógicas voltadas para o ensino lúdico da Língua Inglesa na Educação Infantil na faixa etária de 4/5 anos realizadas por meio de oficinas e ministradas na rede pública de Belo Horizonte. As oficinas foram elaboradas tendo em vista as teorias cognitivas humanas que levam em conta o raciocínio simbólico e a linguagem no processo de ensino- aprendizagem de idiomas, isso porque, à medida em que a criança vai elaborando a abstração do raciocínio simbólico, ela vai assimilando/associando o conhecimento da língua sem tanta necessidade de experiências concretas e visualização dos objetos em si, como por exemplo, associar as palavras escritas aos objetos e/ou imagens a que elas correspondem. Nesse sentido, as atividades tiveram embasamento teórico- metodológico nos estágios do desenvolvimento cognitivo-emocional teorizados por Jean Piaget e Lev Vygotsky, para os quais, o aprendizado da linguagem seria o resultado da prática e da formação de hábitos. Esse processo se daria com as crianças imitando os sons que ouvem, interagindo com objetos/imagens e recebendo reforços positivos sendo, portanto, estimuladas a adquirirem o hábito de usar a língua inglesa naturalmente em seu cotidiano de forma processual.

Palavras-chave: Linguagem. Língua Inglesa. Educação Infantil.

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ABSTRACT

This article aims to present didactic-pedagogical experiences focused on the playful teaching of the English language in early childhood education, with the age group of 4/5 years, carried out through workshops given in the public network of Belo Horizonte.

The workshops were designed with human cognitive theories in mind, which take symbolic reasoning and language into account in the language teaching-learning process. This is because, as the child elaborates the abstraction of symbolic reasoning, he assimilates / associates knowledge of the language without so much need for concrete experiences and visualization of the objects themselves, for example, associating written words with objects and / or images to which they correspond. In this sense, the activities had a theoretical and methodological basis in the stages of cognitive-emotional development, as theorized by Jean Piaget and Lev Vygotsky, for which language learning would be the result of practice and the formation of habits.

This process would take place with the children imitating the sounds they hear, interacting with objects / images and receiving positive reinforcements, being, therefore, encouraged to acquire the habit of using the English language naturally in their daily lives in a procedural way.

Keyword: Language. English Language. Child Education.

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SUMÁRIO

1 MEMORIAL ... 8

2 INTRODUÇÃO ... 12

2.1 Problema ... 12

2.2 Objetivos ... 13

2.2.1 Objetivo geral ... 13

2.2.2 Objetivos específicos ... 13

2.3 Justificativa ... 13

2.4 Duração do Plano de Ação e público alvo ... 15

3 PRESSUPOSTOS TEÓRICOS ... 15

4 PERCURSO METODOLÓGICO ... 17

4.1 Recursos ... 19

4.2 Avaliação ... 19

4.3 Cronograma ... 20

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS ... 20

REFERÊNCIAS ... 21

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1 MEMORIAL

“A amorosidade de que falo, o sonho pelo qual brigo e para cuja realização me preparo permanentemente, exigem em mim, na minha experiência social, outra qualidade: a coragem de lutar ao lado da coragem de AMAR!!!”

(Paulo Freire)

O presente memorial conta parte de minha trajetória pessoal no ambiente profissional e acadêmico, destacando a experiência de vida, que é sempre construída de altos e baixos, de conquistas e perdas.

Nasci em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais. A caçula de uma família grande de 10 irmãos. Recordo uma infância humilde e muito simples. Minhas diversões eram brincar na rua de rouba-bandeira, esconde-esconde, queimada e muitas outras brincadeiras que não precisavam de recursos financeiros. As tardes de domingos sempre eram regadas de alegrias na beirada do campo de futebol do bairro, assistindo aos jogos que tinham participação de meus irmãos. Apesar de meu pai trabalhar em uma empresa federal e ficar dias fora de casa, seu retorno para nosso lar era sempre muito bom, com muitas histórias e piadas que nos alegravam muito.

Esse tempo foi de muito aprendizado e vivências que jamais esquecerei, pois fazem parte da minha história de vida e construção da pessoa que me tornei. Aos 3 anos de idade comecei minha vida escolar em um Jardim de Infância, onde fui alfabetizada com 5 anos. Aos 6 anos, realizei uma prova de admissão e entrei para a 1ª série do Ensino Fundamental. Por ser imatura e começar em uma turma heterogênea, onde, grande parte de meus colegas não tinham frequentado um jardim de infância, fui reprovada, com isso, repeti o 1º ano do ensino fundamental.

O interesse pela educação vem desde cedo, aos 8 anos, na 2ª série do ensino fundamental, um presente me despertou o interesse pela magistratura, uma lousa para brincar de escolinha com as amiguinhas de infância. Hoje, na vida profissional e pessoal, a educação faz parte do meu cotidiano. As recordações dos meus primeiros professores como a “Tia Greda” do Jardim de infância, até a

“Professora Graça”, do magistério, as quais me inspiram admiração e respeito até os

dias de hoje. Essa admiração foi um dos motivos pelos quais veio a escolha para

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exercer a profissão de professora. Desde a Educação Infantil a dedicação aos estudos era enorme. Me recordo das brincadeiras de rodas, das músicas e festas que sempre participei nas escolas por onde passei, em datas comemorativas como “O dia das mães”, sempre gostei de homenagear minha mãezinha com coreografias e em outras ocasiões recitando poemas e poesias. Por ser uma aluna muito dedicada e incentivada pela mãe que, apesar de ter apenas a 4ª série do Ensino Fundamental, sempre lutou para que todos os filhos concluíssem no mínimo, o Ensino Médio, que na época era Técnico, ficando a cargo do aluno escolher pelo Magistério ou Contabilidade. O ingresso no Ensino Médio e Magistério, despertou em mim o gosto pela educação. Ao ter a oportunidade de estagiar numa sala de repetentes do 1o ano do ensino fundamental da rede pública, reconhecer os desafios da professora para recuperar uma turma de 25 alunos, dentre os quais, somente 80% poderiam ir para o 2º ano, após testes feitos com a supervisão. Os estudantes reprovados, provavelmente, nos anos posteriores evadiram a escola por não terem conseguido avançar para os anos seguintes. Nesta época, tudo era motivo de retenção, desde a frequência do aluno até a dificuldade de aprendizagem. Ao final do Ensino Médio cursado na Escola Estadual Professor Francisco Brant em 1993 quando fiz a escolha pelo Magistério e apesar de não ter dificuldades, percebia que, alguns professores eram menos preparados nos conteúdos como Geografia, História, Ciências e Inglês e exigiam que os alunos decorassem conteúdo, o que afetava o desenvolvimento do senso crítico do educandos.

Em 1994, depois de me formar no magistério, comecei a trabalhar no comércio, pois a profissão de professor não era bem remunerada assim como nos dias atuais. Foi frustrante não seguir a profissão de professora que era um sonho da época. Mais tarde, em 2007, iniciei a Faculdade de Pedagogia na Universidade Castelo Branco e, posteriormente, prestei o concurso para Educador Infantil na Prefeitura Municipal de Belo Horizonte (PBH) e fui aprovada. Por não ter sido classificada nas primeiras vagas, fui empossada em abril de 2012.

No estado de Minas Gerais, a Secretaria Estadual de Educação (SEE),

contrata profissionais por meio de designação e em 2008 fui contratada para atuar

como professora dos anos iniciais. No 1o ano do Ensino Fundamental na Escola

Estadual Aarão Reis, vivenciei algumas dificuldades na carreira, talvez, por falta de

experiência da minha parte. Uma diretora que não colaborava muito e, às vezes, com

palavras desmotivadoras, trouxe-me sentimentos de fracasso. Porém o

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encorajamento por parte de algumas pessoas, eram maiores e vencer as adversidades era questão de tempo. No ano seguinte, passei novamente por outra designação sendo contratada na Escola Estadual Ursulina de Andrade Melo onde tive a oportunidade de lecionar para outras faixas etárias, nesse período, fiz também alguns cursos de especialização na área de inclusão. Aprendi com esses cursos a ter um equilíbrio entre a teoria e a prática, aplicando no dia a dia da sala de aula, além de utilizar materiais didáticos confeccionados pelos próprios alunos, assim como, desenvolver o conteúdo usando de vários recursos como: jogos, brincadeiras, músicas e gestos. Deste modo, conseguindo que os alunos tivessem uma melhor apropriação do conteúdo, lecionei durante 6 anos como Professora de Apoio na E. E.

Ursulina de Andrade Melo e terminei a faculdade de Pedagogia em dezembro de 2011.

Em 2012, tomei a tão esperada posse na PBH, Unidade Municipal de Educação Infantil (UMEI) Vila Antena, que tinha uma visão assistencialista e, assim, os primeiros passos como educadora cuidando de crianças de 0 a 5 anos se realizavam por meio de um trabalho pedagógico mais lúdico. Nessa UMEI a formação recebida através de incentivos da PBH ajudou no meu percurso docente e, em 2015, fui transferida para a UMEI Urca que ficava mais próxima à minha casa. Essa experiência maravilhosa me proporcionou reflexão sobre a teoria e prática e pude ter um novo olhar sobre a criança e passei a enxergá-la como um ser ativo e pensante e não como mero receptor de informações. Na Educação Infantil o trabalho que abrange educar e cuidar é muito encantador e demanda grande dedicação. O ambiente escolar é aconchegante e familiar. A individualidade de cada criança é respeitada, toda rotina do dia a dia é planejada para o melhor atendimento da criança com o objetivo central no processo de aprendizado. Também são oferecidos cursos de capacitações em diversas áreas da educação que ajudam em nossas trajetórias.

O ano de 2018, trabalhando com crianças de 3/4 anos na EMEI Urca Confisco, em parceria com duas professoras, foi um ano de muitas alegrias. Neste período veio a oportunidade de ingressar na Pós-Graduação em Residência Docente na UFMG,

experiência que, certamente, acrescentará ao meu percurso profissional conhecimentos que ajudarão no processo de aprendizagem na Educação Infantil.

As reflexões sobre educação abordadas no curso, acrescentaram

aprendizagens essenciais, como respeitar a individualidade das crianças, observar a

maneira como se relacionam, procurando propiciar-lhes oportunidades de se

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desenvolverem de forma prazerosa através de jogos e brincadeiras. Lecionar é gratificante, a partir do momento em que começamos a refletir sobre a educação, entendemos qual o papel de um educador. Muitos professores resistem às mudanças e ignoram problemas alimentando, assim, o comodismo. Uma parcela considerável desses profissionais, não buscam capacitações, por isso, estacionam seus padrões metodológicos ficando na mesmice de seus ensinamentos.

Nos encontros na Pós-Graduação houve leituras e discussões sobre o verdadeiro papel do professor de oferecer à criança as oportunidades de desenvolver- se de forma diferenciada, com autonomia, possibilitando o prazer em aprender, respeitando sua individualidade e seu tempo. As discussões com os professores de Língua Inglesa, os quais eram os meus orientadores no curso de Residência Docente, me fizeram notar a importância do ensino de novos idiomas que poderão abrir portas para outras culturas que estão presentes em nosso cotidiano. Apoiando na teoria sócio-interacionista de Vygotsky, a aquisição da linguagem está relacionada ao pensamento, englobando fatores como: desenvolvimento, cognição e sua realidade social nos contextos de interação. Desta forma, entendo que o ensino da Língua Inglesa na Educação Infantil tem, entre outros, o objetivo de mostrar como a linguagem se estrutura de acordo com as habilidades e aptidões do sujeito.

Nessa fase, o aprendizado é voltado para a ampliação do vocabulário, para a socialização e a comunicação com o outro, deste modo, possibilitar à criança vivenciar experiências em vários contextos e experimentar novos idiomas fará com que ela adquira novos conhecimentos em interação com os outros. A partir da elaboração do projeto de ação que aplicarei nas turmas da EMEI Urca, pretendo defender a iniciação da língua estrangeira na Educação Infantil, proporcionando aos alunos de 4/5 anos de idade a oportunidade de aprender um novo idioma. Essa será a proposta de pesquisa para o mestrado que pretendo iniciar logo adiante. A expectativa no mestrado é abrir um leque para o aprendizado e, futuramente, ingressar em um programa de doutorado para, então, encerrar minha carreira como docente após sua conclusão.

Nos dias atuais, o Brasil tem recebido muitos imigrantes por ser um país

capitalista. A diversidade da nacionalidade em nosso país cresceu muito. O comércio

internacional expandiu e, com isso, tem chegado muitos estrangeiros em nosso

território. Todos os dias nós convivemos com uma série de palavras em inglês, seja

nos produtos que consumimos, com o uso das diferentes tecnologias digitais, pelos

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filmes que assistimos ou músicas que ouvimos, por exemplo, percebemos a importância e a influência que a Língua Inglesa exerce em nossa cultura. Desta forma, almejo também, concluir o curso de inglês que é uma língua global, usada em diferentes países. Acredito ser essencial o conhecimento desta língua para o mercado de trabalho. Nunca é tarde para aprender, pois, o aprendizado acontece a todo momento em nosso cotidiano, o que precisamos é estar atentos às novas experiências que nos são proporcionadas ao longo da vida.

2 INTRODUÇÃO

Esse projeto de ação está voltado para o trabalho com o aprendizado da Língua Inglesa dentro da rotina escolar na EMEI Urca, com oficinas lúdicas e motivadoras que irá possibilitar à criança vivenciar experiências em vários contextos e experimentar novos idiomas, fará com que ela adquira novos conhecimentos em interação com os outros. Irá contribuir para o aumento de seu vocabulário em relação às palavras já usadas em seu cotidiano nas quais elas convivem e interagem na era atual.

2.1 Problema

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) inclui a Língua Estrangeira

como obrigatória a partir do 6o ano do ensino fundamental, todavia, muitas escolas

da rede particular de ensino contemplam o estudo da Língua Inglesa em seu currículo,

a partir dos 4/5 anos, dando assim, oportunidade às crianças de estabelecerem

contato com outras línguas desde cedo a oportunizar o aprendizado da Língua Inglesa

na Educação Infantil da Rede Pública e garantir igualdade de condições de acesso à

educação e a cultura. Apesar dos resultados serem positivos, ainda é um tema

bastante discutido e parece estar longe de fazer parte da realidade das crianças na

rede pública.

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2.2 Objetivos

Esse projeto de ação tem como objetivo apresentar a importância da Língua Inglesa na Educação Infantil e desenvolver as múltiplas linguagens promovendo um relacionamento harmonioso e social entre os pares.

2.2.1 Objetivo geral

O objetivo geral é contribuir para o desenvolvimento das crianças para a aquisição da Língua Inglesa ampliando seu vocabulário em relação às palavras usadas no dia a dia, nos quais as crianças brasileiras convivem e interagem nos tempos atuais.

2.2.2 Objetivos específicos

● Incentivar o prazer pela Língua Inglesa visando desenvolver sua linguagem.

● Implementar oficinas de Língua Inglesa na Educação Infantil.

● Avaliar o comportamento, interesse e envolvimento das crianças em relação à Língua Inglesa.

● Expor aos alunos um conteúdo funcional preparando-os para reconhecer e trabalhar com as estruturas gramaticais internalizadas e os grupos lexicais que servirão como base para os futuros estudos ao longo da educação básica.

2.3 Justificativa

Esse projeto de ação é voltado para o ensino de Língua Inglesa na

Educação Infantil com foco em alunos de 4/5 anos, que estão no estágio pré-

operatório conforme os estágios do desenvolvimento propostos por Jean Piaget: “à

criança pequena, estando mais desenvolvida do ponto de vista sensório motor do que

do da lógica verbal, convém proporciona-lhe esquemas de ação sobre os quais possa

basear-se posteriormente” (PIAGET, 1999, p. 37).

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Segundo (PIAGET,1999 p. 24), o 2º estágio pré-operatório referente a 1ª infância, dos 2 a 7 anos, é o mais importante, pois é o aparecimento da linguagem, que irá acarretar as modificações nos aspectos intelectual, afetivo e social da criança.

Na fase pré-operatória, a criança ao ser estimulada com mais de uma língua, tende a aprender com maior facilidade e interioriza essa ação. Por estar na fase de desenvolvimento e aquisição de sua linguagem, parte daí para as operações concretas na qual executará tudo o que vivenciou na fase anterior.

A base dessa visão está em Lev Vygotsky (1932) que entendia a aprendizagem como um processo que se dá na interação criança/adulto, no caso da escola, aluno/professor. É através da apropriação de conhecimentos e habilidades socialmente disponíveis que as funções humanas se constroem, em relações interpessoais dentro da sociedade à qual se pertence. Nas palavras de Vygotsky: “Por meio de outros, por intermédio do adulto que a criança se envolve em suas atividades.

Absolutamente tudo no comportamento da criança está fundido, enraizado no social.”

(VYGOTSKY, 1932, p. 281). Com base em Piaget e Vygotsky, nos parece importante apresentar às crianças nesta proposta pedagógica uma linguagem diferente do seu cotidiano com base nos seus conhecimentos prévios da língua materna, brincando e interagindo com a língua inglesa.

A aprendizagem da Língua Inglesa é uma possibilidade de aumentar a autopercepção do educando como ser humano e como cidadão. Por isso, desejamos por meio deste projeto de ação, proporcionar uma experiência significativa e lúdica na interação com a língua inglesa.

De acordo com Deheinzelin Monteiro Castanho (2018, p. 21), “o ambiente escolar é um lugar especialmente desenhado para a criança ser e estar no que é próprio dela: brincar e interagir, aprender e se desenvolver”. Cabe a nós, educadoras, compreender os benefícios trazidos por aprender a Língua Inglesa na infância neste contexto interativo, introduzindo na aprendizagem as diferentes linguagens: verbal, musical, matemática, gráfica, plástica e corporal como recursos para ampliar as vivências culturais e as experiências de aprendizagens.

A facilidade dessa faixa etária em se conectar com outras culturas é um

indicativo importante a ser levado em conta. A percepção da língua pelas crianças se

dá através de estímulos que obedecem a seu próprio ritmo de desenvolvimento. Na

Educação Infantil deve-se ter o cuidado de explorar a sonorização da língua, isto é,

com base na oralidade. Será um aprendizado sem cobranças, reagindo positivamente

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às manifestações das crianças, deixando que vivenciem a Língua Inglesa de forma natural.

2.4 Duração do Plano de Ação e público alvo

Este plano de ação tem como objetivo apresentar experiências didático- pedagógicas voltadas para o ensino lúdico da Língua Inglesa na Educação Infantil, com a faixa etária de 4 /5 anos, realizadas por meio de oficinas ministradas na rede pública de Belo Horizonte. As oficinas descritas neste projeto foram desenvolvidas na EMEI URCA/CONFISCO, uma vez por semana, no período de fevereiro à junho de 2019, destinados à trabalhar dentro da rotina diária das crianças. Na chegada, no momento da acolhida, na sala de aula através de oficinas pedagógicas e na brinquedoteca com vídeos.

3 PRESSUPOSTOS TEÓRICOS

Segundo o dicionário Houaiss (2001, p. 1763), linguagem é “qualquer meio sistemático de comunicar ideias ou sentimentos através de signos convencionais, sonoros, gráficos, gestuais etc.” Pensando nesse conceito, concluímos que o ser humano utiliza da oralidade para se comunicar, adquirida na infância no período entre 0 a 3 anos, no qual a criança aprende a falar até três mil palavras enriquecendo seu vocabulário. O desenvolvimento da sua linguagem vai crescendo gradualmente até os 5 anos de idade quando, por regra geral, a criança já poderá se expressar de uma forma muito mais direta e clara.

A fala da criança de 2 a 4 anos, nesta fase da vida, já poderá usar frases curtas como ‘eu quero...’, ‘eu faço...’, ‘eu vou...’. Também poderá distinguir com palavras o alto e baixo, prá cima e prá baixo, e até manter uma conversa com alguém.

Já poderá pronunciar as palavras com mais firmeza e de forma completa. Deste modo, se entenderá melhor tudo o que a criança diga. De acordo com Piaget (1896-1950), é nessa fase da primeira infância que o ser humano empreende várias formas de assimilação, isto é, incorpora conhecimentos, ações, sentimentos e percepções.

Assimilar é, assim, tornar-se parte do meio em que se vive:

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Assimilamos mamando, ouvindo, pensando, lendo, escrevendo.

Assimilar supõe um sujeito ativo que escolhe, decide, interpreta, não importa em que nível, ou seja, segundo qual estrutura ou conteúdo.

Acomodar-se faz parte do assimilar, pois expressa o grau ou a extensão em que o sujeito teve que se modificar face às demandas da incorporação. Às vezes a acomodação pode ser mínima, como nos sonhos ou em certos tipos de jogos ou brincadeiras. Às vezes deve ser máxima, como na imitação, cópia (MACEDO, 204, p. 151).

A partir de seu nascimento a criança começa a viver experiências, nas quais, quanto mais estimuladas forem, maior será seu desenvolvimento na forma de agir. O educando aprecia o recurso da repetição; a cada vez que cantamos ou contamos uma história, a criança se apropria de versos, sons e palavras. A medida que esses feitos com a crianças são repetidos, ou diversificados, a criança estabelece apropriação entre as relações de escuta da voz e o movimento. Toda criança já nasce com essas competências para se socializar no mundo. As crianças nascem com uma percepção auditiva bastante aguçada e é sensível à sonoridade da sua língua materna. A partir daí, quando estimulada com mais uma linguagem apropria-se com facilidade. De acordo com Reinildes Dias, SET/2018.

Aprender inglês na infância é mais fácil do que se imagina, se pensarmos na predisposição para a comunicação verbal própria dos seres humanos e nos aspectos contextuais e culturais nos quais as crianças brasileiras convivem e interagem na era atual, embora a aprendizagem de uma língua adicional não ocorra de maneira espontânea e necessite “intencionalidade educativa [...] para o seu desenvolvimento (BRASIL, 2016, p. 36).

Deparamos com sete pontos presentes nas características infantis que precisam ser permanecidos na prática docente do professor para que as aulas alcancem o propósito esperado indicados por Roth (1998 apud PIRES; PAIVA, 2001, p. 51):

1. ENERGIA: As crianças precisam se movimentar;

2. BARULHO: O professor pode controlar o barulho, mas não deve esperar que as aulas sejam silenciosas, é permitido que as crianças produzam barulhos positivos durante a execução de jogos e atividades movimentadas;

3. RAPIDEZ: Assim como as crianças aprendem rápido, também esquecem

muito rápido, por isso, os conteúdos ensinados devem ser revisados constantemente;

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4. SENTIDOS: É necessário admitir oportunidades nas quais as crianças possam usar seus sentidos; além da fala, é preciso estimular o ver, ouvir, tocar cheirar e provar;

5. IMAGINAÇÃO:O educador deve aproveitar nas brincadeiras de “Faz de conta”a incrível habilidade das crianças de mesclar fantasia com a realidade;

6. ENTUSIASMO: O processo de aprendizagem deve ser acompanhado com os benefícios da alegria e do entusiasmo das crianças;

7. TEMPO: As crianças perdem o interesse facilmente, portanto, não se deve sobrecarregá-las.

A inserção de um segundo idioma na idade inicial da introdução escolar (educando de 4/5 anos de idade) tem a função de fazer com que essa faixa etária desenvolva uma linguagem oral em inglês, e que, esse primeiro contato, já na infância, possa familiarizá-los com outra língua, verbalizando e identificando algumas expressões e palavras em Inglês, por meio de aulas dinâmicas e interativas, através de brincadeiras, imagens, histórias, músicas e vídeos para que a progressão aconteça com o tempo. A ampliação da capacidade de comunicação da criança ocorre com sua participação frequente nessas atividades. Conclui-se que o ensino da Língua Inglesa na Educação Infantil tem como objetivo nessa fase, um aprendizado voltado, para ampliação do vocabulário, na socialização e comunicação com o outro. Deste modo, possibilitando à criança vivenciar experiências em vários contextos, de experimentar novos idiomas e obter novos conhecimentos.

4 PERCURSO METODOLÓGICO

O método de ensino utilizado para fomentar esse plano de ação foi com

foco na fala e na audição do inglês. Ao invés de se utilizar da escrita e da leitura, as

aulas serão ministradas na forma oral, através de um processo de perguntas e

respostas, onde foram reforçadas as respostas corretas, com ênfase nas estruturas

linguísticas. Através do processo de imitação e de repetição, os alunos repetiram frase

a frase, para que o diálogo fosse memorizado. Nesta metodologia de ensino da Língua

Inglesa, os alunos não são expostos a gramática do idioma, pois os educandos

aprendem pela repetição, não sendo necessário explicações e análises gramaticais.

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A Língua Inglesa será, também, ministrada através do lúdico com vídeos, brincadeiras, em momentos de conversas, comunicações e ao expressar desejos, necessidades, sentimentos, preferências de seu cotidiano e na participação em situações que envolvam perguntas e respostas.

Sendo o público alvo, uma turma de 16 alunos, com a faixa etária de 4/5 anos, este projeto seguirá a seguinte metodologia:

Primeira fase:

Na primeira aula, em sala, os alunos serão organizados em círculo e a partir daí a atividade será iniciada com perguntas e respostas. Foram trabalhadas as saudações (Hello, hi, goodbye, good morning, good afternoon, good night).

Na segunda aula, com os alunos sentados em duplas, será trabalhada uma abordagem com perguntas e respostas: (what ́s your name?, my name is... How are you? I'm fine, ok, well, good). Os alunos serão classificados em A e B. O aluno A iniciará fazendo a pergunta para o aluno B, que depois de responder fará o mesmo com o aluno A.

Segunda fase:

Será apresentado às crianças na brinquedoteca o vídeo do Baby Shark.

Será explicado para eles que os personagens cantarão na Língua Inglesa e que eles deverão prestar bastante atenção para aprenderem a canção, ao terminar eles poderão cantar junto com os personagens. Ao término do Vídeo, a primeira parte da música será cantada pela professora e será solicitado que as crianças repitam em seguida trocará a palavra baby por nome dos membros da família como: (Mommy shark, Daddy shark, Grandma shark, grandpa shark).

1

(Original Song: Baby Shark Artist. 2019).

Terceira fase:

Serão explorados os vocabulários partindo das nomeações de cores (yellow, red, blue, green, purple, orange, white, grey, black), animais (Dog - Cat - Alligator - Monkey - Elephant - Shark - Horse - Turtle - Lion) alguns conceitos como:

(big, small, beautiful, ugly, happy, sad, bad, very, little) e números de zero (0) até dez

1 Disponível em: https://youtu.be/XqZsoesa55w Acesso em: 20 jun. 2020.

(20)

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(10). Serão mostrados às crianças, através de imagens, os animais acima e eles deverão nomeá-los e dizer duas características em inglês e a quantidade de animais que aparecem em cada imagem. Exemplo: (One dog: grey, big - Five Cat: black, ugly).

Ao final das três fases, para verificação da apropriação do conteúdo trabalhado, serão ministrados na brinquedoteca, jogo da memória com gravuras de cores, animais e números. Tendo por objetivo a consolidação dos itens trabalhados nas três fases anteriores.

4.1 Recursos

• Gravuras e fotos de animais;

• Serão utilizados jogos, materiais confeccionados (cartazes e desenhos), folhas xerocadas com atividades;

• TICs (Tecnologias da Informação Comunicação), como DVD musical (Baby Shark).

4.2 Avaliação

Avaliar envolve determinar o valor da ação educadora e o desenvolvimento individual do aluno em relação às atividades realizadas no projeto de ação, refletindo sobre a prática educativa, conhecendo o aluno em relação a ele mesmo. Será avaliado

durante o desenvolvimento das atividades:

• O posicionamento das crianças ao se deparar com uma linguagem diferente da língua conhecidas por eles;

• As autopercepções das diferentes linguagens de nomeação dos vocabulários e estruturas básicas.

• A interação com a disciplina: suas dificuldades e facilidades no processo de desenvolvimento do projeto de ação.

• E sua aquisição, apropriação e interiorização da língua inglesa pelos educandos.

• Avaliar não pressupõe em encontrar erros, falhas, defeitos, mas, sim o

envolvimento, disponibilidade, e apropriação como diagnóstico para continuidade

futura.

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Neste trabalho será avaliado o envolvimento dos educandos, as atividades e reações ao desenvolver atividades de conversação e interação com os colegas e a professor, bem como, suas curiosidades em relação aos vocabulários apresentados a eles e o envolvimento de cada um durante a aplicação.

4.3 Cronograma

ETAPAS

SET- OUT 2018

NOV- DEZ 2018

JAN- FEV 2019

MAR- ABR 2019

MAIO- JUN 2019

AGO- SET 2019

OUT- NOV 2019 LEVANTAMENTO

BIBLIOGRÁFICO X X

FICHAMENTO

DE TEXTOS X X

COLETA DE

FONTES X X X

ANÁLISE DE

FONTES X X X

ELABORAÇÃO DO PROJETO DE AÇÃO

X

APRESENTAÇÃO PARA OS ALUNOS DO PROJETO

X

OFICINAS COM OS

ALUNOS X X X

AVALIAÇÃO DOS

RESULTADOS X X

REVISÃO REDAÇÃO FINAL/ENTREGA

X

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O ensino da Língua Inglesa encontra respaldo na Lei das Diretrizes e Bases

da Educação Nacional (LDBEN) nº 9.394/96 e a inclui a partir do 6º ano do Ensino

Fundamental em nosso país, contudo, as séries iniciais do Ensino Fundamental e

Educação Infantil não foram contempladas por esse importante mecanismo legal. O

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desconhecimento das teorias de aprendizagem e do desenvolvimento e a contribuição trazida pelas neurociências à educação têm nos mostrado que o inglês pode ser alvo das aprendizagens entre crianças, principalmente, aquelas em idade pré-escolar.

Embasados em estudos sobre desenvolvimento infantil, por meio de teóricos conceituados como Jean Piaget e Vygotsky, entre outros, compreendemos que, a fase em que as crianças estão mais aptas ao aprendizado das línguas é durante a primeira infância devido à estrutura cognitiva e neural em desenvolvimento nesse período de suas vidas.

O Projeto de Ação foi essencial para que constatássemos que as crianças são capazes de nomear cores, animais, saudações e despedidas em Língua Inglesa através de um aprendizado significativo, lúdico e motivador. Demonstraram, também, interesse pelos conteúdos da Língua Inglesa e que estão abertos a novas aprendizagens. Algumas delas já apresentavam conhecimentos prévios sobre essa língua e contribuíram para que os outros colegas se interessassem por conhecer algo novo, ampliando o vocabulário ao entrar em contato com esse universo de palavras.

As crianças interagiam e se socializam ao aprender sobre o idioma inglês ampliaram seu repertório de palavras, tanto nesse idioma, quanto na Língua Portuguesa, desenvolviam a oralidade, percebiam a sonoridade das palavras demonstrando interesse em aprender cada vez mais.

Conclui-se com o Projeto de Ação que, as crianças em idade pré-escolar estão perfeitamente aptas a aprender novas línguas se forem no tempo certo, devidamente estimuladas e incentivadas. O aprendizado da Língua Inglesa nessa fase é algo extremamente importante e significativo para elas e, isso, foi percebido nas manifestações das crianças durante toda a realização do Projeto.

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