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TRANSFORMAÇÕES MULTIESPECTRAIS (GLOBAIS)

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Academic year: 2021

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Se incluem todas aquelas transformações destinadas a criação de imagens a partir da combinação de bandas da imagem original.

A imagem resultante depende de toda a imagem original e não apenas dos níveis digitais de cada pixel ou de seu entorno (utiliza-se estatísticas globais).

O bj ti é id i l t í ti i t t i l l ti d i f ã

O objetivo é evidenciar alguma característica importante ou isolar algum tipo de informação de mais interesse que na imagem original estava oculta.

Análise de Componentes Principaisp p

Geralmente existe grande redundância na informação obtida pelas diversas bandas da imagem, referendada pela alta correlação entre os dados proporcionados.

Imagem Landsat 5 TM 21/01/2099 Órbita 223 Ponto 81.

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Assim, mediante a combinação linear das bandas originais da imagem, a transformação a componentes principais gera novas bandas, que são linearmente independentes entre si, ou seja, sem redundância entre elas.

A ACP busca os eixos de variabilidade da imagem, de grande utilidade para estudos multitemporais ou para construir 3 novas bandas e a partir delas formar uma combinação colorida que concentre mais informação que qualquer das bandas originais.q ç q q q g

Diagramas de Dispersão 2D:

(3)

Diagramas de Dispersão 2D:

Diagramas de Dispersão 3D:

(4)

Imagem: Variável Aleatório Multivariante

Os ND multiespectrais de uma imagem digital podem ser considerados como uma variável

l tó i t i l ( d b d é t d t )

aleatória vetorial (cada banda é um componente do vetor).

A função de distribuição multivariante constitui o histograma multiespectral da imagem.

A função de densidade de cada histograma pode ser considerada uma distribuição gaussiana, ficando então caracterizada pela média e variância de seus dados e pela relação entre elas mediante os correspondentes coeficientes de correlação.

A imagem multiespectral será:

onde n representa o número de bandas da imagem.p g Para a banda k, a média pode ser calculada:

e a variância:

sendo que zij é o ND de cada píxel (i,j) e N o número de píxeis da imagem.

(5)

Imagem: Variável Aleatório Multivariante

A relação existente entre duas bandas quaisquer pode ser definida pela covariância:

Resolvendo a equação teremos:

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Imagem: Variável Aleatório Multivariante ou seja:

além disso, temos:

e

O coeficiente de correlação entre as bandas k e l se define como:

onde o mesmo estará no intervalo:

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Imagem: Variável Aleatório Multivariante

Considerando as n bandas da imagem e tratando-a como uma variável aleatória

lti i t d d fi i t i d di ã X d iâ i iâ i (Σ)

multivariante podemos definir as matrizes de dimensão n X n de variância-covariância (Σ) e correlação (R).

A matriz de variância-covariância de um conjunto de bandas linearmente independentes será diagonal, ou seja, a diagonal principal estará ocupada pelas variâncias das combinações eg , j , g p p p p ç os elementos fora da diagonal principal (covariâncias) serão nulos (zero), já que a soma de todos os produtos positivos será igual a soma de todos os produtos negativos (equação da covariância).

Por tanto, a transformação que consiga diagonalizar a matriz de variância-covariância é aquela que deve ser aplicada para obter novas bandas linearmente independentes.

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Imagem: Variável Aleatório Multivariante

Correlação entre bandas:

Correlação Positiva:

As bandas i e j estão correlacionadas positivamente, ou seja quando os valores da banda i crescem os

Sem Correlação:

ou seja, quando os valores da banda i crescem os valores da banda j também crescem.

As bandas não estão

correlacionadas ou seja

Co elação Negati a

correlacionadas, ou seja, não mostram dependência uma da outra.

Correlação Negativa:

As bandas i e j estão correlacionadas negativamente, ou seja, quando os valores da banda i crescem os valores da banda quando os valores da banda i crescem os valores da banda j também decrescem.

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Passos para transformar a matriz de variância-covariância em diagonal:

A partir de uma transformação A se denominam vetores próprios ou autovetores

( i t ) l ã li t f d j l

(eigenvectors) aqueles que são colineares com seus transformados, ou seja, aqueles que cumprem a condição:

sendo A a matriz que caracteriza a transformação e λ o valor próprio ou autovalor (eigenvalues).

P d t

Podemos escrever também:

onde I representa a matriz unitária, isto é, uma matriz diagonal tal que aii = 1 e aij = 0.

Igualando a zero teremos:

Na equação acima devemos incluir a resolução de uma equação de características φ(λ), que proporciona os autovalores para a matriz A:

proporciona os autovalores para a matriz A:

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Passos para transformar a matriz de variância-covariância em diagonal:

No caso da matriz de variância-covariância teremos:

onde podemos obter n soluções λ1, λ2, … , λn, que são os autovalores da matriz, ordenando- se habit almente da seg inte manei a λ ≥ λ ≥ ≥ λ

se habitualmente da seguinte maneira: λ1≥ λ2 ≥ λn.

Os autovetores da matriz de variância-covariância Σ se obtem mediante a resolução da seguinte equação:g q ç

isto é:

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Passos para transformar a matriz de variância-covariância em diagonal:

d sendo:

A transformação em diagonal da matriz de variância-covariância é dada por:

d onde:

P matriz auxiliar formada pelos autovetores colocados por colunas na mesma ordem da P matriz auxiliar formada pelos autovetores colocados por colunas na mesma ordem da

matriz diagonal.

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Passos para transformar a matriz de variância-covariância em diagonal:

No caso de:

Precisamente por ser um vetor próprio, posso colocar da seguinte forma:

desta forma teremos:

A matriz auxiliar P define uma mudança de base no espaço dos reais n de tal forma que se a imagem original tinha uma matriz de variância-covariância ∑, a imagem final terá uma matriz de variância-covariância Λ.

Isto é, as bandas da nova imagem são linearmente independentes ou sem correlação.

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Passos para transformar a matriz de variância-covariância em diagonal:

A transformação a componentes principais consiste na multiplicação da imagem original pela

t i d t t d t i d iâ i iâ i

matriz de autovetores da sua matriz de variância-covariância.

ou seja:j

Sendo xij os elementos da matriz P, isto é, os componentes dos autovetores postos por colunas o desenvolvimento da equação acima fica:

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Passos para transformar a matriz de variância-covariância em diagonal:

Por outro lado a transformação é ortogonal, razão pela qual o somatório das variâncias (∑) é

i l tó i d t l (Λ)

igual ao somatório dos autovalores (Λ):

Isto significa que a variância se distribui sem perdas sobre os componentes principais.

A Primeira Componente corresponde a maior parte da variância da imagem (mais informação).

A variância restante se distribui nos seguintes componentes de forma decrescente.

A variância original explicada por cada componente principal se calcula como a proporção do autovalor correspondente em relação a soma total de autovalores:

autovalor correspondente em relação a soma total de autovalores:

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Resultado da Análise de Componentes Principais Correlação Positiva:

Sem Correlação:

Sem Correlação:

Correlação Negativa:

O resultado da ACP é que as bandas novas não tem correlação entre si.

Os autovalores da transformação indicam o tamanho dos Os autovalores da transformação indicam o tamanho dos eixos das elipses e os autovetores a direção dos mesmos.

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Resultado da Análise de Componentes Principais

A ACP encontra um novo sistema de referência que explica melhor a variabilidade da iimagem.

A elipse correspondente a representação bidimensional dos valores de duas bandas quaisquer fica agora orientada com seus eixos paralelos ao novo sistema, explicando o

q q g p , p

eixo de coordenadas paralelo ao eixo maior da elipse a maior parte da informação contida entre as bandas comparadas (figura abaixo).

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Aplicações

Melhora a visualização da imagem ao concentrar em apenas 3 bandas (as necessárias para

f ) t d i f ã d i

formar a cor) quase toda a informação da imagem.

Estudos multitemporais:

Podemos reduzir a apenas um componente as bandas da imagem em cada uma das datas de trabalho. Posteriormente faz-se a classificação dos CPs isolando os fenômenos que mostraram mudanças entre duas datas sucessivas.

Detecção de mudanças entre duas datas:

Se transforma em CP todas as bandas de ambas datas

As primeiras componentes principais explicarão a maior parte da variância da imagem e portanto incluirão todos os aspectos comuns das duas datas.

As componentes principais secundárias conterão informações sobre fenômenos que não podem explicar-se em duas datas simultâneas e portanto indicam uma mudança.

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Desenvolvida por Kauth e Thomas é uma transformação mais geral que a ACP mediante a qual se obtém diversos índices com significado físico concreto que constituirão as novas bandas da imagem.

O procedimento tem base na evolução espectral dos cultivos ao longo de seu período vegetativo.

Analisando a variação dos ND dos píxeis das áreas cobertas por vegetação em um espaço tridimensional o caminho da nuvem de pontos no transcurso do tempo deixa um rastro que adquire a forma de uma toca (tasseled cap).

Considerando a banda do vermelho e do infravermelho próximo, a base da toca está definida pela linha de solos nus, ao longo da qual se distribuem os diferentes tipos de solo, de acordo ao seu estado de umidade e iluminação, principalmente.ç , p p

A medida que o cultivo se desenvolve e chega ao pleno vigor, os pontos tendem a aproximar-se do infravermelho próximo, retirando-se da linha do solo nu.

Quando se inicia o período de senescência a nuvem de pontos vai convergindo a um ponto único, que corresponde ao ponto de murcha permanente do cultivo e cuja posição tende a regressar novamente a linha de solo nu.g

(19)
(20)

A TTC pretende encontrar novos eixos de variação que ressalte o comportamento biológico dos cultivos, em concreto separar a variação dos ND das áreas de cultivo daquela associada ao solo, no qual ocorre a seguinte combinação linear:

onde: é a imagem multibanda obtida com a transformação;

é a imagem original;

é uma matriz de coeficientes que caracteriza a transformação;

é uma constante vetorial para evitar valores negativos (geralmente = 32).

A expressão acima ajustada para o Landsat TM é a seguinte:p j p g

(21)

Para o Landsat TM:

O componente brilho é a soma ponderada dos ND correspondentes a todas as bandas

l i d i f lh t l

excluindo o infravermelho termal.

O verdor destaca o contraste existente entre as bandas visíveis e as pertencentes ao infravermelho especialmente o infravermelho próximo.p p

O componente umidade contrasta a refletância da cobertura no visível e o infravermelho médio, onde a água apresenta várias bandas de absorção.

Os três eixos transformados formam um espaço vetorial no qual podemos diferenciar três planos característicos:

A vegetação formado pelos eixos brilho e verdor;

O solo formado entre os eixos brilho e umidade;

O plano de transição formado pelos eixos verdor e umidade.

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São transformações que buscam realçar as áreas cobertas de vegetação, reforçando a contribuição espectral devido a vegetação e minimizando os distorções, tais como o solo, a irradiância solar, o ângulo de elevação do Sol e a própria atmosfera.

Podemos agrupar os IV existentes em duas categorias:

a) Transformações ortogonais similares as realizadas em ACP.) ç g b) Índices com base em quocientes entre bandas.

Índices com base em t ansfo mações Índices com base em transformações

Se rota os eixos no espaço

bidimensional originalmente formado g pelas bandas do vermelho e

infravermelho próximo para o novo eixo formado entre a linha que define os solos e sua perpendicular

os solos e sua perpendicular.

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Índice de Vegetação Perpendicular (PVI – Perpendicular Vegetation Index):

O PVI mede a distância espectral existente entre o ND dos píxeis de Vegetação e Solo

b d d V lh I f lh P ó i (d l id Ri h d

nas bandas do Vermelho e Infravermelho Próximo (desenvolvido por Richardson e Wiegand).

onde: o subíndice v indica o ND da banda considerada para a vegetação e o s para a linha de solo.

P L d t MSS t

Para o Landsat MSS teremos:

Estendendo o conceito a um espaço multidimensional podemos gerar o Índice de Vegetação Verde (GVI – Green-Vegetation Index), que pode ser aplicado para quatro bandas, como desenvolvido por Kauth e Thomas; a seis bandas como o de Crist e Cicone ou a n desenvolvido por Kauth e Thomas; a seis bandas, como o de Crist e Cicone ou a n bandas, desenvolvido por Jackson.

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Índices com base em quocientes

Os quocientes são divisões entre os ND de uma banda por outra. O caso mais geral pode ser d

expressado como segue:

onde: z’ é a nova imagem formada pelo quociente das bandas k e l;

a e b são constantes, geralmente de valor 1, para evitar qualquer divisão por zero.

P d tili l it i i i t d i lt t i

Podemos utilizar um logaritmo para corrigir o escurecimento da imagem resultante, assim:

Em muitos caso é difícil separar entre duas coberturas vegetais diferentes por seus NDs estarem muito próximos. Os quocientes entre bandas pode proporcionar um melhor critério de separação.

O relevo do terreno origina diferentes graus de iluminação que são independentes do tipo de O relevo do terreno origina diferentes graus de iluminação que são independentes do tipo de

cobertura vegetal.

A redução da reflectância em áreas de sombra afeta por igual as diferentes bandas da imagem. A vantagem do quociente entre bandas é o fato de que o resultado independeg g q q p da irradiância.

Portanto, é uma transformação muito indicada para reduzir o efeito radiométrico do relevo na imagem final.

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Índices com base em quocientes

Os mais utilizados combinam bandas do infravermelho próximo com as do visível.

Isso se deve a alta reflectância no IRp e baixa no VIS, especialmente no vermelho.

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Índices com base em quocientes

Razão Simples (SR – Simple Ratio):

Índice de Vegetação de Diferença Normalizada (NDVI – Normalized Difference Vegetation Index):

ou

Índice de Vegetação Transformado (TVI –g ç ( Transformed Vegetation Indexg ):)

Índice de Umidade por Diferença Normalizada ou Índice de Água (NDMI ou NDWI Water

Índice de Umidade por Diferença Normalizada ou Índice de Água (NDMI ou NDWI – Water Index):

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Índices com base em quocientes

Índice de Conteúdo Relativo de Água Foliar (LWCI):

Índice de Vegetação Ajustado ao Solo (SAVI):

ENTRE OUTROS.

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Referências

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