Jerson Kelman
“Há consenso de que a superação das
deficiências em infraestrutura não se dará sem a efetiva participação privada no investimento e na gestão dos serviços.
A regra de ouro para atrair capitais privados é segurança jurídica e bons marcos regulatórios.”
Investimentos Privados
Energia Elétrica:
disponibilidade e modicidade tarifária
“O custo da energia elétrica para o consumidor industrial tem crescido sistematicamente acima da inflação.
Inseguranças sobre a disponibilidade de energia e de seu nível futuro de preços postergam
decisões de investimentos e desarticulam
processos produtivos.”
Energia Elétrica:
modicidade tarifária
138%
238%
315%
104%
222%
638%
256%
0% 100% 200% 300% 400% 500% 600% 700%
IPCA IGP-M Salário Mínimo
Parcela B Energia + Transmissão
Tibutos + Encargos Tarifa Total Média
Variação dos Principais Componentes daTarifa LIGHT SESA (1995 - 2008)
Parcela B;
22%
Energia + Transmissão;
38%
Tibutos + Encargos; 40%
Peso dos Componentes nas Atuais Tarifas da LIGHT SESA
Fonte: Light
A tarifa industrial cresceu mais:
realinhamento tarifário
Energia Elétrica:
modicidade tarifária
TARIFAS RESIDENCIAIS B1 - (R$/MWh)
- 100 200 300 400 500 600 700
COPEL ELETROPAULO ENERGIPE MANAUS RGE LIGHT CEMIG CEMAR
ENERGIA TRANSPORTE ENCARGOS IMPOSTOS
Energia Elétrica:
modicidade tarifária
Energia Elétrica:
modicidade tarifária
Participação da energia elétrica na renda per capita - 100 kWh mensal
0,00%
1,00%
2,00%
3,00%
4,00%
5,00%
6,00%
7,00%
8,00%
9,00%
NORUEGA FRANÇA REINO UNIDO ESPANHA PORTUGAL ALEMANHA DINAMARCA ITALIA ELETROPAULO LIGHT COPEL MANAUS RGE CEMIG ENERGIPE CEMAR
Energia Elétrica:
disponibilidade
1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 Oferta 37,8 31,8 31,8 32,7 33,0 33,7 34,1 34,9 37,2 38,9 39,9 43,2 46,5 49,3 50,8 50,5 51,6 50,0 52,2 Demanda 26,5 27,9 28,3 29,9 31,3 33,3 35 37,2 38,6 39,8 41,6 38,4 40,3 42,4 44,5 46,5 48,3 50,4 51,8
0 10 20 30 40 50 60
GW médio
Oferta Demanda
Racionamento
Fonte: EPE, PSR
Energia Elétrica:
disponibilidade
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
jan/97 jul/97 jan/98 jul/98 jan/99 jul/99 jan/00 jul/00 jan/01 jul/01 jan/02
Reservatórios do Sudeste
Diversificação da matriz energética
45,9 12,9
6,7
54,1 87,1
93,3
0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%
Brasil (2007) Mundo (2006) Países da OCDE
(2007)
Renováveis Não-renováveis
Diversificação da matriz energética
Emissões de GEE por setor
Mudança no uso do solo e floresta
59,5%
Agricultura 23,8%
Emissões fugitivas 0,3%
Outras combustões 1,9%
Trasporte 5,4%
Manufatura e Construção
4,1%
Eletricidade e Calor 2,2%
Processos Industriais 1,1%
Lixo 1,7%
Energia 13,9%
Fonte: Climate Analysis Indicators Tool (CAIT) Version 6.0. (Washington. DC: World Resources Institute. 2009).
[2] Dados referentes ao ano de 2000, incluindo CO2, CH4e N20.
Não por causa da geração de
eletricidade...
...e sim por causa das queimadas.
Diversificação da matriz energética
2.039
1.274
2.010
549
1.736
3.670
3.150 3.300
2.299
1.935
- 1.000 2.000 3.000 4.000 5.000 6.000
1º LEN 2º LEN 3º LEN 1º FA 4º LEN 5º LEN ST
ANTONIO
JIRAU 1º LER 6º LEN 7º LEN
HIDRO PCH BIOMASSA GÁS NATURAL
GÁS NATURAL LIQUEFEITO GÁS DE PROCESSO ÓLEO DIESEL CARVÃO MINERAL ÓLEO COMBUSTÍVEL
5.637 Renovável
[15.026 MW]
54%
Fóssil [12.575 MW]
46%
Fonte: CCEE
Diversificação da matriz energética
Matriz ideal:
Hidroeletricidade +
Bioeletricidade +
Gás Natural
Porém, de bem intencionados o inferno está
cheio...
Ações de eficiência energética
Combater
os gatos
Promover a navegação fluvial
Fazer de um limão uma limonada:
Aproveitar que
grande parte das
concessões expira
em 2015 para fazer
concessões de uso
múltiplo das bacias
hidrográficas
Transparência na regulação
Basta copiar a ANEEL:
• reuniões de diretoria públicas e transmitidas pela Internet
• decisões tomadas com votos por escrito, com nota técnica e parecer jurídico
• audiências públicas antes de qualquer decisão
relevante
Saneamento básico: universalização exige participação privada
“O governo federal estimou em 2000 que a universalização do
saneamento poderia ser alcançada em 2020 mediante investimento anual de R$ 10 bilhões. No entanto, no período só foram aplicados apenas R$ 4,3 bilhões por ano.
Uma alternativa a esse impasse seria o aumento da participação privada nos investimentos em saneamento, principalmente por meio das Parcerias Público-Privadas e concessões tradicionais.
Um dos fatores que dificultam essa participação é a ausência de
agências reguladoras estruturadas para a fiscalização e regulação do setor. De acordo com a Lei 11.445/2007, as agências devem estar estruturadas até o final de 2010. Porém, até o momento apenas 16%
dos municípios possuem entidade responsável pela regulação da prestação dos serviços de abastecimento de água e de esgotamento sanitário.”
Solução: transformar a ANA na agência reguladora opcional.