l~tETIM DE tlÊNtlU Et~N~MltU
SUPLEMENTO AO BOLETIM DA FACULDADE DE DIREITO
VOLUl\'IE XI 1 9 6 8
FACULDADE DE DIREITO COIMBRA
do desenvolvimento regional português
§ 1.0 Enunciado da problemática regional na metrópole
, ituaclo na «ocidental praia lusitana», '>e uI, rnwnt virado para os «mar ' mm a dante,> navegado I), Portugal
entrou as sua a ti\'idacl s económi a, na zonas d influ 'n- ia dos prin ipai portos marítimo'i, sobr tudo o da apitaI, uja ex lência das oncliçõe'i natnrai' é razãoufi icnte para justifi ar, d sc\' a a.lta Idade Média (I) o d sen\'olvi- m nto da r gião m tropolitana de Li boa m r lação à outra zona portuária, e, o r sto do país. Os r urso,> do
( 1) .\ maior idade ou entro metropohtano era frequent _
mcnte, na Idade illédia (com, amda hoje, é regra g ral) a capItal polJtIca da r gião. \~~Im a ontcceu com Londres, em relação à I ngla- terr , Xápole ,no 'uI da Itália, Kicv no 'uI da Húsla, etc. Pari p r ce ~6 ~e ter tornado uma Idadc important na alta Idade MédIa.
Em regra, a cidade-capItal beneIi iav, da prote ção do ,oberano e da nqueza da ela ses o lais dominantes. cl senvolnm 'nto Ices entro urbano d via-~ , as 'lm, em parte, à sua função polí- ti a; mas re ult LI também los b n fí 10 d um sist ma rodO\iário herdado dos romanos ou de nas Iluviais (rasgadas para o IJ1tcnor) e marítimas (para outras parte do país, da Europa ou do • 'orte de
.:\fri a ou Próximo ri 'ntc). \". Jo IAH . H SSEL, (,The ilr tropo-
htan Ity R gi n of the :\ltddle .\gCS», jOltlnal of Regional 'c/nIet, vol. II, n.O 2, 196U, pág. -8.
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int 'rior d t rritório contil1l'nt,tl foram, tl"sim, l'xploraclos sob a inRuên i,t ntrip tantc do pólos marítimo·, t nIlo-se gerado uma ocupa;ll a sim ~triC'tl do paço ntinental- a 1 ual é, d "d há alguJ1" anos, 01 j{ do I largo d h t ,
onquanto s ondi ionali"mos políti 'o, SO('I,\1S, gC'ogrú- ficos, t>t '. lifiram de país paI a )1< ís, o fenômeno do de!:> n-
\ ohillwnto ,,' cio-cconómico tem-o p r toda a 1 art pr '-
. adI d uma forma {'''pa i.llmente não homogén a, com
IJ.s"inll'trias» ou «de, quiIíhri ::,»(1). A .·im l' on'tituiu, de Je ha dua dada ... , orn:nt audal : ,qu fez re\'i\' r
{ ,tud s panais, outrora ulti\'ado' 11 campo g 0-
gráfico.
o
( I) .\lfTUl1" autore-.. l:on lderam que a" <ll"pandatles rcglunai de l:re umento .e comportam dl alonlo 'um um V lIlvcrtido m fun,'ão do crecimento do produto nacl(lllal bruto . . -\s.lm, o. «de" - qUlhbno". enam menorc. nl'" e. tàdw" mais atrasado e mai avan-
\<1<10 de tle en\'oh'lmento, e malOre nos . t, dlO'> mtermédio . Esta.
.. nomeadamcntc, a conclu. ào de j FFFRFY G. \\'fLLlAM ON após um
:-:al1lt' a vmte e quatr pale. (.,HeglOnal Incquality and the Pro-
l:e " of • ational D velopment". FC(l/lOJ/lIC Del'elopl1lCllt a/!{l ultural hall,t julho. 1 -, pàg. 10 Esta IOei, ncontra-. e já. de erta m, nClra em A. 'ORÉ PfATIFR, no seu preCe 10 à obra de FYOT e AL-
\ rz .• 1'olttLque Éeonomique Héglonale en Grandc-Bretagn ,> (,\rmand 'ohn. Pari., 195 ). quando adiantou a hlpótcse de qu a políti a de til' ·en\"ol\"Ímento re lonal um problema que ·6 S Ic\', nta numa
~eaunda fa'e do de en\"olnmento. d pOIS de uma prim Ira Ia, ele re Cimento rápido e anárquICO :\Ia , concentração mdustnal dos E. l'., . c bem que inferior à da rrança à da rã-Bretanha, é me mo a imlmpre .. lOnante:.t3° o elapopulação,-2 ° o doP. -.B .. 6 {loda produção mdu trial cone ntram-. e numa faixa (qu ompr ende .l. -ova Iorque. hieago, Detroit) eorre ... pondcnt a 7 o o da área tote I daquele PaÍ.. Y'r L LUfA.', .Regional 1 c\"elopment anel th eogr phy oC 'oncentr t1on, Re ional Clenee A oeiabon. Papel's anel Procee- doll"s 1\' 1 - , pág. 1 1. E, como n ta j H.' FRIEO;\IAN (<<l{ glOnal Developm nt Fohe)" •• \ a e 'tudy or Yenezucla», the :\I. J. . Pre ., ambridae, 2\laaehu· ett .. 1966. pág. 7) é a própna natur za dos problema do de ·en\"olnmento regional que mudam om o grau de indu tnahzação.
imporldn ia elo probl 'ma onduziu a div r a xp- ri'n ias ele el nv lvim nto regional, principalm nt na Europa (1), . nuo poi' 1 gítimo CJu, m r la ã ao d s n- volvimento p rtugu 's, s tenha 1 vantado idênti a pr ocupa- ção.
reacção ofi ial surgiu por oca~ião da' prim iras t n- tativa d laboração dos planos d de 'nvolvim nto; nten- deu- então qu (m plan am nto dev rá ( ... ) . r tudada a situação das diver'a regiões do país, d maneira a on-
id rar quanto posivd aua poiçfto on6mica no con- junto ' a favor c 'r o 1 11\ olvirn nto ela maL atrasada., t ndo sempre cm con icl ra fto a con\'eniên ia d r t r a ] opulaçã rural no eu meio originário, mediant uma polí- ti a d m lhoram nto da. condições d vida, d facilidade d c muni açõ e de localiza ão da indú iria » (2). bto m 1958, oit an " portanto, depois da criação, em 'rança, 10 prim iros I m nto. qu truturaram ali uma política de de envolvim nto r gional: o « FoneIs National d'Aména- gem nt du T rritoir » (3).
a 1 i 1 mio' para 1961 pre tou- e pela primeira vez
( 1) Sobre a motivações e forma' de desenvolVimento regional tentada na Europa, on ulte- e, do autor, (I. \lguns a pectos das política europeia. dc 1 em'olvim nto regional,), no "01. "/Il de ta re\·i ta, 19-9-64, págs. 41-60, e ~Probl'mes de planification et de dé\'eloppement économique' à I'échelon régional en Europe et aux État - ni », Bulletin Économiqlle POUY I'EltYope, vol. 17, n.O 2, pág. 1-28.
( 2) lAR ELLO AFTA o, (,E. -po~lção do :\lmistro da Presidên- cia tio on5elho Económi o obre o I la no de F mento para 1')59-64,), Lisboa, 195 .
(3) Em 8 de .\go to de 1 50. Porém, o ano em que ~e con- sIdera que, naquele paí, elaborou uma \'erdadeira política regIO- nal foi em 195 -, 0111 o lebre de reta d ~rE. DE -FRA. I. "er,
ntre outros, ANTO. LOUR .IRO, (I \ acç-ão re"lonal cm França*, I~II,
Lisboa, 19GI, pég. 3'.
7
at '11 ,lO ao probl ma; oll ... id 'roU-'l' oIlH'llicntl' dar n . a altm,l « um impuLI) mai de i ... i,·o na política de atenua ii<
do (\t'''L'quilíbrio ... ll'giol1.li ... , a tuando :" bre a... .lU -, S 'llH'
"tão Jl, ha"'t: ti, de igual ui tribuiçüo la acti"idacl ' anó- mica, pda onc ",sào de incenti\'() cl orei III fis ai d fa ili- dad ' ... dl' r \hto, qu' permitam uma mais dpida ,aloriz, ,I d,\-. r ~i- ... IlH.'no" f, vor'cicl,L, ,tlim I1tand a. sim o onforto
I b m- 'st, r de uma populaçà cUJa () upa ào é predomi- nant mente .1 'rária e que auf 're o mai' bai.'os íl1di ... c1 >
r nelin1l'nto(I).
,Ií cm 19G1, contudo, o probl 'm foi nun iado, por ini- iatt\'a do ~rini ... t ri da E 011 mia, atra\'(~", do Proj to d D reto-L i n.O -20, que propunha a criação d uma Junta d Plalw m nto E onómic Regional.
• "ào mer c u et proj ct mb 1'a: d mara or- p rati, a, p i ub dir, m II rand ... dÚ"ida ac 1'ca da inte- raçàl> da Junta, tal om f i propo ta, no L t ma g mI da no a rgânica d política n 'mica ( ... )) (2) .
• Ti tend r uido a "up re trutu1'a in titu ional a.dequ,lda à r oluçào da problemática r gi nal, durante o P 'ríodo d "iaência do II Plan cl Fom nto (1959-1 62) a. entuou-... e a oncentraç'o d II1\' tim nto m pólo d de n\'olvimento xi t nt -., não ' t ndo, poi , verificado qualqu r orrecção às di paridad r gi nais xi t nt d I ," milhar de cont - im' tido naqu le int r\'al0 d tempo, identificou- a localizaçã d mpreendimento com o
( 1 ) Propo. ta de L i de autorização das re elta despe a
para 1Q61. Imprensa .'aclonal, LI boa, 1960, pág. 236.
(~) Parecer n.O 7 ,'11 - Projecto de De r to-L I n.O 520/VIl (Junta de Planeamento EconómIco RegIOnal). Acta da Câmara Cor- poratwa n.O 30, de 10 de Dezembro de 1962. H.elator: Dr. FRANCISCO PEREIRA DE :\IOURA.