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TÍTULO: FATORES QUE INFLUENCIAM A DECISÃO DE COMPRA DO USUÁRIO DE E-COMMERCE

TÍTULO:

CATEGORIA: CONCLUÍDO

CATEGORIA:

ÁREA: CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS

ÁREA:

SUBÁREA: ADMINISTRAÇÃO

SUBÁREA:

INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE ESTUDOS SOCIAIS DO ESPÍRITO SANTO

INSTITUIÇÃO:

AUTOR(ES): BRUNA PEREIRA MODZELEWSKI, RAFAELLA BAZONI ROSSI, TAYNÁ BRAGA DE OLIVEIRA, THAIS CARDOSO SCHAEFFER

AUTOR(ES):

ORIENTADOR(ES): JOCELINO ANTONIO DEMUNER, NEIDY CHRISTO

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1. RESUMO

Com o advento da Internet os atos normais de compra e venda de forma presencial adquiriram nova dimensão. Agora eles podem ser também praticados de forma virtual, ato também conhecido como e-Commerce. Nesse cenário, a presença do comprador, vendedor e produto no mesmo local, para consolidar uma operação já não é necessária. Contudo, o comprador, pelos mais variados motivos, nem sempre conclui a operação. Diante disso, o objetivo dessa pesquisa foi identificar os fatores que influenciam a decisão de compra do usuário de e-commerce na Região Metropolitana da Grande Vitória (ES). Para isso foi realizada pesquisa bibliográfica (livros e artigos da literatura pertinente) seguida de uma pesquisa de campo. O questionário, fechado e contendo quinze questões sobre o tema e cinco socioeconômicas, foi testado e ajustado para esse fim. Ele coletou dados por meio da Escala de Likert de 5 pontos, compondo uma amostra válida de 225 respondentes. O período de aplicação do questionário foi entre janeiro e fevereiro de 2017. Os dados foram tabulados e submetidos a análise fatorial usando o método principal componente seguido de rotação ortogonal varimax. Os resultados indicam que cinco fatores – Reputação, Comodidade, Facilidade de uso, Informação e Conformidade – explicam 58,82% da variação da decisão de compra dos usuários do e-commerce. Esses achados alinham-se com trabalhos anteriores de FELIPINI, (2010), NAKAMURA (2001, CHO et al. (2002), GOMES e LEAL (2003) e KAYANO (2008). Concluiu também que a existência de uma loja física correspondente à loja virtual não aumenta a segurança para realização de uma compra virtual, na amostra estudada.

2. INTRODUÇÃO

A internet é um meio de comunicação que permite a transmissão de informações instantaneamente, promovendo a interação entre pessoas, clientes e empresas. Para LIMEIRA (2007 P. 13) “Devido às suas características, a internet tornou-se a primeira mídia em massa, pela qual permite-se a interação entre pessoas, clientes e empresas a baixo custo e à velocidade da luz”. Com a sua chegada e difusão, tonou-se comercial no final do século XX, e com tantos benefícios aparentes foi amplamente aceita produzindo grandes transformações no comportamento das pessoas. DEITEL, DEITEL E STEINBUHLER (2004, p. 3), afirmam que o uso da internet impacta “o modo pelo qual as pessoas se comunicam, fazem negócios e administram o seu dia-a-dia”. Um desses modos se verifica na prática do comércio eletrônico ou e-commerce.

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NAKAMURA (2001, p. 31), conceitua comércio eletrônico como “toda atividade de compra e venda realizada com o auxílio de recursos eletrônicos”. COSTA (2013, p. 111), ressalta sua importância do e-commerce associando-o à Internet: “a revolução da internet trouxe uma série de inovações, dentre elas, a mais significativa foi o desenvolvimento do comércio eletrônico (e-commerce) ”. Nesse contexto de compras on-line o comportamento do consumidor parece também ter sido influenciado. Segundo MERLO e CERIBELI (2014) a decisão de compra do consumidor deve ser analisada como um processo constituído por diversas fases, possibilitando que o gestor entenda todo o processo que envolve a compra, seja antes, durante ou depois. Entretanto, para MOWEN e MINOR (2003, p. 191) “A tomada de decisão do consumidor consiste no conjunto de processos envolvidos no reconhecimento de problemas, na busca de soluções, na avaliação de alternativas, na escolha entre opções e na avaliação dos resultados da escolha”.

É preciso notar que, para as empresas, significa uma grande possibilidade de atingir seus consumidores de forma consideravelmente barata e rápida. Para os consumidores, a venda via internet tem ajudado pelo fato de poder realizar suas compras sem sair de casa, do seu trabalhado ou de qualquer lugar que proporcione comodidade ao usuário; pois assim, permite fazer pesquisas de produtos; analisar preços, conhecer as características dos produtos oferecidos a qualquer hora do dia no comércio eletrônico. Entretanto, um grande desafio do e-commerce é a atenção que deve ser dispensada aos fatores que eventualmente causam a interrupção (ou mesmo de iniciar) de uma compra on-line.

Dessa forma a presente trabalho buscou identificar, por meio de uma pesquisa bibliográfica, exploratória e de campo, os principais fatores que influenciam as decisões de compras dos usuários do e-commerce. Como resultado espera-se lançar luzes sobre as variáveis impactantes e agrupá-las em fatores contribuindo assim para o aumento do conhecimento sobre esse tema.

3. OBJETIVOS

O objetivo da pesquisa foi identificar os principais fatores que impactam na decisão de compra por meio do e-commerce.

4. METODOLOGIA

Trata-se de estudo bibliográfico, exploratório e de campo. Segundo GIL (1991, p. 244), um levantamento bibliográfico envolve livros, artigos e publicações especializadas no

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assunto. Para levantamento bibliográfico foram buscados autores de referência em conceitos como e-commerce e comportamento do consumidor. O aspecto exploratório decorre do ainda recente e pouco consolidado conhecimento sobre as variáveis que, de fato, impactam o comportamento do consumidor frente à compra virtual. Por fim foi conduzida uma pesquisa de campo no universo de compradores por meio de e-commerce. A amostragem foi por conveniência. O questionário foi submetido a pré-teste e validado depois de ajustado e foi composto por 15 questões sobre o tema cuja resposta variava de 1 a 5 (1 significando discordo totalmente e 5 significando concordo totalmente) de acordo com a escala Likert. Também tinha 5 questões de caráter socioeconômico objetivando categorizar os respondentes. O questionário ficou disponível na plataforma Google Docs durante os meses de janeiro e fevereiro de 2017. O link foi enviado somente para pessoas na Região Metropolitana da Grande Vitória (ES) que se declararam compradoras via e-commerce e só podia ser respondido uma vez por pessoa. A restrição se dava pelo e-mail do respondente. Foram coletados 122 questionários validados durante essa fase. Na fase de coleta de dados pessoal os questionários foram aplicados a uma amostra, também escolhida por acessibilidade, durante o mesmo período e região. Foram aproveitados 103 questionários válidos nessa fase de tal forma que a amostra total foi composta por 225 respondentes. Os dados foram tabulados no pacote de software estatístico Stata e passaram por um teste de análise fatorial usando o método principal componente, seguido de rotação ortogonal varimax.

5. DESENVOLVIMENTO

Nessa parte do trabalho foram conectadas a literatura com as perguntas do questionário de tal sorte que as respostas obtidas por ele viessem a elucidar os efeitos latentes e, na sequência, com tratamento dos dados por meio da análise fatorial, fosse possível evidenciar e agrupar os fatores que impactam o comportamento do consumidor na compra on-line. Como dito, há compradores do e-commerce que não concluem uma compra iniciada e conhecer os fatores envolvidos nesse processo é o objetivo desse trabalho.

Na visão de FELIPINI, (2010) o menor impacto seria observado quando a experiência de compra, tanto no físico quanto no virtual, fosse assemelhada. Diz ele que “Uma loja virtual é um site que oferece um sistema de compras com o qual o usuário pode interagir e concretizar uma transação comercial”. Ora, continua ele, “Quando o consumidor busca um produto qualquer, espera encontrá-lo facilmente, ser bem

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atendido, pagar sem burocracia na forma de pagamento escolhida, e assim por diante (FELIPINI, 2010, p. 26). Considerando agora que a compra seja on-line, embora não seja atendido por pessoas, o sistema deve também “levá-lo a concluir a transação de forma agradável, rápida e fácil. Há, no entanto, um agravante: o consumidor on-line é extremamente exigente, bem informado, e sabe muito bem o que quer” (FELIPINI, 2010, p. 26). Assim, na sequencia foram observados os seguintes aspectos teóricos que permitem entender as experiências de uso do e-commerce a partir dos quais foram derivadas as questões da pesquisa:

5.1 Comodidade

O e-commerce possui muitas vantagens em relação às lojas físicas, pois “oferece a comodidade de compra, sete dias por semana, 24 horas por dia e ainda oferece um vasto conjunto de informações sobre os produtos e/ou serviços” (SIQUEIRA et al, 2016, p. 10) e que, “dado o pouco tempo livre que os consumidores geralmente têm, a modalidade de comércio eletrônico pode representar uma solução para o acesso às lojas” KAYANO (2008). Ainda sobre comodidade, REEDYE, SCHULLO, ZIMMERMAN (2001), afirmam que essas vantagens agregam maior flexibilidade para operar e manter uma loja virtual.Muito embora nem todos os autores concordem (KIM; CHUNG; LEE, 2011), a comodidade pode ser atingida ainda, segundo ALVES e MENEZES (2007) “pelo maior conforto e a maior segurança proporcionada pelo uso de soluções eletrônicas de pagamento”. Alinhado com esses teóricos a ausência de comodidade pode influenciar significativamente o processo de compra virtual.

5.2 Conformidade

O consumidor gera expectativas em relação ao produto e à experiência de compra quanto ao vendedor, à empresa, à capacidade de cumprimento do prometido e à forma de pagamento entre outras. Para KOTLER (1998, p.187) os consumidores criam expectativas sobre os produtos e serviços, antes da decisão da compra. Conformidade está conectada à confiabilidade que é retratada por FITZSIMMONS e FITZSIMMONS (2010, p. 23), como “a capacidade de cumprir com o prometido de forma exata. É para essas empresas, provavelmente, o objetivo mais difícil de ser alcançado junto aos consumidores”. No entanto, HOFFMAN e BATESON (2010, p.17) citam que a confiabilidade reflete a confiança que o desempenho da empresa inspira, podendo estar relacionada à marca ou a produtos e serviços. Quando ocorre dentro do esperado pode-se concluir que haverá a possibilidade de retorno à compra virtual,

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devido a essa conformidade. Usando essa mesma linha de raciocínio foram coletados dados sobre conformidade para confrontá-los com a teoria.

5.3 Facilidade

NAKAMURA (2001) enfatiza que uma loja física deve ter como atributo essencial a idoneidade da organização, resposta rápida, privacidade e disponibilidade do sistema. Em outro termo, para IIDA (2005, p. 320) “usabilidade relaciona-se com conforto, mas também com a eficiência dos produtos”. Segundo ele, “a usabilidade depende da interação entre o produto, o usuário, a tarefa e o ambiente”. No entanto uma pesquisa da Amazon, apontou que aproximadamente 60% dos carrinhos de compras são abandonados por falta de usabilidade no site da empresa. Os usuários não conseguem terminar uma compra por duvidas nos procedimentos. (COSTA e RUIZ, 2011). Baseado nesse princípio foram coletados dados sobre facilidade de uso, ee tratados estatisticamente para verificação de sua significância na compra virtual. 5.4 Qualidade e Quantidade de Informações

De acordo com YANG et al (2003), para crescer no mercado virtual, é fundamental ter vantagens competitivas que vão além do preço. Possuir um excelente serviço de atendimento ao cliente e qualidade avançada de informação on-line tornaram-se pontos importantes para o varejista online. Na visão de LAN (1998) a “qualidade e a importância do conteúdo das informações no comércio eletrônico são fatores que importam para atrair e "prender" a atenção do consumidor”.

Com base nesses autores coletou-se dados para testes estatísticos a fim de verificar sua significância em relação aos processos de compra virtual.

5.5 Reputação

Nesse trabalho o construto reputação está limitado apenas às reclamações expostas publicamente e voluntariamente nos sites de e-commerce. A reclamação acontece quando um consumidor espera que ocorra uma situação favorável e ao contrário, suas expectativas são frustradas (OLSHTAIN; WEINBACH, 1987). Para A. FITZSIMMONS e J. FITZSIMMONS (2010). A reputação negativa pode levar um potencial consumidor a desistir de uma compra iniciada, baseado na leitura das diversas opiniões desairosas deixadas no site sobre o produto ou sobre a empresa ou sobre ou sobre o vendedor. Quanto às reclamações da empresa, CHO et al. (2002) classificou as expectativas do consumidor online em cinco categorias: em relação ao produto, à tecnologia, às informações disponibilizadas, à loja online, e em relação às condições de venda pelo site. Além disso, a reclamação online, alcança atuais clientes da

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empresa reclamada, atuando como boca a boca negativo (VÁSQUEZ, 2011). A coleta de dados foi derivada da teoria acima, portanto, os resultados serão confrontados com ela.

6 RESULTADOS.

Antes de tudo, as variáveis e os dados:

As variáveis socioeconômicas foram (1) Sexo (masculino: feminino); (2) Estado Civil: (Solteiro, Casado e Divorciado); (3) Idade: (18 a 28 ANOS, 28 a 38 ANOS, 38 a 48 ANOS, 48 a 60 ANOS); (4) Nível de Escolaridade: (1ºGrau, 2ºGrau, 3ºGrau) e (5) Renda: (Até 3 Salários Mínimos (SM); Entre 3 e 6 SM; SEIS ou mais SM).

O questionário fechado continha variáveis numéricas cujos dados são resultados do nível de concordância do respondente com base em uma escala Likert de cinco pontos, sendo 1 para discordância total variando até 5 significando concordo totalmente).Questionários com dados ausentes ou fora do intervalo de 1 até 5 foram descartados.

6.1 Estatística descritiva:

A estatística descritiva apresentou 225 respondentes homogêneos nas repostas para cada uma das quinze questões aplicadas.

6.2 ANÁLISE FATORIAL

6.2.1 Método Principal Componente - Rotação Varimax Ortogonal

Esse método é um conjunto de técnicas estatísticas multivariadas sobre uma matriz de dados (variáveis observáveis) com o intuito de reduzir essas variáveis a um conjunto de poucos fatores representativos da amostra coletada. (BROWN, 2006. Pág 287). Cumpridos os pressupostos, procedeu-se ao teste. O resultado da análise fatorial pelo método principal componente mostra um agrupamento das variáveis observáveis em torno de cinco fatores de acordo com o seu valor próprio (Autovalor ou Eigenvalue). Neste trabalho foram retidos cinco fatores (somente os com Autovalor superior à unidade) por recomendação de HAIR et all (2005). O gráfico abaixo mostra os autovalores plotados contra a quantidade de fatores.

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Pode-se notar a presença de cinco fatores com autovalores maiores que 1, no gráfico acima. São eles que representarão as 15 variáveis segundo HAIR et all (2005).

6.2.2 Rotação varimax (ortogonal)

A rotação ortogonal permite identificar com clareza quais variáveis compõem determinados fatores após a rotação HAIR et all (2005). O resultado aponta as variáveis agrupadas conforme se relata a seguir.

Fator1 – Reputação: Nessa pesquisa denominou-se reputação o fator composto pelos riscos percebidos, reclamações do produto e reclamações da empresa, dados oriundos das seguintes variáveis. (MIYAZAKI e FERNANDEZ (2000 e 2001); (KIM; CHUNG; LEE, 2011)). Pode-se concluir pelo resultado da análise fatorial na amostra estudada que a reputação pode explicar 22,06% da variância total da compra virtual. Fator2 – Comodidade: agruparam-se em torno desse fator variáveis latentes como a possibilidade de realizar compras sem sair de casa, sete dias por semana, 24 horas por dia, flexibilidade na busca de informações nos sites de e-commerce e segurança (confiança) ao disponibilizar dados pessoais e de cartão de crédito no momento de realizar compras online. Esse achado está de acordo com (KOTLER, 2006, p. 16) e

0 1 2 3 4 A u to v a lo re s 0 5 10 15 Quantidade de fatores

Por recomendação de (Hair et all, 2005) foram usados todos (5)os fatores com autovalor > 1.

Fonte: Trabalho das autoras

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ANCKAR (2003). Em conjunto com reputação, a comodidade pode explicar 33,61% da variação total da compra on-line.

Fator3 – Facilidade: Esse fator foi composto por variáveis como facilidade de uso e clareza do site e a qualidade das informações. Esse achado está de acordo com a afirmativa de NAKAMURA (2001), (DIAS e MÁSCULO, 2005) e IIDA (2005, p. 320). Pode-se afirmar que o fator facilidade em conjunto com reputação e comodidade explicam 42,88% da variação total da compra virtual na amostra estudada.

Fator4 – Informação: o fator informação foi composto pela qualidade e quantidade (de informações) que o site oferece. Informações na medida que satisfaça o usuário. (YANG et al (2003), NIELSEN (1993), GOMES e LEAL (2003, p. 5) e MATHWICK, MALHOTRA & RIGDON, (2001). Pode-se afirmar, com base noresultado da analise fatorial que a informação na presença de ss ss sss explica, em conjunto, 51,31% da variância total da compra virtual.

Fator5 – Conformidade: Nessa pesquisa denominou-se conformidade o fator composto por expectativa de cumprimento do prometido. Os resultados alinham-se com as pesquisas anteriores de (KOTHA; RAJGOPAL; RINDOVA, 2001). Assim, pode-se afirmar com base nos dados dessa amostra que conformidade associada a reputação comodidade, facilidade de uso e informação são capazes de explicar 58,82% da variância total da compra on-line.

7 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Com tantos benefícios, a internet passou a ser o canal de comunicação mais utilizado na atualidade e com um crescimento acelerado, ganha cada vez mais usuários. Mas ainda muitos usuários não concluem suas compras virtuais. Entender os fatores que causam essa interrupção é importante para tornar claro as razões de sua existência. Para isso é necessário conhecer os fatores que influenciam a decisão de compra do usuário de e-commerce. Esse trabalho buscou identificar esses fatores por meio de uma pesquisa exploratória seguida de uma pesquisa de campo. Amostra com 225 observações. Os dados foram submetidos a testes estatísticos para verificar sua capacidade de explicar a variância da decisão de compra em meio virtual e agrupar essa variância em fatores. Para tanto empregou-se a Análise Fatorial usando o método de principais componentes.

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O resultado indica que, com 95% de confiança, pode-se afirmar que os fatores: reputação, comodidade, facilidade de uso, informação e conformidade explicam 58,82% da variância total da compra on-line, na amostra estudada. Mais da metade das interrupções de compra virtual pode ter sido interrompida pelo descuido com esses fatores. O resultado também ajuda a compreender, à luz dos teóricos citados, o processo de tomada de decisão do comprador virtual. Com isso espera-se ter alcançado o objetivo principal de identificar os principais fatores que impactam a decisão de compra por meio do e-commerce e sua medida.

Por fim, o resultado da análise fatorial concluiu também que a existência de uma loja física correspondente à loja virtual não aumenta a segurança para realização de uma compra virtual, na amostra estudada

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Referências

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