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EIXO TEMÁTICO III

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EIXO TEMÁTICO III

Ensino, Pesquisa e Extensão na Enfermagem Obstétrica e Neonatal

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32329 - Prevalência de malformações congênitas em recém-nascidos internados em unidades neonatais

Sofia Esmeraldo Rodrigues; Maria Vera Lúcia Moreira Leitão Cardoso; Fabíola Chaves Fontoura; Márcia Maria Coelho Oliveira Lopes

Instituição: Universidade Federal do Ceará.

Introdução: As malformações congênitas, no Brasil, aparecem em segundo lugar como agentes responsáveis pela

mortalidade infantil, com taxa equivalente a 40% dos óbitos nos anos de 1996 a 2005 (CARVALHO, CARDOSO, OLIVEIRA, LUCIO, 2006; CALONE et al., 2009 . Cerca de 5% de todos os nascimentos são afetados, e, por esse motivo, autoridades de saúde pública preocupam-se com as taxas elevadas de nascimentos com doenças genéticas, evidenciadas, especialmente em países emergentes, como o Brasil (RIBEIRO, 2008). Objetivos: Identificar a prevalência de malformação congênita (MC) em recém-nascidos internados em unidades neonatais. Metodologia: Estudo do tipo descritivo e quantitativo, realizado em duas instituições públicas, Fortaleza-Ceará, no período de novembro de 2015 a março de 2016. Amostra composta por 28 bebês internados em unidades neonatais e suas respectivas mães. Para coleta de dados, aplicou-se um formulário contendo informações socioeconômicas (idade, profissão, renda, origem, escolaridade), perinatais (número de gestação, número de parto, gestação planejada). Em relação aos recém-nascidos, as variáveis foram extraídas diretamente do prontuário (idade gestacional, sexo, tipo de malformação congênita). Os dados foram organizados em planilhas no programa Excel, versão 2010 e utilizada estatística descritiva para análise dos dados. Pesquisa aprovada pelo Comitê de Ética da Universidade Federal do Ceará sob protocolo nº 49720615.3.0000.5054 e os princípios éticos da resolução número 466/12, do Ministério da Saúde foram respeitados. Resultados: A amostra totalizou 28 RN com MC, sendo apresentados por categoria de malformações, o que se evidenciou o sistema nervoso central com maior prevalência 16(35,5%), em seguida, aparelho osteomuscular com 10(35,7 %). Sobressaíram os diagnósticos de microcefalia 9 (56,3%) e pé-torto congênito 4(14,2%). A média da idade das mães foi 26,1 anos, escolaridade de 6 a 10 anos (56,8%), predominou idade gestacional, acima de 37 semanas, peso médio ao nascer 2598,5g. Conclusão: As malformações congênitas mais predominantes foram a Microcefalia e pé torto congênito, destacando-se em gestação a termo, feto único, com peso adequado para idade gestacional. O conhecimento da prevalência de malformações pode contribuir para o planejamento da assistência materno-infantil, por meio da melhoria da qualidade do acesso de mulheres e dos recém-nascidos nos serviços especializados.

Descritores: Malformação Congênita. Enfermagem. Recém-nascido. Referências

CALONE, A,; MADI, J. M.; ARAÚJO, B. F.; ZATTI, H.; MADI, S. R. C.; LORENCETTI, J. Malformações congênitas: aspectos maternos e perinatais. Revista AMRIGS. v. 53, n. 3, p. 226-30, 2009.

CARVALHO, Q. C. M.; CARDOSO, M. V. L. M. L.; OLIVEIRA, M. M. O.; LUCIO, I. M. L. Malformação congênita: significado da experiência para os pais. Ciência Cuidado Saúde, v. 5, n. 3, p. 389-97, 2006.

RIBEIRO, EM. Prevenção das doenças genéticas, malformações congênitas e programas de saúde pública no Ceará. Pró-Fono, v. 20, n. 1, p.66-9, 2008.

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32331 - Ansiedade de mães de recém-nascidos com malformação congênita

Sofia Esmeraldo Rodrigues; Maria Vera Lúcia Moreira Leitão Cardoso; Fabíola Chaves Fontoura; Márcia Maria Coelho Oliveira Lopes; Liliane Brandão Carvalho

Instituições: Universidade Federal do Ceará; Universidade de Fortaleza.

Introdução: As malformações congênitas (MC) são defeitos estruturais, funcionais e/ou bioquímicos-moleculares

presentes ao nascimento, sendo detectadas ou não neste momento (OMS, 2008). O diagnóstico de MC gera ansiedade nas mães, além de dúvidas, medos e expectativas, quando essa criança necessita ficar internada em Unidade Neonatal, pelo estado de saúde comprometido (CAMELIER et al., 2007). Objetivos: Traçar o nível de ansiedade de mães de bebês com malformação congênita internados em Unidade Neonatal. Metodologia: Estudo do tipo descritivo, quantitativo, realizado em duas instituições públicas de Fortaleza, Ceará, com 28 mães de recém-nascidos internados em Unidade Neonatal, em novembro de 2015 a março de 2016. Foram utilizados dois instrumentos para coleta de dados: formulário contendo informações socioeconômicas, maternas, perinatais e do recém-nascido; Inventário de Ansiedade Traço-Estado (IDATE) que se subdivide em duas escalas, sendo uma responsável por avaliar a ansiedade enquanto estado e outra que acessa a ansiedade enquanto traço. Os escores da IDATE dividem-se em percentis para representar melhor os níveis de ansiedade: ansiedade baixa (Percentil < 25); ansiedade moderada (Percentil 25 a 75); ansiedade elevada (Percentil > 75) (SPIELBERGER, GORSUCH, LUSHENE,

1970; BIAGGIO, NATALÍCIO, 1979). Os dados foram analisados pelo programa Statistical Package for the Social

Sciences (SPSS) versão 20.0. O estudo foi apresentado ao Comitê de Ética em Pesquisa, com aprovação, sob protocolo

nº 49720615.3.0000.5054 por meio da plataforma Brasil. Resultados: A maior parte das puérperas tinha entre 19-29 anos de idade, procedentes de Fortaleza, com companheiro (casadas ou em união consensual), seis a 10 anos de escolaridade, renda familiar entre um a dois salários mínimos, afirmando não ter planejado a gestação, porém, aceitou a mesma. Em relação ao nível de Ansiedade-traço, 26(92,8%) mães apresentaram ansiedade moderada e duas (7,2%), elevada. Na Ansiedade-Estado, prevaleceu ansiedade elevada (percentil >75) em 13(46,5%) mães, seguida da ansiedade moderada, em 8(28,5%) puérperas. Conclusão: A maioria das mães apresentou o nível de ansiedade elevada, conforme a classificação dos percentis da IDATE na Ansiedade-Estado. Acredita-se que esse conhecimento, por parte dos profissionais de saúde, pode proporcionar maneiras de lidar com o sofrimento vivido pelas famílias, quanto à alteração da qualidade de vida e as repercussões provocadas pela ansiedade materna. Uma limitação do estudo foi o número amostral, sugere que outros trabalhos sejam realizados com uma amostra mais significativa.

Descritores: Ansiedade. Enfermagem. Anomalias Congênitas Referências

BIAGGIO, A. M. B.; NATALÍCIO, L. Manual para Inventário d Ansiedade Traço-Estado (IDATE). Centro Editor de Psicologia Aplicada (CEPA), 1979.

CAMELIER, V. et al. A. Estudo do Campo 34 na Bahia e em Salvador: impacto na notificação das malformações congênitas. Gazeta Médica Bahia, v. 77, supl 1, p. 55-59, 2007.

OMS. Classificação estatística internacional de doenças e problemas relacionados à saúde. 10. ed. rev. São Paulo: EDUSP, 2008.

SPIELBERGER, C.D; GORSUCH, R.L; LUSHENE, R.E. Manual for the Strait-Trait Anxiety Inventory. Palo Alto, CA, Consulting Psychologists Press., 1970.

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32419 - A rede cegonha como estratégia potencializadora da reformulação do modelo de atenção

obstétrica

Ricardo Saraiva Aguiar; Daniela Mendes dos Santos Magalhães

Instituição: Secretaria de Estado da Saúde do Distrito Federal (SES-DF).

Introdução: A Rede Cegonha (RC) tem por objetivo garantir à mulher os direitos ao planejamento reprodutivo e à

atenção humanizada durante a gravidez, o parto e o puerpério; e assegurar também o direito ao nascimento seguro e o desenvolvimento saudável da criança. Assim, torna-se necessário compreender os mecanismos de funcionamento e organização desta Rede para que haja de fato a reformulação do modelo de atenção obstétrica e neonatal no país.

Objetivos: Descrever os mecanismos de operacionalização da RC no Distrito Federal (DF) para a transformação do

modelo de atenção obstétrica e neonatal. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência da gestão estadual da SES-DF sobre a operacionalização do Grupo Condutor Central da RC no Distrito Federal (GCCRC-DF) com a finalidade de efetivar as diretrizes no que se refere ao cenário da atenção materno-infantil. Resultados: O GCCRC-DF é formado por representantes das diversas áreas técnicas da SES-DF, a saber: Coordenações de Atenção Primária à Saúde, de Atenção Especializada e de Redes e Integração dos Serviços; Subsecretarias de Vigilância à Saúde e de Planejamento em Saúde. Como espaços colegiados e de discussão, planejamento, monitoramento e avaliação da RC-DF tem-se o Colegiado do GCCRC-DF com a realização de reuniões de forma quinzenal onde discute-se a avaliação da execução do PAR RC-DF e o apoio às Superintendências de Saúde do DF; o Colegiado de Maternidades que é formado por representações da gestão do nível central da SES-DF, do GCCRC-DF e da gestão das Superintendências de Saúde. Essas reuniões acontecem mensalmente e discute-se a execução do PAR RC-DF, além do planejamento, monitoramento e avaliação das ações; outro espaço disponível é a Comissão de Saúde Perinatal que é constituída por 21 representações distribuídas entre governo, prestadores de serviço, profissionais de saúde e usuários do SUS. Essa Comissão tem caráter permanente, consultivo e propositivo e atua na formulação e proposição de estratégias, no controle da execução das políticas de saúde e no monitoramento dos índices e resultados relativos à saúde materna e infantil, no âmbito do DF. Conclusões: Mudar a lógica dominante passa por enfrentamento do corporativismo médico, da mercantilização do parto, do fundamentalismo religioso, de padrões de identidade cultural de gênero e da cultura pró-cesárea. Assim, é evidente que se trata de um processo complexo e longo que demanda e demandará empenho, organização, manejo das estruturas políticas, ampliação dos recursos de financiamento, qualificação dos processos de gestão, maior acirramento no monitoramento e avaliação. Embora tenha-se bastantes desafios a serem enfrentados, a RC já começa a mostrar resultados positivos no DF desde sua implantação como a redução da mortalidade infantil (de 11,6/1.000 nascidos vivos em 2012 para 10,6/1.000 nascidos vivos em 2015) e da razão de morte materna (41,4/100.000 nascidos vivos em 2012 para 26,2/100.000 nascidos vivos).

Descritores: Sistema Único de Saúde; Política de Saúde; Saúde Materno-infantil. Referência

BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 1.459, de 24 de junho de 2011. Institui, no âmbito do SUS, a Rede Cegonha. Brasília: Ministério da Saúde, 2011.

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32446 - Perfil epidemiológico das aerorremoções inter-hospitalares neonatais e gemelares

Vânia Paula de Carvalho

1

; Flávio Lopes Ferreira

2

; Norberto Machado

3

Introdução: O Serviço de Transporte Aéreo possui uma base operacional no Aeroporto da Pampulha – BH/MG. O

transporte inter-hospitalar é realizado em aeronaves com infraestrutura de Unidade de Terapia Intensiva e presta atendimento a todas faixas etárias. Abordaremos, em especial, o cenário do transporte aéreo do neonato (0 a 28 dias) e o transporte de gêmeos. A melhor incubadora existente é o útero materno (MENDES; BETTENCOURT, 2001) contudo, por diversos motivos, nem sempre é possível o transporte da gestante em tempo hábil. Objetivos: Descrever o perfil epidemiológico das aerorremoções inter-hospitalares neonatais e de gemelares. Metodologia: Trata-se de um estudo retrospectivo, quantitativo e descritivo. Foram analisadas o total de 414 fichas de voos neonatais, entre janeiro de 2013 a maio de 2016. Analisando as variáveis: perfil epidemiológico (faixa etária, sexo e categoria diagnóstica) e os voos gemelares. As questões éticas foram contempladas, respeitando-se as normas e diretrizes regulamentadoras definidas na Resolução 466/12 do Conselho Nacional de Saúde – Ministério da Saúde. Sendo aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa (UNIMED AEROMÉDICA 2016), conforme Parecer nº 01/2016. Resultados: Com relação aos voos neonatais, podemos verificar que foram realizados em 2013 (88 – 17,5%), 2014 (142 – 23,39%), 2015 (143 – 26,8%) e até maio de 2016 (41 – 19,5%). Considerando os voos de gemelares, temos: 2013 (3,4%), 2014 (2,1%), 2015 (0,7%) e até maio 2016 (2,4%). Com relação ao perfil epidemiológico do neonato aerorremovido temos: faixa etária com a idade em dias, a média de 5, a mediana de 2 e o desvio médio de 4,8. A predominância do sexo masculino (57,8%), feminino (32,4%) e desconhecidos (9,8%). As categorias diagnósticas a prematuridade e o aparelho cardiovascular tiveram a mesma incidência (34%), seguidas do aparelho respiratório (18%), outros (10%), acometimento do aparelho digestório (3%) e sistema nervoso central (1%). Conclusões: Concluímos que, a média anual dos voos neonatais

realizados foram de 21,79%, a maioria dos transportes neonatais realizados foram do sexo masculino, com idade média de 05 dias e nas categorias diagnósticas com a mesma incidência por prematuridade e acometimento do aparelho cardiovascular. A incidência de voos gemelares teve a média anual de 2,15%. Fazendo uma alusão a citação do saudoso (RATTON, 2005) “O cuidado intensivo baseia-se em um tripé: paciente grave, equipamento altamente técnico e equipe multiprofissional especializada, com conhecimentos e experiência para cuidar e tratar do paciente e manipular a aparelhagem”.Possibilitando desta forma minimizar os riscos do transporte neonatal e contribuir para que um ‘pequeno’ cidadão cresça com qualidade de vida.

Descritores: Transporte de pacientes, Enfermeiro, Neonato, Gêmeos. Eixo temático III- Ensino, pesquisa e Extensão na

Enfermagem Obstétrica e neonatal.

Referências

MENDES Cândida; BETTENCOURT Ana; et al. Transporte do Recém-Nascido para a UCIN terciária: consenso em

neonatologia. 2004. 25p. Banco de dados. Disponível em:

www.lusoneonatologia.com/admin/.../201107201731-transporte_rn_para_ucin.pdf Acesso em: 28 de setembro de 2016

UNIMED AEROMÉDICA. Transporte Médico de Urgência BH. Diretrizes Operacionais Padrão. Belo Horizonte, 2016. 135p.

RATTON, José Luiz Amorim. Medicina Intensiva. 2ª ed. Rio de Janeiro: Atheneu, 2005.

______________________

1

Enfermeira de Bordo e RT da Unimed Aeromédica; Especialista em Terapia Intensiva, Docente da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais/IEC – MG e Docente convidada da UNI-BH Especialização de Fisioterapia em Terapia Intensiva. E-mail: [email protected]

2

Gestor médico da Unimed Aeromédica; Mestre em Ciências Biológicas com Área de Concentração em Farmacologia e fisiologia, Mestrado Profissionalizante em Terapia Intensiva e Docente da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais.

3

Médico de Bordo da Unimed Aeromédica; RT do SAMU e das Macrorregiões de MG; Especialista em pediatria, neonatologia e hebiatria.

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32478 - Competências profissionais do enfermeiro no gerenciamento de eventos adversos na UTI

neonatal

Raí Moreira Rocha1; Zenith Rosa Silvino2; Thayane Cristine Ribeiro de Sousa Bomfim3; Alexandra de Freitas Teixeira4; Eny Dorea Paiva5

Introdução: O termo competência pode ser compreendido como a capacidade de mobilizar e aplicar conhecimentos

em uma determinada situação. Para que haja competência, é necessária a ação de vários recursos como conhecimentos, capacidades cognitiva, capacidades integrativas, capacidades relacionais, dentre outros, os quais são testados frente aos desafios de um novo projeto e de problemas (RUAS, 2001). Nota-se que competência e saúde vêm caminhando juntas e por conta do não desenvolvimento de algumas essenciais, ocorre o surgimento de eventos adversos, considerados como fatores de impacto para saúde e utilizados como indicadores de medidas colaborativas de avaliação da qualidade e segurança dos cuidados prestados aos pacientes, sendo possível destacar que são necessários a qualificação profissional e de um serviço organizado para que os profissionais envolvidos possam proporcionar um cuidado competente ao paciente neonatal (MONTANHOLI et. al, 2011). Objetivos: Mapear as competências do enfermeiro para o gerenciamento dos eventos adversos na UTI Neonatal, descrever as atividades desenvolvidas pelos enfermeiros na UTI Neonatal, identificar os eventos adversos ocorridos na UTI Neonatal, correlacionar as atividades desenvolvidas pelos enfermeiros na UTI Neonatal relacionadas aos eventos adversos com as competências profissionais. Metodologia: utilizou-se da pesquisa de abordagem qualitativa, de caráter descritivo-exploratório tendo como participantes, os enfermeiros e residentes da UTI Neonatal de um Hospital Universitário no município de Niterói. A pesquisa se delineou através de entrevista semi-estruturada e observação não participante. A análise das entrevistas foi realizada pelo software Análise Lexical de Co-ocorrências em Enunciados Simples de um Texto (ALCESTE) e triangulados com os dados das observações não participantes a fim de articular a discussão.

Resultados: A partir da análise e da disposição de 5 classes apresentadas pelo software, foram elaboradas 3 categorias

temáticas: 1- Ações instrumentais do Enfermeiro na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal; 2- O Gerenciamento das Tecnologias utilizadas no Cuidado ao Recém-nascido; 3- A Unidade de Terapia Intensiva Neonatal: a influência do ambiente no surgimento dos eventos adversos. A partir dos resultados das entrevistas e dos dados da observação não participante, foram mapeadas 9 competências profissionais para o gerenciamento dos eventos adversos na UTIN.

Conclusões: O estudo demonstrou a relação multifatorial entre as competências profissionais e o gerenciamento dos

eventos adversos na Unidade de terapia intensiva neonatal. Ao descrever a atuação do enfermeiro, foi possível identificar a diferença entre o que se faz e o como deve ser feito, o que possibilitou avaliar, através das competências, o ponto chave para melhorar o serviço em saúde.

Descritores: Competência Profissional; Segurança do Paciente; Unidade de Terapia Intensiva Neonatal; Enfermagem. Referências

RUAS, R.L. Desenvolvimento de competências gerenciais e contribuição da aprendizagem organizacional. In: Fleury MTL, Oliveira Júnior MM, organizadores. Gestão estratégica do conhecimento. São Paulo: Atlas; 2001, 243-269. MONTANHOLI, L.L; MERIGHI, M.A.B; JESUS, M.C.P Atuação da enfermeira na unidade de terapia intensiva neonatal: entre o ideal, o real e o possível. Rev. Latino-Am. Enfermagem, Ribeirão Preto , v. 19, n. 2, abr. 2011.

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1

Enfermeiro. Doutorando em Ciências do Cuidado em Saúde- EEAAC/UFF. Professor da área de Saúde da Criança e do Adolescente no Centro Universitário Anhanguera de Niterói. Niterói/RJ

2

Enfermeira. Professora Titular da área de Administração da Universidade Federal Fluminense. Niterói/RJ

3

Acadêmica de Enfermagem da Universidade Federal Fluminense. Niterói/RJ

4

Acadêmica de Enfermagem da Universidade Federal Fluminense. Niterói/RJ

5

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32527 - Projeto de extensão PARTEJARTE – A Arte de Dar à Luz – relato de experiência

Carina El-Sarli; Márcia Amorim Cavalliere Primo; Karine Santos Diamantino; Daniel Carvalho; Edilene Oliveira Santos

Instituição: Unifacs – Universidade Salvador

Introdução: Partejar é dar a luz, é parir, e necessita de comprometimento com o cuidado e atenção para as

necessidades da parturiente (MOREIRA et al., 2014) Trazendo conforto através de métodos não farmacológicos para alívio da dor e humanização no processo de pré-parto, parto e pós parto, demonstrando sensibilidade e entendimento da mulher como protagonista da sua história e respeitando os aspectos culturais, individuais, e psicoemocionais, empoderando-a e tornando o parto uma experiência ímpar. Objetivos: Relatar a experiência de acadêmicos de Enfermagem, obtida por vivência no processo de partejar, onde tal prática é fundamentalmente centrada na mulher no momento mais singular da sua vida(SILVEIRA; LEITÃO, 2003). Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo com relato de experiência das atividades vivenciadas por acadêmicos de Enfermagem no período de Março a Setembro de 2016,que ocorreram nas salas PPP de uma maternidade localizada no município de Salvador, Bahia. Na maternidade são realizados, em média, 120 partos/mês. São seis acadêmicos, realizando as atividades duas vezes por semana, com carga horaria de 12 horas semanais. Todas as atividades foram relacionadas ao ato de partejar e centrada na assistência à parturiente. Resultados: Após acolhimento, foram oferecidos métodos não farmacológicos no alívio à dor como banho morno, massagens, estímulos a movimentos corpóreos. Realizados também sinais vitais da parturiente, batimentos cardíacos fetais, dinâmica uterina, apoio emocional, envolvimento do acompanhante, orientação quanto às posições e exercícios que contribuam para evolução do trabalho de parto e incentivo a deambulação (MOREIRA et al., 2014). Tais práticas são baseadas em evidências cientificas, corroboradas em diversos estudos. Parturientes partejadas e acompanhadas – 60 e quantidade de procedimentos realizados – 406. Conclusão: Observou-se que é possível desenvolver um trabalho humanizado e que possa ser lembrado pelas parturientes, como um momento sublime de suas vidas, onde a enfermagem tem um papel fundamental no acompanhamento durante todo o processo de trabalho de parto.

Descritores: Parto; Humanização; Enfermagem Obstétrica. Referências

MOREIRA K FA, SCHULTZ S M , MEDEIROS, B G N , GARCIA R C B , CARVALHO I I G – Partejar como parte do processo de qualidade de vida: Vivência acadêmica na sala pré-parto, parto e pós parto. Cofem, 2014. Disponível em: <http://apps.cofen.gov.br/cbcenf/sistemainscricoes/arquivosTrabalhos/I53827.E12.T10247.D8AP.pdf > Acesso em 09 ago.2016, 19:00

SILVEIRA IP, LEITÃO GCM. O cuidado de enfermagem no pestejar: marcos conceituais. Rev Gaúcha Enferm, Porto Alegre (RS) 2003 dez;24(3):279-85.

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32548 - A enfermagem no atendimento pré-hospitalar na perspectiva do Programa Cegonha Carioca

Renata C. Bezerra de Araújo; Ediane Andrade; Márcia Vieira; Micheliana Rodrigues; Valdecyr Herdy Alves.

Instituição: Universidade Federal Fluminense - UFF

Introdução: O Programa Cegonha Carioca foi implantado no município do Rio de Janeiro no ano de 2011, sendo

considerada uma proposta inovadora na busca da ampliação e qualificação do atendimento à gestante, com conseqüências benéficas para a parturiente e puerpério e para o recém-nascido, sendo dividido em dois módulos: pré-natal e transporte seguro. Objetivos: Identificar as expressões da mulher acerca da assistência do enfermeiro no atendimento pré-hospitalar no programa cegonha carioca e analisar as expressões da mulher acerca da assistência do enfermeiro no atendimento pré-hospitalar no programa cegonha carioca. Metodologia: Trata-se de estudo do tipo descritivo, com abordagem qualitativa. Os dados coletados serão submetidos à análise de conteúdo, à luz do pensamento de Laurence Bardin. Foram entrevistadas 14 mulheres internadas em uma maternidade municipal, no período de Junho a Julho de 2016, a fim de que seja possível atender aos objetivos do estudo, que é compreender o atendimento que se materializa por meio da consulta de enfermagem realizada pela enfermeiro(a) do transporte seguro, um dos módulos do Projeto Cegonha Carioca de atendimento à gestante. Resultados: Como resultado dos depoimentos, foi possível destacar três categorias: 1ª Categoria - O acolhimento da Enfermagem no cuidado domiciliar a gestante: a construção do vínculo para uma assistência segura; 2ª Categoria - Transporte seguro: expressões das mulheres para o sentimento positivo; a qualidade da ambulância e transporte seguro e 3ª Categoria - Enfermeiras (os) na assistência pré-hospitalar do Programa Rede Cegonha Carioca: Satisfação; Agilidade e Segurança.

Conclusão: Dessa forma pôde-se observar que as gestantes atendidas pelos enfermeiros do módulo transporte

(pré-hospitalar), no programa cegonha carioca, reconhecem o acolhimento no atendimento, tanto domiciliar como no atendimento pré-hospitalar, dos profissionais enfermeiros (as), gerando nas mulheres expressões de confiança, qualidade da assistência e satisfação

Descritores: Serviços de saúde materno-infantil; serviços médicos de emergência; assistência integral a saúde. Referências

BARDIN, L. Análise de Conteúdo. 4. ed. Lisboa: Edições 70 LDA, 2009.

BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. DEPARTAMENTO DE AÇÕES PROGRAMÁTICAS ESTRATÉGICAS. ÁREA TÉCNICA DE SAÚDE DA MULHER. Rede Cegonha. Brasília, 2011a.

BRASIL. MINISTÉRIO DA JUSTIÇA. Lei nº 11.634, de 27 de dezembro de 2007. Dispõe sobre o direito da gestante ao conhecimento e a vinculação à maternidade onde receberá assistência no âmbito do Sistema Único de Saúde. Brasília, Ministério da Justiça, 2007. Publicado no DOU de 28.12.2007.

LAKATOS, E.M.; MARCONI, M.A. Fundamentos de Metodologia Científica. São Paulo: Atlas, 1991.

SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE E DEFESA CIVIL DO RIO DE JANEIRO. Convocação pública para parcerias com organizações sociais: Programa Cegonha Carioca. [citado em 10 out 2014]. Rio de Janeiro, 2010. Disponível em: http://www.rio.rj.gov.br/web/smsdc/ exibeconteudo?articleid=1194953.

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32648 - Roda de gestante: um instrumento para promoção dos direitos sexuais e reprodutivos no ciclo

gravídico-puerperal

CASTRO, Maria Dulce Santos¹; SILVA, Samara Campos Mendes²; FARIAS, Sandra Barbosa Ferraz³; BATISTA, Morgana Guedes⁴; FREITAS, Waglânia de Mendonça Faustino e5

Introdução: O parto como um evento positivo, hoje, não é a realidade comum na vida das mulheres, especialmente

daquelas usuárias do SUS. O que se observa no cotidiano dos serviços são experiências penosas, dolorosas e cheias de traumas, de modo que o que antes era considerado um evento normal da vida reprodutiva da mulher tem apresentado grandes mudanças culturais ao longo dos anos. Objetivos: Relatar as atividades realizadas nas rodas de conversa para gestantes e profissionais da Estratégia de Saúde da Família sobre boas práticas obstétricas e direitos reprodutivos no ciclo gravídico-puerperal. Metodologia: A atividade aqui descrita é parte de um projeto de extensão popular denominado Roda de Gestante Bem Gestar: Encontro para o exercício dos direitos sexuais e reprodutivos na gestação, parto e pós-parto e prevenção da violência obstétrica da Universidade Federal da Paraíba UFPB. Optou-se por utilizar rodas de conversa como metodologia de formação de grupo. Tais rodas de conversa foram desenvolvidas quinzenalmente no espaço da Academia da Saúde, com gestantes de quatro unidades de uma USF. A média de participantes foi de quatro gestantes por encontro. As rodas eram desenvolvidas seguindo quatro etapas: apresentação e integração, discussão, síntese, avaliação e descontração. Sendo este último necessário a retomada do clima inicial após a vivência grupal. Resultados: Foram realizados oito encontros e os temas abordados foram escolhidos pelas próprias gestantes de acordo com os interesses e dúvidas que surgiam ao longo das conversas. Ao final de cada roda era relatado pelas gestantes o aprendizado adquirido com as experiências trocadas na reunião, expondo as novas informações e como elas influenciarão em seu parto e pós-parto. O fácil acesso a Academia da Saúde, onde ocorreram as rodas, foi colocado como uma das facilidades que estimulou para que elas comparecessem aos encontros. A clareza dos assuntos abordados e o esclarecimento das experiências trocadas nos encontros foi um ponto forte para desconstruir os mitos e sanar as dúvidas que elas traziam. Um dos obstáculos encontrados para a continuidade deste trabalho se deu pela realidade apresentada nos serviços, impedindo que a mulher tenha sua autonomia no momento do parto e pós-parto. Conclusão: As discussões ocorridas em cada roda trouxeram a reflexão sobre a naturalidade do parto sem necessidade de intervenções desnecessárias, empoderando a mulher na busca de seus direitos sexuais e reprodutivos para a vivência do parto e nascimento digno e sem sofrimento.

Descritores: Humanização da Assistência; Identidade de Gênero; Saúde da Mulher; Gravidez. Referências

FREITAS, W.M.F.; OLIVEIRA, M.H.B.; SILVA, A.T.M.C. Concepções dos profissionais da atenção básica à saúde acerca da abordagem da violência doméstica contra a mulher no processo de trabalho: necessidades (in)visíveis. Saúde em Debate, Rio de Janeiro, v. 37, n. 98, p. 457-466, jul/set 2013.

AFONSO, M. L.; ABADE, F. L. Para reinventar as rodas: rodas de conversa em direitos humanos. Belo Horizonte: RECIMAM, 2008.

________________

¹Aluna de graduação do curso de enfermagem na Universidade Federal da Paraíba. ²Aluna de graduação do curso de enfermagem na Universidade Federal da Paraíba. ³Enfermeira da USF Estação Saúde - SMS João Pessoa

⁴Enfermeira obstétrica, parteira profissional na Equipe FloreSer

5

Enfermeira. Doutora em Saúde Pública. Enfermeira Obstétrica. Parteira Profissional. Coordenadora do projeto Roda de Gestante Bem Gestar: Encontro para o exercício dos direitos sexuais e reprodutivos na gestação, parto e pós-parto e prevenção da violência obstétrica

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32732 - O significado da morte de pacientes por enfermeiros(as) de pediatria e neonatologia

Ingrid Tássia Carvalho Negrão; Carla de Oliveira Brito; Jaqueline Castilho

Instituição: AVM Faculdade Integrada.

Introdução: A morte é uma temática vivenciada diariamente no cotidiano de trabalho dos profissionais de saúde,

principalmente em unidades de terapia intensiva. Há um grande despreparo dos enfermeiros, para lidar com o processo de morte de seus pacientes como um desdobramento da falta de atenção dispensada à temática na formação acadêmica em enfermagem (INÁCIO et al, 1999). Os enfermeiros acabam sendo aqueles que permanecem todo o tempo ao lado do paciente, e quando se trata de um indivíduo em processo de morte, esta convivência traz diversos sentimentos aos profissionais, nem sempre preparados para lidar com os mesmos, tendo que utilizar estratégias para se protegerem da sobrecarga emocional e afetiva. Quando o enfrentamento da morte se aproxima do contexto da pediatria e da neonatologia, parece tornar-se mais intensa. A morte fora do “ciclo vital” gera sentimentos diversos, luto intenso e sofrimento para enfermeiros (GUTIERREZ, CIAMPONE, 2007). Objetivo: tem-se como objetivo conhecer o significado da morte pelos enfermeiros (as) que atuam em unidades de pediatria e neonatologia.

Metodologia: trata-se de uma revisão bibliográfica do tipo narrativa. Para Elias et al. (2012), esta permiti estabelecer

relações com produções anteriores, identificando temáticas recorrentes, apontando novas perspectivas e consolidando uma área de conhecimento. Como fonte de dados, foram explorados livros e artigos científicos na base de dados Scientific Electronic Library Online -SciELO. Resultados: Percebe-se que a morte de pacientes é um tema muito vivido e pouco discutido no âmbito da enfermagem pediátrica e neonatal. Há uma grande dificuldade pelos enfermeiros (as) em aceitar a morte em pediatria e neonatologia. A morte é muitas vezes atribuída à crença de que a criança não deveria sofrer e morrer, já que na perspectiva de ciclo vital o natural seria que os pais morressem antes de seus filhos. A falta de preparo na formação é um fator que influencia negativamente neste processo, entretanto, podem existir fatores que influenciem positivamente como união da equipe. As discussões sobre tanatologia, cuidados paliativos e a vivência do enfermeiro diante da morte dos pacientes traz à tona o fato de que a formação dos profissionais não os prepara adequadamente, tornando a tarefa de assistência ao processo de morte/morrer muitas vezes penoso ao enfermeiro. Conclusão: Há a necessidade de resgatar o aspecto humano em meio a tanta habilidade técnica exigida aos profissionais a fim de tornar essa vivência menos sofrida e consequentemente reduzindo a sobrecarga psíquica no trabalho.

Descritores: neonatologia, morte, tanatologia Referências

INACIO, A.F.L. et al. O profissional de enfermagem frente à morte do recém-nascido em UTI neonatal. Revista Instituto Ciência e Saúde, v.26, n.3, p.289-93, 2008.

GUTIERREZ, B.A.O.; CIAMPONE, M.H.T. O processo de morrer e a morte no enfoque dos profissionais de enfermagem de UTIs. Revista da Escola de Enfermagem da USP, v.41, n.4, dez 2007.

PITTA, A. Hospital: dor e morte como ofício. 4.ed. São Paulo: Hucitec, 1999.

ELIAS, C. S. et al. Quando chega o fim? Uma revisão narrativa sobre terminalidade do período escolar para alunos deficientes mentais. SMAD: Revista Electrónica en Salud Mental, Alcohol y Drogas, v. 8, n. 1, p. 48-53, 2012.

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32732 - Intervenções baseadas em evidências científicas para a redução de traumas perineais no parto

vaginal

Luciano Marques dos Santos1; Gleice Figueredo Alves Pereira2

Instituições: Universidade Estadual de Feira de Santana – BA; Faculdade Anísio Teixeira (FAT)

Introdução: no parto vaginal é muito comum a ocorrência de traumatismos perineais, a exemplo de lacerações

espontâneas ou episiotomias, que podem ter repercussões negativas a curto e longo prazo para algumas mulheres, com destaque para a dor e alterações de atividades habituais realizadas pela mulher nos primeiros dias do puerpério. Também, mulheres com traumas perineais, num estudo brasileiro, relataram quatro vezes mais dor de intensidade moderada do que aquelas com períneo íntegro(FRANCISCO et al., 2014). O nível de dor está associado ao número de traumas perineais(FRANCISCO et al., 2014) e quanto maior o grau desta lesão, pior a avaliação da dor (EAST et al., 2012). Mulheres com dor possuem dificuldade para cuidar ou alimentar seu bebê, e para realizar atividades como levantar, sentar, caminhar, dormir (EAST et al., 2012). A dor pode ser relacionada à presença de suturas perineais, sendo que possuir períneo íntegro ou laceração não suturada reduz o relato deste desconforto (EAST et al., 2012). Por isso, é importante promover a realização de cuidados baseados em evidências científicas primando pela redução de traumas neste local durante o parto. Objetivos: apresentar os benefícios da utilização de intervenções baseadas em evidências para a redução de traumas perineais no parto vaginal. Metodologia: trata-se de um relato de experiência vivenciado durante a coleta de dados de um projeto de pesquisa multicêntrica em andamento, aprovada pelo comitê de ética em pesquisa da Universidade Estadual de Feira de Santana, através do protocolo de nº 57530516.0.0000.0053. A experiência ocorreu de agosto a outubro de 2016 em uma maternidade pública de Feira de Santana na Bahia, durante o acompanhamento de 11 parturientes. Estas intervenções foram extraídas de uma metanálise publicada na Biblioteca Cochrane (AASHEIM et al., 2011; ELHARMEEL et al., 2011; BECKMANN; STOCK, 2013). Resultados: das 11 participantes da experiência, 9 adotaram a postura de quatro apoios no período expulsivo, 1 lateral esquerda e 1 cócoras. Estas mulheres receberam a aplicação de compressas morna, massagem perineal e aplicação de glicerina tanto no períneo anterior quanto no posterior e técnica hands-off no desprendimento cefálico. Quanto às condições perineais, 81% das mulheres apresentaram lacerações de 1º grau do tipo linear na região anterior do períneo, mais especificamente em vestíbulos, que não foram suturadas e com cicatrização 24h após o parto. Foram observados de 1 a dois traumas superficiais. Todas as mulheres se sentiram satisfeitas com as intervenções utilizadas e ausência da sutura perineal. Não relataram dificuldades para realizar suas atividades habituais ou atender suas necessidades fisiológicas e não apresentaram problemas perineias, a exemplo de dor ou edema. Conclusões: as intervenções utilizadas mostraram-se de baixo custo e de alto impacto na experiência das mulheres durante e após o parto vaginal. É necessário que os trabalhadores da prática clínica possam utilizar estas intervenções primando pela promoção da segurança da mulher durante o parto no que se refere à redução de danos potencialmente severos no períneo e suas repercussões no puerpério.

Descritores: Enfermagem Obstétrica, Saúde da mulher, Períneo. Referências

AASHEIM, V. et al. Perineal techniques during the second stage of labour for reducing perineal trauma. Cochrane Database of Systematic Reviews 2011, Issue 12. Art. No.: CD006672. DOI: 10.1002/14651858.CD006672.pub2

BECKMANN, M. M.; STOCK, O. M. Antenatal perineal massage for reducing perineal trauma. Cochrane Database of Systematic Reviews 2013, Issue 4. Art. No.: CD005123. DOI: 10.1002/14651858.CD005123.pub3

EAST, C.E. et al. Perineal pain following childbirth: Prevalence, effects on postnatal recovery and analgesia usage. Midwifery, v. 28, n. 1, p. 93-7, fev. 2012. Disponível em: <http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21236531>. Acesso em: 2 fev. 2016.

ELHARMEEL, S. M. A.; et al. Surgical repair of spontaneous perineal tears that occur during childbirth versus no intervention. Cochrane Database of Systematic Reviews 2011, Issue 8. Art. No.: CD008534. DOI: 10.1002/14651858.CD008534.pub2

FRANCISCO, A. A., et al. Associação entre trauma perineal e dor em primíparas. Rev. Esc. Enferm.; USP, São Paulo, v. 48, p. 40-5, 2014.

Referências

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