A Formanda, Judite Alexandrina Gasparinho Marques Pinto 1 Agrupamento Vertical Marques Leitão - Valbom
NOVO PROGRAMA DE PORTUGUÊS DO ENSINO BÁSICO ACOMPANHAMENTO NA ESCOLA BÁSICA MARQUES LEITÃO
Registo de Sessão de Trabalho n.º 1
Data Actividades Descrição/Comentários/Sugestões
De 1 a 4 e de 7 a 11 de Setembro de 2009 Apresentação do Novo Programa de Português do Ensino Básico.
Os docentes iniciaram uma leitura e uma análise atenta e criteriosa do novo programa de Português do Ensino Básico.
Registo de Sessão de Trabalho n.º 2
Data Actividades Comentários/Sugestões
29 de Outubro de 2009 Preparação da Implementação do Novo Programa de Português do Ensino Básico
A subcoordenadora informou que ainda não se iniciaram as sessões de trabalho nas várias escolas uma vez que, como foi dito pelos formandos na última sessão de formação na Escola Secundária de Valongo, não há ainda matéria que justifique uma reunião de grupo exclusivamente sobre este assunto, tendo em conta que as sessões de formação, até ao momento, têm sido dedicadas essencialmente ao preenchimento de documentos de cariz burocrático. Aliás, de acordo com a informação que foi dada à subcoordenadora de Português do segundo ciclo, também em formação, as sessões nas escolas só deverão começar em Janeiro de 2010.
Registo de Sessão de Trabalho n.º 3
Data Actividades Descrição/Comentários/Sugestões
12 de Novembro de 2009 Preparação da Implementação do Novo Programa de Português do Ensino Básico: Contextualização.
A subcoordenadora começou por perguntar aos docentes se todos concordavam que, pelo menos nesta primeira fase de tomada de conhecimento do novo Programa de Português do Ensino Básico, as reuniões de grupo se realizassem juntamente com o grupo de Português do 2º ciclo, de modo a promover uma efectiva articulação entre os diferentes ciclos. Todos concordaram, tendo ficado decidido que as
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reuniões seriam dirigidas, alternadamente pela subcoordenadora de Português do 3º ciclo e pela subcoordenadora de Português do 2º ciclo.
A subcoordendora começou por transmitir todas as informações recebidas até ao momento nas sessões de formação que decorrem quinzenalmente na Escola Secundária de Valongo. Todos os docentes consideraram que seria útil que a Escola fornecesse a cada um uma cópia do novo Programa para facilitar a consulta e a análise do mesmo. O Director informou que ainda não tem verba da DGIDC disponibilizada para esse fim.
Em seguida, foram apresentados os objectivos destas sessões e reflectiu-se individualmente e em grupo sobre as dificuldades dos alunos e as dos docentes que se encontram na base do plano estratégico do novo Programa de Português.
Feita uma apresentação geral do programa, os docentes foram unânimes a considerar que este novo Programa, estando organizado por ciclos e cabendo a cada escola a tarefa da anualização, pode ser posto em causa pela mobilidade dos alunos e dificulta a selecção do manual. Sublinhou-se a importância que deve ser dada quer à articulação vertical quer à articulação horizontal como factores importantes que contribuem para o sucesso dos alunos. Todos os docentes concordaram e acrescentaram que, para que essa articulação possa ser uma realidade, é necessário que as horas de reunião para esse efeito estejam legalmente contempladas nos horários dos professores.
Passou-se, em seguida, a uma análise mais detalhada do Programa e foi feita uma abordagem dos principais conceitos que enformam o documento em análise. Decidiu-se, finalmente que, num espírito de cooperação e de partilha, será criada uma pasta onde será arquivado todo o material didáctico e pedagógico que cada docente considere útil para os colegas. Este trabalho poderá ser feito, posteriormente, na plataforma Moodle da escola.
Registo de Sessão de Trabalho n.º 4
Data Actividades Descrição/Comentários/Sugestões
26 de Novembro de 2009 Preparação da Implementação do Novo Programa de Português do Ensino Básico: linhas de força e organização do
A subcoordenadora fez a proposta ao Grupo de alteração da calendarização destas reuniões, passando as mesmas a realizar-se mensalmente com uma duração de 90 minutos, para não sobrecarregar os docentes de Português que não tem qualquer redução no horário específica para estas reuniões. Todos os docentes concordaram, tendo sido agendada a próxima reunião para o dia 10 de
A Formanda, Judite Alexandrina Gasparinho Marques Pinto 3 Programa,
conceitos – chave.
Dezembro.
Em seguida, a subcoordenadora começou a transmitir as informações recebidas até ao momento nas sessões de formação. Nesse sentido, foram distribuídos e analisados os seguintes documentos das sessões da Formação do Novo Programa de Português: visão diacrónica dos Programas de Português, competências específicas agrupadas por grandes linhas orientadoras, o Professor e corpus textual.
A subcoordenadora fez uma apresentação, em
powerpoint, sobre as linhas de força e organização do
Programa, os conceitos - chave e os resultados esperados. Reflectiu-se individualmente e em grupo sobre estas questões, tendo, na sequência desta actividade, os docentes respondido a um questionário
e, no final da actividade, foram apresentadas as
soluções do mesmo.
Por último, a subcoordenadora informou os docentes sobre a plataforma moodle da escola, explicou como aceder à disciplina Novo Programa de Português e mostrou os documentos já inseridos nesta plataforma. Acrescentou que todos os professores podem inserir e partilhar documentos e informações.
Registo de Sessão de Trabalho n.º 5
Data Actividades Descrição/Comentários/Sugestões
10 de Dezembro de 2009 Preparação da Implementação do Novo Programa de Português do Ensino Básico: os domínios da compreensão e expressão oral, escrita, leitura e conhecimento explícito da língua.
A subcoordenadora começou por transmitir todas as informações recebidas até ao momento nas sessões de formação que decorrem quinzenalmente na Escola Secundária de Valongo.
A partir de um documento de trabalho apresentado pela subcoordenadora, os docentes reflectiram sobre os domínios da compreensão e expressão oral, escrita, leitura e conhecimento explícito da língua. Os quadros apresentados foram lidos horizontalmente (para perceber mais facilmente a progressão de ciclo para ciclo) e verticalmente (no interior do próprio ciclo para dar uma perspectiva bastante completa das diversas competências no interior do ciclo). Este trabalho é importante para as tarefas de anualização que se farão a seguir e que consistem na distribuição pelos anos do ciclo, e nas diversas competências, dos conteúdos previstos no programa associando-os aos diversos descritores de desempenho.
Em relação à compreensão e expressão do oral, os docentes apresentaram o que de mais válido lhes parece conter o programa relativamente à didáctica do Oral, as indicações programáticas que acham que serão mais difíceis de cumprir, em que medida a “fala preparada” recebe contributos de outras
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competências e em que medida podem as TIC melhorar a competência da oralidade (compreensão e expressão) na sala de aula. Em relação à escrita, os docentes reflectiram sobre o que de mais válido lhes parece conter o programa relativamente à didáctica da escrita, as indicações programáticas que acham que serão mais difíceis ou mesmo impossíveis de cumprir, o que gostariam de ver num manual escolar que pudesse efectivamente contribuir para a aplicação deste programa no que respeita à escrita e perspectivaram situações de aperfeiçoamento de texto nas quais se levem a cabo as operações acrescentamento, supressão, substituição e deslocamento. No que diz respeito à leitura, os docentes reflectiram sobre os tipos de leitura que o programa apresenta, perspectivaram as «Estratégias de compreensão durante a leitura – Activação da leitura global ou da leitura selectiva, em função do objectivo da leitura», ponderaram a importância do PNL à luz do Novo programa e reflectiram sobre o modo como pode um manual escolar contribuir para a promoção da leitura. Quanto ao conhecimento explícito da Língua, os docentes reflectiram sobre a importância do princípio da «progressão» no ensino do CEL..
Esta actividade permitiu sensibilizar os docentes para as seguintes questões: noção de progressão a partir da análise dos resultados esperados no final de cada ciclo; Interligação das diversas competências (Ex: para produzir uma exposição oral, um aluno terá de se socorrer dos conteúdos processuais e declarativos próprios desta competência, mas poderá ter também de utilizar a escrita para tomar notas, o CEL para a organização do discurso, ou até a leitura se a exposição oral em questão tiver sido precedida da leitura e compreensão de um texto); a articulação entre ciclos (é importante que no interior dos agrupamentos as planificações se orientem pelos resultados esperados do ciclo anterior, pois será daí que se parte para o ciclo seguinte); a anualização, i.e, a necessidade de organizar, ano a ano, uma planificação devidamente articulada das diversas competências, no interior de cada ciclo. A leitura deste documento de trabalho relevou ainda aquilo que de mais importante se salienta nas competências: o tratamento da oralidade formal (em detrimento da oralidade “espontânea”) em pé de igualdade com as demais competências; a separação das duas competências (compreensão versus expressão) nos 1º e 2º ciclos e o seu tratamento, em paralelo, no 3º ciclo (compreensão/expressão); os diversos tipos de leitura (leitura para obtenção de conhecimentos; para informação; analítica e crítica; recreativa…); a escrita processual (as oficinas de escrita - como organizar); o CEL como competência instrumental, i.e, subsidiária
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das restantes (organização de actividades de leitura, oralidade e escrita com recurso ao CEL) e como competência autónoma (organização de actividades estritamente linguístico-gramaticais).
Registo de Sessão de Trabalho n.º 6
Data Actividades Descrição/Comentários/Sugestões
28 de Janeiro de 2010 Preparação da Implementação do Novo Programa de Português do Ensino Básico: Compreensão /expressão oral, leitura, escrita e conhecimento explícito da língua.
A subcoordenadora começou por transmitir todas as informações recebidas até ao momento nas sessões de formação que decorrem quinzenalmente na Escola Secundária de Valongo. Decidiram os docentes não realizar a reunião sobre o Novo Programa de Português prevista para Fevereiro, tendo em conta que durante esse mês decorrem as reuniões intercalares que apenas terminam no dia dois de Março, o que significaria uma sobrecarga horária excessiva. Em seguida, as docentes reflectiram sobre as competências que estruturam o Novo Programa de Português: compreensão /expressão oral, leitura, escrita e conhecimento explícito da língua. A nível da compreensão/ expressão oral, foram analisados os descritores de desempenho, os conteúdos e a necessidade de formalizar algumas práticas, tais como a avaliação da compreensão do oral nos testes de avaliação e o recurso a grelhas de avaliação da expressão oral. Em relação à leitura, foram
examinados os descritores de desempenho, os conteúdos, os resultados esperados, os factores que condicionam a compreensão, as estratégias de leitura e o perfil de um bom leitor. Quanto à escrita, as docentes analisaram os descritores de desempenho, os conteúdos, os resultados esperados, as estratégias a desenvolver e um modelo de expressão escrita. Finalmente, no que diz respeito ao conhecimento explícito da língua, salientou-se a distinção entre a concepção de 1991(funcionamento da língua) e a concepção de 2009 e foram referidos os principais suportes de informação em linha, designadamente o Dicionário Terminológico.
Registo de Sessão de Trabalho n.º 7
Data Actividades Descrição/Comentários/Sugestões
18 de Março de 2010 Preparação da Implementação do Novo Programa de Português do Ensino Básico: Conhecimento explícito da
A subcoordenadora começou por transmitir todas as informações recebidas até ao momento nas sessões de formação que decorrem quinzenalmente na Escola Secundária de Valongo. Os docentes analisaram o guião de implementação do programa sobre o
A Formanda, Judite Alexandrina Gasparinho Marques Pinto 6 língua. conhecimento explícito da língua. Os docentes do
segundo ciclo seleccionaram, no âmbito dos Registos de Língua, a actividade três - «Como nos dirigimos a quem não tratamos por tu?»; Os docentes do terceiro ciclo seleccionaram a actividade seis, no âmbito dos registos de língua - «A mesma palavra pode pertencer a registos diferentes em lugares diferentes?». Com base nas experiências dos docentes que testaram nas suas aulas as actividades supra-citadas, procedeu-se ao preenchimento da matriz de apreciação dessas actividades e reflectiu-se sobre os objectivos, os procedimentos metodológicos, os materiais e os recursos adequados para que a actividade seja bem sucedida.
Registo de Sessão de Trabalho n.º 8
Data Actividades Descrição/Comentários/Sugestões
29 de Abril de 2010 Preparação da Implementação do Novo Programa de Português do Ensino Básico: Leitura
A subcoordenadora começou por transmitir todas as informações recebidas até ao momento nas sessões de formação que decorrem quinzenalmente na Escola Secundária de Valongo. A subcoordenadora começou por apresentar o guião de implementação do programa sobre a leitura. O Guião da competência da leitura organiza-se em cinco partes: Introdução, enquadramento e exemplos de actividades para leitura; Percursos para projectos de leitura; Sequências didácticas de leitura; Actividades isoladas de leitura; Bibliografia.
Tanto o PISA como os estudos preparatórios que precederam a elaboração do Programa mostram que os alunos portugueses mostram dificuldades significativas na leitura e interpretação de textos informativos e menos em textos narrativos; os alunos portugueses têm dificuldades em reflectir sobre elementos implícitos e sobre organização discursiva e seus efeitos; os alunos com melhores desempenhos nesses estudos usam mais estratégias para a compreensão dos textos. Dedica-se mais tempo à leitura orientada (que incide sobretudo em textos literários) que à leitura para informação e estudo e à leitura recreativa. Apontam-se como causas possíveis as práticas na sala de aula condicionadas por manuais que determinam e fixam os papéis dos professor e do aluno no modo como se lêem e interpretam os textos. Como remediação possível, o NPPEB preconiza o contacto com diversidade de textos e de suportes de escrita, incluindo os facultados pelas TIC; O NPPEB
A Formanda, Judite Alexandrina Gasparinho Marques Pinto 7 abre-se também à literatura para jovens, alargando o leque de obras de leitura literária para o terceiro ciclo e estabelecendo uma relação entre o programa e o PNL. De acordo com o enquadramento, é necessário ter em conta as perspectivas sobre a leitura e implicações pedagógicas; os três momentos para o desenvolvimento da competência leitora, a saber: Descoberta da linguagem escrita (meio familiar, jardim-de-infância, primeiro ano do EB); Domínio da técnicas de decifração (até ao segundo ano); Domínio da técnica da leitura - lê-se para aprender a ler cada vez melhor; obter informação e organizar o conhecimento; apreciar textos variados. Estas áreas articulam-se com as dimensões usualmente apontadas para a leitura escolar: Compreender e interpretar; reagir e apreciar.
A leitura é um processo que envolve uma relação dinâmica entre leitor, texto e contexto.
Em relação ao leitor, as estruturas cognitivas e afectivas do leitor afectam a compreensão e a relação com os textos; o leitor tem um papel importante na construção dos sentidos; o professor deve proporcionar diversas experiências de leitura; o professor deve ensinar explicitamente estratégias que visem a construção da autonomia do aluno enquanto leitor e construtor de sentidos.
Em relação ao texto, diferentes tipos de texto solicitam diferentes atitudes de leitura – não se lê da mesma maneira uma história, um texto expositivo ou um texto instrucional. O conteúdo de um texto influencia a leitura – a maior ou menor familiaridade ou proximidade com o tema abordado vai determinar o acesso ao sentido (maior rapidez, por exemplo).Estes aspectos reforçam a importância de se proporcionar aos alunos múltiplas experiências de leitura para consolidação de modelos mentais sobre os diferentes tipos de textos, incluindo os de formato electrónico.
Em relação contexto, pode ser social, físico ou psicológico.O contexto sociocultural em que o aluno vive e aprende a ler deve ser tido em consideração, pois influencia o modo como ele encara a leitura e a própria necessidade de ler. Em contexto escolar e de sala de aula, a orientação ou finalidade dada à leitura vai conduzir o aluno a construir perspectivas sobre o que é o acto de ler.
A leitura aperfeiçoa-se e aprofunda-se através da pluralidade das experiências e actividades de leitura. As actividades e projectos de leitura deverão ser sempre orientados por vários propósitos ou finalidades, como por exemplo (a) ler para identificar ideias-chave; (b) ler para procurar informação específica; (c) ler para
A Formanda, Judite Alexandrina Gasparinho Marques Pinto 8 identificar pontos de vista; (d) para debater as posições do autor; (e) ler para recreação.
O NPPEN ao organizar-se em função do desempenho dos alunos obriga-nos a elaborar sequências didácticas em que estejam claramente explicitados os (a) objectivos de aprendizagem, (b) as tarefas propostas e (c) os resultados ou produtos que se pretendem alcançar. É necessário desenvolver actividades orientadas para a aquisição de estratégias para monitorizar o processo de compreensão. O professor deverá ajudar o aluno a construir um repertório de estratégias para melhorar a compreensão da leitura. O professor deverá também explicitar as estratégias ou percursos seguidos para identificar e aprofundar o conhecimento de um texto. Quanto aos procedimentos que aumentam a capacidade de compreensão em leitura, esta explicitação ajuda o aluno a perceber os movimentos de leitura que terá de realizar para se apropriar de um texto. São estratégias de apoio as seguintes: ler na diagonal ou “varrer” o texto; sublinhar, tirar notas, colocar notas à margem; activar conhecimentos prévios (sobre a estrutura do texto, sobre o tema, sobre leituras anteriores…); fazer inferências e deduções (ler nas entrelinhas); colocar hipóteses, fazer antecipações, predições; confirmar, reformular / infirmar as expectativas ou hipóteses criadas; questionar o texto, fazer perguntas sobre o texto; representar visualmente o texto (esquemas, representações gráficas); sintetizar ou resumir a informação.
Foram apresentadas situações ilustrativas, tendo como exemplo o ler para aprender e ler para construir conhecimento: em primeiro lugar, ler, tendo como finalidade comunicar com os outros e obter informações: os textos das TIC, como o email, as sms e os blogues têm especificidades que nos obrigam, por exemplo, a usar abreviaturas. Com eles obtêm-se informações gerais ou de carácter mais específico. Em segundo lugar, ler para seguir instruções /para fazer: a leitura de textos instrucionais implica um retorno permanente ao texto para controlar o que se vai fazendo. Exemplos: uma receita de um bolo, um manual de instruções para montar uma estante da IKEA; as instruções para se seguir um protocolo. Em terceiro ligar, ler para adquirir conhecimentos mais aprofundados sobre um tema: Este tipo de leitura implica localização e selecção de informação. Para ser eficaz, necessita da monitorização do professor (em presença ou através de guião) e obriga a ensino explícito de estratégias de localização e selecção, como: como utilizar sublinhados, palavras-chave, tomar notas, fazer esquemas, realizar sínteses.
A Formanda, Judite Alexandrina Gasparinho Marques Pinto 9 Reflectiu-se sobre o desenvolvimento de actividades aplicadas a diferentes tipos textuais. Concluiu-se que é fundamental construir conhecimento sobre a forma como os diferentes tipos de texto se estruturam para que a compreensão não seja fruto do acaso, mas o resultado de uma atitude consciente de leitura, por parte do aluno. O professor deve criar diferentes oportunidades de trabalho que permitam aos alunos contactar com diferentes tipos de texto, visto que todos eles pressupõem abordagens de leitura diferentes.
Para desenvolver abordagens diversificadas de contacto com os textos, o professor deve ultrapassar o patamar das habituais perguntas de identificação (em particular nos textos literários); deve evitar desenvolver actividades estereotipadas que coloquem o aluno num papel passivo de recepção dos sentidos do texto; o professor deve conduzir o aluno a patamares mais elevados de compreensão e interpretação, tais como fazer inferências; identificar implícitos; fomentar a reacção e a avaliação; estabelecer relações entre textos, etc. É importante que a leitura analítica e crítica se estabeleça desde cedo na escola. É igualmente importante desenvolver actividades que impliquem os alunos na comunicação literária e apoiá-los na construção da sua recepção pessoal. A leitura como experiência pessoal, sobretudo nos textos literários, deve ser valorizada em contexto escolar, ao longo de todo o ensino básico. Implicar os alunos na comunicação literária significa a realização de actividades que suscitem interrogações sobre o porquê dos textos, sobre a realidade e o imaginário para os quais reenviam - a leitura alimenta-se de outras leituras.
Relativamente ao papel da motivação, as competências em leitura desenvolvem-se de forma mais consistente quando os professores colocam os alunos perante tarefas claras e concretas e orientadas para propósitos com sentido. Um dos motores da motivação assenta na relação novidade/reconhecimento (conjugação de leitura de textos mais fáceis com textos mais difíceis) e na conjugação de diferentes formas de organizar a leitura (grupo-turma, pequenos grupos, pares, individual).
Quanto ao papel da memória, o contacto continuado com textos favorece o estabelecimento de relações e de redes de textos (por aproximação ou contraste). O conhecimento assenta na memória e na construção de imagens mentais e de esquemas que vão integrando e consolidando o conhecimento adquirido. Estes conhecimentos são activados sempre que nos encontramos perante uma situação nova de leitura. O
A Formanda, Judite Alexandrina Gasparinho Marques Pinto 10 contacto continuado com o texto literário possibilita o alargamento do horizonte cultural do aluno.O programa aconselha a organização de diários, cadernos de leitura ou de outro tipo de registos de leituras que se vão fazendo.
De sublinhar ainda a educação literária, o lugar dos textos literários, a importância e os objectivos da leitura literária.
Os contextos promotores de leitura são os seguintes: sala de aula como contexto promotor de leitura, exposição de listas de palavras, exposição de textos produzidos pelos alunos, contacto com diversos materiais escritos, criar situações de leitura desafiadoras (que suscitem tarefas), diferentes formas de ler e aceder à leitura – leituras destinadas a todos os ciclos.
Para divulgação de livros / registos de leitura, sugere-se a roda dos livros, conversas à volta dos livros, o caderno de leitura. Como modos de organizar a leitura, propõe-se ler sozinho / ler em grupos (os círculos de leitura).
Registo de Sessão de Trabalho n.º 9
Data Actividades Descrição/Comentários/Sugestões
20 de Maio de 2010 Preparação da Implementação do Novo Programa de Português do Ensino Básico: Escrita.
A subcoordenadora começou por transmitir todas as informações recebidas até ao momento nas sessões de formação que decorrem quinzenalmente na Escola Secundária Valongo, designadamente, o guião de implementação do programa sobre a escrita.
O guião da competência da escrita organiza-se em duas partes: parte I e parte II. Na Introdução, pretende-se chamar a atenção dos professores para a importância do desenvolvimento da competência da escrita dos alunos, destacando que à sua produção, preferencialmente decorrente da interacção dialógica, segue-se o trabalho sistemático de revisão. Na Parte I, são abordados os seguintes temas: escola e produção escrita: evolução de concepções; o papel da produção da linguagem no Programa de Português; e o que os professores devem saber sobre o processo de produção da linguagem escrita. Pretende-se, pois, nesta 1.ªparte, caracterizar o papel desempenhado pela produção da linguagem escrita no Programa de Português, a partir da análise do modo como a Escola tem perspectivado o trabalho em torno da escrita e explicitam-se orientações quanto ao trabalho a desenvolver neste domínio. Na Parte II, são
A Formanda, Judite Alexandrina Gasparinho Marques Pinto 11 apresentados conjuntos de actividades que visam apoiar a produção de diferentes géneros textuais. Feita a análise e a reflexão sobre este Guião, os professores do Grupo procederam ao preenchimento do inquérito sobre a escrita. Posteriormente, estes dados serão recolhidos, analisados e divulgados pela subcoordenadora, no Fórum de Aprendizagens, na plataforma e-learning.