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DIRINT Aula 6 - Fundo Branco

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Academic year: 2021

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DIREITO INTERNACIONAL

Parte I – Direito Internacional Público

Prof. Dr. Marcus Maurer de Salles

22/03/2013

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6. Direito das Relações

Diplomáticas e Consulares

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Plano de aula

1. Relações diplomáticas e consulares

a) Órgãos dos Estados

b) Funções da diplomacia c) A diplomacia brasileira

2. Direitos, privilégios e imunidades

a) Relações diplomáticas b) Relações consulares

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Origem histórica

Diplomas

Documentos em forma de placas metálicas

dobradas que legalizavam a circulação nas

estradas imperiais.

Diplomatas

Pessoas encarregadas de portar os diplomas, dando

continuidade a uma política de Estado e

conservando a memória através de arquivos e

documentos.

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Definição

• A aplicação da inteligência e do tato na conduta das relações oficiais entre os governos de Estados independentes.

• A condução das relações internacionais entre Estados independentes por agentes oficiais.

• Toda atividade política referente às relações entre os Estados e à representação dos interesses de um governo no exterior.

• Soldados em trajes de gala. • A ciência da negociação. • A arte dos anjos.

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Órgãos dos Estados

• Chefes de Estado

– Chefes de Governo – Ministros de Estado

• Ministros das Relações Exteriores • Agentes diplomáticos

– Embaixadores – Cônsules

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Relação com política externa

Instrumento da soberania externa

• A diplomacia deve estar a serviço do Estado e do governo como instrumento de sua soberania externa.

Diplomacia x Política externa

• Política externa é uma atividade intelectual que expressa a concepção do relacionamento externo de um Estado.

• A diplomacia é o instrumento de execução dessa concepção definida pelo Estado.

Política externa é estratégia; diplomacia é tática

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Funções

Representação diplomática

• Ocupa-se com as relações entre os governos de diferentes países.

• É a representação política do Estado. Representação consular

• Dedica-se ao relacionamento dos cidadãos com os governos estrangeiros e os súditos desse Estado. • É a defesa de interesses concretos no plano

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Funções das embaixadas

Representação

Substituir o Chefe do seu Estado, do qual recebe delegação expressa e intransferível, junto ao Chefe de Estado estrangeiro que o acolhe em missão diplomática.

Comunicação

Função mais elementar da diplomacia: agir como mensageiro.

Negociação

Receber instruções e negociar, no nível mais elevado, os interesses do Estado acreditante.

Informação

Recolher, por meios lícitos, informações, aspectos e qualidades sobre o Estado de acolhida e divulgar informações do Estado acreditante que pareçam úteis aos objetivos da diplomacia. Trabalho de inteligência.

Minimização de atritos

Diminuir ou neutralizar as fontes de tensão e discórdia que gerem atrito entre os Estados negociantes, que possam estar impedindo os interesses genuínos dos Estados.

Proteção

Proteção diplomática dos direitos e interesses do Estado representado e dos seus nacionais.

Direito de legação

Direito de enviar e receber representantes do Estado com o objetivo de assegurar representação oficial adequada.

Dever de reserva

Restrições aos diplomatas em termos de orientação política e ideológica no exercício de suas funções

Simbolizar a existência de uma sociedade de Estados

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Funções dos consulados

Observação

Prestação de informações ao Estado de origem do movimento econômico e comercial do Estado onde serve.

Função de proteção

Proteção consular aos nacionais do Estado de origem; Repatriação e assessoria jurídica

Funções administrativas

Expedir passaportes aos nacionais de seu Estado e visar os passaportes dos estrangeiros; solucionar questões disciplinares entre membros de tripulação de navios mercantes de seu Estado.

Funções notariais:

Reconhecer e firmar documentos; receber testamentos, lavrar procurações feitas por nacionais.

Funções de oficial de registro civil

Assentamentos, óbitos, e casamentos entre nacionais de seu Estado.

Dever de reserva

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A diplomacia brasileira

Itamaraty

• Artigo 84, VII, CF/88 - É competência privativa do Presidente da República manter relações com Estados Estrangeiros e acreditar seus representantes diplomáticos.

Ministério das Relações Exteriores

• Órgão do Poder Executivo, depositário da delegação de competência do Chefe de Estado.

Competências do MRE brasileiro - Decreto nº 3959/01

• - Política internacional • - Relações diplomáticas • - Serviços consulares

• - Participação em negociações comerciais e econômicas • - Programas de cooperação internacional

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A diplomacia brasileira

Instituto Rio Branco – Exame de ingresso

– Curso de Aperfeiçoamento – Curso de Altos Estudos

Carreira diplomática – Terceiro secretário – Segundo secretário – Primeiro secretário – Conselheiro

– Ministro de segunda classe – Ministro de primeira classe – Embaixador/Cônsul (função)

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A diplomacia brasileira

• 164 representações do Brasil no exterior

– 94 embaixadas

– 6 missões permanentes junto à OI – 50 consulados

– 14 vice-consulados

• 125 missões diplomáticas de todos os

continentes no Brasil.

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(15)

Tratados aplicáveis

• Convenção sobre Relações Diplomáticas de

Viena, de 18 de Abril de 1961

• Convenção sobre Relações Consulares, de

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1. Privilégios e Imunidades Diplomáticas

Convenção de Viena de 61, sobre relações Diplomáticas

• Locais da missão invioláveis: somente com

permissão do Chefe da missão. O Estado acreditado tem obrigação de fornecer proteção aos locais da missão.

• Inviolabilidade de jurisdição aos locais da missão e

mobiliários.

• Isenção fiscal: aos locais da missão e ao chefe da

missão. (todos os impostos e taxas, pessoais ou reais, nacionais, regionais ou municipais, inclusive

aduaneiros) Exceção às mercadorias e aos serviços prestados.

(17)

1. Privilégios e Imunidades Diplomáticas

• Arquivos e documentos invioláveis

• Liberdade de circulação e trânsito

• Correspondência inviolável

• Mala diplomática inviolável e bagagem pessoal

também

• Direitos e emolumentos recebidos isentos de

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1. Privilégios e Imunidades Diplomáticas

• O agente diplomático é inviolável: imunidade de jurisdição penal e civil e administrativa; residência é inviolável tb, sendo considerado local de missão,

bem como sua correspondência e docs privados.

• O Estado acreditante pode renunciar à imunidade de

jurisdição dos seus agentes diplomáticos e das

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1. Privilégios e Imunidades Diplomáticas

• Quem são as outras pessoas?

– Art. 37:

– membros da família do agente diplomático (com os quais ele vive); desde que não sejam nacionais do Estado acreditado,

– membros do pessoal adm. e técnico da missão e os familiares

– membros do pessoal de serviço da missão (no exercício de suas funções)

(20)

1. Privilégios e Imunidades Diplomáticas

• Privilégios quanto à contribuição de Previdência

social (tb aplicado a criados particulares)

• Isenção de prestação de serviços pessoais: ex: militar (Exército) ou eleições (mesário).

• Caso o agente seja nacional do referido Estado

acreditado, ou nele tenha residência permanente, gozará de imunidade de jurisdição e inviolabilidade

apenas quanto aos atos oficiais praticados no desempenho de suas funções.

(21)

1. Privilégios e Imunidades Diplomáticas

Deveres:

• sem prejuízo dos privilégios e imunidades, deve-se respeitar as leis e regulamento do Estado Acreditado • O agente diplomático não poderá exercer outra

atividade no Estado acreditado.

• Caso de conflito armado: o Estado Acreditado deverá conceder facilidades a todos que gozam de

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2. Privilégios e Imunidades

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2. Privilégios e Imunidades Consulares

Convenção de Viena de 63, sobre relações consulares

• *O Estado receptor não será obrigado a conceder a um chefe interino, as mesmas facilidades, privilégios e imunidades de que goze o titular.

• * Se o Estado envia um funcionário consular para praticar atos diplomáticos, em razões excepcionais, este não poderá gozar os privilégios e imunidades

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2. Privilégios e Imunidades Consulares

Capítulo Geral: Seção I: facilidades, privilégios e imunidades relativos às repartições consulares, aos funcionários

consulares de carreira e a outros membros da repartição consular.

• Facilidades concedidas pela Estado receptor ou acreditado

• Uso da bandeira e escudo nacionais (locais consulares e residência)

• Inviolabilidade de locais consulares, bens imóveis, meios de transporte. Isenção fiscal.

• Inviolabilidade de arquivos e documentos consulares

(25)

2. Privilégios e Imunidades Consulares

• Liberdade de movimento

• Liberdade de comunicação: correspondência inviolável

• Mala consular: intercâmbio somente com a permissão dos Estados. A mala pode ser aberta qdo houver séria suspeita ou enviada de volta ao local de origem.

• Livre comunicação com nacionais (função consular). Direito de visita.

• Liberdade de informações em caso de morte, tutela, curatela, naufrágio e acidente aéreo.

• Comunicações com autoridades do Estado receptor: autoridades locais, regionais e centrais

(26)

2. Privilégios e Imunidades Consulares

Seção II: facilidades, privilégios e imunidades relativos aos funcionários consulares de Carreira e outros membros da

repartição consular

• Proteção: inviolabilidade pessoal dos funcionários consulares: não podem ser presos ou detidos

preventivamente, mas somente após o trânsito em julgado de sentença condenatória

• Imunidade de jurisdição: administrativas e somente em relação às funções exercidas. (não abrange esfera civil ou penal)

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2. Privilégios e Imunidades Consulares

• Obrigação de prestar depoimento: não serão obrigados a depor sobre o fato de suas funções. • Renúncia aos privilégios e imunidades:

– 1. Pelo Estado que envia

– 2. Se funcionário consular propuser ação sobre matéria a que está protegido com imunidades e privilégios

consulares, não poderá alegar tais imunidades.

• Isenção de registro de estrangeiros e autorização de

residência. Aplicável tb aos empregados consulares

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2. Privilégios e Imunidades Consulares

• Isenção de autorização para o trabalho • Isenção ao regime de previdência social

• Isenção fiscal: para funcionários, empregados e membros da família: impostos e taxas, pessoais ou reais, municipais, regionais ou nacionais. Membros de pessoal de serviço tb sobre seus salários.

• Isenção de impostos e inspeção alfandegária.

Bagagem pessoal isenta de inspeção alfandegária. • Isenção de prestação de serviços pessoais: ex:

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2. Privilégios e Imunidades Consulares

Obrigações:

• Respeito às leis e regulamentos do Estado

receptor

• Seguro contra danos causados a terceiros:

veículo, navio ou aeronave.

• Os funcionários consulares de carreira não

podem exercer atividade alguma profissional

ou comercial. Se exercerem, perdem os

privilégios e imunidades, extensivos a seus

familiares.

(30)

3. Privilégios e Imunidades das

Organizações Internacionais

(31)

3. Privilégios e Imunidades das

Organizações Internacionais

• OIs – O Secretário Geral e os

subsecretários-gerais gozam das mesmas facilidades dos

agentes diplomáticos

• Passaporte diplomático

• Somente proteção funcional- referente

exclusivamente aos atos praticados no

desempenho de suas funções.

(32)

3. Privilégios e Imunidades das

Organizações Internacionais

• Proteção restritiva – não se compara às

imunidades diplomáticas

• Ex.: na ONU, o secretário geral poderá

suspender a imunidade de todo funcionário

em qq caso que a imunidade impeça o curso

da justiça, sem que sejam prejudicados os

interesses das Nações Unidas

(33)

Próximas aulas

Sujeitos secundários de direito internacional

• Organizações internacionais

• Indivíduos

Referências

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