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A visão holística do turismo e a sua modelação

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Academic year: 2021

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José Sancho de Sousa

e Silva

A visão holística do Turismo Interno e a sua

modelação

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José Sancho de Sousa

e Silva

A visão holística do Turismo Interno e a sua

modelação

Dissertação apresentada à Universidade de Aveiro para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Doutor no ramo de Turismo, realizada sob a orientação científica do Prof. Doutor Carlos Costa, Professor Associado com Agregação do Departamento de Economia, Gestão e Engenharia Industrial da Universidade de Aveiro.

Tese de Doutoramento apoiada no âmbito do Programa de Bolsas de Estudo do Turismo de Portugal, I.P.

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À memória da minha mãe e ao meu pai; À Leonor, ao Pedro e à Rita;

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o júri Presidente:

Vogais:

Doutor José Abrunheiro da Silva Cavaleiro, Professor Catedrático da Universidade de Aveiro.

Doutor João Albino Matos Silva, Professor Catedrático da Universidade do Algarve.

Doutor Carlos Manuel Martins da Costa, Professor Associado com Agregação da Universidade de Aveiro. (Orientador)

Doutor Jorge Manuel Rodrigues Umbelino, Professor Auxiliar da Universidade Nova de Lisboa.

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agradecimentos A elaboração da presente tese só foi possível atendendo à conjugação de um conjunto de factores que facilitaram os aspectos relacionados directa e indirectamente com a sua execução. Neste sentido, devo expressar os meus agradecimentos a várias pessoas e instituições que tornaram a minha tarefa exequível, sendo certa que nesta nota não serei exaustivo, limitando-me a referir apenas os apoios que se revelaram decisivos.

Aliás, a minha carreira profissional na área do turismo, repartida entre a ex-Direcção-Geral do Turismo, a Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril e o Turismo de Portugal, I.P., proporcionou-me a recepção de muitos incentivos por parte de colegas e de alunos, no sentido de concretizar esta dissertação, pelo que espero francamente ter correspondido na proporção exacta dos muitos estímulos recebidos.

Neste contexto, as minhas primeiras palavras de agradecimento dirigem-se à minha família, nomeadamente à minha mulher Leonor e aos meus filhos Pedro e Rita, pela compreensão que evidenciaram em relação ao tempo e dedicação que lhes retirei. Não posso igualmente deixar de expressar o reconhecimento aos meus pais, Maria Guilhermina e José Augusto, pelas bases que souberam conferir à minha vida e que também se reflectiram no caminho agora percorrido.

Desejo igualmente expressar os meus profundos agradecimentos ao Prof. Doutor Carlos Costa, pela sua impecável orientação científica, pelas recomendações relevantes e apropriadas que me transmitiu, pelo seu interesse, pela sua disponibilidade permanente e pelo incentivo que sempre me concedeu. Acresce a estes aspectos, o reconhecimento pelo privilégio de uma amizade que já existe há muitos anos e que a realização deste projecto ainda cimentou mais.

No âmbito estrito da realização da tese, compete-me agradecer ao Turismo de Portugal, I.P., na pessoa do seu actual Presidente do Conselho de Administração, Dr. Luís Patrão, a bolsa concedida para a sua concretização, bem como a compreensão evidenciada em relação a este projecto pessoal e traduzida nas facilidades que me foram atribuídas para me dedicar à investigação.

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Quero igualmente expressar aos meus colegas do Centro de Estudos do Turismo da Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril (CESTUR) e ao Dr. Miguel Souzinha, na qualidade de antigo Presidente da ex-Associação Nacional das Regiões de Turismo, o agradecimento pela oportunidade que me foi proporcionada de articular a minha tese com o desenvolvimento do estudo sobre “A caracterização do Turismo Interno em Portugal”. Nesta referência incluo igualmente a excelente colaboração que tive por parte do Nuno Silva, da Carla Vitorino, da Inês Oliveira, do Joaquim Pereira, do Raul Filipe e da Teresa Costa.

Pretendo também sublinhar a oportunidade que me tem sido conferida pela Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) de alargar a minha experiência ao associativismo empresarial do turismo, factor este importante para a consolidação dos meus conhecimentos pessoais e profissionais. Em conformidade, agradeço ao seu Presidente, Comendador Mário Pereira Gonçalves, e ao Secretário-Geral da instituição, José Manuel Esteves, o tratamento e as atenções que me têm conferido.

Por outro lado, em termos internacionais, devo expressar a minha gratidão pelo apoio me foi concedido pela Direcção-Geral das Empresas e Indústria da Comissão Europeia, nas pessoas dos responsáveis pela área do turismo, Srs. Pedro Ortun e Francesco Ianniello, os quais criaram as condições para a participação dos Estados Membros no inquérito que efectuei junto das Administrações Nacionais de Turismo, além de me terem propiciado a possibilidade de apresentar o meu projecto na reunião do Comité Consultivo do Turismo da Comissão Europeia de 10 de Janeiro de 2007.

Pretendo também expressar o meu reconhecimento pelo interesse que a Organização Mundial do Turismo depositou no desenvolvimento da minha tese, tendo-me facultado o acesso às bases de dados da instituição e à documentação técnica relevante. Neste domínio quero agradecer todo o apoio que me foi prestado directamente pelo António Massieu, pelo Henryk Handszuh, pelo Augusto Huescar e pela Sandra Carvão.

No plano das missões de estudo que efectuei, compete-me distinguir a qualidade das entrevistas que me foram proporcionadas por parte da D.ª Teresa Guardia (Instituto de Estudios Turísticos), da D.ª Mónica Cano (Turespaña), dos Srs. Agustín Martínez e Rafael Roig (Instituto Nacional de Estadística), do Sr. José Manuel Maciñeiras (Asociación Empresarial de Agencias de Viajes Españolas), da Sr.ª Bettina Knauth e dos Srs. Carlo Kirchen e António Baigorri (EUROSTAT), do Sr. Thierry Baudier (Maison de la France), do Sr. Ronald Davies (Direction du Tourisme), do Sr. Gérard Ruiz (Bourse Solidarité Vacances), da Sr.ª Bernadette Ducret (ODIT – Observation, Développement et Ingénierie Touristique), da Sr.ª Chantal Lambert (Conseil National do Tourisme), do Sr. Patrick Samuel (Agence Nationale pour les Chèques-Vacances), do Sr. Georges Colson (Syndicat National des Agences de Voyages) e do Sr. José Ribera (Institut National de la Statistique et des Études Économiques).

Neste contexto, os meus agradecimentos são extensivos ao meu amigo de infância António Araújo, delegado da AITEC em Madrid, ao Dr. Mário Azevedo Ferreira, na altura delegado do ICEP em Paris, e à Dr.ª Rosário Costa (Turismo de Portugal, I.P.), pela intervenção decisiva que protagonizaram na programação das minhas deslocações.

Uma nota final para as minhas colegas do Centro de Documentação da ex-Direcção-Geral do Turismo e agora do Turismo de Portugal, I.P., Dr.ª Dália Botelho e Dr.ª Regina Almeida, a quem agradeço todo o apoio prestado na concretização das pesquisas bibliográficas efectuadas.

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palavras-chave turismo interno, desenvolvimento turístico, política de turismo, modelo, planeamento estratégico.

resumo A presente investigação concretiza a abordagem holística ao fenómeno do turismo interno, abordando aspectos conceptuais sobre o seu âmbito e dificuldades de medição. Por outro lado, equaciona o papel que esta forma de turismo pode representar, não só em termos de adequação às dinâmicas e às perspectivas que enquadram as actividades turísticas em geral, como também em relação aos efeitos que pode gerar nos domínios económico, social, cultural, ambiental e territorial.

A pesquisa engloba igualmente a análise empírica de dados que permitiu caracterizar as particularidades do turismo interno no plano internacional e no caso específico de Portugal, bem como o reconhecimento do seu carácter estratégico. Perante esta última realidade materializou-se a criação de um modelo empírico de desenvolvimento do turismo interno, o qual referencia, numa primeira fase, a estrutura e as componentes sistémicas, para concluir com a referência ao quadro conceptual de organização do planeamento estratégico e a sua consequente aplicação à realidade portuguesa.

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keywords domestic tourism, tourist development, tourist policies, model, strategic planning

abstract This dissertation reports research into the phenomenon of domestic tourism, especially concerning its conceptual definition and difficulties of measurement.

The thesis also evaluates the main strengths and weaknesses of domestic tourism, not only regarding the easy adaptation to the dynamics and profiles of tourists, but also concerning the implications it may generate on the economy, environment or social and territorial policies.

Furthermore, the research offers empirical data analysis and consequent characterization of domestic tourism movements worldwide and particularly in Portugal, as well as the recognition of its strategic importance. In addition to this, the thesis also presents a development model for application in this tourist reality, referring first its structure and systemic components complemented by a conceptual system and strategic plan for its application to the Portuguese reality.

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Agradecimentos Abstract Índice da Pesquisa Índice de Quadros Índice de Gráficos Índice de Figuras Lista de abreviaturas

PARTE I – Enquadramento e conceptualização 1. Introdução

1.1. O objecto da investigação

1.2. A oportunidade do tema e os resultados esperados 1.3. Estrutura da dissertação

2. Fundamentação teórica e conceptual

2.1. Introdução

2.2. O lazer e o turismo – da abrangência conceptual ao “cluster” 2.2.1. A dinâmica dos tempos livres, do lazer e do turismo

2.2.1.1. O tempo e as actividades humanas

2.2.1.2. Tempo livre e tempo desobrigado – percurso histórico 2.2.1.3. A dinâmica produtora e social do lazer

2.2.2. Características específicas do lazer na sociedade actual 2.2.2.1. Caracterização dos lazeres

2.2.2.2. Tempo livre, lazer e consumo

2.3. Revisão da pesquisa e teoria sobre o turismo – focalização no turismo interno

2.3.1. Questões em torno dos efeitos do turismo 2.3.2. Traços marcantes da evolução do turismo 2.3.3. O sistema turístico e as suas componentes

2.3.4. O conceito de turismo e as suas definições técnicas, económicas e integradas

2.3.5. A estabilização do conceito técnico de turismo 2.3.6. Os comportamentos e as motivações no turismo

2.3.6.1. O processo de decisões sobre as viagens turísticas 2.3.6.2. A teoria das motivações e as práticas turísticas

2.3.6.3. Os estímulos de viagem, os determinantes sociais e pessoais, as variáveis externas e os factores racionais

2.3.7. Padrões e conceitos da procura: uma revisão

2.3.8. Caracterização da oferta turística: uma revisita conceptual 2.3.9. Da teoria aos modelos e à sua aplicabilidade no turismo

2.3.10. Do planeamento turístico tradicional ao planeamento estratégico

VI VII X XIV XX XXIV XXVI 1 1 1 8 16 19 19 20 21 23 24 28 29 31 32 33 35 44 47 50 55 59 59 62 66 68 74 95 104

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lazer e o turismo interno

2.4.2. As dificuldades e o objecto da medição

2.4.3. As orientações e os instrumentos de medição harmonizados 2.5. O lazer, o turismo e as motivações – os novos desafios

2.5.1. Contextualização

2.5.2. Características marcantes no desenvolvimento do turismo nos primeiros anos do Século XXI

2.5.3. O mundo actual, as suas mutações para o futuro e o turismo 2.5.4. Traços dominantes do perfil do consumidor turístico e as

perspectivas para o turismo interno 2.6. Conclusões

3.Metodologia da investigação

3.1. Introdução

3.2. Filosofia de investigação – método científico 3.3. Métodos de observação e de análise

3.3.1. Processos com incidência na avaliação da procura turística interna em Portugal

3.3.2. Processos com incidência na esfera de actuação dos actores internacionais, nacionais e regionais

3.3.2.1. Inquérito aos órgãos Regionais e Locais de Turismo 3.3.2.2. Inquérito a um painel representativo do sector

3.3.2.3. Inquérito às Administrações nacionais de Turismo da UE 3.4. Avaliação crítica da metodologia

3.5. Contributo da tese para a área científica 3.6. Conclusões

PARTE II – Filosofia e dinâmicas do mercado 4.Análise de dados I – Dinâmicas internacionais

4.1. A dimensão mundial do turismo interno 4.1.1. Introdução

4.1.2. A expressão do turismo interno no mundo

4.1.2.1. Os fluxos nos meios de alojamento turístico colectivo 4.1.2.2. A importância económica

4.2. O aprofundamento da abordagem ao turismo interno nos países da União Europeia

4.2.1. Introdução

4.2.2. A amplitude das viagens efectuadas e a delimitação dos fluxos domésticos

4.2.3. Incidência económica do turismo interno nos países membros 4.2.4. Estratégias e políticas para o turismo interno nos países membros

4.2.5. Particularidades dos mercados internos nos países membros

114 121 123 124 124 127 131 147 154 157 157 166 176 185 201 202 212 217 223 225 228 230 230 230 230 230 230 233 235 235 240 255 257 261

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4.3. Conclusões

5. Análise de dados II – Visão global da incidência do turismo interno em Portugal

5.1. Introdução

5.2. A dimensão e as particularidades da procura

5.2.1. Perspectiva global sobre as linhas de força decorrentes da dinâmica do mercado

5.2.1.1. As viagens de curta duração e o caso específico dos fins-de-semana fora da residência

5.2.1.2. As viagens de longa duração e o comportamento em férias 5.2.1.3. O ensaio de aproximação ao excursionismo

5.2.1.4. Dinâmica da procura nos meios classificados de alojamento turístico

5.2.1.5. A utilização das segundas residências 5.2.1.6. O turismo social e os seus casos específicos

5.2.2. Caracterização dos consumidores e as motivações dominantes 5.2.2.1. A estratificação das motivações para viajar

5.2.2.2. O efeito dos factores racionais e irracionais 5.3. Conclusões

6. Análise de dados III – As variáveis relevantes e o diagnóstico estratégico do turismo interno em Portugal

6.1. Introdução

6.2. A geografia do turismo interno em Portugal

6.2.1. A diversidade das ofertas regionais e a sua ligação à procura interna 6.2.2. Os actores regionais e a perspectiva sobre a importância do mercado 6.2.3. A preferência dos destinos e os factores de selecção e de fidelidade 6.3. A comercialização e os canais de distribuição

6.3.1. Os circuitos de distribuição e o papel dos agentes de viagens e operadores

6.3.2. Os preços praticados para o turismo interno

6.3.3. A desintermediação e o papel das tecnologias de informação e de comunicação

6.4. A promoção turística do mercado interno

6.4.1. As estratégias e o esforço promocional da Administração Central 6.4.2. A intervenção dos Órgãos Regionais e Locais do Turismo 6.5 A importância económica do turismo interno

6.5.1. A operacionalização da Conta Satélite do Turismo em Portugal 6.5.2. O consumo turístico interno – dimensão, estrutura e fragilidades da

Conta Satélite de Turismo de Portugal 6.6. O efeito da envolvente

6.6.1. Quadro político e institucional

6.6.2. A constelação das variáveis exógenas às práticas do turismo interno

277 280 280 280 281 293 302 314 318 328 341 346 346 352 357 359 359 360 362 369 370 382 382 385 388 392 392 395 397 398 399 404 406 419

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6.7.2. Factores críticos de sucesso 6.8. Conclusões

PARTE III – Um novo modelo de valorização do turismo interno 7. Modelo empírico de desenvolvimento do turismo interno

7.1. Introdução

7.2. Enquadramento empírico de base

7.3. Estrutura e dinâmica do modelo (1.ª Parte) 7.3.1. Componentes do modelo

7.3.2. Relações entre os subsistemas 7.4. Planeamento estratégico (2.ª Parte)

7.4.1. Preparação e organização do planeamento estratégico

7.4.2. Do planeamento nacional e regional à gestão estratégica dos destinos 7.4.3. A particularização do turismo interno na gestão estratégica regional e

dos destinos turísticos

7.4.4. O planeamento das políticas de marketing e de comercialização nos destinos turísticos

7.5. Conclusões

8. A potenciação do turismo interno em Portugal e uma nova visão estratégica

8.1. Introdução

8.2. Ensaio de aplicação do modelo empírico de planeamento estratégico do turismo interno à realidade portuguesa

8.3. Bases para um modelo alternativo de abordagem ao turismo interno 8.3.1. Sistematização das lacunas ao nível do planeamento estratégico

8.3.2. Revisita ao diagnóstico estratégico e aos factores críticos de sucesso 8.3.3. O desenho do novo modelo de planeamento estratégico

8.3.4. A coordenação e a monitorização das intervenções

8.3.5. Os domínios prioritários de intervenção no planeamento estratégico para o mercado interno

8.4. O turismo interno como factor de atenuação dos desequilíbrios do turismo receptor

8.5. Conclusões

PARTE IV – Considerações finais 9. Síntese e conclusões 10. Referências bibliográficas 11. Endereços electrónicos ANEXOS 432 434 437 437 437 442 444 447 462 468 469 481 486 491 495 497 497 497 512 512 516 543 549 553 560 563 564 564 604 633 636

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Quadro 1.2. – Questões gerais e específicas ligadas à investigação Quadro 2.1. – Lazer turístico (Cazes, 1992)

Quadro 2.2. – Organização do tempo livre (Boniface e Cooper, 1990) Quadro 2.3. – Receitas das Exportações Mundiais, 2003

Quadro 2.4. – Impactos económicos do turismo Quadro 2.5. – Efeitos económicos do turismo

Quadro 2.6. – O turismo e o desenvolvimento regional Quadro 2.7. – Relação entre o ócio, o trabalho e as viagens Quadro 2.8. – O Turismo e as suas definições económicas

Quadro 2.9. – Conta Satélite do Turismo: Produtos e actividades características do turismo (lista de base)

Quadro 2.10. – O Turismo e as suas definições holísticas

Quadro 2.11. – Recomendações internacionais para as estatísticas do turismo (ONU, 2008)

Quadro 2.12. – Resumo das teorias sobre o comportamento do consumidor Quadro 2.13. – Sistema de decisão do consumidor em turismo

Quadro 2.14. – Principais modelos de comportamento do consumidor turístico Quadro 2.15. – A motivação no turismo

Quadro 2.16. – Factores ligados ao ciclo de vida

Quadro 2.17. – Factores de forte incidência sobre os padrões globais da procura turística

Quadro 2.18. – Variação da procura turística segundo vários factores Quadro 2.19. – A normalidade da função procura turística interna Quadro 2.20. – Fases típicas do ciclo do produto

Quadro 2.21. – Fases do ciclo de vida dos produtos

Quadro 2.22. – Resumo do faseamento do marketing estratégico e operacional nas organizações

Quadro 2.23. – Síntese recapitulativa sobre o significado e as funções dos modelos

Quadro 2.24. – Modelos de conceptualização do turismo e do sistema turístico Quadro 2.25. – Modelos referentes aos comportamentos do consumidor turístico

Quadro 2.26. – Modelos sobre a sustentabilidade dos destinos turísticos Quadro 2.27. – Modelos de marketing turístico e da distribuição no turismo Quadro 2.28. – Lazer e turismo interno (justaposição conceptual)

Quadro 2.29. – Índice de concentração da procura internacional nos principais destinos mundiais

Quadro 2.30. – Factores determinantes gerais no desenvolvimento do turismo Quadro 2.31. – Factores de carácter pessoal com influência no desenvolvimento do turismo

Quadro 2.32. – Horas trabalhadas por semana nos empregos a tempo inteiro

12 31 31 36 38 39 43 45 50 53 54 57 60 60 62 64/65 67 70 73 73 81 82 87 97 98 99/100 101/103 104 117 130 132 134 140

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Quadro 2.34. – Síntese das mutações nos consumidores turísticos Quadro 2.35. – As perspectivas inerentes aos factores determinantes de enquadramento do turismo

Quadro 2.36. – As perspectivas inerentes aos comportamentos dos consumidores turísticos

Quadro 3.1. – Síntese das teorias sobre o conhecimento – correntes e autores Quadro 3.2. – Aspectos que podem explicar os limites da utilização do método científico nas ciências humanas

Quadro 3.3. – As questões da investigação e o corpo do texto da dissertação Quadro 3.4. – Revisão da literatura: autores de referência (Blocos 1 a 4) Quadro 3.5. – Revisão da literatura: autores de referência (Blocos 5 e 6) Quadro 3.6. – Revisão da literatura: autores de referência (Blocos 7 a 9) Quadro 3.7. – Revisão da literatura: autores de referência (Blocos 10 a 12) Quadro 3.8. – Método das entrevistas “semidirigidas” (vantagens e desvantagens)

Quadro 3.9. – Métodos de amostragem utilizados

Quadro 3.10. – Inquérito por questionário (vantagens e desvantagens)

Quadro 3.11. – Distribuição da amostra representativa da população portuguesa maior de 15 anos

Quadro 3.12. – Inquérito por amostragem junto da população portuguesa – Blocos de questões

Quadro 3.13. – Inquérito por amostragem junto da população portuguesa (Caracterização das questões referentes ao bloco das motivações)

Quadro 3.14. – Inquérito por amostragem junto da população portuguesa (Caracterização das questões sobre o gozo de férias)

Quadro 3.15. – Inquérito por amostragem junto da população portuguesa (Questões referentes ao gozo de fins-de-semana fora da residência habitual) Quadro 3.16. – Inquérito por amostragem junto da população portuguesa (Questões referentes às deslocações para segundas residências)

Quadro 3.17. – Inquérito por amostragem junto da população portuguesa (Questões referentes ao excursionismo)

Quadro 3.18. – Inquérito por amostragem junto da população portuguesa

(Questões referentes ao total de viagens realizadas com uma duração mínima de uma noite)

Quadro 3.19. – Inquérito por amostragem junto da população portuguesa (Variáveis utilizadas sobre a caracterização demográfica dos entrevistados) Quadro 3.20. – Inquérito por amostragem junto da população portuguesa (Variáveis de segmentação utilizadas)

Quadro 3.21. – Relação entre as questões específicas e os capítulos da investigação

Quadro 3.22. – Ligação entre as questões específicas, as operações estatísticas e as secções da investigação

Quadro 3.23. – Estruturação das organizações turísticas segundo Max Weber Quadro 3.24. – Proporcionalidade da amostra no Inquérito aos ORLT

149 151 153 159 160/161 173 178 179 180 181 183 184 185 186 188 188 191/192 194 194 195 196/197 199 200 201 202 203 206

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Quadro 3.26. – Questões incluídas no questionário destinado aos ORLT Quadro 3.27. – Questão 9 do Inquérito aos ORLT

Quadro 3.28. – Questões 10 e 12 do Inquérito aos ORLT Quadro 3.29. – Painel representativo do sector (amostra-alvo)

Quadro 3.30. – Composição da amostra-alvo e da amostra recolhida (Inquérito ao painel de peritos)

Quadro 3.31. – Comparação do inquérito ao painel de peritos com o método Delphi

Quadro 3.32. – Questões incluídas no questionário destinado ao painel de especialistas do sector

Quadro 3.33. – Listagem das Administrações Nacionais de Turismo contactadas Quadro 3.34. – Questões incluídas no questionário dirigido às Administrações Nacionais de Turismo dos Países Membros da União Europeia

Quadro 3.35. – Contributos decorrentes da tese

Quadro 4.1. – Dormidas nos meios recenseados de alojamento colectivo (Mundo)

Quadro 4.2. – Viagens dos europeus – Turismo interno e emissor Quadro 4.3. – Propensão bruta para viajar

Quadro 4.4. – Síntese das comparações entre o PIB per capita e a Propensão Bruta à Viagem (PBV)

Quadro 4.5. – O turismo interno em Portugal e o padrão médio europeu Quadro 4.6. – Conta Satélite do Turismo: % do consumo turístico interno no consumo turístico interior

Quadro 4.7. – Inquérito às ANT: Aspectos mais favoráveis resultantes do desenvolvimento do turismo interno

Quadro 4.8. – Inquérito às ANT: Aspectos menos favoráveis resultantes do desenvolvimento do turismo interno

Quadro 4.9. – Inquérito às ANT: Principais medidas tomadas nos últimos anos para favorecer o desenvolvimento do turismo interno

Quadro 4.10. – Inquérito às ANT: Entidades responsáveis pela concretização das acções promocionais destinada ao turismo interno

Quadro 4.11. – Inquérito às ANT: Principais acções desenvolvidas no domínio da promoção

Quadro 4.12. – Inquérito às ANT: Potencial de atractividade actual por produtos turísticos

Quadro 4.13. – Inquérito às ANT: Potencial de desenvolvimento dos produtos turísticos

Quadro 5.1. – Grau de concentração das variáveis na óptica regional

Quadro 5.2. – Características dos turistas associadas ao total de viagens internas (no mínimo uma noite fora da residência habitual e com exclusão das

deslocações para a segunda residência com uma duração inferior a 4 noites)

209 211 212 213 214 215 216 218 220 227/228 232 241 244 249 254 256 258 259 260 269 270 271 272 286 288

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noites)

Quadro 5.4. – Caracterização das viagens internas com duração inferior ou superior a 4 noites

Quadro 5.5. – % da população que não efectuou qualquer viagem com pelo menos uma dormida fora da residência (2006)

Quadro 5.6. – Oscilações por segmentos das taxas de gozo de fins-de-semana fora da residência habitual em 2006

Quadro 5.7. – Matriz das deslocações em fins-de-semana com base nas NUT II Quadro 5.8. – Taxas médias de partida em fins-de-semana por segmentos dentro de cada variável

Quadro 5.9. – Deslocações para fora da residência em fins-de-semana: Motivações, periodicidade das viagens e alojamentos utilizados

Quadro 5.10. – Comparação entre Portugal, Espanha e França sobre as deslocações em fins-de-semana para fora da residência

Quadro 5.11. – Correlação de Pearson entre a população que teve férias e a população que gozou férias fora da residência

Quadro 5.12. – População residente que não gozou férias (Período 2003/89) Quadro 5.13. – Gozo de férias fora da residência – Caracterização para o período 2003/1978

Quadro 5.14. – Classificação das correlações em relação à população que gozou férias fora da residência

Quadro 5.15. – População que gozou férias – Repartição por períodos (Acumulado 2003/1989

Quadro 5.16. – População que gozou férias fora da residência – Repartição por destinos (Período 2003/1978)

Quadro 5.17. – Grau de concentração sazonal (gozo de férias fora da residência) Quadro 5.18. – População residente com condicionalismos na escolha do

período de férias (Período 2003/89)

Quadro 5.19. – População que gozou férias fora da residência – Alojamentos utilizados na deslocação (Período 2003/89)

Quadro 5.20. – Excursionismo em 2006 (distribuição dos movimentos em relação a cada destino – em %)

Quadro 5.21. – Dormidas em meios de alojamento colectivo recenseados – Variações médias anuais (%)

Quadro 5.22. – Dormidas na hotelaria, aldeamentos e apartamentos turísticos – Posição do mercado interno nas NUT II (2006)

Quadro 5.23. – Dormidas na hotelaria e em aldeamentos e apartamentos turísticos (1990/2006) – Análise da dispersão de dados

Quadro 5.24. – Dormidas na hotelaria e em aldeamentos e apartamentos turísticos (1990/2006) – Medidas de dispersão mensal em cada ano

Quadro 5.25. – Dormidas na hotelaria e em aldeamentos e apartamentos turísticos por meses – Medidas de dispersão mensal em cada NUT II (Média 1990/2006) 289 290 292 294 295 297 299 301 305 306 308 309 310 310 313 313 314 317 319 322 323 327 328

(17)

2006

Quadro 5.28. – Segmentos da população com um acesso a uma 2.ª residência superior à média

Quadro 5.29. – Deslocações para segundas residências – Número médio de membros do agregado familiar

Quadro 5.30. – Perfil médio do proprietário de uma 2.ª residência Quadro 5.31. – Variações por segmentos das motivações para viajar por questões não profissionais

Quadro 5.32. – Análise por estratos das motivações para viajar por questões não profissionais da população portuguesa maior de 15 anos

Quadro 5.33. – Pontuação dos factores pessoais e racionais

Quadro 5.34. – Factores pessoais e racionais mais pontuados por estratos Quadro 5.35. – Desenvolvimento económico e turismo (Cooper)

Quadro 6.1. – Resumo da “grelha” de classificação dos recursos turísticos Quadro 6.2. – NUT II – Traços marcantes dos recursos turísticos

Quadro 6.3. – Movimentos do turismo interno: Cálculo do desvio padrão e do coeficiente de variação por região

Quadro 6.4. – Inquérito aos residentes: Oscilação do conhecimento dos destinos através de meios pessoais e convencionais – Análise por critérios de

segmentação

Quadro 6.5. – Inquérito aos residentes: Razões que conduziram à escolha do destino principal de férias em 2006 (% do total da referências para cada região) Quadro 6.6. – Inquérito aos residentes: Viagens internas efectuadas pelos residentes em 2006 – Taxas de repetição da viagem e de intenção de regresso Quadro 6.7. – Inquérito aos residentes: Classificação da última experiência no 1.º destino de férias em Portugal (2006)

Quadro 6.8. – Inquérito aos residentes: Opiniões sobre os principais pontos fortes e fracos das ofertas regionais (NUT II)

Quadro 6.9. – Comparação de preços para o mês de Agosto – Algarve

Quadro 6.10. – Números índices: Base – Preços médios ao balcão em cada ano =100

Quadro 6.11. – Conta Satélite do Turismo de Portugal: Total do consumo turístico interior

Quadro 6.12. – Multiplicadores dos recursos totais

Quadro 6.13. – Síntese da apreciação aos documentos institucionais de referência

Quadro 6.14. – Resumo das principais variáveis exógenas

Quadro 6.15. – Análise SWOT – Contributos decorrentes dos inquéritos aos ORLT e ao painel de peritos

Quadro 6.16. – Análise SWOT sobre o turismo interno em Portugal

Quadro 6.17. – Factores com maior influência no desenvolvimento do turismo interno em Portugal 332 333 335 339 348 350 353 354 356 363 365 372 375 376 377 379 381 386 387 399 404 418 422/423 427 429/430 433

(18)

consumidores no futuro

Quadro 7.3. – Roteiro genérico para a elaboração do Plano Nacional de Turismo Quadro 7.4. – Matriz estratégica regiões/produtos/segmentos

Quadro 7.5. – Etapas de um novo paradigma de marketing (Kotler, 2002) Quadro 8.1. – Parametrização das etapas de organização do planeamento estratégico (modelo TURINTERNO)

Quadro 8.2. – As estruturas regionais do Continente (Decreto-Lei nº67/2008, de 10 de Abril)

Quadro 8.3. – Calendários de férias escolares de Verão em alguns países europeus

Quadro 8.4. – O Portal do Destino e o negócio electrónico integrado Quadro 8.5. – Intervenções do sector público ao nível nacional Quadro 8.6. – Intervenções do sector público regional

Quadro 8.7. – Intervenções do sector público local ou das Organizações de Gestão dos Destinos

Quadro 8.8. – Intervenções do sector privado (empresas e movimento associativo)

Quadro 8.9. – Intervenções estruturantes a concretizar nos domínios da formatação de produtos, na comercialização, na promoção e na informação sobre o mercado interno

Quadro 9.1. – Desdobramento da Questão Q1 (É possível concretizar a

importância do turismo interno à escala internacional e de Portugal em particular?)

Quadro 9.2. – Desdobramento da Questão Q2 (A aposta estratégica no turismo

interno pode consubstanciar um novo modelo de desenvolvimento turístico com benefícios nos planos económico, social, patrimonial e territorial?)

442 473 480 493 499/500 509 538 552 554 555 556 557 558/559 568 578

(19)

Gráfico 2.2. – A evolução do turismo internacional e as perspectivas futuras na óptica da OMT

Gráfico 2.3. – Reforço da população idosa na UE

Gráfico 2.4. – Comparação entre a evolução do PIB e as chegadas internacionais de turistas

Gráfico 3.1. – Inquérito aos ORLT: Universo e amostra – Proporcionalidade do total (camas hoteleiras)

Gráfico 4.1. – Dormidas nos meios de alojamento recenseados (% imputável aos residentes no país)

Gráfico 4.2. – Conta Satélite do Turismo (% do consumo turístico interno em relação ao consumo turístico interior)

Gráfico 4.3. – Viagens dos europeus (Férias de uma noite e mais – Turismo interno e emissor – distribuição em %)

Gráfico 4.4. – Viagens dos europeus (Negócios – Uma noite e mais – Turismo interno e emissor – distribuição em %)

Gráfico 4.5. – Viagens dos residentes na UE em 2006

Gráfico 4.6. – Viagens de férias no mínimo de 4 noites dos residentes na UE em 2006

Gráfico 4.7. – Dimensão em volume dos mercados turísticos – Total das viagens em 2006

Gráfico 4.8. – Dimensão em volume dos mercados turísticos – Viagens no mínimo de 4 noites em 2006

Gráfico 4.9. – Comparação entre o PIB per capita e a propensão bruta à viagem (férias/4 e mais noites)

Gráfico 4.10. – Comparação entre o PIB per capita e a propensão bruta à viagem interna (férias/4 e mais noites)

Gráfico 4.11. – Comparação entre o PIB per capita e a propensão bruta para o turismo emissor (férias/4 e mais noites)

Gráfico 4.12. – Dormidas em meios de alojamento turístico colectivo (% de dormidas de residentes)

Gráfico 4.13. – Dormidas em meios de alojamento turístico colectivo em 2006 (% de residentes)

Gráfico 4.14. – Relação entre a população residente e as chegadas à hotelaria em 2006

Gráfico 4.15. – Ocupação hoteleira em função da procura interna em 2006 (%) Gráfico 4.16. – Consumo Turístico – Conta Satélite do Turismo

Gráfico 4.17. – Inquérito às ANT: Pontuação total dos produtos turísticos atendendo à atractividade actual e ao potencial de desenvolvimento

Gráfico 4.18. – Inquérito às ANT: Pontuações médias atribuídas aos produtos turísticos (22 países)

Gráfico 4.19. – Inquérito às ANT: Pontuações médias atribuídas a alguns segmentos da procura (22 países)

128 138 146 208 232 234 241 241 242 243 245 246 248 248 249 250 251 252 253 256 272 273 275

(20)

Gráfico 4.21. – Inquérito às ANT: Estádio de desenvolvimento do turismo interno

Gráfico 5.1. – Viagens efectuadas pelos residentes em 2006: Motivações (% do total)

Gráfico 5.2. – Distribuição das viagens internas realizadas em 2006 por NUT II: Comparação com o PIB e o poder de compra

Gráfico 5.3. – Curva de Lorenz: Concentração regional da riqueza e das viagens turísticas

Gráfico 5.4. – % da população que efectuou pelo menos uma deslocação com uma noite fora da residência habitual em 2006

Gráfico 5.5. – Total de viagens internas (com exclusão das deslocações para a segunda residência com uma duração inferior a 4 noites): Oscilação do

coeficiente de variação

Gráfico 5.6. – Motivos que conduziram à não efectivação de qualquer deslocação

Gráfico 5.7. – Frequência do gozo de fins-de-semana fora da residência Gráfico 5.8. – População maior de 15 anos que passou fins-de-semana fora da residência

Gráfico 5.9. – Diagrama de extremos e quartis: Taxa média de propensão à viagem por estratos

Gráfico 5.10. – Taxas de gozo de férias em Portugal

Gráfico 5.11. – Taxas de gozo de férias – Total e fora de casa

Gráfico 5.12. – Período 2003/89 – Comparação entre a população que gozou férias fora de casa e a posse de subsídio de férias

Gráfico 5.13. – População que gozou férias fora da residência (Média 2003/1989) – Ambiente preferido para o gozo de férias versus o ambiente passado

Gráfico 5.14. – Distribuição mensal das férias fora da residência

Gráfico 5.15. – Propensão Bruta para a realização de viagens internas de excursionistas (2006)

Gráfico 5.16. – Dormidas em meios de alojamento colectivos recenseados – % da procura interna

Gráfico 5.17. – Dormidas na hotelaria, aldeamentos e apartamentos turísticos – Variações médias anuais (%)

Gráfico 5.18. – Dormidas na hotelaria, aldeamentos e apartamentos turísticos – Desagregação regional por NUT II (% do total) – Média 1990/2006

Gráfico 5.19. – Curva de Lorenz – Concentração regional das dormidas na hotelaria, aldeamentos e apartamentos turísticos

Gráfico 5.20. – Dormidas na hotelaria, aldeamentos e apartamentos turísticos por classes de estabelecimentos – Variações médias anuais 2006/90

Gráfico 5.21. – Dormidas de residentes por grupos de estabelecimentos (% do total de cada tipologia)

Gráfico 5.22. – Dormidas na hotelaria, aldeamentos e apartamentos turísticos por meses – Média 1990/2006

276 283 284 285 286 290 292 295 296 299 304 305 307 311 312 317 320 321 322 323 324 325 327

(21)

Gráfico 5.24. – População com acesso a uma 2.ª residência – Segmentação com base na residência (Regiões SigmaDos)

Gráfico 5.25. – População com acesso a uma 2.ª residência – Segmentação com base nos estratos sociais

Gráfico 5.26. – População com acesso a uma 2.ª residência – Segmentação com base nas profissões

Gráfico 5.27. – Total de deslocações à 2.ª residência em 2006 (%) – Desagregação mensal

Gráfico 5.28. – Distribuição das viagens realizadas em 2006 para residências secundárias (NUT II)

Gráfico 5.29. – Total de deslocações às residências secundárias em 2006 – Repartição pela duração da estada

Gráfico 5. 30. – População com acesso a uma residência secundária – % em relação ao total de cada região de localização da residência secundária

Gráfico 5.31. – Motivações para viajar dos residentes em Portugal (Dez. 2006) Gráfico 5.32. – População portuguesa maior de 15 anos – Dispersão de

resultados por motivações e variáveis de caracterização

Gráfico 6.1. – Inquérito aos ORLT: Valoração dos recursos turísticos Gráfico 6.2. – Inquérito aos ORLT: Pontuação atribuída aos produtos turísticos

Gráfico 6.3. – Inquérito aos ORLT: Dispersão das pontuações dos produtos turísticos por NUT II (Continente)

Gráfico 6.4. – Inquérito aos ORLT: Expectativas em relação ao futuro do turismo interno em Portugal

Gráfico 6.5. – Resumo da procura interna por destinos (NUT II) – % em relação ao total do país

Gráfico 6.6. – Inquérito à população residente: Viagens efectuadas pelos residentes em 2006 por destinos – % do total em relação a cada região

Gráfico 6.7. – Inquérito aos residentes: Comunicação por meios convencionais (% em relação ao total de referências da população que gozou férias fora da residência)

Gráfico 6.8. – Inquérito aos residentes: Referências mais frequentes (pontos fortes e fracos)

Gráfico 6.9. – Inquérito aos residentes: Reserva das férias em 2006 (Base: População que gozou férias fora da residência)

Gráfico 6.10. – Inquérito aos residentes: Motivo de não recorrência aos serviços das agências de viagens (%)

Gráfico 6.11. – % de indivíduos que utilizaram a Internet no último ano (EUROSTAT)

Gráfico 6.12. – % de indivíduos que utilizaram a Internet no último ano por grupos etários (EUROSTAT)

Gráfico 6.13. – % de indivíduos que utilizaram a Internet no último ano por dimensão do habitat (EUROSTAT)

Gráfico 6.14. – % de indivíduos que utilizaram a Internet no último ano por níveis de escolaridade/ habilitações máximas (EUROSTAT)

334 334 335 336 337 337 338 347 351 364 366 367 369 371 372 375 380 384 385 389 390 390 390

(22)

Gráfico 6.16. – Conta Satélite do Turismo de Portugal: Distribuição do consumo turístico interior

Gráfico 6.17. – Conta Satélite do Turismo de Portugal: Consumo turístico interno – Variações percentuais

Gráfico 6.18. – Conta Satélite do Turismo de Portugal: Estrutura do consumo turístico interno (%) – Média 2000/07

Gráfico 6.19. – Portugal: Taxas de gozo de férias fora da residência Gráfico 6.20. – % de dormidas de residentes na hotelaria, aldeamentos e apartamentos turísticos por NUT II – Evolução 2006-2015 – Perspectivas PENT

Gráfico 8.1. – Evolução do PIB real per capita e a população que gozou férias fora da residência

Gráfico 8.2. – Regressão entre o PIB real per capita e a população que gozou férias fora da residência

Gráfico 8.3. – Mercado interno – Portfolio de produtos; Situação actual Gráfico 8.4. – Análise da dispersão de pontuações atribuídas aos produtos turísticos

Gráfico 8.5. – Distribuição do consumo turístico interior no Canadá Gráfico 8.6. – Factores condicionantes na escolha do mês de férias Gráfico 8.7. – Comparação entre o mês de gozo de férias e o mês em que gostava de gozar férias (2006)

Gráfico 8.8. – Comparação da concentração do gozo de férias (2006) Gráfico 8.9. – Mês de gozo de férias em 2006; Profissões

Gráfico 8.10. – Dormidas na hotelaria, aldeamentos e apartamentos turísticos; Desagregação regional por NUT II (% do Total); Média 1990/2006

Gráfico 8.11. – Dormidas na hotelaria, aldeamentos e apartamentos turísticos; Dispersão média mensal; Valores médios para o período 1990/2006

400 400 401 413 417 517 517 524 525 532 537 540 541 541 561 562

(23)

Figura 1.2. – Sistema relacional para resposta a Q2 (Questão 2) Figura 2.1. – Lazer, tempo livre ou arbitrário

Figura 2.2. – Os planos da incidência do turismo Figura 2.3. – Turismo: modelo empírico (Beni, 2004) Figura 2.4. – Conta Satélite do Turismo (óptica da oferta)

Figura 2.5. – Modelo de comportamento do consumidor de Wahab, Crampon e Rothfield

Figura 2.6. – Modelo do comportamento do consumidor de Schmoll (1977) Figura 2.7. – Hierarquia de necessidades de Maslow

Figura 2.8. – Motivações turísticas Figura 2.9. – Paradoxo do lazer

Figura 2.10. – Os conceitos ligados à procura (OMT) Figura 2.11. – Circuitos de distribuição

Figura 2.12. – Do património turístico ao recurso turístico (OMT) Figura 2.13. – Produtos turísticos específicos

Figura 2.14. – Componentes do produto turístico Figura 2.15. – Desenvolvimento de produtos turísticos Figura 2.16. – Modelo “gap” de qualidade dos serviços

Figura 2.17. – Resumo das características dos destinos turísticos Figura 2.18. – Lazer e turismo (cruzamento conceptual)

Figura 2.19. – Esquema sobre a delimitação conceptual do turismo interno Figura 2.20. – Enquadramento dos vectores que influenciarão o

desenvolvimento do turismo

Figura 3.1. – As etapas do procedimento científico (Quivy et al, 1995) Figura 3.2. – Etapas da investigação

Figura 3.3. – A pergunta de partida e os tipos de abordagem Figura 3.4. – Método hipotético-dedutivo e hipotético-indutivo Figura 3.5. – Métodos de observação utilizados

Figura 3.6. – Resumo do procedimento estatístico referente ao inquérito realizado junto da população portuguesa maior de 15 anos

Figura 3.7. – Portugal: Viagens dos residentes

Figura 3.8. – Os destinos de férias e os pontos-chave da inquirição

Figura 3.9. – Variáveis utilizadas para caracterização das viagens realizadas Figura 3.10. Portugal: Estrutura da Administração do Turismo (até 10/04/08) Figura 3.11. – Cobertura geográfica das NUT II versus as Áreas Turístico Promocionais

Figura 3.12. – Resposta ao Inquérito às ANT da União Europeia Figura 4.1. – As viagens dos residentes na União Europeia

Figura 4.2. – Resumo dos desvios do turismo interno em Portugal face ao padrão europeu 14 21 36 48 52 61 61 62 66 67 71 75 76 79 81 83 86 93 117 121 134 167 168 174 175 177 187 190 193 197 204 210 219 240 255

(24)

Portugal (2006)

Figura 5.3. – Mapa das Regiões SigmaDos

Figura 5.4. – O paradigma da residência secundária: elementos indutores e impactos

Figura 6.1. – Esquema das etapas conducentes ao diagnóstico estratégico do turismo interno em Portugal

Figura 6.2. – Esquema da abordagem regional do turismo interno

Figura 6.3. – Inquérito aos ORLT: Produtos turísticos mais importantes – Perspectiva dos ORLT

Figura 6.4. – Os níveis de fidelidade

Figura 6.5. – Esquema das etapas conducentes ao diagnóstico estratégico do turismo interno

Figura 6.6. – Inserção dos documentos analisados no contexto das tipologias de planeamento

Figura 6.7. – As variáveis exógenas do turismo interno Figura 6.8. – Diagrama dos 4 factores estratégicos

Figura 7.1. – Modelo empírico de desenvolvimento do turismo interno (TURINTERNO); 1.ª Parte: Estrutura e dinâmica

Figura 7.2. – Modelo empírico de desenvolvimento do turismo interno (TURINTERNO); 2.ª Parte: Organização do planeamento estratégico

Figura 7.3. – Roteiro para a elaboração do Plano Específico para o Turismo Interno

Figura 7.4. – Encadeamento do planeamento turístico

Figura 7.5. – Paradigma da gestão integrada dos destinos turísticos Figura 8.1. – Pólos de Desenvolvimento Turístico

Figura 8.2. – Os 10 produtos estratégicos do PENT (2007)

Figura 8.3. – O turismo interno e os produtos turísticos (aproximação ao modelo Mckinsey)

Figura 8.4. – Componentes da dimensão externa do negócio electrónico Figura 8.5. – A reformulação do canal electrónico

Figura 8.6. – A integração da análise conducente ao novo modelo de planeamento do turismo interno em Portugal

Figura 8.7. – Documentos de Suporte para o Planeamento Estratégico Figura 8.8. – Esquema de integração no Portal Nacional do Turismo Interno Figura 9.1. – Encadeamento conducente à resposta à Questão Q1 (É possível

concretizar a importância do turismo interno à escala internacional e de Portugal em particular?)

Figura 9.2. – Resumo dos movimentos imputáveis ao turismo interno

282 287 329 359 362 368 378 405 410 420 432 445 471 475 481 483 507 523 526 527 529 544 545 551 567 580

(25)

AICEP, EPE – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal ANRET – Associação Nacional das Regiões de Turismo

ANT – Administrações Nacionais de Turismo

APAVT – Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo ATP – Áreas Turístico-Promocionais

BCE – Banco Central Europeu

CESTUR – Centro de Estudos do Turismo da Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril

CNUAD –Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente e Desenvolvimento

CRÉDOC - Centre de Recherche pour l'Étude et l'Observation des Conditions de Vie CRM – Customer Relationship Management

CRS – Computer Reservation Systems CST – Conta Satélite do Turismo

CSTP – Conta Satélite do Turismo de Portugal CTP – Confederação do Turismo Português DGT – Direcção-Geral do Turismo

DMO – Destination Management Organization

ENDS – Estratégia Nacional para o Desenvolvimento Sustentável ERT – Entidades Regionais de Turismo

ESHTE – Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril ETC – European Travel Commission

EUA – Estados Unidos da América

EUROSTAT - Statistical Office of the European Communities FMI – Fundo Monetário Internacional

ICEP Portugal – Investimentos, Comércio e Turismo IET – Instituto de Estudios Turísticos

IH&RA – International Hotel & Restaurant Association

INATEL – Instituto Nacional para Aproveitamento dos Tempos Livres dos Trabalhadores INE – Instituto Nacional de Estatística

IQM – Integrated Quality Management GDS – Global Distribution System

LAC – Limits to Acceptable Change (Limite à Mudança Aceitável, em português) LBT – Lei de Bases do Turismo

ME – Ministério da Economia

MEI – Ministério da Economia e da Inovação

MOVIJOVEM – Mobilidade Juvenil, Cooperativa de Interesse Público de Responsabilidade Limitada

NUT – Nomenclaturas de Unidades Territoriais para fins estatísticos OCDE – Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico OMT – Organização Mundial do Turismo (UNWTO, na versão inglesa) ONG – Organização Não Governamental

ONU – Organização das Nações Unidas

ORLT – Órgãos Regionais e Locais de Turismo PAD – Planos de Acção nos Destinos

(26)

PME – Pequenas e Médias Empresas PN – Políticas Nacionais

PNT – Plano Nacional de Turismo PBV – Propensão Bruta à Viagem PPC – Programa de Promoção Conjunta PR – Planos Regionais

QREN – Quadro de Referência Estratégica Nacional SPSS - Statistical Package for the Social Sciences TIC – Tecnologias de Informação e Comunicação TP – Turismo de Portugal, I.P.

UE – União Europeia

UIOOT – União Internacional dos Organismos Oficiais de Turismo (UIOOT) VAB – Valor Acrescentado Bruto

(27)

PARTE I – Enquadramento e conceptualização 1.Introdução

1.1. O objecto da investigação

“ (...) O que queremos não é adivinhar o futuro provável, mas preparar um futuro que seja desejável e talvez ir um pouco além e tentar fazer do futuro desejável o provável (…)”.

Jacques de Bourbon-Busset citado por Müller (2003) Na actualidade, o turismo é reconhecido, quando convenientemente planeado, pelos seus efeitos positivos nos planos económico, social, patrimonial e territorial. Muitos países elegeram-no mesmo como um vector estratégico de desenvolvimento, assistindo-se a uma crescente diversificação de destinos, quer ao nível de países, como de alternativas regionais.

Por outro lado, em termos de perspectivas, as análises de várias entidades institucionais, associativas e empresariais convergem no mesmo sentido, ou seja, no reconhecimento de que a importância do turismo ainda tenderá a acentuar-se mais no futuro, sobretudo como fonte de riqueza económica e de criação de empregos. Esta constatação deriva da conjugação de factores e influências determinantes de carácter económico, tecnológico, político, social e demográfico, mas também do reconhecimento da relevância que o lazer vem assumindo como fenómeno contemporâneo em expansão.

O cidadão moderno vive entre dois pólos – por um lado, o ritmo do trabalho, do quotidiano e da cidade, e por outro, o lazer, o turismo, a natureza e a cultura – numa dialéctica que, não sendo nova, assume hoje uma dimensão completamente diferente do passado. No fundo, as expectativas são reveladoras de uma maior liberdade individual, em termos de economia e tempos livres, o que aliado à facilidade acrescida de deslocação concorre para impulsionar a propensão às viagens. Paralelamente, o desejo sempre renovado de conhecer novos locais, o desafio de viver novas experiências e a diversificação da oferta turística (regional e por produtos) ampliarão o incentivo às deslocações das pessoas.

O reforço da posição e da credibilização do turismo passa necessariamente pelo aprofundamento da investigação em torno das várias formas que pode assumir, de modo a eliminarem-se mitos, minimizarem-se eventuais efeitos negativos e potenciarem-se os factores indutores do seu desenvolvimento e, consequentemente, dos seus benefícios. Contudo, a investigação científica no turismo tem-se pautado por um lento desenvolvimento, o que pode ser explicado em parte, pelo facto de estarmos na presença de um fenómeno relativamente jovem, com clara expansão apenas na sociedade contemporânea. Não obstante, existem outros factores que permitem clarificar o atraso verificado neste domínio. Desde logo, o facto de se tratar de uma disciplina que se integra no domínio das ciências sociais, em relação às quais se têm colocado embaraços na aplicação do método científico desenvolvido pela escola empírica ou pela corrente positivista. Por outro lado, tal como refere Silva (2004), o turismo tem registado “ (…)

dificuldade em alcançar um certo rigor e estatuto científico, porque para tal necessitará de credibilizar os processos analíticos, através de um conveniente controlo e de um sistemático contrastar de resultados obtidos (…)”. Ainda de acordo com Silva (2004), um

(28)

outro aspecto relaciona-se com a propagação das denominadas formas primárias de conhecimento do turismo. A este propósito Gunn (1994a) cita Kerlinger e recorda a força dos chamados métodos informais, onde se pode concretizar a passagem de conhecimento entre indivíduos sem a garantia da sua exactidão, baseando-se esta transmissão em pressupostos lógicos ou então na aceitação dos pontos de vista de uma personalidade com reputação no meio.

A juntar aos pontos atrás referidos, Silva (2004) reconhece igualmente a existência de uma

“ (…) geral incompreensão da real complexidade do turismo (…)”, o que decorre da sua

abrangência, e que conduz ao estabelecimento de prioridades como “ (…) a promoção ou a

perspectiva industrial (…)” do sector, em prejuízo de uma visão global e interdisciplinar,

com foco no planeamento e nas políticas e estratégias a concretizar.

Concomitantemente, a maioria dos autores reconhece que a investigação científica no turismo necessita de recorrer a métodos diferenciados de pesquisa, por força da necessidade de garantir a perspectiva multidisciplinar. Neste sentido, Silva (2004), Gunn (1994a), Graburn e Jafari (1991), convergem no reconhecimento da impossibilidade de uma única disciplina assegurar a abordagem ou o tratamento ao fenómeno do turismo. De facto, o turismo interage com um conjunto de variáveis que não se confinam à abordagem puramente económica, sendo essencial garantir a conexão com elementos integrantes, nomeadamente da sociologia, da geografia, da história, do direito, da antropologia, entre outras disciplinas.

Esta perspectiva multidisciplinar é essencial para se possuir a indispensável compreensão sobre as sociedades humanas, onde o turismo constitui um fenómeno com particularidades muito especiais. Contudo, este carácter multidisciplinar do turismo e a conceptualização heterogénea da sua produção, têm dificultado a investigação no sector, como é reconhecido

por autores como Quintana (2006), Tezanos (2003) e Méndez(2003).

Tal como também acentua Silva (2004) ao citar Smith (1990), a esta necessidade de perspectiva pluridisciplinar corresponde um imperativo de garantir uma investigação que contemple diversos prismas de abordagem, os quais pressupõem a sua consideração como experiência humana, como comportamento social, como elemento geográfico, como recurso económico, social e patrimonial e como actividade privada empresarial com uma produção assente numa cadeia de valor. Por outro lado, Hall et al (2004) citam Bodewes (1981), o qual argumentava que “ (…) o turismo é geralmente encarado como uma

aplicação de disciplinas estabelecidas, porque não possui doutrina suficiente para ser classificado como uma disciplina académica de campo inteiro (…)”.

Esta ideia é partilhada por Tribe (2003) que preconiza mesmo o abandono da perspectiva que pretende reconhecer a investigação no turismo como uma disciplina, em detrimento da evidência que deveria ser conferida à diversidade de ângulos que o tema proporciona. Contudo, existem correntes contrárias, tal como apontam Hall et al (2004) que citam Ryan (1997) e Hall (2004) como defensores da legitimidade do reconhecimento do turismo como uma área de “ (…) estudo em si mesmo (…)”, remetendo igualmente para a visão de Johnston (1991), para quem uma disciplina deve ter uma “ (…) presença bastante firme

nas universidades e escolas superiores (…)”, além de possuir estruturas formais de

(29)

de revistas. Segundo o mesmo autor, citado por Hall et al (2004), “ (…) é o avanço do

conhecimento – através da prática da investigação fundamental e da publicação das suas descobertas originais – que identifica uma disciplina académica; a natureza do seu ensino é uma consequência da natureza da sua pesquisa (…)”.

Perante esta dualidade de pontos de vista, a qual não implica necessariamente a existência de uma posição definitiva sobre a mesma, interessa sobretudo destacar o ponto de vista de Meethan (2001) citado por Hall et al (2004), o qual opina que apesar da “ (…) evidente

expansão de revistas, livros e conferências especificamente dedicadas ao turismo, a um nível analítico geral este continua pouco teorizado, eclético e contraditório (…)”.

Também a este propósito, Cunha (2006) cita Weaver e Oppermann (2000), os quais defendem o turismo como uma disciplina própria, reconhecendo contudo que a investigação científica que lhe diz respeito ainda se encontra “ (…) numa fase de transição

para o campo académico sistemático e rigoroso com as suas próprias teorias e metodologia (…)“.

Trata-se de uma questão que permanece na ordem do dia, podendo-se distinguir a perspectiva da ciência social eminentemente crítica, no entendimento de Hall et al (2004) com exigências muitas vezes contraditórias, e o ponto de vista de autores que reconhecem que a indústria turística e os decisores políticos marcam decisivamente a agenda da investigação.

A este propósito, ao destacar alguns aspectos marcantes da organização da investigação científica, Silva (2004) evidencia as experiências existentes em países como o Canadá, Austrália e Nova Zelândia, onde a lógica de prioridades obedece a critérios em torno de uma agenda que pretende contribuir para o objectivo de aprofundamento de áreas que podem induzir o desenvolvimento de vantagens competitivas dos próprios países. Este princípio não dispensa contudo que os vários agentes turísticos participem no processo de levantamento de necessidades, pelo que a definição das áreas a investigar deverá reflectir um entendimento entre os interesses públicos e privados.

Neste contexto, aproximamo-nos do pensamento de Silva (2004) e de outros autores citados por Hall et al (2004), tais como, Ryan (2001), Cooper (2002), Hall e Page (2002), os quais defendem a neutralidade e o rigor científico na pesquisa, mas que evidenciam igualmente que os resultados da investigação devem traduzir-se em contributos que forneçam um impulso para resolver situações concretas do sistema turístico e dos seus actores.

Contudo, como refere Quintana (2006), “ (…) pero, en realidad, los estudios sobre turismo

no tienen una larga historia al haber sido reciente su aparición en las sociedades de masas, y la propia OMT ha comprobado la ausencia de una definición absoluta de turismo que determinase la actividad turística, y poder diferenciar unos sectores de otros (...)”. A

mesma autora chama a atenção para a trajectória observada ao nível do debate académico e institucional sobre a tentativa de precisão dos conceitos e das definições básicas sobre o turismo, baseando-se para o efeito na abordagem da OMT (1998b). O quadro da página seguinte reproduz precisamente a síntese efectuada.

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Quadro 1.1. – Conceitos e definições básicas do turismo segundo a OMT  Ausência de definição e importância da conceptualização das estatísticas.

 Definição em 1942 (Hunziker e Krapf).

 Definição com a conotação de viagem (Burkart e Medlik).

 Definição e a medida temporal da actividade turística (Mathieson e Wall).  Definição da OMT de 1994.

 Elementos comuns a todas as definições.

 Elementos básicos do conceito de actividade turística: procura turística, oferta turística, espaço geográfico e operadores turísticos.

 Definição de turismo sustentável.  Definição de turismo alternativo.  Conceito de qualidade no turismo

Fonte: Tradução e adaptação a partir de Quintana (2006) com citação da autora à OMT (1988b)

Assim, Quintana (2006) começa por destacar o esforço efectuado para unificar e simplificar as estatísticas de turismo, salientando que este processo está longe de se considerar concluído. Recorda, como marcos temporais importantes, a Conferência de Otava organizada sob a égide da ONU (Organização das Nações Unidas) em 1991, a qual tinha como objectivo essencial a implementação de um conjunto de recomendações internacionais para permitirem o desenvolvimento harmonizado das estatísticas do turismo. O processo prosseguiu com a adopção de várias definições e classificações, tendo, em 1993, a Comissão de Estatísticas da ONU aprovado as propostas existentes, bem como o quadro conceptual da Conta Satélite do Turismo. Este último instrumento registou, em 2000, a aprovação da segunda parte dos seus conceitos.

Conforme se pode constatar, estamos na presença de matéria relativamente recente e que, segundo Quintana, vem demonstrar as dificuldades de conceptualização do fenómeno turístico, com efeito na limitada investigação que existe sobre esta matéria. É interessante reproduzir a definição ensaiada por Hunziker e Krapf (1942), os quais consideram o turismo como a “ (…) suma de fenómenos y relaciones que surgen de los viajes y de las

estancias de los no residentes, en tanto en cuanto no éstan ligados a na residência permanente ni a una actividad remunerada “ (in Quintana, 2006).

Por outro lado, em 1981, Burkart y Medlik citados ainda por Quintana, proporcionaram outro conceito de definição do turismo ao introduzirem as deslocações curtas e temporais que efectuam os indivíduos para fora do lugar de residência ou de trabalho, além da consideração de todas as actividades realizadas nos destinos. As deslocações por motivos de negócios passaram a ser igualmente contempladas nesta abordagem.

Outro contributo importante foi fornecido por Mathieson e Wall (1982), os quais definiram o turismo como “ (…) el movimiento temporal de la gente, por períodos inferiores a un

año, a destinos fuera del lugar de residência y trabajo, las actividadess emprendidas durante la estancia, y las facilidades creadas para satisfacer las necesidades de los turistas (...)”. De facto, esta nova aproximação conceptual integrou novos elementos,

nomeadamente a delimitação temporal da actividade turística para um período inferior a um ano, além de introduzir as referências às facilidades criadas e à satisfação das necessidades dos turistas.

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Para muitos autores, as sucessivas aproximações atrás mencionadas determinaram a definição adoptada pela OMT em 1994, a qual nos remete para a consideração de que o turismo compreende as actividades que realizam as pessoas durante as suas viagens e permanência num local distinto do seu ambiente habitual de residência, por um período de tempo consecutivo inferior a um ano e com fins de lazer, negócios e outros. Esta definição será objecto de uma abordagem mais detalhada em capítulos posteriores, pelo que nos limitaremos a assinalar a importância técnica da sua concretização e reconhecer a estabilidade que a mesma proporcionou ao nível dos conceitos estatísticos do sector.

Nesta introdução importa referir igualmente a extensão da classificação da OMT (1994) a outros elementos básicos da actividade turística, particularmente a alguns conceitos do lado da procura – viajante, visitante, turista, excursionista, formas de turismo e gastos do turismo. Por outro lado, neste percurso, também se pode englobar o crescente aperfeiçoamento de conceitos fora da óptica da procura, tais como, oferta turística, espaço geográfico, operador turístico, turismo sustentável, turismo alternativo e qualidade no turismo. Tratam-se de conceitos essenciais em torno do turismo, os quais justificam em absoluto um processo permanente de melhoria intrínseca dos respectivos conteúdos, mas em relação aos quais só muito recentemente passaram a existir referenciais de abordagem mais consensuais, tendo a OMT produzido recomendações no sentido de preservar um conjunto de princípios nestas definições.

Face ao referido anteriormente, observa-se que a investigação em turismo não foi favorecida no passado com a existência de um quadro conceptual devidamente harmonizado; pelo contrário, as dificuldades em torno das definições básicas e das suas próprias componentes, constituíram um factor que prejudicou o avanço dos ensaios científicos, tornando o turismo um fenómeno pouco estudado. Apenas no decurso da emergência do turismo como um fenómeno social de massas, ou seja, a partir da segunda metade do século XX, é que o mesmo se constituiu como um foco de atenção e de investigação nas universidades, passando então a ser estudado por diferentes disciplinas e perspectivas. Esta atenção crescente justificou-se pela necessidade de compreender a multiplicidade de relações entre os elementos que conformam o turismo e as suas implicações nas sociedades mais modernas, desde as industriais, às pós-industriais e às de tecnologias avançadas.

Neste sentido, a OMT (2001a) enfatiza que a investigação em turismo consiste na “ (...)

formulação de questões, na recolha sistemática de informação para responder a essas perguntas e na organização e análise dos dados, com o objectivo de obter padrões de conhecimento, relações e tendências que ajudem no entendimento do sistema, na tomada de decisões e na construção de previsões face ao leque de cenários alternativos do futuro”. Reforça-se, assim, o entendimento de que a investigação no turismo deve permitir

a compreensão dos acontecimentos que ocorrem dentro do sector, tanto internamente, como ao nível do seu enquadramento. Por outro lado, a investigação deve orientar-se para

“ (…) a procura da esfera do desconhecido através do conhecido, utilizando-se dados experimentais e as leis e princípios da razão” (OMT, 2001), o que pode pressupor a

mais-valia pela opção por um tema pouco aprofundado e susceptível de produzir novo conhecimento.

Referências

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