1. Introdução... 1
2. Estágios Parcelares ... 1
2.1 Pediatria ... 1
2.2 Ginecologia e Obstetrícia ... 2
2.3 Saúde Mental ... 2
2.4 Medicina Geral e Familiar ... 3
2.5 Medicina Interna ... 3 2.6 Cirurgia Geral ... 4 2.7 Estágio Opcional ... 4
3. Atividades Extracurriculares ... 4
4. Reflexão Crítica ... 5
5. Anexos ... 9
Anexo A1- Estágio Parcelar de Pediatria ... 9
Anexo A2- Estágio Parcelar de Ginecologia e Obstetrícia ... 10
Anexo A3- Estágio Parcelar de Saúde Mental ... 11
Anexo A4- Estágio Parcelar de Medicina Geral e Familiar ... 12
Anexo A5- Estágio Parcelar de Medicina Interna ... 13
Anexo A6- Estágio Parcelar de Cirurgia Geral ... 14
Anexo B1- Certificado de membro da direção AEFCM, mandato 2017 ... 15
Anexo B2- Certificado de membro da direção AEFCM, mandato 2018 ... 15
Anexo B3- Certificado de Voluntariado na Casa dos Animais de Lisboa ... 16
Anexo B4- Certificado de Voluntariado na Casa de Acolhimento da Fonte... 17
Anexo B5- Certificado do Workshop: “Questões LGBT em Pedopsiquiatria” ... 18
Anexo B6- Certificado XIV MedSCOOP ... 19
Anexo B7- Certificado do VI Congresso Nacional de Estudantes de Medicina ... 20
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1. Introdução
O 6º ano da NOVA Medical School|Faculdade de Ciências Médicas distingue-se dos outros anos clínicos por múltiplos motivos, sendo o principal o Estágio Profissionalizante que inclui estágios de seis especialidades, todos com cariz mais prático, mas sempre tutorados, servindo como ponte para a nossa futura prática clínica. A sua importância é imensurável, sendo uma mais valia tanto a nível profissional como pessoal, uma vez que representa os pilares da medicina, correspondendo ao conhecimento que qualquer médico deve ter, independentemente da especialidade escolhida.
Os objetivos desta Unidade Curricular (UC) baseiam-se, de forma geral, na capacitação dos alunos para o seu futuro profissional, através da aquisição de novos conhecimentos e consolidação de outros já previamente adquiridos, assim como da autonomia progressiva necessária para o desempenho das funções médicas. Para além destes, estabeleci objetivos pessoais para cumprir ao longo deste ano letivo, nomeadamente: 1) melhorar a minha capacidade de comunicação, tanto com os profissionais de saúde, como com os doentes e respetiva família; 2) colmatar as falhas identificadas nos respetivos estágios, em anos anteriores; 3) aprimorar o raciocínio clínico, de forma a saber abordar as patologias mais frequentes, consoante a especialidade, e adaptá-lo à realidade em Portugal.
Neste relatório está contemplada uma descrição sumária do meu trabalho ao longo dos 6 estágios parcelares, assim como os objetivos específicos a cumprir; mais ainda, este inclui uma contextualização das atividades extracurriculares realizadas, uma apreciação crítica dos estágios e por fim, os anexos que considerei pertinentes incluir.
2. Estágios Parcelares
2.1 Pediatria
O estágio parcelar de Pediatria, com a duração de 4 semanas, decorreu no Hospital Dona Estefânia, na Unidade de Cuidados Intensivos Pediátricos (UCIP) sob a orientação do Dr. Anaxore Casimiro. Em termos de objetivos específicos, estabeleci que o principal era sistematizar e treinar a realização do exame objetivo, adaptado às particularidades da faixa etária, tanto em contexto de internamento como de urgência.
Foi-me possível contactar com diversas áreas clínicas, não só na UCIP, mas também na consulta externa de Reumatologia, Imunoalergologia e consulta do Viajante. Mais ainda, permanecia, semanalmente, no Serviço de Urgência (SU)
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para além das urgências na UCIP e realizei domicílios no âmbito de cuidados paliativos. No total observei 78 doentes, dos quais 35 no SU, onde destaco a Faringoamidgalite como diagnóstico mais frequente. No âmbito deste estágio tive ainda a oportunidade de frequentar o Workshop de “Simulação Avançada em Pediatria”, assim como sessões clínicas semanais de temas transversais à Pediatria e uma sessão teórico-prática sobre Anafilaxia. Realizei também um trabalho com base num caso clínico sobre “Abordagem à Intoxicação por Paracetamol”, tal como consta no Anexo A1.-
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2.2 Ginecologia e Obstetrícia
O estágio parcelar de Ginecologia e Obstetrícia, com a duração de 4 semanas, decorreu no Hospital Cuf Descobertas, sob a orientação da Dr.ª Sílvia Roque. Como objetivos específicos estabeleci: 1) reconhecer as patologias mais frequentes do foro ginecológico, assim como a sua abordagem; 2) executar o exame ginecológico e mamário; 3) sistematizar as particularidades da consulta de obstetrícia, nomeadamente em relação ao exame objetivo e aconselhamento.
Contactei com diversas valências, nomeadamente na consulta de Ginecologia, Obstetrícia, Alto Risco Obstétrico, Trombofilias/Patologia Autoimune e consulta de Senologia, num total de 86 consultas. Mais ainda, permanecia, semanalmente, no Serviço de Urgência/Atendimento Permanente onde observei 24 pacientes, nos quais se incluem 12 partos. Outra componente importante foi a observação e participação em 7 cirurgias do foro ginecológico, internamento no contexto de puerpério, observação da realização de 17 ecografias ginecológicas, assim como de 12 exames especiais, nomeadamente a colposcopia, histeroscopia e conização. Para além do já mencionado, assisti a reuniões de serviço sobre diferentes temas transversais a esta especialidade atendendo à evidência mais atual, assim como reuniões multidisciplinares de patologia mamária. Foi-nos ainda proporcionada a oportunidade de assistir ao Workshop “The Woman”, lecionado pela Prof.ª Doutora Teresinha Simões, na Maternidade Alfredo da Costa. Por fim, realizei também um trabalho sobre “Ursodeoxycholic acid versus placebo in women with intrahepatic cholestasis of pregnancy
(PITCHES): a randomised controlled trial”, sob a forma de Journal Club, descrito sumariamente no Anexo A2.
2.3 Saúde Mental
O estágio parcelar de Saúde Mental, com a duração de 4 semanas, decorreu no Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa, no Hospital de Dia Eduardo Luís Cortesão sob a orientação da Dr.ª Inês Coelho. Defini que com a realização deste estágio pretendia: 1) treinar a realização da entrevista clínica, atendendo às particularidades da mesma; 2) reconhecer as patologias mais comuns, assim como a sua abordagem terapêutica; 3) identificar os casos que carecem de intervenção diferenciada.
Neste estágio contactei principalmente com o Hospital de Dia, um serviço de internamento parcial para doentes que necessitam de acompanhamento diário, onde participei em consultas de triagem para admissão, reuniões de serviço e múltiplas atividades realizadas com o intuito de desmistificar algumas doenças e conceitos. Tive ainda oportunidade de acompanhar a minha tutora no SU do Hospital São José (HSJ), internamento na Clínica 5 (Clínica Lisboa), Unidade de Eletroconvulsivoterapia e consultas externas tanto de Psiquiatria como de Alcoologia, perfazendo um total de 62 doentes observados. Destaco a Perturbação Afetiva Bipolar, Perturbação Depressiva e Ataque de Pânico como patologias mais frequentes, consoante a valência. Pude também frequentar ciclos formativos e aulas teórico-práticas para alunos e médicos da formação específica de psiquiatria. De modo a complementar a minha formação, participei num
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2.4 Medicina Geral e Familiar
O estágio parcelar de Medicina Geral e Familiar, com a duração de 4 semanas, decorreu na USF S. Julião, sob a supervisão da Dr.ª Teresa Libório. Com a realização deste estágio pretendia maioritariamente obter mais autonomia na condução de consultas, inclusive no pedido de exames complementares de diagnóstico e prescrição da terapêutica adequada a cada caso.
Neste estágio obtive autonomia para realizar consultas, num gabinete próprio, discutindo posteriormente com a minha tutora a situação do doente, assim como a sua abordagem, perfazendo um total de 75 consultas, a destacar a Hipertensão Arterial, Diabetes Mellitus e Patologia Músculo-Esquelética como problemas de saúde mais frequentes. Tive ainda oportunidade de assistir e participar em consultas de Saúde Materna, Saúde Infantil e Planeamento Familiar, num total de 15 consultas. Pude participar no Núcleo de Intervenção Comunitária (NIC), um projeto que promove o acesso aos cuidados de saúde, com ação no Bairro dos Navegadores em Oeiras. A equipa era constituída por duas enfermeiras e a carrinha que nos transportava servia como consultório, havendo uma pequena divisão para a administração de vacinas, medicação, realização de exame objetivo e outros procedimentos necessários. Adicionalmente, tive oportunidade de acompanhar a minha tutora na realização de domicílios. Elaborei ainda um trabalho sobre “Abordagem ao Doente com Adenopatias”, cujas ideias chaves se encontram em anexo (A4).
2.5 Medicina Interna
O estágio parcelar de Medicina Interna, com a duração de 7 semanas, decorreu no Hospital das Forças Armadas (HFAR) sob a orientação da Dr.ª Ana Suarez. Defini como principais objetivos: 1) treinar a colheita de anamnese, realização de exame objetivo e outros procedimentos como a gasometria arterial, de forma autónoma; 2) identificar os casos que carecem de intervenção por parte de outras especialidades; 3) comunicar de forma clara com os restantes membros da equipa onde estava inserida, nomeadamente durante reuniões de serviço.
Contactei maioritariamente com o internamento, sendo responsável por avaliar de forma autónoma parte dos doentes que eram atribuídos à minha tutora até ao momento de alta, perfazendo um total de 16 doentes, sendo a Pneumonia a patologia mais frequente. Foi-me ainda possível estagiar semanalmente no SU do HSJ, sob a supervisão da Dr.ª Ruth Correia, onde observei um total de 20 doentes, cujo diagnóstico mais frequente é a Infeção do Trato Urinário. Dadas as particularidades deste hospital, tive oportunidade de conhecer o Centro de Epidemiologia e Intervenção Preventiva, importante na preparação dos militares para diferentes missões, assim como o Centro de Medicina Aeronáutica/Secção de Treino Fisiológico que é responsável por garantir o apoio aeromédico à tripulação navegante. Mostraram-nos os múltiplos constituintes desta secção, como a cadeira de Barany, o simulador Gyrogma, o laboratório de visão noturna e o simulador de ejeção. Por último, visitámos o Centro de Medicina Subaquática e Hiperbárica onde nos foi lecionada uma aula sobre quais as indicações e contraindicações para a utilização da câmara hiperbárica, assim como o seu funcionamento, à medida que as sessões de tratamento decorriam. Para além disto
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tivemos, semanalmente, sessões clínicas sob a forma de Journal Club e no final elaborei um trabalho sobre “Abordagem ao Doente com Multimorbilidade”, cuja contextualização e descrição sumária se encontra em Anexo (A5).
2.6 Cirurgia Geral
O estágio parcelar de Cirurgia Geral estava programado para decorrer no Hospital Beatriz Ângelo durante 8 semanas, contudo, dada a situação atual que enfrentamos devido à COVID-19, decorreu durante 3 semanas e foi adaptado a um modelo online. Como objetivos específicos estabeleci: 1) sistematizar a abordagem das síndromes cirúrgicas mais frequentes; 2) conhecer os sinais de alarme e identificar as patologias que carecem de intervenção urgente; 3) participar como 2ªajudante tanto na pequena cirurgia como no bloco operatório, sempre que pertinente.
Sob a orientação da Dr.ª Mónica Oliveira, realizei cinco sessões clínicas em que foram abordados temas desta especialidade, contemplados na matriz da Prova Nacional de Acesso (PNA) de 2020, e no final de cada sessão observávamos, através de vídeos, a cirurgia correspondente à patologia em questão. Adicionalmente, na 1ª semana de estágio estava programado serem lecionadas um conjunto de aulas teóricas, assim como a realização do curso “Trauma Evaluation And Management”, cujo conteúdo foi disponibilizado no Moodle. No último dia de estágio, semelhante ao que já acontecia, ocorreu o minicongresso, por Zoom, onde foram apresentados 17 trabalhos sobre diversos temas, previamente selecionados, de acordo com a área de diferenciação do tutor em questão. Apresentei um trabalho sobre “Tumores Neuroendócrinos e Pancreáticos”, tal como consta no Anexo A6.
2.7 Estágio Opcional
Escolhi realizar o meu estágio opcional na área da pediatria, contudo, não se reuniram as condições para tal, pelo que a faculdade optou por organizar uma nova UC: “Preparação para o Exame de Seriação para Ingresso nas Especialidades Médicas”, cujo objetivo era discutir e rever, por especialidade, as perguntas que saíram na PNA de 2019.
3. Atividades Extracurriculares
Ao longo do meu percurso académico procurei sempre participar em projetos e atividades extracurriculares que complementassem a minha formação, desde os anos não clínicos até à atualidade. Contudo, para propósito deste relatório, optei por selecionar apenas atividades que decorreram durante o estágio profissionalizante, com exceção de três que apesar de terem ocorrido previamente, considerei pertinentes dado o seu impacto e maneira como me moldaram na pessoa que sou hoje.
Contactei pela primeira vez com a Associação de Estudantes no 3º ano, onde ingressei num mandato como coordenadora do Desporto e invariavelmente acabei por contactar com outros departamentos, nomeadamente o da Ação Social, que me levou a participar num dos seus projetos de voluntariado na Casa dos Animais de Lisboa, onde ainda me encontro atualmente. Posteriormente no 4º/5º ano, fui Diretora do
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Departamento Internacional e Coordenadora dos Intercâmbios Clínicos. No 5º ano, após concluir as minhas funções, optei por investir mais no voluntariado e inscrevi-me num projeto da Santa Casa da Misericórdia de Oeiras, a Casa de Acolhimento da Fonte. Tive ainda oportunidade de participar num projeto da AEISEC, uma plataforma internacional que promove diversos programas de voluntariado e estágios em diferentes áreas, onde ensinei inglês a alunos entre o 9º e 12º ano, durante cerca de 6 semanas na Indonésia.
4. Reflexão Crítica
Após o término dos 6 estágios parcelares, posso dizer que o estágio profissionalizante se revelou diferente dos anos clínicos prévios e superou, globalmente, as minhas expectativas. Em relação aos objetivos gerais que se aplicam a todas as especialidades, foram-me dadas as ferramentas para construir um raciocínio clínico mais estruturado e integrador, assim como praticar aspetos fundamentais a qualquer futuro médico, nomeadamente uma comunicação mais clara e sedimentação de conhecimentos.
Particularizando cada estágio, o de Pediatria destacou-se pela diversidade de patologias e valências com que pude contactar, permitindo rever múltiplos conteúdos teóricos lecionados previamente e colocá-los em prática, nomeadamente o exame objetivo direcionado tanto ao recém-nascido como a crianças e adolescentes. Previamente a este, e dadas as particularidades da especialidade e faixa etária inerente, ainda não me tinha sido possível obter autonomia em tarefas como a elaboração de notas de entrada e/ou alta, assim como atendimento em contexto de urgências, algo que foi possível realizar durante este estágio. Por ter sido colocada na UCIP, serviço em que, dada a gravidade das patologias, frequente incapacidade de os doentes colaborarem na colheita de história clínica e exame objetivo, assim como a preocupação adicional por parte dos pais, tinha receio de ser prejudicada no sentido em que não estaria a contactar com as patologias mais frequentes, nem a adquirir a experiência que ambicionava. Contudo, foi-me dada desde o início autonomia para organizar os meus dias e frequentar outros serviços dentro da pediatria, o que considerei muito pedagógico, permitindo que complementasse a minha formação da forma mais abrangente possível. Adicionalmente o meu tutor esforçou-se para que, apesar do contacto com doentes enquanto na UCIP ser mais limitado, desenvolvesse outras competências igualmente importantes como a interpretação de exames complementares de diagnóstico, gestão da terapêutica mais adequada a cada situação e acima de tudo, a comunicação com os pais que, dada a complexidade das patologias, se torna mais difícil. Por fim, dado o meu interesse na área dos cuidados paliativos, considerei particularmente interessante contactar com esta vertente. No final do estágio identifiquei lacunas no meu conhecimento em relação à abordagem do doente crítico em idade pediátrica, pelo que sugeri a realização de mais workshops de simulação, uma vez que nos permite sedimentar conhecimentos num ambiente seguro, para que no futuro, caso seja necessário, consigamos atuar de acordo.
Em relação ao estágio de Ginecologia e Obstetrícia, em muitos aspetos foi semelhante ao de Pediatria no sentido em que contactei com diversas áreas clínicas e no final fiquei com uma ideia mais clara
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das diferentes áreas de atuação que um médico nesta especialidade pode ter. A rotatividade do horário que nos foi disponibilizado na 1ª semana de estágio permitiu-me, de forma semanal, observar um número considerável de doentes em diferentes contextos. Já tinha realizado um estágio no Hospital São Francisco Xavier, para a UC de Ginecologia e Obstetrícia do 4º ano, que decorreu maioritariamente no puerpério, pelo que parte dos meus objetivos e expectativas para este ano se prendiam com a curiosidade e interesse em conhecer e contactar com mais valências, sendo que a equipa onde estive inserida tentou proporcionar isso mesmo. Este ano pude participar na maioria das cirurgias eletivas aque assisti e como o rácio tutor-aluno no SU era o mesmo do restante estágio, 1:1, tive um acompanhamento e atenção por parte da minha tutora mais direcionada ao que eram as minhas dúvidas e lacunas, o que considero muito benéfico. Adicionalmente, apesar de algumas vertentes terem uma componente mais observacional, pelo seu grau de diferenciação, nomeadamente as consultas de Alto Risco Obstétrico, Trombofilias/Patologia Autoimune, Exames Especiais e Ecografias tanto ginecológicas como obstétricas, houve sempre um esforço adicional por parte do médico/a em questão para explicar e esclarecer qualquer questão. Considerei que a oportunidade de participar na consulta de Senologia foi uma mais valia, especialmente porque me foi a dada a oportunidade de realizar o exame objetivo mamário em todas as doentes, de forma supervisionada e guiada, o que era um dos meus objetivos. Em relação ao exame ginecológico, em contrapartida, tive menos oportunidade de treinar de forma autónoma, algo que associei às particularidades do hospital. Contudo, apesar de compreender que é um ato médico já em si desconfortável e numa zona muito íntima, é importante para a nossa formação médica, pelo que gostaria de ter tido oportunidade de praticar mais. De resto, este estágio superou as minhas expectativas e refletiu a minha visão em relação à abrangência de patologias e áreas que devemos ficar a conhecer dentro de cada especialidade.
O estágio de Saúde Mental até este ano representava uma área que não me suscitava tanto interesse, com mais lacunas em comparação com outras especialidades, motivo pelo qual as minhas expectativas também eram mais baixas. Contudo, foi-me novamente dada a oportunidade de conhecer e acompanhar outros médicos noutras valências, muito adaptada aos meus interesses e ao que a minha tutora considerou mais relevante, pelo que terminei o estágio com a noção que tinha subestimado o possível leque de atuação desta especialidade. Considero que cumpri todos os objetivos que estabeleci previamente, com especial destaque ao treino da entrevista clínica tendo, inclusive, sido possível fazê-lo de forma autónoma, o que foi um dos fatores mais contrastantes com o estágio realizado no 5º ano no Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental (Consultas de Oeiras). Após observar várias consultas de psiquiatria e diferentes casos no SU identifiquei um problema recorrente, a referenciação para a psiquiatria em situações sem indicação para tal, pelo que propus sessões teórico-práticas no âmbito deste estágio sobre os critérios para encaminhar um doente, tanto em contexto de urgência como de consulta, de modo a servir como referência para a nossa futura prática clínica, uma vez que é um tema transversal à maioria das especialidades.
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Medicina Geral e Familiar foi dos estágios em que mais aprendi e onde os meus objetivos não só
foram cumpridos, mas, inclusive, constantemente superados à medida que os ia modificando consoante as responsabilidades e dificuldades com que me deparava. Previamente à realização do mesmo tinha algum receio de conduzir uma consulta sozinha, de não saber lidar com as patologias e pessoas com que teria de contactar ou de não corresponder às expectativas daquilo que era esperado para um aluno de 6º ano. Contudo, à medida que ia obtendo autonomia e sistematizando a anamnese e exame objetivo adaptado a cada tipo de consulta e faixa etária, esta componente tornou-se mais fácil e intuitiva para mim. Outro aspeto importante que sobressaiu foi a importância de uma boa relação com os doentes, com base no respeito e empatia, uma vez que, frequentemente, a abertura dos mesmos a serem atendidos por mim numa primeira instância dependia mais da minha postura do que da demonstração de conhecimento. Adicionalmente, aliado à realização de domicílios, a oportunidade de participar no NIC foi das vertentes mais interessantes e onde pude contactar com uma realidade e necessidades diferentes das que estava habituada. Considero que em relação às atividades extracurriculares em que participei, nomeadamente o voluntariado na Casa de Acolhimento da Fonte e o voluntariado internacional na Indonésia, contribuíram para o meu à vontade e maior facilidade na condução das consultas de Saúde Infantil. Por fim, dado o valor acrescido deste estágio, seria benéfico que todos os alunos no 6º ano tivessem oportunidade de experienciar esta autonomia progressiva e tutorada, pelo que deveria haver um esforço por parte de todos os tutores para que esta se tornasse a realidade de todos e não apenas de alguns alunos.
O estágio de Medicina Interna, tal como o de Medicina Geral e Familiar, permitiu-me observar e acompanhar os doentes, de forma autónoma, mas sempre com supervisão posterior por parte da minha tutora ou outro membro da equipa. Um dos princípios mais fomentados foi o da importância de uma abordagem completa, pelo que, para além da anamnese e exame objetivo, era responsável por pedir os exames complementares de diagnóstico que achasse pertinentes, assim como a elaboração de diários clínicos com uma proposta de plano terapêutico. Considero que este método de ensino foi muito útil, uma vez que aprimorei o meu raciocínio clínico, tendo de, frequentemente, rever conteúdos teóricos e adquirir novos conhecimentos, de modo a dar resposta a todas as situações clínicas com que me deparei. Tive ainda oportunidade de participar nos pedidos de colaboração com outras especialidades e contactar com as mesmas, nomeadamente a Pneumologia, Cirurgia Geral e Imagiologia, o que me permitiu compreender melhor a complexidade de cada caso e participar na discussão do mesmo. Sendo o HFAR um hospital militar, destaco algumas diferenças como a presença de todas as especialidades médicas nas reuniões de serviço, não havendo uma apenas para o serviço de Medicina Interna, o que se demonstrou benéfico por permitir, de forma mais holística, delinear um plano para cada doente. Contudo, dada esta particularidade, apenas os diretores do respetivo serviço apresentavam os doentes, pelo que o meu objetivo de treinar a comunicação neste contexto não foi cumprido. De modo a completar a nossa formação e uma vez que o SU deste hospital
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não está dividido por especialidades e, por vezes, se encontravam apenas 1-2 médicos de Medicina Interna para dar apoio, realizámos este componente no HSJ. Outros fatores diferenciadores já foram descritos, como a visita à câmara hiperbárica, que foi de especial interesse para compreender os benefícios e indicações para a mesma. Como ponto menos positivo destaco a ausência de Internos da especialidade e a presença de apenas um interno de ano comum, pelo que os médicos se encontravam frequentemente sobrecarregados e com menor disponibilidade para o ensino. Neste seguimento, aprendi a identificar as minhas limitações e a pedir ajuda sempre que necessário e a quem estivesse disponível, o que promoveu a minha capacidade de comunicar com outros profissionais de saúde, importante para a integração no serviço. Por fim, não foi possível completar as 8 semanas de estágio, dado que foi nessa altura que cessaram as atividades de índole clínica, mas considero que atingi todos os objetivos que defini.
Cirurgia Geral, tal como outros estágios, teve de se adaptar à realidade que enfrentamos em que estágios práticos com contacto com doentes não foram possíveis de realizar. Considero que a solução encontrada foi de encontro às minhas expectativas e permitiu atingir parte dos meus objetivos, nomeadamente a abordagem das patologias cirúrgicas mais frequentes e, inclusive, da técnica cirúrgica em si através de vídeos. A dedicação da minha tutora foi incansável uma vez que a maioria das sessões decorreram fora do seu horário de trabalho e mesmo assim dedicou múltiplas horas a ensinar-nos e esclarecer quaisquer dúvidas que tivéssemos. A solução encontrada, na minha opinião, é a que melhor se adequa às nossas necessidades, contudo, teria sido benéfico se a mesma tivesse sido implementada mais cedo, dado que compensar um estágio de 8 semanas em 3 acabou por ser insuficiente. Adicionalmente ao já mencionado, houve alguma heterogeneidade na realização destas sessões clínicas ficando ao critério do médico responsável, pelo que na impossibilidade de todos os médicos as realizarem, deveriam ter ocorrido sessões para todos os alunos. Existem objetivos específicos relacionados com a participação em cirurgias e pequena cirurgia que seriam sempre difíceis de colmatar, pelo que esses em particular tenciono compensar quando iniciar a formação geral.
Em relação à nova UC de preparação para a PNA 2020, esta alternativa foi, na minha opinião, a que mais se enquadrava naquilo que são as necessidades dos alunos, permitindo uma preparação adicional para a prova, promovendo o estudo prévio a cada sessão dos temas abordados e um momento para colocar e esclarecer dúvidas, diretamente a especialistas. Apresenta um valor acrescido elevado, pelo que seria benéfico se continuasse disponível, mesmo em anos futuros, para quem preferisse optar pela mesma, ao invés de um estágio prático.
Apesar de reconhecer que ainda estou numa fase muito inicial da minha carreira como futura médica e que ainda terei muito para aprender, após a realização destes estágios, considero que me encontro mais preparada e mais perto do tipo de médica que ambiciono ser.
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5. Anexos
Anexo A1- Estágio Parcelar de Pediatria
Pediatria
Período Local de Estágio Tutor
09/09/2019 a 04/10/2019 Hospital Dona Estefânia Dr. Anaxore Casimiro Trabalhos
Tema Autores
“Abordagem à Intoxicação por Paracetamol” Ana Sarmento, Filipa Verdasca, Gonçalo Cavaco, Margarida Silva O tema do trabalho foi escolhido no seguimento de uma adolescente de 15 anos, internada na UCIP por intoxicação medicamentosa voluntária por paracetamol. Dada a prevalência e necessidade de tratamento precoce, o objetivo da apresentação foi sensibilizar e informar os colegas e médicos, de forma a identificarem e abordarem corretamente a situação, que passa pela administração de N-acetilcisteína nas primeiras 8-10h.
Sessões de Formação para Internos de Pediatria e Ano Comum
Tema Orador
“Tratamento Farmacológico da Dor” Dr.ª Susana Santos
“Nutrição Parentérica” Dr.ª Sara Nóbrega
“Cuidados Paliativos Pediátricos” Dr.ª Mafalda Paiva
Sessões Teórico-Práticas
Tema Orador
Anafilaxia Dr.ª Ana Margarida Romeira
Workshops
Tema Orador
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Anexo A2- Estágio Parcelar de Ginecologia e Obstetrícia
Ginecologia e Obstetrícia
Período Local de Estágio Tutor
07/10/2019 a 31/10/2019 Hospital Cuf Descobertas Dr.ª Sílvia Roque Trabalhos
Tema Autores
“Ursodeoxycholic acid versus placebo in women with intrahepatic
cholestasis of pregnancy (PITCHES): a randomised controlled trial”
Ana Sarmento
Apresentei um artigo sob a forma de Journal Club, que concluiu que o tratamento com ácido ursodesoxicólico na colestase intra-hepática da gravidez não foi eficaz na redução dos outcomes perinatais adversos, não obteve melhoria clinicamente significativa do prurido e não apresentou diferenças significativas no consumo de recursos associados aos cuidados de saúde.
Sessões Clínicas
Tema Orador
“Versão Cefálica Externa” Dr. Nuno Clode
“Does low-dose aspirin initiated before 11 weeks ‘gestation reduce
the rate of preeclampsia?”
Filipa Verdasca “When more is not better: 10 'don'ts' in endometriosis
management”
Ana Rita Ribau
Workshops
Tema Orador
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Anexo A3- Estágio Parcelar de Saúde Mental
Saúde Mental
Período Local de Estágio Tutor
04/11/2019 a 29/11/2019 Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa
Dr.ª Inês Coelho Ciclos Formativos
Tema Orador
“Doença Obsessivo-compulsiva” Dr. Pedro Morgado
“Contextualização histórica dos problemas ligados ao álcool” Dr. João Cabral Fernandes
“Estimulação Cerebral Profunda” Dr. Diogo Ferreira
Sessões Teórico-Práticas de Revisão
Tema Orador
Apresentação; Casos clínicos mais comuns em Psiquiatria Prof. Doutor Miguel Talina “Estigma na Doença Mental e Programas para pessoas com DM
Grave”
Dr. Pedro Mateus “Signs and symptoms of psychiatric disorders” Dr. Pedro Rodrigues
“Assessment” Dr. Pedro Rodrigues
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Anexo A4- Estágio Parcelar de Medicina Geral e Familiar
Medicina Geral e Familiar
Período Local de Estágio Tutor
02/12/2019 a 10/01/2020 USF S. Julião Dr.ª Teresa Libório
Trabalhos
Tema Autores
“Abordagem ao Doente com Adenopatias” Ana Sarmento
Escolhi este tema devido à prevalência das adenopatias tanto a nível dos cuidados primários, como a nível hospitalar, sendo transversal a múltiplas especialidades e cuja abordagem é importante, havendo múltiplas causas com graus de gravidade diferentes, que requerem uma distinta marcha diagnóstica e terapêutica.
Sessões Clínicas
Tema Orador
“Erradicação da Helicobacter Pylori” Margarida Silva
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Anexo A5- Estágio Parcelar de Medicina Interna
Medicina Interna
Período Local de Estágio Tutor
20/01/2020 a 09/03/2020 Hospital das Forças Armadas Dr.ª Ana Suarez Trabalhos
Tema Autores
“Abordagem ao Doente com Multimorbilidade” Ana Sarmento, Diogo Fortunato, Maria Gomes
O tema do trabalho foi escolhido no seguimento de um senhor que foi internado por um quadro de suspeita de Acidente Isquémico Transitório, lombalgias de difícil controlo terapêutico e síndrome constitucional, a quem, após a colheita detalhada da história clínica, aliada a exames complementares de diagnóstico, foi diagnosticada uma neoplasia da próstata com metastização óssea. O objetivo da apresentação foi sensibilizar para a importância de uma boa anamnese e exame objetivo que, muitas vezes, permitem guiar-nos até ao diagnóstico.
Workshops
Tema Orador
“Alterações do equilíbrio ácido base” Prof. Doutor Pedro Póvoa
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Anexo A6- Estágio Parcelar de Cirurgia Geral
Cirurgia Geral
Período Local de Estágio Tutor
01/06/2020 a 19/06/2020 Estágio substituído de forma
online
Dr.ª Mónica Oliveira Trabalhos
Tema Autores
“Tumores Neuroendócrinos Gastrointestinais e Pancreáticos” Ana Sarmento, Patrícia Salvador, Sónia Mota Faria
O tema foi escolhido dado o aumento da prevalência destes tumores nos últimos anos e as diferenças importantes na sua abordagem diagnóstica e terapêutica, comparativamente com o adenocarcinoma, carecendo de uma abordagem multidisciplinar.
Sessões Clínicas
Tema Orador
Apresentação e introdução ao estágio Dr.ª Mónica Oliveira
Diverticulite Dr.ª Mónica Oliveira
Neoplasia do Cólon Dr.ª Mónica Oliveira
Litíase Biliar Dr.ª Mónica Oliveira