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APROVADO EM INFARMED

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Academic year: 2021

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RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO 1. DENOMINAÇÃO DO MEDICAMENTO

Isogaíne 3% Solução Injectável

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Por ml:

Cloridrato de Mepivacaína 30 mg Excipientes, ver secção 6.1

3. FORMA FARMACÊUTICA

Solução injectável

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS 4.1 indicações terapêuticas

Anestésico local uso dental.

A ISOGAÍNE 3% (mepivacaína 3%) está indicada para a produção de anestesia local em Odontoestomatologia por infiltração ou bloqueio troncular. A ISOGAÍNE 3% estabiliza a membrana neuronal e impede a iniciação e transmissão do impulso nervoso, produzindo, assim, uma anestesia local.

4.2. Posologia e modo de administração

Isogaíne 3% é utilizada para administração por via intramuscular ou subcutânea.

A dose habitual para a anestesia dentária é uma ampola cilíndrica (1,8 ml), embora possa ser aumentada para duas, caso seja necessário.

A dose máxima recomendada para adultos não deve exceder os 300 mg de mepivacaína HCl, o que equivale a 5,5 ampolas cilíndricas.

Nas crianças, a administração de 0,5 ml deve ser suficiente, o que equivale, aproximadamente, a um terço da ampola cilíndrica, embora a dose possa ser aumentada para 1,0 ml, um pouco mais do que metade de uma ampola cilíndrica.

4.3. Contra-indicações

A ISOGAÍNE 3% não deve ser administrada a doentes com um historial conhecido de hipersensibilidade a anestésicos locais, tipo amida.

4.4. Advertências e precauções especiais de utilização

Deve injectar-se lentamente a dose eficaz mais baixa para impedir níveis plasmáticos altos e efeitos colaterais graves.

A injecção de doses repetidas de ISOGAÍNE 3 % pode causar aumentos significativos dos níveis sanguíneos devido a uma lenta acumulação do medicamento ou dos seus metabolitos.

Deverá ser administrado com precaução nos seguintes casos:

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composto.

* Hipertermia maligna, história ou predisposição: a mepivacaína, tal como o resto dos anestésicos locais tipo amida, uma vez que podem contribuir para o desenvolvimento da hipertermia maligna, no caso de se necessitar de anestesia geral suplementar.

* Inflamação e/ou insuficiência no lugar da infecção: que podem modificar o pH no lugar da aplicação e, assim, diminuir o efeito da mepivacaína.

* Doença renal: uma vez que pode acumular o anestésico ou os seus metabolitos. A sua aplicação, caso se realize, terá de ser feita de forma muito cuidadosa.

* As crianças, os idosos ou os doentes com doenças agudas ou que estejam muito debilitados devem tomar doses reduzidas, de acordo com a idade e o estado físico, já que são mais sensíveis à toxicidade sistémica.

* Em doentes com problemas de ritmo e bloqueios cardíacos.

AVISO IMPORTANTE: Ao utilizar qualquer anestésico local, deve ter-se acesso imediato a equipamento e medicação de reanimação.

Atletas: informam-se todos os atletas que este medicamento, por conter mepivacaína, pode gerar um

resultado positivo nas análises de controlo antidoping

4.5.Interacções medicamentosas e outras formas de interacção

Um tratamento prolongado ou permanente com anti-arrítmicos, psicofármacos ou anticonvulsivantes, tal como o consumo excessivo de álcool pode provocar uma redução mais ou menos acentuada da sensibilidade dos anestésicos locais. Basta aumentar a dose do anestésico ou deixar actuá-lo mais tempos, antes de iniciar a intervenção.

4.6. Gravidez e aleitamento

A segurança da utilização da ISOGAÍNE 3 % ainda não foi estabelecida, relativamente aos possíveis efeitos adversos sobre o desenvolvimento do feto. Antes da administração, deve ter em conta uma potencial gravidez, principalmente nos primeiros meses.

4.7 Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não descritos.

4.8. Efeitos indesejáveis

Pode surgir reacções adversas, devido aos altos níveis plasmáticos produzidos por uma dose excessiva, absorção rápida ou injecção intravenosa acidental. Estas reacções são náuseas, vómitos, espasmos musculares, hipotensão, bradicardia e taquicardia, colapso, convulsões e problemas respiratórios.

As reacções alérgicas caracterizam-se por alterações cutâneas, que se podem revelar tardiamente, urticária e edema.

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4.9. Sobredosagem

Uma sobredosagem de ISOGAÍNE 3 % afecta o sistema nervoso central, produzindo vertigens, nervosismo, visão turva ou tremores, seguidos de sonolência, perda de consciência. A nível cardiovascular, pode surgir depressão do miocárdio, hipotensão, bradicardia e até paragem cardíaca.

A sintomatologia da sobredosagem é combatida com a administração de oxigénio. Em caso de depressão cardiovascular, podem utilizar-se vasopressores, como a efedrina ou metaraminol e fluidos intravenosos. Se a convulsão persistir, além da terapêutica com oxigénio, é possível administrar, por via intravenosa, barbitúricos de acção curta ou ultracurta ou um relaxante muscular.

5.- PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS 5.1. Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico - 2 2. Anestésicos locais. Código ATC - N01BB03- Mepivacaína

A ISOGAÍNE 3% (mepivacaína 3%) provou ser o anestésico local sem vasoconstrição mais potente, pelo que é a escolha principal nos casos, em que estejam contra-indicados os vasoconstritores simpaticomiméticos.

Os anestésicos locais, como a mepivacaína, suprimem a sensibilidade dolorosa através do bloqueio da condução dos impulsos aferentes, desde a superfície corporal até ao sistema nervoso central. Esta acção é reversível, pois o nervo recupera a sua função com a eliminação do fármaco.

Os anestésicos locais impedem tanto a produção, como a condução dos impulsos nervosos. Bloqueiam a permeabilidade do sódio através da membrana, no momento em que o impulso chega à zona, estabilizando assim, de forma reversível, a membrana neuronal e, consequentemente, inibem a despolarização ao impedir a entrada do ião de sódio.

Mecanismo de acção

Durante o estado de repouso da membrana neuronal, o Ca2+ encontra-se unido a certas proteínas. A excitação desta membrana neuronal produz, em primeiro lugar e de acordo com muitos investigadores, a ruptura da ligação ao Ca2+. Esta libertação leva a um súbito aumento da permeabilidade para os iões de Na+, dando lugar a um movimento dos ditos iões e originando a fase de elevação do potencial de acção.

O mecanismo de acção dos anestésicos locais, e entre eles a mepivacaína, não está totalmente esclarecido, mas diversos autores já sugeriram que estes produzem um afastamento do ião de Ca2+ da sua ligação às proteínas estruturais da membrana, formando ligações mais estáveis e permitindo, desse modo, que a proteína estrutural relaxe, fechando o canal, reduzindo a permeabilidade da membrana neuronal aos iões de Na+ e interrompendo a transmissão do impulso nervoso.

É o ligeiro carácter vasoconstrictor que a mepivacaína apresenta – uma diferença em relação aos outros anestésicos locais que têm um carácter vasodilatador – que permite que, sem necessidade de recorrer a nenhum vasoconstrictor, o composto permaneça mais tempo no local da acção.

5.2. Propriedades farmacocinéticas

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* Através da pele intacto, não existe qualquer absorção da mepivacaína, mas se a pele

estiver lesionada, a absorção ocorre tanto com soluções de sais, como com pomadas que tenham bases livres (liposolúveis), em cujo caso se obtêm concentrações plasmáticas máximas em 6-10 minutos.

* Nas mucosas, a absorção varia de zona para zona.

-Rápida: faringe, árvore traqueobrônquica, pulmões, conjuntiva e uretra -Lenta: na bexiga.

* Estômago ou ingerido: são atingidos níveis plasmáticos muito baixos devido à metabolização hepática.

* Injectados: parentérica ou subcutânea. A absorção é rápida, embora seja menos rápida quando se aplica em mucosas.

Apresenta uma absorção sistémica completa e a sua velocidade de absorção depende do local das aplicações e da via de administração (da vascularização e do fluxo sanguíneo), da dose total administrada (volume e concentração). Difunde-se através da placenta.

Uma vez absorvida no sangue, une-se às proteínas plasmáticas numa proporção de 65,9%.

O volume de distribuição da mepivacaína é de 1,2 l/kg.

Metabolismo:

A mepivacaína é rapidamente metabolizada, permanecendo apenas uma percentagem entre os 10 e os 16% do anestésico, sob forma inalterada, na urina.

Como a mepivacaína possui uma estrutura de amida, não é metabolizada na circulação através das esterases plasmáticas, mas sim no fígado. Isto é comprovado pelo aumento da toxicidade nos animais parcialmente hepatetomizados.

As transformações são complexas, incluindo processos de oxidação, hidrólise, sulfoconjugação dos metabolitos.

As principais reacções da metabolização da mepivacaína são:

A N-demetilação com a formação de pipecoloxilidina e a parahidroxilação do anel de xilidina com a formação de conjugados do ácido glucurónico.

No entanto, a proporção de pipecoloxilidina excretada é 1,2%, quando este metabolito foi administrado, quase metade é excretado inalterado na urina.

Excreção:

É excretada fundamentalmente através da bílis sob a forma de metabolitos. No entanto, a maioria da mepivacaína metabolizada sofre uma reabsorção gastrointestinal e uma posterior excreção renal, encontrando-se só uma pequena percentagem nas fezes.

A dose excretada não metabolizada chega a atingir os 16%.

5.3. Dados de segurança pré-clínica

Vários autores realizaram estudos pré-clínicos em animais, que demonstram a sua segurança.

A mepivacaína HCl tem uma toxicidade de 1,5 a 2 vezes superior à toxicidade da procaína HCl , sendo a toxicidade relativa aceite pela Terapêutica Dentária Aceite da 2.

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Outros ensaios de determinação das doses DC50 (dose a partir da qual se produzem convulsões) e DL50

(toxicidade aguda) obtiveram os seguintes resultados: DC50 (intravenosa) = 21,64 mg/kg em ratos brancos.

DL50 (subcutânea) = 432,70 mg/kg (24 h e 14 dias) em ratos Wistar.

É preciso acrescentar que a possível toxicidade da mepivacaína se vê basicamente reduzida pelo seu fraco carácter vasoconstritor, uma vez que inibe a absorção sistémica do preparado.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS 6.1. Lista de Excipientes

Cloreto de sódio, Hidróxido de sódio, Água para preparações injectáveis.

6.2. Incompatibilidades

Não descritas.

6.3. Prazo de validade

3 anos

6.4. Precauções especiais de conservação

Conservar a temperatura inferior a 30°C. Proteger da luz

6.5. Natureza e conteúdo do recipiente

Embalagem de 50 ampolas de vidro contendo 1.8 ml de solução injectável.

6.6. Instruções de utilização e manipulação

Não existem requisitos especiais

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Laboratórios Clarben

Calle Vallehermoso 28, Bazo Izquerda 28015 Madrid

Espanha.

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

ISOGAÍNE 3 % 1'8 ml 50 ampolas -2799187

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO /RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira Autorização de Introdução no Mercado –15-09-1998 Data da Renovação da Autorização de Introdução no Mercado- 15-09-2003

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10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

Referências

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