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2014 TÓRIO ANUAL RELA 1

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Academic year: 2021

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(1)

2014

RELA

(2)

Mensagem da Diretoria

. . .

3

Balanço Patrimonial Consolidado

. . .

4

Demonstração da Mutação do Patrimônio Social

. . .

5

Demonstração da Mutação do Ativo Líquido – Planos BD e CD

. . .

6

Demonstração do Ativo Líquido por Plano de Benefícios – BD e CD

. . .

7

Demonstração do Plano de Gestão Administrativa – Consolidada

. . .

8

Demonstração do Plano de Gestão Administrativa – Plano BD

. . .

9

Demonstração do Plano de Gestão Administrativa – Plano CD

. . . .

10

Demonstração das Provisões Técnicas do Plano de Benefícios – Planos BD e CD

. . . .

11

Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis

. . . .

12

Relatório dos Auditores Independentes

. . . .

23

Parecer Atuarial – Plano BD

. . . .

24

Parecer Atuarial – Plano CD

. . . .

31

Demonstrativo e Resumo da Política de Investimentos – Plano BD

. . . .

39

Demonstrativo e Resumo da Política de Investimentos – Plano CD

. . . .

41

Ata da Reunião Ordinária do Conselho Deliberativo

. . . .

43

Ata da Reunião Ordinária do Conselho Fiscal

. . . .

45

ÍNDICE

(3)

Caro Participante,

apresentamos o Relatório Anual Duprev 2014. Nele, você irá encontrar informações relevantes sobre o seu Plano de Previdência e poderá conhecer melhor o trabalho realiza-do pela Entidade.

Neste documento, estão disponíveis: • Balanço Patrimonial;

• Demonstrações Contábeis;

• Resultado dos Investimentos em 2014; • Despesas Administrativas da Entidade; • Situação Atuarial do Plano de Benefícios.

Aproveitamos para informar que não ocorreram altera-ções no Estatuto nem nos Regulamentos em 2014 e que as alterações do Regulamento do Plano Duprev CD foram aprovadas em 4 de abril de 2014, conforme divulgado anteriormente.

Boa leitura!

MENSAGEM DA DIRETORIA

A divulgação do Relatório Anual de

Investimentos permite aos Participantes

acompanharem a evolução do seu

Plano de Benefícios rumo a uma

(4)

ATIVO 31/12/2014 31/12/2013

Disponível (nota 4) 165 53

Realizável 615,040 529,000

Gestão Previdencial (Nota 5) 6,454 5,337

Gestão Administrativa (Nota 6) 540 885

Investimentos (Nota 7) 608,046 522,778

Títulos Públicos 458,949 360,793

Créditos Privados e Depósitos – 119

Fundos de Investimentos 149,097 161,863

Outros Realizáveis – 3

TOTAL DO ATIVO 615,205 529,053

PASSIVO 31/12/2014 31/12/2013

Exigível Operacional (nota 8) 2,276 1,718

Gestão Previdencial 1,751 1,174

Gestão Administrativa 525 530

Investimentos – 14

Patrimônio Social (nota 9) 612,929 527,335

Patrimônio de Cobertura do Plano 608,090 525,545

Provisões Matemáticas 607,890 525,545

Benefícios Concedidos 388,208 334,555

Benefícios a Conceder 309,734 297,991

(-) Provisões Matemáticas a Constituir (90,052) (107,001)

Equilíbrio Técnico 200 –

Resultados Realizados 200 –

Superávit Técnico Acumulado 200 –

Fundos 4,839 1,790

Fundos Previdenciais 2,594 607

Fundos Administrativos 2,245 1,183

TOTAL DO ATIVO 615,205 529,053

BALANçO PATRIMONIAL CONSOLIDADO

(Em Milhares de Reais)

(5)

DESCRIçÃO 31/12/2014 31/12/2013 VARIAçÃO (%)

A) PATRIMÔNIO SOCIAL – INÍCIO DO EXERCÍCIO 527,335 493,362 7

1. ADIÇÕES 124,743 62,744 99

(+) Contribuições Previdenciais 54,579 37,859 44

(+) Resultado Positivo dos Investimentos – Gestão Previdencial 64,533 19,853 225

(+) Receitas Administrativas 5,274 5,032 5

(+) Resultado Positivo dos Investimentos – Gestão Administrativa 357 – 100

2. DESTINAÇÕES (39,149) (28,771) 36

(-) Benefícios (34,580) (24,138) 43

(-) Despesas Administrativas (4,569) (4,626) (1)

(-) Resultado Negativo dos Investimentos – Gestão Administrativa – (7) (100)

3. ACRÉSCIMO/DECRÉSCIMO NO ATIVO LÍQUIDO (1+2) 85,594 33,973 152

(+/-) Provisões Matemáticas 82,345 34,008 142

(+/-) Superávit/(Déficit) Técnico do Exercício 200 – 100

(+/-) Fundos Previdenciais 1,987 (434) (558)

(+/-) Fundos Administrativos 1,062 399 166

B) PATRIMÔNIO SOCIAL – FINAL DO EXERCÍCIO (A+3) 612,929 527,335 16

DEMONSTRAçãO DA MuTAçãO DO

PATRIMôNIO SOCIAL

(Em Milhares de Reais)

(6)

DEMONSTRAçãO DA MuTAçãO DO ATIvO LÍquIDO

PLANOS BD E CD

(Em Milhares de Reais)

Demonstração da Mutação do Ativo Líquido – Plano BD

DESCRIçÃO 31/12/2014 31/12/2013 VARIAçÃO (%)

A) ATIVO LÍQUIDO – INÍCIO DO EXERCÍCIO 411,586 378,307 9

1. ADIÇÕES 71,827 53,198 35

(+) Contribuições Previdenciais 20,875 19,976 5

(+) Resultado Positivo dos Investimentos – Gestão Previdencial 50,952 33,222 53

2. DESTINAÇÕES (23,486) (19,919) 18

(-) Benefícios (22,974) (19,046) 21

(-) Custeio Administrativo (512) (873) (41)

3. ACRÉSCIMO/DECRÉSCIMO NO ATIVO LÍQUIDO (1+2) 48,341 33,279 45

(+/-) Provisões Matemáticas 48,341 33,279 45

B) ATIVO LÍQUIDO – FINAL DO EXERCÍCIO (A+3) 459,927 411,586 12

C) FUNDOS NÃO PREVIDENCIAIS 649 498 30

(+/-) Fundos Administrativos 649 498 30

Demonstração da Mutação do Ativo Líquido – Plano CD

DESCRIçÃO 31/12/2014 31/12/2013 VARIAçÃO (%)

A) ATIVO LÍQUIDO – INÍCIO DO EXERCÍCIO 114,566 114,271 0

1. ADIÇÕES 52,165 22,547 131

(+) Contribuições Previdenciais 38,584 22,547 71

(+) Resultado Positivo dos Investimentos – Gestão Previdencial 13,581 – 100

2. DESTINAÇÕES (15,974) (22,252) (28)

(-) Benefícios (11,606) (5,092) 128

(-) Resultado Negativo dos Investimentos – Gestão Previdencial – (13,369) 100

(-) Custeio Administrativo (4,368) (3,791) 15

3. ACRÉSCIMO/DECRÉSCIMO NO ATIVO LÍQUIDO (1+2) 36,191 295 12.168

(+/-) Provisões Matemáticas 34,004 729 4.564

(+/-) Fundos Previdenciais 1,987 (434) (558)

(+/-) Superávit/(Déficit) Técnico do Exercício 200 – 100

B) ATIVO LÍQUIDO – FINAL DO EXERCÍCIO (A+3) 150,757 114,566 32

C) FUNDOS NÃO PREVIDENCIAIS 1,596 685 133

(+/-) Fundos Administrativos 1,596 685 133

(7)

DEMONSTRAçãO DO ATIvO LÍquIDO POR

PLANO DE BENEFÍCIOS – BD E CD

(Em Milhares de Reais)

Demonstração do Ativo Líquido por Plano de Benefícios – BD

DESCRIçÃO 31/12/2014 31/12/2013 VARIAçÃO (%) 1. Ativos 461,271 412,685 12 Disponível 15 17 (12) Recebível 2,307 2,091 10 Investimento 458,949 410,577 12 Títulos Públicos 458,949 360,532 27

Créditos privados e depósitos – 119 (100)

Fundos de Investimentos – 49,924 (100)

Outros Realizáveis – 2 (100)

2. Obrigações 695 601 16

Operacional 695 601 16

3. Fundos não Previdenciais 649 498 30

Fundos Administrativos 649 498 30

4. Resultados a Realizar

5. Ativo Líquido (1-2-3-4) 459,927 411,586 12

Provisões Matemáticas 459,927 411,586 12

Demonstração do Ativo Líquido por Plano de Benefícios – CD

DESCRIçÃO 31/12/2014 31/12/2013 VARIAçÃO (%) 1. Ativos 153,409 115,838 32 Disponível 138 20 590 Recebível 6,932 4,429 44 Investimento 146.879 111,389 32 Fundos de Investimentos 146,879 111,389 32 2. Obrigações 1,056 587 80 Operacional 1,056 587 80

3. Fundos não Previdenciais 1,596 685 133

Fundos Administrativos 1,596 685 133 4. Resultados a Realizar 5. Ativo Líquido (1-2-3-4) 150,757 114,566 32 Provisões Matemáticas 147,963 113,959 30 Superávit/Déficit Técnico 200 – 100 Fundos Previdenciais 2,594 607 327

(8)

DEMONSTRAçãO DO PLANO DE

GESTãO ADMINISTRATIvA – CONSOLIDADA

(Em Milhares de Reais)

DESCRIçÃO 31/12/2014 31/12/2013 VARIAçÃO (%)

A) FUNDO ADMINISTRATIVO DO EXERCÍCIO ANTERIOR 1,183 784 51

1. Custeio da Gestão Administrativa 5,631 5,032 12

1.1 Receitas 5,631 5,032 12

Custeio Administrativo da Gestão Previdencial 4,880 4,664 5

Custeio Administrativo dos Investimentos 337 368 (8)

Resultado Positivo dos Investimentos 357 – 100

Outras Receitas 57 – 100 2. Despesas Administrativas (4,569) (4,626) (1) 2.1 Administração Previdencial (4,113) (4,122) (0) Treinamentos/Congressos e Seminários (31) (12) 158 viagens e Estadias – (1) 100 Serviços de Terceiros (3,685) (3,744) (2) Despesas Gerais (397) (274) 45 Outras Despesas – (91) (100)

2.2 Administração dos Investimentos (456) (504) (10)

Serviços de Terceiros (456) (504) (10)

3. Resultado Negativo dos Investimentos (7) 100

4. Sobra/Insuficiência da Gestão Administrativa (1-2-3) 1,062 399 166

5. Constituição/Reversão do Fundo Administrativo (4) 1,062 399 166

B) FUNDO ADMINISTRATIVO DO EXERCÍCIO ATUAL (A+5) 2,245 1,183 90

(9)

DEMONSTRAçãO DO PLANO DE

GESTãO ADMINISTRATIvA – PLANO BD

(Em Milhares de Reais)

DESCRIçÃO 31/12/2014 31/12/2013 VARIAçÃO (%)

A) FUNDO ADMINISTRATIVO DO EXERCÍCIO ANTERIOR 498 137 264

1. Custeio da Gestão Administrativa 891 1,161 (23)

1.1 Receitas 891 1,161 (23)

Custeio Administrativo da Gestão Previdencial 512 873 (41)

Custeio Administrativo dos Investimentos 274 265 3

Resultado Positivo dos Investimentos 98 23 326

Outras Receitas 7 – 100 2. Despesas Administrativas (740) (800) (8) 2.1 Administração Previdencial (454) (520) (13) 2.1.1 Despesas Comuns (364) (423) (14) 2.1.2 Despesas Específicas (90) (97) (7) Despesas Gerais (90) (74) 22 Outras Despesas – (23) 100

2.2 Administração dos Investimentos (286) (280) 2

2.2.1 Despesas Comuns (11) (16) (31)

2.2.2 Despesas Específicas (275) (264) 4

Serviços de Terceiros (275) (264) 4

3. Sobra/Insuficiência da Gestão Administrativa (1-2) 151 361 (58)

4. Constituição/Reversão do Fundo Administrativo (3) 151 361 (58)

B) FUNDO ADMINISTRATIVO DO EXERCÍCIO ATUAL (A+4) 649 498 30

(10)

DESCRIçÃO 31/12/2014 31/12/2013 VARIAçÃO (%)

A) FUNDO ADMINISTRATIVO DO EXERCÍCIO ANTERIOR 685 647 6

1. Custeio da Gestão Administrativa 4,740 3,894 22

1.1 Receitas 4,740 3,894 22

Custeio Administrativo da Gestão Previdencial 4,368 3,791 15

Custeio Administrativo dos Investimentos 63 103 (39)

Resultado Positivo dos Investimentos 259 – 100

Outras Receitas 50 – 100 2. Despesas Administrativas (3,829) (3,826) 0 2.1 Administração Previdencial (3,659) (3,602) 2 2.1.1 Despesas Comuns (3,402) (3,194) 7 2.1.2 Despesas Específicas (257) (408) (37) Serviços de Terceiros (14) (179) (92) Despesas Gerais (243) (161) 51 Outras Despesas – (68) 100

2.2 Administração dos Investimentos (170) (224) (24)

2.2.1 Despesas Comuns (107) (121) (12)

2.2.2 Despesas Específicas (63) (103) (39)

Serviços de Terceiros (63) (103) (39)

3. Resultado Negativo dos Investimentos (30) 100

4. Sobra/Insuficiência da Gestão Administrativa (1-2-3) 911 38 2.297

5. Constituição/Reversão do Fundo Administrativo (4) 911 38 2.297

B) FUNDO ADMINISTRATIVO DO EXERCÍCIO ATUAL (A+4) 1,596 685 133

DEMONSTRAçãO DO PLANO DE

GESTãO ADMINISTRATIvA – PLANO CD

(Em Milhares de Reais)

(11)

DEMONSTRAçãO DAS PROvISõES TéCNICAS DO

PLANO DE BENEFÍCIOS – PLANOS BD E CD

(Em Milhares de Reais)

Demonstração das Provisões Técnicas do Plano de Benefícios – BD

DESCRIçÃO 31/12/2014 31/12/2013 VARIAçÃO (%) Provisões Técnicas (1+2+3+4+5) 460,622 412,187 12 1. Provisões Matemáticas 459,927 411,586 12 1.1 Benefícios Concedidos 385,598 332,651 16 Benefício Definido 385,598 332,651 16 1.2 Benefícios a Conceder 164,381 185,936 (12) Benefício Definido 164,381 185,936 (12)

1.3 (-) Provisões Matemáticas a constituir (90,052) (107,001) (16)

(-) Déficit equacionado (12,503) (12,137) 3

(-) Patrocinador(es) (12,503) (12,137) 3

(-) Por ajustes das Contribuições extraordinárias (77,549) (94,864) (18)

(-) Patrocinador(es) (77,549) (94,864) (18) 2. Equilíbrio Técnico 3. Fundos 4. Exigível Operacional 695 601 16 4.1 Gestão Previdencial 695 601 16 5. Exigível Contingencial

Demonstração das Provisões Técnicas do Plano de Benefícios – CD

DESCRIçÃO 31/12/2014 31/12/2013 VARIAçÃO (%) Provisões Técnicas (1+2+3+4+5) 151,813 115,153 32 1. Provisões Matemáticas 147,963 113,959 30 1.1 Benefícios Concedidos 2,610 1,904 37 Contribuição Definida 2,610 1,904 37 1.2 Benefícios a Conceder 145,353 112,055 30 Contribuição Definida 142,390 109,573 30

Saldo de Contas – Parcela Patrocinadores/Instituidores 74,277 57,968 28

Saldo de Contas – Parcela Participantes 68,113 51,605 32

Benefício Definido 2,963 2,482 19

2. Equilíbrio Técnico 200 100

2.1 Resultados realizados 200 – 100

Superávit Técnico Acumulado 200 – 100

Reserva de Contingência 200 – 100

3. Fundos 2,594 607 327

3.1 Fundos Previdenciais 2,594 607 327

4. Exigível Operacional 1,056 587 80

4.1 Gestão Previdencial 1,056 573 84

4.2 Investimentos – Gestão Previdencial – 14 (100)

5. Exigível Contingencial

(12)

NOTA 1 – CONTEXTO OPERACIONAL

A Sociedade Previdenciária Dupont do Brasil (Duprev) é uma Entidade Fechada de Previdência Complemen-tar, sem fins lucrativos, com personalidade jurídica de direito privado, nos termos do artigo 5o, Item II, da Lei no 6.435, de 15 de julho de 1977, revogada pela Lei Complementar no 109, de 29 de maio de 2001. O funcionamento da Entidade foi autorizado pela Portaria no3.424 do Ministério da Previdência Social – MPS por prazo indeterminado em 08 de março de 1985, possuindo 2 Planos de Benefícios:

Plano Duprev BD – CNPB no 19.850.001-56

• Plano Duprev CD – CNPB no 20.050.009-65

A Entidade possui autonomia administrativa, financeira e patrimonial, tendo por objetivo complementar os Benefí-cios assegurados pela Previdência Social oficial, tendo como Patrocinadoras:

DuPont do Brasil S.A

Axalta Coating Systems Brasil Ltda.

A Duprev possuía em 31 de Julho de 2014 e de 2013 as seguintes quantidades de Participantes:

DESCRIçÃO 31/07/2014 31/07/2013 PLANO BD PLANO CD TOTAL

Ativos(1) 168 2.086 2.254 1.850

Assistidos 224 28 252 233

Autopatrocinados 1 26 27 24

BPD 143 264 407 323

TOTAL 536 2.404 2.940 2.430

(1) Aumento decorrente de novas adesões da Patrocinadora DuPont.

NOTAS ExPLICATIvAS àS

DEMONSTRAçõES CONTáBEIS

(13)

NOTA 2 – APRESENTAçÃO DAS DEMONSTRAçÕES CONTÁBEIS

As Demonstrações Contábeis foram elaboradas de acor-do com as práticas contábeis em vigor no Brasil, apro-vadas pelo Conselho Federal de Contabilidade – CFC, em conformidade com as seguintes normas específicas: Resolução CGPC no 08, de 31 de outubro de 2011; Re-solução CNPC no 12, de 19 de agosto de 2013; Instrução Normativa MPS/SPC no 34, de 24 de setembro de 2009; Instrução SNPC no 05, de 08 de setembro de 2011; Reso-lução PREVIC/DC no 06, de 13 de novembro de 2013; Ins-trução MPS/PREVIC no 15, de 12 de novembro de 2014; Resolução CNPC no 16, de 19 de novembro de 2014; Re-solução CFC no 1.272, de 22 de janeiro de 2010 e quando aplicável, aos pronunciamentos, interpretações e orien-tações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contá-beis – CPC e homologados pelos órgãos reguladores. Essas diretrizes não requerem a divulgação em separado de Ativos e Passivos de curto prazo e de longo prazo, nem a apresentação da Demonstração do Fluxo de Cai-xa. A estrutura da planificação contábil padrão das EFPC reflete o ciclo operacional de longo prazo da sua ativi-dade, de forma que a apresentação de Ativos e Passi-vos, observadas as gestões previdencial, assistencial e administrativa e o fluxo dos investimentos, proporcione informações mais adequadas, confiáveis e relevantes do que a apresentação em circulante e não circulante, em conformidade com o item 63 da NBC T 19.27.

A sistemática introduzida pelos órgãos normativos apre-senta, além das características já descritas, a segrega-ção dos registros contábeis em três gestões distintas (Previdencial, Assistencial e Administrativa) e o Fluxo dos Investimentos, que é comum às Gestões Previden-cial e Administrativa, segundo a natureza e a finalidade das transações.

Os ajustes e eliminações necessários à consolidação das Demonstrações Contábeis foram realizados de acordo com o item 29 do Anexo A da Instrução Normativa MPS/ SPC no 34, de 24 de setembro de 2009. As contas

passí-veis de ajustes e eliminações, entre outras, são “Superá-vit Técnico”, “Déficit Técnico”, “Participação no Plano de Gestão Administrativa” e “Participação no Fundo Admi-nistrativo PGA”. (Nota 11)

NOTA 3 – PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS

As práticas contábeis adotadas estão resumidas em:

a) Ativo Realizável

Gestão Previdencial – Compreende os valores e

direi-tos relativos às Contribuições de Patrocinadores e Par-ticipantes, reconhecidas pelo regime de competência, observando-se o plano de custeio.

Gestão Administrativa – Compreende os valores e

di-reitos relativos ao custeio de despesas administrativas efetuadas pela Patrocinadora, Participantes e outros eventos administrativos.

Investimentos – Os principais critérios de avaliação e

de reconhecimento de receitas são:

I. Títulos Públicos, Créditos Privados, Ações, Fundos de Investimento e Derivativos

Estão registrados pelo valor de custo, acrescido dos rendimentos auferidos de forma pro rata até a data de encerramento do Balanço, sendo classificados na seguinte categoria:

a. Títulos para negociação – Quando adquiridos

com o propósito de serem negociados, indepen-dentemente do prazo a decorrer da data de aquisi-ção, sendo avaliados pelo valor de mercado e seus efeitos reconhecidos no resultado do exercício;

b. Títulos mantidos até o vencimento – Quando a

intenção da administração for manter os referidos títulos em carteira até o vencimento, consideran-do a capacidade financeira da Entidade, os pra-zos mínimos de vencimento e a classificação de risco do título. Estes são avaliados pelo custo de aquisição, acrescido dos rendimentos auferidos.

(14)

A mensuração do valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é efetuada pelo administrador da carteira de recursos, através da obtenção dos preços médios praticados no mercado, os quais são divulgados através das associações de classe e bolsas de valores, aplicado para a data-base das Demonstrações contábeis.

As quotas de fundos de investimento são valorizadas pelo valor da quota informado pelos administradores dos fundos na data do encerramento do balanço. Os Ativos dos fundos de investimento são ajustados ao valor de mercado, em consonância com a regu-lamentação específica aplicável a essas Entidades. As Rendas/Variações Positivas e Deduções/Va-riações Negativas da carteira são apropriadas em contas específicas diretamente vinculadas à moda-lidade de aplicação.

b) Exigível Operacional

São demonstrados os valores conhecidos ou calculá-veis, acrescidos, quando aplicável, dos corresponden-tes encargos e variações monetárias incorridos. São registradas as obrigações decorrentes de pagamento de Benefícios aos Participantes, prestação de serviços por terceiros, obrigações tributárias, provisões de folha de pagamento e respectivos encargos.

c) Exigível Contingencial

São decorrentes de processos judiciais e administra-tivos, inerentes ao curso normal dos negócios, movi-dos por terceiros, ex-funcionários, ex-Participantes e órgãos públicos em ações cíveis, trabalhistas e fiscais. Essas contingências, coerentes com práticas conser-vadora adotadas, são avaliadas por assessores legais e levam em consideração a probabilidade que recur-sos financeiros sejam exigidos para liquidar as obri-gações e que o montante das obriobri-gações possa ser estimado com suficiente segurança. Os valores das contingências são quantificados utilizando-se modelos e critérios que permitam a sua mensuração de forma adequada, apesar da incerteza inerente ao prazo e va-lor, e são classificados como:

Prováveis: para os quais são constituídas provisões;

Possíveis: somente são divulgados sem que sejam

provisionados; e

Remotas: não requerem provisão e divulgação.

No decorrer do exercício, não há processos Ativos ou Passivos contra a Entidade.

d) Plano de Gestão Administrativa – PGA

Os registros das operações administrativas são efetua-dos através do Plano de Gestão Administrativa – PGA, que possui patrimônio próprio segregado dos Planos de Benefícios Previdenciais.

O patrimônio do PGA é constituído pelas receitas (Previdenciais, Investimentos e Diretas) e reembolsos administrativos, deduzidas das despesas comuns e específicas da administração previdencial, e dos in-vestimentos, sendo as sobras ou insuficiências admi-nistrativas alocadas ou revertidas ao Fundo Adminis-trativo. O saldo do Fundo Administrativo é segregado por Plano de Benefício Previdencial, não caracterizan-do obrigações ou direitos aos Patrocinacaracterizan-dores, Partici-pantes e Assistidos dos Planos.

As receitas administrativas da Entidade são debitadas aos Planos Previdenciais em conformidade com o pla-no de custeio vigente.

e) Registro das Adições, Deduções, Receitas, Despesas, Rendas/Variações Positivas e Deduções/Variações Negativas

As Adições e Deduções da Gestão Previdencial, Receitas e Despesas da Gestão Administrativa e as Rendas/Variações Positivas e Deduções/Variações Ne-gativas do Fluxo de Investimento são escrituradas pelo regime contábil de competência de exercícios. As Rendas/Variações Positivas de dividendos, bonifica-ções e juros sobre capital próprio recebidos em dinhei-ro, decorrentes de investimentos em ações, são reco-nhecidas após a publicação da decisão da Assembleia Geral dos Acionistas das empresas investidas.

f) Provisões Matemáticas e Fundos da Gestão Previdencial

São apurados com base em cálculos atuariais, procedidos por atuários contratados pela Entidade e representam os compromissos acumulados no encerramento do exercício, quanto aos Benefícios Concedidos e a Conceder aos Participantes ou seus Beneficiários.

NOTAS ExPLICATIvAS àS DEMONSTRAçõES CONTáBEIS

(cont.)

(15)

g) Estimativas Atuariais e Contábeis

As estimativas atuariais e contábeis foram baseadas em fatores objetivos que refletem a posição em 31 de dezembro de 2013 e 2012, com base no julgamento da administração para determinação dos valores ade-quados a serem registrados nas Demonstrações Con-tábeis. Os itens significativos sujeitos às referidas esti-mativas incluem as Provisões Matemáticas, calculadas atuarialmente por profissional externo.

h) Imposto de Renda

Em 29 de dezembro de 2004 foi sancionada a Lei n°

11.053, que revogou a Medida Provisória n° 2.222, de 04 de setembro de 2001, e introduziu alterações no sistema de tributação dos Planos de Benefícios de caráter previdenciário. Conforme previsto no ar-tigo 5° dessa Lei, a partir de 01 de janeiro de 2005, ficaram dispensados a retenção na fonte e o paga-mento em separado do Imposto de Renda sobre os rendimentos e ganhos auferidos nas aplicações de recursos das provisões, reservas técnicas e fundos de Planos de Benefícios de Entidade de Previdên-cia Complementar;

Em 5 de abril de 2013 foi sancionada a IN no 1.343, que determina que as Entidades Fechadas de Previ-dência Complementar estão desobrigadas de reter

o IRRF sobre os pagamentos a titulo de complemen-tação de aposentadoria, resgates e rateio de patri-mônio, correspondente às Contribuições efetuadas exclusivamente pelo Beneficiário, no período de 1o de janeiro de 1989 a 31 de dezembro de 1995.

i) PIS e COFINS

São as Contribuições calculadas às alíquotas de 0,65% para o PIS e 4% para a COFINS, sobre as recei-tas administrativas (receita bruta excluída, entre outros, dos rendimentos auferidos nas aplicações financeiras destinadas a pagamentos de Benefícios de aposenta-doria, pensão, pecúlio e de resgate).

NOTA 4 – DISPONÍVEL

Registra as disponibilidades existentes em bancos, reco-nhecidas por seus valores em moeda nacional.

DESCRIçÃO 2014 2013

Banco conta movimento 158 45

Banco Itaú-unibanco S/A 158 45

Banco Administradores de Investimentos 7 8

Banco Itaú-unibanco S/A – 8

Banco Bradesco S/A 7 –

(16)

NOTA 7 – REALIZÁVEL – INVESTIMENTOS Composição da Carteira

2014 2013

Investimentos 608.046 522.778

Títulos Públicos 458.949 360.793

Títulos Públicos Federais 458.949 360.793

Notas do Tesouro Nacional 452.464 355.026 Letras Financeiras do Tesouro 6.485 5.767

Créditos Privados e Depósitos 119

Companhias Abertas 119

Debêntures não Conversíveis – 119

Fundos de Investimento 149.097 161.863 Referenciado 2.218 508 Renda Fixa 122.144 82.654 Ações 24.735 21.385 Multimercado – 57.316 Outros Realizáveis 3 Outros Realizáveis – 3

Considerando as disposições da Resolução CGPC no 4/2002, conforme estabelecido em sua Política de In-vestimentos a Entidade classificou os títulos e valores mo-biliários como “Títulos para Negociação” e “Mantidos até o Vencimento”. Não houve reclassificação no período. A Entidade a partir de maio/2014, em linha com as melho-res praticas de gestão de seus Ativos, adequou a com-posição da carteira em modalidades equivalentes aos compromissos atuariais dos Planos de Benefícios. Nessa mesma data passou a oferecer opções de Multiperfis de Investimentos aos seus Participantes, sendo:

Perfil 0 – Alocação de 100% dos recursos no segmento

de Renda Fixa;

Perfil 15 – Alocação de 85% dos recursos no segmento

de Renda Fixa e 15% no segmento composto, que inclui Renda Variável e pode incluir os demais segmentos per-mitidos pela legislação;

Perfil 30 – Alocação de 70% dos recursos no segmento

de Renda Fixa e 30% no segmento composto, que inclui Renda Variável e pode incluir os demais segmentos per-mitidos pela legislação;

Perfil 50 – Alocação de 50% dos recursos no segmento

de Renda Fixa e 50% no segmento composto, que inclui Renda Variável e pode incluir os demais segmentos per-mitidos pela legislação.

NOTA 5 – REALIZÁVEL – GESTÃO PREVIDENCIAL

Registra os valores a receber das Patrocinadoras, dos Participantes e Autopatrocinados relativos às Contribui-ções mensais.

Refere-se a valores de Contribuições Previdenciais nor-mais e extraordinárias mensais devidas pelas Patrocina-doras, Participantes, Autopatrocinados, e as transferências entre Perfis de Investimentos a receber no mês seguinte.

DESCRIçÃO 31/12/2014 31/12/2013 Gestão Previdencial 6.454 5.337 Patrocinadores (1) 4.216 2.896 Participantes (1) 2.008 1.837 Autopatrocinados (1) 5 Outros realizáveis (2) 225 Adiantamentos – 7

Déficit Técnico Contratado – 597

TOTAL 6.454 53

(1) Contribuições a receber no mês seguinte.

(2) Transferências entre Perfis de Investimentos a serem recebidas no mês seguinte.

NOTA 6 – REALIZÁVEL – GESTÃO ADMINISTRATIVA

Registra os valores a receber decorrentes de operações da Gestão Administrativa.

DESCRIçÃO 31/12/2014 31/12/2013

Gestão Administrativa 540 885

Patrocinadores (1) 481 864

Transferência de Recursos do Plano

para o PGA 47 –

Créditos RFB (1) 12 10

Reversão de Recursos para o

Plano de Benefícios – 11

TOTAL 540 885

(1) Contribuições a receber no mês seguinte.

(2) PIS e COFINS recolhidos à maior do período de 2011 a 2013 a serem compensados.

NOTAS ExPLICATIvAS àS DEMONSTRAçõES CONTáBEIS

(cont.)

(17)

a) Composição da carteira do Plano BD

DESCRIçÃO NATuREZA COTAS VENCIMENTO 2014

VALOR DE CuSTO VALOR DE MERCADO

Investimentos 458.949 471.298

Títulos Públicos Federais 458.949 471.298

Títulos mantidos até o vencimento 458.949 471.298

NTN Pública 18.596 15/05/2035 47.495 46.170

NTN Pública 31.898 15/08/2040 78.815 80.190

NTN Pública 31.580 15/05/2045 76.711 78.050

NTN Pública 103.795 15/08/2050 249.443 260.402

LFT Pública 992 07/09/2015 6.485 6.485

A Entidade declara possuir capacidade financeira e intenção de manter até o vencimento os títulos classificados nessa categoria.

b) Composição da carteira do Plano CD

DESCRIçÃO NATuREZA COTAS VENCIMENTO 2014

VALOR DE CuSTO VALOR DE MERCADO

Investimentos

Renda Fixa 122.144 122.144

Duprev FIRF Privada 1.158.474 Sem vencimento 122.144 122.144

Ações 24.735 24.735

ITAÚ vE IB IN FICFIA Privada 2.668.678 Sem vencimento 24.735 24.735

c) Composição da carteira do PGA

DESCRIçÃO NATuREZA COTAS VENCIMENTO 2014

VALOR DE CuSTO VALOR DE MERCADO

Investimentos

Referenciado 2.218 2.218

ITAÚ SOB REF DI LP F Privada 74.030 Sem vencimento 2.218 2.218

d) Perfis de Investimentos – Plano CD

TIPO PERFIL PARTICIPANTES EM 31/12/2014 PATRIMôNIO EM 31/12/2014 RENTABILIDADE (%)

Flex 0 548 26.873 4,90%

Flex 15 1.438 80.614 3,51%

Flex 30 392 29.787 2,52%

Flex 50 175 13.483 0,83%

(18)

NOTAS ExPLICATIvAS àS DEMONSTRAçõES CONTáBEIS

(cont.)

Em 31 de dezembro de 2014 e 2013 (Em Milhares de Reais)

NOTA 8 – EXIGÍVEL OPERACIONAL

DESCRIçÃO 31/12/2014 31/12/2013

Gestão Previdencial 1.751 1.174

Aposentadorias 679 526

Imposto de renda 700 606

Conta Corrente com Patrocinadora 15 15

Contribuições recebidas à maior 86 27

Transferências entre Perfis 224 –

Reversão de recursos para o PGA 47 –

Gestão Administrativa 525 530

Contas a pagar 441 432

Retenções a Recolher 56 98

Tributos a Recolher 25 –

Contribuições recebidas à maior 2 –

Reversão de recursos para o Plano 1 –

Investimentos 14

Transferência de recursos do Plano para o PGA – 14

(19)

NOTA 9 – PATRIMôNIO SOCIAL

a) Hipóteses e métodos atuariais

As principais hipóteses atuariais e econômicas utilizadas na apuração do Patrimônio Social do Plano BD e CD foram:

DESCRIçÃO 2014/2013

PLANO BD PLANO CD

Taxa real anual de juros (1) 5,00% a.a. 4,79% a.a.

Projeção de crescimento real de salário (1) (2) 3,50% a.a. 3,50% a.a.

Projeção de crescimento real de salário de Benefício do INSS (1) 0,00% a.a. 0,00% a.a.

Projeção de crescimento real dos Benefícios do Plano (1) 0,00% a.a. 0,00% a.a.

Fator de determinação do valor real ao longo do tempo (salários) 0,98 0,98 Fator de determinação do valor real ao longo do tempo (Benefícios) 0,98 1,00 Hipótese sobre rotatividade (3) Rotatividade DuPont BD Rotatividade DuPont CD

Tábua de mortalidade geral (4) AT-2000 suavizada, segregada por sexo AT-2000 suavizada, segregada por sexo

Tábua de mortalidade inválidos IAPB 57 IAPB 57

Tábua de entrada em invalidez MERCER DISABILITY MERCER DISABILITY

Composição Familiar

90% dos Participantes Ativos são casados na data do evento, sendo que a diferença

entre homem e mulher é de 4 anos, com dois filhos dependentes. Para os aposentados, considera-se a idade real do

cônjuge sem filhos dependentes.

90% dos Participantes Ativos são casados na data do evento, sendo que a diferença

entre homem e mulher é de 4 anos, com dois filhos dependentes. Para os aposentados, considera-se a composição

familiar real.

Outras hipóteses biométricas utilizadas (5)

Experiência DuPont BD para Ativos, 100% da entrada em aposentadoria nos 55 anos

de idade para Participantes em BDP MERCER RETIREMENT

(1) O indexador do Plano é o INPC do IBGE.

(2) A hipótese adotada de crescimento salarial foi definida pela Patrocinadora levando em consideração a expectativa de reajustes salariais futuros;

(3) DuPont BD, a rotatividade varia de acordo com o tempo de serviço (TS); 0,15/(TS+1) ^0,4. A hipótese de rotatividade adotada foi definida com base na expectativa futura da Patrocinadora sobre desligamentos de Participantes do Plano. Informamos que, será considerado conservadoramente que, ao se desligar do Plano o Participante tem 100% de probabilidade de optar pelo Instituto do Benefício Proporcional Diferido;

DuPont CD, a rotatividade varia de acordo com o tempo de serviço (TS): 0,30/(TS+1) ^0,4; (4) Foi utilizada a tábua AT-2000 suavizada em 10%, segregada por sexo;

(5) A experiência DuPont BD é uma tábua de probabilidades de entrada em aposentadoria: 10% na primeira elegibilidade à aposentadoria antecipada, 20% entre essa data e a data da aposentadoria normal e 100% na data de elegibilidade à aposentadoria normal;

A Mercer Retirement é uma tábua de probabilidade de entrada em aposentadoria: 10 na primeira elegibilidade à aposentadoria antecipada, 20% entre essa data da aposentadoria normal e 100% na data de elegibilidade à aposentadoria normal.

(20)

Para o Plano Duprev BD o método atuarial adotado foi o “Crédito Unitário” para a avaliação de todos os Benefícios. Para o Plano Duprev CD o método atuarial adotado foi o “Capitalização Individual” para a avaliação de todos os Benefícios, exceto o Benefício Mínimo e o Saldo de Conta Projetado para os casos de Invalidez e Morte, que foram avaliados pelo “Método Agregado”.

Informamos que não ocorreram alterações nas hipóteses atuariais e econômicas nem nos métodos atuariais utiliza-dos na presente avaliação, com relação à avaliação atua-rial realizada no exercício de 2013.

Devido ao Déficit apurado no exercício de 2008, a Entida-de efetuará Contribuições extraordinárias Entida-dentro do pra-zo de 12 anos de acordo a Resolução CGPC no 26/2008. A amortização poderá variar entre o mínimo exigido de

NOTAS ExPLICATIvAS àS DEMONSTRAçõES CONTáBEIS

(cont.)

Em 31 de dezembro de 2014 e 2013 (Em Milhares de Reais)

b) Patrimônio de Cobertura do Plano

As Provisões Matemáticas foram determinadas em bases atuariais, segundo cálculos efetuados por atuários con-tratados pela Sociedade Previdenciária Dupont do Brasil (Duprev), e representam os compromissos acumulados no encerramento do exercício, oriundos de Benefícios Concedidos e a Conceder a Participantes, Assistidos e seus Beneficiários.

A movimentação das Provisões Matemáticas durante o exercício de 2014 pode ser resumida como segue:

PLANO DuPREV BD 31/12/2013 CONSTITuIçÃO/ (REVERSÃO) 31/12/2014

Patrimônio de Cobertura de Plano 411.586 48.341 459.927

Provisões Matemáticas 411.586 48.341 459.927

Benefícios Concedidos 332.651 52.947 385.598

Benefício Definido Estruturado em Regime de Capitalização 332.651 52.947 385.598

Benefícios a Conceder 185.936 (21.555) 164.381

Benefício Definido Estruturado em Regime de Capitalização Programada 155.531 (18.284) 137.247 Benefício Definido Estruturado em Regime de Capitalização Não Programada 30.405 (3.271) 27.134 (-) Provisões Matemáticas a Constituir (*) (107.001) 16.949 (90.052)

(-) Déficit Equacionado – Patrocinador(es) (12.137) (366) (12.503)

(-) Por ajuste das Contribuições Extraordinárias (94.864) 17.315 (77.549)

(*) A evolução do saldo do contrato de déficit equacionado do Plano BD foi a seguinte:

DESCRIçÃO 2014 2013

Saldo no início do exercício (107.001) (93.579)

Recebimento da parcela anual 9.613 8.690

Atualização (12.550) (22.112)

Repactuação 19.886

SALDO NO FINAL DO EXERCÍCIO (90.052) (107.001)

21,86% da folha de salário de participação do Plano Duprev BD e o máximo de Contribuições no montante de R$ 90.052, valor estimado para integralização da Provi-são Matemática a Constituir na data da avaliação.

(21)

PLANO DuPREV CD 31/12/2013 CONSTITuIçÃO/ (REVERSÃO) 31/12/2014

Patrimônio de Cobertura de Plano 113.959 34.204 148.163

Provisões Matemáticas 113.959 34.004 147.963

Benefícios Concedidos 1.904 706 2.610

Contribuição Definida 1.904 706 2.610

Benefícios a Conceder 112.055 33.298 145.353

Contribuição Definida 109.573 32.817 142.390

Benefício Definido Estruturado em Regime de Capitalização Programada 273 (273) – Benefício Definido Estruturado em Regime de Capitalização Não Programada 2.209 754 2.963

Equilíbrio Técnico 200 200

Resultados Realizados 200 200

Superávit Ténico Acumulado – 200 –

Reserva de Contingência(*) 200 200

(*) O superávit apresentado refere-se à Patrocinadora Axalta Coating Brasil Ltda em função do patrimônio de cobertura do Plano ser superior ao valor presente dos compromissos futuros, sendo este resultado, portanto, conjuntural.

c) Fundos

Fundos Previdenciais – Composto pelas parcelas de

contribuição das Patrocinadoras que não foram utiliza-das para o pagamento de Benefícios em função utiliza-das condições de elegibilidade e tipo de Benefício pago ao Participante no momento de seu desligamento. Os va-lores serão utilizados pelas Patrocinadoras para efetuar as Contribuições/aportes em nome dos Participantes, conforme estabelecido no Regulamento do Plano.

Fundos Administrativos – Constituídos com recursos

das Patrocinadoras e comissão de seguros excedentes às despesas administrativas dos Planos, destinando-se ao custeio das despesas Previdenciais da Gestão Ad-ministrativa. A Entidade deve obrigatoriamente possuir recursos nesta conta, no mínimo, equivalentes ao saldo registrado no Ativo Permanente.

DESCRIçÃO SALDOS EM 31/12/2013 REMuNERAçÃO CONSTITuIçÃO SALDOS EM 31/12/2014

Fundos Previdenciais 607 187 1.800 2.594

Plano CD 607 187 1.800 2.594

Fundos Administrativos 1.183 357 705 2.245

Plano BD 498 98 53 649

Plano CD 685 259 652 1.596

NOTA 10 – PARTES RELACIONADAS

As partes relacionadas da Entidade podem ser assim consideradas: os Participantes, as Patrocinadoras; e seus administradores, compostos pelos Membros do Conselho Deliberativo e Diretoria Executiva, assim como pelos membros do Conselho Fiscal da Entidade, cujas atribuições e responsabilidades estão definidas no Esta-tuto Social da Entidade.

No exercício findo em 31 de dezembro de 2014, não hou-ve operações com as partes relacionadas acima, além das operações já divulgadas anteriormente (Contribui-ções de Participantes e Patrocinadoras e pagamentos de Benefícios).

(22)

bro de 2009, efetua alterações no prazo de entrega dos balancetes obrigatórios enviados à Superintendência Na-cional de Previdência Complementar – PREVIC por meio do sistema de captação de dados disponível na página eletrônica do Ministério da Previdência Social.

A partir de 1o janeiro de 2015 o envio dos balancetes dos Planos de Benefícios, Plano de Gestão Administrativa e Consolidado serão realizados mensalmente até o ultimo dia do mês subsequente ao mês de referência, conforme Art. 4o – II.

c) Resolução CNPC no 16, de 19 de novembro de 2014

A Resolução CNPC no 16, de 19 de novembro de 2014, que altera a Resolução no 26, de 29 de setembro de 2008, do Conselho de Gestão da Previdência Complementar, que dispõe sobre as condições e os procedimentos a serem observados pelas Entidades Fechadas de Previ-dência Complementar na apuração do resultado, na des-tinação e utilização de superávit e no equacionamento de déficit dos Planos de Benefícios de caráter previdenciá-rio que administram, e altera a Resolução no 8, de 31 de outubro de 2011, do Conselho Nacional de Previdência Complementar, que dispõe sobre os procedimentos con-tábeis das Entidades Fechadas de Previdência Comple-mentar, produzindo efeitos de forma facultativa e a critério das EFPC para o exercício de 2014 e de forma obrigatória a partir de 1o de janeiro de 2015.

NOTAS ExPLICATIvAS àS DEMONSTRAçõES CONTáBEIS

(cont.)

Em 31 de dezembro de 2014 e 2013 (Em Milhares de Reais)

NOTA 11 – AJuSTES E ELIMINAçÕES NA CONSOLIDAçÃO DAS DEMONSTRAçÕES CONTÁBEIS DESCRIçÃO 2014 2013 Participação no Plano de Gestão Administrativa 2.245 1.183 Plano BD 649 498 Plano CD 1.596 685

Participação no Fundo Administrativo

PGA 2.245 1.183

Plano BD 649 498

Plano CD 1.596 685

NOTA 12 – INFORMAçÕES COMPLEMENTARES

a) Resolução PREVIC/DC no 6, de 13 de novembro

de 2013 e Instrução PREVIC no 01, de 12 de abril

de 2013

A Resolução PREVIC/DC no 6, de 13 de novembro de 2013, que altera a Instrução MPS/SPC no 34, de 24 de setembro de 2009 e a Instrução PREVIC no 01, de 12 de abril de 2013, efetua alterações na Planificação Contá-bil Padrão que produziu efeitos a partir de 1o de janeiro de 2014.

b) Instrução PREVIC no 15, de 12 de novembro de 2014

A Instrução PREVIC no 15, de 12 de novembro de 2014, que altera a Instrução MPS/SPC no 34, de 24 de

(23)

setem-RELATóRIO DOS AuDITORES INDEPENDENTES

Em 31 de dezembro de 2014

Aos Administradores, Participantes e Patrocinadoras Sociedade Previdenciária Dupont do Brasil

Examinamos as Demonstrações Contábeis da Sociedade Previdenciária Dupont do Brasil(“Entidade”), que com-preendem o balanço patrimonial consolidado em 31 de dezembro de 2014 e as respectivas demonstrações con-solidadas das mutações do patrimônio social e do Plano de Gestão Administrativa, bem como as demonstrações individuais por Plano de Benefício que compreendem a demonstração do Ativo líquido, da mutação do Ativo lí-quido, do Plano de Gestão Administrativa e das provisões técnicas do Plano para o exercício findo nessa data, as-sim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas.

Responsabilidade da administração sobre as Demonstrações Contábeis

A administração da Entidade é responsável pela elabo-ração e adequada apresentação dessas Demonstrações Contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às Entidades reguladas pelo Conse-lho Nacional de Previdência Complementar (CNPC), e pelos controles internos que ela determinou como ne-cessários para permitir a elaboração de Demonstrações Contábeis livres de distorção relevante, independente-mente se causada por fraude ou por erro.

Responsabilidade dos auditores independentes

Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião so-bre essas Demonstrações Contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasilei-ras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelo auditor e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as Demonstrações Con-tábeis estão livres de distorção relevante.

Uma auditoria envolve a execução de procedimentos se-lecionados para obtenção de evidência a respeito dos

valores e das divulgações apresentados nas Demonstra-ções Contábeis por Plano de Benefício. Os procedimen-tos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas Demonstrações Contábeis, independentemente se causada por fraude ou por erro.Nessa avaliação de ris-cos, o auditor considera os controles internos relevan-tes para a elaboração e adequada apresentação das Demonstrações Contábeis da Entidade para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas cir-cunstâncias, mas não para expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Entidade. Uma auditoria inclui também a avaliação da adequação das políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das esti-mativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das Demonstrações Contá-beis tomadas em conjunto.

Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é sufi-ciente e apropriada para fundamentar nossa opinião.

Opinião

Em nossa opinião, as Demonstrações Contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os as-pectos relevantes, a posição patrimonial e financeira con-solidada da Sociedade Previdenciária Dupont do Brasile individual por Plano de Benefício em 31 de dezembro de 2014 e o desempenho consolidado e por Plano de Benefí-cio de suas operações para o exercíBenefí-cio findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às Entidades reguladas pelo Conselho Nacio-nal de Previdência Complementar (CNPC).

São Paulo, 20 de março de 2015

PricewaterhouseCoopers

Auditores Independentes CRC 2SP000160/O-5

Adriano Formosinho Correia

Contador

(24)

PARECER ATuARIAL – PLANO BD

19 de março de 2015

1. INTRODUÇÃO

Na qualidade de atuários responsáveis pela avaliação atuarial do Plano Duprev BD administrado pela Socieda-de PreviSocieda-denciária DuPont do Brasil, apresentamos nosso parecer sobre a situação atuarial do citado Plano referen-te à Patrocinadora DuPont do Brasil S.A. da Entidade em 31 de dezembro de 2014.

2. PeRfIl DOs PaRTIcIPaNTes

A data base dos dados individuais relativos aos Partici-pantes Ativos, Assistidos e Beneficiários utilizados no pre-sente estudo foi 31/07/2014.

Qualidade da Base Cadastral

Os dados individuais foram fornecidos pela Sociedade Previdenciária DuPont do Brasil à Mercer que, após a re-alização de testes apropriados e devidos acertos efetua-dos em conjunto com a Entidade, considerou-os adequa-dos para fins desta avaliação atuarial.

A análise efetuada pela Mercer na base cadastral utilizada para a avaliação atuarial objetiva, única e exclusivamen-te, a identificação e correção de eventuais distorções na base de dados, não se inferindo dessa análise a garantia de que a totalidade das distorções foram detectadas e sanadas, permanecendo, em qualquer hipótese, com a Sociedade Previdenciária DuPont do Brasil a responsa-bilidade plena por eventuais imprecisões existentes na base cadastral.

As principais características do grupo avaliado, na data base dos dados, estão resumidas nas tabelas a seguir:

PARTICIPANTES ATIVOS

Número 168

Idade Média(anos) 48,0

Tempo de Serviço na Patrocinadora Médio (anos) 22,6 Tempo Médio de Contribuição (anos) 21,2 Tempo Médio para a Aposentadoria (anos) 12,1 Salário Mensal Médio (R$) 20.444,29 Folha Anual de Salários (R$) 12x – 41.215.668,64

PARTICIPANTES AuTOPATROCINADOS

Número 1

Idade Média(anos) 40,1

Tempo de Serviço na Patrocinadora Médio (anos) 14,3 Tempo Médio de Contribuição (anos) 14,3 Tempo Médio para a Aposentadoria (anos) 19,9 Salário Mensal Médio (R$) 15.884,70 Folha Anual de Salários (R$) 12x – 190.616,40

PARTICIPANTES EM BENEFÍCIO PROPORCIONAL DIFERIDO

Número 143

Idade Média(anos) 48,5

Benefício Mensal Médio (R$) (1) 3.518,38

(1) Os valores de Benefícios estão posicionados em 60 anos.

PARTICIPANTES ASSISTIDOS E BENEFICIÁRIOS

Aposentados

Número 205

Idade Média(anos) 65,3

Benefício Mensal Médio (R$) 8.103,95

Aposentados Inválidos

Número 3

Idade Média(anos) 61,6

Benefício Mensal Médio (R$) 8.671,67

Beneficiários

Número 16

Idade Média(anos) 70,6

Benefício Mensal Médio (R$) 5.969,05

Total

Número 224

Idade Média(anos) 65,6

Benefício Mensal Médio (R$) 7.959,06 Salientamos que para a definição do número de Benefi-ciários foi considerado o grupo familiar de cada ex-Par-ticipante, de tal forma que viúva e filhos de um mesmo ex-Participante correspondessem a um pensionista.

(25)

Para esse fim, são feitas projeções de longo prazo, admitindo-se um conjunto de hipóteses atuariais que represente de forma realista as expectativas com re-lação à experiência futura do Plano. Essas hipóteses incluem aquelas de caráter econômico (retorno de in-vestimento, taxa de crescimento salarial, taxa de rea-juste dos Benefícios e níveis de Benefícios do INSS) e também as de caráter biométrico (taxas de mortalida-de, invalidez e rotatividamortalida-de, idade de aposentadoria, estado civil e dependentes).

A seguir descreveremos o conjunto das principais hipó-teses atuariais e econômicas utilizadas na apuração das Provisões Matemáticas desta avaliação atuarial.

Os valores monetários apresentados correspondem a va-lores nominais posicionados em 31/07/2014. Na avaliação atuarial esses valores foram projetados para 31/12/2014, refletindo o conceito de pico e capacidade.

3. HIPóTeses e MéTODOs aTUaRIaIs UTIlIzaDOs

Uma avaliação atuarial é um estudo que tem por objeti-vo principal estimar, na data do cálculo, o custo a longo prazo de um determinado Plano de Benefícios, devendo incluir os valores esperados relativos tanto aos Participan-tes já recebendo Benefícios quanto àqueles que ainda completarão as condições exigidas para tal.

Taxa real anual de juros (1) 5,00% a.a.

Projeção de crescimento real de salário (1) (2) 3,50% a.a.

Projeção de crescimento real do maior salário de Benefício do INSS (1) 0,00% a.a.

Projeção de crescimento real dos Benefícios do Plano (1) 0,00% a.a.

Fator de capacidade para os salários 0,98 Fator de capacidade para os Benefícios 0,98

Hipótese sobre rotatividade (3) Rotatividade DuPont BD

Tábua de mortalidade geral (4) AT-2000 suavizada, segregada por sexo

Tábua de mortalidade de inválidos IAPB-57 Tábua de entrada em invalidez Mercer Disability

Composição Familiar 90% dos Participantes Ativos são casados na data do evento, sendo que a diferença entre homem e mulher é de 4 anos, com dois filhos dependentes. Para os aposentados considera-se a idade real do cônjuge sem filhos dependentes. Outras hipóteses biométricas utilizadas (5)

- Experiência DuPont BD para Ativos

- 100% da entrada em aposentadoria nos 55 anos de idade para Participantes em Benefício Proporcional Diferido

(1) O indexador utilizado é o INPC do IBGE.

(2) A hipótese adotada de crescimento salarial foi definida pela Patrocinadora levando em consideração a expectativa média de reajustes salariais futuros. (3) Pela tábua da DuPont BD, a rotatividade varia de acordo com o tempo de serviço (TS): 0,15/ (TS+1)^0,4. A hipótese de rotatividade adotada foi definida com

base na expectativa futura da Patrocinadora sobre desligamentos de Participantes do Plano. Informamos que, será considerado conservadoramente que, ao se desligar do Plano o Participante tem 100% de probabilidade de optar pelo Instituto do Benefício Proporcional Diferido.

(4) Foi utilizada a tábua AT-2000 suavizada em 10%, segregada por sexo.

(5) A Experiência DuPont BD é uma tábua de probabilidades de entrada em aposentadoria: 10% na primeira elegibilidade à aposentadoria antecipada, 20% entre essa data e a data da aposentadoria normal e 100% na data de elegibilidade à aposentadoria normal

(26)

Principais Riscos Atuariais

Os principais riscos atuariais do Plano estão concentra-dos na rentabilidade futura e na sobrevivência. No entan-to, todas as hipóteses atuariais adotadas afetam os va-lores das Provisões Matemáticas, já que se trata de um plano estruturado na modalidade de Benefício definido. As hipóteses atuariais utilizadas na presente avaliação atuarial foram fundamentadas por meio de documenta-ção encaminhada pela Patrocinadora e por estudos es-pecíficos realizados em 2014, que tomaram como base a população existente nos Planos administrados pela Duprev e também informações do mercado em geral. O detalhamento dos estudos, conforme previsto no item 1.2 da Resolução CGPC no 18/2006, encontra-se arqui-vado na Duprev.

Os estudos efetuados, concluíram que a taxa interna de retorno do fluxo de caixa (recebimentos dos investimen-tos e pagameninvestimen-tos de Benefícios), considerando as

pre-missas de retorno para Renda Fixa e Renda Variável e com base na carteira atual, é de 6,27%.

Embora exista fundamentação para adoção de taxa real anual de juros em patamares superiores, de forma con-servadora, a Entidade decidiu pela manutenção da taxa anual real de juros em 5,0% ao ano. Assim sendo, conclu-ímos que a taxa adotada para avaliação atuarial de 2014 está compatível com o a taxa de retorno real dos recursos garantidores apontada nos estudos, e com os limites má-ximos previstos na legislação.

Esclarecemos que a Entidade optou por não aderir às Resoluções no 15/2014 e no 16/2014 no encerramento do exercício de 2014, conforme faculdade prevista nas refe-ridas normas.

Adequação dos Métodos de Financiamento

O método atuarial adotado foi o Crédito Unitário para a avaliação de todos os Benefícios do Plano Duprev BD. Informamos que não ocorreram alterações nas hipóteses atuariais e econômicas nem nos métodos atuariais utiliza-dos na presente avaliação, com relação à avaliação atua-rial realizada no exercício de 2013.

Esta avaliação atuarial foi elaborada com base em hipóte-ses e métodos atuariais geralmente aceitos, respeitando-se a legislação vigente, as características da massa de Participantes e o Regulamento do Plano Duprev BD. Em nossa opinião, as hipóteses e métodos utilizados nes-ta avaliação atuarial são apropriados e atendem à Reso-lução CGPC no 18/2006, alterada pela Resolução CNPC 09/2012, que estabelece os parâmetros técnico-atuariais para estruturação de Plano de Benefícios de Entidades Fechadas de Previdência Complementar.

4. POsIÇÃO Das PROvIsões MaTeMáTIcas

Certificamos que, de acordo com o Plano de Contas em vigor, a composição das Provisões Matemáticas em 31 de dezembro de 2014 é a apresentada no quadro a seguir. O Equilíbrio Técnico do Plano foi determinado com base nas Provisões Matemáticas certificadas e nos va-lores do Patrimônio Social e dos Fundos Previdenciais, Administrativos e de Investimentos fornecidos pela So-ciedade Previdenciária DuPont do Brasil posicionados em 31/12/2014.

PARECER ATuARIAL – PLANO BD

(cont.)

(27)

CONTA NOME R$

2.3.0.0.00.00.00 PATRIMôNIO SOCIAL 460.575.791,25

2.3.1.0.00.00.00 PATRIMôNIO DE COBERTuRA DO PLANO 459.927.151,10

2.3.1.1.00.00.00 PROvISõES MATEMáTICAS 459.927.151,10

2.3.1.1.01.00.00 BENEFÍCIOS CONCEDIDOS 385.598.008,00

2.3.1.1.01.01.00 Contribuição Definida 0,00

2.3.1.1.01.01.01 Saldo de Conta dos Assistidos 0,00

2.3.1.1.01.02.00 Benefício Definido Estruturado em Regime de Capitalização 385.598.008,00 2.3.1.1.01.02.01 valor Atual dos Benefícios Futuros Programados – Assistidos 368.998.733,00 2.3.1.1.01.02.02 valor Atual dos Benefícios Futuros Não Programados – Assistidos 16.599.275,00

2.3.1.1.02.00.00 BENEFÍCIOS A CONCEDER 164.380.805,00

2.3.1.1.02.01.00 Contribuição Definida 0,00

2.3.1.1.02.01.01 Saldo de Contas – Parcela Patrocinador(es)/Instituidor(es) 0,00

2.3.1.1.02.01.02 Saldo de Contas – Parcela Participantes 0,00

2.3.1.1.02.02.00 Benefício Definido Estruturado em Regime de Capitalização Programado 137.246.750,00 2.3.1.1.02.02.01 valor Atual dos Benefícios Futuros Programados 213.290.769,00 2.3.1.1.02.02.02 (-) valor Atual das Contribuições Futuras dos Patrocinadores 76.044.019,00 2.3.1.1.02.02.03 (-) valor Atual das Contribuições Futuras dos Participantes 0,00 2.3.1.1.02.03.00 Benefício Definido Estruturado em Regime de Capitalização Não Programado 27.134.055,00 2.3.1.1.02.03.01 valor Atual dos Benefícios Futuros Não Programados 41.015.117,00 2.3.1.1.02.03.02 (-) valor Atual das Contribuições Futuras dos Patrocinadores 13.881.062,00 2.3.1.1.02.03.03 (-) valor Atual das Contribuições Futuras dos Participantes 0,00 2.3.1.1.03.00.00 (-) PROvISõES MATEMáTICAS A CONSTITuIR 90.051.661,90

2.3.1.1.03.01.00 (-) Serviço Passado 0,00 2.3.1.1.03.01.01 (-) Patrocinador(es) 0,00 2.3.1.1.03.01.02 (-) Participantes 0,00 2.3.1.1.03.02.00 (-) Déficit Equacionado 12.503.243,73 2.3.1.1.03.02.01 (-) Patrocinador(es) 12.503.243,73 2.3.1.1.03.02.02 (-) Participantes 0,00 2.3.1.1.03.02.03 (-) Assistidos 0,00

2.3.1.1.03.03.00 (+/-) Por Ajustes das Contribuições Extraordinárias 77.548.418,17

2.3.1.1.03.03.01 (+/-) Patrocinador(es) 77.548.418,17

2.3.1.1.03.03.02 (+/-) Participantes 0,00

2.3.1.1.03.03.03 (+/-) Assistidos 0,00

2.3.1.2.00.00.00 EquILÍBRIO TéCNICO 0,00

2.3.1.2.01.00.00 RESuLTADOS REALIZADOS 0,00

2.3.1.2.01.01.00 Superávit Técnico Acumulado 0,00

2.3.1.2.01.01.01 Reserva de Contingência 0,00

2.3.1.2.01.01.02 Reserva Especial para Revisão de Plano 0,00

2.3.1.2.01.02.00 (-) Déficit Técnico Acumulado 0,00

2.3.1.2.02.00.00 RESuLTADOS A REALIZAR 0,00

2.3.2.0.00.00.00 FuNDOS 648.640,15

2.3.2.1.00.00.00 FuNDOS PREvIDENCIAIS 0,00

2.3.2.1.01.00.00 REvERSãO DE SALDO POR ExIGÊNCIA REGuLAMENTAR 0,00

2.3.2.1.02.00.00 REvISãO DE PLANO 0,00

2.3.2.1.03.00.00 OuTROS – PREvISTO EM NOTA TéCNICA ATuARIAL 0,00

2.3.2.2.00.00.00 FuNDOS ADMINISTRATIvOS 648.640,15

(28)

Os valores das Provisões Matemáticas apresentados aci-ma foram obtidos considerando-se o Regulamento do Plano Duprev BD vigente em 31 de dezembro de 2014, Plano este que se encontra em extinção.

Não houve alteração regulamentar que gere impacto ou afetação no resultado do Plano Duprev BD no exercí-cio de 2014.

Observamos que a Mercer não efetuou qualquer análise sobre a qualidade dos Ativos que compõem o Patrimônio Social do Plano de Benefícios ora avaliado, tendo se ba-seado na informação fornecida pela Sociedade Previden-ciária DuPont do Brasil.

Em relação à estruturação das Provisões observamos ain-da o que se segue:

a) No caso de aposentadoria concedida, a provisão refe-rente à reversão de aposentadoria normal em pensão por morte foi registrada na conta 2.3.1.1.01.02.01 (valor atual dos Benefícios futuros programados – Assistidos) e a provisão referente à reversão de aposentadoria por invalidez em pensão por morte foi registrada na conta 2.3.1.1.01.02.02 (valor atual dos Benefícios futuros não programados – Assistidos).

b) A provisão da pensão por morte já concedida foi regis-trada na conta 2.3.1.1.01.02.02 (valor atual dos Benefí-cios futuros não programados – Assistidos).

c) A provisão referente a futura reversão de aposentado-ria normal em pensão por morte foi registrada na conta 2.3.1.1.02.02.01 (valor atual dos Benefícios futuros pro-gramados).

d) A provisão referente a futura reversão da aposentado-ria por invalidez em pensão por morte foi registrada na conta 2.3.1.1.02.03.01 (valor atual dos Benefícios futuros não programados).

e) A provisão referente a pensão por morte foi registrada na conta 2.3.1.1.02.03.01 (valor atual dos Benefícios futuros não programados).

Variação nas Provisões Matemáticas

Foi apurada uma redução nas Provisões Matemáticas reavalidas em 31/12/2014. Destacam-se a diminuição na quantidade dos Participantes Ativos e o crescimento real do Salário Real de Benefício abaixo da expectativa proje-tada como os principais fatores redutores do compromis-so do Plano.

Natureza do Resultado

Os principais fatores que levaram a redução do déficit foram os seguintes:

Rentabilidade de 11,73% em 2014, portanto superior à

meta atuarial que foi de 11,54%;

Crescimento do Salário Real de Benefício, o qual

con-forme mencionado acima ficou abaixo da expectativa e representou um ganho de R$ 22.632.000,00.

O déficit apurado no exercício continuará sendo equacio-nado por meio de Contribuições extraordinárias ao Plano, conforme apresentado no plano de custeio desse Parecer Atuarial.

Variação do Resultado

O Plano permanece em equilíbrio técnico atuarial, com a remensuração do déficit apurado em 31/12/2014 e seu plano de equacionamento.

Evolução dos Custos

Com relação ao custeio normal do Plano, houve uma re-dução nos custos normais projetados para o exercício de 2015 quando comparados aos projetados para o exercí-cio de 2014, devido à redução de 10% na quantidade de Participantes Ativos e Autopatrocinados do Plano, pas-sando de 191 em 2013 para 169 em 2014.

Por sua vez, no custeio para a cobertura do déficit encon-trado, foi observada uma redução no valor da contribuição amortizante acompanhando a redução do déficit, con-forme apurado em 31/12/2014 e descrito neste parecer.

PARECER ATuARIAL – PLANO BD

(cont.)

(29)

Contribuições

Certificamos que, de acordo com a legislação vigente, a Patrocinadora deverá efetuar Contribuições para o Plano Duprev BD com base nos seguintes níveis:

Patrocinadora

DESCRIçÃO CONTRIBuIçÃO EM % DA FOLHA DE SALÁRIO DE PARTICIPAçÃO CONTRIBuIçÃO EM R$ DE 31/12/2014

Contribuição Normal 24,39% 10.049.510

Contribuição Extraordinária 23,68%5 9.760.728

Déficit Equacionado 3,65% 1.505.252

Déficit Equacionado 20,03% 8.255.476

Os pagamentos correspondentes à amortização poderão variar entre o mínimo exigido de 23,68% da folha de sa-lário de participação dos Participantes Ativos e o máximo de R$ 90.051.661,90, valor para integralização das Provi-sões Matemáticas a Constituir na data da avaliação. Esclarecemos que o prazo adotado para amortização da subconta Déficit Equacionado corresponde a 11 anos e é o prazo remanescente daquele que vinha sendo adotado nas avaliações anteriores. Esse prazo está sendo manti-do, pois é inferior ao prazo estipulado nos ítens 10 e 11 do Anexo à Resolução CGPC no 18/2006, proporcionan-do, desta forma, a aceleração da capitalização do Plano.

Despesas Administrativas

Adicionalmente aos custos apresentados, as despesas administrativas serão pagas ao longo do ano conforme previsto no Orçamento Geral da Entidade para 2015.

Participantes Autopatrocinados

Os Participantes Autopatrocinados deverão efetuar Con-tribuições normais calculadas individualmente conforme a Nota Técnica do Plano incluindo as Contribuições para o custeio das despesas administrativas.

Participantes em Benefício Proporcional Diferido

Os Participantes em Benefício Proporcional Diferido não deverão efetuar Contribuições para cobertura das despe-sas administrativas.

O plano de custeio apresentado neste Parecer passa a vigorar a partir de 1o de abril de 2014.

(30)

5. PlaNO De cUsTeIO PaRa O exeRcícIO De 2015

Custos

O método atuarial Crédito Unitário, adotado para a apuração dos compromissos deste Plano, prevê o redimensionamen-to periódico do plano de custeio, conforme descriredimensionamen-to a seguir:

DESCRIçÃO CuSTO EM % DA FOLHA DE SALÁRIO

DE PARTICIPAçÃO CuSTO EM R$ DE 31/12/2014

Aposentadorias 18,98% 7.822.426

Invalidez 1,02% 420.910

Pensão por Morte 0,52% 212.393

Desligamento 3,87% 1.593.781

Total de Benefícios 24,39% 10.049.510

Amortização do Déficit 23,68% 9.760.728

- Déficit Equacionado 3,65% 1.505.252

- Por Ajuste das Ctb.

Extraordinárias 20,03% 8.255.476

Total 48,07% 19.810.238

PARECER ATuARIAL – PLANO BD

(cont.)

19 de março de 2015

Os valores monetários apresentados correspondem a valores nominais estimados em 31/12/2014. Ressaltamos que durante o ano de 2015, os valores de contribuição em Reais poderão apresentar variações em função de au-mento ou redução da folha de participação.

6. cONclUsÃO

Certificamos que o Plano Duprev BD da Sociedade Pre-videnciária DuPont do Brasil está equilibrado após o equacionamento do déficit apurado em 31/12/2014, de-pendendo apenas do pagamento das Contribuições pre-vistas no plano de custeio, da observação da realização das premissas atuariais e do retorno dos investimentos para que a referida situação permaneça.

São Paulo, 19 de março de 2015

Mercer Human Resource Consulting Ltda. Luciana Corrêa Dalcanale

MIBA no 973

Raphael Amantea Prado

MIBA no 2.190

Tiago Tadeu Montini Calçada

Referências

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