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A IMPORTÂNCIA DA AUDITORIA INTERNA NAS
EMPRESAS
Sertãozinho 2018
Sertãozinho 2019
Sertãozinho 2019
A IMPORTÂNCIA DA AUDITORIA INTERNA NAS
EMPRESAS
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Anhanguera Educacional Participações S.A, como requisito parcial para a obtenção do título de graduado em Ciências Contábeis.
Orientadora: Vilma Rezende.
JENNIFER OL
JENNIFER OLIVEIRA SUDLÉ
A IMPORTÂNCIA DA AUDITORIA INTERNA NAS EMPRESAS
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Anhanguera Educacional Participações S.A, como requisito parcial para a obtenção do título de graduado em Ciências Contábeis.
BANCA EXAMINADORA
Prof. Esp. Wagner Marcelo Bombonato
Prof.ª M.a Adriana Paula Almeida Lavagnini
Prof. M.a Léia Fernandes Parentelli
O que pode ser medido, pode ser melhorado.
AGRADECIMENTOS
A Deus criador de todas as coisas. Aos meus pais pelo dom da vida;
A minha orientadora Profa. Vilma Rezende pelas horas dedicadas para correção do trabalho.
SUDLÉ, Jeniffer, Oliveira. A importância da auditoria interna nas empresas. 2019. Trinta e uma fls. Trabalho de conclusão de curso de Ciências Contábeis. Anhanguera Educacional, Sertãozinho, 2019.
RESUMO
Para o desenvolvimento do presente trabalho, definiu-se como objetivo geral identificar a importância da auditoria interna para as empresas, para que no decorrer do seu desenvolvimento fosse respondido o seguinte questionamento: Qual a importância da auditoria interna para as empresas? Para tanto escolheu-se como metodologia a revisão de literatura com abordagem qualitativa e interpretativa, baseada em obras de autores da área de contabilidade, auditoria e administração, como, Attie (2006), Crepaldi (2013), Sá (1994), Jund (2006) e Almeida (1996), entre outros, além teses, monografias e publicados em de internet. Os assuntos abordados acerca do tema, permitiram responder o questionamento proposto, a auditoria interna e externas são fundamentas para as empresas. Quanto a interna é importante a medida que gestores e funcionários estejam comprometidos com o desenvolvimento das atividades dos auditores internos, visando a qualidade dos processos e adequação dos recursos humanos aos seus devidos cargos, para assim gerar produtos e serviços com a qualidade almejada pelos consumidores.
SUDLÉ, Jennifer, Oliveira. The importance of internal audit in companies. 2019. Thirty one. Conclusion Course of Engineering Course – Faculdade Anhanguera Educational, Ribeirão Preto, 2019.
ABSTRACT
For the development of this work, it was defined as a general objective to identify the importance of internal audit for companies, so that during its development the following question was answered: What is the importance of internal audit for companies? To this end, a literature review with a qualitative and interpretative approach, based on works by authors from the accounting, auditing and administration areas, such as Attie (2006), Crepaldi (2013), Sá (1994), Jund ( 2006) and Almeida (1996), among others, besides theses, monographs and published in internet. The subjects approached on the subject, allowed to answer the proposed question, the internal and external audit are fundamental for the companies. As for the internal is important as managers and employees are committed to the development of the activities of internal auditors, aiming at the quality of processes and adequacy of human resources to their proper positions, thus generating products and services with the quality desired by consumers.
LISTA DE FIGURAS
Figura 1 – Organograma Estrutura funcional de uma empresa...16 Figura 2 – Organograma Setorial do Órgão de auditoria...21
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO ... 13
2 CONTEXTO E CONCEITO DE AUDITORIA INTERNA E EXTERNA ... 14
2.1AUDITORIAINTERNAEEXTERNA ... 16
3 A RELAÇÃO DA AUDITORIA INTERNA COM A CONTABILIDADE ... 18
3.1PROCEDIMENTODEAUDITORIAINTERNANACONTABILIDADE... 20
4 FUNÇÕES DA AUDITORIA INTERNA NAS EMPRESAS ... 24
4.1PONTOSPOSITIVOSENEGATIVOSDAAUDITORIAINTERNA ... 27
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS ... 29
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1 INTRODUÇÃO
Com o advento da Revolução Industrial, as empresas foram se tornando mais complexas e exigindo dos gestores novas posturas frente aos concorrentes. Sendo assim a organização do ambiente interno dessas empresas é uma obrigatoriedade, quando o assunto é legislação, lucratividade e reconhecimento da marca.
Cumprir as legislações vigentes, lucratividade e reconhecimento da marca, acontece quando a empresa consegue adequar, processos e pessoas para assim desenvolverem produtos e serviços com a qualidade almejada pelos consumidores, que espalhados pelo mundo, mas mediados pelas redes sociais fecham negócios a qualquer momento e em qualquer lugar, dando preferências àquelas empresas que apresentam transparência e organização do ambiente interno e externo.
Diante do exposto, justificou-se a escolha do tema para o desenvolvimento do presente trabalho, por entender que a auditoria interna, juntamente com a contabilidade é de fundamental importância, para assim acompanharem o desenvolvimento das atividades internas e garantir que essas estão de acordo com as normas exigidas pelo mercado quando o assunto é qualidade dos produtos e serviços disponibilizados no mercado.
Para o desenvolvimento do trabalho, definiu-se como objetivo geral identificar a importância da auditoria interna para as empresas. Já os secundários contextualizar e conceituar auditoria e auditoria interna e externa, discorrer sobre contabilidade e auditoria interna, citar os objetivos da auditoria interna nas empresas, identificar as funções de um auditor interno, assim como os pontos positivos e negativos da auditoria interna nas empresas. Após assuntos abordados acerca dos objetivos definidos, pretende-se responder o seguinte questionamento: Qual a importância da auditoria interna para as empresas?
A metodologia caracterizou-se como revisão de literatura com abordagem qualitativa e interpretativa, baseada em obras de autores da área de contabilidade, auditoria e administração, como, Attie (2006), Crepaldi (2013), Sá (1994), Jund (2006) e Almeida (1996), entre outros, além teses, monografias e publicados em de internet, se valendo das palavras chaves para pesquisa: Importância, Auditoria Interna, Contabilidade, Empresas.
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2 CONTEXTO E CONCEITO DE AUDITORIA INTERNA E EXTERNA
O complexo cenário o qual as empresas estão inseridas, tem ditado novas regras para os gestores dessas empresas que buscam por lucratividade e reconhecimento da marca. Diante da concorrência acirrada e consumidores cada vez mais exigentes, a auditoria interna vem ganhando notoriedade, auxiliando na organização do ambiente interno, para a conquista do externo, ao fidelizar clientes, oferecendo-lhes produtos e serviços, que satisfaçam suas necessidades e desejos. E neste contexto a auditoria interno, em consonância com a contabilidade exercem importantes papéis nas empresas
. Para Attie (2006, p.38):
“A contabilidade é a ciência que estuda, informa, retrata e demonstra aos seus usuários, a situação patrimonial da empresa. Ciência formadora de uma especialização denominada auditoria, que tem como base uma ferramenta de controle da própria contabilidade.”
A contabilidade como ciência foi evoluindo na mesma proporção em que as empresas foram se tornando mais complexas, devido aos fenômeno da globalização, que abriu fronteiras de novos negócios pelo mundo, exigindo assim que as empresas, adotassem a auditoria interna e externa, para controle das informações contidas nas demonstrações contábeis, ou seja controlar a própria contabilidade.
De acordo com Crepaldi (2013, pág. 1):
A administração de uma sociedade tem o dever de apresentar demonstrações contábeis e divulgações adequadas e esclarecedoras à opinião pública. O parecer dos auditores sobre esses demonstrativos é elemento fundamental na extensão que se traduz em sinônimo de confiabilidade as informações prestadas.
Os administradores contam como os contadores para assim lhes fornecerem informações confiáveis para as tomadas de decisões. Tais informações estão presentes nas demonstrações contábeis, e que tem a confiabilidade aumentada quando analisadas por auditores sejam eles internos ou externos.
Se for feito um estudo aprofundado com uma abordagem científica mais complexa, verifica-se que a auditoria surgiu em épocas remotas, há 2.600 anos, na Suméria, (SÀ, 1994, pág. 13-14). A história da auditoria, se funde com a evolução da contabilidade, que tem como referência o frade Luca Pacioli, mas não se tem referência do primeiro auditor, talvez por ser uma ferramenta da contabilidade (JUND, 2006). Complementa o autor:
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Provavelmente, pode ter sido um proficiente guarda-livros, a serviço de mercador italiano do século XV ou XVI que, pela reputação de sua sabedoria e conhecimento técnico, passou a ser consultado por outros sobre a escrituração de suas transações. Supõe-se que a auditoria se estabeleceu como profissão distinta da atividade contábil para um único usuário, no momento em que o especialista em escrituração deixou de pratica-la para prestar assessoria aos demais especialistas e mercadores, transformando-se em consultor público liberal (JUND, 2006, p.5)
Percebe-se então que a auditora está presente no cenário mercadológico há muitos anos, sendo essa considerada uma ferramenta da contabilidade, estabeleceu-se como profissão no momento em que o contador deixa de estabeleceu-ser apenas um especialista em escrituração e passa a analisar os dados dessas escriturações contidas nas demonstrações contábeis.
Já no Brasil, de acordo com Attie (2010, p.8):
A evolução da auditoria no Brasil está primariamente relacionada com a instalação de empresas internacionais de auditoria independente, uma vez que investimentos também internacionais foram aqui implantados e compulsoriamente tiveram de ter suas demonstrações contábeis auditadas.
Com a chegada das multinacionais no Brasil, as empresas brasileiras se viram na obrigatoriedade de serem transparentes nos seus processos, para assim conseguirem investimentos. Tal situação fizeram com que a auditoria fosse vista como sendo de fundamental importância para atraírem novos investimentos, fato que ocorre quando os dados das demonstrações contábeis tem o parecer dos auditores.
Um dos parâmetros legais das auditorias nas empresas está embasado na Lei n. 6385/76, que criou a CVM (Comissão de Valores Mobiliários), estabelecendo assim disciplina e fiscalização para as atividades de auditoria das companhias abertas. Antes a lei aplicada era de n. 6.404/76, que dispõem sobre as sociedades por ações, atualizada pela lei n. 11.638/07, que altera e revoga dispositivos da Lei no 6.404, de 15 de dezembro de 1976, e da Lei no 6.385, de 7 de dezembro de 1976, e estende às sociedades de grande porte disposições relativas à elaboração e divulgação de demonstrações financeiras. Tais leis objetivam a confiabilidade das demonstrações contábeis tanto no Brasil como no exterior (RAQUEL, 2016).
Baseado nas legislações, as empresas brasileiras vão aos poucos se adequando às normas impostas pelas multinacionais, já que através delas é possível o fechamento de novos negócios, para se tronarem lucrativas e firmarem suas marcas tanto no ambiente interno, quanto externo, contribuindo assim para a geração de empregos e crescimento do pais, através da contribuição da contabilidade, auditoria interna e externa.
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2.1 AUDITORIA INTERNA E EXTERNA
Os procedimentos de análise das auditorias internas são constantes nas empresas, através deles é possível analisar as informações contidas nas demonstrações contábeis, emitidas pela contabilidade, e orientar os gestores a tomarem decisões assertivas, gerando assim lucratividade e reconhecimento da marca, ao cumprir os padrões exigidos pela legislação local e internacional.
Quanto a auditoria interna, para Attie, 1992, p. 28:
“A auditoria Interna é uma função independente criada dentro da empresa para examinar e avaliar suas atividades, como um serviço a essa mesma organização. A proposta da auditoria interna é auxiliar os membros da administração a desincumbirem-se eficazmente de suas responsabilidades. Para tanto, a auditoria interna lhes fornece análise, avaliações, recomendações, assessoria e informações relativas às atividades examinadas”.
Tendo como função independente e criada dento da empresa para examinar e avaliar suas atividades, a auditora interna presta serviços para as empresas, visando a qualidade dos processos e a qualificação das pessoas os desenvolvem, para assim evitar erros que levem ao comprometimento da qualidade dos produtos e serviços.
Os controles internos, tem como base a estrutura organizacional, que poderá ser representado da seguinte forma, conforme demonstra o organograma da figura.
Figura 1 – Organograma Estrutura funcional de uma empresa
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A eficácia da auditoria interna está em conhecer a estrutura da empresa, no caso de um organograma funcional, o presidente conta com a participação direta de pessoas envolvidas na elaboração e revisão do planejamento estratégico, concomitante a assessoria jurídica. Os diretores de produção, marketing, recursos humanos e financeiro, estão diretamente em contato com os auditores internos, que conferem e analisam, as atividades desenvolvidas pelos setores de planejamento e controle, compras, fabricação, estudos de mercados, vendas, propaganda e publicidade, recrutamento e seleção, cargos e salários, controladoria, custos e finanças. Sendo assim, caso haja mudanças a serem feitas, são possíveis antes de comprometerem os objetivos e metas traçados no planejamento estratégico.
Já a auditoria externa instalou-se no Brasil foi no ano de 1909, segundo Attie (1992, p.34), teve como influências:
Filiais e subsidiárias de firmas estrangeiras;
Financiamento de empresas brasileiras através de entidades internacionais; Crescimento das empresas brasileiras e necessidades de descentralização e diversificação de suas atividades econômicas;
Evolução do mercado de capitais;
Criação das normas de auditoria promulgadas pelo Banco Central do Brasil em 1972.
O trabalho desenvolvido pela auditoria interna, visando a organização dos processos e desenvolvimento de pessoas para gerar lucros e firmar a marca no mercado, a qualquer momento são questionados pela auditoria externa. No cenário mercadológico brasileiro, essas auditorias se tornarem presentes através das exigências das filiais e subsidiárias das empresas estrangeiras, que ao se verem diante da oportunidades de novos negócios internacionais, sentiram-se a necessidade de se organizarem para assim cumprirem a normas de auditoria promulgadas pelo Banco Central do Brasil em 1972.
Segundo Almeida (1996, p.32):
O auditor externo deve examinar as demonstrações contábeis de acordo com as normas de Auditoria geralmente aceitas; portanto, não é seu objetivo principal detectar irregularidades (roubos, erros propositais, etc.); conquanto essas possam vir a seu conhecimento durante a execução do serviço de Auditoria.
É inquestionável a relevância da auditoria interna e externa, seja para organização dos processos e desenvolvimento de pessoas, como para cumprir as exigências legais atribuídas à empresas. As informações contidas nas demonstrações contábeis emitidas pela contabilidade, são fundamentais para o trabalho dos auditores internos e externos, conforme descreve-se a seguir.
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3 A RELAÇÃO DA AUDITORIA INTERNA COM A CONTABILIDADE
A auditoria seja ela interna ou externa, vem ganhando notoriedade nas empresas sejam elas de pequeno, médio ou grande porte, para assim se tornarem lucrativas frente e ao mercado que se encontra em constantes transformações. A auditoria apresenta-se como sendo suporte para que as demonstrações contábeis gerem informações confiáveis para tomadas de decisões assertivas. Para entender a relação da contabilidade com a auditoria interna, objeto do presente estudo é necessário conhecer alguns conceitos que envolve o setor contábil.
De acordo com Hendriksen e Breda (1999, p. 39) afirmam que:
O primeiro registro de um sistema completo de escrituração por partidas dobradas é encontrado nos arquivos municipais da cidade de Gênova, Itália, cobrindo o ano de 1340. Fragmentos anteriores são encontrados nas contas de Giovanni Farolfi & Companhia, uma empresa de mercadores de Florença em 1299-1300, e nas de Rinieri Fini & Irmãos, que negociavam em feiras e eram famosos em sua época na região de Champagne, na França.
A citação do autor leva a entender a relevância da contabilidade para as empresas ao longo dos anos, levando os gestores a direcionar recursos humanos, financeiros, tecnológicos e produtivos para assim se tornarem mais lucrativas diante de concorrentes espalhados pelo mundo. Os consumidores buscam por empresas que demonstram transparência na gestão dos seus processos e responsabilidade social dos seus recursos. Tais informações são informadas nas demonstrações financeiras e contábeis emitidas pela contabilidade, sob a supervisão da consultoria interna.
Segundo Franco (1997, p.21):
A Contabilidade é a ciência que estuda os fenômenos ocorridos no patrimônio das entidades, mediante o registro, a classificação, a demonstração expositiva, a análise e a interpretação desses fatos, com o fim de oferecer informações e orientação – necessárias à tomada de decisões – sobre a composição do patrimônio, suas variações e o resultado econômico decorrente da gestão da riqueza patrimonial.
A análise da evolução das empresas através das mutações do seu patrimônio se dá através do registro, classificação, demonstração expositiva, análise e interpretação dos fatos ocorridos durante um período de tempo. São acompanhados pela auditoria interna e corrigidas diante de alguma inconformidade. Sendo assim os auditores internos desenvolvem papéis importantes nas empresas, auxiliando nas tomadas de decisões assertivas pelos gestores das empresas. As tomadas de
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decisões assertivas fazem com que as empresas tenham maiores chances de se tornarem lucrativas e confiáveis diante do mercado competitivo contemporâneo.
No que diz respeito a relação da contabilidade com a auditoria interna, se dá pelo fato contabilidade de que a contabilidade exerce algumas funções essenciais nas empresas. A função de controle e vigilância das atividades desenvolvidas nos diversos setores da empresa, e todos os fatos ocorridos em um período de tempo. Já a função administrativa da contabilidade, está na memorização das operações diante de sistemas integrados de gestão, que permitem que os dados das atividades exercidas por todos os setores das empresas sejam registrados, transformando-se em informações que permitem análise das mutações do patrimônio seja da pessoa física ou jurídica. Já a função econômica se dá, baseando-se nos conhecimentos de mercado que direcionam quais as melhores oportunidades econômicas disponíveis nas instituições financeiras. E por fim a função social, considerado como um setor estratégico nas empresas, a contabilidade tem a obrigatoriedade de demonstrar aos clientes interno e externo, que a empresa acompanha as mutações do patrimônio e se preocupa com a gestão transparente perante a sociedade que cobra das empresas ações que diminuam impactos do recursos por elas utilizados (FRANCO, 1997)
O autor leva os profissionais que prezam pela confiabilidade da empresa o entendimento de que as empresas são sistemas complexos e dependem de pessoas comprometidas que direcionem pessoas e processos para que as atividades sejam desenvolvidas e registradas de forma que as demonstrações financeiras e contábeis, forneçam informações capazes de levar a tomada de decisões assertivas. Neste contexto considera-se que a auditora interna, é um setor que analisa e orienta nas mudanças dos processos e adequação de pessoas para desenvolvê-los, para que a contabilidade exerça as funções controle e vigilância, administrativa, econômica e a função social, visando a qualidade das informações confiáveis contidas nas demonstrações contábeis, para que os gestores tracem objetivos e metas passiveis de serem alcançados.
Segundo Iudícibus (2008, p.04):
O acompanhamento das tendências e do desempenho financeiro e de rentabilidade da concorrência é essencial para nossa empresa ‘situar-se’ no mercado, saber em que ponto da curva se encontra e, o fundamental, decidir se está satisfeita com a posição ocupada ou se pretende desempenho mais ambicioso.
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O acompanhamento das tendências, do desempenho financeiro e rentabilidade da concorrência, se dá pela análise de suas demonstrações financeiras, que muitas vezes estão disponíveis nos sites dessas empresas. Dentre elas estão: Balanço Patrimonial, Demonstração do Resultado do Exercício e Comitê de Pronunciamento Contábil 26 (BEGALLI; PEREZ JR, 2009). As demonstrações contábeis são indispensáveis para as tomadas de decisões gerenciais. Para entendimento da relevância dessas demonstrações, destaca-se Balanço Patrimonial e Demonstração de Resultado do Exercício.
O balanço patrimonial demonstra o valor do Ativo (bens e direitos), Passivo (obrigações), onde Ativo e Passivo obedecem a um equação de igualdade. O Patrimônio Líquido é representado pelo (Ativo – Passivo) (RIBEIRO, 2013). Já o objetivo da Demonstração do Resultado do Exercício (DRE), além de ser de obrigatoriedade legal, é demonstrar se em determinado período a empresa apresentou-se como sendo lucrativa ou não. A sua estrutura é composta pelas receitas e despesas ocorridas em determinado período de tempo (TOFOLI, 2012). Portanto ao considerar que o Balanço Patrimonial é a representação dos bens e direitos e patrimônio líquido e a demonstração do resultado do exercício demonstra lucro ou prejuízo até que se chegue a esses resultados é necessário que as atividades sejam desenvolvidas em sincronia. A relação da auditoria com a contabilidade é fazer com que os dados das atividades dos setores, ao se transformar em informações sirvam de parâmetro para as tomadas de decisões assertivas.
3.1 PROCEDIMENTO DE AUDITORIA INTERNA NA CONTABILIDADE
Através da auditoria interna em parceria com a contabilidade, as empresas conseguem organizar processos e direcionar pessoas para que a gestão seja vista pelo cliente interno como externo, como sendo transparente nas tomadas de decisões que as fazem empresas confiáveis para aquisição de bens e serviços. Para Attie (1998, p.55) "o procedimento de auditoria a serem utilizados pelo auditor para a obtenção dos objetivos são dependentes da avaliação do controle interno e da materialidade envolvida”. A obtenção de resultados positivos a qual se refere o autor está relacionada com as tomadas de decisões pelos gestores, essas tomadas de decisões impactam diretamente no ambiente interno e externo, sendo elas assertivas ou não. Portanto é necessário que a materialidade ou seja a aquisição de ativos
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estejam de acordo com o que foi gerado no passivo, somente assim os envolvidos com a empresa, vão estar certos de que os recursos financeiros, humanos, tecnológicos, produtivos e administrativos estão sendo aplicados de forma que a empresa firme sua marca no cenário mercadológico que se encontra em constantes transformações.
Diante da abertura de negócios pós globalização, as empresas foram se expandindo de forma que haja necessidade de uma pessoa ou grupos de pessoas, as auxiliam na revisão dos controles internos e os procedimentos operacionais, na administração e execução de atividades. As demonstrações contábeis eram emitidas baseando-se nos dados das atividades desenvolvidas que iam diretamente o setor contábil, transformando-se em informações capazes de direcionar gestores a tomarem decisões assertivas. Pensando na complexidade das empresas surge o papel da auditora interna, objetivando revisar periodicamente os controles internos e os procedimentos operacionais, auxiliando na administração e execução das atividades, verificando assim se as normas internas estão sendo seguidas. O auditor interno, executa a auditoria contábil (ALMEIDA, 1996). A figura 2 mostra a localização da Auditoria Interna dentro da organização
Figura 2 – Organograma setorial do órgão de auditoria
Fonte: Almeida (1996, p.25)
Complementa Paula (1999, p.32), a auditoria como atividade de avaliação independente:
(...) deverá avaliar a eficiência e a eficácia dos sistemas de controle de toda a entidade, agindo proativamente, zelando pela observância às políticas traçadas, e provocando melhorias, fornecendo subsídios aos proprietários e administradores para tomada e decisão, visando ao cumprimento da missão
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da entidade. Sendo assim o auditor deve avaliar se os métodos usados para conseguir cumprir as metas traçadas pela empresa estão sendo eficiente, se não estiver o auditor deve indicar os métodos para a produção da empresa, para que esta consiga ter resultado eficaz.
Percebe-se então a relevância da auditoria interna para as empresas que buscam organização do ambiente interno para saírem a frente de seus concorrentes, alinhando assim objetivos e metas traçados no planejamento estratégico, as tomadas de decisões que os envolvem já que as decisões para que tal fato ocorra estão pautadas nas informações das demonstrações financeiras e contábeis emitidas pela contabilidade. Fica evidente na figura que o auditor interno está ligado a presidência da empresa, representado pelo alto escalão, sendo esses responsáveis pela empresa em direcionar gerentes e líderes para que as equipes de trabalho desenvolvam atividades com a qualidade almejada pelo consumidores que fazem negócios com aquelas que demonstram transparência na forma como são conduzidas seja no ambiente interno como externo. Pela relação que o auditor interno tem com a contabilidade, este pode ser considerado como sendo um auditor contábil.
Ao considerar o auditor interno como sendo um auditor contábil, não significa que o auditor é mais importante que o contador, são funções distintas, mas com o mesmo objetivo gerar informações claras e confiáveis que demonstram o verdadeiro valor do patrimônio da empresa ou da pessoa física. Zelar pela observância à politicas traçadas, significa que o auditor interno pode traçar planos para que essas políticas sejam melhoradas. Para tanto é necessário que esse profissional esteja engajado com a missão, visão, valores, objetivos organizacionais, cultura e clima organizacional, ética e responsabilidade social, para assim conhecer o porquê a empresa foi fundada, quais os objetivos pretendidos e de forma a cultura impacta na qualidade do desenvolvimento das atividades que depende do clima organizacional nela predominante.
Para tanto, o trabalho dos auditores internos devem ser baseado nos Princípios Fundamentais e Normas Brasileiras de Contabilidade (2008, p.11:12:13:14;15) sendo:
Art. 4º O Princípio da ENTIDADE reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial, a necessidade da diferenciação de um Patrimônio particular no universo dos patrimônios existentes, independentemente de pertencer a uma pessoa.
Art. 5º O Princípio da CONTINUIDADE ou não da ENTIDADE, bem como sua vida definida ou provável, devem ser consideradas quando da
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classificação e avaliação das mutações patrimoniais, quantitativas e qualitativas.
Art. 6º O Princípio da OPORTUNIDADE refere-se, simultaneamente, à tempestividade e à integridade do registro do patrimônio e das suas mutações, determinando que este seja feito de imediato e com a extensão correta, independentemente das causas que as originaram. Art. 7º O Princípio do REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL, os
componentes do patrimônio devem ser registrados pelos valores originais das transações com o mundo exterior, expressos a valor presente na moeda do País, que serão mantidos na avaliação das variações patrimoniais posteriores, inclusive quando configurarem agregações ou decomposições no interior da ENTIDADE.
Art. 8º O PRINCÍPIO DA ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA os efeitos da alteração do poder aquisitivo da moeda nacional devem ser reconhecidos nos registros contábeis através do ajustamento da expressão formal dos valores dos componentes patrimoniais.
Art. 9º O PRINCÍPIO DA COMPETÊNCIA, As receitas e as despesas devem ser incluídas na apuração do resultado do período em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento.
Art. 10º O PRINCÍPIO DA PRUDÊNCIA, determina a adoção do menor valor para os componentes do ATIVO e do maior para os do PASSIVO, sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem o patrimônio líquido
Os Princípios Fundamentais da Contabilidade serve de parâmetro para a condução das atividades desenvolvidas pela contabilidade a auditoria interna e externas. São princípios que descrevem de que forma os contadores e auditores devem conduzir os outros setores de forma que a gestão demonstre ética e responsabilidade pelo ambiente interno e externo. As funções desenvolvidas pela auditoria interna, baseando nos princípios citados, encontram-se descritas a seguir.
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4 FUNÇÕES DA AUDITORIA INTERNA NAS EMPRESAS
A transparência da gestão das empresas vem ditando regras, fazendo com que as empresas se tornem mais lucrativas e tenham reconhecimento da marca diante do mercado que se encontra em constantes transformações. Os clientes internos e externos fecham parcerias com aquelas empresas que demonstram que seguem os padrões legais e de gestão que lhes são atribuídos. Neste contexto a auditora por ser considerada um ramo da contabilidade auxilia para que os setores das empresas trabalhem em sincronia para que as informações contidas nas demonstrações contábeis e financeiras sejam geradas com exatidão, capazes de direcionar os gestores nas tomadas de decisões assertivas.
Conforme afirma Almeida (1996, p.26), os objetivos da auditora interna são:
Verificar se as normas internas estão sendo seguidas; Verificar a necessidade de aprimorar as normas internas vigentes; Verificar a necessidade de novas normas internas; Efetuar Auditoria das diversas áreas das demonstrações contábeis e em áreas operacionais.
A auditoria interna surge nas empresas no momento em que essas se tornam complexas e tendem a buscar organizar o ambiente interno para a conquista do externos e se tornarem mais lucrativas. Para tanto o audito interno enquanto profissional tem como objetivo verificar se as normas internas estão sendo seguidas, e se essas precisam ser aprimoradas ou se há necessidade de novas normas internas, efetuar auditoria das diversas áreas das demonstrações contábeis e em áreas operacionais. Contudo pode-se perceber a relevância desse profissional nas tomadas de decisões estratégicas das empresas.
De acordo com a Resolução do Conselho Federal de Contabilidade n.986 (2003, p.02):
12.1.1.2 – A Auditoria Interna é exercida nas pessoas jurídicas de direito público, interno ou externo, e de direito privado. 12.1.1.3 – A Auditoria Interna compreende os exames, análises, avaliações, levantamentos e comprovações, metodologicamente estruturados para a avaliação da integridade, adequação, eficácia, eficiência e economicidade dos processos, dos sistemas de informações e de controles internos integrados ao ambiente, e de gerenciamento de riscos, com vistas a assistir à administração da entidade no cumprimento de seus objetivos.
A auditoria interna pode ser exercida nas empresas públicas ou privadas. Ao relacionar o trabalho da auditoria interna com exames, análises, avaliações, levantamentos e comprovações das atividades que envolvem as rotinas administrativas e produtivas tem como objetivo fazer com que além de organizar o
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ambiente interno fornece informações para que os gestores decidam pelas melhores ações que visam a integridade das empresas perante seu público interno e externo.
De acordo com a Resolução do Conselho Federal de Contabilidade n.986 (2003, p.02):
12.1.1.4 – A atividade da Auditoria Interna está estruturada em procedimentos, com enfoque técnico, objetivo, sistemático e disciplinado, e tem por finalidade agregar valor ao resultado da organização, apresentando subsídios para o aperfeiçoamento dos processos, da gestão e dos controles internos, por meio da recomendação de soluções para as não-conformidades apontadas nos relatórios.
O trabalho da auditoria interna está estruturada em procedimentos, com enfoque técnico, objetivo, sistemático e disciplinado. Os procedimentos técnicos desenvolvidos pelos setores das empresas são conferidos e caso observa-se alguma inconformidade, sugere-se a adequação de acordo com as normas a serem seguidas, agregando assim valores as informações das demonstrações financeiras e contábeis.
De acordo com a Resolução do Conselho Federal de Contabilidade n.986 (2003, p.02):
12.1.2.1 – A Auditoria Interna deve ser documentada por meio de papéis de trabalho, elaborados em meio físico ou eletrônico, que devem ser organizados e arquivados de forma sistemática e racional. 12.1.2.2 – Os papéis de trabalho constituem documentos e registros dos fatos, informações e provas, obtido no curso da auditoria, a fim de evidenciar os exames realizados e dar suporte à sua opinião, críticas, sugestões e recomendações.
O trabalho realizado pela auditoria interna deve ser documentado de forma que todos os envolvidos possam acessá-los no momento que for necessário. Por ser um trabalho que envolve mudanças nas atividades dos diversos setores é necessário que ao realizá-las sejam documentas e acompanhadas para saber se surtiu o efeito desejado. O auditor interno deve basear-se em conhecimentos técnicos e teóricos obtidos no curso de auditora para assim ter a competência de dar opinião, criticas, sugestões e recomendações no ambiente interno das empresas que buscam nesses profissionais ética e responsabilidade no desenvolvimento de suas funções.
De acordo com a Resolução do Conselho Federal de Contabilidade n.986 (2003, p.02):
12.1.2.3 – Os papéis de trabalho devem ter abrangência e grau de detalhe suficientes para propiciarem a compreensão do planejamento, da natureza, da oportunidade e da extensão dos procedimentos de Auditoria Interna aplicados, bem como do julgamento exercido e do suporte das conclusões alcançadas. 12.1.2.4 – Análises, demonstrações ou quaisquer outros documentos devem ter sua integridade verificada sempre que forem anexados aos papéis de trabalho.
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O trabalho do auditor interno, deve ser feito com os mínimos detalhes, as mudanças pelas quais os procedimentos devem ser passados, precisam vir de encontro com os procedimentos anteriores e posteriores, pensando no início, meio e fim. É necessário o entendimento de que as empresas são formadas por setores que devem estar interligados para que os dados cheguem a contabilidade e se transformem em informações passiveis de tomadas de decisões assertivas, visando o alcance de objetivos e metas constantes no planejamento estratégico. O auditor interno não desenvolve suas atividades sozinho é necessário que as equipes de trabalho opinem sobre as mudanças que se fazem necessárias.
Segundo Crepaldi (2009, p.40) “é preciso aumentar a eficácia gerencial por meio de recomendações compatíveis, aplicáveis e inovadoras, aumentar a eficácia e eficiência do processo auditorial e trazer benefícios efetivos para entidade auditada”. Para tanto é necessário que esses profissionais tenham competências para analisar, opinar e contribuir para que as atividades dos setores sejam desenvolvidas de forma evite-se fraudes e erros nas demonstrações contábeis.
A Resolução do Conselho Federal de Contabilidade n.986 (2003, p.02), diferencia erro de fraude:
12.1.3.2 – O termo “fraude” aplica-se a ato intencional de omissão e/ou manipulação de transações e operações, adulteração de documentos, registros, relatórios, informações e demonstrações contábeis, tanto em termos físicos quanto monetários. 12.1.3.3 – O termo “erro” aplica-se a ato não-intencional de omissão, desatenção, desconhecimento ou má interpretação de fatos na elaboração de registros, informações e demonstrações contábeis, bem como de transações e operações da entidade, tanto em termos físicos quanto monetários.
Considerado como sendo assessora da administração de uma empresa, a auditoria interna tem como responsabilidade informar quando detectou fraudes ou erros nas atividades desenvolvidas no setores das empresas. As fraudes são situações intencionais de pessoas ou grupos de pessoas que querem prejudicar a empresa para benefícios próprios. É uma situação delicada que envolve pessoas e grupos de pessoas, portanto é necessário que ao suspeitar que tal fato esteja ocorrendo juntar o maior número de provas possíveis para que não haja informações equivocadas e desencontradas que prejudique a empresa. Já os erros estão relacionados a situações não intencional, ocorrida por falta de conhecimento, má interpretação, desatenção, falta de interação entre os colaboradores envolvidos. Para sanar os erros as empresas contam com sistemas de gestão integrado que geram relatórios passiveis de conferência e correção.
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4.1 PONTOS POSITIVOS E NEGATIVOS DA AUDITORIA INTERNA
A auditoria interna tem auxiliado as equipes trabalho a organizarem suas atividades de forma que as demonstrações contábeis gerem informações confiáveis para as tomadas de decisões gerenciais, para assim se tornarem competitivas frente aos seus concorrentes e assim se tornarem mais lucrativas.
Mas como toda atividade que envolve pessoas e processos, tem pontos positivos e negativos que podem ser analisados para saber se a sua implantação é viável ou não em algumas empresas, ou se a atividade de auditoria fica sobre a responsabilidade da auditoria externa.
Dentre os pontos positivos, segundo Gesualdi, Pizo (2006, p. 5 e 6):
Com as auditorias pode-se perceber quais os pontos que estão funcionando de acordo com o desejado, devido a constatação das conformidades;
Pode-se também identificar as não-conformidades, ou seja, o que deve ser corrigido. Deste modo, fica mais fácil saber onde agir para eliminar uma falha na organização;
Com as auditorias pode-se prever possíveis falhas futuras, oportunizando assim, ações preventiva a fim de evitar uma não-conformidade; e
Ajuda a identificar se os treinamentos estão sendo eficazes ou não, pois com as auditorias pode-se percebe se os funcionários compreenderam a política da qualidade da empresa, e suas responsabilidades e autoridades.
Dentre os pontos positivos da auditoria interna, fica mais fácil detectar os processos que não estão de acordo com as normas legais e as estabelecidas pela empresa, caso não esteja de acordo age para eliminar as falhas existentes. Além de agir para eliminar as falhas existentes, antes que essas venham a ocorrer, essas podem ser detectadas e evitadas porque a auditora interna tendo em mãos a forma como as atividades são desenvolvidas tome-se medidas antecipadas para que não venham a ocorrer.
As pessoas são consideradas os recursos humanos das empresas, através delas as atividades são desenvolvidas e geram dados para assim a contabilidade transformá-los em informações confiáveis para as tomadas de decisões gerenciais.
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Por estarem diariamente na empresa e acompanhar o comportamento dos colaboradores frente as atividades a eles propostas, são capazes de detectar quais treinamentos devem ser direcionados pensando em suas competências, habilidades e atitudes, e baseando-se nas políticas da empresa adotam medidas para que esses colaboradores venham a trabalhar motivados, visando atingir objetivos e metas organizacionais e individuais.
Quanto aos pontos negativos da auditoria interna, segundo Gesualdi, Pizo (2006, p.6):
As ações corretivas referentes às auditorias da empresa, só são concluídas se tiverem pessoas exigindo e cobrando estas ações e também seus relatórios. Geralmente os funcionários veem este processo como algo que atrapalha o cotidiano do seu serviço;
Muitas pessoas dentro da organização não compreende a importância e o quanto uma auditoria com sucesso pode favorecer a organização; Em muitas ocasiões não há um comprometimento efetivo da alta
direção, fazendo com que as pessoas envolvidas no processo fiquem desmotivadas e desorientadas.
Os auditores internos por serem colaboradores da empresas, esses podem ser vistos como sendo pessoas que querem atrapalhar o cotidiano diário, e não veem com bons olhos quando alguma das atividades não estão em conformidade, o que poderá gerar conflitos internos. A falta de comprometimentos dos gestores e dos colaboradores podem desmotivar os auditores internos, fazendo com que haja entraves nos processos, retardando assim as mudanças que se fazem necessárias. Percebe-se então que a auditoria interna é uma função de grandes desafios nas empresas, que buscam pela qualidade de seus processos, para assim gerar produtos e serviços com a qualidade almejada pelos consumidores. Portanto é necessário que a alta gerência esteja comprometida com os objetivos e metas traçados no planejamento estratégico, procurando demonstrar os pontos positivos e negativos das consultorias internas, para assim os colaboradores entenderem que objetivos e metas serão atingidos no momento em que todos trabalharem em conjunto. Um desafio!!! As considerações finais sobre a pesquisa, descreve-se a seguir.
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5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
No primeiro capítulo do presente trabalho abordou-se assuntos relacionados ao contexto e conceitos da auditoria interna e externa e demonstrou um organograma estrutura funcional de uma empresa, sendo essa composta por: presidente, diretor de produção, diretor de marketing, diretor de recursos humanos e diretor financeiro. Os assuntos abordados possibilitou o entendimento de que as atividades da auditoria interna devem ter como base o organograma da empresa, para assim organizar as atividades de forma que as pessoas encaminhem seus dados para o setor contábil para gerar demonstrações confiáveis para tomadas de decisões gerenciais.
Já o segundo capítulo, relacionou a auditoria interna com o setor contábil e de que forma ocorre os procedimentos da auditoria interna ao se valerem das informações contábeis. Entendeu-se que a auditoria interna deve trabalhar em conjunto com o setor contábil, para assim orientar pessoas e direcionar processos visando as tomadas de decisões gerenciais nas empresas.
E por fim no capítulo três descreveu-se sobre as funções da auditoria interna nas empresas e abordou-se seus pontos positivos e negativos. Percebeu-se que é indiscutível o papel da auditoria interna nas empresas, a partir do momento em que ressalva-se os pontos negativos (ações corretivas e relativos são concluídas quando as pessoas estão comprometidas, muitos funcionários são resistentes e não compreendem a importância da auditoria interna e falta de comprometimento da alta gerencia), já os pontos positivos (identificar as não conformidades, pode-se prever falhas futuras e adequar pessoas de acordo com o cargo).
Com os assuntos abordados ao longo do desenvolvimento dos três capítulos, conclui-se que as empresas são sistemas complexos e que exige dos gestores controles rigorosos dos processos e gestão eficaz dos recursos humanos, para assim eliminar erros e possíveis falhas que venham a ocorrer futuramente. Neste contexto tanto a auditoria interna como a externa são fundamentais para o sucesso das organizações.
Por estarem diariamente nas empresas, os auditores internos devem ser considerados como profissionais capazes de direcionar os gestores para tomada de decisões assertivas. Espera-se que todos àqueles que venham a se valer do trabalho, atualizem os conteúdos e compartilhem conhecimentos, visando o crescimento pessoal e profissional, assim o crescimento das empresas.
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