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CRIMES CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL

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(1)

CRIMES CONTRA A

DIGNIDADE SEXUAL

(2)

• CRIMES CONTRA A LIBERDADE SEXUAL

• ARTS. 213 A 216-A

• CRIMES COMUNS, MONOSSUBJETIVOS,

DOLOSOS, COMISSIVOS, ADMITEM A

TENTATIVA, PLURISSUBSISTENTE

• ASSEDIO SEXUAL – CRIME PRÓPRIO, EM

REGRA NÃO ADMITE A TENTATIVA

(3)

Art. 213. Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a

ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique

outro ato libidinoso: (Redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009)

Pena - reclusão, de 6 (seis) a 10 (dez) anos. (Redação dada pela Lei

nº 12.015, de 2009)

§ 1 o Se da conduta resulta lesão corporal de natureza grave ou se a

vítima é menor de 18 (dezoito) ou maior de 14 (catorze) anos: (Incluído

pela Lei nº 12.015, de 2009)

Pena - reclusão, de 8 (oito) a 12 (doze) anos. (Incluído pela Lei nº

12.015, de 2009)

§ 2 o Se da conduta resulta morte: (Incluído pela Lei nº 12.015, de

2009)

(4)

Pena - reclusão, de 12 (doze) a 30 (trinta)

anos (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)

Atentado violento ao pudor (Revogado pela

Lei nº 12.015, de 2009)

(5)

Bem Jurídico

Aspectos Gerais

Sujeitos do crime

Consumação

(6)

Art. 217-A. Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor

de 14 (catorze) anos: (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)

Pena - reclusão, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos. (Incluído pela Lei nº 12.015,

de 2009)

§ 1 o Incorre na mesma pena quem pratica as ações descritas no caput

com alguém que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o

necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra

causa, não pode oferecer resistência. (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)

§ 2 o (VETADO) (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)

§ 3 o Se da conduta resulta lesão corporal de natureza grave: (Incluído

pela Lei nº 12.015, de 2009)

Pena - reclusão, de 10 (dez) a 20 (vinte) anos. (Incluído pela Lei nº 12.015,

de 2009)

(7)

§ 4 o Se da conduta resulta morte: (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)

Pena - reclusão, de 12 (doze) a 30 (trinta) anos. (Incluído pela Lei nº

12.015, de 2009)

§ 5º As penas previstas no caput e nos §§ 1º, 3º e 4º deste artigo

aplicam-se independentemente do conaplicam-sentimento da vítima ou do fato de ela ter

mantido relações sexuais anteriormente ao crime. (Incluído pela Lei nº

13.718, de 2018)

(8)

Bem Jurídico

Sujeitos do Crime

Lei 13.146/15 Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência

(Estatuto da Pessoa com Deficiência) x artigo 217-A

Art. 6º A deficiência não afeta a plena capacidade civil da pessoa, inclusive para:

I - casar-se e constituir união estável;

II - exercer direitos sexuais e reprodutivos;

III - exercer o direito de decidir sobre o número de filhos e de ter acesso a

informações adequadas sobre reprodução e planejamento familiar;

IV - conservar sua fertilidade, sendo vedada a esterilização compulsória;

V - exercer o direito à família e à convivência familiar e comunitária; e

VI - exercer o direito à guarda, à tutela, à curatela e à adoção, como adotante ou

adotando, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas.

(9)

CRIMES SEXUAIS CONTRA VULNERÁVEIS – ARTIGO 217-A a 218-B

Presunção de Violência

Vulnerabilidade Absoluta ou Relativa

Súmula 593 do STJ

Lei 13.718

A REVOGAÇÃO DO ARTIGO 224 DO CÓDIGO PENAL

A idade da vítima e o erro de tipo

classificação: crimes comuns, monossubjetivos, dolosos, admitem a tentativa,

plurissubsistentes, comissivos

(10)

• Beijo Lascivo, apalpadelas?

• Apaladelas – artigo 61 da LCP, artigo 213, artigo 215-A • Beijo Lascivo? • STJ/2016 – estupro • STJ/2019 – Lei 13.718 • STJ 2020 – estupro • STF – I. 870 – não há estupro • STF – I 954 – há estupro

(11)

Estupro

Estupro modalidades

Estupro simples

Estupro qualificado

Estupro Coletivo

Estupro Corretivo

(12)

CONCURSO DE CRIMES – ARTIGO 213

ANTES DA LEI 12.015/09

APÓS A LEI 12.015/09

PRÁTICA DE MAIS DE UMA CONJUNÇÃO CARNAL NO MESMO

CONTEXTO FÁTICO

CONJUNÇÃO CARNAL E ATO LIBIDINOSO NO MESMO CONTEXTO

FÁTICO E EM CONTEXTOS DIFERENTES

(13)

CONTINUIDADE DELITIVA OU

TIPO MISTO ALTERNATIVO

Informativo nº 0440

Período: 21 a 25 de junho de 2010.

QUINTA TURMA

CONTINUIDADE DELITIVA. ESTUPRO. ATENTADO VIOLENTO. PUDOR.

• Trata-se, entre outras questões, de saber se, com o advento da Lei n. 12.015/2009, há

continuidade delitiva entre os atos previstos antes separadamente nos tipos de estupro (art. 213 do CP) e atentado violento ao pudor (art. 214 do mesmo codex), agora reunidos em uma única figura típica (arts. 213 e 217-A daquele código).

(14)

• Assim, entendeu o Min. Relator que primeiramente se deveria distinguir a natureza do

novo tipo legal, se ele seria um tipo misto alternativo ou um tipo misto cumulativo. Asseverou que, na espécie, estaria caracterizado um tipo misto cumulativo quanto aos atos de

penetração, ou seja, dois tipos legais estão contidos em uma única descrição típica. Logo,

constranger alguém à conjunção carnal não será o mesmo que constranger à prática de outro ato libidinoso de penetração (sexo oral ou anal, por exemplo). Seria inadmissível reconhecer a

fungibilidade (característica dos tipos mistosalternativos) entre diversas formas de penetração. A fungibilidade poderá ocorrer entre os demais atos libidinosos que não a penetração, a depender do caso concreto. Afirmou ainda que, conforme a nova redação do tipo, o agente poderá praticar a conjunção carnal ou outros atos libidinosos. Dessa forma, se praticar, por mais de uma vez, cópula vaginal, a depender do preenchimento dos requisitos do art. 71 ou do art. 71, parágrafo único, do CP, poderá, eventualmente, configurar-se continuidade. Ou então, se constranger vítima a mais de uma penetração (por exemplo, sexo anal duas vezes), de igual modo, poderá ser beneficiado com a pena do crime continuado. Contudo, se pratica uma penetração vaginal e outra anal, nesse caso, jamais será possível a caracterização de continuidade, assim como sucedia com o regramento anterior. É que a execução de uma forma nunca será similar à de outra, são condutas distintas. Com esse entendimento, a Turma, ao prosseguir o julgamento, por maioria, afastou a possibilidade de continuidade delitiva entre o delito de estupro em relação ao atentado violento ao pudor. HC 104.724-MS, Rel. originário Min. Jorge Mussi, Rel. para

(15)

Processo

REsp 1754950 / SP

RECURSO ESPECIAL

2018/0180456-9 Relator(a)

Ministro JORGE MUSSI (1138) Órgão Julgador T5 - QUINTA TURMA Data do Julgamento 23/10/2018 Data da Publicação/Fonte DJe 29/10/2018 Ementa

RECURSO ESPECIAL. CONDUTA CARACTERIZADORA DO CRIME DE ESTUPRO DE VULNERÁVEL. DESCLASSIFICAÇÃO. CONTRAVENÇÃO PENAL. IMPOSSIBILIDADE.

(16)

1. O tipo descrito no art. 217-A do Código Penal é misto alternativo, isto é, prevê as condutas de ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com pessoa menor de 14 anos. 2. "A materialização do crime de estupro de vulnerável (art. 217-A do Código Penal) se dá com a prática de atos libidinosos diversos da conjunção carnal (AgRg no AREsp 530.053/MT, Relator Ministro FELIX FISCHER, QUINTA TURMA, julgado em 23/06/2015, DJe 29/06/2015), em cuja expressão estão contidos todos os atos de natureza sexual, que não a conjunção carnal, que tenham a finalidade de satisfazer a libido do agente" (Rogério Greco, in Curso de Direito Penal, Parte Especial, v.3, p. 467).

3. No âmbito deste Superior Tribunal de Justiça pacificou-se o entendimento de que "o ato libidinoso diverso da conjunção carnal, que, ao lado desta, caracteriza o crime de estupro, inclui toda ação atentatória contra o pudor praticada com o propósito lascivo, seja

sucedâneo da conjunção carnal ou não, evidenciando-se com o contato físico entre o agente e a vítima durante o apontado ato voluptuoso".

(AgRg REsp n. 1.154.806/RS, Rel. Ministro SEBASTIÃO REIS JÚNIOR, SEXTA Turma, DJe 21/3/2012) 4. Devidamente caracterizada a conduta descrita no art. 217-A do Código Penal, pelo fato do agravante ter

passado a mão nas nádegas da menor por cima de suas vestes, impõe-se a condenação pela prática do delito na modalidade consumada.

5. Recurso Especial provido.

(17)

Íntegra do Acórdão Acompanhamento Processual Resultado sem Formatação Imprimir/Salvar

Processo

HC 325411 / SP

HABEAS CORPUS

2015/0127311-0 Relator(a)

Ministro RIBEIRO DANTAS (1181) Órgão Julgador T5 - QUINTA TURMA Data do Julgamento 19/04/2018 Data da Publicação/Fonte DJe 25/04/2018 Ementa

PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO PRÓPRIO. INADEQUAÇÃO. ESTUPRO E ATENTADO VIOLENTO AO PUDOR. LEI 12.015/2009. CRIME MISTO

ALTERNATIVO. RETROATIVIDADE DA LEI MAIS BENÉFICA. CONDUTAS

PRATICADAS NO MESMO CONTEXTO CONTRA A MESMA VÍTIMA. CRIME ÚNICO.

INCREMENTO EXCESSIVO PELO CONCURSO FORMAL PRÓPRIO. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO.

(18)

1. A individualização da pena é uma atividade vinculada a parâmetros abstratamente cominados pela lei, sendo permitido ao julgador, entretanto, atuar discricionariamente na escolha da sanção penal aplicável ao caso concreto, após o exame percuciente dos elementos do delito, e em decisão motivada. Dessarte, ressalvadas as hipóteses de manifesta ilegalidade ou arbitrariedade, é inadmissível às Cortes Superiores a revisão dos critérios adotados na dosimetria da pena. 2. A reforma introduzida pela Lei n. 12.015/2009 condensou num só tipo penal as condutas anteriormente tipificadas nos arts. 213 e 214 do CP, constituindo, hoje, um só crime o constrangimento, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso, na hipótese

em que a conduta tenha sido praticada em um mesmo contexto fático e contra a mesma vítima, em observância ao princípio da retroatividade da lei mais benéfica. Trata-se, pois, de crime misto alternativo.

(19)

3. Na hipótese dos autos, verifica-se a ocorrência de crime único de estupro, pois as condutas delitivas - conjunção carnal, sexo anal e oral - foram praticados contra a mesma vítima e no mesmo contexto fático-temporal, o que inviabiliza a aplicação da continuidade delitiva. Ressalte-se, contudo, que, apesar de inexistir concurso de crimes, é de rigor a valoração na pena-base de todas as condutas que compuseram o tipo misto alternativo do atual crime de estupro, sob pena de vulneração da individualização da pena.

(20)

Presunção de Violência

Vulnerabilidade Absoluta ou Relativa

Súmula 593 do STJ

(21)

Art. 215. Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com alguém, mediante

fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da

vítima: (Redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009)

Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos. (Redação dada pela Lei nº 12.015, de

2009)

Parágrafo único. Se o crime é cometido com o fim de obter vantagem econômica,

aplica-se também multa. (Redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009)

Violação Sexual Mediante Fraude – Evolução Legislativa : Posse Sexual Mediante

Fraude e Atentado ao Pudor Mediante Fraude.

Sujeitos do Crime

Consumação

(22)

Importunação sexual (Incluído pela Lei nº 13.718, de 2018)

Art. 215-A. Praticar contra alguém e sem a sua anuência ato libidinoso

com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro:

(Incluído pela Lei nº 13.718, de 2018)

Pena - reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, se o ato não constitui

crime mais grave. (Incluído pela Lei nº 13.718, de 2018)

Importunação Ofensiva ao Pudor e sua Evolução Legislativa

Sujeitos do Crime

(23)

AgRg na PET no REsp 1684167 / SC

AGRAVO REGIMENTAL NA PETIÇÃO NO RECURSO ESPECIAL

2017/0174084-4

Ministro REYNALDO SOARES DA FONSECA (1170)

Órgão Julgador

T5 - QUINTA TURMA

Data do Julgamento

18/06/2019

Data da Publicação/Fonte

DJe 01/07/2019

(24)

Ementa

PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NA PETIÇÃO NO

RECURSO ESPECIAL.

1. NOVATIO LEGIS IN MELLIUS. PEDIDO DE APLICAÇÃO.

POSSIBILIDADE. PROCESSO SOB A JURISDIÇÃO DO STJ NO MOMENTO

DA EDIÇÃO DA LEI.

2. APLICAÇÃO DA LEI N. 13.718/2018. DESCLASSIFICAÇÃO DE

ESTUPRO DE VULNERÁVEL PARA IMPORTUNAÇÃO SEXUAL.

IMPOSSIBILIDADE.

JURISPRUDÊNCIA DO STJ.

3. ENTENDIMENTO QUE MERECE MELHOR REFLEXÃO.

TIPOS PENAIS QUE NÃO DESCREVEM AMEAÇA NEM VIOLÊNCIA. TIPO

DO ART. 217-A DO CP QUE TRATA DA INCAPACIDADE PARA CONSENTIR.

POSSIBILIDADE DE NÃO HAVER EXPRESSIVA LESÃO AO BEM

(25)

INEXISTÊNCIA, A MEU VER, DE ÓBICE À DESCLASSIFICAÇÃO.

4. ENTENDIMENTO DO STF AINDA NÃO FIRMADO. HC 134.591/SP

PENDENTE DE CONCLUSÃO DE JULGAMENTO. 5. RESSALVA DE

PONTO DE VISTA. MANUTENÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA DO STJ SOBRE

O TEMA. 6. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.

1. Cuidando-se de lei nova, editada quando o processo já se encontrava

sob a jurisdição do Superior Tribunal de Justiça, cabe, de fato, a esta Corte

analisar eventual aplicação da novatio legis in mellius. Precedentes.

2. Tem prevalecido no Superior Tribunal de Justiça a impossibilidade e

desclassificação para o crime de importunação sexual, concluindo-se

ser "inaplicável o art. 215-A do CP para a hipótese fática de ato libidinoso

diverso de conjunção carnal praticado com menor de 14 anos, pois tal fato

se amolda ao tipo penal do art. 217-A do CP, devendo ser observado o

(26)

3. A meu ver, referido entendimento merece uma melhor reflexão. De fato, no

que concerne à possibilidade de desclassificação do crime do art. 217-A

para o do art. 215-A, ambos do Código Penal, registro, de início, que o

estupro de vulnerável não traz em sua descrição qualquer tipo de ameaça

ou violência, ainda que presumida, mas

apenas a presunção de que o menor de 14 anos não tem capacidade para

consentir com o ato sexual. Dessa forma, tenho dificuldades em identificar,

de pronto, óbice à possibilidade de desclassificação, porquanto é

possível que o caso concreto, pela ausência de expressiva lesão ao bem

jurídico tutelado, não demande a gravosa

punição trazida no art. 217-A do Código Penal. Com efeito, não é

recomendável que as condutas de conjunção carnal, sexo oral e sexo anal

possuam o mesmo tratamento jurídico-penal que se dá ao beijo lascivo, sob

pena de verdadeira afronta à proporcionalidade.

(27)

4. O Supremo Tribunal Federal iniciou o julgamento do Habeas Corpus n.

134.591/SP, de Relatoria do Ministro Marco Aurélio, no qual o Ministro Luís

Roberto Barroso, em voto-vista, se manifestou no sentido da

possibilidade de se desclassificar a conduta do art. 217-A para a do art.

215-A, ambos do Código Penal. Consignou que o problema real é que na

prática como o tipo do art. do 217-A não

distingue condutas mais ou menos invasivas, com frequência, como

aconteceu aqui, os juízes desclassificavam. Portanto, o meio caminho talvez

seja uma solução melhor que um dos dois extremos. Além do que, com

todo respeito, acho que um réu primário de bons antecedentes que deu

um beijo lascivo numa criança, gravíssimo, não merece oito anos de cadeia,

que é uma pena superior a um homicídio.

5. Nesse encadeamento de ideias, ressalvo meu ponto de vista quanto à

possibilidade de desclassificação do tipo penal do art. 217-A para o do

art. 215-A, ambos do Código Penal, porém mantenho o entendimento de

ambas as Turmas do Superior Tribunal de Justiça, no sentido da

(28)

impossibilidade de desclassificação, quando se tratar de

vítima menor de 14 anos, em razão do argumento central de presunçã de

violência.

6. Agravo regimental a que se nega provimento. Ressalva da posição pessoal

do Relator

(29)

ARTIGO 216 – A ASSÉDIO SEXUAL

Art. 216-A. Constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou

favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior

hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou

função. Pena – detenção, de 1(um) a 2 (dois) anos.9 de mar. de 2016

BENS JURÍDICOS

SUJEITOS DO CRIME

Momento consumativo

Superioridade Hierárquica

Ascendência

(30)

Informativo nº 0658

Publicação: 8 de novembro de 2019.

É possível a configuração do delito de assédio sexual na relação entre professor e aluno.

Informações do Inteiro Teor

Inicialmente cumpre salientar que a maior parte da doutrina despreza a condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função na relação professor-aluno. Todavia, é irrazoável excluir a (nítida) relação de ascendência – elemento normativo do tipo – por parte do docente no caso de violação de um de seus deveres funcionais e morais, consistente em atribuir notas, reconhecer o mérito e aprovar o aluno não apenas pelo seu desempenho intelectual, mas por eventual barganha sexual. Ademais, é notório o propósito do legislador de punir aquele que se prevalece da condição de professor para obter vantagem de natureza sexual.

(31)

Nenhuma outra profissão suscita tamanha reverência e vulnerabilidade

quanto a que envolve a relação aluno-mestre, que alcança, por vezes,

autoridade paternal

– dentro de uma visão mais tradicional do ensino.

O

professor está presente na vida de crianças, jovens e também adultos

durante considerável quantidade de tempo, torna-se exemplo de conduta e

os guia para a formação cidadã e profissional, motivo pelo qual a

"ascendência" constante do tipo penal do art. 216-A do Código Penal não

pode se limitar à ideia de relação empregatícia entre as partes. Assim,

releva-se patente a aludida "ascendência", em virtude da "função"

– outro

elemento normativo do tipo

–, dada a atribuição que tem o cátedra de

interferir diretamente no desempenho acadêmico do discente, situação que

gera no estudante o receio da reprovação.

(32)

DA EXPOSIÇÃO DA INTIMIDADE SEXUAL

ARTIGO 216-B

Art. 216-B. Produzir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio, conteúdo com

cena de nudez ou ato sexual ou libidinoso de caráter íntimo e privado sem autorização

dos participantes: (Incluído pela Lei nº 13.772, de 2018)

Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 1 (um) ano, e multa.

Parágrafo único. Na mesma pena incorre quem realiza montagem em fotografia, vídeo,

áudio ou qualquer outro registro com o fim de incluir pessoa em cena de nudez ou ato

sexual ou libidinoso de caráter íntimo. (Incluído pela Lei nº 13.772, de 2018)

(33)

Art. 218. Induzir alguém menor de 14 (catorze) anos a satisfazer a lascívia de

outrem: (Redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009)

Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos. (Redação dada pela Lei nº

12.015, de 2009)

Parágrafo único. (VETADO) . (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)

Artigo 218 x 227

EXCEÇÃO A TEORIA MONISTA?

ALCANCE DO ARTIGO 218

(34)

Satisfação de lascívia mediante presença de criança ou adolescente

(Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)

Art. 218-A. Praticar, na presença de alguém menor de 14 (catorze) anos,

ou induzi-lo a presenciar, conjunção carnal ou outro ato libidinoso, a fim de

satisfazer lascívia própria ou de outrem: (Incluído pela Lei nº 12.015, de

2009)

Pena - reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. (Incluído pela Lei nº 12.015,

de 2009)

(35)

Art. 241-D. Aliciar, assediar, instigar ou constranger, por qualquer meio de

comunicação, criança, com o fim de com ela praticar ato libidinoso: (Incluído pela Lei

nº 11.829, de 2008)

Pena – reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa. (Incluído pela Lei nº 11.829, de

2008)

Parágrafo único. Nas mesmas penas incorre quem: (Incluído pela Lei nº 11.829,

de 2008)

I

– facilita ou induz o acesso à criança de material contendo cena de sexo

explícito ou pornográfica com o fim de com ela praticar ato libidinoso;

(Incluído pela Lei nº 11.829, de 2008)

II

– pratica as condutas descritas no caput deste artigo com o fim de induzir criança a

se exibir de forma pornográfica ou sexualmente explícita. (Incluído pela Lei nº

11.829, de 2008)

(36)

Artigo 218-B

Favorecimento da prostituição ou de outra forma de exploração sexual de criança ou

adolescente ou de vulnerável. (Redação dada pela Lei nº 12.978, de 2014)

Art. 218-B. Submeter, induzir ou atrair à prostituição ou outra forma de exploração

sexual alguém menor de 18 (dezoito) anos ou que, por enfermidade ou deficiência

mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, facilitá-la, impedir ou

dificultar que a abandone: (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)

Pena - reclusão, de 4 (quatro) a 10 (dez) anos. (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)

§ 1 o Se o crime é praticado com o fim de obter vantagem econômica, aplica-se também

multa. (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)

§ 2 o Incorre nas mesmas penas: (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)

I - quem pratica conjunção carnal ou outro ato libidinoso com alguém menor de 18

(dezoito) e maior de 14 (catorze) anos na situação descrita no caput deste artigo;

(Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)

II - o proprietário, o gerente ou o responsável pelo local em que se verifiquem as práticas

(37)

§ 3 o Na hipótese do inciso II do § 2 o, constitui efeito obrigatório da

condenação a cassação da licença de localização e de funcionamento do

estabelecimento. (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)

CRIME HEDIONDO

EXPLORAÇÃO SEXUAL

(38)

• Quadro resumo:

• Agente que se relaciona com vítima menor de 18 anos, supondo que ela tenha 20 anos – atipicidade – erro de tipo

• Aquele que induziu, atraiu.... – artigo 228

• Artigo 218-B não se exige a prática da conjunção carnal ou ato libidinoso – pune-se o agenciador • Aquele que mantém conjunção carnal ou ato libidinoso pode responder por 218-B §2º. I ou

estupro de vulnerável

• Artigo 218-B – vulnerabilidade relativa?

• Menor de 18 anos e maior de 14 anos que procura a prostituição por conta própria – não se encontra na situação descrita no caput.

• Exploração de adolescentes maiores de 14 anos – 218-B. Revogado o artigo 244-A do ECA, neste sentido.

• Exploração da prostituição de adultos – 228

(39)

• HC 371.633/STJ – 2019

• No mês de dezembro de 2009, o réu abordou os adolescentes em uma praça, convidando-os a subirem até o apartamento onde reside, local em que ofereceu-lhes R$ 50,00 (cinquenta) reais, além de lanches e pizzas para se alimentarem, a fim de que com eles mantivesse relações sexuais (e-STJ fl. 25).

• Os menores aceitaram a proposta, e, entre os meses de dezembro de 2009 a fevereiro de 2010, duas vezes por semana, compareceram diversas vezes à residência do ora paciente,

oportunidades em que com ele praticaram ato libidinoso, consistente em sexo anal mediante paga (e-STJ fl. 25).

(40)

RECURSO ESPECIAL. FAVORECIMENTO DA PROSTITUIÇÃO OU DE OUTRA FORMA DE EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇA OU ADOLESCENTE OU DE VULNERÁVEL.

TIPICIDADE. CLIENTE OCASIONAL. RESTABELECIMENTO DA

CONDENAÇÃO. POSSIBILIDADE. RECURSO PROVIDO. 1. O inciso I do § 2º do art. 218-B do Código Penal é claro ao estabelecer que também será penalizado aquele que, ao praticar ato sexual com adolescente, o submeta, induza ou atraia à prostituição ou a outra forma de exploração sexual. Dito de outra forma, enquadra-se na figura típica quem, por meio de pagamento, atinge o objetivo de satisfazer sua lascívia pela prática de ato sexual com pessoa maior de 14 e menor de 18 anos. 2. A leitura conjunta do caput e do § 2º, I, do art. 218-B do Código Penal não permite identificar a exigência de que a prática de conjunção carnal ou outro ato libidinoso com adolescente de 14 a 18 anos se dê por intermédio de terceira pessoa. Basta que o agente, mediante pagamento, convença a vítima, dessa faixa etária, a praticar com ele conjunção carnal ou outro ato libidinoso. 3. Pela moldura fática descrita no acórdão impugnado se vê claramente que o recorrido procurou,

voluntariamente, a vítima e, mediante promessa de pagamento, a induziu à prática de atos libidinosos, a evidenciar seu nítido intuito de exploração sexual da adolescente, o que justifica o restabelecimento de sua condenação. 4. Recurso provido para restabelecer a sentença monocrática, que condenou o réu à pena de 4 anos e 8 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, como incurso no art. 218-B, § 2º, I, do Código Penal. (REsp 1490891⁄SC, Rel. Ministro ROGERIO SCHIETTI CRUZ, SEXTA TURMA, julgado em 17⁄04⁄2018, DJe 02⁄05⁄2018)

(41)

Sobre o assunto, Cleber Masson leciona que "nos núcleos 'submeter', 'induzir', 'atrair' e 'facilitar',

a consumação se dá no momento em que a vítima passa a se dedicar com habitualidade ao exercício da prostituição ou de outra forma de exploração sexual, ainda que não venha a atender pessoa interessada em seus serviços", ao passo que o tipo do inciso I do § 1º do artigo 218-B do

Código Penal "não reclama a habitualidade no relacionamento sexual entre o agente e a pessoa

menor de 18 e maior de 14 anos" (Código Penal Comentado. 6ª ed. São Paulo: Método, 2018, p.

(42)

Art. 218-C. Oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, vender ou expor à venda,

distribuir, publicar ou divulgar, por qualquer meio - inclusive por meio de

comunicação de massa ou sistema de informática ou telemática -, fotografia,

vídeo ou outro registro audiovisual que contenha cena de estupro ou de

estupro de vulnerável ou que faça apologia ou induza a sua prática, ou, sem o

consentimento da vítima, cena de sexo, nudez ou pornografia: (Incluído pela

Lei nº 13.718, de 2018)

Pena - reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, se o fato não constitui crime mais

grave. (Incluído pela Lei nº 13.718, de 2018)

Aumento de pena (Incluído pela Lei nº 13.718, de 2018)

§ 1º A pena é aumentada de 1/3 (um terço) a 2/3 (dois terços) se o crime é

praticado por agente que mantém ou tenha mantido relação íntima de afeto

com a vítima ou com o fim de vingança ou humilhação. (Incluído pela Lei nº

13.718, de 2018)

(43)

Exclusão de ilicitude (Incluído pela Lei nº 13.718, de 2018)

§ 2º Não há crime quando o agente pratica as condutas descritas no caput

deste artigo em publicação de natureza jornalística, científica, cultural ou

acadêmica com a adoção de recurso que impossibilite a identificação da

vítima, ressalvada sua prévia autorização, caso seja maior de 18 (dezoito)

anos. (Incluído pela Lei nº 13.718, de 2018)

(44)

ARTIGOS 216 B E 218 C

• O artigo 218 –C que diz respeito a divulgação de cena sexo, pornografia, de ou, ainda, cena de estupro ou estupro de vulnerável alcança as seguintes hipóteses:

• Em qualquer situação a divulgação de cena de estupro configura o artigo 218-C;

• A divulgação de cena de sexo ou pornografia, quando não autorizada configura crime;

• A divulgação de cena de sexo ou pornografia quando se tratar de criança ou adolescente aplica-se o ECA

• A divulgação de cena de estupro de vulnerável quando se tratar de criança ou adolescente também aplica-se o ECA

• No que diz respeito ao estupro de vulnerável o alcance do artigo 218-C é apenas quanto a aqueles que não sejam criança ou adolescentes.

(45)

AÇÃO PENAL

• AÇAO PENAL NOS CRIMES CONTRA

• A DIGNIDADE SEXUAL • AÇÃO PENAL PRIVADA

• AÇÃO PENAL PÚBLICA CONDICIONADA À REPRESENTAÇÃO • AÇÃO PENAL PÚBLICA INCONDICIONADA

• Súmula 608 do STF e sua aplicabilidade ao longo dos tempos

• Ação penal e a vulnerabilidade ocasional – STJ “ em relação à vítima possuidora de incapacidade permanente de oferecer resistência à prática dos atos libidinosos, a ação penal seria sempre de incapacidade permanente de oferecer resistência à prática dos atos libidinosos, a ação penal seria sempre incondicionada. Mas, em se tratando de pessoa incapaz de oferecer resistência apenas na ocasião da ocorrência dos atos libidinosos – não sendo considerada pessoa vulnerável – a ação penal permanece condicionada à representação da vítima, da qual não pode ser retirada a escolha de evitar strepitus judicii. Com este entendimento afasta-se a interpretação de que qualquer crime de estupro de vulnerável seria de ação penal pública incondicionada, preservando-se o sentido da redação do caput do art. 225 do CP. (HC 276.510/RJ 11.11.2014

(46)

Redação do artigo 225 antes da Lei 12.015

Art. 225 - Nos crimes definidos nos capítulos anteriores, somente se

procede mediante queixa.

§ 1º - Procede-se, entretanto, mediante ação pública:

I - se a vítima ou seus pais não podem prover às despesas do processo,

sem privar-se de recursos indispensáveis à manutenção própria ou da

família;

II - se o crime é cometido com abuso do pátrio poder, ou da qualidade de

padrasto, tutor ou curador.

§ 2º - No caso do nº I do parágrafo anterior, a ação do Ministério Público

depende de representação.

(47)

Lei 12.015 redação do artigo

225

Art. 225. Nos crimes definidos nos Capítulos I e II deste Título, procede-se

mediante ação penal pública condicionada à representação. (Redação

dada pela Lei nº 12.015, de 2009)

Parágrafo único. Procede-se, entretanto, mediante ação penal pública

incondicionada se a vítima é menor de 18 (dezoito) anos ou pessoa

vulnerável. (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)

(48)

ARTIGO 225 – LEI 13.718

Art. 225. Nos crimes definidos nos Capítulos

I e II deste Título, procede-se mediante ação

penal pública incondicionada. (Redação

dada pela Lei nº 13.718, de 2018)

(49)

• Artigo 226, CP – causas especiais de

aumento de pena

(50)

DO LENOCÍNIO E DO TRÁFICO DE PESSOA PARA FIM DE EXPLORAÇÃO

SEXUAL

ARTIGOS 227 A 231

DO ULTRAJE PÚBLICO AO PUDOR

ARTIGOS 233 E 234

(51)

• O TRIÂNGULO – LENÃO/ VÍTIMA/

TERCEIRO

• LENOCÍNIO FAMILIAR

• LENOCÍNIO QUESTUARIUM OU

MERCENÁRIO

(52)

Art. 227 - Induzir alguém a satisfazer a lascívia de outrem:

Pena - reclusão, de um a três anos.

§ 1º - Se a vítima é maior de catorze e menor de dezoito anos, ou se o agente é seu

ascendente, descendente, marido, irmão, tutor ou curador ou pessoa a que esteja

confiada para fins de educação, de tratamento ou de guarda:

§ 1 o Se a vítima é maior de 14 (catorze) e menor de 18 (dezoito) anos, ou se o

agente é seu ascendente, descendente, cônjuge ou companheiro, irmão, tutor ou

curador ou pessoa a quem esteja confiada para fins de educação, de tratamento ou

de guarda: (Redação dada pela Lei nº 11.106, de 2005)

Pena - reclusão, de dois a cinco anos.

§ 2º - Se o crime é cometido com emprego de violência, grave ameaça ou fraude:

Pena - reclusão, de dois a oito anos, além da pena correspondente à violência.

§ 3º - Se o crime é cometido com o fim de lucro, aplica-se também multa.

(53)

Art. 228. Induzir ou atrair alguém à prostituição ou outra forma de exploração sexual,

facilitá-la, impedir ou dificultar que alguém a abandone: (Redação dada pela Lei nº

12.015, de 2009)

Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa. (Redação dada pela Lei nº

12.015, de 2009)

§ 1 o Se o agente é ascendente, padrasto, madrasta, irmão, enteado, cônjuge,

companheiro, tutor ou curador, preceptor ou empregador da vítima, ou se assumiu,

por lei ou outra forma, obrigação de cuidado, proteção ou vigilância: (Redação dada

pela Lei nº 12.015, de 2009)

Pena - reclusão, de 3 (três) a 8 (oito) anos. (Redação dada pela Lei nº 12.015, de

2009)

§ 2º - Se o crime, é cometido com emprego de violência, grave ameaça ou fraude:

Pena - reclusão, de quatro a dez anos, além da pena correspondente à violência.

§ 3º - Se o crime é cometido com o fim de lucro, aplica-se também multa.

(54)

EXPLORAÇÃO DO ADOLESCENTE –

218-B

EXPLORAÇÃO DE ADULTOS – 228

PORNOGRAFIA ENVOLVENDO CRIANÇA

OU ADOLESCENTE – 240, 241, 214-A A

241-D

PORNOGRAFIA DE ADULTOS – NÃO HÁ

CRIME

(55)

ARTIGO 229

CASA DE PROSTITUIÇÃO

SUJEITO PASSIVO?

MUDANÇA COM A REDAÇÃO DO ARTIGO 229

“Art. 229. Manter, por conta própria ou de terceiro, casa de prostituição ou lugar

destinado a encontros para fim libidinoso, haja, ou não, intuito de lucro ou

mediação direta do proprietário ou gerente”.

“Art. 229. Manter, por conta própria ou de terceiro, estabelecimento em que ocorra

exploração sexual, haja, ou não, intuito de lucro ou mediação direta do proprietário

(56)

art. 230 - Tirar proveito da prostituição alheia, participando diretamente de seus

lucros ou fazendo-se sustentar, no todo ou em parte, por quem a exerça:

Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa.

§ 1 o Se a vítima é menor de 18 (dezoito) e maior de 14 (catorze) anos ou se o crime

é cometido por ascendente, padrasto, madrasta, irmão, enteado, cônjuge,

companheiro, tutor ou curador, preceptor ou empregador da vítima, ou por quem

assumiu, por lei ou outra forma, obrigação de cuidado, proteção ou vigilância:

(Redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009)

Pena - reclusão, de 3 (três) a 6 (seis) anos, e multa. (Redação dada pela Lei nº

12.015, de 2009)

§ 2 o Se o crime é cometido mediante violência, grave ameaça, fraude ou outro meio

que impeça ou dificulte a livre manifestação da vontade da vítima: (Redação dada

pela Lei nº 12.015, de 2009)

Pena - reclusão, de 2 (dois) a 8 (oito) anos, sem prejuízo da pena correspondente à

violência. (Redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009)

(57)

Art. 232- A – Promoção de migração ilegal

Promover, por qualquer meio, com o fim de obter vantagem econômica, a entrada

ilegal de estrangeiro em território nacional ou de brasileiro em país estrangeiro:

Incluído pela Lei nº 13.445, de 2017 Vigência Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco)

anos, e multa. Incluído pela Lei nº 13.445, de 2017 Vigência

§ 1º Na mesma pena incorre quem promover, por qualquer meio, com o fim de obter

vantagem econômica, a saída de estrangeiro do território nacional para ingressar

ilegalmente em país estrangeiro. Incluído pela Lei nº 13.445, de 2017 Vigência

§ 2º A pena é aumentada de 1/6 (um sexto) a 1/3 (um terço) se: Incluído pela Lei nº

13.445, de 2017 Vigência

I - o crime é cometido com violência; ou Incluído pela Lei nº 13.445, de 2017

Vigência

II - a vítima é submetida a condição desumana ou degradante. Incluído pela Lei nº

13.445, de 2017 Vigência

§ 3º A pena prevista para o crime sera aplicada sem prejuizo das correspondentes as

(58)

Bem Jurídico

– Manutenção da Soberania Nacional, Segurança Nacional e

manutenção da ordem interna, relação do Brasil com outros Países

Sujeito Ativo

Sujeito Passivo

(59)

• DO ULTRAJE PÚBLICO AO PUDOR

• Ato Obsceno

(60)

234-A. Nos crimes previstos neste Título a pena é aumentada: (Incluído pela Lei nº

12.015, de 2009)

I

– (VETADO) ; (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)

II

– (VETADO) ; (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)

III - de metade, se do crime resultar gravidez; e (Incluído pela Lei nº 12.015, de

2009)

(Revogado)

III - de metade a 2/3 (dois terços), se do crime resulta gravidez; (Redação dada pela

Lei nº 13.718, de 2018).

IV - de um sexto até a metade, se o agente transmite à vitima doença sexualmente

transmissível de que sabe ou deveria saber ser portador. (Incluído pela Lei nº

12.015, de 2009)

(Revogado)

IV - de 1/3 (um terço) a 2/3 (dois terços), se o agente transmite à vítima doença

sexualmente transmissível de que sabe ou deveria saber ser portador, ou se a vítima

é idosa ou pessoa com deficiência. (Redação dada pela Lei nº 13.718, de 2018).

(61)

CRIMES CONTRA A FAMÍLIA

• CRIMES CONTRA O CASAMENTO

• CRIMES CONTRA O ESTADO DE

FILIAÇÃO

• CRIMES CONTRA A ASSISTÊNCIA

FAMILIAR

• CRIMES CONTRA O PODER FAMILIAR,

TUTELA E CURATELA

(62)

Crimes contra a família

• Bigamia – crime próprio, material, comissivo,

instantâneo, plurissubjetivo, plurissubsistente

• Induzimento a erro essencial e ocultação de

impedimento – crime próprio, comissivo, instantâneo,

plurissubjetivo plurissubsistente, não se admite a

tentativa

• Conhecimento prévio de impedimento - crime próprio,

material, comissivo, instantâneo,plurissubjetivo,

plurissubsistente

• Simulação de autoridade para casamento – comum,

formal, comissivo, instantâneo, unissubjetivo,

plurissubsistente

• Simulação de casamento – comum, formal, comissivo,

instantâneo, unissubjetivo, plurissubsistente

(63)

Crimes contra a família

• Dos crimes contra o Estado de Filiação

• Registro de Nascimento Inexistente – crime comum,

comissivo, instantâneo, unissubjetivo, plurissubsistente

• Parto suposto. Supressão ou alteração de direito

inerente ao estado civil de recém-nascido – próprio

(quanto ao parto suposto), comum (quanto as demais

formas), comissivo, instantâneo (modalidade ocultar

permanente), unissubjetivo, plurissubsistente

• Sonegação do Estado de Filiação – crime comum,

comissivo, monossubjetivo, instantâneo,

plurissubsistente.

(64)

Dos Crimes contra a Família

• Crimes contra a assistência familiar

Artigos 244 a 247, CP

Classificação: crimes próprios, monossubjetivos, admitem a tentativa, não admite tentativa o artigo 244, CP, dolosos, ação penal pública incondicionada, são infrações de menor potencial ofensivo: artigos 245, 246, 247.

Modalidades de Abandono

ABANDONO MATERIAL – CRIME OMISSIVO PRÓPRIO. SUJEITOS DO CRIME. ASPECTOS IMPORTANTES

ENTREGA DE FILHO MENOR A PESSOA INIDÔNEA ABANDONO INTELECTUAL

ABANDONO MORAL

(65)

• Crimes contra a Poder Familiar, Tutela e

Curatela

• CRIMES COMUNS, DOLOSOS, PLURISSUBSISTENTES, AÇÃO PENAL PÚBLICA INCONDICIONADA.

• PARTE FINAL DO ARTIGO 248 – OMISSIVO PRÓPRIO NÃO ADMITINDO A TENTATIVA, DEMAIS HIPÓTESES ADMITEM A TENTATIVA

(66)

CRIMES CONTRA A

INCOLUMIDADE PÚBLICA

• DOS CRIMES DE PERIGO COMUM – ARTIGOS 250 A 259

• DOS CRIMES CONTRA A SEGURANÇA DOS MEIOS DE

COMUNICAÇÃO E TRANSPORTEES E OUTROS SERVIÇOS

PÚBLICOS – ARTIGOS 260 A 266

(67)

• CRIMES DE PERIGO A COLETIVIDADE

• FORMAS QUALIFICADAS E SUA

INCIDÊNCIA

• CRIMES QUALIFICADOS PELO

RESULTADO

(68)

• INCÊNDIO COM RESULTADO MORTE X

CRIME DE HOMICÍDIO PRATICADO

POR INCÊNDIO

• CRIME DE DANO PRATICADO POR

INCÊNDIO

(69)

• CLASSIFICAÇÃO

• ARTIGOS – 250 A 257

• COMUM, FORMAL,

MONOSSUBJETIVO,COMISSIVO,

DOLOSOS, INSTANTÂNEO, PERIGO

COMUM, PLURISSUBSISTENTES,

ADMITEM A TENTATIVA, NÃO

(70)

• CLASSIFICAÇÃO – ARTIGOS 260 A 266

• CRIMES COMUNS,

MONOSSUBJETIVOS, DOLOSOS,

COMISSIVOS, INSTANTÂNEOS,

PLURISSUBSISTENTES, ADMITE A

TENTATIVA, NÃO ADMITINDO OS

ARTIGOS 265.

• SÃO CRIMES DE PERIGO ABSTRATO –

ARTIGOS 264, 265, 266

(71)

CLASSIFICAÇÃO – ARTIGOS 267 A 286

CRIMES COMUNS

PRÓPRIO – ARTIGO 269

CRIME DE FORMA VINCULADA – ARTIGOS 267, 269 E 284

CRIME COMISSIVOS

CRIME OMISSIVO PRÓPRIO – ART.269

CRIME HABITUAL – ART. 282 E 284

CRIMES DE PERIGO ABSTRATO – ARTS. 268 a 284

(72)

• ARTIGO 273 – PROPORCIONALIDADE E RAZOABILIDADE ? • DECISÃO DO STJ

Informativo nº 0559

Período: 6 a 16 de abril de 2015.

CORTE ESPECIAL

DIREITO CONSTITUCIONAL E PENAL. INCONSTITUCIONALIDADE DO PRECEITO SECUNDÁRIO DO ART. 273, § 1º-B, V, DO CP.

É inconstitucional o preceito secundário do art. 273, § 1º-B, V, do CP - "reclusão, de 10 (dez) a 15 (quinze) anos, e multa" -, devendo-se considerar, no cálculo da reprimenda, a pena prevista no caput do art. 33 da Lei 11.343/2006 (Lei de Drogas), com possibilidade de incidência da causa de diminuição de pena do respectivo § 4º. De fato, é viável a

fiscalização judicial da constitucionalidade de preceito legislativo que implique intervenção estatal por meio do Direito Penal, examinando se o legislador considerou suficientemente os fatos e prognoses e se utilizou de sua margem de ação de forma adequada para a proteção suficiente dos bens jurídicos fundamentais. Nesse sentido, a Segunda Turma do STF (HC 104.410-RS, DJe 27/3/2012) expôs o entendimento de que os "mandatos constitucionais de criminalização [...] impõem ao legislador [...] o dever de observância do princípio da proporcionalidade como

proibição de excesso e como proibição de proteção insuficiente. A idéia é a de que a intervenção estatal por meio do Direito Penal, como ultima ratio, deve ser sempre guiada pelo princípio da proporcionalidade [...] Abre-se, com isso, a possibilidade do controle da constitucionalidade da atividade legislativa em matéria penal

(73)

• ". Sendo assim, em atenção ao princípio constitucional da proporcionalidade e razoabilidade das leis restritivas de direitos (CF, art. 5º, LIV), é imprescindível a atuação do Judiciário para corrigir o exagero e ajustar a pena de "reclusão, de 10 (dez) a 15 (quinze) anos, e multa" abstratamente cominada à conduta inscrita no art. 273, § 1º-B, V, do CP, referente ao crime de ter em depósito, para venda, produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais de procedência ignorada. Isso porque, se esse delito for comparado, por exemplo, com o crime de tráfico ilícito de drogas (notoriamente mais grave e cujo bem jurídico também é a saúde pública), percebe-se a total falta de razoabilidade do preceito secundário do art. 273, § 1º-B, do CP, sobretudo após a edição da Lei 11.343/2006 (Lei de Drogas), que, apesar de ter aumentado a pena mínima de 3 para 5 anos, introduziu a possibilidade de redução da reprimenda, quando aplicável o § 4º do art. 33, de 1/6 a 2/3. Com isso, em inúmeros casos, o esporádico e pequeno traficante pode receber a exígua pena privativa de liberdade de 1 ano e 8 meses. E mais: é possível, ainda, sua substituição por restritiva de direitos. De mais a mais, constata-se que a pena mínima cominada ao crime ora em debate excede em mais de três vezes a pena máxima do homicídio culposo, corresponde a quase o dobro da pena mínima do homicídio doloso simples, é cinco vezes maior que a pena mínima da lesão corporal de natureza grave, enfim, é mais grave do que a do estupro, do estupro de vulnerável, da extorsão mediante sequestro, situação que gera gritante desproporcionalidade no sistema penal. Além disso, como se trata de crime de perigo abstrato, que independe da prova da ocorrência de efetivo risco para quem quer que seja, a dispensabilidade do dano concreto à saúde do pretenso usuário do produto evidencia ainda mais a falta de harmonia entre esse delito e a pena abstratamente cominada pela redação dada pela

(74)

• Lei 9.677/1998 (de 10 a 15 anos de reclusão

• ). Ademais, apenas para seguir apontando a desproporcionalidade, deve-se ressaltar que a conduta de importar medicamento não registrado na ANVISA, considerada criminosa e hedionda pelo art. 273, § 1º-B, do CP, a que se comina pena altíssima, pode acarretar mera sanção

administrativa de advertência, nos termos dos arts. 2º, 4º, 8º (IV) e 10 (IV), todos da Lei n. 6.437/1977, que define as infrações à legislação sanitária. A ausência de relevância penal da conduta, a desproporção da pena em ponderação com o dano ou perigo de dano à saúde pública decorrente da ação e a inexistência de consequência calamitosa do agir convergem para que se conclua pela falta de razoabilidade da pena prevista na lei, tendo em vista que a restrição da liberdade individual não pode ser excessiva, mas compatível e proporcional à ofensa causada pelo comportamento humano criminoso. Quanto à possibilidade de aplicação, para o crime em questão, da pena abstratamente prevista para o tráfico de drogas - "reclusão de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos e pagamento de 500 (quinhentos) a 1.500 (mil e quinhentos) dias-multa" (art. 33 da Lei de drogas) -, a Sexta Turma do STJ (REsp 915.442-SC, DJe 1º/2/2011) dispôs que "A Lei 9.677/98, ao alterar a pena prevista para os delitos descritos no artigo 273 do Código Penal, mostrou-se excessivamente desproporcional, cabendo, portanto, ao Judiciário promover o ajuste principiológico da norma [...] Tratando-se de crime hediondo, de perigo abstrato, que tem como bem jurídico tutelado a saúde pública, mostra-se razoável a aplicação do preceito secundário do delito de tráfico de drogas ao crime de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de

produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais". AI no HC 239.363-PR, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 26/2/2015, DJe 10/4/2015.

(75)

CRIMES CONTRA A PAZ

PÚBLICA

• ARTIGOS 286 A 288-A • CRIMES COMUNS • COMISSIVOS • MONOSSUBJETIVOS

• PLURISSUBJETIVO – ARTIGO 288 E 288-A • ARTIGO 288 – NÃO ADMITE A TENTATIVA • ARTIGO 288 – CRIME PERMANENTE

• ARTIGO 288-A – CRIME PERMANTE OU HABITUAL • CRIMES DE PERIGO COMUM

• SUJEITO PASSIVO – COLETIVIDADE • OBJETO MATERIAL – PAZ PÚBLICA • BEM JURÍDICO – PAZ PÚBLICA • CRIMES DOLOSOS

(76)

NÚMERO DE INTEGRANTES NA ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA

NÚMERO DE INTEGRANTES NA CONSTITUIÇÃO DE MILÍCIA PRIVADA

NÚMERO DE INTEGRANTES NA ASSOCIAÇÃO VOLTADA PARA A PRÁTICA DE

TRÁFICO DE DROGAS

NÚMERO DE INTEGRANTES NA ASSOCIAÇÃO VOLTADA PARA A PRÁTICA DE

CRIMES HEDIONDOS OU EQUIPARADOS

ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA X ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA

Art. 288. Associarem-se 3 (três) ou mais pessoas, para o fim específico de cometer

crimes: (Redação dada pela Lei nº 12.850, de 2013) (Vigência)

Pena - reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos. (Redação dada pela Lei nº 12.850, de

2013) (Vigência)

Parágrafo único. A pena aumenta-se até a metade se a associação é armada ou se

houver a participação de criança ou adolescente. (Redação dada pela Lei nº 12.850,

de 2013) (Vigência)

(77)

Constituição de milícia privada (Incluído dada pela Lei nº 12.720, de 2012)

Art. 288-A. Constituir, organizar, integrar, manter ou custear organização

paramilitar, milícia particular, grupo ou esquadrão com a finalidade de

praticar qualquer dos crimes previstos neste Código: (Incluído dada pela

Lei nº 12.720, de 2012)

Pena - reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos. (Incluído dada pela Lei nº

12.720, de 2012)

(78)

LEI 12.850/13

• Art. 1º Esta Lei define organização criminosa e dispõe sobre a

investigação criminal, os meios de obtenção da prova, infrações

penais correlatas e o procedimento criminal a ser aplicado.

• § 1º Considera-se organização criminosa a associação de 4

(quatro) ou mais pessoas estruturalmente ordenada e caracterizada

pela divisão de tarefas, ainda que informalmente, com objetivo de

obter, direta ou indiretamente, vantagem de qualquer natureza,

mediante a prática de infrações penais cujas penas máximas sejam

superiores a 4 (quatro) anos, ou que sejam de caráter

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