Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia
do Tornozelo e Pé
Uma publicação da Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé (ABTPé)
Filiada à International Federation of Foot and Ankle Societies - distribuição gratuita
Ano 15 • nº 57 jul/ago/set - 2010
Programação
Científica a Mil! Programação
Científica a Mil!
rabalhar em um hospital-escola é uma gran- de oportunidade para refletir e aprender um pouquinho sobre nossa profissão, nossa atu- ação, e a condição humana.
Em meados deste ano, um paciente procurou o Grupo do Pé do HC para “resolver o seu problema”. Este pacien- te, um senhor de 50 anos de idade, apresentava um hálux doloroso, rígido e gravemente deformado em valgo, com artrose exuberante, secundários a um trauma ocorrido há vinte anos. Nenhuma modificação no calçado havia leva- do a melhoras dos sintomas. O residente trouxe as radio- grafias, discutimos o caso, e orientei que a melhor opção seria a artrodese metatarsofalangeana. Quando o residen- te informou a opinião do nosso grupo, o paciente mos- trou uma enorme insatisfação, e se dirigiu ao residente da seguinte forma: “Lá vem vocês, de novo, falar de artrodese!
Este negócio de ter que colar os dois ossos é uma palha- çada! Eu já passei no Hospital São Paulo, no Servidor Públi- co, na Santa Casa, e até aqui no HC vocês vêm me falar disso! Olhem, vocês estão muito atrasados mesmo! Na minha visão, isso que eu tenho no meu pé é um proble- ma pequeno, uma coisinha simples de resolver! O ho- mem consegue chegar até na Lua, e vocês nem conse- guem resolver direito este pequeno probleminha do meu dedão! Ele tem que ficar igual ao que era antes! Vocês são muito ignorantes, mesmo...”
Quando vi o residente espumando, e preparado para responder o desabafo do paciente na mesma moeda, decidi intervir no atendimento. Reorientei o paciente sobre a sua condição, e sobre as limitações que exis- tiam quanto às possibilidades de tratamento. O pa- ciente estava irado, e simplesmente negava-se a ouvir qualquer argumentação. Descontrolado, continuava a disparar sua raiva para toda a equipe que o atendia.
Calmamente, dirigi-me ao paciente informando que ele tinha o direito de discordar de tudo o que nós haví- amos dito para ele, e que ele tem total liberdade para procurar outra opinião. Elaboramos um relatório médi- co e um encaminhamento com o diagnóstico de hálux valgo com artrose, levantei-me, sorrindo, estendendo- -lhe a mão e abrindo a porta do consultório. Quando o paciente foi embora, o residente virou-se para mim e disse-me que ficou por um fio de pular no pescoço do paciente.
Esta situação não é tão infrequente. Situações que nos
tiram do sério acontecem não só no consultório, mas também em diversos outros momentos das nossas vi- das. Algumas vezes aceitamos as conseqüências das nossas ações, justamente porque percebemos que ti- vemos alguma responsabilidade por elas, ou porque fomos mais ou menos grosseiros na maneira de resol- ver uma pendência. Mas o que menos toleramos é a falta de reconhecimento, que acontece quando nós cumprimos nosso papel de forma absolutamente per- tinente e adequada e, mesmo assim, recebemos em troca, a crítica não fundamentada sobre um trabalho bem-feito.
O fato é que não temos controle de tudo. Mesmo sendo gentis e cordatos, é provável (justamente porque esta é a nossa profissão) que nos deparemos com algumas pesso- as que não estejam preparadas ou dispostas para ouvir ou para lidar com suas condições. É por isso que estas pesso- as são chamadas de “doentes”. A doença física pode vir acompanhada, ou não, de uma doença da mente, que é a incapacidade de aceitar algo evidente. Entender esta circunstância, e reconhecer que nós estamos do único lado da história que pode evitar uma guerra em que os dois lados sairão perdendo, permite que tomemos a op- ção mais saudável para a mediação do conflito.
Quando nos deixamos levar pelo impulso instintivo de responder ao paciente na mesma moeda, nós nos dei- xamos contagiar pela sua doença mental. Esta má von- tade irá contaminar nossas relações com os outros pa- cientes que estão aguardando pelos seus atendimentos, irá contaminar nossa relação com nossos familiares e amigos, e irá exaurir nossa energia. O produto deste bate-boca será apenas mais violência, mais inquieta- ção, relações humanas piores, e a sensação de insatis- fação com relação à profissão.
Paciência, ponderação, amabilidade, controle, compai- xão, e serenidade são características de personalidade que, desenvolvidas, nos ajudam tremendamente a li- dar com estes pacientes difíceis.
Nós temos sempre duas opções: ou nós fazemos par- te da solução, ou nós fazemos parte do problema. Se o paciente não permite que nós façamos parte da so- lução, nós não podemos permitir que nós façamos parte do seu problema. Deixar o paciente trilhar o seu próprio caminho é tão importante quanto trilhar o
nosso próprio caminho... ■
T
Editorial Rafael Trevisan Ortiz
Fazendo parte do problema ou da solução?
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www.abtpe.org.br [email protected] Boletim da ABTPé Ano 15 • nº 57 • jul/ago/set - 2010
Augusto César Monteiro São Paulo / SP
momento atual é absolutamente propício para a reciclagem dos conhecimentos e para a confraternização de todos os cole- gas interessados na cirurgia do pé e torno- zelo. A ABTPé está participando ativamente de uma programação científica intensa, sem descuidar do congraçamento de todos amigos que formam nossa Associação. Gostaria de encontrar todos os amigos nos eventos que estão para ocorrer proximamente:
compareçam ao 42º CBOT de Brasília, e se programem para o Pré-congresso em Cirurgia Minimamente Inva- siva na sexta-feira dia 12, para o Curso do Comitê (Ar- tropatia de Charcot) no sábado dia 13, e para o Dia da Especialidade (Lesões Traumáticas de Alta Energia) no domingo, dia 14. Na sequência, nos encontraremos no
Chile, no congresso da FLAMECIPP, que acontecerá em La Serena nos dias 16 e 17 de novembro. Finalizando o ano com chave de ouro, em São Paulo, teremos a co- memoração dos 35 anos da ABTPé, com um curso nos dias 10 e 11 de dezembro no Espaço Cultural Presbite- riano Pinheiros, com a presença de Jim Brodsky, e dos colegas chilenos Cristian Ortiz, Emilio Wagner e An- drés Keller. Um grande coquetel comemorativo ocor- rerá no final do curso, no sábado à noite, na sede da ABTPé. Finalmente, nosso evento maior, o Congresso Brasileiro de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé, que acontecerá em abril do ano que vem, em Foz do Iguaçu. Não deixem de se inscrever e mandar seus te- mas-livres pelo site! Vamos celebrar nossas vidas e
nossa especialidade juntos! ■
Palavra do Presidente
O
Evento Walter W. Harris São Paulo / SP
os dias 16 e 18 de se- tembro, a ABTPé re- cebeu a SOMIB, Asso- ciação Médica Ítalo-brasileira, para um evento um tanto inusitado na nossa Associa- ção: foi realizado um ciclo de cine-debate, com a apresen- tação de dois filmes italianos:
“Don Camillo” e “O Retorno de Don Camillo”.
Após os filmes, nos dois dias, os debates foram co- ordenados pelo Dr. Wimer Bottura Junior, psiquiatra e psicoterapeuta, tendo como comentarista o Prof.
Bernardo Isler, das Comunicações da FAAP, que fez interessante análise dos filmes, o que representavam e como eram os tempos quando foram feitos (1952 e 1953). Vários dos presentes participaram ativamente nas discussões, demonstrando o interesse que esse tipo de atividade desperta.
Esta é a primeira vez que o evento se realiza em San- to Amaro. Dr. Wimer esclareceu que há 13 anos que estes cine-debates são realizados, geralmente nas dependências da APM.
Evento cultural na ABTPé
N Foram uma noite e uma tarde muito interessantes,
principalmente para quem já conhecia esses filmes
e os assistiu anos atrás com Fernandel e Gino Cervi,
ou então conhecia a obra de Giovanni Guareschi. ■
Curso
Opinião do Associado
Augusto César Monteiro São Paulo / SP
Eduardo Mello de Castro Moreira São Paulo / SP o dia 3 de agosto de 2010 foi realizada a apre- sentação da Prótese Tornozelo SALTO (prótese de tornozelo móvel) da empresa francesa Tornier Surgical Implants, no Auditório Manlio Napoli, na sede da ABTPé. Contamos com a participação dos Srs. Gregory Mariotat e Gennaro Rubinno que nos prestigiaram com a apresentação desse produto. Neste evento tivemos a participação de vários ortopedistas, vindos de diversas regiões do país, no qual foi discutida a parte técnica da Prótese de Tornozelo. Registre-se, por fim, especial agra-
decimento à Fênix Implantes. ■
uem não se lembra dos anos 80, quando a artros- copia era novidade e desacreditada por muitos?
No início tudo foi difícil. E difícil é também aceitar mudanças radicais não conservadoras, mudanças de hábito, principalmente daqueles que há muitos anos realizam os mesmos procedimentos cirúrgicos. Para que mudar se está dando certo? A evolução dos procedi- mentos cirúrgicos, assim como da tecnologia, é inexorá- vel, e nos obriga a estudar sempre para acompanhar tais mudanças.
Os nossos experientes mestres nos diziam: “Por que fa- zer uma cirurgia pelo buraco da fechadura, se podemos fazê-la abrindo a porta?”. E veio a artroscopia incontestá- vel e definitiva.
Quem opera, atualmente, uma lesão de LCA ou de man- guito rotador com cirurgia aberta?
Será que o filme vai se repetir com a cirurgia minima-
mente invasiva? Vamos ignorar a história e cometer os mesmos erros do passado? Ou vamos evoluir?
Os 15 anos de experiência dos espanhóis e portugueses, com resultados bastante satisfatórios, não são suficien- tes? Estamos atrasados, sim. Não podemos mais tapar o sol com a peneira.
As nossas cirurgias tradicionais de tornozelo e pé não evoluíram como outras subespecialidades.
A artroscopia do tornozelo, com suas poucas indicações, não tem o mesmo espectro quando comparada às de joelho e ombro. Os materiais de cirurgia do pé se moder- nizaram, mas o velho fio de Kirschner, às vezes, ainda, é o plano B.
Entendo que isso deve servir de alerta para nós orto- pedistas da ABTPé que temos a intenção de crescer e descobrir novos caminhos cada vez mais seguros e
menos invasivos. ■
Apresentação da Prótese de Tornozelo SALTO
Já vi esse filme
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Boletim da ABTPé Ano 15 • nº 57 • jul/ago/set - 2010
www.abtpe.org.br [email protected]
Curso
os dias 10 e 11 de dezembro de 2010 a cidade de São Paulo sediará um curso que irá comemorar os 35 anos da fundação da Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé. O evento será realizado no Espaço Cultural Presbiteriano Pinheiros, ao lado da Praça Panamericana, e contará com a presença dos convidados internacionais James Brodsky (EUA), Andres Keller (Chile) Cristian Ortiz (Chile), e Emilio Wagner (Chile). O formato do evento, com aulas apenas dos convidados
Local: Espaço Cultural Presbiteriano Pinheiros Rua Guerra Junqueiro, 285
Sexta-feira, 10 de dezembro
07h40 – 08h00 – Recepção
08h00 – 08h15 – Aula – Reconstrução das lesões nos tendões fibulares – James Brodsky 08h15 – 08h55 – Mesa Redonda Moderna: Lesões Esportivas
08h55 – 09h10 – Aula – Reconstrução do antepé reumatóide – James Brodsky 09h10 – 09h50 – Mesa Redonda Moderna: Pé Reumático
09h50 – 10h35 – Coffee-break
10h35 – 11h15 – Mesa Redonda Moderna: Metatarsalgias e Deformidades dos Dedos Menores
11h15 – 11h30 – Aula – Modificações da osteotomia de Weil e seu uso nas metatarsalgias – Andres Keller 11h30 – 12h10 – Mesa Redonda Moderna: Pé Pediátrico
12h10 – 14h10 – intervalo para almoço
14h10 – 14h25 – Aula – Fisiopatologia do pé diabético – James Brodsky 14h25 – 15h05 – Mesa Redonda Moderna: Pé Diabético
15h05 – 15h20 – Aula – Tratamento da articulação de Charcot com e sem artrodese – James Brodsky 15h20 – 15h50 – Mesa Redonda Moderna: Artroscopia
15h50 – 16h05 – Aula – Tenoscopias no tornozelo e pé – Emilio Wagner 16h05 – 16h50 – Coffee-Break
16h50 – 17h05 – Aula – Como iniciar o projeto de prótese de tornozelo a nível nacional – Cristian Ortiz 17h05 – 17h45 – Mesa Redonda Moderna: Tendinopatias
17h45 – 18h00 – Aula – Tratamento das lesões do tendão tibial posterior – James Brodsky
Curso Comemorativ o 35 Anos da ABTPé
Programação Cie ntífica Preliminar
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www.abtpe.org.br [email protected] Boletim da ABTPé Ano 15 • nº 57 • jul/ago/set - 2010 internacionais e centrado em mesas-redondas modernas, favorecerá o debate de casos clínicos entre todos os participantes. O evento contará com tradução simultânea inglês-português, e será isento de taxa de inscrição para os membros da ABTPé quites.
A inscrição para sócios da SBOT será de R$ 200,00, e para residentes de ortopedia e estagiários em serviços credenciados de pé e tornozelo será de R$100,00. As vagas são limitadas. Informações e inscrições através do site www.abtpe.org.br. ■
APOIO: Ortocir • Ortomedic • Intermedic • Ortholine • Fênix • Implamed • Globomedical Royal Med • Tellus • Pró Ortopedia • Ortho Pauher • Synthes • Tecnimed/Iomed • Helca
INSCREVA-SE JÁ E GARANTA A SUA VAGA! – www.abtpe.org.br
Sábado, 11 de dezembro
08h00 – 08h15 – Aula – A pressão plantar pós-operatória é irregular nos hálux valgos tratados com osteotomia proximal – James Brodsky
08h15 – 09h05 – Mesa Redonda Moderna: Patologias do Primeiro Raio – Hálux Valgo / Hálux Rígido / Hálux Varo / Sesamóides 09h05 – 09h20 – Aula – Complicações da cirurgia do antepé – James Brodsky
09h20 – 10h05 – Coffee-break
10h05 – 10h20 – Aula – É possível obter bons resultados com redução e fixação percutânea nas fraturas da articulação de Lisfranc? – Emilio Wagner
10h20 – 11h00 – Mesa Redonda Moderna: Trauma I – Calcâneo, Tálus e Lisfranc
11h00 – 11h15 – Aula – Fraturas do calcâneo – abordagem pelo seio do tarso – Andres Keller 11h15 – 11h30 – Aula – Análise da marcha após queilectomia, prótese do tornozelo e artrodese
metatarsofalangeana – James Brodsky
11h30 – 11h45 – Aula – “Ângulo a corrigir” – uma alternativa para a tomada de decisões na cirurgia do hálux valgo – Emilio Wagner
11h45 – 12h15 – Mesa Redonda Moderna: Cirurgia Percutânea e Minimamente Invasiva 12h15 – 14h15 – intervalo para almoço
14h15 – 14h30 – Aula – Existe edema ósseo idiopático no tornozelo e pé? – Cristian Ortiz 14h30 – 14h45 – Aula – Osteotomias supramaleolares para a artrose do tornozelo – Cristian Ortiz 14h45 – 15h25 – Mesa Redonda Moderna: Trauma II – Pilão Tibial e Tornozelo
15h25 – 15h40 – Aula – Haste intramedular retrógrada para artrodese das deformidades graves do tornozelo e retropé – James Brodsky
15h40 – 15h55 – Aula – É necessário retirar o parafuso de sindesmose nas fraturas do tornozelo? – Andres Keller
16h00 – Encerramento
A partir das 18h00 – Coquetel de comemoração dos 35 anos da ABTPé – na sede da ABTPé
Curso Comemorativ o 35 Anos da ABTPé
Programação Cie ntífica Preliminar
O Curso de Dor Crônica no Pé e Tornozelo realizado em 18 de setembro passado na sede da ABTPé, dirigido a uma plateia de clínicos e cirurgiões do pé e tornozelo, foi de enorme sucesso, e essa iniciativa da nossa atual Diretoria deve ser aplaudida.
O imediatismo é em geral a característica principal do ortopedista. Falar de patologias crônicas não o agrada, e o assunto até provoca certo desinteresse. Não é valo- rizada a manutenção em consultório de pacientes de longo tratamento em uso dos repetitivos medicamen- tos analgésicos ineficazes e sessões fisioterápicas im- produtivas. Prefere a perda do mesmo a mantê-lo sem um resultado eficaz. O paciente conhece bem todos os medicamentos, e pior ainda, todos os ortopedistas, já que troca de médico regularmente.
Os queridos palestrantes, os fisiatras Marta, Patrick e Mal- con, trouxeram um novo enfoque à questão e, principal- mente, motivaram os ortopedistas a entender esses do- entes em busca de um diagnóstico etiológico e a ajudá-los sem perda de tempo. Valorizaram muito a ca- racterística multidisciplinar, o doente como um todo, o manejo dos diversos medicamentos, as novas drogas, os
métodos físicos e a importância do apoio psicológico.
Mesmo que após o primeiro contato alguns destes pa- cientes devam ser seguidos por especialistas, o reconhe- cimento dos sintomas e os primeiros cuidados a serem dados foram informações importantes transmitidas.
Não podemos esquecer que, se o doente vem ao nosso consultório, é porque ele está precisando de ajuda e só o fato de entendê-lo e explicar o seu problema já é uma colaboração substancial.
Temos que lembrar que no Brasil são poucos os espe- cialistas na área de Fisiatria, e os ortopedistas locais aca- bam assumindo esta função.
O assunto passa a ser interessante na medida em que se conhece melhor, e por ser novidade, outras reuniões têm que ser promovidas para reciclar os nossos conhecimentos.
Foi uma reunião altamente produtiva.
A ABTPé contou com o apoio da Ortholine para que este curso pudesse ser disponibilizado para seus associados.
Entre os dias 23 e 25 de julho, durante o 15º Congres- so Brasileiro Multiprofissional de Diabetes, e no dia 28 de julho, na Livraria da Vila, em São Paulo, foi lançado o livro “Uma abordagem multidisciplinar sobre pé diabético”, de autoria do associado Fábio Batista.
A Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos aceitou o trabalho “Surgical treatment of advanced hallux rigidus by interpositional arthroplasty” envia- do pelo nosso associado José Sanhudo, do Rio Gran- de do Sul. O tema livre oral será apresentado duran- te o 2011 AAOS Annual Meeting, que será realizado entre 15 e 19 de fevereiro, em San Diego, California.
A ABTPé felicita nossos colegas, e espera que este entusiasmo científico inspire todos a compartilhar os resultados das suas experiências pessoais. Para- béns, Fábio! Parabéns, Sanhudo! ■
Dor Crônica no Pé e Tornozelo Curso
Notícias dos Associados
Marcio Benevento
São Paulo / SP
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Pré-Congresso
Inscreva-se para a AB ligando (11) 3082-6919 ou TPé!
(11) 3082-2518
Dicas de Leitura
Dica de Última Hora
Walter W. Harris
São Paulo / SP
Walter W. Harris
São Paulo / SP
Evolving Techniques in Foot and Ankle Amputation
Ng, V.Y.; Berlet, G.C.
J Am Acad Orthop Surg 18 (4): 223-235, Apr 2010
Muitas patologias clínicas terminam em amputações de membros inferiores, incluindo trauma, moléstias vasculares, defeitos congênitos e lesões malignas. No entanto, os princípios de uma amputação bem sucedida - planejamento pré-operatório cuidadoso, excelência na coordenação de uma equipe multidisciplinar e técnica cirúrgica esmerada - permanecem os mesmos. A reabilitação planejada e próteses adequadas são fundamentais nos cuidados do amputado. Na vida não-militar, uma amputação é geralmente realizada como um tratamento planejado para um membro condenado e não como um procedimento de emergência. A perda parcial de um membro inferior frequentemente representa uma alteração importante na vida do indivíduo, mas os pacientes devem ser estimulados a encarar uma amputação como o início de uma nova etapa da vida e não como o resultado de um tratamento malogrado. Trata-se de um artigo de revisão muito bem elaborado.
Current Concept Review: Osteochondral Lesions of the Talus
McGahan, P.J.; Pinney, S.J.
Foot and Ankle International 31 (1): 90-101, Jan 2010 Nos últimos tempos, os conceitos sobre lesões osteocon- drais do tálus têm sofrido alterações importantes, principal- mente quanto às técnicas de tratamento destas lesões. Essa revisão extensa e bem atualizada não só é de interesse para os ortopedistas gerais, mas é de leitura obrigatória para to- dos os Cirurgiões do Pé.
Long-Term Results of Salvage Surgery in Severely Injured Feet
Ferreira, R.C.; Sakata, M.A.; Costa, M.T.; Frizzo, G.G.;
Santin, R.A.L.
Foot and Ankle International 31 (2): 113-123, Feb 2010 Nível de Evidência IV – Estudo retrospectivo
Este trabalho foi elaborado na Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo, por membros titulares da ABTPé.
Trata-se de um estudo dos resultados a longo prazo de pacientes com lesões graves do pé, considerando-se pés que sofreram trauma de alta energia e tenham tido com- prometimento de duas de quatro áreas (tornozelo, retro- pé, mediopé e antepé) com múltiplas fraturas/luxações expostas ou não. Diversas técnicas cirúrgicas foram ado- tadas. Após consolidação e cicatrização de partes moles, os pacientes fizeram fisioterapia e utilizaram métodos au- xiliares quando necessários (bengalas, palmilhas, etc.). De- zoito pacientes foram reavaliados. Os AA. concluíram que cinco anos após o trauma grave, a maioria dos pacientes ainda apresentava rigidez dolorosa dos pés e apenas 40%
dos pacientes havia voltado ao trabalho, demonstrando que os resultados clínico-funcionais das lesões graves dos pés podem ser muito desalentadores.
Comparison of Distal Chevron Osteotomy With and Without Lateral Soft Tissue Release for the Treatment of Hallux Valgus
Lee, H.; Chung, J.; Chu, I.; Kim, Y.
Foot and Ankle International 31 (4): 291-295, Apr 2010 Nível de Evidência II – Estudo retrospectivo
Frequentemente a liberação das partes moles laterais (tenotomia do adutor, capsulotomia lateral e secção dos ligamentos transverso e sesamoide lateral-metatarsal) é feita em conjunto com a osteotomia distal do tipo che- vron no tratamento de hálux valgo. Os AA. estudaram 74 pés submetidos a osteotomia com liberação de partes moles e 78 pés sem liberação. O seguimento foi de apro- ximadamente dois anos. Não houve grandes alterações em relação aos ângulos de hálux valgo e intermetatarsal, porém observou-se maior limitação de movimentos na 1ª metatarsofalângica nos pés em que se fez a liberação de partes moles, além de apresentarem exclusivamente nes- te grupo complicações como neurite digital e insatisfação cosmética na cicatrização da incisão dorsal no 1º espaço interdigital. Os AA. concluíram que pode não ser necessá- ria a liberação das partes moles laterais nos casos de hálux valgo leve e moderado, assim evitando-se a limitação de movimentos da 1ª metatarsofalângica, a neurite do nervo digital lateral dorsal ou plantar e uma cicatriz dorsal cos- meticamente inaceitável.
Para quem está pensando em acompanhar o Congresso da FLAMECIPP em La Serena, Chile, e ainda não provi- denciou as reservas aéreas e de hotel, os Drs. Augusto
César Monteiro e João de Carvalho Neto conseguiram
condições bastante favoráveis. É só telefonar para (11)
3040-5060, ramal 5041, e procurar por Priscila ou Sabine.
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www.abtpe.org.br [email protected] Boletim da ABTPé Ano 15 • nº 57 • jul/ago/set - 2010
NOVEMBRO42º Congresso Brasileiro de Ortopedia e Traumatologia - CBOT Data: 13 a 15 de novembro
Local: Brasília / DF Site: www.sbot.org.br
V Congreso de la Federación Latino Americana de Medicina y Cirugía de la Pierna y el Pié - FLAMECIPP
Data: 16 e 17 de novembro Local: Coquimbo - La Serena / Chile Site: www.schot.cl
Agenda 2010
PresidenteAugusto César Monteiro Vice-Presidente José Vicente Pansini 1º Secretário Marco Túlio Costa 2º SecretárioRicardo Malaquias de Miranda 1º Tesoureiro
João de Carvalho Neto 2º Tesoureiro Edegmar Nunes Costa Dir. Educação Continuada Ricardo Cardenuto Ferreira Dir. Ensino e Treinamento Jorge Mitsuo Mizusaki Dir. Ética e Defesa Profissional Augusto Braga dos Santos Dir. Informática Júlio César Falaschi Costa Rafael Trevisan Ortiz Conselho Fiscal Nelson Astur Filho Fábio Batista
Luiz Eduardo Cardoso Amorim Antero Tavares Cordeiro Neto Carlos Alfredo Lobo Jasmim Marcos de Andrade Corsato Dir. Social
Antônio Augusto Couto de Magalhães Luiz Carlos Ribeiro Lara
Flávio Abrahão Editor do Boletim Rafael Trevisan Ortiz
Diretores Regionais Bahia
Marcus Vinícius Mota Garcia Moreno Brasil Central
Jefferson Soares Martins Espírito Santo Jorge Luiz Kriger Minas Gerais Benjamin Dutra Macedo Nordeste Otávio Caraciolo Borba Norte
Fábio Santana de Oliveira Paraná
César Augusto Baggio Pereira Rio de Janeiro Verônica Fernandes Viana Rio Grande do Sul José Antônio Veiga Sanhudo Santa Catarina
Marcelo André Rocha Ostrowski São Paulo
Alfonso Apostólico Netto ABTPé
R. São Sebastião, 1050 - Alto da Boa Vista - Santo Amaro - Cep 04735-002 S. Paulo - SP - Brasil - (11) 3082-2518 3082-6919 - E-mail: [email protected] www.abtpe.org.br
Diagramação:
J. Renato Autilio / Edson Luiz Tiragem: 9.000 exemplares Periodicidade: trimestral Os artigos assinados podem não refle- tir a opinião da ABTPé e são de respon- sabilidade exclusiva de seus autores.
Expediente Gestão 2010/2011
Quebra-cuca 1 - Uma espécie de bactéria se duplica a cada minuto
dentro de um recipiente, ou seja, no primeiro minuto são duas bactérias, no segundo já são quatro, no terceiro oito e assim por diante.
Sabendo que após três horas o recipiente se encontra totalmente cheio, em quanto tempo o recipiente se encontrava pela metade?
Quebra-cuca 2 - Uma esposa de um ortopedista gastou todo o
dinheiro que possuía na bolsa, fazendo compras em 03 lojas. Sabendo que em cada loja ela gastava metade do que tinha e mais R$ 10,00, quanto dinheiro ela tinha na bolsa, ao entrar na primeira loja?
Divirta-se com mais um palíndromo:
A DIVA EM ARGEL ALEGRA-ME A VIDA.
(agora, leia de trás pra frente) Quebra-cucas 1
LÓGICA PURA...
Resposta: O valor de 5 é exatamente 1.
É simples! Se 1 = 5, então 5 só pode ser igual a 1 (5 = 1) Quebra-cucas 2
Resposta: Bastava que o prisioneiro fosse condenado a ficar, a partir de então, um dia preso e um dia em liberdade.
Desafios desta edição Contribuição do colega Arnóbio Moreira Félix www.magicobill.com.br
Reveja os desafios da edição anterior no site da ABTPé Respostas da edição anterior
DEZEMBROCurso Comemorativo dos 35 Anos da ABTPé Data: 10 a 11 de dezembro
Local: São Paulo / SP Site: www.abtpe.org.br
Convidado Internacional confirmado: James Brodsky
ABRIL
CIOT
Data: 7 a 9 de abril
Local: Hotel Bourbon - Atibaia / SP Site: www.ciot.com.br
15º Congresso Brasileiro de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé
Data: 21 a 23 de abril
Local: Hotel Bourbon - Foz do Iguaçu / PR Site: www.pe2011.com.br
13th European Foot and Ankle Society Instructional Course
Data: 15 a 16 de abril Local: Vilnius / Lituânia Site: www.efas.co.uk
FEVEREIRO2011 AAOS Annual Meeting Data: 15 a 19 de fevereiro Local: San Diego - California / EUA Site: www.aaos.org
2011
MAIO
Congresso Brasileiro de Trauma Ortopédico Data: 12 a 14 de maio
Local: Salvador / BA
JULHO27th Annual Summer Meeting Data: 13 a 16 de julho
Local: Keystone – Colorado / EUA Site: www.aofas.org
SETEMBRO
4th. Joint Meeting of International Federation of Foot & Ankle Societies - IFFAS
Data: 21 a 23 de setembro Local: Nara / Japão
Confira nas pg. 6 e 7