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Texto

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A CESSO D O D EFI<:;IEN TE V ISU A L A O LIV RO

ESCRITO A TRA V ES D O SISTEM A

D O SV O X

José Antônio Borges'

a

1. IN TR O D U Ç Ã O

Foi desenvolvido na U niversidade Federal do Rio de Janeiro um sictem a com putacional que perm ite que um a pessoa cega possa utilizar um com putador convencional com bastante fluência. Este sistem a faz uso de um pequeno sintetizador de baixo custo, acoplável a qualquer com putador tipo ID M lPC, e através dele pode realizar um sem núm ero de tarefas, com o a datilografia de textos, cálculos, cadastram ento de dados pessoais e até m esm o jogos.

O sistem a realiza a leitura em língua portuguesa, com razoável precisão. A fala é bastante inteligível, o que torna o D O SV O X utilizável desde crianças ou pessoas com pouquíssim a cultura. Isso posto, é possível transcrever textos im pressos para um disquete, para que depois este m aterial seja lido pelo sistem a D O SV O X .

D escreverem os a seguir com o isso pode ser realizado.

2. TÉC N IC A S PA R A Q U E U M C EG O PO SSA LER U M LIV R O ESC R ITO

O equipam ento envolvido na leitura é o seguinte: a) com putador estilo ID M lPC 386 ou superior b) sistem a D O SV O X

c) Scanner de m esa "flatbed"

d) program a com ercial de reconhecim ento ótico de caracteres (O m nipage PRO ou Recognita PLU S)

U niversidade Federal do Rio de Janeiro - N úcleo de Com putação Eletrônica - Projeto D O SV O X

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A pessoa cega aciona o sistem a D O SV O X e inicia o program a de . reconhecim ento ótico de caracteres. Coloca o livro no scanner, e ao apertar um a tecla (Enter), cada página do livro é reconhecida pelo program a e arm azenada na m em ória do com putador. U m a seqüência de teclas prom ove finalm ente o arm azenam ento definitivo do texto em disquete.

O texto arm azenado pode então ser lido pelo D O SV O X , em português. O program a de leitura oferece diversas opções, tais com o soletragem de palavras de difícil com preensão, busca de textos e alteração na velocidade da fala. O pcionalm ente, o m aterial pode ser editado ou alterado, um a vez que freqüentem ente o program a de reconhecim ento de caracteres com ete erros na transcrição, em especial quando o m aterial lido não é de boa qualidade gráfica (em especial esses program as não conseguem ler bem cópias X erox).

O pcionalm ente, o texto pode ser depois transcrito para um a im pressora Braille, se houver um a disponível. Entretanto, a grande m aioria dos usuários prefere ler diretam ente no com putador.

O treinam ento do usuário deste processo é extrem am ente rápido: com cerca de 1 hora de treinam ento, o usuário já estará apto a transcrever e ler.

Paulo e recentem ente a Biblioteca N acional, estão incorporando o D O SV O X para uso experim ental. Entretanto, o m aior uso deste m étodo, em virtude de seu projeto D O SV O X , com base em entrevistas realizadas com os usuários que dentro de 2 anos, cerca de 30 por cento dos usuários cegos de com putador deverão ter em casa um scanner para realizar transcrições.

A lém das bibliotecas está sendo incentivada a criação de centros de atendim ento, especializados em transcrição, tal com o ocorre na U niversidade Federal do Rio de Janeiro, que conta com um serviço com o este, operando por pessoas cegas, com um índice de transcrição m édio de dois livros por dia.

REFERÊN CIA S

J

BO RG ES, J. A . H om e page do sistem a D O SV O X na Internet, http://w w w .nce.ufrj.br./aau/dosvox.

BO RG ES, J. A . D O SV O X , um novo acesso do deficiente visual à cultura e ao trabalho, in "Revista Benjam in Constant", n° 3/1996.

3. CO N CLU SÕ ES

A qualidade de fala do sistem a D O SV O X não favorece a sua utilização em textos m uitos longos, um a vez que a leitura se torna bastante cansativa para o usuário. Entretanto, experiências feitas na U niversidade dem onstram que textos até 5 páginas datilografadas são lidos sem nenhum cansaço pelos usuários.

D esta form a, o D O SV O X não é indicado para leitura de lazer, porém é extrem am ente útil em leituras didáticas ou pesquisa bibliográfica, um a vez que o program a leitor fornece opções de busca de texto extrem am ente rápidas. D eve-se para o caso do lazer utilizar um a outra opção, com o fitas cassetes de áudio gravadas (livro falado)

D iversas bibliotecas do Brasil, incluindo a Biblioteca de Curitiba (a pioneira), as bibliotecas de diversas U niversidades Federais, em especial da Paraíba e do Pará, diversas bibliotecas da cidade de São

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R. Bras. Bibliotecon. e D oc., São Paulo, v.26128, 1995/1997 71

Referências

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