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Rev. adm. empres. vol.16 número2

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Academic year: 2018

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extrapolar para o futuro. Em segu ida trata-se do problema da integração vertical ou da hori-zontal num nível muito bom, para terminar com um estudo bem claro, mas não matemá-tico, sobre regressão linear e não -linear, curva exponencial e log lstica.

No capítulo 6 a luta da pes-quisa contra o orçamento fica bem clarificada e as tabelas do capítulo 5 sobre o ambiente da empresa, fatores, etc., em qua-tro ramos industriais, falam mais do que muitos longos e pesados estudos.

Resumidamente, trata-se de um livro que deve ser leitura obrigatória para todos os técni-cos de administração, que que-rem entrar proveitosamente na área de produção e vendas, e é leitura suplementar para aqueles que, como os financistas e altos administradores, devem julgar projetos e planos a longo prazo. E, finalmente, o livro pertence à prateleira de todo

administra-dor profissional. •

Kurt E. Weil

A integração indivíduo-organi-zação

Por Chris Argyris. São Paulo, Editora Atlas, jul. 1975.

Neste livro, A integração indiví-duo-organização, Chris Argyris apresenta o seu pensamento quanto

à

reestruturação das organizações formais.

Com a integração, o que as organizações têm a ganhar é o maior aproveitamento da ener-gia humana de que dispõem. E, porque o processo de integração implica cessão de ambas as par-tes, o problema que se apresen-ta ao autor, e que é explorado, é a compreensão das mudanças que a organização e o indivíduo terão que sofrer para alcançar a maior energia no esforço produ-tivo.

No pressuposto do autor, as bases para o maior aproveita-mento da energia humana, vale dizer: para a eficiência, residem na própria incompatibilidade que há entre os objetivos orga-nizacionais e interesses indivi-duais . .

A primeira parte do livro apresenta uma perspectiva revi-sada e ampliada do que Chris Argyris expôs em Personality and organization. E se constitui um quadro referencial a auxiliar o entendimento dos novos pen-samentos do autor.

Para Argyris, em todos os níveis hierárquicos há perda de energia - comportamento im-produtivo que não auxiliam a organização a alcançar os seus objetivos. Há também o com-portamento negativo, que vai de encontro aos objetivos organiza-cionais. Esses comportamentos - neutros e negativos - podem ser reduzidos ou podem ter suas conseqüências, indesejáveis, mi-nimizadas, desde que haja me-lhoria ao nível do planejamento organizacional e ao nível das expectativas individuais. À falta de correção, as atividades im-produtivas tendem a se perpe-tuar, constituindo-se fins em si mesmas e gerando um ciclo pro-dutor de atividades desnecessá-rias ou indesejáveis.

Cabe destacar, ainda, a in-clusão do conceito de energia psicológica, que existe para aju-dar a explicar o comportamento humano que não pode ser ade-. quadamente interpretado à luz

da energia fisiológica.

Após discutir - na segunda parte - os conceitos de eficiên-cia e ineficiêneficiên-cia organizacio-nais e se referir aos mecanismos que inibem ou estimulam a ine-ficiência, o autor apresenta o que denomina de Modelo Com-posto para análise organizacio-nal, o qual é elaborado a partir das propriedades dos organis-mos sociais. Seguem-se a análise das variáveis do modelo e a ilus-tração das teses defendidas.

Em sua terceira parte, o li-vro procura aproximar o mode-lo da realidade, traçando, de acordo com o Modelo Compos-to, o perfil de uma organização eficiente. Nesse ponto são feitas considerações sobre a estrutura organizacional, liderança, des-crição de funções, recompensas e punições e, ainda, avaliação, demissão e admissão de funcio-nários. Em todas essas seções são vistas as práticas atuais, pro-blemas derivados dessas práticas e suas possíveis soluções.

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Finalmente, セ@ dado trata- ' menta à integração dos níveis sociológico e psicológico de aná-lise organizacional, passando em revista pesquisa de outros au -tores. E enfatizando que não adianta insistir na tecla de que o nível psicológico ou sociológico de análises é o melhor para a total compreensão do proble-ma. Ambos são necessários.

O caráter nitidamente espe-culativo do livro e a ausência do respaldo da pesquisa empírica às novas teorias não fazem a obra menos importante. A refe-rência bibliográfica é farta e a análise é meticulosa. Objeções às novas proposições poderão ser formuladas após essas pes-quisas empíricas.

O livro recomenda-se para professores e técnicos de admi-nistração e para executivos da área de recursos humanos. •

Marcos Antonio Frota

Revista de Administração de Empresas

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