TRIBUNAL CONSTITUCIONAL NÃO QUER MUDAR-SE PARA COIMBRA

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FICHA TÉCNICA: EQUIPA DO CAMPEÃO DAS PROVÍNCIAS Lino Vinhal, Luís Santos, Nádia Moura, Luís Carlos Melo, Zilda Monteiro, Catarina Duarte, Cristiana Dias e Patrícia Teixeira PAGINAÇÃO Grupo Media Centro DIRECTOR LINO VINHAL

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QUARTA-FEIRA, 15 DE SETEMBRO 2021 | N.º 356 | ANO 2

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TRIBUNAL CONSTITUCIONAL NÃO QUER MUDAR-SE

PARA COIMBRA

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QUARTA-FEIRA, 15 DE SETEMBRO 2021

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Tribunal Constitucional considerou improcedentes os argumentos do PSD no projecto de lei que prevê a trans- ferência daquele Tribunal de Lis- boa para Coimbra e defendeu que a medida seria “desprestigiante” e teria uma “carga simbólica nega- tiva”.

“Após quase quatro décadas de actividade em Lisboa, a capital do país e sede tradicional dos ór- gãos de soberania, num edifício histórico e com dignidade com- paginável com a sua função, que se constituiu como signo da insti- tuição e da sua independência, a transferência da sede por decisão do poder político teria uma carga simbólica negativa, degradando a percepção pública da autorida- de, autonomia e relevância do ór- gão”, defendem os juízes.

O parecer, noticiado, esta quar- ta-feira (15), pelo Observador, foi aprovado pela maioria dos juízes do Palácio Ratton e deu entrada no Parlamento em Janeiro.

A transferência “selectiva da sede de um órgão de soberania, baseada em qualquer critério que não seja o da natureza e dignida- de constitucional das funções que desempenha, não poderia deixar de constituir um grave desprestí- gio”, apontam, sublinhando que Lisboa é a “sede histórica de to- dos os órgãos de soberania”.

Os juízes do TC também refu- tam o argumento do PSD segun- do o qual tal transferência seria uma medida de descentralização,

admitindo que este conceito po- deria aplicar-se a outros tribu- nais, que funcionam de acordo com uma circunscrição territorial, mas não àquele tribunal.

Num país com uma tradição an- tiga de centralismo, acrescentam,

“em que os órgãos de soberania sempre tiveram a sede em Lisboa, a transferência da sede do Tri- bunal Constitucional contribuirá certamente mais para despres- tigiar o órgão do que para achar uma ‘nova centralidade’ fora da capital”.

Já hoje, à margem de uma açcão de campanha eleitoral na Guarda, Rui Rio criticou esta posição dos juízes: “Devo fizer que fico entre o termo triste e desolador, se calhar mais triste”, declarou.

“Se as pessoas pensarem no que isso quer dizer, a maioria dos juízes do TC dizem que, se o TC estiver fora de Lisboa, isso é des- prestigiante”, afirmou Rio, con- siderando que tal posição “des- prestigia quem pensa assim”.

Rui Rio também criticou a posi- ção do PS, que anunciou a absten- ção na generalidade, mas deixou fortes críticas, nomeadamente ao momento escolhido pelo PSD para avançar com o debate da ini- ciativa, em plena campanha elei- toral autárquica, e atribuiu aos socialistas intenções eleitoralis- tas.

O diploma social-democrata será debatido esta quinta-feira (16) no Parlamento. O diploma prevê a transferência, de Lisboa

para Coimbra, não só do TC, mas também do Supremo Tribunal Administrativo e da Entidade das Contas e Financiamentos Políti- cos, o que implica alterações a leis orgânicas.

O projecto de lei irá a votos na sexta-feira (17) e, com a absten- ção do PS, anunciada hoje de ma- nhã, poderá ser viabilizada na ge- neralidade.

Contudo, esta votação não se- ria suficiente para garantir a aprovação final da lei, uma vez que a Constituição da República impõe que, em votação final glo- bal, as leis orgânicas carecem de aprovação “por maioria absoluta dos deputados em efetividade de funções”.

Na exposição de motivos, o PSD alega que a cidade de Coimbra

“reúne condições ímpares” para a transferência, face à sua centra- lidade geográfica e “pela sua in- delével característica de ‘Cidade Universitária’ e representativida- de, no plano nacional e interna- cional, no ensino do Direito”.

Para o PSD, o “desenvolvimento equilibrado dos vários territórios passa também por uma adequa- da distribuição do ‘mapa judici- ário’, considerando que a orga- nização judiciária não pode ficar à margem de um processo mais abrangente de descentralização e de reorganização e de gestão do Estado, constituindo também um sinal incontornável da aproxi- mação das instituições aos cida- dãos”.

Tribunal Constitucional

considera que transferência da sede

para Coimbra seria desprestigiante

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Campanha em Coimbra arrancou a toda a força

Soure revive Feira de São Mateus

As Festas de São Mateus em Soure co- meçam esta quinta-feira (16) e prolongam- -se até 21 de Setembro, feriado municipal.

Durante estes seis dias a animação toma conta da vila de Soure, com os espectácu- los em frente aos Paços do Concelho e, no espaço multiusos, a FATACIS - Feira de Artesanato, Turismo, Agricultura, Comér- cio e Indústria de Soure. Páginas 9 a 12

Empresários querem recuperar a ACIC

A Associação Empresarial da Região de Coimbra (NERC) mudou o seu nome para NERC-ACIC e vai promover a refun- dação da antiga associação, que teve mais de 140 anos de actividade até ser declarada insolvente em 2013. Está em marcha um conselho empresarial constituído por ex- -presidentes, ex-dirigentes, empresários e ex-associados da extinta ACIC. Página 16

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ESCOLA DE CONDUÇÃO UC ajuda na coesão

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A Universidade de Coimbra (UC) lidera um consórcio com mais de 100 parceiros para um projecto orçado em 30 milhões de euros que prevê, entre outras acções, PHOKRUDUHGLYHUVLÀFDUDRIHUWDIRUPDWLYD em colaboração com instituições de todo o país. Na região Centro o projecto tem um papel importante na valorização e competi- tividade do território. Páginas 2 e 3

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Campanha em Coimbra arrancou a toda a força

Universidade de Coimbra ajuda na coesão territorial da Região de Coimbra Soure revive Feira de São Mateus

Empresários querem recuperar ACIC Livro faz reviver lendas seculares

Sondagens agitaram meios políticos de Coimbra na semana passada

Universidade de Coimbra lidera consórcio para melhorar oferta formativa Candidato do PS a Santo António dos Olivais quer freguesia mais atractiva Cidadãos por Coimbra pela Baixa a frente ribeirinha e os Covões

Palhaços d’Opital estreia minissérie “Um Prédio do Avesso!”

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Centro de Documentação 25 de Abril, criado no âm- bito da Reitoria da Universidade de Coimbra, prepa- rou uma exposição para assinalar o aniversário, ce- lebrado hoje (15), da criação, em 1979, do Serviço Nacional de Saúde.

Trata-se de uma exposição documental, intitulada “A cria- ção do Serviço Nacional de Saúde: 1974-1979 - A conquista de um direito” com grafismo de Zé Tavares, que inclui tam- bém um documentário inédito, e que irá estar patente ao público no Piso 3 do Colégio da Graça (Rua da Sofia) a partir do próximo dia 28 até 31 de Dezembro do presente ano. 

No entanto, numa primeira fase, entre 15 e 28 de Setem- bro, e devido a algumas restrições de circulação que estão ainda em vigor por razões sanitárias, a exposição estará aberta apenas para aos trabalhadores do Colégio da Graça e do CES, Centro de Estudos Sociais.

O documentário, que tem cerca de 01h20 produzido pelo Cd25A, inclui testemunhos de Manuel Valente Alves, Carlos Leça da Veiga, Margarida Gil, Graça Patrício, Francisco Ge- orge, Jorge Seabra e João Paulo de Almeida, participantes e testemunhas de algumas das mais emblemáticas iniciati- vas em prol da saúde comunitária nos anos de pós Abril de 1974.

O Serviço Nacional de Saúde (SNS) criado em 1979 com a publicação da Lei n.º 56/79, de 15 de Setembro, materiali- za uma das maiores conquistas da Revolução de Abril e do processo de transição democrática iniciado em 1974, ten- do, no essencial, sido preservada ao longo destes já quase 48 anos de regime democrático. A presente exposição, ba- seada nas coleções existentes no Centro de Documentação 25 de Abril, procura traçar a genealogia do SNS ao analisar as iniciativas que o tornaram possível, desenvolvidas no se- tor durante o período que se segue imediatamente ao 25 de Abril.

Partindo de algumas imagens icónicas que refletem as condições de vida, de higiene e de saúde do Portugal “plu- ricontinental” do pré-25 de Abril, encontraram-se fontes documentais variadas que espelham a luta pela concreti- zação das expectativas de bem-estar que, também na área da saúde, o novo regime político fez nascer na sociedade portuguesa. Essa luta tornou urgente a construção de um serviço público que cobrisse todo o território e mobilizou os militares do MFA, os movimentos sociais, os profissionais de saúde, bem como os partidos políticos.

Com esta exposição ilustra-se a diversidade de experi- ências surgidas no domínio da saúde durante o período revolucionário: a progressiva nacionalização dos hospitais particulares, o lançamento do Serviço Médico à Periferia, a ocupação de prédios para a instalação de Clínicas Popula- res, ou ainda a reorganização dos serviços de saúde como a criação das Comissões Integradoras de Serviços da Saú- de Locais. Os movimentos sociais e populares tiveram um papel fundamental na reivindicação do “direito à saúde”, encontrando respostas na democratização do Estado. Es- tas iniciativas fundamentaram a progressiva construção do SNS, um caso de sucesso, como a gestão da situação asso- ciada à pandemia provou uma vez mais.

Centro de Documentação 25 de Abril apresenta

exposição sobre SNS

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O livro “Cindazunda”, da au- toria de Pedro Guimarães, vai ser apresentado na próxima sexta-feira, dia 17, pelas 21h12, na Casa Municipal da Cul- tura de Coimbra.

A obra de ficção relata a lenda da fundação da cidade de Coim- bra, no início do século V. A his- tória da princesa Cindazunda e do rei Ataces é contada por Re- mismundo, um membro da ple- be. Entre lutas sem quartel, trai- ções e alianças nos bastidores, amor e tragédia, o livro procura explicar a conjuntura, os costu- mes, os trajes, os hábitos alimen- tares e as ambições do povo de Colimbria.

Pedro Guimarães nasceu na Maia, na segunda metade do sé- culo XX, porém cresceu, estudou e casou em Coimbra, cidade que considera como sua e pela qual nutre admiração. Para além de

“Cindazunda”, o autor conta ain- da com mais três obras publica- das: “Diário de um Morto”, “Crian- ças, bichos e outros patifes” e

“Criadores de Estrelas”.

O livro “Cindazunda” é editado pela Tomba Livros, chancela da Editora d’Ideias, onde são publi- cadas obras de ficção e poesia.

Livro de Pedro Guimarães conta lenda da fundação

da cidade de Coimbra

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U m estudo publicado na Palaeoworld reporta a descoberta de novas pegadas de dinossauros car- nívoros do Jurássico no Cabo Mondego, Figueira da Foz, e revela ambientes e modos de vida destes animais, anunciou hoje a Universidade de Coim- bra.

Na investigação, que envol- veu cientistas da Universida- de Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Brasil, da Universidade de Coimbra (UC) e do Instituto Politécnico de Tomar (IPT), fo- ram encontradas dezenas de pegadas, afirma a UC, numa nota enviada hoje à agência Lusa.

Há mais de um século, na Figueira da Foz, “foram desco- bertas as primeiras pegadas de dinossauros em Portugal”

e, “assim, o país entrou na rota dos estudiosos dos dinos- sauros”, explicam os autores do artigo científico, Ismar de Sousa Carvalho (UFRJ), Pedro Proença Cunha (UC) e Silvério Figueiredo (IPT).

“Através de novos estudos pormenorizados das rochas sedimentares com cerca de 156 milhões de anos, que ocorrem no Cabo Mondego,

descobriu-se um registo que amplia o conhecimento acer- ca destes répteis do Mesozoi- co”, adiantam, citados pela UC, os autores.

O estudo agora publicado na revista científica Palaeoworld apresenta a “caracterização dos aspectos morfológicos das pegadas e a sua relação com as superfícies arenosas por onde caminhavam”.

“Os resultados obtidos evi- denciam condições de humida- de variadas associadas à géne- se das pegadas e uma grande diversidade de dinossauros”.

Além disto, salientam os cientistas, “reconheceu-se que no decorrer do intervalo

de 160 a 156 milhões de anos atrás existiu uma modificação nos grupos de dinossauros produtores de pegadas: pre- domínio inicial por herbívoros e carnívoros de grande porte e, ulteriormente, predomínio dos carnívoros de menor ta- manho”.

Com estas descobertas ampliou-se o número de ca- madas com pegadas de di- nossauro caracterizadas no Monumento Natural do Cabo Mondego, transformando-o

“num dos mais importantes marcos do registo fóssil ibéri- co, valorizando ainda mais o Geoparque do Atlântico”, con- cluem.

Estudo revela novos dados

sobre pegadas de dinossauros no

Cabo Mondego na Figueira da Foz

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Ana de Albuquerque *

A luta contra as doenças tropicais nas antigas colónias portuguesas é uma epopeia quase es- quecida. Mas as gerações do então denomina- do Império Português deixaram-nos um “fio de memória” que deve ser desfiado e devidamente reconhecido.

Vamos focar hoje a figura de António Da- mas Mora (1879-1949), que foi um protagonista ativo no combate à doença do sono na Ilha do Príncipe e em Angola, mas também a Oriente, nos territórios de Timor e de Macau.

É ele o protagonista do livro intitulado “Antó- nio Damas Mora - um médico português entre os trópicos”, da autoria de Luiz Damas Mora, pu-

blicado pela editora BytheBook.

O texto é ilustrado com fotografias muito curiosas da época, que enquadram o leitor nes- te espaço geográfico e cronológico.

Mas quem foi este jovem pioneiro e arrojado António Damas Mora?

Nasceu em Rio de Moinhos (Abrantes) em 1879. Em 1901 termina a licenciatura em Medici- na na Escola-Médico Cirúrgica e posteriormente vai-se alistar no Exército, onde fará sua carreira militar, atingindo o posto de Coronel-Médico (1923). Entre 1902 e 1910 passa a Delegado de Saúde na Ilha do Príncipe, onde teve participa- ção ativa no combate à doença do sono.

Na década de 20 já será Diretor Interino da Direção de Saúde do Ministério das Colónias.

E em 1921, Norton de Matos nomeia-o para o lugar de Diretor dos Serviços de Angola,. Nessa região põe em campo os seus princípios de uma Medicina Social, criando a Central Assistência Médica aos Indígenas e combatendo as ende- mias, nomeadamente a fatal doença do sono.

Mas o que é exatamente esta doença? Se- gundo a OMS, este é o nome comum da Tripa- nossomíase Humana Africana. É uma infeção transmitida pela mosca de tsé tsé, que aterrori- zava cerca de quarenta países africanos. É uma doença tremenda, pois ataca o sistema nervoso e, se não tratada prontamente, pode levar o do- ente ao coma e à morte.

Mas este médico português pioneiro na Me- dicina Tropical, rapidamente entendeu que ha- via muito para fazer em terra Africana para com- bater este flagelo.

Cria em África laboratórios de análises bac- teriológicas, parasitológicas químicas, treina e forma pessoal autóctone, tudo isto de forma pioneira. Em 1923, organiza e dirige o 1º Con- gresso Internacional de Medicina Tropical da África Ocidental.

Em 1926 participa, no âmbito da Organiza-

ção de Saúde da Sociedade das Nações, numa longa viagem de estudo na África Ocidental (“Tour”  de Dakar). No ano de 1928 é nomeado Governador-Geral Interino de Angola. Morre em 1949, legando uma obra admirável, digna dos anais da História da Medicina Tropical.

A evolução da medicina tropical é uma epo- peia ainda pouco conhecida. À luz da sensibi- lidade dos tempos atuais, ficamos espantados com a dureza das estratégias sanitárias com que estas terríveis pandemias eram enfrentadas, e mesmo assim dizimavam grande número de in- dígenas. São tantos os doentes, nomeadamente as crianças, que podemos classificar como he- róis os denominados médicos e enfermeiros “do mato” que tudo faziam para salvar estas popula- ções, apesar dos escassos recursos disponíveis.

Damas Mora sempre mobilizou os médicos contra a ameaça comum – endemias e epide- mias tropicais – tendo também formado um grupo coeso de enfermeiros nativos de Angola, que irão desempenhar um papel de relevo no terreno. Em simultâneo,

A. Damas Mora deixa uma grande coleção de “escritos” que são gritos de alerta, com um sentido humanista admirável, fazendo esforços para que a Metrópole desse o devido apoio às suas inquietações. Mas nada foi fácil.

Estes primórdios da medicina tropical são o retrato de um Portugal grande em extensão, mas muito pequeno na capacidade de gerir ta- manha imensidão

Uma época fascinante este período da nossa História, muito marcado pela controvérsia polí- tica e pelos desafios inimagináveis, estes muitas das vezes entregues a Homens notáveis (infe- lizmente pouco conhecidos) que agiram com coragem, quebrando tabus e abrindo caminho para um sistema de saúde público universal.

* Editora

ANTÓNIO DAMAS MORA - Um médico

português entre os trópicos

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O Exploratório - Centro Ciência Viva de Coimbra recebe sábado (18), a partir das 18h00, o ciclo Conversar é o melhor Remé- dio, numa sessão de “Histórias de um Cirurgião - À conversa com Linhares Furtado”. O evento tem entrada livre.

Exatamente no mesmo dia em que o Homem pisou a Lua, a 20 de Julho de 1969, o cirurgião Li- nhares Furtado realizou – nos velhos Hospitais da Universidade de Coimbra – o primeiro transplan- te renal em Portugal. Este é, certamente, o melhor dos pontos de partida para as muitas “histórias de um cirurgião”, que Alexandre Linhares Furtado partilhará durante a conversa.

O cirurgião Alexandre Linhares Furtado fez toda a sua preparação e carreira profissional, académi- ca e clínica na Faculdade de Medicina (FMUC) e nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), servindo ambas as instituições durante 45 anos, desde a sua licenciatura (1958) até à sua jubilação em 2003, como Professor Catedrático de Cirurgia e de Urologia e Diretor de Serviço.

No início da sua carreira, de 1958 a 1963, Alexan- dre Linhares Furtado dedicou-se à prática médica e cirúrgica nos HUC e ao trabalho experimental (na FMUC), acumulando experiência profunda e diversificada nos mais variados territórios da “ci- rurgia geral” abrangendo múltiplas facetas que se autonomizaram como novas especialidades.

Nos HUC constituiu e chefiou equipas médicas e cirúrgicas entusiásticas, com as quais foi pos- sível dar início, em Portugal, a todos os tipos de colheitas e de transplantações de rim, fígado e in- testino, devendo-se-lhe ainda inovações a nível internacional nessas matérias.

Linhares Furtado tem um vasto currículo em

matéria de publicações, de conferências e de de- monstrações cirúrgicas, relacionadas com as múl- tiplas actividades em que se foi envolvendo, ao longo da sua vida profissional. Na sua carreira fez tudo o que se poderia fazer na área da transplan- tação de órgãos abdominais, sendo que alguns nunca mais se repetiram.

O programa Conversar é o melhor Remédio, parceria do Exploratório com o Centro Cirúrgico de Coimbra, desenvolveu-se ao longo de 2018, 2019 e 2020, neste ano já com o cancelamento de algumas sessões devido à pandemia. Em 2021, foi retomado e está a decorrer desde Junho, com as necessárias medidas de segurança. A 16 de Outu- bro, António Travassos estará à conversa a partir do tema “Ensaio sobre a cegueira curável”.

Exploratório recebe sessão

“Histórias de um Cirurgião”

com Linhares Furtado

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O Tribunal de Coimbra con- denou, esta quarta-feira (15), a 14 anos de prisão um camionista de 43 anos que atropelou mortalmente o an- tigo amante da ex-mulher, em 2014, na Tocha, no concelho de Cantanhede.

O colectivo de juízes deu como assente grande parte da acusação, que alegava que o camionista teria atropelado propositadamente a vítima, que mantinha uma relação ex- traconjugal com a sua mulher, com quem viria depois a divor- ciar-se.

De acordo com o Ministério Público, o homem, actualmen- te a residir em França, avistou a vítima, que se encontrava junto ao carro, estacionado na berma de uma estrada, quando ia para o seu local de trabalho, às 04h00 de 17 de Setembro de 2014.

Depois de chegar à empresa e com um veículo pesado de mer- cadorias, o arguido alterou o trajecto definido para passar na estrada onde tinha avistado a vítima, tendo embatido de fren- te contra o homem, que acabou por morrer no local.

Durante a leitura, o juiz que presidiu ao colectivo, Miguel Ferreira, recordou a tese da de- fesa que argumentava que o arguido não conhecia a vítima,

que tinha alterado o trajecto para ir buscar uma pomada a casa (sofre de esclerose múlti- pla), e que, perante má visibili- dade na estrada e trepidações, acabou por embater contra a viatura.

“Ao aproximar-se da reta, num total azar, não sabe bem porquê, com condições visibilidade que seriam péssimas – choveu, mas não havia condições para nevo- eiro -, diz que sentiu uma trepi- dação num local onde passava pelo menos duas vezes por dia, mas, inexplicavelmente, o pesa- do trepida, tem um solavanco e vai em direcção a um automó- vel e nem se apercebeu que es-

tava lá alguém”, ironizou o juiz, salientando que o relatório pe- ricial afasta a tese de despiste.

Sem haver uma intenção de embater contra o veículo, “é muito estranho explicar o aci- dente”, sustentou. Para além disso, o juiz também disse não acreditar que o arguido não co- nhecesse a vítima.

O caso era conhecido, quer na sua zona de residência, quer no local de trabalho, notou. “Não estamos a falar de uma metró- pole com dois milhões de pesso- as”, acrescentou. Nesse sentido, o Tribunal de Coimbra decidiu condenar o arguido a 14 anos de prisão.

Homem acusado de matar amante de ex-mulher na Tocha

foi condenado a 14 anos de prisão

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O

Teatro Académico de Gil Vi- cente (TAGV) celebra os 60 anos de actividade em Coim- bra com um ciclo de acções que in- clui teatro, música, debate, cinema e dança num programa que preten- de chegar a diferentes públicos.

O ciclo, que vai de 17 de Setem- bro a 16 de Dezembro, apresenta propostas nas mais variadas áre- as artísticas que costumam marcar presença na programação do TAGV, procurando também representar a identidade daquele teatro, referiu o director da instituição, Fernando Matos de Oliveira.

“Organizámos eventos que pu- dessem chegar a públicos diversos, seja mais no âmbito da academia, para a cidade ou para a região”, es- clareceu, salientando que há pro- postas que procuram explorar essa

“relação muito próxima” com a cida- de de Coimbra.

A 2 de Outubro, o TAGV acolhe a peça “Catarina e a Beleza de Matar Fascistas”, de Tiago Rodrigues, um espectáculo “representativo da for- ça da criação portuguesa contem- porânea”, salientou.

A 21 e 22 do mesmo mês, será a vez de subir ao palco a companhia espanhola Nau d’amores, que apre- senta “Nise, La Tragédia de Inés de Castro”, um espectáculo que tem como base a obra Jerónimo Bermú- dez e que explora o mito que marca

a cidade de Coimbra.

O TAGV vai receber também o es- pectáculo de dança “Bate Fado”, de Jonas&Lander, a 9 de Outubro, em que é explorada a relação entre a dança, o fado e o sapateado, num exercício que tem também “resso- nâncias” de Coimbra, por ter envol- vido uma residência artística na ci- dade, salientou Fernando Matos de Oliveira.

Um concerto em torno de obras recentes de três gerações de com- positoras pelo Sond’Ar-te Ensem- ble, uma actuação da Orquestra Todos, sessões de leitura de poesia, dois congressos internacionais (um sobre arte e ciência e outro sobre a relação entre a produção e a cria- ção) e uma nova edição do Coimbra

em Blues são outras das propostas do ciclo comemorativo do TAGV.

Pelo teatro, vai ainda passar, entre 1 e 2 de dezembro, o “Monólogo de Uma Mulher Chamada Maria Com a Sua Patroa”, da actriz Sara Barros Leitão, um espectáculo em torno das mulheres que trabalham nas limpezas e da sua luta sindical.

Comemorando 60 anos de acti- vidade, os desafios do TAGV hoje passam “pela sustentabilidade, pela diversidade, mas também pelos de- safios da criação contemporânea”, notou o director do teatro.

“O TAGV quer manter-se como lugar relevante da programação ar- tística contemporânea e também como este lugar de interface entre a arte e a academia”, realçou.

Teatro Académico de Gil Vicente celebra 60 anos

com ciclo de actividades

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O cabeça de lista da Ini- ciativa Liberal à Câ- mara de Coimbra, Tia- go Meireles Ribeiro, defende medidas para atrair o inves- timento de empresas criati- vas, que possam criar produ- tos para exportar e constituir a imagem de marca do con- celho no estrangeiro.

Tiago Meireles Ribeiro, que se encontra no estrangeiro a representar uma empresa de Coimbra - para a qual traba- lha - numa feira internacio-

nal, propôs, em declarações à agência Lusa, a criação de um gabinete de apoio ao investi- dor e um gabinete de capta- ção de investimento externo.

Para o candidato, “a Câma- ra Municipal não pode ser travão [ao investimento]”, “os licenciamentos não podem demorar” e “é preciso que a câmara seja atractiva ao in- vestimento”.

O cabeça de lista da Inicia- tiva Liberal defendeu que é necessária “uma conjugação

de esforços entre município, associações de empresas e empresas na promoção ex- terna” dos produtos criados a partir de Coimbra e que possam contribuir para a

“imagem de marca” do con- celho no mercado externo.

Em dia de mau tempo em Coimbra, Tiago Meireles Ri- beiro reiterou a necessidade de limpeza de sarjetas para evitar inundações e quer pugnar por uma gestão efi- ciente das águas pluviais.

Iniciativa Liberal

propõe medidas para atrair

empresas criativas a Coimbra

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O cabeça de lista do PAN à Câmara de Coim- bra, Filipe Reis, defende a criação de um plano de circulação pedonal e afirmou que as “pessoas devem viver numa rua e não numa estrada”.

“É tido como normal que as portas [das casas]

abram para a estrada ou para a valeta. Em mui- tos casos são valetas, terra, alcatrão até à parede quando muito”, aponta o candidato.

“O que defendemos é que as pessoas devem vi- ver numa rua, não numa estrada. Todas as casas, todos os municípios devem dar para um passeio ou uma outra solução de mobilidade pedonal”, defendeu.

“Nalguns casos tecnicamente poderá ser mais adequado uma zona de circulação como há nas ciclovias. Uma zona exclusiva para peões com uns pilares para impedir que os automóveis vão para lá”, explicou o candidato do partido Pessoas- -Animais-Natureza (PAN).

Filipe Reis considera haver passeios na cidade de Coimbra, que são uma “mera decoração”, de- vido à dificuldade em “passar uma cadeira de ro- das”, por exemplo. O candidato aponta que esta é uma questão de “segurança”, “justiça social e am- biental”.

A necessidade dos passeios em todo o conce- lho, passa pela ideia de que, se as pessoas pude- rem “viver em segurança, a passear, com sombras”

ao ir ao café, “tenderão a não ir de carro”. Caso seja eleito, vão ter de ser resolvidos alguns “nós de trânsito”, nomeadamente a rotunda do Alme- gue, devido à dificuldade em “atravessar a pé”.

O candidato defende a criação de uma solução perceptível, “seja por ponte, seja por túnel, seja por semáforos”, para que seja “fácil de perceber por onde as pessoas passam e onde podem ir em segurança”.

Em relação aos transportes públicos, Filipe Reis é defensor da ferrovia e considera a solução do Metro Mondego (‘metrobus’) uma “má” solução, no entanto, “neste momento é melhor que avan- ce, do que se esteja a pensar noutra solução”.

O candidato defende a criação de “pontos inter- modais”, articulando a ferrovia com os transpor- tes coletivos da cidade, facilitando a mobilidade em Coimbra.

São necessários “parques na periferia, que per- mitam vir para a cidade e a ligação que as pesso- as possam ter do comboio, com o ‘metrobus’, ou com os autocarros dos Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC), destes com a ligação às bicicletas ou às trotine- tes”, concluiu.

PAN defende a criação

de um plano de circulação

pedonal em Coimbra

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A

cabeça de lista da coliga- ção “Coimbra é Capital”

(PDR/MPT) Inês Tafula pre- tende reindustrializar Coimbra, com medidas para impulsionar a fixação de empresas no concelho.

“Coimbra perdeu a sua indústria nos últimos anos, por isso quere- mos voltar a colocar Coimbra no sítio que lhe compete, na área da industrialização e de empreende- dorismo”, disse a candidata.

Inês Tafula considera que as Câ- maras Municipais devem ser “agi- lizadoras e que permitam a des- burocratização rigorosa e rápida dos processos, e não um interlo- cutor burocrático e que seja lento e ineficaz, como é o caso, que se tem verificado nos últimos anos, através da Câmara Municipal de Coimbra”.

Caso seja eleita, a candidata pretende criar um “contexto fis- cal e administrativo atractivo”, através de medidas autárquicas.

“Medidas de fiscalidade munici- pal que incentive e fomente pro- activamente a atracção de inves- timento”, bem como a criação de mais postos de trabalho em rede, por exemplo, “aliados ao Centro de Emprego de Coimbra (IFP)”.

No seu programa eleitoral, uma das prioridades passa pela criação de “concursos para empresários e jovens empresários de empresas tecnológicas e criativas” em par- ceria com a “associação comercial e industrial, para que rapidamen- te consigam ocupar as instalações abandonadas ou desocupadas e a sua requalificação, como no [par- que tecnológico] Iparque”.

A coligação “Coimbra é Capital”

tem previstas estratégicas aten- der a todas as necessidades dos empresários de forma rápida e desburocratizada.

“Propomos a criação da ’Coim- bra Companys Management’ que seja, uma agência para atendi- mento e gestão de processos in- ternos relacionados com micro, médias e macro empresas”, subli- nhou.

De acordo com a candidata, a agência ’Coimbra Companys Ma- nagement’, terá um “gabinete de apoio e atendimento aos jovens empresários”, para esclarecimen- tos sobre apoios, subsídios e fun- dos europeus para a criação de empresas.

Nesta agência será prestado o serviço ’Companys Management

Activo’ que servirá designada- mente para desburocratização processual, procura e concentra- ção de soluções e parcerias, entre outras.

Dentro deste serviço, existem várias iniciativas, nomeadamen- te o “Coimbra Investe”, “Coim- bra Capital+”, “Jovem Capital+”,

“Coimbra Capital + Empresas”, vocacionados para desenvolver o empreendedorismo e captação de investimento.

Inês Tafula (PDR/MPT)

propõe medidas para atrair

empresas a Coimbra

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O presidente do Poli- técnico de Leiria, Rui Pedrosa, e o juiz pre- sidente do Tribunal Judicial da Comarca de Coimbra, Carlos Oliveira, formaliza- ram ontem (14 de Setem- bro) a assinatura de um pro- tocolo entre a instituição de ensino superior e o órgão de soberania, para presta- ção de apoio na realização de perícias técnicas, no âm- bito de processos judiciais.

O protocolo prevê a realiza- ção de perícias que exijam conhecimentos nas áreas da Arquitetura, Ciências da Terra, Ciências da Vida, En- genharia Civil, Engenharia Eletrotécnica e de Computa- dores, Engenharia Informá- tica, Engenharia Mecânica, Engenharia Química, Física, Matemática e Química, que venham a ser realizadas no âmbito de processos judi- ciais por peritos indicados pelo Politécnico de Leiria, nos termos da legislação

aplicável, e por decisão do magistrado competente.

«Para o Politécnico de Lei- ria é um gosto e uma res- ponsabilidade acrescida es- tabelecer este protocolo, principalmente porque já temos actividade realizada.

Há pouco tempo foi-nos lan- çado o desafio de uma pe- rícia na área da Engenharia Mecânica, ao qual já demos

resposta e, portanto, a ideia agora é reforçar esta parce- ria na área da administração pública e das ciências jurídi- cas aplicadas», destacou Rui Pedrosa. «Teremos aqui vá- rias áreas de colaboração e é para nós uma grande honra estabelecer este acordo. Im- porta agradecer a confiança depositada no Politécnico de Leiria», acrescentou.

Politécnico de Leiria

e Tribunal Judicial da Comarca de Coimbra assinam protocolo para apoio

na realização de perícias técnicas

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A PSP de Coimbra de- teve, na terça-feira (14), na zona da Bai- xa, um homem, de 37 anos pela prática do crime de tráfico de estupefacientes.

O suspeito tinha na sua posse 15 doses individuais de cocaína e duas doses

individuais de heroína que foram apreendidas.

O detido foi presente a 1.º interrogatório judicial, desconhecendo-se até ao momento a medida de co- acção a que será sujeito.

Também no mesmo dia, a PSP de Coimbra na exe-

cução de um mandado de detenção, foi detido um homem de 76 anos, para cumprimento de pena de prisão efectiva de cin- co meses. O indivíduo, foi conduzido ao Estabeleci- mento Prisional de Coim- bra.

PSP de Coimbra deteve homem com 17 doses

de estupefacientes

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P edro Santana Lopes, que foi presidente da Câmara da Figueira da Foz entre 1997 e 2001 e candidata-se como independente nestas eleições autárquicas, diz que exclui outros cenários que não passem pela vitória.

“Acho que vamos ganhar”, afirmou Pedro Santana Lopes no primeiro dia da campanha eleitoral para as eleições au- tárquicas do dia 26.

Apesar de reconhecer que as sondagens têm a sua “mar- gem de erro”, de não dar “como adquiridos os resultados das sondagens” e, por isso, em nada alterar a sua estratégia por “prudência e humildade”, o candidato do movimen- to ‘Figueira à Primeira’ “sente na rua que há uma certa cor- respondência com as sonda- gens”, pelos apoios que tem recolhido.

Santana Lopes “concorre a presidente da Câmara” e, questionado com a hipótese de uma derrota e de ser verea- dor da oposição, preferiu “não falar desses cenários”.

Depois de, em 2001, ter saído

“com muita pena” da Câmara

ao fim do primeiro mandato, Santana Lopes quer desta vez trabalhar para três - 12 anos - e não prescinde de andar na rua a contactar com o eleitorado a expor as suas ideias. Uma de- las passa pela criação de uma escola superior e de um cen- tro de altas tecnologias liga- dos ao mar, se for eleito.

Para quebrar a sazonalida- de do turismo, defendeu que é preciso “tornar a Figueira vi- sitável, interessante, apetitosa no sentido do investimento todo o ano, competitiva, num mundo que vive muito dos re- sultados da investigação”.

O projecto do Centro de In-

vestigação, adiantou, vai ter

“parceiros tecnológicos pri- vados e públicos de um país amigo de Portugal interessa- dos em desenvolver essa coo- peração”.

“A Figueira tem de se ligar à viagem para o futuro e tem de ser olhada como uma cida- de para quem quer saber so- bre correntes marítimas, mo- vimentos de areia, espécies marinhas, mar”, perspetiva o líder do movimento ‘Figueira à Primeira’ que quer voltar a pôr Figueira da Foz no mapa, não por ser uma figura públi- ca, mas pelas potencialidades existentes no concelho.

Santana Lopes exclui cenários que não passem pela vitória

na Figueira da Foz

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A

Direcção Regional de Agricul- tura e Pescas do Centro já se deslocou aos terrenos de milho que foram afectados pelo mau tem- po para fazer um levantamento dos prejuízos, anunciou o Ministério da Agricultura.

Considerando que “os seguros de colheitas devem ser, cada vez mais, encarados como um instrumento ao dispor dos agricultores, de forma a fa- zer face aos fenómenos climatéricos extremos cada vez mais frequentes”, o Ministério da Agricultura adiantou que os apoios estão dependentes dos danos identificados.

Para que os seguros agrícolas se tornem mais atractivos, a tutela re- fere que procedeu, no início do ano, a um conjunto de ajustamentos, no- meadamente “a alteração da percen-

tagem associada ao Prejuízo Mínimo Indemnizável no sentido da sua redu- ção (de 30% para 20%)”.

O Ministério adiantou que tam- bém avançou para a implementação de “uma majoração à bonificação do prémio de seguro para 70% para os detentores do Estatuto de Agricultu- ra Familiar e para o alargamento do período de cobertura do milho grão até 30 de novembro, assegurando que a data de fim da cobertura pos- sa ser acordada para cada apólice, como há muito reivindicado pelo sector”.

Segundo a tutela, foi ainda intro- duzida a cultura milho para silagem no sistema de seguros de colheita, com impacto muito relevante nas explorações pecuárias associadas à produção de leite.

O Ministério da Agricultura infor- ma ainda que, nas últimas três cam- panhas (2018, 2019 e 2020), através do Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (IFAP), procedeu ao “pagamento de mais de 30 mi- lhões de euros de apoio aos prémios de seguro contratados, no contexto dos seguros de colheitas, sendo que este valor não inclui os pagamentos realizados no âmbito do seguro vití- cola de colheitas”.

A chuva intensa que atingiu o Baixo Mondego, na passada segunda-feira (13) ao final da tarde, afectou uma

“vasta área de produção de milho”, disse à agência Lusa o coordenador da Associação Distrital dos Agricul- tores de Coimbra (ADACO), Isménio Oliveira.

A ADACO referiu que, dos cerca de nove mil hectares de milho no Baixo Mondego, cerca de 50% da colheita está em risco de se perder, principal- mente entre Coimbra e Carapinheira, por estar deitado e muito dele ainda em verde.

A Associação pediu a intervenção

“urgente” do Ministério da Agricultu- ra para que faça “um levantamento exaustivo da área afectada” e tome

“medidas de apoio para os agriculto- res prejudicados”.

Segundo a ADACO, irá ser pedida

“uma reunião urgente com a Direcção Regional de Agricultura em Coimbra, para reclamar da tomada das medi- das necessárias inerentes aos prejuí- zos”, que, segundo diz, não estão co- bertos pela maioria dos seguros.

Ministério da Agricultura

avaliou terrenos de milho

afectados pelo mau tempo

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atracção e fixação de novos residentes e investi- mentos para a Figueira da Foz é a principal prio- ridade para a candidatura do PS às próximas elei- ções autárquicas, disse o candidato socialista à Câmara Municipal, Carlos Monteiro.

O também actual presidente do Município notou que a sazonalidade na Figueira da Foz “não se combate sem a indústria”. “O turismo é importante porque emprega muita gente e permite potenciar os empresários em nome individual e as pequenas e médias empresas. Mas, em termos de volume de negócios, a indústria anda na ordem dos 20 e tal por cento e o turismo, restauração e hotelaria, é 1,5%. Por isso a nossa principal prioridade é atrair e fixar residentes e mais investimento”, observou Carlos Monteiro. “Em termos de escala e de percenta- gem a diferença é abissal”, reforçou.

Lembrando que a Figueira da Foz é o município mais industrializado do distrito de Coimbra, Carlos Monteiro notou que esse facto é desconhecido da “maior parte”

das pessoas do concelho.

“As pessoas têm um desconhecimento grande, acham que o concelho é a Celbi e a Soporcel [Navigator] e não conhecem todas as outras empresas que existem. A ci- dade, o concelho, os figueirenses, ainda não têm essa noção”, afirmou Carlos Monteiro.

“E, para o vencimento médio [1.196 euros], estar como está na nossa zona, só é possível porque a indús- tria paga melhor do que a maior parte dos outros seto- res”, acrescentou o candidato do PS.

Sobre o parque industrial da Figueira da Foz - um es- paço de 112 hectares, infraestruturado na década de 1980, localizado na margem esquerda do Mondego, a cinco quilómetros da cidade e que alberga cerca de 50 entidades, a maioria empresas industriais e de serviços - Carlos Monteiro reiterou que vai ser ampliado em 20 hectares.

“O alargamento é para empresas que precisam de 15 mil, 20 mil, 30 mil metros quadrados no limite [um a três

hectares]. Para áreas maiores com menos condicionalis- mos de infraestrutura, temos reservada a zona do Pin- cho”, no norte do concelho, disse.

Monteiro admitiu que a zona industrial “está saturada e com problemas para resolver, tem problemas estrutu- rais e tem problemas de propriedade”, esta última uma alusão a lotes e edificado devolutos e ao abandono.

“Os estruturais têm a ver com as águas pluviais, foram mal feitas e há abatimentos recorrentes que ocorrem quando a água passa. Essa obra, na ordem dos 500 mil euros, não a fizemos até ao momento porque estáva- mos à espera dos fundos comunitários para em duas, três fases, fazer o alargamento e depois a requalificação de toda a zona”, explicou.

Atracção de investimento

e residentes é prioridade para

candidato do PS à Figueira da Foz

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O

candidato do PSD à Câmara Mu- nicipal da Figueira da Foz, Pedro Machado, defende uma regula- mentação da zona industrial, visando lotes abandonados ou devolutos que representam “ameaças para a saúde”.

“Falta regulamentação”, disse à agên- cia Lusa Pedro Machado, no primeiro dia de campanha, adiantando que em concelhos “com uma vocação clara- mente industrial e empresarial”, exis- tem mecanismos regulamentares para,

“passados dois anos, fazer reverter os lotes, ou à posse municipal ou para uma estratégia que possa ser colocada no mercado, para outras empresas os poderem vir a adquirir”.

O parque industrial da Figueira da Foz é um espaço de 112 hectares, in- fraestruturado na década de 1980, lo- calizado na margem esquerda do Mon- dego, a cinco quilómetros da cidade e que alberga cerca de 50 entidades, a maioria empresas industriais e de ser- viços.

Em declarações à margem de uma visita a duas empresas ali instaladas - a Somitel, ligada às telecomunicações, e a United Resins, de produção de resi- nas - Pedro Machado notou a existên- cia de lotes com empresas encerradas, edifícios ao abandono e abundante ve- getação em redor.

“Não pode continuar o que está aqui a acontecer. O que identificámos, num desses lotes que está, há anos, devolu- to, é a coexistência de pragas, de um conjunto significativo de ameaças para a saúde humana e para as instalações”,

frisou Pedro Machado.

O PSD dedicou a manhã do primeiro dia de campanha eleitoral para as elei- ções autárquicas de dia 26 à área da industrialização e criação de emprego, identificando “problemas subjacentes ao parque industrial”.

Sobre a ampliação da zona indus- trial, processo em curso promovido pela Câmara Municipal, o candidato social-democrata argumentou que o alargamento de 20 hectares “não vai, seguramente, responder àquilo o que deveria ser a necessidade e a visão de futuro”.

“Só a United Resins tem 12 hectares e qualquer empresa média que aqui se queira instalar precisa entre 15 a 20 hectares”, acrescentou Pedro Machado.

Por outro lado, o candidato do PSD observou que “ainda estão por resol- ver” problemas estruturais.

“Desde o pecado original, que foi a posse administrativa que aconteceu entre 1997 e 2001 [no mandato de Pe- dro Santana Lopes, quando o parque era detido pelo empresário Aprígio Santos] e custou aos cofres da Câmara mais de quatro milhões de euros”, refe- riu.

Outro problema, já identificado, diz respeito às águas pluviais: “A Câmara vai ter de desembolsar mais de meio milhão de euros se o quiser resolver”.

“E vai ter de acabar a infraestrutura, vai ter de tratar a sinalética e questões normalmente relacionadas com a sua construção”, indicou.

PSD quer zona industrial

da Figueira da Foz regulamentada

visando lotes devolutos

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O cabeça de lista da CDU à Câmara da Figueira da Foz, Bernardo Reis, critica a rede ineficaz de trans- portes públicos na cidade e no concelho para, no primeiro dia da campanha eleitoral, colocar o assunto entre as suas priori- dades.

“Um dos graves problemas que realço é a falta de trans- portes, o que limita a circula- ção dentro da cidade e entre as freguesias e a cidade”, apontou à agência Lusa o candidato, an- tes de uma acção de distribui- ção de propaganda eleitoral na cidade.

Assegurada por privados e paga pelo Município, a “rede é muito insuficiente” e o recente- mente criado transporte a pe- dido “não satisfaz por ser mar- cado na véspera”, criticou.

Neste sentido, explicou, a CDU propõe “criar transportes coletivos com percursos e horá- rios ajustados às necessidades da população”, uma rede para a qual o município tem de criar capacidade financeira, se não tem”.

Uma prioridade que se justifi- ca quando, lembrou, o estacio-

namento é pago na zona baixa da cidade e “sobrecarrega os orçamentos familiares”.

Virado para políticas que de- sincentivem o uso do transpor- te particular, o cabeça-de-lista da CDU defendeu também um maior investimento na melho- ria e duplicação das ligações ferroviárias entre a Figueira da Foz e Coimbra, a requalificação da Linha do Oeste e a reposição da Linha da Beira Alta (entre Pampilhosa e Figueira da Foz).

No mesmo sentido, quer criar,

na entrada da cidade, um termi- nal de passageiros, onde estes possam estacionar o seu veícu- lo privado e usar os transportes públicos rodoviários e ferroviá- rios.

Neste primeiro dia da campa- nha eleitoral, Bernardo Reis, se for eleito, prometeu assumir o seu mandato, “para servir e não se servir” das funções.

A CDU tem como objetivo voltar a ter o vereador que che- gou a ter há mais de três déca- das.

Falta de transportes públicos leva CDU a apostar

na mobilidade na Figueira da Foz

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QUARTA-FEIRA, 15 DE SETEMBRO 2021

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VINAGRETAS

VACAS INTELIGENTES EQUILÍBRIO EM MARÉ BAIXA

U ma pessoa com equilíbrio conse- gue fazer grandes obras, mas um barco com a mesma capacidade consegue dominar até um rochedo.

Tudo aconteceu no Canal da Mancha.

Uma pequena embarcação ficou lite- ralmente “pendurada” após encalhar num rochedo ao largo da ilha de Jer- sey. Tudo indica que o efeito aconteceu durante uma maré alta e assim que

desceu, o barco acabou por ficar em equilíbrio precário. É caso para dizer que depois da tempestade vem o caso bicudo.

Q ue os animais são inteligentes, toda a vida se ouviu dizer, mas vacas

a irem à casa de banho foi coisa que as “Vinagretas” nunca viram e muito menos imaginaram. Este tipo de ensina- mento foi transmitido por um grupo de cientistas com o objectivo de tratar a uri- na e as fezes dos animais e, desta forma, reduzir a formação de amónia – um gás que contribui para o aquecimento global.

É através de incentivos e castigos, como borrifos de água, que os profissionais con- seguiram treinar as vacas a usar o WC. O leitor está surpreendido? Os cientistas não ficaram: “As vacas são muito inteligentes.

Porque não haveriam de aprender?”.

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