GUIA DE CONVIVÊNCIA NA ESCOLA
FIESC – FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DE SANTA CATARINA
Mario Cezar de Aguiar
Presidente
Diretor Regional do SESI
Gilberto SelemeVice-presidente
Fabrizio Machado Pereira
Diretor Regional do SENAI/SC
Diretor de Educação e Tecnologia da FIESC
Adriana Paula CassolGerente Executiva de Educação
Sede
Rodovia Admar Gonzaga • 2765 • Itacorubi • Florianópolis - SC, 88034-001 • Tel.: (48) 3231-4100 • http://sc.senai.br/
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SENAI Departamento Regional de Santa Catarina
Gerência de Educação
Este documento estabelece os valores e as diretrizes que orientam as decisões e atitudes a serem observadas por todos que se relacionam com o Sistema FIESC (colaboradores, fornecedores, clientes, governo, comu- nidade e outros), no exercício de suas responsabilidades.
Abrangência:
Entidades do Sistema FIESC
Ficha Catalográfica elaborada por Juliano Albert Alves – CRB 1082 / 14° Região
PALAVRA INSTITUCIONAL
Sabendo da nossa importância e responsabilidade dian- te da indústria e da sociedade, a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina e suas entidades buscam ado- tar padrões de ética e conduta em suas ações, intenções e posicionamentos.
Este documento pretende assegurar um ambiente so- cialmente saudável, propiciando algumas condições indis- pensáveis para que todos os que dele participam possam ampliar seus horizontes, trabalhar suas aptidões e expres- sar seus interesses, tornando-se cidadãs e cidadãos aptos a atuar de maneira ativa, pacífica e produtiva nos diversos aspectos da vida.
Sabemos que o desenvolvimento humano é um proces- so dinâmico ao longo do qual, com frequência, eclodem conflitos complexos que podem causar perplexidade e in- segurança e, com isso, comportamentos indesejáveis ou até mesmo inadmissíveis em um ambiente escolar. Nesse senti- do, é parte fundamental do processo educativo garantir que regras saudáveis de convivência sejam observadas.
Em nossa missão de cuidar e educar, equipes pedagógi-
cas, docentes, discentes, familiares e comunidade em geral
devem obedecer regras de comportamento e convivência,
assim como encorajar uns aos outros a respeitarem as dife-
renças e a praticarem a tolerância.
Desejamos provocar inquietações tanto por meio de programas educacionais de excelência e qualidade, volta- dos para o desenvolvimento humano e que potencializem o exercício da autonomia e do senso crítico, como por inter- médio de ações que busquem fazer do estudante um prota- gonista no processo de construção de seu conhecimento.
Esse é um instrumento de apoio que se torna um indispensá- vel referencial para as escolas SESI/SENAI de Santa Catarina.
Nas próximas páginas, apresentaremos os compromissos fundamentais que indicam a conduta esperada e coerente de nossas políticas e procedimentos. Ansiamos por cami- nhos que levem a uma convivência ainda mais harmoniosa, ética, produtiva, transparente e motivadora para todas as nossas unidades de ensino.
Este documento representa o esforço conjunto de mui- tas pessoas, às quais agradecemos, na convicção de que o tenham feito imbuídas da responsabilidade pela educação SESI/SENAI.
Fabrizio Machado Pereira
Diretor Regional do SENAI/SCDiretor de Educação e Tecnologia da FIESC
Sumário
1.
Introdução: A convivência na escola e a cultura de paz...11
2.
Garantia, compromisso e responsabilidade...15
2.1
Estudante...15
2.2
Familiares ou responsável legal...19
2.3
Docentes e demais envolvidos no processo educativo...20
3.
Condutas que afetam o ambiente escolar virtual: Para alunos, docentes e demais envolvidos no processo educativo...24
4. Convivência ...28
5.Referências Bibliográficas...37
“A Educação é compreendida como um direito em si mesmo e um meio indispensável para o acesso a outros direitos.
A Educação ganha, portanto, mais importância quando direcionada ao pleno desenvolvimento humano e às suas potencialidades, valorizando o respeito aos grupos socialmente excluídos. Essa concepção de Educação busca efetivar a cidadania plena para a construção de conhecimentos, o desenvolvimento de valores, atitudes e comportamentos, além da defesa socioambiental e justiça social.
(BRASIL, 2018b, p. 12)
1. INTRODUÇÃO: A CONVIVÊNCIA NA ESCOLA E A CULTURA DE PAZ
Toda instituição educativa proporciona a convivência intensa entre crianças, adolescentes e adultos com as mais diversas caracte- rísticas. A maneira como a convivência é organizada na escola cons- titui seu clima relacional. Nele, podem ocorrer desde manifestações perturbadoras (incivilidade, transgressões às regras, indisciplinas) que incomodam muito mais pela frequência e intensidade do que pela gravidade, até manifestações violentas que se impõem pela agressão e pela força. Muitas dessas, por sua vez, acontecem de forma silenciosa e escondida e requerem ações e atenção especial:
são as formas de violência autoinfligida, os sofrimentos emocionais e o bullying/cyberbullying.
A Lei Antibullying Lei 13.185 (BRASIL, 2015) incorporada re- centemente à LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação – Lei 13.663 (BRASIL, 2018a) torna obrigatório o combate à violência e a promoção da cultura da paz nas instituições de ensino brasilei- ras, assegurando assim o direito dos alunos à aprendizagem da convivência.
No Brasil, diversas iniciativas têm sido tomadas e apregoadas em políticas municipais, estaduais e federais. Além disso, movida pelos “princípios éticos, políticos e estéticos” estabelecidos pel
as Diretrizes Curriculares Nacionais (BRASIL, 2013), a BNCC (Base Nacional Comum Curricular) reitera os propósitos da educação no país, visando uma “formação humana integral” que favoreça a “construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva”.No Brasil, diversas iniciativas têm sido tomadas e apregoadas em políticas municipais, estaduais e federais. Além disso, movida pelos
“princípios éticos, políticos e estéticos” estabelecidos pelas Diretrizes Curriculares Nacionais (BRASIL, 2013), a BNCC - Base Nacional Comum
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Curricular (BRASIL, 2018c) reitera os propósitos da educação no país, visando uma “formação humana integral” que favoreça a “construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva”.
As propostas evidenciadas no texto salientam a imprescindibilidade de a escola estruturar espaços democráticos em que a convivência entre as pessoas seja também um dos pilares que a sustentam. Dentre as dez competências gerais definidas pela BNCC, destacamos as três últimas, que propõem que os alunos e alunas se desenvolvam para:
A BNCC (2018, p. 14) estabelece também que
Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emo- cional, compreendendo-se na diversidade humana e reco- nhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas. (BRASIL, 2018c, p. 9)
Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e va- lorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza. (BRASIL, 2018c, p. 9)
Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabi-
lidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando
decisões com base em princípios éticos, democráticos,
inclusivos, sustentáveis e solidários. (BRASIL, 2018c, p. 9)
A BNCC (BRASIL, 2018c, p. 14) estabelece também que
a Educação Básica deve visar à formação e ao desenvol- vimento humano global, o que implica compreender a complexidade e a não linearidade desse desenvolvimento, rompendo com visões reducionistas que privilegiam ou a dimensão intelectual (cognitiva) ou a dimensão afetiva.
Portanto, o documento destaca a necessidade de as instituições de educação proporcionarem aos alunos e alunas espaços e ações que viabilizem o conhecimento e a valorização de si e do outro, para que juntos desenvolvam uma convivência ética fundada em valores morais como a justiça, a solidariedade e o respeito, entre outros.
Dessa forma, pensar em estratégias para criar uma “cultura de paz” na escola, além de garantir que a boa convivência seja um valor e, assim, proporcionar espaços onde esses valores sejam reiterados, permite também atender a uma demanda legal.
Além disso, segundo Delors (2010), dois dos quatro pilares da Educação, apresentados pela Comissão Internacional sobre Edu- cação para o Século XXI no relatório para a UNESCO, são base para o pleno desenvolvimento e ressaltam a necessidade de pensar no âmbito formativo das ações para a convivência: aprender a ser e
aprender a conviver.A partir desse ideal, este documento tem como finalidade garantir
essas prerrogativas institucionais, bem como colaborar para que
os agentes envolvidos no processo educativo (alunos, professores,
colaboradores etc.) possam ser parte integrante e atuante em todo
o percurso de construção de uma convivência que busca, acima de
tudo, ser ética, observando os valores nela incorporados, como o
respeito, a justiça, a igualdade, a autonomia e a generosidade.“O direito à educação não é apenas o direito de frequentar escolas: é também, na medida em que vise a educação ao pleno desenvolvimento da personalidade, o direito de encontrar nes- sas escolas tudo aquilo que seja necessário à construção de um
raciocínio pronto e de uma consciência moral desperta”.
(PIAGET, 1973, p.45)
2. GARANTIA, COMPROMISSO E RESPONSABILIDADE DOS ESTUDANTES
2.1 ESTUDANTES
SOBRE AS GARANTIAS PARA O ESTUDANTE: SEUS DIREITOS
01
Ter sua dignidade preser- vada, em um ambiente com ações voltadas para um atendimento aco- lhedor e humanizado;02
Vivenciar experiências ricas e diversificadas, ambientes planeja- dos e replanejados em função das necessidades de aprendizagem de cada grupo.03
Na educação infantil, com- preendemos o cuidar como um olhar atento para a necessidade da criança, seja de ordem física, cog- nitiva ou emocional. Além disso, ressaltamos a importância do brin- car para o desenvolvimento, prin- cipalmente por ser uma linguagem simbólica que imita a realidade, testa papéis, organiza aprendizagens, es- tabelece vínculos e generaliza o que foi aprendido;04
Sentir-se seguro de que as intervenções promovem autonomia, protagonismo e consideram a faixaetária e a modalidade na proposição de ações;
05
Zelo para que não ocorra qualquer tipo de abuso ou negligên- cia que possa causar danos físicos, psíquicos e morais em alunos que estejam em seu ambiente escolar/acadêmico;
06
Ter asseguradas as condi- ções de aprendizagem necessárias ao desenvolvimento de suas poten- cialidades nas perspectivas individu- al, social e profissional;07
Alunos com deficiência, te- rão direito a adequações necessárias conforme às suas especificidades e singularidades, usufruindo de igual- dade de atendimento, sem sofrer qualquer tipo de discriminação;08
Usufruir de ambiente de aprendizagem apropriado e incen- tivador, livre de discriminação, cons- trangimentos ou intolerância;A CONVIVÊNCIA NA ESCOLA | UMA CULTURA DE PAZ
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Receber atenção e respeito de colegas, professores, funcioná- rios e colaboradores da escola, inde- pendentemente de idade, sexo, raça, cor, credo, religião, origem social, nacionalidade, deficiências, estado civil, identidade de gênero, orienta- ção sexual ou crenças políticas;10
Ter acesso a seu desempe- nho no processo de ensino e apren- dizagem publicado no Espaço do Estudante;11
Receber orientações neces- sárias para constante melhoria de seu desenvolvimento escolar;12
Utilizar os recursos tecnoló- gicos das Unidades SESI/SENAI-SC, desde que observadas as regras de uso;13
Integrar-se aos programas, projetos e atividades das Unidades SESI/SENAI ou ser atendido por eles, desde que observados os regula- mentos;14
Ter assegurado o cumpri- mento do contrato de prestação de serviços educacionais, quando aplicável;01
Frequentar a escola regu- lar e pontualmente, realizando os esforços necessários para progredir nas diversas áreas de sua educação;02
Estar preparado para as aulas e manter de forma adequada livros e demais materiais escolares de uso pessoal ou coletivo;SOBRE OS COMPROMISSOS DO ESTUDANTE: CONDUTAS ESPERADAS, SEUS DEVERES E RESPONSABILIDADES
03
Observar as disposições vigentes sobre entrada e saída das classes e demais dependências da escola;04
Ser respeitoso e cortês com colegas, diretores, professores, fun- cionários e colaboradores da escola, independentemente de idade, sexo,raça, cor, credo, religião, origem so- cial, nacionalidade, condição física ou emocional, deficiências, estado civil, identidade de gênero, orien- tação sexual, ou crenças políticas;
05
Contribuir para criar e man- ter um ambiente de aprendizagem colaborativo e seguro, que garanta o direito de todos os alunos de estudar e aprender;06
Abster-se de condutas que neguem, ameacem ou de alguma forma interfiram negativamente no livre exercício dos direitos dos mem- bros da comunidade escolar;07
Preservar a imagem e o pa- trimônio físico, histórico e cultural do SESI/SENAI SC. Zelar pelo mate- rial, máquinas, equipamentos, livros e todos os recursos didáticos, ga- rantindo a continuidade de seu uso;08
Compartilhar com a gerên- cia da escola/faculdade informações sobre questões que possam colo- car em risco a saúde, segurança e bem-estar da comunidade escolar/acadêmica, cumprindo as normas e os procedimentos de saúde e segu- rança no trabalho;
09
Utilizar meios pacíficos para resolver conflitos;10
Alertar sobre a gravidade do assédio sexual praticado por aluno/ae demais profissionais da Entidade, assim como sobre agressão ou ame- aça física praticada contra qualquer aluno/a ou integrante do corpo do- cente.
11
Ajudar a manter o ambiente escolar livre de bebidas alcoólicas, drogas lícitas e ilícitas, substâncias tóxicas e armas de qualquer espécie;12
O porte de drogas, remédios controlados (sem autorização médi- ca ou dos pais) ou qualquer tipo de armas no interior do estabelecimen- to é passível de advertência a expul- são, sem o prejuízo de comunicar às autoridades competentes;13
Manter pais ou responsáveis legais informados sobre os assun- tos escolares, sobretudo o progres- so nos estudos, eventos sociais e educativos previstos ou em anda- mento. Assegurar que recebam as comunicações a eles encaminhadas pela equipe escolar, devolvendo-as à direção em tempo hábil e com a de- vida ciência, sempre que for o caso.Além disso, manter atualizadas as informações cadastrais na secreta- ria escolar;
14
Apresentar-se devidamen- te uniformizado, quando requerido pelo SESI/SENAI SC, observando as normas de prevenção de acidentes e utilizando equipamentos de pro-A CONVIVÊNCIA NA ESCOLA | UMA CULTURA DE PAZ
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teção individual ou coletivo, além de vestuário adequado, conforme orientações nos ambientes;
15
Comparecer pontual e assi- duamente às aulas, avaliações, sole- nidades e outras atividades progra- madas pela Instituição;16
Responsabilizar-se pelos seus pertences e comunicar à co- ordenação sinistros de qualquer natureza que tenham ocorrido. In- denizar, se for o caso, por prejuízos causados à instituição de ensino, colaboradores do estabelecimento ou colegas;17
Realizar as atividades cum- prindo os prazos estabelecidos pe- los docentes;18
Providenciar e utilizar ma- terial didático necessário ao desen- volvimento das atividades de ensino e aprendizagem;19
Solicitar autorização à coor- denação pedagógica ou à coorde- nação de curso, mediante justifica- tiva, em caso de entradas tardias e saídas antecipadas das aulas;20
Tomar conhecimento dos avisos afixados nos murais ou divul- gados no Espaço do Estudante;21
Manter a Unidade Escolar informada sobre os aspectos que não possam ser omitidos em rela- ção à sua saúde, integridade física e mental;22
Cumprir rigorosamente os prazos (de matrícula, avaliações e entrega de livros, entre outros) es- tabelecidos pela Unidade;23
Assumir o desenvolvimento das competências propostas para o curso como princípio organizador da vida Escolar;24
Além destas condutas, cumprir as condições previstas no contrato de prestação de serviços educacionais, quando aplicável, nos programas, na legislação educacio- nal, no regimento e nas normas Es- colares.2.2 FAMILIARES OU RESPONSÁVEL LEGAL
DAS GARANTIAS: SEUS DIREITOS
São direitos dos familiares/responsáveis legais, como participantes do processo educativo:
01
Ter acesso a informações sobre a vida escolar dos seus filhos e/ou daqueles aos quais represen- tam e às avaliações realizadas no processo de ensino-aprendizagem02
Ter ciência do processo pe- dagógico;01
Participar das atividades de integração escola-família-comuni- dade;03
Ser recebido, tratado com atenção e respeito em relação a suas solicitações;04
Solicitar atendimento da rede protetiva a seus filhos ou àque- les a quem representam, sempre que necessário e justificado.DOS COMPROMISSOS E RESPONSABILIDADES: SEUS DEVERES
02
Manter-se informado sobre a vida escolar do estudante;São compromissos e responsabilidades dos familiares/responsáveis
legais, como participantes do processo educativo:
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20
03
Garantir que o estudante compareça pontual e assiduamente nos dias letivos;04
Informar, no ato da matrí- cula, se o estudante apresenta do- enças crônicas ou qualquer tipo de deficiência;05
Respeitar a integridade físi- ca, psicológica e moral de todos os membros da comunidade educativa e tratar a todos com civilidade, in- dependentemente de idade, sexo,etnia, nacionalidade, condição so- cial, deficiência, orientação sexual, identidade de gênero, preferências políticas, crenças religiosas ou con- vicções ideológicas;
06
Comparecer à Unidade Es- colar sempre que convocados;07
Encaminhar e acompanhar o filho ou aqueles a quem represen- tam à Rede de Proteção e órgãos de apoio sempre que recomendado pela unidade escolar.2.3 DOCENTES E DEMAIS ENVOLVIDOS NO PROCESSO EDUCATIVO
DAS GARANTIAS: SEUS DIREITOS
São direitos dos docentes e demais funcionários participantes do processo educativo:
01
Usufruir de ambiente de trabalho apropriado e incentivador, livre de discriminação, constrangi- mentos ou intolerância;02
Receber atenção e respeito de alunos, familaires e colegas de trabalho, independentemente de idade, sexo, raça, cor, credo, reli-gião, origem social, nacionalidade, deficiências, estado civil, identida- de de gênero, orientação sexual ou crenças políticas;
03
Receber orientações neces- sárias para constante melhoria de seu desenvolvimento profissional;01
Todos os profissionais que atuam no SESI/SENAI, em especial aqueles que compõem o corpo docente, têm a missão de promo- ver, facilitar o processo de ensino- -aprendizagem e auxiliar crianças, adolescentes, jovens e adultos a serem protagonistas de suas histó- rias. Estes profissionais têm a tarefa de, por meio da educação, formar cidadãos justos, éticos, conscientes e solidários;02
Ser respeitoso com os alu- nos, seus familiares e colaboradores da escola, independentemente de idade, sexo, raça, cor, credo, reli- gião, origem social, nacionalidade, condição física ou emocional, de- ficiências, estado civil, orientação sexual, identidade de gênero ou crenças políticas, preservando a integridade física e moral dos estu- dantes, respeitando a individualida- de de cada um e não participando ou permitindo atos preconceituosos ou discriminatórios;03
Abster-se de condutas que neguem, ameacem ou de alguma forma interfiram negativamente noDOS COMPROMISSOS E RESPONSABILIDADES: SEUS DEVERES
livre exercício dos direitos dos mem- bros da comunidade escolar;
04
Sentir-se responsável pela segurança no ambiente escolar, es- tando atento para corrigir desvios que podem comprometer a integri- dade física e emocional dos nossos alunos e colegas, contribuindo de forma responsável e confiável com a manutenção de um ambiente ético,- colaborativo, com mais segurança, eficiência e qualidade;05
Aperfeiçoar-se continua- mente para assumir suas atribuições, contribuindo para o desenvolvimen- to educacional de todos os envol- vidos, promovendo ações com o intuito de formar mentes criativas capazes de ampliar o horizonte de conhecimento dos alunos, inovando e transformando pessoas e organi- zações;06
Seguir a proposta pedagó- gica do SESI/SENAI SC e aplicar os devidos critérios de avaliação, não concedendo nem recebendo favo- res ou benefícios de qualquer espé- cie, sendo coerente e buscando o justo equilíbrio entre os instrumen-Além de submeterem-se ao Código de Ética do Sistema FIESC, são
compromissos e responsabilidades dos docentes e demais colabo-
radores envolvidos no processo educativo:
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tos empregados, as competências, habilidades e os conteúdos a serem avaliados;
07
Conceber a avaliação como um processo que possibili- ta a autoavaliação e a permanente qualificação de si e do processo ensino-aprendizagem nos seus múltiplos aspectos: relação pro- fessor-aluno, desenvolvimento de conteúdos, humanização, transpa- rência e respeito;08
Frequentemente a intera- ção entre educadores e estudantes ultrapassa os muros do SESI/SENAI.Nestes casos, o comportamento dos profissionais da educação deve ser adequado e alinhado com a posi- ção ocupada na instituição escolar/
acadêmica, demonstrando atitudes coerentes com os valores e cultura institucional; Os relacionamentos devem ser baseados na premissa professor-aluno, sem vínculos pes- soais que venham a prejudicar o ren- dimento escolar ou ferir o estatuto da criança e adolescente, no caso de envolvimento com menores;
09
Em suas redes sociais parti- culares não esquecer a premissa de que o relacionamento entre docentee discente é estritamente um vín- culo profissional; zelando também pelo cuidado com as postagens e notícias que possam ferir a imagem da Instituição;
10
Quando em atividade do- cente ou representando a Institui- ção, apresentar-se para suas ativi- dades com vestimenta adequada ao exercício da função acadêmica, observando suas especificidades;11
São vedados atos de fa- vorecimento indevido em relação a alunos, subordinados e fornece- dores;12
É vedada a realização de campanhas políticas em favor de candidatos ou partidos no interior da Entidade;13
Preservar o patrimônio fí- sico, histórico e cultural do SESI/SENAI SC. Zelar pelo material, má- quinas, equipamentos, livros e todos os recursos didáticos, garantindo a continuidade de seu uso por outros colegas e alunos;
“Uma escola democrática pretende que os alunos e as alunas sejam protagonistas da própria educação e que o façam parti- cipando e tomando parte direta em todos aqueles aspectos do
processo formativo possíveis de deixar em suas mãos”.
(PUIG, 2000, p.121)
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3. CONDUTAS QUE AFETAM O AMBIENTE ESCOLAR VIRTUAL:
PARA ALUNOS, DOCENTES E DEMAIS E N VO LV I D O S N O P R O C E S S O EDUCATIVO
01
Utilizar, sem a devida autori- zação, equipamentos e dispositivos eletrônicos de propriedade da esco- la SESI/SENAI SC;02
Utilizar, em momentos não apropriados, equipamentos eletrôni- cos como telefones celulares, jogos on-line, reprodutores de música ou outros dispositivos de comunicação e entretenimento que perturbem o ambiente escolar/ acadêmico;03
Comportar-se de maneira a perturbar o processo educativo, por exemplo, fazendo barulho excessivo no microfone ou deixando microfo- ne aberto enquanto outras pessoas estão falando;04
Ativar injustificadamente abas ou arquivos que não tenhamrelação com a proposta educacional para aquele momento;
05
Violar as políticas adotadas no tocante ao uso da internet na escola, acessando-a, por exemplo, para violação de segurança ou pri- vacidade, ou para acesso a conteúdo não permitido ou inadequado;06
Danificar ou adulterar re- gistros e documentos escolares por meio de qualquer método, inclusive o uso de computadores ou outros meios eletrônicos;07
Empregar gestos ou expres- sões por meio de emoji/sticker que configurem insultos ou ameaças a terceiros, incluindo hostilidade ou intimidação mediante o uso de ape- lidos racistas ou preconceituosos.Além das condutas descritas neste documento, também são passíveis
de apuração e aplicação de medidas disciplinares as condutas em
ambiente virtual que a instituição considere incompatíveis com a
manutenção de um ambiente escolar sadio ou que sejam inapro-
priadas ao ensino-aprendizagem.
01
As senhas pessoais são in- dividuais e sigilosas e não devem ser compartilhadas em nenhuma hipó- tese. É de responsabilidade dos alu- nos, colaboradores e funcionários terceirizados, em todos os acessos e usos de computadores na institui- ção, zelar pelo manejo das entradas (logins), atentando-se para sempre efetuar a saída (logoff) da máquina Emitir comentários ou insinuações de conotação sexual agressiva ou desrespeitosa, ou apresentar qual- quer conduta de natureza sexual- mente ofensiva, seja cyberbullying em ambiente virtual ou bullying presencialmente.08
Estimular ou envolver-se em conflitos na internet, manifestando conduta agressiva ou incitando brin- cadeiras que impliquem risco de fe- rimentos, em qualquer membro da comunidade escolar/ acadêmica;09
É vedado citar em redes sociais colegas, professores ou a entidade de forma pejorativa, dis-criminatória ou incentivando atos de agressão verbal ou física, ou mesmo com notícias falsas (fake) sobre eles;
10
Provocar ou forçar contato inapropriado ou não desejado dentro do ambiente virtual escolar;11
Apresentar qualquer condu- ta proibida pela legislação brasileira, sobretudo que viole o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o Código Penal e ou o Marco Civil da Internet.NO QUE CONCERNE À SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO DA REDE SESI/SENAI-SC RECOMENDA-SE A ALUNOS, PROFESSORES, COLABORADORES OU TERCEIRIZADOS:
utilizada, resguardando assim suas informações. Em nenhuma hipótese devem deixar páginas ou conteúdos pessoais abertos (seja no momen- to de aulas ou após a utilização do computador). No caso de utilização indevida por terceiros, a responsa- bilidade será da pessoa que está logada;
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02
O e-mail institucional não pode e não deve ser utilizado para propagar mensagens com conteúdo não corporativo, tais como cyber- bullying, piadas, comercialização de objetos, correntes, pornografia, proselitismo e campanhas políti- co-partidárias. Também não deve ser utilizado como instrumento de calúnia ou difamação, entre outros.Portanto, não se deve transmitir informações ou arquivos que não estejam no contexto da função es- colar/ acadêmica solicitada;
03
Deve prevalecer a prudên- cia no caso de professores e cola- boradores da FIESC ao utilizarem a Internet e as redes sociais. Ao se declarar profissional envolvido na rede de educação SESI/SENAI-SC, deve pautar o comportamento pelas instruções recebidas anteriormente, visando preservar a própria imagem, não permitindo exposições porno- gráficas e pejorativas, como a publi- cação de fotos inadequadas ou de situações eticamente reprováveis;04
Aulas em ambiente virtual seguem os mesmos cuidados ci- tados anteriormente neste docu- mento. Qualquer pessoa que faça uso dos ambientes virtuais deverá se comportar de maneira respeito- sa, harmoniosa, com cordialidade e ética, seja nos fóruns, mensagens edemais ferramentas de comunica- ção disponíveis no sistema, sendo reprovado participar, estimular ou organizar incidente de violência grupal ou generalizada, presencial- mente ou de maneira virtual;
05
Deve-se cuidar com a lin- guagem ao escrever uma mensa- gem de e-mail, WhatsApp ou de qualquer ferramenta virtual, pro- curando adequar o texto às suas características, considerando sua função e o tipo de relação estabe- lecida;06
Cuidar ao utilizar trechos de textos de outros autores ou si- tes. Seguir os critérios para citações da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) em vigor. As cita- ções (trechos de textos de outros autores) sem esses critérios serão consideradas plágio.07
Todas as críticas, elogios e sugestões serão bem-vindas. No entanto, devem ser direcionadas aos fóruns específicos, por meio de mensagens privadas, ou seja, diretamente ao destinatário, seja ele aluno, professor, coordenador, ou qualquer outro participante que tenha acesso ao ambiente das aulas.“O objetivo geral de envolver os alunos em tomadas de decisões e estabelecimento de regras em suas salas de aula é contribuir para uma atmosfera de respeito mútuo, na qual professores e alunos praticam a autorregulação e a cooperação”.
(DEVRIES; ZAN, 1998, p. 30)
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4. CONVIVÊNCIA
AS REGRAS QUE REGULAM A CONVIVÊNCIA E AS AÇÕES QUE PROMOVEM A APRENDIZAGEM DE MANEIRAS ASSERTIVAS
Tanto as regras da escola quanto as sanções aplicadas aos com- portamentos que ferem a convivência escolar devem ser orientadas por princípios morais. Segundo La Taille (2002, p. 38), os princípios
“não somente revelam a razão de ser das regras como são eles que nos permitem criar regras em situações para as quais ainda não foram formuladas”.
Pensar a convivência na escola requer promover a reflexão e a análise crítica de valores, atitudes e tomadas de decisão que, por sua vez, possibilitem conhecer e validar valores universalmente desejáveis, frutos das relações humanas historicamente construídas. O sentimento de pertencer a uma comunidade, a grupos sociais ou a uma classe e de comprometer-se com questões relevantes à vida coletiva é nuclear ao exercício da cidadania. Requer, assim, a parti- cipação de todos na elaboração e validação das regras que visam, sobretudo, assegurar a proteção integral, a formação ética e um clima escolar positivo.
Sabe-se que a concepção do professor sobre os conflitos e,
consequentemente, a intervenção realizada por ele nos problemas
de convivência entre os alunos, interferem diretamente no desen-
volvimento da autonomia moral dos alunos. Segundo uma visão
construtivista, os conflitos são compreendidos como naturais em qualquer relação e necessários ao desenvolvimento da criança e do jovem. São considerados, dessa forma, oportunidades para que as regras e os valores sejam construídos e assegurados, visto que indicam o que os alunos e alunas precisam aprender.
Uma intervenção positiva em um conflito não enfatiza o resultado ou o produto dessa ação, mas sim o processo pelo qual os proble- mas são enfrentados e o que os estudantes poderão aprender com o fato ocorrido. Em um conflito há a oportunidade de uma pessoa, motivada pelo desequilíbrio, refletir sobre maneiras distintas de res- tabelecer a reciprocidade, já que precisa coordenar as perspectivas e sentimentos do outro como se fossem seus.
Assim, alcançar relações equilibradas e satisfatórias – o que não significa que os conflitos estão ausentes – é fruto de um processo contínuo de construção e aprendizagem.
Contudo, estabelecer sanções demanda constante identificação dos diferentes problemas de convivência.
Os esforços nesta área não significam conseguir um “bom
comportamento” do aluno (muitas vezes por medo ou con-
formismo), posto que, se a finalidade da escola for favo-
recer o desenvolvimento de relações justas, respeitosas e
solidárias, será preciso refletir sobre as regras e sanções
que apontem para a aprendizagem da convivência e para
a autorregulação das condutas por parte dos alunos.
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Principais Problemas de Convivência na Escola
Nos dois quadros a seguir, é apresentada a “Matriz Preliminar para Categorização dos Registros de Ocorrências Escolares”
Manifestação perturbadoras ou indiscipli-
nadas
Indisciplina curricular
Refere-se à ruptura do contrato social da apren- dizagem dos conteúdos escolares. Interfere nas condições de aprendiza- gem do currículo.
Jogar jogo da ve- lha com o colega durante a apre- sentação de um seminário, não ler o texto, ficar con- versando durante a explicação.
Indisciplina social
Refere-se à ruptura do contrato social da aprendizagem da boa educação. Falta de polidez ou ações que ferem os códigos de boas maneiras.
São incivilidades que constituem microviolên- cias ou pequenas agres- sões cotidianas. Caracte- rizam-se como atentados recorrentes ao direito de cada um ser respeitado, ou como pequenas infra- ções à ordem estabeleci- da, diferenciando-se de condutas criminosas ou delinquentes.
Incomodam mais pela intensidade e frequência do que pela gravidade.
A incivilidade não contra- diz a lei, nem o regimento interno do estabelecimen- to, mas as regras de boa convivência. Ela rompe com as expectativas do que se espera como boa conduta social.
Andar pela sala, incomodar os outros, cochichar, falta de pontuali- dade, conversa à margem do que está sendo tratado em classe, entre- tenimento com objetos impróprios à atividade e ao momento, com- portamentos irri- tantes, desordem, indelicadezas, barulhos, impo- lidez, apelidos, maledicências, fofocas, zomba- rias, levantar, jogar objetos, gargalhar, gritar, demonstrar indiferença, brin- cadeiras e inter- rupções.
Confrontos, violação às normas justas e necessárias, desrespeito às regras elaboradas
coletivamente, desordem, distorções, comportamentos
irritantes, enfrentamentos,
desinteresse, desmotivação,
apatia.
Indisciplina regimentar
Refere-se à ruptura do contrato social da apren- dizagem da necessidade das regras para a boa organização instituição.
Tratam-se das transgres- sões ou comportamentos contrários ao regulamen- to interno da escola, mas que não são ilegais do ponto de vista da lei.
Abstenção, uso de celular, ficar fora da sala, ca- bular aula, chegar atrasado para assistir às aulas.
Indisciplina passiva
Refere-se à ruptura do contrato social da aprendizagem devido a desinteresse acadêmi- co. Caracteriza-se pela falta de motivação dos alunos e por uma atitude de desdém e desinteresse pela escola. É como uma falta de conexão entre as propostas escolares e os interesses dos alunos.
Apatia, indife- rença, recusa em participar das propostas, desmotivação para o estudo e para realizar as atividades.
Quadro 1: Manifestações Perturbadoras ou Indisciplinadas Fonte: VINHA et al. (2017).
01
Mediar o conflito entre as pessoas envolvidas e, por meio do diálogo, estabelecer soluções im- parciais, equitativas e justas, além de ações para reparar os danos causa- dos, restaurar os direitos e retomar o contrato pedagógico;NOS CASOS DE MANIFESTAÇÕES PERTURBADORAS OU
INDISCIPLINADAS SERÁ PRECISO (TANTO EM ESTRATÉGIAS DE AULA EM AMBIENTES PRESENCIAIS QUANTO VIRTUAIS):
02
Apresentar possibilidades de escolha entre o cumprimento da regra estabelecida ou a retirada do aluno da sala de aula ou atividade em curso, encaminhando-o à ges- tão, com a possibilidade de o aluno voltar à sala assim que se compro- meter a cumprir a regra;A CONVIVÊNCIA NA ESCOLA | UMA CULTURA DE PAZ
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Advertir de forma escrita e dirigida os pais, mães ou respon- sáveis;04
Estabelecer “contratos” im- plicando o aluno em compromissos (solicitar que o aluno redija: “o que você se compromete a fazer para evitar que essa situação aconteça?”);05
Acompanhar periodica- mente os compromissos assumidos pelo aluno;06
Determinar a reparação dos danos causados;07
Apresentar possibilidades de escolha entre o cumprimento da regra estabelecida ou a retirada do material indesejável portado pelo aluno;08
Efetuar a retirada do mate- rial caso a escolha do aluno seja por não cumprir a regra estabelecida, comprometendo-se a devolvê-lo ao término das atividades com a reite- ração de um contrato sobre o uso de tais materiais.Principais problemas de
convivência na escola Conceito Exemplos
Manifestações de caráter
violento
Violência dura
É aquela dirigida direta- mente à instituição, aos que fazem parte dela ou a representam (pessoas ou coisa). Caracteriza- -se por atos agressivos intencionais que supõem força, coerção, expressão física intensa e imposi- ção que provocam dano e destruição. É regulada pelo código penal, ou seja, trata-se de ações que atacam a lei com o uso da força ou com a ameaça de usá-la.
Lesões, extorsão, tráfico de drogas na escola, agres- sões físicas, furto, depredação, porte de arma, abuso sexual.
Principais problemas de
convivência na escola Conceito Exemplos
Manifestações de caráter
violento
Violência branda (pequenas violências)
É aquela dirigida direta- mente à instituição, aos que fazem parte dela ou a representam (pessoas ou coisa). Caracteriza-se por atos agressivos inten- cionais que supõe força, coerção, expressão física intensa e imposição que provocam dano e destrui- ção. Também são regula- das pelo código penal, ou seja, trata-se de ações que atacam a lei, porém de menor gravidade.
Furtos e depre- dações de pouca significância, insul- tos, atos que visam humilhar, difama- ção, bolinagem.
Imposição do esquema do- mínio-submis-
são, danos à dignidade pes-
soal, emprego da força para causar dano, atentado à integridade física-moral- -psicológica
Agressão reativa
São ações reativas que causam dano a alguém por meio da imposição de poder decorrente da falta de controle das emoções.
Caracteriza-se mais pela impulsividade do que pela intenção de agredir.
Insultos, ex- pressões físicas intensas, revide, ameaças.
Bullying
Refere-se à prática de atos agressivos que tornam pa- tente o esquema domínio- -submissão entre pares.
Trata-se de um fenômeno
“multicausado” que têm seis características princi- pais: agressão intencional sem motivo aparente, re- corrência, escolha de uma vítima frágil, desigualdade de poder físico ou psico- lógico, presença de um público (espectadores) e a simetria do poder instituí- do (pares).
Ameaças, exclu- são, zombarias, menosprezo, ridicularizações, apelidos pejorati- vos, maledicência, fofoca, insultos, extorsões.
Quadro 2: Manifestações de caráter violento Fonte: VINHA et al. (2017).
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01
Mediar o conflito entre as pessoas envolvidas e, por meio do diálogo, estabelecer soluções im- parciais, equitativas e justas, além de ações para reparar os danos causa- dos, restaurar os direitos e retomar o contrato pedagógico;02
Apresentar possibilidades de escolha entre o cumprimento da regra estabelecida ou a retirada do aluno da sala de aula ou atividade em curso, encaminhando-o à ges- tão, com a possibilidade de o aluno voltar à sala assim que se compro- meter a cumprir a regra;03
Advertir de forma escrita e dirigida os pais, mães ou respon- sáveis;04
Estabelecer “contratos” im- plicando o aluno em compromissos (solicitar que o aluno redija: “o que você se compromete a fazer para evitar que essa situação aconteça?”);05
Acompanhar periodica- mente os compromissos assumidos pelo aluno;NOS CASOS DE MANIFESTAÇÕES DE CARÁTER VIOLENTO, SERÁ PRECISO (TANTO EM ESTRATÉGIAS DE AULA EM AMBIENTES PRESENCIAIS QUANTO VIRTUAIS):
06
Prestar atenção imediata à saúde física e mental das pessoas afetadas utilizando a rede externa de serviços e parceiros que possam auxiliar a família e o aluno no caso de vulnerabilidade social;07
Informar imediatamente os pais, mães ou responsáveis das par- tes envolvidas e, se necessário, rece- bê-los na escola para uma reunião registrada em ata, com a assinatura de todos os participantes;08
Encaminhar para a rede de proteção social básica ou especial;09
Avisar a polícia militar (em casos de violência dura, observando também a atuação da Escola para reparar o dano causado, bem como manter o caráter educativo da san- ção);10
Acionar o Serviço de Emer- gência (em casos específicos e ne- cessários).11
Utilizar corretamente os ca- nais de comunicação com a Entida- de (SAC, Ouvidoria e Canal de Ética).NO CASO DE SUSPENSÃO E DESLIGAMENTO DE ESTUDANTE:
Levando em consideração a proposta pedagógica da cultura de paz
na escola e os pressupostos teóricos que embasam esse documento,
porém, entendendo a importância de se ter ferramentas para lidar
com situações onde todas as medidas mencionadas anteriormente
tenham sido esgotadas, a aplicação de suspensões ( período de
1 a 3 dias letivos, mediante deliberação do conselho da escola,
garantindo amplo direito de defesa com a presença dos respon-
sáveis legais no caso de se tratar de menor de idade), ou mesmo,
o desligamento do estudante da escola são ações que podem vir
a ser acionadas. Contudo, ressaltamos que essas medidas devem
ser analisadas com cautela pela equipe escolar, após a verificação
minuciosa, caso a caso.
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5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRASIL. Lei 13.663, de 14 de maio de 2018. Altera o art. 12 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, para incluir a promoção de medidas de conscientização, de prevenção e de combate a todos os tipos de violência e a promoção da cultura de paz entre as incum- bências dos estabelecimentos de ensino. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 15 maio 2018a. Disponível em: http://www2.camara.
leg.br/legin/fed/lei/2018/lei-13663-14-maio-2018-786678-publi- cacaooriginal-155555-pl.html. Acesso em: 16 maio 2018.
BRASIL. Ministério dos Direitos Humanos. Plano nacional de edu- cação em direitos humanos. 3. reimp. Brasília, DF: Ministério dos Direitos Humanos, 2018b.Disponível em: https://www.mdh.gov.
br/navegue-por-temas/educacao-em-direitos-humanos/DIAGR- MAOPNEDH.pdf. Acesso em: 9 set. 2020.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular.
Brasília, 2018c.Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.
br/. Acesso em 25 jan.2021.
BRASIL. Lei nº 13.185, de 6 de novembro de 2015. Institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying). Diário Oficial da União, Brasília, DF, 9 nov. 2015. Disponível em: http://www.planalto.
gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13185.htm. Acesso em:
14 set. 2017.
BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica. Secretaria da Educação Básica - Brasília:
MEC, SEB, DICEI, 2013. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/do- cman/julho-2013-pdf/13677-diretrizes-educacao-basica-2013-pdf/
file. Acesso em 25 jan.2021.
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