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Academic year: 2021

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(1)LAURYE CRISTINA NUNES. A COMUNICAÇÃO NO TERCEIRO SETOR UM ESTUDO DE CASO DA BIBLIOAÇÃO. UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO ESCOLA DE COMUNICAÇÕES E ARTES SÃO PAULO, 2006.

(2) LAURYE CRISTINA NUNES. A COMUNICAÇÃO NO TERCEIRO SETOR UM ESTUDO DE CASO DA BIBLIOAÇÃO. Monografia apresentada ao Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, em cumprimento parcial às exigências do curso de pós-graduação Lato Sensu, para obtenção do título de Especialista em Gestão Estratégica em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, sob orientação da Profª Drª Margarida M. Kröhling Kunsch..

(3) PÁGINA DE APROVAÇÃO.

(4) À Gabriela, razão de todos os meus esforços. À minha família, Lourdes, Nelio, Gustavo, Lilian, Lucas e Mariana geradores de todo esse trabalho..

(5) AGRADECIMENTOS. Á Profª.Drª. Margarida M. K. Kunsch, por me orientar e elucidar nos momentos mais difíceis deste trabalho.. À Lúcia da Associação Criança Brasil, por me esclarecer e mostrar o quanto este trabalho deveria ser feito e o quanto vale a nossa ação.. À Lourdes da Biblioação, exemplo de profissional e garra. Por me mostrar que nossos esforços são sempre válidos e que o futuro está aí para aqueles que querem vivenciá-lo..

(6) RESUMO. A presente monografia trata-se de um estudo aplicado da Comunicação no Terceiro Setor. A sociedade civil se organizou e assumiu algumas funções do Estado. A Comunicação como agente transformador em um cenário de cidadania e desenvolvimento sustentado. Tendo como referência este estudo, elaboramos um Plano de Comunicação da ONG Biblioação que pretende orientar as ações da entidade e servir de base para o seu desenvolvimento.. RESUMEN. La presente monografía trata de un estudio aplicado de la Comunicación en el Tercero Sector. La sociedad civil se organizó y asumió algunas funciones del Estado. La comunicación como agente transformador en un panorama de ciudadanía y desarrollo sostenido. Teniendo como referencia este estudio, elaboramos un Plan de Comunicación de la ONG Biblioação que se prepone dirigir las acciones de la entidad y servir de base para su desarrollo.. ABSTRACT. The present monograph is about an applied study of the Communication in the Third Sector. The civil society has organized and assumed some functions of the State. The Communication as transforming agent in a citizenship scene and supported development. Having as reference this study, we elaborate a Communication Plan of Biblioação organization that it intends to guide the actions of the entity and to serve of base for its development.

(7) SUMÁRIO Introdução. 10. Capítulo I – A comunicação no Terceiro Setor. 12. 1 – Organização da Sociedade Civil. 12. 2 – Responsabilidade social, voluntariado e cidadania. 14. 3 – A profissionalização do Terceiro Setor. 15. 4 – Relações Públicas no Terceiro Setor. 16. 5 – A comunicação do Terceiro Setor. 17. Capítulo II – Estudo Ilustrativo da Comunicação nas organizações não governamentais (ONGs) 1 – Identificação das ONGs da Vila Dalva. 20. Instituto Stefanini. 21. Associação Criança Brasil. 23. Biblioação. 28. 2 – Análise Geral. 30. Capítulo III – Proposta de elaboração de um Plano de Comunicação de uma ONG pequena 1 – Aspectos Legais. 32 32. 2 – A Biblioação. 33. 3 – Plano de Comunicação. 35. Considerações Finais. 41. Referências bibliográficas. 42. Anexos Anexo I – A imagem do bem. 45. Anexo II – Do apelo emotivo à defesa da causa. 49. Anexo III – Dados do bairro. 52. Anexo IV - Roteiro para entrevistas. 56. Anexo V – Informativo Fique Sabendo – Associação Criança Brasil. 57. Anexo VI – Aspectos Legais Anexo VII – Projeto Arquitetônico. 58 69.

(8) LISTA DE FIGURAS. Figura 1 – Vila Dalva. 20. Figura 2 – Rio Pequeno. 20. Figura 3 – Vila Dalva. 20. Figura 4 – Escola EME Gal. Álvaro Silva Braga. 20. Figura 5 – Área verde em torno da Biblioação. 29. Figura 6 – Galpão onde será a Biblioação. 29.

(9) 10. INTRODUÇÃO. As mudanças na sociedade nas últimas décadas foram profundas. Passamos a vivenciar a Sociedade do Conhecimento. Os atores sociais são outros e observamos o crescimento do Terceiro Setor e a organização da sociedade civil. Neste trabalho procuramos entender como a sociedade está assumindo o papel do Estado e se tornando responsável por questões públicas.. Pretendemos entender como as organizações e a sociedade tem pautado as suas atividades no desenvolvimento sustentado; como a responsabilidade social tornou-se rotina nas organizações; como o voluntariado passou a fazer parte da vida daqueles que se tornaram sujeitos de um novo cenário e como a cidadania altera as relações destes sujeitos com o mundo.. Veremos também que a profissionalização do Terceiro Setor é necessária e que a Comunicação se torna agente da transformação da gestão das entidades da sociedade civil. Pretendemos entender qual o papel das Relações Públicas neste cenário.. No primeiro capítulo procuramos entender, através de pesquisa bibliográfica, como a sociedade tem se organizado e como a Comunicação tem papel fundamental nas transformações do cotidiano das empresas e como valores de responsabilidade social, ética, cidadania e transparência têm tomado conta tanto do Segundo como do Terceiro Setor.. Na parte seguinte pretendemos elaborar um estudo ilustrativo de três organizações não governamentais atuantes numa mesma região, o bairro de Vila Dalva, na zona oeste da capital paulista. Trata-se uma região carente de São Paulo e que segundo os dados da Prefeitura tem alta densidade demográfica, pouca educação e cultura e que ainda prima pela falta de saneamento e infra-estrutura. Procuramos levantar, através de entrevistas com os responsáveis das entidades e através de análises de documentos como é o relacionamento destas organizações não governamentais com os seus públicos e como é a proposta delas com relação à sua própria causa. Coincidentemente as organizações escolhidas trabalham com educação e desenvolvimento cidadão..

(10) 11. No terceiro e último capítulo, escolhemos uma das organizações estudadas para uma proposta de um Plano de Comunicação que norteará as ações da entidade e servirá de base para o seu desenvolvimento e relações com a comunidade.. Verificamos quais os aspectos legais para a constituição de uma organização não governamental. Escolhemos a ONG Biblioação para a elaboração do Plano de Comunicação. Identificamos quais as áreas de atuação de uma biblioteca comunitária e o novo contexto no qual a ação da biblioteca está inserida..

(11) 12. CAPÍTULO I - A COMUNICAÇÃO NO TERCEIRO SETOR. 1 – Organização da sociedade civil. Nas últimas décadas o mundo passou por diversas transformações. O processo produtivo se alterou, novas tecnologias mudaram os patamares das relações entre os indivíduos, o mundo se globalizou. “Os processos de mundialização da economia em curso, neste final de século, têm repercutido de forma dramática e intensa nas diferentes dimensões da vida social, atingindo de frente evidentemente o Estado, as políticas sociais e o mundo do trabalho” (Germano, 1998).. É função do Estado a organização do poder e da economia e assim representar o interesse geral da sociedade, exercendo o uso da lei e de inúmeras mediações e organismos que constituem o governo. Na função de gestor, o Estado não pode ser estático e imutável, mas deve sim, articular os diversos conflitos inerentes à própria sociedade. A articulação entre o governo e sociedade busca novos pactos e alianças para incorporar de forma controlada e imparcial as reivindicações das mais diversas camadas da sociedade. (Faleiros, 1991).. Neste momento um novo processo se apresenta, a maneira de enxergar o mundo é outra, não estamos mais locados apenas à nossa comunidade ou apenas até onde os olhos alcançam. As nossas referências passaram a ser globais. O acesso ao que acontece no planeta é irrestrito, os valores locais são comparados aos de comunidades e indivíduos que sequer conhecemos. Criam-se então valores mundiais e padrões que, embora não deixem de incluir a comunidade, se traduzem de forma linear em todo o planeta. Foram mudanças que atingiram estruturalmente a sociedade como a conhecemos. As tecnologias, computadores, internet, celulares, encurtaram as distâncias. De acordo com José Bernardo Toro: a construção do público a partir da sociedade civil exige o rompimento com essa tradição e o compromisso com uma nova atitude de responsabilidade, de desenvolvimento da capacidade de pensar e agir coletivamente e de respeito às diferenças. Para criar e formar cidadãos, quer dizer, pessoas capazes de criar e fundar com outros a ordem social desejável para todos. E empenharmo-nos para criar espaços para que a cidadania se exerça. O paternalismo político só é.

(12) 13. superável através de uma sociedade que tenha a possibilidade de construir suas instituições políticas a partir da sociedade civil. Isso significa passar de uma lógica social de adesão ao poder a uma lógica de deliberação e competição de interesses que, através do consenso e de acordos, define o que convém a todos. É assim que se constrói uma ordem democrática estável e o consenso legítimo. (Dhnet, 2006). A comunicação exerce neste novo momento o papel fundamental de agente transformador. “Comunicação. significará. então. colocação. em. comum. da. experiência. criativa,. reconhecimento das diferenças e abertura para o outro”. (Martín-Barbero, 2003) A manutenção da democracia depende das possibilidades de participação e conhecimento dos processos políticos, sociais e econômicos dos cidadãos.. As mudanças nos processos de produção, o poder do Estado em xeque devido à sua omissão, corrupção ou falta de controle, tudo isso fez com que a sociedade se reorganizasse. Isto é, para Jesus Martín-Barbero,. assume as ambíguas formas e modalidades do presente: das comunidades de bairro que se unem para dar à própria vida um pouco de dignidade humana ao mesmo tempo em que resgatam, com suas formas tradicionais de comunicação – narrativas e musicais -, as senhas de sua identidade, até as novas comunidades que, através das rádios e canais comunitários de televisão conectam as aldeias e os bairros urbanos na busca de uma informação e de uma comunicação que responda a suas demandas de justiça social e de reconhecimento político e cultural.. Isto é, de fato, a responsabilidade social. As mudanças foram tão profundas que os indivíduos passaram da inércia e indignação à posição de cidadãos. E a partir daí a enxergar-se como sociedade organizada. Para Eduardo Szazi,. as transformações no mercado e na sociedade brasileira verificadas nos últimos trinta anos conduziram a uma redistribuição dos papéis de cada ator social no alcance do bem comum, onde, progressivamente, a sociedade civil organizada assumiu novas responsabilidades pela proteção e defesa dos direitos, antes inseridas na órbita exclusiva do Estado (Primeiro Setor), posto que, até aquele momento, a empresa privada (Segundo Setor) entendia que.

(13) 14. sua função social era limitada ao pagamento de impostos e geração de empregos. O crescimento do número de organizações da sociedade civil verificado desde os anos 70 fez surgir um novo ator social, denominado Terceiro Setor, o conjunto de agentes privados com fins públicos, cujos programas visavam atender direitos sociais básicos e combater a exclusão social e, mais recentemente, proteger o patrimônio ecológico brasileiro. Em face do reposicionamento do papel do Estado e do fortalecimento da sociedade civil organizada, as empresas privadas não raro passaram a incluir em seus objetivos institucionais aquilo que se convencionou chamar de “responsabilidade social”, conceito que se originou do entendimento da distinção entre empresa e negócio. (Szazi, 2000, p. 22). 2 – Responsabilidade social, voluntariado e cidadania. A responsabilidade social tem ganhado força. As empresas perceberam que aquelas que atuam na área social têm maior produtividade e competitividade. Elas acabam por criar um círculo virtuoso: as empresas montam programas sociais para atender à mudança de consciência dos consumidores, e com isso geram em seus profissionais a consciência da responsabilidade social. Então, esses profissionais, que também são consumidores, realimentam o ciclo, preferindo produtos e serviços de empresas socialmente responsáveis. (Franco, 2001). A responsabilidade social e o voluntariado ganham muito mais força, pois, de forma organizada, a sociedade civil se torna dinâmica e articulada. As iniciativas são coletivas e passam a atuar de forma estruturada. Os valores empresariais são também adotados nas organizações da sociedade civil. Simon Franco destaca que. o terceiro setor também começa a se movimentar adotando certos padrões de “economicidade”, com ética: planejamento, eficiência, eficácia, prestação de contas, transparência, comunicação. Isso significa que a dinamização do Terceiro Setor é favorecida e mesmo impulsionada pelo novo padrão de responsabilidade social das empresas no país. Esse novo contexto é poderosamente transformador. O trabalho voluntário deixa cada vez mais de ser voluntarista para integrar-se a uma estrutura organizada e voltada para resultados. Não mais algo que se faz nas horas livres para acalmar a própria consciência do voluntário: trata-se de um compromisso que passa a integrar.

(14) 15. a vida profissional, a vida familiar, a vida em comunidade. Trata-se de um compromisso chamado cidadania. (Franco, 2001 – p. 136-137). 3 – A profissionalização do Terceiro Setor. As organizações não-governamentais (ONGs) têm por característica não fazer parte do Estado apesar de se dedicarem a causas públicas e também não serem consideradas atuantes no Segundo Setor por não visarem a distribuição de resultados apesar de serem instituições privadas. Uma característica destas entidades do Terceiro Setor é que devem atender as necessidades da sociedade, mas não devem ter como objetivo o lucro. Suas atividades são pautadas na ação social e em valores de cidadania. Essa particularidade e o fato de as organizações do setor público nãogovernamental se encontrarem diante de grandes desafios tornam necessária a discussão sobre sua gestão. Não só porque essas organizações se vêem compelidas a pensar no futuro, mas porque se defrontam, em seu cotidiano, com problemas que ameaçam a sua sobrevivência a curto prazo, principalmente quando os recursos se tornam escassos, comprometendo a condução de seus projetos e questionando sua própria razão de ser. (Tenório, 2005, p 9). Neste momento é que devemos questionar a profissionalização das entidades do Terceiro Setor. Estamos habituados a ver atuando neste setor apenas voluntários. Entendemos que a estruturação do Terceiro Setor passa pela profissionalização de seus gestores, sem deixar de contar com o voluntariado.. Por trabalhar com as causas públicas, as ONGs devem ter como princípios a transparência e a ética. Geralmente os investimentos nas ONGs são feitos por meio doações de empresas ou do poder público, por isso todas as ações e seus resultados devem ser divulgados para a sociedade, seja através de relatórios ou balanços, ou via os meios de comunicação diretos e massivos.. De acordo com Thomas Cooley, reitor da NYU Stern School of Business na reportagem “Um novo olhar sobre o trabalho social” do jornal Valor Econômico, “as pessoas nem sempre apreciam como as empresas podem ser uma força incrivelmente poderosa e transformadora,.

(15) 16. como elas podem tirar as pessoas da linha da pobreza, para um patamar mais alto na escada do sucesso. Portanto, diz ele, é importante treinar as pessoas do ramo dos negócios para que elas sejam socialmente responsáveis e desenvolvam novas maneiras de colocar em prática seus instintos socialmente responsáveis”. (27 de março de 2006). Ainda segundo a reportagem as iniciativas sociais e o espírito empreendedor passaram a ser temas de diversos cursos, tanto no Brasil quanto no exterior. Privilegiar a ação humanista é o foco dos cursos de gestão, para que os executivos que se formam tenham em mente valores de sustentabilidade e cidadania. A partir daí trabalhar e gerir suas empresas, e aí se incluem aquelas do terceiro setor, com transparência e ética.. Enfim, pessoas e organizações podem criar um impacto social positivo através de todo tipo de organizações dos setores público, privado e sem fins lucrativos (o chamado Terceiro Setor), e a responsabilidade social se tornou uma coisa proverbial em muitas organizações. (Baxter, 2006). A expansão e a consolidação do Terceiro Setor dependem então da profissionalização e do apoio da sociedade civil e de suas parcerias com as empresas privadas.. 4 – Relações públicas no Terceiro Setor. O papel do profissional de relações públicas, como função estratégica é ajudar a direção e administração da organização na construção de relacionamentos com os diversos públicos. Maria Aparecida Ferrari defende que. para profissionais de relações públicas e da comunicação, a função estratégica da comunicação deve, em primeiro lugar, ter como meta o equilíbrio do bem-estar social, mediante a melhoria da qualidade de vida e do trabalho, a construção de relações mais democráticas e justas que agreguem. outros. valores. como. a. maximização. do. retorno,. da. competitividade e da eficiência organizacional. Este tipo de postura estratégica/ética que deve permear as ações das relações públicas conduz a organização a um comportamento ecológico responsável, a tentar superar as injustiças sociais, a apoiar atividades comunitárias e a exercitar a cidadania. (2003).

(16) 17. Sendo assim, o profissional de relações públicas está perfeitamente inserido no contexto da responsabilidade social e deve atuar, com ética e excelência para que as organizações estejam preparadas para serem empresas-cidadãs.. É necessário que se reconheça a força e o poder da sociedade civil, nos processos de participação cidadã, mediante a atuação dos movimentos organizados e das ONGs. Sua função é, sobretudo, exercer um papel influenciador na mudança do status quo, do poder do Estado e do mercado, no atendimento das demandas emergentes – locais, nacionais, regionais e globais – no campo dos direitos à cidadania e aos valores sociais. (KUNSCH, 2003, p. 144). Os profissionais de relações públicas devem, enquanto cidadãos e profissionais especializados, dar a sua contribuição na construção de uma sociedade menos desigual, não só econômica e socialmente, quanto culturalmente.. 5 – A comunicação do Terceiro Setor. Devemos entender que apesar de não buscar o lucro, as organizações do Terceiro Setor podem e devem se profissionalizar. A gestão aprimorada e a transparência deste setor passam pelo seu processo de comunicação. Os profissionais de comunicação são, neste ponto, fundamentais. Toda atividade de uma organização do Terceiro Setor passa pela transformação do comportamento do indivíduo. É preciso mexer com as pessoas, provocar a ação. O trabalho sério é fundamental para a mudança de valores e conceitos da sociedade, agindo com coresponsabilidade. As entidades do Terceiro Setor devem, portanto, investir na sua comunicação, conforme Lílian Reis. Para ela as OSCs mais dinâmicas investem na qualificação das suas próprias informações. Este é o passo mais importante. São informações sobre os fins (o que fazem, para quem, com que resultados) e sobre os meios (como fazem, com que recursos físicos, humanos e financeiros). Senhora das suas informações, a OSC é capaz de se comunicar melhor com o seu público alvo: definí-lo com clareza e divulgar as suas mensagens. Sabendo de si e de seu público, é capaz de informar melhor aos potenciais financiadores: os.

(17) 18. próprios beneficiários, empresas, fundações ou órgãos de governo. (Rits, 2006). Aliadas às definições das estratégias de comunicação, deve haver nas organizações do Terceiro Setor, uma gestão da comunicação integrada. Este é o grande desafio destas organizações. Como, através desta gestão, divulgar estrategicamente as suas causas e trabalhos. Não importando a área de atuação de uma empresa, seu sucesso está atrelado a um projeto de comunicação eficaz e bem elaborado. No Terceiro Setor, esta questão não seria diferente. As grandes organizações têm suas marcas fortes e bem construídas e seu trabalho já alcançou o reconhecimento da sociedade. No entanto, como não se trata de um fator comum a todas as organizações, à medida que as ONGs se profissionalizarem, elas necessitarão de estratégias e ferramentas que divulguem suas ações. O principal desafio do Terceiro Setor é buscar uma atuação mais articulada, constituindo redes de informação entre as instituições que desempenham trabalho na mesma área e assim estabelecer um processo de comunicação permanente. A comunicação planejada estrategicamente permite acelerar a transformação social. Vera Waissmann esclarece: como as organizações do terceiro setor trabalham no campo das idéias, é preciso partilhá-las, comunicando-as de forma eficaz, ajudando o público a melhor nos perceber. A apresentação de uma organização do terceiro setor deve ser planejada tanto para que consiga transmitir seus ideais, seu trabalho e valores de forma consistente, quanto para evitar que sua imagem seja construída de forma negativa. (Rits, 2006). As maiores associações, entidades e organizações não-governamentais (ONGs) começam a se posicionar como marcas sociais, buscando a imediata identificação do público com suas respectivas causas, na tentativa de atrair tanto simpatizantes quanto patrocinadores. Com isso, procuram exibir um diferencial perante outras instituições que disputam os mesmos recursos ou adeptos. De quebra, geram uma demanda no mercado publicitário que passa a ser atendida profissionalmente, e não apenas com serviços gratuitos (pro bono), como era comum há pouco tempo (Madureira, 2006). 1 1. Anexo I – A imagem do bem Anexo II – Do apelo emotivo à defesa da causa.

(18) 19. Uma boa política de Comunicação vai permitir uma maior integração entre corpo técnico, ações institucionais e público parceiro. O resultado disso é o fortalecimento da marca, da imagem e da credibilidade da ONG e maior transparência e qualidade do trabalho. Ela também produz e sistematiza informações e conhecimentos, a partir de pesquisas e de produção de dados relevantes para sociedade, ao mesmo tempo em que socializa experiências e contribui com a construção de argumentos sólidos para o debate sobre as causas sociais pelas quais estamos lutando (Nilo, 2003).. A construção de uma política institucional de comunicação nas ONGs é um desafio para os novos modelos de gestão. Valores já bem disseminados no meio empresarial como a eficiência organizacional, política de desenvolvimento institucional, com planejamento, monitoramento, avaliação e política de gestão e responsabilidade pública passam a fazer parte destas estratégicas em favor da legimitidade e credibilidade..

(19) 20. CAPÍTULO. II. –. ESTUDO. ILUSTRATIVO. DA. COMUNICAÇÃO. NAS. ORGANIZAÇÕES NÃO GOVERNAMENTAIS (ONGs). Neste capítulo elegemos uma amostra intencional de três organizações que atuam numa mesma região, o bairro da Vila Dalva, que fica no distrito do Rio Pequeno na cidade de São Paulo. As características do bairro foram determinantes nas ações das organizações não governamentais. O Rio Pequeno é o distrito com maior densidade demográfica da regional do Butantã, contando, de acordo com o site da prefeitura 2 , com 34 escolas (municipais, estaduais e particulares) e apenas 1 ônibus biblioteca, além de 22 praças e 22 espaços de assistência social.. Figuras 1 a 4: Vila Dalva, Rio Pequeno, Vila Dalva e EMEF Gal. Álvaro da Silva Braga. 2. Anexo III – Dados do bairro.

(20) 21. As três ONGs escolhidas foram: ƒ. Instituto Stefanini, por se tratar de uma organização com maior estruturação e diretamente ligada à atuação de uma empresa;. ƒ. Associação Criança Brasil, por ser uma iniciativa de promoção comunitária;. ƒ. Biblioação, uma iniciativa de promoção social.. Pretendemos com este estudo, verificar como essas organizações interagem com a comunidade na qual estão inseridas e como elas lidam com a comunicação. Para tanto, elaboramos um roteiro para entrevista com os responsáveis pelas ONGs 3 e a partir dele pretendemos conhecer como é a atuação de cada entidade e como a comunicação se encaixa nos trabalhos e atividades das organizações. Houve dificuldade neste momento, pois o responsável pelo Instituto Stefanini não nos concedeu a entrevista pois no instituto já existe uma parceria com as Faculdades Integradas da Zona Oeste – FIZO e a preferência para a elaboração de trabalhos acadêmicos é dada para esta instituição. Optamos então por coletar as informações das entidades também em seus sites na internet e através de análise documental de impressos.. A seguir, a identificação e análise das propostas das ONGs com foco em sua comunicação.. 1 – Identificação das ONGs da Vila Dalva. Instituto Stefanini. a) Histórico. A Stefanini IT Solutions criou em 2001 o Instituto Stefanini, uma empresa sem fins lucrativos para promover a inclusão social e digital de jovens em situação de vulnerabilidade social. Em 2004 esse esforço foi reconhecido através da certificação de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP). O Instituto Stefanini tem como missão promover o desenvolvimento humano, econômico e social, mediante a implementação e apoio a ações educativas que tenham por fim a formação profissional básica de jovens e adultos.. 3. Anexo IV – Roteiro para entrevista.

(21) 22. b) Frentes de atuação. Os objetivos do Instituto Stefanini são: Promover a formação profissional básica de jovens e adultos, tendo em vista a qualificação e/ou a requalificação para o trabalho, preferencialmente na área de informática, de forma integrada com a comunidade atendida; Promover a assistência social e apoiar ações da comunidade que visem à inserção social de todos os membros, com vistas à melhoria dos indicadores de desenvolvimento humano e preparação para o exercício da cidadania; Contribuir para a diminuição da exclusão social e digital através da divulgação de informações e disponibilização de acesso a recursos tecnológicos; Experimentação, não lucrativa, de modelos sócio-produtivos e de sistemas alternativos de produção, comércio, emprego e crédito; Promover o voluntariado.. O Instituto Stefanini tem como foco central o ensino da informática, visando a inclusão digital como elemento facilitador de acesso ao primeiro emprego, a inserção e reinserção do jovem e do adulto, em situação de vulnerabilidade, no mercado de trabalho, assim como a instrumentalização e atualização do trabalhador para manutenção do emprego. Para isso trabalha, além dos conteúdos inerentes à informática, aspectos sociais de resgate da cidadania tais como: fortalecimento da auto-estima, da confiança, do desenvolvimento da identidade pessoal e social, através do programa Educar para crescer.. c) Públicos. O Instituto Stefanini atende jovens acima dos 16 anos de idade da comunidade da Vila Dalva que já tenham concluído o ensino fundamental.. Existem ainda outros núcleos de atendimento além deste que é objeto do nosso estudo: Jaguariúna /SP; Instituição João Calvino – Rio de Janeiro /RJ; Fundação Pensamento Digital / Dell Computadores – Porto Alegre / RS; Prefeitura do município de Salvador – Salvador/BA.. O Instituto Stefanini ainda desenvolve parcerias com as seguintes empresas e instituições: Microsoft; Dell Computadores; Editora Digeratti; Johnson & Johnson; Pearson Education; FIZO – Faculdade Integração Zona Oeste; Info Guerra; Prefeitura de Salvador; Instituição Ítalo Calvino; Fundação Pensamento Digital; GR; Barros, Fisher & Associados; Revista Elektor..

(22) 23. d) Comunicação. O Instituto Stefanini tem claros as suas visão, missão, valores e objetivos. O trabalho é voltado para o foco da empresa cidadã. Todo o planejamento do instituto é muito bem elaborado como pudemos constatar no website (www.stefanini.org.br) que tem todo o conteúdo do seu trabalho.. Não pudemos avaliar como funcionam as questões de relacionamento com o público interno, com a empresa mantenedora ou com os beneficiados. No entanto, observamos através de visitas à entidade e através de documentos impressos e distribuídos ao público da comunidade, que existe uma preocupação em colocar-se como uma empresa prestadora de serviços e que permite o acesso à inclusão digital.. Suas instalações permitem que o beneficiado sinta-se como em uma escola de informática, além existir um anseio com o bem-estar geral dos usuários. Há pelas paredes, quadros de avisos, que tanto informam horários de funcionamento quanto outras informações gerais a respeito da comunidade. Na sala de espera existem folhetos com informações sobre os cursos disponibilizados.. Associação Criança Brasil. a) Histórico. A Associação Criança Brasil foi fundada em 1987 como União dos Moradores da Favela do Jardim Panorama pela iniciativa de Liana Müller Borges, residente no bairro do Morumbi, e por moradores da comunidade que percebiam não existir local apropriado para as crianças permanecerem enquanto seus familiares saíam para o trabalho.. Desta iniciativa, nasceu a Creche Recanto da Alegria I, com o trabalho de mães voluntárias, atendendo inicialmente 20 crianças. Ao longo dos anos, foram criadas mais duas creches totalizando 360 crianças atendidas. Hoje há mais dois Núcleos sócio-educativos que atendem juntos 240 crianças e adolescentes. E são distribuídos da seguinte forma: uma creche e um núcleo no Jardim Panorama, uma creche no Real Parque e uma creche e um núcleo na Vila.

(23) 24. Dalva. O espaço da Vila Dalva é da Prefeitura e o núcleo do Jardim Panorama e a creche do Real Parque são alugados. A creche do Jardim Panorama é própria.. Na Vila Dalva funcionam uma creche e um núcleo sócio-educativo. A ACB se instalou no bairro por um convite da Prefeitura em 1998. Havia uma creche que funcionava no local e que seria fechada. Como havia um movimento da comunidade em prol do não fechamento da creche, a Prefeitura colocou a comunidade e a associação em contato, através da Igreja de São Tomas Morus, que fica na Vila Dalva. Houve uma apresentação dos objetivos e intenções da ACB para a comunidade e determinou-se que o trabalho da associação vinha ao encontro do desejo da comunidade.. A seleção dos funcionários foi feita na própria comunidade, inclusive com o auxílio da Igreja, que anunciava durante as missas o processo de seleção. No início das atividades o quadro funcional era todo preenchido pelos moradores da região. Hoje esse número se mantém em 50% do quadro. A alteração foi devido a requisitos de educação e exigências de pedagogia e magistério. Ninguém foi demitido por conta disso, mas conforme as pessoas foram saindo, as reposições foram feitas com estes novos requisitos, tanto que hoje há quatro funcionários que foram estudar por opção própria para ficar na creche. Trabalham atualmente sete pessoas no Núcleo sócio-educativo e vinte e quatro na creche. Há quatro voluntários que vieram da ACB do Morumbi por conta da proximidade com suas residências.. Os projetos da ACB continuam. A prefeitura os convidou para atuar no Jardim D’Abril, mais um bairro da zona oeste que também não tem assistência necessária para a comunidade.. b) Frentes de atuação. A ACB tem como missão atuar com qualidade na formação de crianças, construindo alternativas educativas e propiciando o desenvolvimento da dignidade.. Os objetivos pedagógicos da ACB são: Proporcionar condições adequadas para promover o bem-estar da criança e do adolescente no seu desenvolvimento físico, motor, emocional, intelectual, moral e social, na ampliação de suas experiências, bem como estimular seu interesse pelo processo de conhecimento do ser humano, da natureza e da sociedade; Contribuir para o desenvolvimento de pensamento lógico; Incentivar as diferentes formas de.

(24) 25. linguagem (oral, escrita, corporal, musical e plástica); Preparar a criança e o adolescente para o exercício da cidadania.. A ACB oferece conteúdo relativo às diversas dimensões da cultura, que funcionam como objeto de apoio das aprendizagens específicas e sistematizadas, com finalidade formadora, destacando as seguintes áreas de conhecimento: linguagem oral, linguagem escrita, matemática, artes visuais, música e conhecimento de mundo.. Nos Núcleos sócio-educativos, a ACB leva em conta as aprendizagens fundamentais segundo a Unesco: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser. As atividades são diferenciadas do ensino regular e planejadas através das seguintes áreas: leitura e escrita; meio ambiente, ética e cidadania; educação física; orientação sexual, saúde e higiene; conceitos matemáticos; música; artes plásticas e excursões. Há também os projetos desenvolvidos por voluntários: Artesanato, Construção de brinquedos com sucata, Informática e Coral.. As crianças permanecem na creche por 10 horas e participam de atividades desenvolvidas levando-se em conta o conteúdo da Educação Infantil, sugerido pelo Ministério da Educação e Cultura - MEC. Nos Núcleos sócio-educativos, há ainda um atendimento complementar, diferenciado em relação ao trabalho escolar. Na creche, eles têm cinco refeições diárias (café da manhã, suco, almoço, lanche da tarde e jantar) e nos núcleos sócio-educativos, três refeições (café da manhã, almoço e lanche da tarde).. c) Públicos. A ACB atende crianças de 0 a 15 anos de idade. Para ser beneficiado, é preciso inscrever-se no projeto. As pessoas são atendidas por ordem de inscrição, sempre observando o critério da baixa renda.. A ACB mantém um convênio com a prefeitura, que dá um valor para cada criança atendida e é responsável por 90% da alimentação, os outros 10% vêm da contribuição mensal dos associados. Há também a renda vinda dos eventos e das contribuições esporádicas..

(25) 26. São 73 funcionários, 3 estagiários, 46 voluntários, sendo 20 do conselho administrativo e 3 da diretoria. É importante ressaltar que uma das condições para uma organização sem fins lucrativos é que as pessoas do conselho e diretoria sejam voluntárias. Os voluntários vêm do Centro de Voluntariado Paulista. Há um coordenador de voluntários, que também é voluntário.. São desenvolvidas parcerias financeiras (IM – Banco Indusval MultiStock; Banco Intercap; BM&F – Bolsa de Mercadorias e Futuro; Prefeitura Municipal de São Paulo), associativas (ATT Ambiental; Bombay Food Service; Duarte Garcia, Caselli Guimarães e Terra Advogados; Gil Bistrot; HConsult Consultoria em Capital Humano; JHSF; Roof Comunicações; Negrini Advogados Associados; Reliance DTVM; Roof Publicidade; Anchieta Interiores Exteriores Decorações Ltda; Enob Ambiental; TBI – Transportes Brasil Integrado; Watanabe Neves e Advogados).. Existem também parcerias com Projetos Complementares (Colégio Guilherme Dumont Villares; Colégio Objetivo – Unidade Real Parque; Colégio Santa Cruz; Escola Nova Lourenço Castanho; Inglês para adolescentes (English for All); Sons – Escola de Música.).. d) Comunicação. As pessoas que trabalham na ACB têm treinamento que são definidos nas reuniões mensais de formação. Aqueles que trabalham com crianças têm uma reunião de formação semanal. Os cursos são feitos, em sua maioria, em outras entidades, como a Cirandar de Osasco, que recebe verbas de outras instituições e pela Cooperapic do Morumbi.. Os voluntários fazem uma reunião a cada dois meses e aqueles que trabalham diretamente com crianças fazem reunião com o coordenador pedagógico. Os voluntários nunca ficam sozinhos na sala de aula, há sempre alguém para assistí-los.. A ACB trabalha também com outras associações e são filiados à Rede Comunitária do Butantã, com quem fazem reuniões mensais com participação das escolas da região. Há parcerias com outras instituições como o Circo Escola Picadeiro, que fica na Favela São Remo e com a Ponte Brasil Itália que também fica na Vila Dalva. Existe a troca de casos com.

(26) 27. o Posto de Saúde do bairro e também uma parceria com as escolas públicas Silva Braga e Samuel Klabin. Além de atuarem com o Telecentro Sinhazinha Meirelles no Rio Pequeno.. Há uma reunião mensal da organização que a cada vez acontece em uma unidade diferente. As reuniões são feitas por grupos, por exemplo, aqueles que trabalham com crianças de dois anos em uma unidade terão reunião com aqueles que desenvolvem as mesmas atividades em uma outra unidade. Assim há igualdade de pensamento e troca de experiências. Isso garante que o atendimento dado será o mesmo em todas as unidades.. Algumas reuniões são coordenadas por parceiros como a empresa H Consult. Eles fazem o seu trabalho de responsabilidade social e passam adiante as práticas de gestão atuais do mercado, isso garante seriedade ao trabalho realizado na instituição.. Outras empresas trabalham com a ONG, como a Sky e o WTC, por exemplo. Além de trocas com empresas, como a Microsoft que doou todas as licenças dos computadores da ACB, as escolas também têm parceria com a ONG. Os alunos do Colégio Santa Cruz têm suas práticas de responsabilidade social na ACB.. Embora haja diversos convênios com as unidades do Jardim Panorama e Real Parque, principalmente por estarem próximas a grandes centros comerciais, essa interação não acontece na Vila Dalva. Talvez por se tratar de um bairro residencial. Mesmo com esforços da ACB, ainda não foi possível firmar convênios com instituições particulares, embora esteja em negociação com escolas da região. A ACB possui um informativo mensal com notícias de interesse de seus públicos 4 , de funcionários a voluntários, com espaço de divulgação para todas as unidades. Como material de distribuição, há também impressos, como folderes e cartazes.. Internamente a comunicação é bem organizada de maneira geral. Procura-se escutar as pessoas e a filosofia da administração é “querer saber o que as pessoas querem saber”. Como exemplo, podemos citar os eventos, que geralmente são para levantamento de fundos e voltados para a Classe A. O evento era organizado e só era informado à unidade que iria. 4. Anexo V – Informativo Fique Sabendo – Associação Criança Brasil.

(27) 28. recepcioná-lo praticamente no mesmo momento em que o público em geral tomava conhecimento. Funcionários manifestaram que esta situação causava desconforto nas unidades e o fluxo da informação foi alterado, com as unidades passando a participar da organização dos eventos.. A ACB promove diversos eventos. Um dos maiores é o Um por todos e todos por um, com participação das escolas particulares. Nele cada aluno, pais e participantes doam R$1,00. Quando um colégio normal participa, gera por volta de R$300,00 pois cada escola tem essa média de alunos. Mas quando um colégio grande participa, essa renda acompanha. Colégios como o Dante Alighieri, que tem cerca de 4500 alunos, participam deste evento. Segundo a entidade, além do valor arrecadado, há também o valor que uma instituição com uma marca consolidada agrega à ONG. A credibilidade e a seriedade são imediatamente associadas ao trabalho das crianças da ACB, e em eventos como estes, todo o material, como as urnas de sorteio, é feito pelas crianças da ONG.. Todo o valor arrecadado nestes eventos é revertido ao fim, ou seja, a educação das crianças. Há, de modo geral, uma preocupação com as crianças com o pós-ACB. No entanto, a entidade considera um trabalho difícil, pois, além de depender de patrocínio, a associação sofre com as interferências do mercado. Havia um projeto de menor aprendiz, com cerca de oito crianças que trabalhavam no Banco Lloyds. Quando o banco foi vendido, o projeto se desfez, embora alguns destes aprendizes fossem efetivados como funcionários do Unibanco e outros transferidos à aprendizes do mesmo.. Há a necessidade de encaminhamento para outras entidades, contudo, a situação se torna complicada, já que as mesmas já têm a sua população beneficiada e nem sempre é possível o encaixe dos jovens de outras regiões.. Biblioação. a) Histórico. A Biblioação surgiu de uma iniciativa da bibliotecária Maria de Lourdes de Vitro Nunes que possuía um acervo de cerca de 8.000 livros em casa, além de trabalhar na área. Ela percebeu que as pessoas começaram a pedir emprestados seus livros e que queriam ver o que havia de.

(28) 29. títulos na sua biblioteca, o que tinha para estudar, fazer trabalhos ou ler. A idéia de tornar a sua biblioteca um ambiente público foi amadurecendo de acordo com essa demanda.. Na entrevista, a bibliotecária discorre sobre o seu ideal: “Eu vejo as crianças passarem com a professora de uma escola pública em fila para passar numa área verde que tem do outro lado da nossa rua. Eu gostaria que elas tivessem a oportunidade de desfrutar de um local e um acervo que lhes permitisse ler os contos de fada, ler um jornal, acessar a internet, aprender a escrever uma carta, fazer um currículo. Dar-lhes a possibilidade de ter um acervo que elas possam encontrar esses subsídios e possam adentrar ao mundo da cultura e tudo isso bem perto de casa. Porque eu sei que quando se vai, por exemplo, fazer uma entrevista, o seu repertório conta muito, saber falar, saber escrever e saber entender e interpretar. Os livros nos proporcionam isto. Quanto mais se lê, mais desenvolto se fica. Na busca por um trabalho, isso conta bastante. Não só no trabalho, as suas relações com o mundo, suas amizades, o entendimento das relações globais, culturais e sociais e até políticas”.. Figuras 5 e 6 – Área verde em torno da Biblioação e Galpão onde será a Biblioação. O fato de estar em um lugar propício, pois além de não ter nenhuma biblioteca nas proximidades, somente as salas de leitura das escolas públicas, e por ficar numa região de limite de municípios, próximo a uma favela, numa região de periferia e sem muito lazer, fortaleceu a idéia de criar uma ONG.. A Biblioação funcionará em um barracão que existe ao lado da casa da idealizadora, onde há uma praça ao final de uma rua sem saída. Como este terreno fica próximo a uma região de muito verde, pretende-se aproveitar este espaço para criar um ambiente de interação com diversas áreas de conhecimento..

(29) 30. b) Frentes de atuação. A organização ainda não está formalizada, está em fase de projeto. Pretende-se disponibilizar livros e um espaço de leitura para a população da região e proporcionar a leitura como lazer e também com fundamento de pesquisa escolar para as pessoas da região.. A atividade de empréstimos de livros já é feita. O que se pretende é ampliar este leque para um novo patamar de biblioteca, aproveitando-se de novos conceitos de ambiente interativo e multimídia.. c) Públicos. A Biblioação tem como público os moradores da região da Vila Dalva, e todas as pessoas que têm interesse na leitura, pesquisa e construção de conhecimento.. Como público interno, faz parte da ONG neste momento, a família da bibliotecária: uma professora de educação ambiental, um arquiteto, um tecnólogo e ex-professor de física, uma secretária executiva, um estudante de engenharia de produção e uma estudante de ensino fundamental.. Como parceiros, a Biblioação já conta com distribuidores de livros que incentivam a ação através da doação de livros.. d) Comunicação. O trabalho da Biblioação é feito no boca a boca, as pessoas tomam conhecimento da iniciativa e procuram pela bibliotecária. O único documento formal é a ficha de empréstimo.. 2 – Análise Geral. Pudemos verificar através das entrevistas e análises que a comunicação está atrelada à profissionalização do setor. Existe em todas as ONGs estudadas uma preocupação em como lidar com os seus públicos estratégicos da melhor maneira possível, no entanto, as limitações.

(30) 31. são grandes pelo fato da comunicação não estar entre os pontos estratégicos das entidades. Coincidentemente as ONGs escolhidas atuam principalmente no campo da educação.. Há, na ACB, por exemplo, um Conselho que lida com as questões de relacionamentos com parceiros, mas que se utilizam de questões de prestígio pessoal para tanto. Pudemos avaliar que na ACB há sempre uma preocupação com o todo e para isso existem reuniões internas tanto com funcionários quanto com voluntários. E há a preocupação em divulgar as suas ações no jornal interno, além dos murais e das próprias reuniões.. Ainda na ACB, as práticas de gestão são levadas a sério e muito valorizadas pela Administração, e também se valoriza a uniformidade de pensamento em todos os âmbitos da instituição.. Pudemos verificar que no Instituto Stefanini a preocupação com a comunicação externa é muito maior do que com a interna, principalmente nas questões relativas à imagem da organização mantenedora.. Na Biblioação, até por questões de formalidade, a comunicação se dá de forma incipiente. O trabalho é feito no boca a boca e as pessoas procuram pela organização através de contatos ou indicações..

(31) 32. CAPÍTULO III – PROPOSTA DE ELABORAÇÃO DE UM PLANO DE COMUNICAÇÃO PARA UMA ONG PEQUENA. Após analisarmos como funciona a gestão da comunicação no Terceiro Setor e como se dão as iniciativas de promoção social na comunidade da Vila Dalva, nos propomos a elaborar um Plano de Comunicação para uma ONG de pequeno porte com atuação local.. Escolhemos a ONG Biblioação que ainda está em fase de estruturação para elaborar um Plano de Comunicação. Entendemos que uma ONG pequena necessita de serviços especializados por questões de custos e também pela dificuldade do acesso a profissionais da área.. 1 – Aspectos legais. Aproveitamos para começarmos com os passos legais para a constituição de uma ONG. Para fins jurídicos, uma organização não governamental é tratada como uma Associação e assim regem-se através de estatutos registrados em cartório. As associações caracterizam-se por ser uma reunião de pessoas e não precisam de um patrimônio prévio.. Uma associação adquire a personalidade jurídica quando é registrada no Cartório Civil de Registro de Pessoas Jurídicas. São os seguintes os documentos a serem apresentados para conseguir o registro: Ato de Constituição (relata a reunião dos sócios fundadores que propôs a constituição da associação. Essa ata deve ser assinada por todos os sócios fundadores); Estatutos Sociais (em duas vias, assinados pelo presidente da associação e vistados por um advogado inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil - OAB no estado onde está sediada a entidade. Ambas as assinaturas devem ter firmas reconhecidas); Ata da eleição da Diretoria e do Conselho Fiscal (essa ata deve conter os dados e a qualificação de cada diretor eleito, mencionando a duração do mandato. Bastam as assinaturas de quem presidiu e secretariou a reunião); Requerimento de registro assinado pelo representante legal da entidade (Barbosa; Oliveira, 2004). 5. 5. Anexo VI – Aspectos Legais.

(32) 33. As associações podem ainda ter um Regimento Interno que complemente e chegue a detalhes de organização e de funcionamento que não precisam constar do estatuto. O regimento interno não é obrigatório, mas segundo Barbosa e Oliveira, pode ser conveniente após um período de funcionamento da entidade, quando seu crescimento ou diversificação recomende uma organização mais elaborada. Geralmente não é recomendável quando a entidade ainda está dando início as suas atividades.. 2 – A Biblioação. Verificamos nos capítulos anteriores a importância da comunicação para o Terceiro Setor e a relevância da transparência e da ética nos processos das organizações não governamentais. Uma entidade bem estruturada produz melhor, tem maiores ganhos e o seu trabalho aparece melhor, gerando assim, maior retorno para a própria organização e para a sua causa.. As atividades das ONGs são pautadas em justificativas sociais. Para a Biblioação, encontramos em um artigo do Prof° Aziz Nacib Ab’Sáber a razão de sua própria existência:. “O elitismo predominante em certos segmentos da sociedade brasileira conduz a perguntas totalmente absurdas como “Por que montar bibliotecas comunitárias?”, feitas sob a alegação de que existem questões mais amplas e prioritárias. Como se não fosse possível a uma só pessoa ao mesmo tempo, realizar trabalhos científicos e sociais, combate à corrupção e ajudar grupos indígenas. Além de todas essas precauções, todo cidadão consciente deve centrar sua atenção para o social, em todos os níveis possíveis. A rigor, nenhum brasileiro deveria ficar passivo em face das imensas desigualdades sociais regionais ou locais que denigrem a composição da sociedade que se projeta por um território de extensão continental. ...Daí por que, independentemente das leis de aplicação nacional formal, existe a necessidade de atender às condicionantes físicas, ecológicas e sociais de todas as comunidades integradas em subculturas que formam o mosaico de uma sociedade onde se fala uma só língua, e há uma população marcada predominantemente por uma grande delicadeza e hospitalidade. Nesse caso, estamos pensando sobretudo nas populações caiçaras, sertanejas, caipiras, amazônicas e pantaneiras, para quem qualquer aplicação de ciência.

(33) 34. exige interdisciplinaridade e apreciação dos conhecimentos de ciências humanas. As reflexões aqui expostas servem para explicar as razões que levaram alguns de nós a tomar a iniciativa de tentar implantar bibliotecas comunitárias em bairros carentes e cursinhos pré-universitários populares. É uma iniciativa social que enriquece as horas vagas de nosso cotidiano. Há uma luta insana para compensar a informalidade da chamada educação fundamental. Muitos querem os livros. Entretanto, logo se descobre que eles não têm espaço, não conhecem nada de bibliotecas ou não possuem estratégias para indexação. ”(2006). A biblioteca é uma ação coletiva, pressupõe democracia, representação de todos, participação, integração, construção de identidade própria, construída, pensada e refletida em sua estrutura, organização e funcionamento. Só com a consciência dessa história de ação conjunta que a identidade da biblioteca se faz. Conhecendo a identidade da biblioteca podemos construir um projeto que não fique circunscrito à própria biblioteca, mas que envolva o ambiente e sua comunidade. Um projeto que reflita a suas histórias, suas condições, seus problemas e suas possibilidades. A literatura, como uma das formas de comunicação, participa assim, do âmbito maior da cultura, ou seja, da produção significante, relacionando-se com outros objetos culturais. Entretanto, possui características que a diferenciam desses. A mais evidente é o uso não utilitário da linguagem. No circuito de comunicação, o texto literário não se refere diretamente ao contexto, não precisa apontar para o objeto real de que ele é signo, possuindo, portanto, uma autonomia de significação. Por exemplo, uma história infantil ou um romance criam suas próprias regras comunicativas, estabelecendo um pacto entre o autor e o leitor, em que a presença do contexto é dispensável. Ao ler o texto, o leitor entra nesse jogo, pondo de lado a sua realidade momentânea, e passa a viver, imaginativamente, todas as vicissitudes das personagens da ficção. Dessa forma, aceita o mundo criado como um mundo possível para si. (Bordini; Aguiar, 1988, p14). No contato com o conhecido, o ato de ler fornece a facilidade da acomodação, a possibilidade de o sujeito encontrar-se no texto. Na experiência com o desconhecido, surge a descoberta de modos alternativos.

(34) 35. de ser e de viver. A tensão entre esses dois pólos patrocina a forma mais agradável e efetiva de leitura. (Bordini; Aguiar, 1988, p26). É dentro deste espírito que a Biblioação age, inserida em um contexto de uma região carente, que por característica geral não é apenas de paulistanos, mas de caiçaras, sertanejos, caipiras, amazônicos e pantaneiros. A busca pelo saber, o interesse em desvendar as fronteiras e desalienar a alma são direitos de todos os cidadãos. A Biblioação tem aí a sua razão de existir.. 3 – Plano de Comunicação. Identificados os procedimentos legais e identificada a organização, nos propomos a elaborar um Plano de Comunicação para a Biblioação que norteará suas ações e colaborará com a ONG em todos os seus processos. Como já vimos anteriormente, o sucesso de uma empresa está atrelado a um projeto de comunicação eficaz e bem elaborado.. PLANO DE COMUNICAÇÃO. a) Identificação da organização. A Biblioação é uma organização não governamental que surgiu da iniciativa da Bibliotecária Maria de Lourdes de Vitro Nunes que atua na região oeste de São Paulo, no bairro da Vila Dalva, levando o conhecimento e o saber à comunidade através da leitura. A Biblioação é um centro de serviços da informação, que promove o acesso da comunidade aos diversos meios culturais através da biblioteca e seus múltiplos meios e áreas de conhecimento.. b) Identificação dos públicos estratégicos. A Biblioação considera os seus públicos estratégicos, a comunidade e seus moradores, seus voluntários e funcionários, a prefeitura, através da Administração Regional do Butantã e também os seus incentivadores, como as editoras e distribuidoras de livros.. c) Identificação da missão, visão, dos valores e objetivos da organização.. Missão.

(35) 36. A Biblioação trabalha pela disseminação da cultura da leitura e do saber como condição para uma melhor qualidade de vida da população.. Visão Ser um centro de disseminação da cultura do saber e do bem agir. Valores: Valorização do desenvolvimento humano Valorização da cultura e do conhecimento Inclusão social e cultural Desenvolvimento intelectual. Objetivos: Promover a prática da leitura, da reflexão e do debate; Promover a construção, o acesso e o uso da biblioteca comunitária; Ampliar o acesso das comunidades de periferia aos recursos culturais e informacionais; Desenvolver as habilidades de leitura, análise e expressão com foco na competência para entender, utilizar e refletir sobre o que se lê; Desfrutar de experiências frente a novas informações; Promover o acesso gratuito à educação, ao prazer de ler e de se informar, aumentando o senso crítico e colaborando com o desenvolvimento da sociedade; Criar um espaço interessante e ativo a serviço da comunidade; Favorecer a compreensão e o respeito a outras formas de viver e pensar e ao diferente.. d) Análise de cenário. O conceito de biblioteca mudou. Já não se reconhece a biblioteca como um amontoado de livros empoeirados numa sala escondida no final do corredor de um colégio. A biblioteca passou para um novo patamar em um novo contexto: centro de informação e socialização. A biblioteca deve atuar no desenvolvimento comunitário em todas as suas dimensões e fortalecer o exercício da participação pública e da cidadania. Cabe à biblioteca criar e fortalecer hábitos de leitura, apoiar a educação e promover o conhecimento sobre herança.

(36) 37. cultural, o apreço pelas artes e realizações científicas; e fomentar o diálogo intercultural. (Panorama Editorial). A biblioteca precisa ser uma ação articulada, pois além de reunir os saberes humanos e de fomentar o prazer da leitura, ela tem de contemplar o conjunto da população e facilitar a interação entre as diferentes faixas etárias.. A população de regiões carentes precisa de materiais mais adequados, de espaço para reuniões e troca de informações. A proposta do serviço de informação comunitária nas bibliotecas é consenso entre diversos autores, assim como a nova função da biblioteca.. e) Parcerias e trabalho em rede. A ação em rede é fundamental no desenvolvimento das atividades do Terceiro Setor, por isso a associação da Biblioação à Rede do Butantã será de vital importância para a sua sobrevivência. É através da Rede que as instituições se expandem e agilizam a sua comunicação, interação e integração dos serviços.. A Rede do Butantã existe desde junho de 2000 e está voltada para a inclusão social, buscando a melhoria da qualidade de vida dos moradores da região e participa da Rede de Assistência Social da cidade de São Paulo. As entidades que compõem a rede atualmente representam vários segmentos da sociedade: idosos, crianças, adolescentes e jovens, desempregados e portadores de necessidades especiais.. f) Gestão interna. A gestão interna da Biblioação deve ser pautada na ética e na transparência, baseada em valores cidadãos. A administração da Biblioação contará com a parceria de Redes de Responsabilidade Social e de Desenvolvimento Comunitário.. Reuniões de grupos de trabalho atuarão na solução de problemas e desenvolvimento de novas atividades. As atividades seguirão sempre um cronograma pré-estabelecido, com as atividades que podem sofrer interferência de datas comemorativas, por exemplo..

(37) 38. A elaboração de projetos e os métodos de avaliação deverão sempre ser discutidos e validados de acordo com os grupos de trabalhos e também com a Diretoria e Conselho.. Para a melhor distribuição das atividades da Biblioação, a ONG pretende contar com uma equipe composta por um administrador e um bibliotecário, dois estagiários de pedagogia e biblioteconomia e monitores que podem ser menores aprendizes, além dos voluntários que poderão trabalhar participando dos programas da Biblioação.. g) Ações de curto prazo. Preparação de material de divulgação da Biblioação Inserção de anúncios no jornal do bairro Reuniões com as escolas da região para estabelecimento de um programa de parceria de utilização da biblioteca, como acervo para os professores. Criação de um logotipo e layout Criação de um mailing Pequenos eventos para construção de relacionamento e geração de renda. h) Ações de médio prazo. Criação do site da Biblioação Elaboração de um jornal da Biblioação com circulação trimestral Elaboração do Regimento Interno Padronização da documentação interna. i) Ações de longo prazo. Concursos e encontros literários Promoção musical e eventos culturais. j) Projetos e Programas.

(38) 39. Programa de visita das escolas: as escolas públicas da região serão convidadas através de agendamento para atividades extracurriculares e que ao mesmo tempo serão meios de divulgação dos serviços da Biblioação.. Programa de voluntários: os voluntários serão convidados a ministrar oficinas, workshops, mini cursos, treinamentos de interesse cultural e educacional à comunidade.. Oficina de restauração de livros: esta oficina trabalhará com a restauração de livros do acervo da Biblioação ao mesmo tempo em que buscará orientação profissional.. Oficina de reciclagem de papel: a reciclagem do papel será feita com o material usado na Biblioação, como jornais, revistas e material de escritório, que serão transformados em objetos de decoração, agendas, blocos e cadernos de acordo com o tema da oficina.. Oficina de contadores de histórias: projeto que reunirá a comunidade em torno das histórias e da interação com o momento vivenciado. Serão tratados temas de folclore, históricos e relacionados com o dia a dia da comunidade.. Cinema, teatro e dança: através das linguagens artísticas do cinema, teatro e da dança, pretende-se vivenciar grandes textos literários e desenvolver o potencial criador dos participantes.. Círculo de leitura: sessões semanais de leitura e debate em pequenos grupos.. Tai chi chuan na quadra: aproveitaremos a proximidade da praça com a Biblioação e daremos a oportunidade a grupos interessados em participar de sessões de tai chi chuan para conhecer e exercitar o corpo e a mente.. Passeios a museus: com a ajuda das escolas e outros parceiros, providenciaremos visitas de interesse geral e que permitam o crescimento cultural dos participantes. Entre os locais podemos citar: Pinacoteca do Estado, Museu da Língua Portuguesa, Sala São Paulo, Biblioteca Mário de Andrade, Centro Cultural São Paulo..

(39) 40. Alfabetização de adultos: A Biblioação cederá espaço e material para a alfabetização de adultos.. l) Controle das Ações e Avaliação. Reuniões entre a administração da biblioteca e profissionais técnicos serão permanentes, nas quais todos verificarão os resultados obtidos e prepararão um balanço das ações e daquilo que foi investido, tanto por parte de doações, como também do trabalho executado.. Haverá entrevistas regulares com a população beneficiada a fim de levantar novas possibilidades e dificuldades nas atividades da Biblioação a partir da visão daqueles que fazem uso do centro de serviços. Além de que será possível comparar o realizado com as atividades planejadas.. A Biblioação deve fazer pesquisas internas de aproveitamento de suas atividades, reuniões com líderes da comunidade e com os usuários da biblioteca. Há também o livro de presença e as fichas de empréstimos, com os quais se podem avaliar a freqüência de utilização do acervo da Biblioação.. m) Árvore de parcerias. Desenvolvemos uma árvore que poderá servir como orientação na busca do desenvolvimento de parcerias da Biblioação.. Distribuidores de Livros. Voluntários. Prefeitura. Editoras. Biblioação Redes de associações. Escolas de Informática. Universidades. Escolas de Idiomas.

Referências

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