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Jogo de segunda à noite muda TVs e rende recorde a SporTV

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Jogo de segunda à noite muda

TVs e rende recorde a SporTV

O F E R E C I M E N T O

Q U I N TA - F E I R A , 7 D E J U L H O D E 2 0 1 6

€ 400 mi

é o quanto o fundo chinês que

comprou o Milan deve investir

no clube nos próximos dois anos

N Ú M E R O D O D I A

E D I Ç Ã O • 5 3 8

POR ADALBERTO LEISTER FILHO

A “Segunda Campeã”, termo cunhado pelo SporTV para definir as transmissões do Campeonato Brasileiro no primeiro dia útil da semana, conquistou recorde de audiência para o canal no horário. O jogo entre Sport e Palmeiras impactou em mais de 4,3 milhões de telespectadores, segunda maior audiência do ano do canal.

O jogo da segunda à noite, que foi um pedido do SporTV à CBF, mexeu com a grade de programa-ção dos canais e provou seu valor. A estreia dos jogos do Brasilei-rão na segunda-feira fez o SporTV conquistar a liderança entre as emissoras fechadas, com vanta-gem de mais de 300% em relação ao segundo colocado. O jogo que assegurou a liderança do cam-peonato ao Palmeiras foi a maior audiência obtida pela emissora no Brasileirão neste ano e a segunda maior na temporada, atrás apenas da final da Copa América Cen-tenário, entre Chile e Argentina, outro evento exclusivo do canal. Durante a vitória do Palmeiras,

a emissora alcançou média de 95% do share entre os canais de esporte. Entre os homens, de 18 a 49 anos, público-alvo dos canais esportivos, o SporTV ficou em segundo lugar entre as emissoras abertas, atrás só da TV Globo.

A estratégia de passar do final do jogo ao “Bem, Amigos!” foi também eficiente. Isso alavancou a audiência da atração comanda-da pelo narrador Galvão Bueno, que passou a ter a concorrência do “LInha de Passe”, da ESPN, que alterou a grade para ficar no mesmo horário. Mesmo assim, o

programa de Galvão alcançou 2,2 milhões de pessoas, melhor mé-dia no ano, liderando a TV paga.

Nas redes sociais, a hashtag #segundacampeã, criada pelo canal para interagir com o públi-co, foi trending topics no Brasil durante quase toda a partida. O efeito perdurou até após o jogo. Além da audiência na TV, a par-tida, disputada na ilha do Retiro, também atraiu bom público. Um total de 26.719 torcedores foram ao jogo (a média do Brasileiro é de 13.333 pessoas). Foi o maior público do Sport no Brasileirão.

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POR ERICH BETING

diretor da Máquina do Esporte

Mais uma vez as redes sociais

fo-ram o meio para uma polêmica que

envolve um atleta olímpico e o

reve-zamento da tocha. Desta vez, foi o

desabafo de Raquel Endres, mulher

de Gustavo Endres, jogador

multi-campeão pela seleção masculina de

vôlei, reclamar que teve de comprar

a tocha olímpica para Gustavo ficar

com a relíquia após ter conduzido o

artefato na passagem dele pelo Rio

Grande do Sul, seu estado natal.

O desabafo de Raquel, publicado

por Gustavo em seus perfis, tem sua

lógica. O cara é um baita campeão,

representou o Brasil e não teve o

di-reito de receber esse presente?

A mesma reclamação já havia sido

feita por outros atletas e ex-atletas,

reivindicando para si o direito de

conduzir a tocha, ou então o fato de

terem sido “abandonados” por ter

de pagar as próprias despesas para

poder participar do revezamento.

Na Grécia Antiga, quando surgiu

o conceito das Olimpíadas, o

gre-go que era um campeão olímpico

era venerado por ser um semideus.

Numa cultura que valorizava o

físi-co, ser o melhor entre os atletas era

um feito comparável ao de um deus.

Mas o que diferencia Gustavo

En-dres de Carlito Lima, um agricultor

de Cratéus, interior cearense, que foi

escolhido também como condutor?

Assim como Endres, ele não teve o

prazer de ganhar a tocha de

presen-te após presen-ter conduzido-a.

O grande negócio do revezamento

é que ele transforma os Jogos

Olím-picos não num evento exclusivo a

semideuses, mas em algo

democrá-tico, palpável e aberto a todos. Seja

um produtor de mel, um corredor

amador ou um campeão olímpico.

Atletas precisam entender

que não são semideuses

Em horário nobre, seleção brasileira bate

novela na audiência da Globo

POR REDAÇÃO

Na quarta-feira, a seleção brasileira entrou em campo contra o Haiti em horário pouco comum para o futebol: às 20h30. Com isso, a Globo, que tem exibido a Copa América do Centenário, teve que realocar o Jornal Nacional e a novela Velho Chico. E, pelos resultados do Ibope, a emissora não se arrependeu.

Tanto no Rio de Janeiro, quanto em São Paulo, os 7 a 1 do Brasil sobre o Haiti fizeram a média da Globo subir. Na capital paulista, foram 30 pontos de média, com participação de 42% nas TVs ligadas. Foram quatro pontos a mais do que a média do mesmo horário em um mês.

No Rio de Janeiro, Brasil e Haiti foi ainda me-lhor, com o recorde de audiência do futebol na cidade. Foram 34 pontos de média, com partici-pação de 47%. O aumento da média no horário em um mês foi sete pontos. Além do bom resul-tado do futebol, os números se devem ao baixo

rendimento de Velho Chico na audiência. Há um mês, em São Paulo, a novela deu 26 pontos numa quarta-feira, índice inferior a outras novelas e ao Jornal Nacional. Cada ponto no Ibope equivale a 67.113 domicílios em São Paulo e 42.292 no Rio de Janeiro.

TV PAGA Quem também faturou com o Bra-sil foi o SporTV. Na estreia contra o Equador, a emissora teve média superior a 1 milhão de pessoas por minuto assistindo à partida no canal. A Globo também mostrou o jogo, às 23h de sá-bado. O SporTV tem exclusividade na TV paga.

São Paulo triplica renda de Campeonato

Brasileiro com duelo na Libertadores

POR REDAÇÃO

No início de junho, o São Paulo anunciou os preços do duelo contra o Atlético Nacional, da Colômbia, pela semifinal da Copa Bridgestone Libertadores. O tíquete mais barato foi de R$ 150. No fim, o resultado esperado pela diretoria foi alcançado, pelo menos fora de campo.

Com quase 62 mil pessoas no Morumbi, a ren-da ren-da partiren-da foi de R$ 7,5 milhões. Em compara-ção, a bilheteria de todos os jogos somados do São Paulo na atual edição do Campeonato Brasi-leiro foi de R$ 2,5 milhões. No melhor resultado do torneio nacional, o time ganhou R$ 650 mil, quando 21 mil pessoas estiveram no estádio para o duelo de torcida única contra o Palmeiras.

Até mesmo para a Libertadores o resultado é expressivo para o São Paulo. Contra o Atlético Mineiro, pelas quartas de final, o público foi praticamente o mesmo, mas com tíquetes mais baixos. Na ocasião, o clube do Morumbi faturou

R$ 4,1 milhões. No total, o time havia faturado R$ 12,7 milhões com os jogos do torneio, sem con-siderar o duelo com

os colombianos. Com a derrota por 2 a 0, o São Paulo corre alto risco de não jogar mais em casa pela Liber-tadores. Apesar de nada apagar o prejuízo esportivo,

financeiramente, a direção do clube pode ficar mais aliviada. Com os R$ 20 milhões em bilhete-ria, o São Paulo tira um pouco da distância dos dois maiores rivais. Com estádios novos, bom momento em campo e ingressos caros, Corin-thians e Palmeiras já ultrapassaram a barreira dos R$ 10 milhões em bilheteria só no Brasileirão.

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Arquirrivais na Espanha, Real Madrid e Barcelona promovem ações no Brasil em julho, no re-cesso da temporada europeia. Os dois clubes programaram quase que simultaneamente acampa-mentos para jovens no país.

O Barcelona realiza sua clínica de 18 a 23 de julho, no resort Costão do Santinho. Será a pri-meira edição do Barcelona Camp em Florianópolis (SC). Já o Real Madrid terá a primeira edição de seu Campus Experience. De 4 a 15 de julho, o encontro será no Rivellino Sport Center, em São Paulo. De 18 a 29 de julho, no Ville Soccer, em Alphaville (SP).

Em ambos os eventos, além dos treinamentos de futebol e ensinamentos de técnicas e táti-cas dos gramados, os

participan-tes também irão aprender sobre os valores de cada entidade esportiva. A ação do Barcelona é destinada a meninos e meninas de quatro categorias: sub-7, sub-9, sub-11 e sub-13. Já a do Real Madrid abarca faixa etária de 7 a 17 anos.

“Além de promover o con-vívio de crianças na idade de aprendizagem de diferentes localidades e culturas, durante os dias de treinos, vamos transmi-tir os conceitos que tornaram o Barcelona um dos maiores clubes de futebol do mundo: respeito ao próximo, amizade e disciplina”, conta Gustavo Albernaz, único brasileiro treinador da aFCBEsco-la, em Barcelona, e sócio da A10 Academy Intercâmbio Esportivo,

responsável pelo evento junta-mente com a FCB Educação.

Aliar esporte e educação é o objetivo também da Campus Ex-perience, do Real. “O projeto visa a formação no futebol e nos va-lores que fazem parte da história do Real Madrid. Mostramos que no futebol - e na vida - é preciso tomar decisões a todo momen-to”, afirma Joaquin Sagués, CEO da Fundação Real Madrid.

POR ADALBERTO LEISTER FILHO

Após Real, Barcelona também

fará ação durante férias no Brasil

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Um dos melhores e mais badalados jogadores da atualidade, o argentino Lionel Messi vive um pesadelo na Espanha. O atleta do Barcelona e o pai, Jorge Horacio Messi, foram condenados a 21 meses de prisão por fraude ao fisco espanhol.

Apesar da pena dura, Messi não deverá ter que enfrentar as grades, já que na Espanha as penas inferiores a dois anos não são aplicadas a quem não tem antecedente criminal. Além disso, o jo-gador e seu pai poderão apelar à Suprema Corte do país para rever a sentença.

Messi e seu pai fraudaram mais de € 4 milhões, cerca de R$ 15 milhões. O esquema ocorreu entre

os anos 2007 e 2009 por via de uma empresa em paraíso fiscal. No período, o jogador usou uma companhia de fachada para fechar patrocínios com marcas como Adidas, Pepsi e Konami.

Na Justiça, Messi se defendeu ao alegar que era o pai e seus advogados quem administravam sua carreira, e que ele não sabia das ilegalidades. O tribunal indicou “ignorância deliberada” por parte do atleta e não considerou o argumento do argentino. Graças à evasão de impostos, Messi já teve de devolver € 5 milhões ao Governo espa-nhol. Além disso, pela condenação, ele terá que pagar uma multa de € 2 milhões.

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A C&A apresentou os uniformes que serão usados pela delegação do Brasil nas cerimônias de aber-tura e encerramento dos Jogos Olímpicos do Rio 2016. É a pri-meira vez que a rede varejista faz essa parceria com o COB (Comitê Olímpico Brasileiro). A empresa firmou contrato como fornecedo-ra oficial. Por opção, a C&A não venderá os uniformes nas lojas.

“No ano em que completamos 40 anos de atuação no Brasil, ter a oportunidade de desfilar nossa paixão pelo país e pela moda nessa grande passarela do esporte é algo muito especial. E nada mais simbólico que vestir nossos atletas com um uniforme que traduza toda a diversidade brasileira, usando a moda como uma forma de expressão”, disse Paulo Correa, presidente da C&A.

A parceria da empresa é restrita à roupa da delegação nessas ce-rimônias. Os uniformes de com-petição são confeccionados pela

Nike, que também é responsável pelas vestimentas em treinos, Vila Olímpica, viagem, pódio, etc.

Os modelos da C&A foram cria-dos pela estilista Lenny Niemeyer. Marcus Vinícius D’Almeida (tiro com arco), Ana Sátila e Pedro Gonçalves (canoagem) e Aline Sil-va (lutas) apresentaram as roupas que serão utilizadas pelos atletas.

As peças foram inspiradas na natureza e em toda a diversida-de do Brasil. Os uniformes se destacam pelos tons verde, azul

e amarelo, as cores da bandeira nacional. As estampas remetem aos pássaros e às flores tropicais.

Para celebrar o lançamento, foi programada ainda a campanha “Misture, Torça & Celebre”, que tem como objetivo divulgar os uniformes oficiais de desfile do Time Brasil para as cerimônias de abertura e encerramento do Rio 2016. As peças publicitárias foram feitas pela agência AlmapBBDO. Por ser fornecedor olímpico, a C&A não leva a campanha à TV.

POR REDAÇÃO

Uniformes de cerimônias no Rio

ficarão a cargo da C&A

A prefeitura do Rio inaugurou o projeto Nave do Conhecimento Olímpica na última terça-feira, em evento na Praça do Trem, anexo ao estádio Nilton Santos, o Engenhão. Com expectativa de receber 2 mil pessoas por dia durante as Olimpí-adas, a nave foi projetada pela agência YDreams Brasil e terá um andar inteiro focado no esporte.

A Nave do Conhecimento Cidade Olímpica terá 22 experiências interativas desenvolvidas pela YDreams, entre elas simuladores de remo, atletis-mo e ciclisatletis-mo paraolímpico; uma linha do tempo com a história dos Jogos Olímpicos e Paralímpi-cos por meio de infográfiParalímpi-cos com os países parti-cipantes, recordes e curiosidades, entre outros.

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