PERCEPÇÃO DOS PAIS COM RELAÇÃO À
PREVALÊNCIA DE MEDO E/OU ANSIEDADE RELACIONADOS À VISITA AO DENTISTA EM CRIANÇAS DE 5 A 10 ANOS ATENDIDAS NA DISCIPLINA DE CLÍNICA INFANTIL DO CENTRO UNIVERSITÁRIO SÃO LUCAS
DO MUNICÍPIO DE PORTO VELHO-RO
PERCEPÇÃO DOS PAIS COM RELAÇÃO À
PREVALÊNCIA DE MEDO E/OU ANSIEDADE RELACIONADOS À VISITA AO DENTISTA EM CRIANÇAS DE 5 A 10 ANOS ATENDIDAS NA DISCIPLINA DE CLÍNICA INFANTIL DO CENTRO UNIVERSITÁRIO SÃO LUCAS
DO MUNICÍPIO DE PORTO VELHO-RO
PORTO VELHO-RO
Artigo apresentado à Banca Examinadora do Centro Universitário São Lucas, como requisito de aprovação para obtenção do Título de Bacharel em Odontologia.
10 ANOS ATENDIDAS NA DISCIPLINA DE CLÍNICA INFANTIL DO CENTRO UNIVERSITÁRIO SÃO LUCAS DO MUNICÍPIO DE PORTO VELHO-RO¹
AWARENESS OF PARENTS IN RELATION TO PREVALENCE OF FEAR AND/ OR ANXIETY RELATED TO DENTIST APPOINTMENT IN CHILDREN AGED 5 TO
10 YEARS ASSISTED IN THE DISCIPLINE OF CHILDREN’S CLINIC IN CENTRO UNIVERSITÁRIO SÃO LUCAS (UNIVERSITY CENTER SÃO LUCAS) AT PORTO
VELHO-RO1
Bianca Carneiro VASCONCELOS2 Gabrielle Marie Monte BRAGA3
RESUMO: O medo e a ansiedade são sentimentos que promovem o desconforto e a apreensão, que se antecipa de algo estranho ou desconhecido. O objetivo do estudo foi o de observar a percepção dos pais e/ou responsáveis em relação à prevalência de medo e/ou ansiedade à visita ao cirurgião-dentista em crianças na faixa etária de 5 a 10 anos atendidos na disciplina de clínica infantil do Centro Universitário São Lucas do município de Porto Velho-RO, região Amazônica. Através do contato com os pais e/ou responsáveis durante o atendimento dos seus filhos, foi aplicado um questionário de 6 questões objetivas coletados nos anos de 2009, 2014 e 2016. Após a análise dos dados pode-se observar que 92% dos pais e ou responsáveis nunca cancelariam a consulta da criança por motivo de medo ou ansiedade, 60% dos pais e responsáveis não sentem nenhum desconforto em relação ao medo e ansiedade durante o tratamento odontológico das crianças, a maioria dos responsáveis 88,7% acham agradável a consulta e apenas 11,3% desagradável. Conclui-se que a cada ano só aumenta a porcentagem de consultas agradáveis Conclui-segundo relatos dos pais e/ou responsáveis, sendo assim através dos dados recolhidos que apesar do estado de medo e ansiedade ser um fator importante na clínica infantil, o mesmo não prejudica o andamento do tratamento com crianças de 5 a 10 anos na clínica do Centro Universitário São Lucas.
Palavras-Chave: Ansiedade ao tratamento odontológico. Crianças. Medo.
ABSTRACT: Fear and anxiety are feelings that promote discomfort, apprehension, which is anticipated something strange or un known. The aim of the study was to verify the awareness of parents and / or guardians regarding the prevalence of fear and / or anxiety related to dentist appointment in children aged 5 to 10 years cared in the discipline of Children’s Clinic in University Center São Lucas at Port Velho City, Amazon region. Questionnaires were conducted with parents and / or guardians, through contact with them during the care of their children, formulated in six questions, collected during the years of 2009, 2014 and 2016.After analyzing the data could be observed that 92% of parents and/ or guardians would never cancel out the child’s appointment for reasons of fear or anxiety, 60% of parents and guardians feel no discomfort related to the fear and anxiety during children's dental treatment and most and most of guardians 88.7% think the consultation is pleasant and only 11.3% think it is un pleasant. It follows that every year only increases the percentage of nice consultations according to reports from parents and / or guardians, so through the data collected that despite the state of fear and anxiety is an important factor in children's clinic, it does not affect the ongoing treatment with children aged 5 to 10 years in clinic University Center São Lucas.
Keywords: Dental anxiety. Children. Fear.
1 Artigo apresentado no Curso de Odontologia do Centro Universitário São Lucas, como requisito para conclusão do curso, sob
orientação da Profª Me Ana Giselle Aguiar Dias. E-mail: [email protected]
2Bianca Carneiro Vasconcelos, graduanda em Odontologia do Centro Universitário São Lucas, 2016. E-mail:
3
Gabrielle Marie Monte Braga, graduanda em Odontologia do Centro Universitário São Lucas, 2016. E-mail:
INTRODUÇÃO
A ansiedade consiste no estado de tensão emocional que está associado ao medo. Na qual a ansiedade corresponde ao processo emocional e o medo ao processo cognitivo (DUARTE, 2016). Na criança o medo é algo transitório, mas pode persistir por longos períodos, porém na maioria das vezes não produz grandes perturbações. A origem do medo ocorre através das experiências vividas pela própria criança ou por meio dos familiares que transmitem medo para as crianças (SINGH et al., 2000).
A Associação Psiquiátrica Americana (APA) define fobia como medo acentuado e persistente, excessivo ou irracional pela presença ou antecipação de um objeto ou situação específica. O medo e a ansiedade em ir ao cirurgião-dentista pode gerar essa fobia, levando a pessoa a adiar ou evitar o atendimento odontológico, mesmo com a necessidade de se realizar o tratamento, tornando esses pacientes mais propensos a precisar do tratamento, devido à ocorrência de dor e infecção dentária, e que é negligenciado o tratamento imediato por medo (NAIDU & LALWAH et al., 2010).
O medo e a ansiedade passam a ser patológico quando são exagerados, desproporcionais em relação ao estímulo, ou qualitativamente diversos do que se observa como norma naquela faixa etária, interferindo na qualidade de vida (GUIMARÃES et.al., 2015).
Na vida da criança o medo é a descoberta e o amadurecimento construído ao longo da vida. Esse medo pode causar pequenos traumas ou ser para a vida toda, um exemplo é o medo de ir ao consultório odontológico. O desconforto, inquietação e a angustia de viver algo são sensações de ansiedade, que não é evitado pelo estado emocional tornando-se persistente e desagradável. A dor e a ansiedade estão relacionadas, pois quanto maior a ansiedade maior será a dor do paciente. No consultório odontológico, o medo na fase adulta pode prejudicar sua saúde bucal, tendo em vista o receio do paciente de não receber o tratamento odontológico por ter vivido trauma na infância (FELIX et al.,2016).
Antigamente a ida ao cirurgião-dentista era considerada algo atormentador, provocando situações de desconforto, proporcionando então o medo e a ansiedade, devido ao tratamento produzir dor intensa. Apesar do avanço odontológico nas últimas décadas, que proporcionam respostas clínicas mais eficientes, indolor e de
melhor qualidade, são muitos os adultos e crianças que chegam ao consultório odontológico com medo, pois não se desmistifica a ideia de que ir ao cirurgião-dentista irá sentir dor, ou relatos de atendimentos negativos que foram vivenciados pelos mesmos, ou por familiares, interferindo no atendimento dentário (SILVA, 2012).
Os sintomas mais comuns em relação ao medo e ansiedade são: sensação de frio na barriga, taquicardia, sudorese, náuseas, tonturas, palpitações, tremores visíveis, tremores das mãos, pontadas no peito, sensação de fraqueza, diarréias, sensação de alfinetadas nos dedos dos pés e das mãos e ao redor da boca, podendo ocorrer também a síndrome da hiperventilação. A propagação da ansiedade pode resultar na caracterização do medo (SANTOS et al., 2007).
Com todos os avanços feitos para o controle da dor em todo o mundo, dados sobre a quantidade de ansiedade no atendimento odontológico ainda estão na proporção de 10-15% permanecendo como um obstáculo significativo a uma parte consistente da população, ocasionando evasão de cuidados dentários (MEDEIROS et.al., 2013).
A primeira experiência da criança com o cirurgião-dentista não pode estar associada ao tratamento imediato ou processos cirúrgicos, pois ambos remetem a dor. Os principais motivos causadores de medo e ansiedade na criança frente ao tratamento odontológico são: em especial o fórceps, seguido da caneta de alta rotação, da anestesia e a cor da roupa do cirurgião-dentista (RANK et al., 2016).
As consultas odontológicas estão popularmente relacionadas com experiências não muito agradáveis, associadas a dor e desconforto, podendo despertar nas pessoas sentimentos negativos, como: medo, aversão e ansiedade. Isso acontece em outras áreas da saúde, especialmente quando são procedimentos invasivos. O medo de dentista, no entanto, tem sido caricaturado como um dos mais frequentes e mais intensamente vivenciados (CAVALCANTE et al., 2014).
A idade da criança e o desenvolvimento psicológico durante o tratamento odontológico são abordados de diversas formas pelos cirurgiões-dentistas, podendo utilizar linguagens mais lúdicas, com explicações mais lógicas. Há técnicas que capacitam o cirurgião-dentista a realizar o tratamento odontológico, conhecidas como o manejo do comportamento infantil, sendo elas, mostrar falar e fazer, controle de voz, linguagem não verbal, entre outras técnicas (MELO et al., 2015).
Avaliar o comportamento da criança e a conduta a ser aplicada, visa prevenir e aliviar o medo e a ansiedade dos pacientes infantis, passando confiança por meio de uma boa comunicação, ocorrendo a cooperação do paciente durante o atendimento (LEITE et al.,2013).
Uma forma estratégica para os pais e/ou responsáveis e cuidadores para ajudar seus filhos em relação ao medo e ansiedade, é o uso de atividades lúdicas previamente estruturadas. É um treinamento feito frequentemente na área da saúde, dessa forma ensinando que o enfrentamento dos seus medos é a melhor opção (ROCHA et al.,2016).
Uma condição bucal precária pode ser o resultado de uma experiência odontológica adversa, e isso consequentemente pode levar a surgir o medo do consultório, pois as intervenções necessárias podem ser mais demoradas e invasivas. Há um risco de se formar um ciclo vicioso de medo/ansiedade, quando os indivíduos são considerados ansiosos a sua condição bucal é pior (KANEGANE,2006).
Medo e ansiedade são as principais razões pelas quais os indivíduos evitam visitar o cirurgião-dentista, a ansiedade parece variar pelo tipo de tratamento proposto. Os pacientes que têm problemas periodontais e endodônticos relatam ter níveis mais elevados de ansiedade do que pacientes que receberam tratamento restaurador ou profilático. Os pais que sofrem de ansiedade no consultório muitas vezes passam ao longo do tempo, tais sentimentos para seus filhos. Aplicação de técnicas comportamentais induzem ao relaxamento, reduzem a ansiedade e a necessidade de analgésicos ou ansiolíticos com os seus potenciais efeitos colaterais (RAYMAN et.al., 2012).
O estudo da ansiedade tem sido de interesse por várias décadas, o medo ao tratamento odontológico não requer nenhuma experiência prévia da situação. Informações sobre o nível de ansiedade da criança podem, portanto, ser útil na compreensão e planejamento da necessidade de tratamento dessa criança. Os pais, especialmente mães, podem prever o nível de ansiedade de seus filhos (FOLAYAN &IDEHEN, 2004).
Apesar de muitos avanços na odontologia pediátrica, o maior desafio para qualquer odontopediatra é remover a ansiedade relacionada a uma visita ao dentista e ter uma criança que aceite o tratamento dental prontamente. Pequenas alterações feitas no projeto da sala de espera do cirurgião-dentista podem ter um grande efeito
sobre o modo como a criança irá receber ao próximo atendimento. Dessa maneira pode-se ver as preferências das crianças em relação à sala de espera de modo a melhorar a sua experiência de espera e reduzir a sua ansiedade pré-operatória antes de uma consulta odontológica (PANDA et.al., 2015).
O objetivo do presente estudo foi o de avaliar a percepção dos pais e/ou responsáveis em relação a prevalência de medo e/ou ansiedade durante o atendimento odontológico em crianças de 5 a 10 anos de idade, de ambos os gêneros, atendidas na disciplina de clínica infantil do Centro Universitário São Lucas nos anos de 2009, 2014 e 2016 por meio de um questionário de seis perguntas aplicado aos pais e/ou responsáveis.
MATERIAIS E MÉTODOS
O presente estudo teve a aprovação do Comitê de Ética em pesquisa do Centro Universitário São Lucas (Anexo 1). Foi realizada a avaliação da percepção dos pais e/ou responsáveis em relação a prevalência de medo e/ou ansiedade à visita ao cirurgião-dentista em crianças na faixa etária de 5 a 10 anos de todos os gêneros atendidos na disciplina de clínica infantil do Centro Universitário São Lucas no município de Porto Velho-RO, nos anos de 2009, 2014 e 2016, no qual foi aplicado um questionário composto de 6 perguntas objetivas aos pais sobre medo e/ou ansiedade, baseado no artigo de Colares et al.(2004) (Anexo 2). O estudo foi do tipo transversal, descritivo e longitudinal.
A população alvo deste estudo foi composta por 213 pais e/ou responsáveis, através do contato na clínica durante o atendimento das crianças. Foram convidados a participarem da pesquisa todos os pais e/ou responsáveis com filhos na faixa etária de 5 a 10 anos que compareceram no Centro Odontológico do Centro Universitário São Lucas. Para a participação foi entregue o termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE) (Anexo 3).
A exclusão foi de acordo com a negação por parte dos mesmos em se submeterem a essa atividade. Como também crianças com idade inferior a 5 anos e superior a 10 anos. O procedimento não trouxe nenhum desconforto, pois se tratava apenas de um questionário.
O benefício principal foi em forma direta para os voluntários da pesquisa, pois tiveram maiores conhecimentos sobre o medo e/ou ansiedade das crianças atendidas na clínica do Centro Universitário São Lucas.
Os acadêmicos que realizaram a pesquisa trouxeram total sigilo em relação aos dados fornecidos pelos mesmos. No qual está informado no termo de consentimento livre e esclarecido.
RESULTADOS
Os resultados apresentados referem-se aos anos 2009, 2014 e 2016 totalizando 213 pais e/ou responsáveis que concordaram em participar da pesquisa. Dos responsáveis entrevistados, 88% estavam empregados, e apenas 12% estavam desempregados. A maioria das crianças eram do gênero masculino 60,6%, enquanto 39,4% eram do gênero feminino. O percentual de 89,5% das crianças que participaram da pesquisa estudavam em escolas públicas, e apenas 10,5%, em escola particular.
No ano de 2009, foram entrevistados 76 pais ou responsáveis. Pode-se observar que 90,88% das crianças tem conhecimento prévio da ida ao cirurgião-dentista (Tabela 1).
Tabela 1. Distribuição das crianças de acordo com o conhecimento prévio da ida ao cirurgião-dentista no ano de 2009.
CONHECIMENTO PRÉVIO DA IDA AO DENTISTA
MENINOS MENINAS GRUPO TOTAL
N % N % N % NUNCA 0 0 1 3 1 1,31 ÀS VEZES 0 0 1 3 1 1,31 NA MAIORIA DAS VEZES 4 9 1 3 5 6,5 SEMPRE 39 91 30 91 69 90,88 TOTAL 43 100 33 100 76 100
É possível ver que 41% dos pais e/ou responsáveis avisam as crianças de 2 a 3 dias antes de ir ao consultório e apenas 10,5% avisavam no dia da consulta (Tabela 2).
Tabela 2. Distribuição das crianças de acordo com o conhecimento do tempo prévio da visita ao cirurgião-dentista no ano de 2009.
CONHECIMENTO PRÉVIO DA IDA
AO DENTISTA
PERÍODO QUE
AVISA.
MENINOS MENINAS GRUPO TOTAL
N % N % N % NO DIA 6 15 2 6 8 10,5 NA VÉSPERA 5 11 5 15 10 13 2 A 3 DIAS ANTES 20 46 11 33 31 41 UMA SEMANA ANTES 12 28 15 46 27 35,5 TOTAL 43 100 33 100 76 100
Fonte: Dados da pesquisa
A maioria dos pais não adiariam ou cancelariam as consultas por causa de medo e/ou ansiedade dos seus filhos (Tabela 3).
Tabela 3. Atitude dos responsáveis de acordo com o cancelamento ou adiamento da consulta odontológica da criança caso a mesma apresentasse medo e/ou ansiedade no dia do atendimento no ano de 2009.
CANCELAMENTO OU ADIAMENTO
MENINOS MENINAS GRUPO TOTAL
N % N % N %
SIM 6 14 4 12 10 13,1
NÃO 37 86 29 88 66 86,84
TOTAL 43 100 33 100 76 100
Fonte: Dados da pesquisa.
A atitude dos responsáveis é clara 90,78% nunca cancelaram a consulta da criança por motivo de medo ou ansiedade (Tabela 4).
Tabela 4. Atitude dos responsáveis de acordo com o fato de terem adiado ou faltado à consulta odontológica da criança devido ao medo e/ou ansiedade no ano de 2009.
CANCELAMENTO OU ADIAMENTO
MENINOS MENINAS GRUPO TOTAL
N % N % N % NUNCA 39 91 30 91 69 90,78 1 OU 2 VEZES 2 5 3 9 5 6,60 ALGUMAS VEZES 1 2 0 0 1 1,31 FREQUENTEMENTE 1 2 0 0 1 1,31 TOTAL 43 100 33 100 76 100
Fonte: Dados da pesquisa.
Em relação à percepção dos responsáveis 55,26% não sente nenhum desconforto em relação a ansiedade no tratamento odontológico das crianças (Tabela 5).
Tabela 5. Desconforto gerado aos responsáveis devido a ansiedade da criança relacionada ao tratamento odontológico no ano de 2009.
DESCONFORTO
MENINOS MENINAS GRUPO TOTAL
N % N % N %
SIM 18 42 16 49 34 44,74
NÃO 25 58 17 51 42 55,26
TOTAL 43 100 33 100 76 100
Fonte: Dados da pesquisa.
A maioria dos responsáveis classificam as visitas das crianças 88,2% agradável a consulta e apenas 11,8% desagradável (Tabela 6).
Tabela 6. Como os responsáveis classificaram a visita da criança ao cirurgião-dentista na Clínica Infantil do Centro Universitário São Lucas no ano de 2009.
AGRADÁVEL OU
DESAGRADÁVEL
MENINOS MENINAS GRUPO TOTAL
N % N % N %
AGRADÁVEL 37 86 30 91 67 88,2
DESAGRADÁVEL 6 14 3 9 9 11,8
TOTAL 43 100 33 100 76 100
Alguns relatos foram escritos pelos responsáveis em relação com seu sentimento, são eles:
"Porque ela gosta e se sente bem com o tratamento que lhe é dado"; "Ela é bem tratada, com atenção pelo dentista"; "Ela, com o tratamento recebido pelos dentistas, relaxa e deixa fazer o serviço"; "Ela gosta da visita ao profissional. Só tem medo da agulha"; "Auxilia na saúde geral"; "porque ela gosta de ser atendida"; "Ela se comportou bem, pois o dentista sabia lidar com crianças e deixava-a bem a vontade"; "porque ela já é acostumada e o atendimento é bom"; "por causa do atendimento, e minha filha não tem medo do atendimento"; "Porque é bom para ela perder o medo e também para a saúde dela"; "Antes era desagradável, agora tá melhor"; "Porque os alunos são pacientes e é bom para a saúde da boca"; "Para a saúde da criança, saúde bucal é indispensável"; "Pelo fato de estar apenas recebendo tratamento preventivo, pois não é traumatizante"; "Porque fomos bem atendidas"; "O atendimento e o material são de qualidade"; "Porque eu me sinto bem, são pessoas muito legais"; "Porque os alunos atendem bem".
Já ano de 2014, foram entrevistados 70 pais e/ou responsáveis. Pode-se observar que 57,1% das crianças tem conhecimento prévio da ida ao cirurgião-dentista (Tabela 1).
Tabela 1. Distribuição das crianças de acordo com o conhecimento prévio da ida ao cirurgião-dentista no ano de 2014.
CONHECIMENTO PRÉVIO DA IDA AO DENTISTA
MENINOS MENINAS GRUPO TOTAL
N % N % N % NUNCA 0 0 2 8 2 2,8 ÀS VEZES 0 0 2 8 2 2,8 NA MAIORIA DAS VEZES 24 53,3 2 8 26 37,1 SEMPRE 21 46,7 19 76 40 57,1 TOTAL 45 100 25 100 70 100
Fonte: Dados da pesquisa.
É possível ver que 41,6% dos pais e/ou responsáveis avisam as crianças de 2 a 3 dias antes de ir ao consultório e apenas 11,4% avisam no dia da consulta. Em relação com uma semana antes foi uma porcentagem de 34,2% (Tabela 2).
Tabela 2. Distribuição das crianças de acordo com o conhecimento do tempo prévio da visita ao cirurgião-dentista no ano de 2014.
CONHECIMENTO PRÉVIO DA IDA
AO DENTISTA
PERÍODO QUE
AVISA.
MENINOS MENINAS GRUPO TOTAL
N % N % N % NO DIA 7 15,5 1 4 8 11,4 NA VÉSPERA 5 11,1 4 16 9 12,8 2 A 3 DIAS ANTES 21 46,6 8 32 29 41,6 UMA SEMANA ANTES 12 26,8 12 48 24 34,2 TOTAL 45 100 25 100 70 100
Fonte: Dados da pesquisa.
A maioria dos responsáveis não adiariam ou cancelariam as consultas por causa de medo e/ou ansiedade dos seus filhos (Tabela 3).
Tabela 3. Atitude dos responsáveis de acordo com o cancelamento ou adiamento da consulta odontológica da criança caso a mesma apresentasse medo e/ou ansiedade no dia do atendimento no ano de 2014.
CANCELAMENTO OU ADIAMENTO
MENINOS MENINAS GRUPO TOTAL
N % N % N %
SIM 4 9 3 12 7 10
NÃO 41 91 22 88 63 90
TOTAL 45 100 25 100 70 100
Fonte: Dados da pesquisa.
A atitude dos responsáveis é clara 90% nunca cancelaram a consulta da criança por motivo de medo e/ou ansiedade e 4,2% relatam ter adiado ou cancelado 1 ou 2 vezes e frequentemente (Tabela 4).
Tabela 4. Atitude dos responsáveis de acordo com o fato de terem adiado ou faltado à consulta odontológica da criança devido ao medo e/ou ansiedade no ano de 2014.
CANCELAMENTO OU ADIAMENTO
MENINOS MENINAS GRUPO TOTAL
N % N % N % NUNCA 41 91 22 88 63 90 1 OU 2 VEZES 2 5 1 4 3 4,2 ALGUMAS VEZES 1 2 0 0 1 1,6 FREQUENTEMENTE 1 2 2 8 3 4,2 TOTAL 45 100 25 100 70 100
Fonte: Dados da pesquisa.
Em relação a percepção dos responsáveis 55,2% não sentem nenhum desconforto em relação a ansiedade no tratamento odontológico da criança, e 44,7% sentem desconforto (Tabela 5).
Tabela 5. Desconforto gerado aos responsáveis devido a ansiedade da criança relacionada ao tratamento odontológico no ano de 2014.
DESCONFORTO
MENINOS MENINAS GRUPO TOTAL
N % N % N %
SIM 19 42 12 48 67 44,74
NÃO 26 58 13 52 79 55,26
TOTAL 45 100 25 100 70 100
Fonte: Dados da pesquisa.
A maioria dos responsáveis classificam as visitas das crianças ao cirurgião- dentista 88,58% agradável a consulta e apenas 11,42% desagradável (Tabela 6).
Tabela 6. Como os responsáveis classificaram a visita da criança ao cirurgião- dentista na Clínica Infantil do Centro Universitário São Lucas no ano de 2014.
AGRADÁVEL OU
DESAGRADÁVEL
MENINOS MENINAS GRUPO TOTAL
N % N % N %
AGRADÁVEL 39 86 23 91 62 88,58
DESAGRADÁVEL 6 12 2 9 8 11,42
TOTAL 45 100 25 100 70 100
Alguns relatos foram escritos pelos responsáveis em relação com seu sentimento, são eles:
“Porque é a saúde que está em jogo”; “Ele gosta de vir ao dentista”; “Porque ele gosta da dentista”; “Porque ele gosta do bom atendimento”; “Porque quero acompanhar tudo de perto e seja bem atendido”; “Apresentou bastante medo”; “Faz bem, ela gosta”; “Porque ela melhora”; “Bem tranquilo”.
No ano de 2016, foram entrevistados 67 pais ou responsáveis. Pode-se observar que 83,6% das crianças sempre tem conhecimento prévio da ida ao cirurgião-dentista (Tabela 1).
Tabela 1. Distribuição das crianças de acordo com o conhecimento prévio da ida ao cirurgião-dentista no ano de 2016.
CONHECIMENTO PRÉVIO DA IDA AO DENTISTA
MENINOS MENINAS GRUPO TOTAL
N % N % N % NUNCA 0 0 0 0 0 0 ÁS VEZES 0 0 3 11,5 3 4,5 NA MAIORIA DAS VEZES 5 12,2 3 11,5 8 11,9 SEMPRE 36 87,8 20 77 56 83,6 TOTAL 41 100 26 100 67 100
Fonte: Dados da pesquisa.
É possível ver que 37,3% dos pais e/ou responsáveis avisam as crianças de 2 a 3 dias antes de ir ao consultório e 31,3% avisam uma semana antes da consulta. Em relação quem avisa na véspera apresenta uma porcentagem de 25,4% (Tabela 2).
Tabela 2. Distribuição das crianças de acordo com o conhecimento do tempo prévio da visita ao cirurgião-dentista no ano de 2016.
CONHECIMENTO PRÉVIO DA IDA
AO DENTISTA
PERÍODO QUE
AVISA.
MENINOS MENINAS GRUPO TOTAL
N % N % N % NO DIA 4 9,8 0 0 4 6 NA VÉSPERA 10 24,4 7 26,9 17 25,4 2 A 3 DIAS ANTES 14 34,1 11 42,3 25 37,3 UMA SEMANA ANTES 13 31,7 8 30,8 21 31,3 TOTAL 41 100 26 100 67 100
A maioria dos responsáveis não adiariam ou cancelariam as consultas por causa de medo e/ou ansiedade dos seus filhos (Tabela 3).
Tabela 3. Atitude dos responsáveis de acordo com o cancelamento ou adiamento da consulta odontológica da criança caso a mesma apresentasse medo e/ou ansiedade no dia do atendimento no ano de 2016.
CANCELAMENTO OU ADIAMENTO
MENINOS MENINAS GRUPO TOTAL
N % N % N %
SIM 5 12,2 3 11,5 8 12
NÃO 36 87,8 23 88,5 59 88
TOTAL 41 100 26 100 67 100
Fonte: Dados da pesquisa.
A atitude dos responsáveis é clara 95,5% nunca cancelaram a consulta da criança por motivo de medo e/ou ansiedade e 3% relatam ter adiado ou cancelado 1 ou 2 vezes (Tabela 4).
Tabela 4. Atitude dos responsáveis de acordo com o fato de terem adiado ou faltado à consulta odontológica da criança devido ao medo e/ou ansiedade no ano de 2016.
CANCELAMENTO OU ADIAMENTO
MENINOS MENINAS GRUPO TOTAL
N % N % N % NUNCA 41 100 23 88,4 64 95,5 1 OU 2 VEZES 0 0 2 7,7 2 3 ALGUMAS VEZES 0 0 0 0 0 0 FREQUENTEMENTE 0 0 1 3,9 1 1,5 TOTAL 41 100 26 100 67 100
Fonte: Dados da pesquisa.
Em relação à percepção dos responsáveis 70,1% não sentem nenhum desconforto em relação a ansiedade no tratamento odontológico da criança, e 29,9% sentem desconforto (Tabela 5).
Tabela 5. Desconforto gerado aos responsáveis devido a ansiedade da criança relacionada ao tratamento odontológico no ano de 2016.
DESCONFORTO
MENINOS MENINAS GRUPO TOTAL
N % N % N %
SIM 13 31,7 7 26,9 20 29,9
NÃO 28 68,3 19 73,1 47 70,1
TOTAL 41 100 26 100 67 100
Fonte: Dados da pesquisa.
A maioria dos responsáveis classificam as visitas das crianças 89,55% agradável a consulta e apenas 10,45% desagradável.
Tabela 6. Como os responsáveis classificaram a visita da criança ao cirurgião-dentista na Clínica Infantil do Centro Universitário São Lucas no ano de 2016.
AGRADÁVEL OU
DESAGRADÁVEL
MENINOS MENINAS GRUPO TOTAL
N % N % N %
AGRADÁVEL 38 92,7 22 84,6 60 89,55
DESAGRADÁVEL 3 7,3 4, 15,4 7 10,45
TOTAL 41 100 26 100 67 100
Fonte: Dados da pesquisa.
Alguns relatos foram escritos pelos responsáveis em relação com seu sentimento, são eles:
“A mãe conversa bastante com ele”; “Ela não ficou ansiosa”; “Ele gosta”; “Porque sei o quanto e importante para ela”; “Bom, não houve choro e ela não chorou e gostou do atendimento”; “Não gosta, chora sempre”; “Porque a saúde e higiene bucal são fundamentais na vida de uma pessoa”, “Porque ele é muito tranquilo”.
Nos anos de 2009, 2014 e 2016 foram entrevistados 213 pais ou responsáveis. Pode-se observar que 77,4% das crianças sempre tem conhecimento prévio da ida ao cirurgião-dentista (Tabela 1).
Tabela 1. Distribuição das crianças de acordo com o conhecimento prévio da ida ao cirurgião-dentista.
CONHECIMENTO PRÉVIO DA IDA AO DENTISTA
MENINOS MENINAS GRUPO TOTAL
N % N % N % NUNCA 0 0 3 3,5 3 1,4 ÁS VEZES 0 0 6 7,2 6 2,8 NA MAIORIA DAS VEZES 33 2,5 6 7,2 39 18,3 SEMPRE 96 74,5 69 82,1 165 77,4 TOTAL 129 100 84 100 213 100
Fonte: Dados da pesquisa.
É possível ver que 39,9% dos pais e/ou responsáveis avisam as crianças de 2 a 3 dias antes de ir ao consultório e 33,8% avisam uma semana antes da consulta. Em relação quem avisa na véspera apresenta uma porcentagem de 17% (Tabela 2).
Tabela 2. Distribuição das crianças de acordo com o conhecimento do tempo prévio da visita ao cirurgião-dentista. CONHECIMENTO PRÉVIO DA IDA AO DENTISTA PERÍODO QUE AVISA.
MENINOS MENINAS GRUPO TOTAL
N % N % n % NO DIA 17 13,1 3 3,5 20 9,3 NA VÉSPERA 20 15,5 16 19,2 36 17 2 A 3 DIAS ANTES 55 42,6 30 35,7 85 39,9 UMA SEMANA ANTES 37 28,8 35 41,6 72 33,8 TOTAL 129 100 84 100 213 100
Fonte: Dados da pesquisa.
A maioria dos responsáveis não adiariam ou cancelariam as consultas por causa de medo e/ou ansiedade dos seus filhos (Tabela 3).
Tabela 3. Atitude dos responsáveis de acordo com o cancelamento ou adiamento da consulta odontológica da criança caso a mesma apresentasse medo e/ou ansiedade no dia do atendimento.
CANCELAMENTO OU ADIAMENTO
MENINOS MENINAS GRUPO TOTAL
n % N % n %
SIM 15 11,6 10 11,9 25 11,7
NÃO 114 88,4 74 88,1 188 88,3
TOTAL 129 100 84 100 213 100
Fonte: Dados da pesquisa.
A atitude dos responsáveis é clara 92% nunca cancelaram a consulta da criança por motivo de medo ou ansiedade e 4,7% relatam ter adiado ou cancelado 1 ou 2 vezes (Tabela 4).
Tabela 4. Atitude dos responsáveis de acordo com o fato de terem adiado ou faltado à consulta odontológica da criança devido ao medo e/ou ansiedade.
CANCELAMENTO OU ADIAMENTO
MENINOS MENINAS GRUPO TOTAL
N % N % n % NUNCA 121 93,9 75 89 196 92 1 OU 2 VEZES 4 3,1 6 7 10 4,7 ALGUMAS VEZES 2 1,5 0 1 2 1 FREQUENTEMENTE 2 1,5 3 3 5 2,3 TOTAL 129 100 84 100 213 100
Fonte: Dados da pesquisa.
Em relação à percepção dos responsáveis 60% não sentem nenhum desconforto em relação a ansiedade no tratamento odontológico, e 40% sentem desconforto (Tabela 5).
Tabela 5. Desconforto gerado aos responsáveis devido a ansiedade da criança relacionada ao tratamento odontológico.
DESCONFORTO
MENINOS MENINAS GRUPO TOTAL
n % N % n %
SIM 50 38,8 35 41,6 85 40
NÃO 79 61,2 49 58,4 128 60
TOTAL 129 100 84 100 213 100
A maioria dos responsáveis classificam as visitas das crianças 88,7% agradável a consulta e apenas 11,3% desagradável (Tabela 6).
Tabela 6. Como os responsáveis classificaram a visita da criança ao cirurgião-dentista na Clínica Infantil do Centro Universitário São Lucas.
AGRADÁVEL OU
DESAGRADÁVEL
MENINOS MENINAS GRUPO TOTAL
n % N % n %
AGRADÁVEL 114 88,4 75 89,3 189 88,7
DESAGRADÁVEL 15 11,6 9 10,7 24 11,3
TOTAL 129 100 84 100 213 100
Fonte: Dados da pesquisa.
DISCUSSÃO
Pode-se observar que os resultados encontrados no questionário respondido pelos pais e/ou responsáveis 77,4%, sempre informam previamente quando suas crianças irão visitar o cirurgião-dentista, e 18,3% informam a ida ao dentista na maioria das vezes. No grau de medo e ansiedade entre as crianças dos dois gêneros, crianças do gênero feminino apresentaram um nível um pouco maior de ansiedade. Um exemplo disto foi o resultado obtido sobre o aviso prévio à criança da ida ao cirurgião-dentista: 41,6% das meninas são avisadas uma semana antes, enquanto neste aspecto, 28,8 % dos meninos são avisados uma semana antes. Em um estudo realizado pelo autor Singh et al., (2000), as meninas também se mostraram mais temerosas que os meninos, devido serem avisadas com maior antecedência. O atendimento odontológico deve ser considerado uma situação normal, portanto, não é uma boa conduta preparar o paciente infantil durante uma semana antes, pois certamente ela não iria entender esta visita como sendo de rotina. Porém, se a criança fica sabendo de uma forma natural, assim como acontece quando vai ao shopping, tende a encarar a situação como costume habitual (CORRÊA, 2002).
Parte das crianças atendidas na clínica infantil do Centro Universitário São Lucas que participaram desta pesquisa estudam em escolas públicas (89,5%), e apenas (10,5%), em escola particular. Conforme constatou-se neste estudo, a maioria das crianças que necessitaram de atendimento odontológico estudam na
rede pública de ensino. De acordo com Colares et al., (2004), crianças menos favorecidas apresentam necessidades de tratamento acumuladas e medo, por isso precisam de tratamento odontológico que envolvem procedimentos mais invasivos, porque são acometidas por problemas dentários mais graves, porém no presente estudo não foi possível constatar esses dados, devido as consultas terem sido mais agradáveis.
Autores como Possobon et al., (2007), afirmam que o profissional poderá romper o ciclo do medo e da ansiedade observando e tendo conhecimento em manejo do comportamento psicológico dos pacientes. Dessa forma, poderá proporcionar amparo técnico e emocional a fim de minimizar a dor e o desconforto físico dos mesmos. A maioria das justificativas dos pais e/ou responsáveis em relação a questão seis, se deu ao fato de receberem um bom atendimento, além de comentarem sobre a importância de se ter uma boa saúde bucal, sendo esta, a função primordial do cirurgião-dentista, principalmente através da prevenção.
A maioria dos responsáveis (88,3%) relatou que não adiaria ou cancelaria a consulta odontológica da criança caso a mesma apresentasse medo e/ou ansiedade no dia da visita ao dentista, e 92% nunca adiou ou faltou uma consulta tendo percebido medo e/ou ansiedade de sua criança no dia do tratamento odontológico. Segundo Klatchoian (2002), as causas mais frequentes do medo odontológico são: experiências passadas dolorosas e/ou traumáticas, medos associados a medos gerais da infância, medo odontológico manifestado pela mãe ou pela pessoa que cuida. Portanto percebe-se que a conduta dos pais e/ou responsáveis por não adiarem ou cancelarem o atendimento mostra a postura dos mesmos em não alimentar um possível medo, e reforçam a capacidade das crianças em enfrentar tal dificuldade.
Quando perguntado se a ansiedade da criança relacionada ao tratamento odontológico causava desconforto aos responsáveis, 60% responderam que não. No momento que foram questionados sobre como os pais classificariam a visita odontológica de sua criança, a maioria (88,7%) considerou agradável. Para estes, o pensamento do cirurgião-dentista como um promotor de saúde, não só na prevenção da doença, mas também na cura, é evidenciado na atitude e nos relatos dos pais. Este mesmo fator foi citado na pesquisa de Colares et al., (2004), para 44,74% dos pais, há um sentimento de desconforto devido ao medo e/ou ansiedade da criança relacionada ao tratamento odontológico.
Para Losso et al., (2006), conhecer o que é ansiedade e sua repercussão no atendimento odontológico, é de grande importância para o cirurgião-dentista, a fim de obter sucesso em seus atendimentos.
Os pais e/ou responsáveis podem sentir dificuldade em interpretar os sentimentos dos filhos, além do que o questionário não avalia a reação do paciente a uma sessão de tratamento e sim a predisposição da criança em sentir medo e/ou ansiedade ao pressuposto tratamento odontológico, conforme o relato dos pais, fato que está em consonância com a pesquisa realizada por Kanegane et al., (2003).
Também existe uma grande preocupação entre diversos autores, quanto ao uso de escalas ou questionários como forma de avaliação, quantificação ou classificação do medo e ansiedade em relação ao tratamento odontológico. Porém, não foram encontrados trabalhos na literatura, que envolvam uma avaliação inicial dos determinantes do medo na sequência do atendimento, bem como uma avaliação das reações da criança em uma primeira visita a um ambiente odontológico (TAMBELLINI, GORAYE, 2003).
Teixeira et al., (2006) descrevem que a avaliação da ansiedade dos pais e manifestações comportamentais de crianças seria um auxiliar para o profissional antever as reações destes, e preparar-se adequadamente para saber intervir, além disso o profissional da área da saúde não deve adotar uma postura autoritária achando-se o detentor do saber científico, e, portanto, deve ser uma pessoa diferenciada socialmente, desconsiderando os medos e a carga emocional dos pacientes durante o atendimento.
CONCLUSÃO
Após a análise de dados coletados conclui-se que a maioria dos responsáveis avisam previamente as crianças sobre a ida ao cirurgião-dentista e que a cada ano só aumenta a porcentagem de responsáveis que consideram agradável o atendimento. Segundo relatos dos pais e/ou responsáveis durante os 3 anos estudados a grande maioria não adiaria ou cancelaria a consulta, por motivo de medo e/ou ansiedade das crianças. Portanto, percebe-se que apesar do estado de medo e ansiedade ser um fator importante na clínica infantil, o mesmo não prejudica o andamento do tratamento. Dessa forma, sendo o medo e a ansiedade muito
subjetivo mais estudos devem ser feitos visando buscar uma abordagem que ofereça o melhor atendimento odontológico ao paciente infantil.
REFERÊNCIAS
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CAVALCANTE, PS; MATOS, MS; CABRAL, MBBS. O cirurgião-dentista na visão das crianças: Estudo exploratório em centros municipais de educação infantil de Salvador, Bahia. Revista Baiana de Saúde Pública v.38, n.2, 2014. http://inseer.ibict.br/rbsp/index.php/rbsp/article/viewFile/618/pdf_563. Acessed 21 Aug 2016.
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KANEGANE, K. et al. Ansiedade ao Tratamento Odontológico em Atendimento de Urgência. Revista Sáude Pública São Paulo, 2003. Disponível em: <www.scielo.com.br>. Acesso em: 21 de agosto de 2016.
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TEIXEIRA, A.M. et al. Validação de Instrumentos para Mensurar Ansiedade e Comportamento em Clínica Odontológica Infantil. Faculdade de Odontologia/Odontologia Social e Preventiva. 2006. Disponível em:<https://seer.ufmg.br>. Acesso em: 21 de agosto de 2016.
ANEXO 2 – QUESTIONÁRIO PARA PAIS DE CRIANÇAS DE CINCO A DEZ ANOS DE IDADE, BASEADO NO ARTIGO DE COLARES ET AL.(2004).
Nome da escola:______________________________ Tipo: ( ) pública ( ) particular
Nome da criança:____________________________ Sexo:( ) feminino ( ) masculino
1- Você avisa à sua criança que ela vai ao dentista? ( ) nunca ( ) às vezes ( ) na maioria das vezes ( ) sempre
2- Quanto tempo antes você diz para a criança que ela vai ao dentista? ( ) no dia ( ) na véspera ( ) 2 a 3 dias antes ( ) uma semana antes
3- Caso você percebesse que sua criança apresenta ansiedade, no dia da consulta, você adiaria ou cancelaria a visita ao dentista?
( ) sim ( ) não
4- Você adiou ou faltou uma consulta devido ao medo e/ou ansiedade da criança com relação ao tratamento odontológico?
( ) nunca ( ) uma ou duas vezes ( ) algumas vezes ( ) frequentemente
5- A ansiedade de sua criança relacionada ao tratamento odontológico lhe causa desconforto?
( ) sim ( ) não
6- Como você classifica a visita de sua criança ao dentista? Justifique ( ) Agradável ( ) Desagradável
Nome do responsável: __________________________________Idade:___Sexo: ( ) feminino ( ) masculino
Ocupação:___________________________________Grau de Parentesco:______________________________
ANEXO 3 - TCLE
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO
Prezado(a) senhor(a), o(a) menor, pelo qual o(a) senhor(a) é responsável, está sendo convidado(a) para participar da pesquisa de trabalho de conclusão de curso, sob a responsabilidade das pesquisadoras Bianca Carneiro Vasconcelos e Gabrielle Marie Monte Braga.
Nesta pesquisa nós estamos buscando avaliar a percepção dos pais e/ou responsáveis em relação a prevalência de medo e ou ansiedade em crianças de 5 a 10 anos de idade atendidas na Clínica infantil, do Centro Universitário São Lucas.
O Termo de Consentimento Livre e Esclarecido será obtido pelas pesquisadoras Bianca Carneiro Vasconcelos e Gabrielle Marie Monte Braga como citado acima. Em nenhum momento o (a) menor será identificado (a). A pesquisa consiste em aplicar um questionário composto de 6 perguntas objetivas sobre medo e ansiedade, baseado no artigo de Colares et al.(2004). Os resultados da pesquisa serão publicados e ainda assim a sua identidade será preservada.
O (a) menor não terá nenhum gasto e ganho financeiro por participar na pesquisa. A exclusão foi de acordo com a negação por parte dos mesmos em se submeterem a essa atividade. Como também crianças com idade inferior a 5 anos e superior a 10 anos. O procedimento não trouxe nenhum desconforto, pois se tratava apenas de um questionário. O benefício principal se dará de forma direta para os voluntários da pesquisa, pois terão maiores conhecimentos sobre o medo e ansiedade das crianças atendidas na clínica do Centro Universitário São Lucas.
O (a) menor é livre para deixar de participar da pesquisa a qualquer momento sem nenhum prejuízo ou coação. Uma via original deste Termo de Consentimento Livre e Esclarecido ficará com o(a) senhor(a), responsável legal pelo(a) menor. Qualquer dúvida a respeito da pesquisa, o(a) senhor(a), responsável legal pelo(a) menor, poderá entrar em contato com: Bianca Carneiro Vasconcelos (69) 98140-1789 e Gabrielle Marie Monte Braga (69) 981282040. Instituição: Faculdade São Lucas.
Assinatura do Responsável Assinatura das Pesquisadoras ______________________ ________________________