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MEDICINA FÍSICA E REABILITAÇÃO

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Academic year: 2021

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ABBR -

Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação

Utilidade Pública Estadual e Municipal - Lei 892, em 14-11-57

Utilidade Pública Federal - Dec. Lei 43.890, em 10-06-58

• ESTUDO SOBRE A PREVALÊNCIA DE PORTADORES

DE DEFICIÊNCIA FÍSICO-MOTORA.

• SUGESTÕES PARA ANÁLISE E REVISÃO DA TABELA

DE PROCEDIMENTOS DO SISTEMA ÚNICO DE

SAÚDE – SUS.

• CENTRO DE REABILITAÇÃO FÍSICO-MOTORA.

Procedimentos ambulatoriais, setores de tratamento e

fornecimento de órteses, próteses e meios de

locomoção.

Uma colaboração da ABBR – Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação

abril/2011

Rua Jardim Botânico, 660 - Jardim Botânico - Rio de Janeiro - RJ CEP 22461-000 Tel.: 3528-6355/6356/6357 Fax: 3528-6398 site: www.abbr.org.br email: [email protected]

MEDICINA FÍSICA E

REABILITAÇÃO

Prêmio Nacional Direitos Humanos

(2)

2 RL

ÍNDICE

Apresentação... 03 1. Situação Atual – Dados da Prevalência de Deficientes... 04

1.1 – Organização da Atenção à Saúde da Pessoa Portadora de Deficiência no Brasil

2. Atenção à Pessoa Portadora de Deficiência no Município do Rio de Janeiro... 10 3. Procedimentos na Reabilitação... 11 4. Quem são os indivíduos que procuram um Centro de Reabilitação... 11

4.1 – Diagnósticos

5. Recursos Terapêuticos que os pacientes podem precisar... 21

5.1 – Recursos Terapêuticos em Paralisia Cerebral

5.2 – Quais os Recursos Terapêuticos que os pacientes portadores de Espinha Bífida podem precisar? 5.3 – Recursos Terapêuticos em Lesão Medular

5.4 – Recursos Terapêuticos em Acidente Vascular Encefálico

6. Indicadores de Prognóstico... 23 7. Horizonte de tempo para o tratamento... 24

7.1 – Paralisia Cerebral

7.1.1 – Horizonte de tempo de tratamento na Paralisia Cerebral 7.2 – Outras patologias que necessitam de reabilitação em crianças 7.2.1 – Espinha Bífida

7.2.2 – Lesões Medulares não traumáticas e traumáticas 7.2.3 – Lesões encefálicas adquiridas

7.2.4 – Amputações

8. Serviços de referencia em Medicina Física e Reabilitação... 31 8.1 – Serviço de referência em Medicina Física e Reabilitação

9. Custos – Atendimentos – Remuneração – Tabelas – Defasagens... 32 9.1 – Custos – Tabelas de remuneração

9.1.1 – Atendimentos ambulatoriais

9.1.2 – Fornecimentos de produtos – Órteses, Próteses e Aparelhos de Locomoção 9.2.2 – Produtos Órteses, Próteses e Aparelhos de Locomoção

10. Financiamento Público – Inexistente... 38 11. Conclusão... 38 12. Legislação que trata da Assistência à Pessoa Portadora de Deficiência... 39

a) Constituição da República – Artigos 196, 197, 198 e 203 b) Lei 8742 – 07/12/1983 c) Lei N° 7.853 – 22/10/1989 d) Lei N° 8.080 – 19/09/1990 e) Decreto N° 3.298 – 20/12/1999 f) Decreto Nº 6215 – 26/09/2007 g) Portaria MS N° 1060 – 05/06/2002 h) Portaria MS Nº 818 – 05/06/2001 i) Portaria MS Nº 185 – 05/06/2001 j) Portaria MS Nº 180 – 18/03/2002 k) Portaria MS Nº 2297 – 10/10/2008

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APRESENTAÇÃO

O movimento de Reabilitação começou a existir no momento em que as instituições sociais, a família e a medicina não conseguiam atender às necessidades específicas de saúde. Tais necessidades surgiram em consequência de conceitos superados: de que não existia tratamento para prevenir ou recuperar sequelas e que o atendimentos a saúde significava tão somente tratamento médico.

As mudanças conceituais e práticas surgem a partir do movimento internacional de Reabilitação nos anos de 1940. A Reabilitação esteve sempre ligada ao modelo econômico que promovia o desenvolvimento industrial, a racionalização do trabalho, o avanço científico mas, ao mesmo tempo, aumentava o número de pessoas incapacitadas por deficiências geradas por acidentes de trabalho, trânsito, doenças crônicas ou ocupacionais.

Esta força econômica requisitava dos programas de Reabilitação procedimentos para reabsorção da mão de obra parada ou absorção daqueles com possibilidades de serem integrados à força de trabalho.

A partir de 1940, o movimento de Reabilitação foi se ampliando e conquistou uma série de medidas legislativas específicas, alterações na Previdência Social e nos serviços hospitalares e ambulatoriais. Esta preocupação foi sendo difundida através de Entidades não Governamentais: World Rehabilitation Fund, Sociedade Internacional de Medicina Física e Reabilitação (criação da especialidade médica: Fisiatra), World Confederation Of Physiotherapy, International Society for the Welfare Of Cripples, e hoje chamada Rehabilitation International, Federal Mundial de Veteranos, etc. Dentre as Instituições Governamentais mencionamos OIT, ONU, UNESCO, UNICEF, todas elas acatando e difundindo propostas e recursos para o desenvolvimento dos programas de reabilitação no mundo inteiro. A medida que a Reabilitação e seus conceitos vão sendo divulgados, reconhecidos em sua essência, aumenta a necessidade de Recursos Técnicos e Financeiros, de uma ação Coordenada à Politíca Social e Econômica, de um esforço integrado do Poder Público em seu três níveis (Federal, Estadual e Municipal), da Sociedade Civil, da Associação de Defesa da Pessoa Portadora de Deficiência, entre outras, com objetivo de se enquadrar no conceito atual de Reabilitação, definido pela própria Organização Mundial de Saúde – OMS:

´´Reabilitação é um processo contínuo, coordenado com objetivo de restaurar o indivíduo incapacitado para ter o mais completo possível desempenho físico, mental, social, econômico e vocacional, permitindo a sua integração social``.

Em 1954, a IV Conferência Internacional do Trabalho, preocupada com o assunto, definiu Reabilitação:

´´Conjunto de medidas físicas, mentais, sociais, profissionais e econômicas, com a finalidade específica de fazer com que um indivíduo deficitário, usando toda a sua capacidade restante, esteja apto para, por si só, prover sua própria subsistência.`` (Apud Carvalho, 1960:5).

Este trabalho fornece base de dados para o sistema SUS no tocante ao tratamento de Reabilitação nos Centros de Alta e Média complexidade, identificando que patologias portam indivíduos que frequentam estes Centros, qual a metodologia de avaliação e protocolos de tratamento, bem como prognósticos e tempo de tratamento. Estas informações de caráter técnico não pretende ser definitiva nem apontar a todas as soluções. A equipe de Médicos e Terapeutas da ABBR (Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação – www.abbr.org.br) foi mobilizada, todos os protocolos forma discutidos teoricamente e com a experiência prática de anos de trabalho de cada um, na sua especialidade.

A ABBR – Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação ,foi fundada em 5 de agosto de 1954, como Entidade Privada, sem fins lucrativos, de caráter filantrópico, direcionada ao atendimento e Reabilitação de pacientes portadores de deficiência.

A História da ABBR está vinculada à Medicina de Reabilitação, tendo fundada em 03/04/1956 a primeira Escola de Reabilitação, junto ao próprio Centro que funcionou como pioneira no ensino de profissionais especializados na área de reabilitação.

Finalmente a pretensão é mostrar dados gerais, estatísticas sobre os portadores de deficiência, os recursos terapêuticos dispensados a estes portadores de deficiência, as tabelas de remuneração de serviços do Sistema Único de Saúde – SUS, que necessitam ser revistas com incorporação de pagamentos de procedimentos não contemplados e especialmente a atualização dos valores da atual tabela SUS.

Documento elaborado na ABBR – Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (www.abbr.org.br) com a coordenação de Aquiles Ferraz Nunes – Economista – Superintendente Executivo da ABBR.

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1 – SITUAÇÃO ATUAL – DADOS DA PREVALÊNCIA DE DEFICIENTES

Após a Segunda Guerra Mundial, apareceu no Brasil uma forte epidemia de poliomielite, afetando indistintamente todas as classes sociais. Isso levou ao surgimento dos primeiros centros de reabilitação. A sociedade civil se organizou para formar instituições geridas fora do aparelho estatal, tais como, em 1954, no Rio de Janeiro, são criadas a Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR), Associação Fluminense de Reabilitação (AFR) e a AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente) em São Paulo.

A baixa cobertura assistencial da população portadora de deficiência física no Brasil é fato constatado em diversos documentos nacionais que analisam a situação desses cidadãos em nosso país. O número reduzido é insuficiente de serviços de reabilitação, em particular os de média e alta complexidade assistencial, é uma das principais razões para esta situação.

As pessoas com deficiência têm direito ao atendimento médico, psicológico e funcional, incluindo órteses, próteses, e à reabilitação médica e social. Na atualidade, essas pessoas estão longe de obter esse direito, seja devido ao atendimento deficitário do Sistema Único de Saúde (SUS) ou pela tão legada “falta de verbas”. Elas são obrigadas a recorrer à assistência pública para obter internação e tratamento hospitalar. As instituições públicas existentes voltadas para o atendimento às pessoas com deficiência são em número insuficiente e não são especializadas no tratamento.

Historicamente, a atenção à saúde da população com deficiência dependeu da iniciativa de entidades filantrópicas e particulares, onde a ABBR deu expressivas e pioneiras contribuições. Na atualidade, as responsabilidades do poder público estão definidas por legislação específica. Ela busca assegurar o pleno exercício dos direitos individuais e sociais as pessoas com deficiência.

Hoje, as pessoas com deficiência e suas organizações descrevem, a partir de suas experiências, como as barreiras econômicas e sociais têm obstruído a participação plena das pessoas com deficiência na sociedade. Estas barreiras estão espalhadas a tal ponto que impedem a garantia de uma boa qualidade de vida para todos. A maioria das pessoas com deficiência não pode ter acesso aos logradouros esportivos, de lazer, de recreação e turísticos e até aos empregos disponíveis nesses setores, porque existe, em tais ambientes, seis tipos de barreiras: arquitetônicas, atitudinais, comunicacionais, metodológicas, instrumentais e programáticas.

Para a Organização Mundial da Saúde-OMS (1976), 10% da população de qualquer país, em tempo de Paz, é portadora de algum tipo de deficiência. Nesta estimativa, foram considerados deficientes, pessoas cuja deficiência foi resultante de doenças, traumas, má-nutrição, causas genéticas etc. O grau da deficiência leve e/ou reversível, como desnutrição, foram incluídas nesse cálculo. Se não fosse considerada a desnutrição, cuja magnitude naquela ocasião era alta, a prevalência cairia de 10% para 7,5% (Brasil/Ministério da Saúde, 2003).

1.1 – Organização da Atenção à Saúde da Pessoa Portadora de Deficiência no Brasil

(O texto do item 1.1 foi extraído da publicação: Programa de Reabilitação Comunitária: Experiência de Inclusão Social da Pessoa Portadora de Deficiência – FUNLAR – RJ – 2003.)

´´A assistência à saúde da pessoa portadora de deficiência no Brasil, historicamente, surgiu ligada às instituições filantrópicas, com uma estreita abordagem médica, cujo principal efeito foi a consolidação de um modelo excessivamente medicalizador e institucionalizante. Ao longo dos anos, esta concepção evolui para o atendimento vinculado a um processo de reabilitação, sem assumir, contudo, uma abordagem integradora e preservando, na maioria dos casos, uma postura assistencialista.

Com vimos, o setor da saúde exerce um papel central na prevenção das condições de deficiência, no tratamento de doenças que provocam deficiência, diminuindo seus efeitos, e também no processo de reabilitação propriamente dito. Do ponto de vista do sistema de saúde, a demanda das PPDs pode ser classificada em quatro categorias: serviços preventivos, serviços curativos, reabilitação e dispositivos técnicos específicos (WIMAN, HELANDER, WESTLAND, 2002). Se os serviços de atenção primária, preventivos e curativos, não estão disponíveis, se não inacessíveis, ou inapropriados para as PPD, a demanda tende a migrar para os serviços especiais, notoriamente insuficientes.

Uma inflexão neste padrão está presente na Constituição Federal de 1988, que assegura os direitos das pessoas portadora de deficiências, em seu artigo 23, Capítulo II, determinando que “é competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios cuidar da saúde e assistência públicas, da proteção e garantia das pessoas portadoras de deficiências.” Uma lei complementar (a Lei 7.853/89) dispõe sobre o apoio às pessoas portadoras de deficiências a sua integração social, no que se refere à garantia de atendimento adequado à saúde dos portadores de deficiências. Em conformidade com esta lei, O Sistema Único de Saúde (SUS), considera, desde da década de 1990,

Pessoa portadora de deficiência aquela que apresenta, em caráter permanente, perdas ou anormalidades de sua estrutura ou função psicológica ou anatômica, que geram incapacidade para o desempenho de atividades dentro do padrão considerando

normal para o ser humano.

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O Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde apoiaram a realização de estudos de Prevalência de Deficiências, Incapacidades e Desvantagens, realizados em 11 cidades de diferentes regiões do país, entre os anos de 1992 e 1999. Utilizando a metodologia de entrevistas domiciliares, esses estudos indicaram percentuais que variavam de 2,81%, em Brasília, 7,50% em Niterói, até 9,60%, em Feira de Santana, na Bahia (BRASIL/MINISTÉRIO DA SAÚDE: 2003,16).

Para a OMS (1976), 10% da população de qualquer país, em tempo de paz, é portadora de algum tipo de deficiência. Nesta estimativa, foram consideradas deficientes pessoas cuja deficiência foi resultante de doenças, traumas, má-nutrição, causas genéticas etc. O grau da deficiência não foi considerado e, portanto, muitas pessoas com deficiência leve e/ou reversível, como a desnutrição, foram incluídas nesse cálculo. Se não fosse considerada a desnutrição, cuja magnitude naquela ocasião era alta, a prevalência cairia de 10% para 7,5% (BRASIL/MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2003).

Muitos inquéritos já foram realizados em países desenvolvidos e em desenvolvimento, e a prevalência de deficiência, isto é, a proporção da população que apresenta deficiência no momento da entrevista, variou entre 0,2 e 21,0% da população. Considerando-se essa variabilidade de valores, estima-se que, para o ano 2000, aproximadamente 5.5% da população mundial seja composta de pessoas com deficiências moderada e grave.

Podemos observar que a prevalência de deficiências moderada e grave na china foi 4.8% (1986), enquanto que, no Canadá (1987), foi de 7,4%. Quando comparadas prevalências por grupos de idade (intervalo de 5 anos), os valores foram próximos e com um considerável aumento a partir dos 50 anos de idade. Se a prevalência aumenta com a idade e as populações desenvolvidas são mais envelhecidas, a prevalência total tenderá a ser maior do que em países em desenvolvimento, cuja população é mais jovem. Torna-se, portanto, necessário, para fins de comparação, controlar o efeito da distribuição etária das populações em questão. Na situação apresentada, simulando-se uma distribuição etária da população chinesa igual a do Canadá, e mantendo-se as reais prevalências por faixa etária, na China, a prevalência de deficiência seria próxima de 7,7%.

Os dados da prevalência de deficientes na população brasileira são ainda bastante controversos, variando de acordo com definições restritas ou ampliadas de deficiência, seus tipos e graus e procedimentos metodológicos diversos. As estimativas levantadas nas últimas décadas, no Brasil, variaram enormemente. Foram aproximadamente 2% (PNAD, 1981), 1,14% (IBGE, 1991) e 14,5% (IBGE, 2000). Essas diferenças podem estar relacionadas a procedimentos metodológicos, tais comodados e a própria conceituação de deficiência, seus tipos e graus, adotados para essas pesquisas, além da composição etária, da situação de saúde e de aspectos culturais da população.

Definições de deficiência mais sensíveis têm uma maior probabilidade de classificar pessoas sem deficiência como deficientes (falsos deficientes), tendendo a superestimar a real prevalência na população. Por outro lado, definições mais específicas têm uma maior probabilidade de não reconhecer os deficientes (falsos-não-deficientes), tendendo, portanto, a subestimar a prevalência. Vejamos alguns dados do censo de 2000. O IBGE (2000) estimou em 14,5% o número de deficientes na população brasileira, em 13%, a prevalência de deficientes em cidades com mais de 500 mil habitantes. Em vez de considerar o portador de deficiência como uma pessoa incapaz, o IBGE trabalha com a perspectiva da limitação de atividades, seguindo a discussão da Organização Mundial de Saúde (OMS). Assim, haveria 24,6 milhões de portadores no país com uma das deficiências pesquisadas (tabela I e II). As deficiências foram classificadas em 5 categorias: deficiência mental permanente; deficiência física; deficiência visual, deficiência auditiva, deficiência motora, que possuem também subcategorias.

Tabela I – População Residente, por Deficiência, Segundo Faixa Etária, 2000 – Brasil

Idade Pelo Menos 1 Deficiência %*

Total Brasil 24 600 256 14,5 0 a 4 anos 370 530 0,2 5 a 9 anos 707 763 0,4 10 a 14 anos 1 083 039 0,6 15 a 19 anos 1 165 779 0,7 15 a 17 anos 689 272 0,4 18 e 19 anos 476 507 0,3 20 a 24 anos 1 206 253 0,7 25 a 29 anos 1 233 153 0,7 30 a 39 anos 2 949 613 1,7 40 a 49 anos 4 493 153 2,6 50 a 59 anos 4 173 763 2,5 60 a 69 anos 3 470 831 2,0 70 a 79 anos 2 489 464 1,5 80 anos ou + 1 256 917 0,7

Fonte: Censo Demográfico 2000 - IBGE www.ibge.gov.br *Percentual relativo ao total populacional

(6)

6

Tabela II – População Residente, por tipo de Deficiência, 2000 – Grandes Regiões

Região Deficiência

Visual Motora Auditiva Mental Física

Norte 1 583 364 569 306 423 546 189 928 102 347 % 9,6 7,2 7,4 6,7 7,2 Nordeste 5 664 163 2 564 123 1 890 188 839 818 392 433 % 34,2 32,5 32,9 29,5 27,6 Sudeste 5 945 982 3 110 739 2 137 232 1 228 971 603 696 % 35,9 39,5 37,2 43,1 42,4 Sul 2 258 343 1 187 945 940 576 403 504 226 115 % 13,6 15,1 16,4 14,2 15,9 Centro Oeste 1 122 084 447 488 359 268 186 463 97 632 % 6,8 5,7 6,2 6,5 6,9 Total 16 573 936 7 879 601 5 750 810 2 848 684 1 422 223 % 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0

Fonte: Censo Demográfico 2000 – IBGE www.ibge.gov.br

Tabela III – População Residente, por Deficiência, Segundo Grandes Regiões, UF e Município - 2000

Grande Região, UF e Município População Pelo Menos 1 Deficiência %

Brasil 169 799 170 24 600 256 14,5 Sudeste 72 430 194 9 459 596 13,1 Minas Gerais 17 905 134 2 667 709 14,9 Espírito Santo 3 097 498 456 493 14,7 Rio de Janeiro 14 392 106 2 131 762 14,8 São Paulo 37 035 456 4 203 632 11,4 Município do RJ 5 857 904 828 430 14,1

Fonte: Censo Demográfico 2000 – IBGE

Tabela IV – População Residente, por Deficiência e Sexo, Segundo Grande Região e Município - 2000

Pelo Menos 1 Deficiência

Grande Região e Município População Homens Mulheres Brasil 14,5% 13,6% 15,2% Município do RJ 14,0% 12,5% 15,6%

Fonte: Censo Demográfico 2000 – IBGE

Gráfico 1 – Tipo de Deficiência – 2000 – Brasil

12 9,7 10 - 9,7 08 - 4,6 06 - 04 - 3,3 1,6 02 - 0,8 0

(7)

7

Gráfico 2 – Deficiências por Grupo de Idade – 2000 – Brasil

100%- 90%- 80%- 70%- 60%- 50%- 40%- 30%- 20%- 10%- 0%-

0 a 14 15 a 29 30 a 49 50 a 69 mais 70

Fonte: Censo Demográfico 2000 – IBGE

Gráfico 3 – Deficiências por Sexo – 2000 – Brasil

100%- 90%- 80%- 70%- 60%- 50%- 40%- 30%- 20% 10%- 0%

visual motora auditiva mental física

Fonte: Censo 2000 – IBGE

Visual Motora Mental Física

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8

Gráfico 4 – Tipo de Deficiência – 2000 – Rio de Janeiro e Município do Rio de Janeiro

RJ

Município RJ

Gráfico 5 – Deficiências por Grupo de Idade – 2000 – Município do Rio de Janeiro

100%- 90%- 80%- 70%- 60%- 50%- 40%- 30%- 20%- 10%-

0 a 14 15 a 29 30 a 49 50 a 69 mais 70

Fonte: Censo Demográfico 2000 – IBGE

Visual Motora Auditiva Mental Física

9,6 5,0 3,1 1,9 0,8

8,9 5,3 3,2 1,7 0,8

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9 Gráfico 6 – Deficiências por Sexo – 2000 – Município do Rio de Janeiro

100% 90%- 80%- 70%- 60%- 50%- 40%- 30%- 20% 10%- 0%

visual motora auditiva mental física

Fonte: Censo Demográfico 2000 – IBGE

Apesar de a generalização dos dados para o Brasil como um todo ser desaconselhável, os estudos trazem indicativos gerais importantes, a saber:

 a prevalência de deficiência motora na população masculina e urbana, predominantemente jovem, sugere que tais deficiências são decorrência de causa externas (violências e acidentes);

 um aumento significativo da deficiência mental a partir dos 5 anos, o que mostra o papel da escola na identificação deste tipo de deficiência, mas também aponta para a necessidade de um diagnóstico mais precoce;  o aumento significativo da expectativa de vida da população brasileira nas últimas décadas tem feito com que as

causas da deficiência estejam cada vez mais relacionadas às patologias crônico-degenerativas, como a hipertensão arterial, o diabetes, o infarto, os acidentes vasculares-encefálicos, a doença de Alzheimer, o câncer, a osteoporose, entre outras (BRASIL/MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2003).

Verifica-se ainda que as principais causas das deficiências são os transtornos congênitos e perinatais, decorrentes da falta de assistência ou assistência inadequada às mulheres na fase reprodutiva; doenças transmissíveis e crônicas não-transmissíveis; perturbações psiquiátricas; abuso de álcool e de drogas; desnutrição; traumas e lesões, principalmente nos centros urbanos mais desenvolvidos, onde são crescentes os índices de violência e de acidentes de trânsito.

Em 1991, o Ministério da Saúde cria o Programa de Atenção à Saúde da Pessoa Portadora de Deficiência, instituído através da Portaria nº 827/1991, que tem como objetivo promover a redução de deficiência no país e garantir a atenção integral a esta população na rede de serviços do SUS. Em decorrência desse Programa, o Ministério da Saúde editou um conjunto de portarias as quais estabelecem normas e incluem procedimentos de reabilitação em nível ambulatorial e hospitalar no Sistema, e que foram reunidas, em 2003, no Manual da legislação em saúde da pessoa portadora de deficiência. Este documento dispõe sobre a legislação voltada à pessoa portadora de deficiência, bem como sobre as concepções nas quais se inspira esta legislação (BRASIL/MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2003).

No entanto, ainda hoje podemos dizer que o atendimento à pessoa portadora de deficiência, por parte do Poder Público, é precário. A situação da assistência à pessoa portadora de deficiência no Brasil ainda é frágil, desarticulada e descontínua. A maioria dos programas e das ações é bastante centralizada e atende a um reduzido número de pessoas, além de não contemplar experiências comunitárias e descentralizadas. Os resultados dos raros programas existentes a cargo de estados e prefeituras raramente são avaliados.

A oferta de serviços de reabilitação e de saúde para as PPDs até hoje, mesmo no caso do Rio de Janeiro, é bastante limitada. Carece ainda de uma perspectiva mais abrangente e integrada com outros serviços e setores sociais, contribuindo para uma estratégia de intervenção mais efetiva.

Assim, apesar das medidas levadas a efeito, ainda persistem fatores que dificultam o alcance de melhores resultados na atenção à saúde da pessoa portadora de deficiência e o efetivo aproveitamento dos recursos financeiros, técnicos, materiais e humanos. Dentre tais fatores, destacam-se: a desinformação da sociedade em geral, a precária distribuição dos recursos financeiros e a visão limitada do serviço sobre como e em que poderiam contribuir para a independência e a qualidade de vida dos portadores.``

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2 – ATENÇÃO À PESSOA PORTADORA DE DEFICIÊNCIA NO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO

´´ O texto do item 2 foi extraído da publicação: Programa de Reabilitação comunitária: Experiência de Inclusão Social da Pessoa Portadora de Deficiência – FUNLAR – RJ – 2003.``

´´O município do Rio de Janeiro não constitui exceção ao padrão tradicional de atenção à saúde da pessoa portadora de deficiência, marcado pela quase inexistência de oferta de serviços públicos de reabilitação. Historicamente, a assistência existente na área esteve a cargo das entidades filantrópicas, sendo, no Rio, a ABBR, a mais importante, assim como a AACD, em São Paulo.

Além da extensa rede filantrópica, o município contava ainda com serviços de reabilitação ligados a alguns PAMs e ao Instituto de Medicina Física e Reabilitação Oscar Clark. Estes serviços não se integravam em uma rede, e cada unidade atendia de forma fragmentada à demanda espontânea, conforme suas diretrizes internas, sem avaliação ou fiscalização das ações realizadas.

Mesmo ao longo dos anos 1990, com a implantação do Sistema Único de Saúde, não houve mudanças substanciais no tocante à organização dos serviços voltados à pessoa portadora de deficiência. Destaca-se, neste período, a constituição da Coordenadoria de Reabilitação da SMS, vinculada à superintendência de Saúde Coletiva, encarregada de traçar diretrizes e coordenar as ações na área de saúde e reabilitação.

Como no restante do país, foi somente nos últimos anos que começou a ser estruturada uma rede hierarquizada e coordenada de atendimento em reabilitação no município. A publicação da portaria MS/GM 818 de 05 de junho de 2001 – que estabelece as diretrizes de um programa de reabilitação, bem como a construção das redes de serviços que irão viabilizar a implementação das ações previstas – impulsiona a construção de um sistema interado de serviços de saúde voltado para a reabilitação, no município. O modelo proposto preconiza a constituição de uma rede composta por três níveis hierárquicos de assistência em reabilitação – primário, secundário e terciário – sendo, que cada município deve ter uma unidade de referência em reabilitação.

No Rio de Janeiro, por seu porte populacional e pela oferta de serviços previamente existente, a rede é constituída pelos Três níveis de assistência, dando conta tanto da assistência ambulatorial quanto da hospitalar. A rede e atendimento em reabilitação é composta por unidades próprias – O Instituto Oscar Clark e alguns PAMs - , que prestam atendimento de média complexidade em reabilitação. Além dessas unidades, há toda uma rede conveniada seja com a Secretaria Municipal de Saúde, seja com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento social, e que recebe repasses financeiros para prestar atendimento em reabilitação. Tais unidades conveniadas são, em geral, prestadoras de serviços de baixa complexidade.

O Município trabalha com a diretriz da desconcentração de atendimento, no qual, sempre que possível, o usuário é direcionado para uma unidade – própria ou conveniada – próxima ao seu local de moradia. Tal determinação visa evitar longos deslocamentos dos usuários, que, em geral, têm dificuldades para fazê-lo, em função da sua própria condição de saúde. Estes deslocamentos se constituem em uma barreira à própria continuidade e/ou conclusão do tratamento.

Um outro aspecto considerado na organização dos serviços é a detecção precoce e a rápida inclusão da pessoa portadora de deficiência nas ações de reabilitação, de forma a produzir impacto na condição de saúde daquela pessoa. Tal prerrogativa exige o estabelecimento de protocolos de atenção em todos os serviços de reabilitação, tarefa ainda por se realizar.

Duas outras questões envolvendo a organização da atenção à saúda da pessoa portadora de deficiência merecem destaque. A primeira diz respeito ao fato de que toda a legislação da saúde aborda a construção de uma rede de assistência em reabilitação e não uma rede de assistência ao portador de deficiência. Mais do que uma questão meramente semântica, o que está em jogo é que a reabilitação, do ponto de vista da política de saúde, não se restringe ao portador de deficiência, mas engloba também a atenção aos portadores das chamadas lesões transitórias, para quem a rede de saúde deve estar preparada e acessível.

A outra questão, consoante com a anterior, é a definição do grupo-alvo das ações de reabilitação, à medida que haja o entendimento de que as ações de reabilitação têm começo, meio e fim, ou seja, seu impacto na condição de saúde e na modificação do quadro da deficiência depende do prognóstico, e, portanto, não podem ser consideradas uma ação ad infinitum.

O papel do setor saúde parece inquestionável quer quando se trata da implementação de medidas preventivas para minimizar a ocorrências das deficiências, quer na promoção de ações educativas e atitudes positivas em relação ao deficiente. O setor saúde é fundamental ainda para desenvolver estratégias de controle das doenças relacionadas às incapacidades ou para diminuir seus efeitos.

Porém, como vimos, em termos de reabilitação no âmbito internacional, a novidade é dada a partir de uma visão abrangente e multidimensional, envolvendo na implementação diversas instâncias políticas, níveis e setores da administração pública, bem como um processo amplo de co-responsabilização dos portadores, das famílias e comunidades. Enfim, ações de reabilitação compreendem treinamento e empowerment do deficiente, intervenções sociais amplas, adaptações no meio ambiente e proteção aos direitos do portador.

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Nesse sentido, está presente também uma preocupação com o desenho de programas de reabilitação voltados para uma população praticamente excluída dos serviços de saúde e dos direitos de cidadania. Assim, as experiências internacionais chamam a atenção para os componentes abrangentes da reabilitação, que incluem o aspecto social e o funcional, propondo melhorar as condições de acesso dos portadores tanto a serviços e benefícios sociais básicos, quanto a serviços terapêuticos especializados. Em locais onde serviços de reabilitação não estejam disponíveis, essas iniciativas sugerem que os profissionais envolvidos recebam treinamento em terapia básica de reabilitação e de prevenção das causas da deficiência, não só para ajudar tecnicamente as PPDs em suas necessidades, mas também objetivando transferir conhecimentos e conteúdos que estimulem a auto-estima do portador e geração de atitudes positivas dentro da família e das comunidades.

No Brasil, o avanço conceitual na definição de deficiência e na proposta de reabilitação parece também inquestionável. O que deve ser considerado, porém, é o tradicional descompasso, tão presente nas nossas políticas sociais, entre, por um lado, concepções inovadoras e, por outro, práticas tradicionais e ineficientes. Pesquisas avaliativas em torno de programas sociais têm mostrado a distância profunda que freqüentemente ocorre entre o desenho da proposta e as inúmeras dificuldades na sua implantação em situações de extrema pobreza e carência social, comprometendo sua implementação, operacionalização e êxito.``

3 – PROCEDIMENTOS NA REABILITAÇÃO

Os serviços de reabilitação tem um alto custo devido às características de sua clientela, à necessidade de uma equipe multidisciplinar de reabilitação, ao longo tempo de permanência do indivíduo no tratamento, além de esbarrar na falta de normatização dos procedimentos terapêuticos e na dificuldade de estabelecer prognósticos e metas de reabilitação.

Estes itens somados repercutem muito negativamente no cenário terapêutico do país, “ilhando” os Centros de Reabilitação em algumas capitais e deixando o restante da população de deficientes com tratamento precário, ou não sendo tratados de fato.

Nosso país ainda carrega a cultura de ver os deficientes como uma parcela dos “excluídos”. Os grupos privados de seguro saúde ainda não incluem a maioria do tratamento de reabilitação, a sociedade não inclui de forma natural os deficientes no local de trabalho e de lazer. A formação dos profissionais da área tem que passar pelo funil da especialização.

Os Centros de Reabilitação, entidades beneficentes e filantrópicas, são benéficos para os pacientes portadores de deficiência física e os hospitais públicos ou privados não conseguem cumprir integralmente o processo de reabilitação.

4 – QUEM SÃO OS INDIVÍDUOS QUE PROCURAM UM CENTRO DE REABILITAÇÃO

As pessoas que precisam de um Centro de Reabilitação tem patologias muito variadas, que em comum tem apenas a limitação em alguma capacidade física ou mental do paciente. A maioria das patologias estão listadas no CID-10. Segue abaixo a lista dos diagnósticos que de alguma forma podem precisar de algum tratamento de reabilitação. É importante atentar para o fato que os diagnósticos estão sempre vinculados à deficiência física, no caso dos transtornos mentais, que serão listados logo abaixo, eles deverão vir acompanhados de deficiência ou limitação física para justificar o atendimento no Centro de Reabilitação de Deficientes Físicos, nem que seja somente para avaliação e orientação.

4.1 – Diagnósticos ( Cid-10 ) – Que podem ser atendidos em Centros de Reabilitação de Alta Complexidade em

Deficiência Física.

CAPÍTULO V

 TRANSTORNOS MENTAIS E COMPORTAMENTAIS (F00-F99)

Transtornos mentais orgânicos, inclusive os sintomáticos (F00-F09):

F00* Demência na doença de Alzheimer F01 – Demência vascular

F02* Demência em outras doenças classificadas em outra parte F03 – Demência não especificada

F04 – Síndrome amnésica orgânica não induzida por álcool ou por outras substâncias psicoativas F05 –

F06 – Outros transtornos mentais devidos a lesão e disfunção cerebral e a doença física

F07 – Transtornos da personalidade e do comportamento devidos a doença, a lesão e disfunção cerebral F09 –

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Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de substancia psicoativas (F10 - F19)

Nenhum deles é tratado em centro de reabilitação física, caso o individuo porte alguma deficiência, a deficiência física especifica pode ser tratada, porém os transtornos mentais relacionados deverão ser tratados em outras unidades de referência para estes tipos de patologias.

Esquizofrenia, transtornos esquizotípicos e transtornos delirantes ( F20-F29)

Nenhum deles é tratado em centro de reabilitação física, caso o individuo porte alguma deficiência, a deficiência física especifica pode ser tratada, porém os transtornos mentais relacionados deverão ser tratados em outras unidades de referência para estes tipos de patologias.

Transtornos do humor (afetivos) ( F30-F39)

F30 – F31 –

F32 – Episódios depressivos

F33 – Transtornos depressivos recorrente

F34 – Transtornos do humor (afetivos) persistentes F38 – Outros transtornos do humor

F39 – Transtorno do humor ( afetivo) não especificado

Transtornos neuróticos, transtornos relacionados com “stress” e transtornos somatoformes (F40-F48)

Nenhum deles é tratado em centro de reabilitação física, caso o individuo porte alguma deficiência, a deficiência física especifica pode ser tratada, porém os transtornos mentais relacionados deverão ser tratados em outras unidades de referência para estes tipos de patologias.

Síndromes comportamentais associadas a disfunções fisiológicas e a fatores físicos (F50-F59)

Nenhum deles é tratado em centro de reabilitação física, caso o individuo porte alguma deficiência, a deficiência física especifica pode ser tratada, porém os transtornos mentais relacionados deverão ser tratados em outras unidades de referência para estes tipos de patologias.

Transtornos da personalidade e do comportamento do adulto (F60-F69)

Nenhum deles é tratado em centro de reabilitação física, caso o individuo porte alguma deficiência, a deficiência física especifica pode ser tratada, porém os transtornos mentais relacionados deverão ser tratados em outras unidades de referência para estes tipos de patologias.

Retardo mental (F70-F79)

F70 – Retardo mental leve F71 – Retardo mental moderado F72 – Retardo mental profundo F78 – Outro retardo mental

F79 – Retardo mental não especificado

Transtornos do desenvolvimento psicológico (F80-F89)

F80 – Transtornos específicos do desenvolvimento da fala e da linguagem F81 – Transtornos específicos do desenvolvimento das habilidades escolares F82 – Transtorno específico do desenvolvimento motor

F83 – Transtornos específicos mistos do desenvolvimento F84 – Transtornos globais do desenvolvimento

F88 – Outros transtornos globais do desenvolvimento psicológico F89 – Transtorno do desenvolvimento psicológico não especificado

Transtornos do comportamento e transtornos emocionais que aparecem habitualmente durante a infância ou a adolescência (F90-F98)

Nenhum deles é tratado em centro de reabilitação física, caso o individuo porte alguma deficiência, a deficiência física especifica pode ser tratada, porém os transtornos mentais relacionados deverão ser tratados em outras unidades de referência para estes tipos de patologias.

Transtorno mental não especificado (F99)

Nenhum deles é tratado em centro de reabilitação física, caso o individuo porte alguma deficiência, a deficiência física especifica pode ser tratada, porém os transtornos mentais relacionados deverão ser tratados em outras unidades de referência para estes tipos de patologias.

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CAPÍTULO VI

 DOENÇAS DO SISTEMA NERVOSO (G00-G99)

Doenças inflamatórias do sistema nervoso central (G00-G09)

G00 – Meningite bacteriana não classificada em outra parte

G01* Meningite em doenças bacterianas não classificadas em outra parte

G02* Meningite em outras doenças infecciosas e parasitárias não classificadas em outra parte G03 – Meningite devida a outras causas e causas não especificadas

G04 – Encefalite, mielite e encefalomielite

G05* Encefalite, mielite e encefalomielite em doenças classificadas em outra parte G06 – Abcessos e granulomas intracranianos e intra-raquidianos

G07* Abcessos e granulomas intracranianos e intraespinais em doenças classificadas em outra parte G08 – Flebite e tromboflebite intracranianas e intra-raquidianas

G09 – Seqüelas de doenças inflamatórias do sistema nervoso central

Atrofias sistêmicas que afetam principalmente o sistema nervoso central (G10-G13)

G10 – Doença de Huntington G11 – Ataxia hereditária

G12 – Atrofia muscular espinal e síndromes correlatas

G13* Atrofias sistêmicas que afetam principalmente o sistema nervoso central em doenças classificadas em outra parte.

Doenças extrapiramidais e transtornos dos movimentos (G20-G26)

G20 – Doença de Parkinson G21 – Parkinsonismo secundário

G22* Parkinsonismo em doenças classificadas em outra parte G23 – Outras doenças degenerativas dos gânglios da base G24 – Distonia

G25 – Outras doenças extrapiramidais e transtornos dos movimentos

G26* Doenças extrapiramidais e transtornos dos movimentos em doenças classificadas em outra parte

Outras doenças degenerativas do sistema nervoso (G30-G32)

G30 – Doença de Alzheimer

G31 – Outras doenças degenerativas do sistema nervoso não classificadas em outra parte G32* Outros transtornos degenerativos do sist. nervoso em doenças classificadas em outra parte

Doenças desmielinizantes do sistema nervoso central (G35-G37)

G35 – Esclerose múltipla

G36 – Outras desmielinizações disseminadas agudas

G37 – Outras doenças desmielinizantes do sistema nervoso central

Transtornos episódicos e paroxísticos (G40-G47)

G40 – Epilepsia

G41 – Estado de mal epiléptico G43 – Enxaqueca

G44 – Outras síndromes de algias cefálicas

G45 – Acidentes vasculares cerebrais isquêmicos transitórios e síndromes correlatas G46* Síndromes vasculares cerebrais que ocorrem em doenças Cerebrovasculares G47 – Distúrbios do sono

Transtornos dos nervos, das raízes e dos plexos nervosos (G50-G59)

G50 – Transtornos do nervo trigêmeo G51 – Transtornos do nervo facial G52 – Transtornos dos nervos cranianos

G53* Transtornos dos nervos cranianos em doenças classificadas em outra parte G54 – Transtornos das raízes e dos plexos nervosos

G55* Compressões das raízes e dos plexos nervosos em doenças classificadas em outra parte G56 – Mononeuropatias dos membros superiores

G57 – Mononeuropatias dos membros inferiores G58 – Outras mononeuropatias

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Polineuropatias e outros transtornos do sistema nervoso periférico (G60-G64)

G60 – Neuropatia hereditária e idiopática G61 – Polineuropatia inflamatória

G62 – Outras polineuropatias

G63* Polineuropatia em doenças classificadas em outra parte G64 – Outros transtornos do sistema nervoso periférico

Doenças da junção mioneural e dos músculos (G70-G73)

G70 – Miastenia gravis e outros transtornos neuromusculares G71 – Transtornos primários dos músculos

G72 – Outras miopatias

G73* Transtornos da junção mioneural e dos músculos em doenças classificadas em outra parte

Paralisia Cerebral e outras síndromes paralíticas (G80-G83)

G80 – Paralisia cerebral infantil G81 – Hemiplegia

G82 – Paraplegia e tetraplegia G83 – Outras síndromes paralíticas

Outros transtornos do sistema nervoso (G90-G99)

G90 – Transtornos do sistema nervoso autônomo G91 – Hidrocefalia

G92 – Encefalopatia tóxica

G93 – Outros transtornos do encéfalo

G94* Outros transtornos do encéfalo em doenças classificadas em outra parte G95 – Outras doenças da medula espinal

G96 – Outros transtornos do sistema nervoso central

G97 – Transtornos pós-procedimento do sistema nervoso não classificados em outra parte G98 – Outros transtornos do sistema nervoso não classificados em outra parte

G99* Outros transtornos do sistema nervoso em doenças classificadas em outra parte

CAPITULO VII

 DOENÇAS DO OLHO E ANEXOS (H00-H59)

Transtornos visuais e cegueira (H53-H54)

H53 – Distúrbios visuais

H54 – Cegueira e visão sub-normal

CAPITULO VIII

Doenças do ouvido e da apófise mastóide (H60-H95) Doenças do ouvido interno (H80-H83)

H81 – Transtornos da função vestibular

CAPÍTULO IX

Doenças do aparelho circulatório (I00-I99) Outras formas de doença do coração (I30-I52)

I51 – Complicações de cardiopatias e doenças cardíacas mal definidas

Doenças cerebrovasculares (I60-I69)

I69 – Seqüelas de doenças cerebrovasculares

Doenças das veias, dos vasos linfáticos e dos gânglios linfáticos, não classificados em outra parte (I80-I89)

I89 – Outros transtornos não infecciosos dos vasos linfáticos

CAPITULO X

 DOENÇAS DO APARELHO RESPIRATÓRIO (J00-J99)

Doenças crônicas das vias aéreas inferiores (J40-J47)

J40 – Bronquite não especificada como aguda ou crônica J43 – Enfisema

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Outras doenças do aparelho respiratório (J95-J99)

J95 – Afecções respiratórias pós-procedimento, não classificados em outra parte J96 –

J98 – Outros transtornos respiratórios

J99 – Transtornos respiratórios em doenças classificadas em outra parte

CAPÍTULO XIII

 DOENÇAS DO SISTEMA OSTEOMUSCULAR E DO TECIDO CONJUNTIVO (M00-M99)  ARTROPATIAS (M00-M25)

Artropatias infecciosas (M00-M03)

M00 – Artrite piogênica

M01* Infecções diretas da articulação em doenças infecciosas e parasitarias classificadas em outra parte M02 – Artropatias reacionais

M03* Artropatias pós-infecciosas e reacionais em doenças infecciosas classificadas em outra parte

Poliartropatias inflamatórias (M05-M14)

M05 – Artrite reumatóide soro-positiva M06 – Outras artrites reumatóides

M07* Artropatias psoriáticas e enteropáticas M08 – Artrite juvenil

M09* artrite juvenil em doenças classificadas em outra parte M10 – Gota

M11 – Outras artropatias por deposição de cristais M12 – Outras artropatias especificadas

M13 – Outras artrites

M14* artropatias em outras doenças classificadas em outra parte

Artroses (M15-M19)

M15 – Poliartrose

M16 – Coxartrose (artrose do quadril) M17 – Gonartrose (artrose do joelho)

M18 – Artrose da primeira articulação carpometacarpiana M19 – Outras artroses

Outros transtornos articulares (M20-M25)

M20 – Deformidades adquiridas dos dedos das mãos e dos pés M21 – Outras deformidades adquiridas dos membros

M22 – Transtornos da rótula

M23 – Transtornos internos dos joelhos

M24 – Outros transtornos articulares específicos

M25 –Outros transtornos articulares não classificados em outra parte

Doença sistêmica do tecido conjuntivo (M30-M36)

M30 – Poliarterite nodosa e afecções correlatas M31 – Outras vasculopatias necrotizantes

M32 – Lúpus eritematosos disseminado (sitêmico) M33 – Dermatopolimiosite

M34 – Esclerose sistêmica

M35 – Outras afecções sistêmicas do tecido conjuntivo

M36* Doenças sistêmicas do tecido conjuntivo em doenças classificadas em outra parte  DORSOPATIAS (M40-M54)

Dorsopatias deformantes (M40-M43)

M40 – Cifose e lordose M41 – Escoliose

M42 – Osteocondrose da coluna vertebral M43 – Outras dorsopatias deformantes

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Espondilopatias (M45-M49)

M45 – Espondilite ancilosante

M46 – Outras espondilopatias inflamatórias M47 – Espondilose

M48 – Outras espondilopatias

M49* Espondilopatias em doenças classificadas em outra parte

Outras dorsopatias (M50-M54)

M50 – Transtornos dos discos cervicais

M51 – Outros transtornos dos discos intervertebrais M53 – Outras dorsopatias não classificadas em outra parte M54 – Dorsalgia

 TRANSTORNOS DOS TECIDOS MOLES (M60-M79)

Transtornos musculares (M60-M63)

M60 – Miosite

M61 – Calcificação e ossificação do músculo M62 – Outros transtornos musculares

M63* Transtornos de músculos em doenças classificadas em outra parte

Transtornos de sinóvias e dos tendões (M65-M68)

M65 – Sinovite e tenosinovite

M66 – Ruptura espontânea de sinóvia e de tendão M67 – Outros transtornos das sinóvias e dos tendões

M68* Transtornos das sinóvias e dos tendões em doenças classificadas em outra parte

Outros transtornos dos tecidos moles (M70-M79)

M70 – Transtornos dos tecidos moles relacionados com o uso, uso excessivo e pressão M71 – Outras bursopatias

M72 – Transtornos fibroblásticos

M73* Transtornos dos tecidos moles em doenças classificadas em outra parte M75 – Lesões do ombro

M76 – Entesopatias dos membros inferiores, excluindo pé M77 – Outras entesopatias

M79 – Outros transtornos dos tecidos moles  OSTEOPATIAS E CONDROPATIAS (M80-M94)

Condropatias (M91-M94)

M91 – Osteocondrose juvenil do quadril e da pelve M92 – Outras osteocondroses juvenis

M93 – Outras osteocondropatias

M94 – Outros transtornos das cartilagens

OUTROS TRANSTORNOS DO SISTEMA OSTEOMUSCULAR E DO TECIDO CONJUNTIVO (M95-M99)

M95 – Outras deformidades adquiridas do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo M96 – Transtornos osteomusculares pós-procedimento, não classificados em outra parte M99 – Lesões biomecânicas, não classificadas em outra parte

CAPÍTULO XIV

 DOENÇAS DO APARELHO GENITURINÁRIO (N00-N99)

Outras doenças do aparelho urinário (N30-N39)

N30 – Cistite

N31 – Disfunções neuromusculares da bexiga não classificadas em outra parte N32 – Outros transtornos da bexiga

N33* Transtornos da bexiga em doenças classificadas em outra parte N34 – Uretrite e síndrome uretral

N35 – Estenose da uretra

N36 – Outros transtornos da uretra

N37* Transtornos da uretra em doenças classificadas em outra parte N39 – Outros transtornos do trato urinário

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CAPÍTULO XVII

Malformações congênitas do sistema nervoso (Q00-Q07)

Q00 – Anencefalia e malformações similares Q01 – Encefalocele

Q02 – Microcefalia

Q03 – Hidrocefalia congênita

Q04 – Outras malformações congênitas do cérebro Q05 – Espinha bífida

Q06 – Outras malformações congênitas da medula espinhal Q07 – Outras malformações congênitas do sistema nervoso

Fenda labial e fenda palatina (Q35-Q37)

Q35 – Fenda palatina Q36 – Fenda labial

Q37 – Fenda labial com fenda palatina

Malformações e deformidades congênitas do sistema osteomuscular (Q65-Q79)

Q65 – Malformações congênitas do quadril Q66 – Deformidades congênitas do pé

Q67 – Deformidades osteomusculares congênitas da cabeça, da face, da coluna e do tórax Q68 – Outras deformidades osteomusculares congênitas

Q69 – Polidactilia Q70 – Sindactilia

Q71 – Defeitos, por redução, do membro superior Q72 – Defeitos, por redução, do membro inferior

Q73 – Defeitos, por redução, do membro não especificado Q74 – Outras malformações congênitas dos membros

Q75 – Outras malformações congênitas dos ossos do crânio e da face Q76 – Malformações congênitas da coluna vertebral e dos ossos do tórax

Q77 – Osteocondrodisplasia com anomalias de crescimento dos ossos longos e da coluna vertebral Q78 – Outras osteocondrodisplasias

Q79 – Malformações congênitas do sistema osteomuscular, não classificadas em outra parte

Outras malformações congênitas (Q80-Q89)

Q80 – Ictiose congênita

Q85 – Facomatoses não classificadas em outra parte

Q86 – Síndromes com malformações congênitas devidas a causas exógenas conhecidas, não classificadas em outra parte

Q87 – Outras síndromes com malformações congênitas que acometem múltiplos sistemas Q89 – Outras malformações congênitas, não classificadas em outra parte

Anomalias cromossômicas não classificadas em outra parte (Q90-Q99)

Q90 – Síndrome de Down

Q91 – Síndrome de Edwards e síndrome de Patau

Q92 – Outras trissomias e trissomias parciais dos autossomos, não classificadas em parte Q93 – Monossomias e deleções dos autossomos, não classificados em outra parte Q95 – Rearranjos equilibrados e marcadores estruturais, não classificados em outra parte Q99 – Outras anomalias dos cromossomos, não classificados em outra parte

CAPÍTULO XVIII

 SINTOMAS, SINAIS E ACHADOS ANORMAIS DE EXAMES CLÍNICOS E DE LABORATÓRIO NÃO

CLASSIFICADOS EM OUTRA PARTE (R00-R99)

Sintomas e sinais relativos à pele e ao tecido subcutâneo (R20-R23)

R20 – Distúrbios da sensibilidade cutânea

R21 – Eritema e outras erupções cutâneas não especificadas R22 –

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Sintomas e sinais relativos aos sistemas nervoso e osteomuscular (R25-R29)

R25 – Movimentos involuntários anormais R26 – Anormalidades da marcha e da mobilidade R27 – Outros distúrbios da coordenação

R29 – Outros sintomas e sinais relativos aos sistemas nervoso e osteomuscular

Sintomas e sinais relativos ao aparelho urinário (R30-R39)

R30 – Dor associada a micção R31 – Hematúria não especificada

R32 – Incontinência urinária não especificada R33 – Retenção urinária

Sintomas e sinais relativos à cognição, à percepção, ao estado emocional e ao comportamento(R40-R46)

R41 – Outros sintomas e sinais relativos à função cognitiva e à consciência R42 – Tontura e instabilidade

R44 – Outros sintomas e sinais relativos às sensações e às percepções gerais R45 – Sintomas e sinais relativos ao estado emocional

Sintomas e sinais relativos à fala e à voz (R47-R49)

R48 – Dislexia e outras disfunções simbólicas, não classificadas em outra parte R49 – Distúrbios da voz

Sintomas e sinais gerais (R50-R69)

R52 – Dor não classificada em outra parte

R56 – Convulsões, não classificadas em outra parte R60 – Edema não classificado em outra parte R62 – Retardo do desenvolvimento fisiológico normal

R63 – Sintomas e sinais relativos à ingestão de alimentos e líquidos

CAPÍTULO XIX

 LESÕES, ENVENENAMENTO E ALGUMAS OUTRAS CONSEQÜÊNCIAS DE CAUSAS EXTERNAS (S, T)

Traumatismos da cabeça (S00-S09)

S03 – Luxação, entorse e distensão das articulações e dos S04 – Traumatismo dos nervos cranianos

S06 – Traumatismo intracraniano

S09 – Outros traumatismos da cabeça e os não especificados

Traumatismos do pescoço (S10-S19)

S12 – Fratura do pescoço

S13 – Luxação, entorse e distensão das articulações e dos ligamentos do pescoço S14 – Traumatismo de nervos e da medula espinhal a nível cervical

S16 – Traumatismo dos tendões e músculos do pescoço S19 – Outros traumatismos do pescoço e os não identificados

Traumatismo do tórax (S20-S29)

S22 – Fratura de costela, esterno e coluna torácica

S23 – Luxação, entorse e distensão e articulações e dos ligamentos do tórax S24 – Traumatismo dos nervos e da medula espinhal ao nível do tórax S29 – Outros traumatismos do tórax e os não especificados

Traumatismos do abdome, do dorso, da coluna lombar e da pelve (S30-S39)

S32 – Fratura da coluna lombar e da pelve

S33 – Luxação, entorse e distensão das articulações e dos ligamentos da coluna lombar e da pelve S34 – Traumatismo dos nervos e da medula lombar ao nível do abdome, do dorso e da pelve S38 – Lesão por esmagamento e amputação traumática de parte do abdome, do dorso e da pelve S39 – Outros traumatismos e os não especificados do abdome, do dorso e da pelve

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Traumatismo do ombro e do braço (S40-S49)

S42 – Fratura do ombro e do braço

S43 – Luxação, entorse e distensão das articulações e dos ligamentos da cintura escapular S44 – Traumatismo de nervos ao nível do ombro e do braço

S46 – Traumatismo de tendão e músculo ao nível do ombro e do braço S47 – Lesão por esmagamento do ombro e do braço

S48 – Amputação traumática do ombro e do braço

S49 – Outros traumatismos e os não especificados do ombro e do braço

Traumatismos do cotovelo e do antebraço (S50-S59)

S52 – Fratura do cotovelo e do antebraço

S53 – Luxação, entorse e distensão das articulações e dos ligamentos do cotovelo S54 – Traumatismo de nervos a nível do antebraço

S56 – Traumatismo do músculo e tendão ao nível do antebraço S57 – Lesão por esmagamento do antebraço

S58 – Amputação traumática do cotovelo e do antebraço

S59 – Outros traumatismos do antebraço e os não especificados

Traumatismos do punho e da mão (S60-S69)

S62 – Fratura ao nível do punho e da mão

S63 – Luxação, entorse e distensão das articulações e dos ligamentos ao nível do punho e da mão S64 – Traumatismo de nervos ao nível do punho e da mão

S66 – Traumatismo de músculo e tendão ao nível do punho e da mão S67 – Lesão por esmagamento do punho e da mão

S68 – Amputação traumática ao nível do punho e da mão

S69 – Outros traumatismos e os não especificados do punho e da mão

Traumatismos do quadril e da coxa (S70-S79)

S72 – Fratura do fêmur

S73 – Luxação, entorse e distensão da articulação e dos ligamentos do quadril S74 – Traumatismo dos nervos ao nível do quadril e da coxa

S76 – Traumatismo de músculo e de tendão ao nível do quadril e da coxa S77 – Lesão por esmagamento do quadril e da coxa

S78 – Amputação traumática do quadril e da coxa

S79 – Outros traumatismos e os não especificados do quadril e da coxa

Traumatismos do joelho e da perna (S80-S89)

S82 – Fratura da perna, incluindo tornozelo

S83 – Luxação, entorse e distensão das articulações e dos ligamentos do joelho S84 – Traumatismo de nervos periféricos da perna

S86 – Traumatismo de músculo e de tendão ao nível da perna S87 – Traumatismo por esmagamento da perna

S88 – Amputação traumática da perna

S89 – Outros traumatismos e os não especificados da perna

Traumatismos do tornozelo e do pé (S90-S99)

S92 – Fratura do tornozelo e do pé

S93 – Luxação, entorse e distensão das articulações e dos ligamentos ao nível do tornozelo e do pé S94 – Traumatismo dos nervos ao nível do tornozelo e do pé

S96 – Traumatismo do músculo e tendão ao nível do tornozelo e do pé S97 – Lesão por esmagamento do tornozelo e do pé

S98 – Amputação traumática do tornozelo e do pé

S99 – Outros traumatismos e os não especificados do tornozelo e do pé

Traumatismos envolvendo múltiplas regiões do corpo (T00-T07)

T02 – Fraturas envolvendo múltiplas regiões do corpo

T03 – Luxações, entorses e distensões envolvendo múltiplas regiões do corpo T04 – Traumatismo por esmagamento envolvendo múltiplas regiões do corpo T05 – Amputações traumáticas envolvendo múltiplas regiões do corpo

T06 – Outros traumatismos envolvendo múltiplas regiões do corpo, não especificados em outra parte T07 – Traumatismos múltiplos não especificados

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Traumatismos de localização não especificada do tronco/membro ou outra região do corpo (T08-T14)

T08 – Fratura da coluna, nível não especificado

T09 – Outros traumatismos da coluna e tronco, nível não especificado T10 – Fratura do membro superior, nível não especificado

T11 – Outros traumatismos do membro superior, nível não especificado T12 – Fratura membro inferior, nível não especificado

T13 – Outros traumatismos do membro inferior, nível não especificado T14 – Traumatismo de região não especificada do corpo

Queimaduras e corrosões (T20-T32)

T22 – Queimadura e corrosão do ombro e membro superior, exceto punho e mão T23 – Queimadura e corrosão do punho e da mão

T24 – Queimadura e corrosão do quadril e membro inferior, exceto tornozelo e pé T25 – Queimadura e corrosão do tornozelo e do pé

Geladuras (T33-T35)

T34 – Geladura com necrose de tecidos

T35 – Geladura de múltiplas partes do corpo e das não especificadas

Complicações de cuidados médicos e cirúrgicos não classificados em outra parte (T80-T88)

T80 – Complicações conseqüentes à infusão, transfusão ou injeção terapêutica T81 – Complicações de procedimentos não classificadas em outra parte

T88 – Outras complicações de cuidados médicos e cirúrgicos, não classificadas em outra parte

Seqüelas de traumatismos, intoxicações e outras conseqüências das causas externas (T90-T98)

T90 – Seqüelas de traumatismos da cabeça

T91 – Seqüelas de traumatismos da cabeça e do tronco T92 – Seqüelas de traumatismos do membro superior T93 – Seqüelas de traumatismos do membro inferior

T94 – Seqüelas de traumatismos envolvendo múltiplas regiões do corpo e as não especificadas T95 – Seqüelas de queimaduras, corrosões e geladuras.

T96 – Seqüelas de intoxicação por drogas, medicamentos e substâncias biológicas

T97 – Seqüelas de efeitos tóxicos de substâncias de origem predominantemente não medicinal T98 – Seqüelas de outros efeitos de causas externas e dos não especificados

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5 – RECURSOS TERAPÊUTICOS QUE OS PACIENTES PODEM PRECISAR 5.1 – Recursos Terapêuticos em Paralisia Cerebral

As crianças portadoras de Paralisia Cerebral necessitam com freqüência de:

- Estimulação pedagógica; - Musicoterapia;

- Estimulação visual;

- Avaliação oftalmológica, óculos, cirurgia oftalmológica para correção do estrabismo;

- Acompanhamento neurológico devido a alta freqüência de crises convulsivas, medição anticonvulsivante; - Órteses de membros superiores de repouso e funcionais, além de adaptações para escrita e alimentação; - Adaptações em cadeira de rodas especiais;

- Acompanhamento dos distúrbios de deglutição.

Diagnóstico Terapias Ortopédicos Aparelhos Cadeiras de rodas Andadores / Muletas Cirurgias periféricos Bloqueios

Prognóstico para independência total PC grau 1 Ft/ TO/Fono/ Psico/ pedago Goteiras

suropodálicas Não Não

Ocasional-mente Sim (Toxina botulínica) Bom PC grau 2 Ft/ TO/Fono/ Psico/ pedago Goteiras suropodálicas Não Muletas ou andadores no início da marcha

Freqüente Sim, com

repetições Bom, com alguma limitação PC grau 3 Ft/ TO/Fono/ Psico/ pedago Goteiras suropodálicas/ tutor longo Carrinho para

locomoção Muletas Freqüente

Sim, com repetições Regular PC grau 4 Ft/ TO/Fono/ Psico/ pedago. Tratamento + intensivo Goteiras suropodálicas. Tutor longo, parapodium Cadeira adaptada, carrinho para locomoção Andadores e muletas Sim Ocasional-mente Ruim PC grau 5 Tratamento tipo “escolinha” ou orientações Goteiras suropodálicas, parapodium Cadeira adaptada, carrinho para locomoção Não Somente para dor Somente para evitar dor Ruim

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5.2 – Quais os Recursos Terapêuticos que os pacientes portadores de Espinha Bífida podem precisar?

Nível de

lesão Terapias Ortopédicos Aparelhos Cadeiras de rodas Andador/ muletas Ortopédicas Cirurgias

Cirurgias de derivação (neurocirurgia) Prognóstico para independência total Nível torácico ou cervical com hidrocefalia Ft/ TO/ fono/ psico/ pedago Leito em polipropileno, goteiras suropodálicas

SIM Não Não SIM

Ruim, dependente em marcha com cadeira de rodas Nível torácico ou cervical sem hidrocefalia Ft/ TO Leito em polipropileno, goteiras suropodálicas

SIM Não Não SIM

Ruim, dependente em marcha com cadeira de rodas Nível lombar alto ( L1, L2 ) com hidrocefalia Ft/ TO/ fono/ psico/ pedago Leito em polipropileno, goteiras suropodálicas, órtese tutor longo com recíprocador, parapodium SIM Sim, se em uso de tutor longo com recíprocador.

Ocasionalmente SIM Limitado a marcha

domiciliar Nível lombar alto ( L1, L2 ) sem hidrocefalia FT/ TO Leito em polipropileno, goteiras suropodálicas, órtese tutor longo com recíprocador, parapodium. SIM Sim, se em uso de tutor longo com recíprocador

Ocasionalmente Não Limitado a marcha

domiciliar Nível lombar baixo ( L3, L4, L5 ) com ou sem hidrocefalia Ft/ TO/ fono/ psico/ pedago Leito em polipropileno, goteiras suropodálicas, tutor longo no início da marcha

Não SIM Ocasionalmente Ocasionalmente

Marcha comunitária em 30% dos casos Nível sacral com ou sem hidrocefalia Ft/ TO/ fono/ psico/ pedago Goteiras

suropodálicas Não Não Ocasionalmente Ocasionalmente comunitária Marcha

5.3 – Recursos Terapêuticos em Lesão Medular

Nível de

lesão Terapias Ortopédicos Aparelhos Cadeiras de rodas Andador/ muletas Cirurgias Periféricos Bloqueios Prognóstico

C4 Ft/TO/psico/SS Calhas de repouso Motorizada Não Ocasional Sim Dependência Total

C5 Ft/TO/psico/SS Calhas de repouso e adaptações Motorizada/ Manual com

pinos Não Ocasional Sim

Dependência Parcial C6 Ft/TO/psico/SS Calhas de repouso, adaptações e prancha transferência Manual com

pinos Não Ocasional Sim Dependência Parcial

C7-8 Ft/TO/psico/SS Calhas de repouso Manual Não Ocasional Sim Independência Total

Torácica Ft/TO/psico/SS Calhas de repouso Manual Andador/ Muletas Ocasional Sim Independência total e marcha domiciliar

Lombar Ft/TO/psico/SS Calhas de repouso Manual Andador/ Muletas Ocasional Sim

Independência total marcha domiciliar ou comunitária

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5.4 – Recursos Terapêuticos em Acidente Vascular Encefálico

Nível de

lesão Terapias Ortopédicos Aparelhos Cadeiras de rodas Andador / muletas Cirurgias Periféricos Bloqueios Prognóstico

Global Ft/TO/Psico/

FONO/SS Calhas de repouso Motorizada Não Ocasional Sim Dependência Total

Global Ft/TO/Psico/ FONO/SS Calhas de repouso e adaptações Motorizada/ Manual para hemiplégico Sim em terapias ou

domiciliar Ocasional Sim Dependêcia Parcial

Hemi com prognóstico

de marcha Ft/TO/Psico/ FONO/SS

Calhas de repouso, adaptações e prancha transferência Manual para

hemiplégico Sim Ocasional Sim Dependência Parcial

Hemi com prognóstico

p/indep. Serviço Social Ft/TO/Psico/ Calhas de repouso Não Não Ocasional Sim Independência Total

6 – INDICADORES DE PROGNÓSTICO

Há várias formas de estabelecermos prognósticos de reabilitação no que se refere à independência nas Atividades da Vida Diária (AVD) que o indivíduo portador de deficiência pode alcançar, bem como marcha.

Existem vários índices que são internacionalmente aceitos e que norteiam a avaliação e o prognóstico de cada caso, de modo geral eles se baseiam nos seguintes aspectos:

INDICADORES DE PROGNÓSTICO DE REABILITAÇÃO

Aspecto analisado Como gradua Prognóstico

Motor Em níveis de comprometimento e/ou nível de lesão Independência sentado e marcha

Sensitivo Em nível de lesão ou formas de comprometimento De Intercorrências clínicas e prognóstico de evolução do quadro motor

Cognitivo Em nível de comprometimento De aquisição do potencial motor feito por prognóstico específico

Emocional Em nível de comprometimento De aquisição do potencial motor feito por prognóstico específico

Social Em questionário De aquisição do potencial motor feito por prognóstico específico

Motivação pessoal Em questionário De aquisição do potencial motor feito por prognóstico específico

Idade Em questionário A depender da patologia

Tempo de lesão Em questionário De aquisição do potencial motor feito por prognóstico específico.

Fatores associados (cegueira, surdez, demência, crises

convulsivas sem controle, etc.) Em questionário

Fator que interfere em qualquer prognóstico, fazendo com que se mude totalmente o

tratamento de reabilitação.

A melhor forma de indicar o prognóstico de cada caso está anotado em relação a cada patologia, insistimos que todas as formas de prognosticar têm que ser mundialmente reconhecidas.

Referências

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