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(2) JAMES MAXWELL FERNANDES ARAUJO. A COMUNICAÇÃO INTERPESSOAL NA SAÚDE O direito à informação na interação entre o médico e o paciente. Tese apresentada em cumprimento parcial às exigências do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da Universidade Metodista de São Paulo, para a obtenção do grau de Doutor. Orientadora: Prof. Dra. Elizabeth Moraes Gonçalves. Universidade Metodista de São Paulo Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social São Bernardo do Campo - SP, 2010.
(3) FOLHA DE APROVAÇÃO. A tese de doutorado sob o título A comunicação interpessoal na saúde: o direito à informação na interação entre o médico e o paciente, elaborada por James Maxwell Fernandes Araujo, foi defendida e aprovada no dia 8 de abril de 2010, perante banca examinadora composta por: Profª Dra. Elizabeth Moraes Gonçalves (Presidente/UMESP), Profª Dra. Maria das Graças Conde Caldas (Titular/UMESP), Prof. Dr. Wilson da Costa Bueno (Titular/UMESP), Profª Dra. Devani Salomão de Moura Reis (Titular/UNIFESP) e Prof. Dr. Arquimedes Pessoni (Titular/USCS).. ______________________________________ Professora Dra. Elizabeth Moraes Gonçalves Orientadora e Presidente da Banca Examinadora. ______________________________________ Professor Dr. Sebastião Carlos de Moraes Squirra Coordenador do Programa de Pós-Graduação. Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social Área de concentração: Processos Comunicacionais Linha de Pesquisa: Comunicação Especializada.
(4) DEDICATÓRIA. Aos pacientes do Hospital Universitário da UFMA, cuja condição diariamente testemunhada no período de realização deste trabalho, proporcionou ao pesquisador um dos seus momentos de maior transcendência e crescimento pessoal, atingidos a partir das reflexões suscitadas sobre os sentidos da vida e da morte..
(5) AGRADECIMENTOS. Em primeiro lugar, minha gratidão ao professor Isaac Epstein, cuja obra acadêmica conheço há mais de 20 anos e a quem conheci pessoalmente há quatro, por ocasião do início do doutorado, pelo auxílio nos momentos de dificuldade na definição do tema e pelas dicas que me auxiliaram no processo de elaboração da tese, e ainda pela convivência amistosa que tivemos. À professora Elizabeth Gonçalves, que deu vários passos em direção à decisão que resultou em sua posição de orientadora, já no final do processo, em substituição ao professor Isaac, que precisou deixar a instituição em 2009. O principal deles foi sua participação no meu exame de qualificação, onde forneceu importantes sugestões para a pesquisa. Agradeço também à professora Artenira da Silva, da UFMA, que durante breve conversa em seu consultório, me esclareceu importantes aspectos da relação médicopaciente, os quais muito me auxiliaram na delimitação do objeto da pesquisa. Minha gratidão especial às funcionárias da Secretaria da Pós-Graduação Márcia Pitton, que deixou a instituição, e, atualmente, Neide e Kátia, pelo tratamento extremamente gentil, atencioso, prestativo, responsável e competente, que dispensaram a mim neste período. Enfim, agradeço à minha família: Flor, Vitória e Gabriel, que constituem meu leme e meu porto, e aos meus pais Odorico e Glória, por desempenharem, ainda ativamente, os papéis de pai e de mãe..
(6) LISTA FIGURAS E TABELAS. Figura 1 Contextos de comunicação hierarquizados. 71. Tabela 1 Universo de pacientes por especialidade Tabela 2 Universo de médicos por especialidade. 30 30. Tabela 3 Amostragem de pacientes por especialidade Tabela 4 Amostragem de médicos por especialidade. 31 32. Tabela 5 Requisito para o paciente ser bem atendido (pacientes) Tabela 6 Expectativa em relação ao médico. 77. 78. Tabela 7 Informações e explicações sobre o problema de saúde do paciente Tabela 8 Clareza das informações e explicações. 78. Tabela 9 Espaço para opinar durante o contato com o médico Tabela 10 Percepção da figura do médico. 78. 79. 79. Tabela 11 Metaperspectiva do paciente em relação ao médico. 80. Tabela 12 Tempo destinado à visita do médico ao paciente na enfermaria. 80. Tabela 13 Acesso a todas as informações sobre diagnóstico, prognóstico e tratamento Tabela 14 Ato de fazer perguntas aos médicos. 81. Tabela 15 Outras fontes de informação, além do médico. 81. 80.
(7) Tabela 16 Avaliação da relação entre médico e paciente na enfermaria. 82. Tabela 17 Conhecimento do problema de saúde que originou a internação. 82. Tabela 18 Informação e comunicação como fatores de influência sobre a recuperação do paciente (paciente) Tabela 19 Requisito para o paciente ser bem atendido (médicos) Tabela 20 Expectativa em relação ao paciente Tabela 21 Nível de informação do paciente. 83. 84 84. Tabela 22 Medidas para que o paciente compreenda a linguagem do médico Tabela 23 Espaço para o paciente opinar. 83. 85. 85. Tabela 24 O paciente na percepção do médico. 86. Tabela 25 Metaperspectiva do médico em relação ao paciente Tabela 26 O tempo para visitar cada paciente na enfermaria Tabela 27 Acesso dos pacientes a todas as informações. 86 86. 87. Tabela 28 Características do paciente e sua influência na interação. 87. Tabela 29 Informação e comunicação como fatores de influência sobre a recuperação do paciente (médico). 88.
(8) SUMÁRIO. INTRODUÇÃO. 12. CAPÍTULO I A METODOLOGIA . 15. Instrumentos de coleta 16 Elaboração do roteiro para entrevistas 19 Elaboração das categorias de análise das respostas obtidas Universo 28 Amostragem de pacientes e médicos 28 Procedimentos 32. CAPÍTULO II UM PANORAMA DA COMUNICAÇÃO E SEU PAPEL NA PROMOÇÃO DA SAÚDE. 34. CAPÍTULO III A COMUNICAÇÃO NA SAÚDE SOB O ENFOQUE DA ANÁLISE DO DISCURSO CAPÍTULO IV O DIREITO À INFORMAÇÃO E O EXERCÍCIO DA CIDADANIA NA SAÚDE. 24. 48. 55. CAPÍTULO V A PERCEPÇÃO E A INTERAÇÃO SOCIAL NO CONTEXTO DA COMUNICAÇÃO INTERPESSOAL. 66. CAPÍTULO VI ANÁLISE DOS DADOS E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 76 Dados do encontro na enfermaria: perspectiva do paciente 77 Visita aos leitos: perspectiva do médico 83 Atributos de um bom atendimento 88 Expectativas mútuas 91 Avaliação do nível de informação fornecida 93 Clareza das informações prestadas 96 Oportunidade de opinar 98 Perspectivas e metaperspectivas de médicos e pacientes 100 O tempo da visita na enfermaria 106 O paciente deve saber tudo? 108.
(9) . Perguntas aos médicos e busca de outras fontes de informação 111 Pacientes avaliam a relação médico-paciente na enfermaria 113 Conhecimento do problema 114 Como as características dos pacientes influenciam na relação 116 A informação e a comunicação na recuperação do paciente 117 Encontro de dois mundos: conclusões da observação direta 121. CONSIDERAÇÕES FINAIS 135. REFERÊNCIAS ANEXOS. 124. 142. Anexo I – Roteiro para entrevista com pacientes 142 Anexo II – Roteiro para entrevista com médicos 143 Anexo III – Estrutura e características do Hospital Universitário da UFMA Anexo IV – Termo de Consentimento Livre e Esclarecido 146 Anexo V – Parecer Consubstanciado 147 Anexo VI – Folha de rosto para pesquisa envolvendo seres humanos 148 APÊNDICES. 149. Apêndice I – Dados coletados por meio do método observacional Apêndice II – Transcrição das entrevistas 154. 149. 144.
(10) RESUMO. A pesquisa resulta do esforço de investigação sobre o exercício do direito à informação na comunicação interpessoal entre médicos e pacientes na enfermaria do Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão. Com o objetivo de associar o princípio da percepção interpessoal ao processo da comunicação e do uso da informação sobre saúde, demonstrou-se que o exercício da cidadania dos pacientes internados é profundamente influenciado pelas características da interação entre os sujeitos. Empregouse, para tanto, o método compatível com a pesquisa do tipo exploratória, com abordagem de natureza qualitativa, que determinou a adoção da entrevista semi-estruturada e da observação direta, como instrumentos de coleta. Entrevistou-se 70 pacientes internados e 30 médicos atuantes em 13 especialidades no referido hospital, dos quais foram registradas as percepções expressadas por meio de depoimentos, que fornecem relevantes subsídios para a compreensão da configuração da relação entre o médico e o paciente, e de como ela influencia a realização de um dos mais elementares direitos socialmente instituídos: o direito à informação.. Palavras-chave: comunicação médico-paciente; direito à informação; cidadania; percepção interpessoal..
(11) ABSTRACT. This research results from the work of investigation about the exercise of right to information in the interpersonal comunication between doctors and patients in the ward of the Universitary Hospital of Federal University of Maranhão. To the objective of link the theory of interpersonal perception with the comunication process and the use of the information about health, it show that the exercise of the citizenship of the patients is influenced from the characteristics of the relationship of them. For this, it used the method appropriate to the exploratory research, that broach the qualitative method. This choice determined the adoption of the semi-structured interviews and the direct observation, as instruments of data colection. The interviews comprised 70 patients and 30 doctors from 13 especialities. They registered the perceptions expressed by the testimonies, that gives important informations for the understanding of the building the comunication between the doctor and the patient, and how it determine the realization of one between the more fundamental rights, socialy instituted: the right to information.. Key words: comunication doctor-patient; right to information; citizenship; interpersonal perception..
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