ANNO XVII N
º
. 3
-
Num. avulso
.. • REVIST P. MENSAL 11$200
t
-
Junho de
1933
e Director:.:\.SSIGN1\TURAS
:
1\.Lr"'REDO
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\LVIi\I
I' a r a o
e
r a s i lJ
11m anno. . . • 12$000t 6 n1e1.es... . . 6 000
• Redacção : IlU A SETr~ Dl~ ETE~IBR(). 174 U n i à o JJ os t a l . . . • . . . . • • . . . 15::,000
•
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---SUMMARIO
)::- t\.1,p1Jrativn. f.:colil! Leopoldina Sar:1iv:i e
feli-Anisio Teixeir:1 . ... . ,., I?,·<'lassifien1;üo citJS a]uu1no~ uu: es- cidade M. Castro. . . . ... Justa l1u1n~na~ u1
~ colas 1nunicipaes . E. .... . . . Respo~ta n. 111nu p.rofe. --ora
Venanc,o filho.... . ... GlnparedP.
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P }., 1 ~ 1 . d Okena .M. Ser1>a... . .. . .. . O 1 ° anno •-.: <,lar
Ccliua adi lha . . . .\ !..:CO a . uva ,. ~ cu lJ\'O a per.
sunal idaclP. Arthu r Joviano .. ,... c,,mposi•:ílt>
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t1·1t
cções
:
secção A
ott B
,
grupo V, X
ou V
- serão
levados
em
conta o aproveitamento, a
ve-locidade desse aproveitamento
,
a
applica-ção
e
a idade chronologica.
9
.
O
ap1·ov
e
ita111
e
1zt
o
será verificado
por
dous exar;,es,
-
tanto quanto
possível
uniformes para todo o Districto
F
ederal
,
nos ultirr,os dias da
segunda
quinzena de
1.
O
ensino de cada serie
ou
anno
Julho
,
o primeiro
,
e nos ultimos dias da
da escola primaria
será
dividido
en1
dous primeira quizena de
Dezembro,
o
segundo.
fJeriodos ou
semestres: o
primeiro de Mar·
1
0
. A
ve
locidad
e
elo
ap1·oveita11z
e
1zt
o
,
ne-ço
a
J
ulho
e
o
segundo
de
Agos
to
a
De- ce
ss
aria para
se
apurar a capacidade de
zembro.
.
apr~ndizagem,
será
julgada pelo
profes-2. As classes
de
cada serie serão
or-
sor côm as
notas V, X e V, corres
·
pon
-ganizadas
em dous níveis de aproveita- dentes ao
s
tres
grupos
referidos
,
de
aç:·
mente
-
A e
B
-
(
atrazado
e
adeantado) cordo com
as suas
observações e com
o
havendo
promoção do
nível
A
para o ni-
ten1po decorrido
para o alumno obter
vel B da mesma
serie,
bem como do nível aquelle aproveitamento.
B para
o nível
Ade uma serie ou para o
11.
A
applicaçi'io
será
julgada pela
nível
A da
ser
ie
segutnte.
professora,
de
accordo
com a
sua
obser-3
.
Essas classes serão,
por
sua vez.
vação e os
seus
registro
s,
com
a
nota de
dividida
s
em
tres
gr11pos
dfslinctos,
VX
V 1
a
4,
levando
émconta os
lzab
i
t
os de
es
·
significando
differentes veJocidade
s
de pro-
tztrlo
s,
o
ajrzstan
·
ze1zto ávida
e
scola,·
e a
·
att
i-gramma,
i
st
o
é,
o
grupo
V
será
obrigado
tztcle
,qe
,·
at
e
especial
J
Ja
1·a
co
11t
o
t,·aballt
o
a
satisfazer, em
cada
período
,
o program-
1
em
classe, elo
al1t11z1zo.
ma
mínimo
,
o
grupo
X
.
º program~a nor-
1
,
12.
t:,
idade cl1ron~lo~icá do alumno
mal
e o grupo V
o pro
g
ramma mars des-
1sera
considerada como
1nd1ce
,
do
seu
des-envolvido
e enriquecido.
!
envolvimento social
(
idade
so
cial
),
r,em
-1,
A
clas
s
ificação dos alumnos para corr
1
0 de
seu
ajt1
s
tamento chronologico á
s
os
differentcs grupos
V. X
e
Y,
i
s
to
é,
series,
consideranáo·se 11orn1aes as idade
s
ret
arda
do
.
n
o
rmal e avançado
,
se fará
I
de
6
1]2
a
'
8
an'.1os para a
1"serie,
8
a
9
pela
verificação da
capacidade
de apren-
!
para a
2a
.
se
rie,
Ya 10 p~ra a
3
a.
10 a
der
dos
me
s
mos alumnos.
11
para a
4
a.
ede
11
a 12 para a
5
a·
5.
Err1quanto nao houver possibili-
1
3
.
Verificadas
ejttlgada
s
as condi
-dade de applicar testes devidament.e vali
-
l
ções
de aproveitamento. velocidade d
e
do
s
para a verificação da capacidade
de
i
aproveitamento, apJJlicação
e idade chro
-aprendisagem,
essa
se
rá verificada pelo
I
nologica, o
s
al11n1nos
serão
classificados,
professor da classe
,
de
accordo
com o
Iaproveitando
-s
e
para
i,;so. as ficha
s
.
de
aproveitamento do
alumno,
111ais
e
menos pron1oção
(
azu
es)
.
C
ada
alumno
terá
as
rapido,
e
os set
ts habites
e
att!tudes,
para
,
suas
condiç
ões
regi
s
tradas na ficha,
com a
o
trabalho
escolar.
!indicação da
serie
(
!
a a
5
a).
aproveita-s
l:Iaverá
duas
epocas
para prorno- mente
(Aou
B
)
, velocidade de
apro.vei-ção e
classificação
dos
a
lumnos, a pri- tamento
(
V,
X
o
u
Y
)
, applicação
(
1,
2,
3
meira
em
Julho
e a
seg
unda
,
e111 Dezen1bro.
ou
4
)
e
idade chronologica.
7.
A
classificação
dos alumnos no-
14.
As
classes serão
organizadas com
vos da
primeira serie
do
anno será feita
os
grupos
d
o
mesm
o
aJJ
l
'olieita
111
e1zto,
se-nos
períodos
da m
é.t
tricula.
·
para
.
das depois
pela
ve
lo
c
iclade de
a/J
J
'Ol'ei-8.
Para classificação na
ser:e
ou anno
ta111
e
11
to
e
ainda
,
quando possivel, pela
' • • • . • • •
n
o
ta
<!e
appllcaçcto
,
con
,.
iderada sempre a
proxirr1id<1de da
·i
L
lade chro11ologi
c
a.
Te
re1
11os
,
a
ss
i
,
n,
11t1ma exer11plificação
• •
m111t1c1osa:
l "s
e
1
·le
o
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art1io
• •C
la
s,e
1a
V
l -aproveitamento
m1n1-• • •r110
ou abaixo da media
--a
veloc
id
ade
pequ
c>
na
V-ap1Jlicação
-
idade
chrono-l
og
ica t
ão
appr
o
ximada
qua11to
jJO
ss
ivel.
C
las
se
l
,1
V
') -
a
1
J
roveitame11to
n1ini-1110
ou abaixo
da r11edia
--velocidade
pequer1a
V
--ap1J
l
i
c
ação
2 -idade cl1
.
ro-n
(
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g
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a tao approximada
qt1a11
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O f)O
SS
ivel.
e a
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11da
Cla
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e
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3e
C
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~se
J A V 4.Cl
asse
1A
X
1 -arJr
o
v
e
itan,ent
o
medio
velocidade 111edia X
applicação
lidad
e
chro11ologica
taóap-(Jr
·
oximada
qt1anto
pos-sível.
Cla
sse
l A
X
:2
-
aproveitamento
medio
velocidade
media
X;.ipf)
licação
~idad
e
chro11ologica
tão
ap-f
J
roximada q
L
1anto p0ssivel
e ai11da,
1A
X
3 e
1 AX
4.caso
l1aj
a
po
ss
ibilidade
para
à
su
b-divisão
Clas
s
e
1 A V 1-aproveitamento
superior
velocidade SLljJerior
V
•
applicaç
.
ão
1
idade cl1ronol
c1g
i
ca
tão
ap-pro
x
imada
quanto
p
os
sível
Cl
ass
e
l AV
2 -aproveita111ento st1perior
•
•
vel
o
cidâde
st1perior
V
apj)licação
:2idade
cl1rocologica
tão
ap-[Jf1
)
xi111ada
qua11to possivel
e
ai
11
d
a. 1 A
V
3e
1
AV
4
.
O me
s
n10 se
faria
com
o aproveita
m
e
nto B da la.
se
rie; bem con10 corn os
apr
o
veitam
en
tos A e B e a
s
velocidades
V, X,
V das de111ai~.
series.
47
f"
1ª serie lAV,
.
lAX,lAV,lBV,lBXelBV
:!ªserie-2AV,2AX,2AV,
2BV, 2BXe2BV
3ª
serié
-
-3A
V
, 3AX,
3AV,
3BV, 3BX
e 3BV
4ª
serie-4
A
V, 4~X,
4AV,
4BV,
4:BX
e
5
BY
5"
serie-
5
A V,
f>A
X,
5
AV,
f>B
V
, 5
BX e
5BV
'
1
6
.
Nas escolas n1uito
.numerosas
.cada um dos
grupos
poderia ser
sub-divi-dido e111 qu2iro
,
tres ou dous, de accordo
com a applicação dos alu111nos, conforme
foi e:isemp!ificado no n. 14
.
17.
Nas escolas pequenas, existirão
sen1pre
as divisões
A
e
1:$que representan1
periodos de e11sin<
)
e aqt1ellas das de,;
ig
.
rraçôe
s
V. X
e
V a qt1e corresponde o typo
predo111inante dos a!umnos da classe.
18.
Co11vern nao esqt1ecer
o
pri11cipio
geral
áe que a classlfic;içãó dos alumnos
visa a
formação
de t1111 agrupamento tão
homogeneo quanto pos
s
ível, não
somente
no
sentido
de
ap1·ov
e
ita11.ze1zto
e da
l
·e
loci·
daàe
desse
ap1·oveita1t1e1ztu,
como
ainda no
sentido social
ehun1ano e dahi a
flexibi-lidade que se permitte para a constituição
da turma
.
'
19.
Os casos especia es serão exa
mi-nados pelo director da
·
escola á
·
J11z do
maiur be111 e
s
tar
e
progresso geral
do
alurnno
e
resolvido
sob
asua
responsa-bitidade tech11ica.
2
0
.
Os alurnnos repete11tes que
ha-vian1
sido
clas
s
ificados aparte, para
me-lhor reconlieci111ento da sua capacidade de
aJJrendizagem,
serão reclassiticados nas
mesmas condições dos demais, levendo-se
em
conta para yerificação da velosidade
do aproveitamento os dados do ultimo
se-mestre. be111 como toda a l1istoria da st1a
vida escolar.
Di
s
tricto
Federal,
i2 de
Julho
d
.
e 19
33
-
(
a)
Attisio
Spi
1t
o
la
Peixei,·a.
Claparede
Um dos a
s
pectos mais expressivos
da n
oss
a
epoca
é
e
s
ta possibilidade em qtte
vivemos de conhecer de perto. gra1
1
oes
fi-guras,
yue
outrora só
longas viagens
per-mittiam.
Ao
·
Brasil vieram, para citar
1
6
.
f
\s
classes
teri
a
n1,
•
s1g11aç
ões
segtrintes
:
assim, ãs
1·de- apenas algumas. em pouco tempo, Ki-
• •pli11g,
Einstein
,
Tagore, por exemplo.
• ' 1 • ' ' •
• • • • .. • • • ~
..
.. . •48
• . .. ·-·---· ---
·------Entre ellas destacot1-se. pela sua alta
projecção no movimento educacio
,
1
1
al
con-terr1poraneo
,
Clapar
e
de
·,
o gra11de mestre
sttisso. Aqui veio a convite da
Associa-ção Brasileira d
é
Educação e depois de
alguns dias de estadia no Rio foi a Bello
Horisonte
,'
onde presenciou urna revo
l
u-ção sul-americana e regressou ao seu paiz,
Realizou duas palestras, u,na sobre
<>sen
-timento
.
de inferiorid;ide da creança e
aoutra sobre o Ins
1
i
tuto Jean
J
acques Rous
-seau. Deixou a in1pressa:o que marca to
-dos os seu
s
trabalhos: uma clareza
trans-parente e suave.
Efoi
amesrna impres
s
a:o
da sua per
s
onalidade.
Choco ti talvez.
ános
s
a exhuberanci
2
, a tnedida c:om que
apreciava homens e cousas. Habituado ás
pesquisas
a
s rr1ais subtis no terreno
psy-chologico
;
as palavras não precisam de
emphase para exprimi!.' o
se
tt pensan1ento.
Os
adjectivos ou adv
e
rbias
,
que usa nos
s
eus juiz9s
,
correspondent
e
s á
s
qtta!ifica-.
ções qtre
q
tter dar. Mas,
s
em1Jre com a
clarivide11cia de i
o
d
o
s
os s
eLts livros e
ar-tigos
,
de
s
de a Psychelogia
_
da creança
,
li-vro fundam
e
i1tal aos prefacias
-
estudo
s
o
bre Dewey oti Freud, até
o
ttltimo vo
l
u-me sobre
E
ducação funccion
a
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