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Ementa. Objetivos. Metodologia, Dinâmica e Avaliação

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Academic year: 2021

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Ementa

A evolução humana como processo biocultural: o inato e o adquirido. A especificidade da Antropologia: a

diversidade e o relativismo cultural como campo teórico; o trabalho de campo como metodologia.

Variedade temática da Antropologia.

Objetivos

Familiarizar @ estudante com o campo de estudo da Antropologia Social, examinando:

(a) como esta se distingue enquanto uma disciplina dentro da Antropologia como um todo;

(b) como se relaciona com e interpreta os resultados oriundos de outras antropologias, para construir a

sua especificidade; e

(c) como se relaciona com as demais ciências sociais e as chamadas ciências da natureza e exatas.

Pretende-se evidenciar o modo como a Antropologia Social - em sua ambição de dar conta da totalidade

da experiência humana – tem procurado estudar e compreender o ser e a condição humanos, em suas

trajetórias históricas e expressões culturais, mostrando a tensão entre a busca de universais e a atenção

às particularidades culturais.

Partindo de: (i) uma apresentação breve e panorâmica do que é o exercício da Antropologia hoje no país;

e (ii) uma tentativa de exercitar “o olhar antropológico”, o objetivo geral da disciplina desdobra-se nos

seguintes objetivos específicos:

1. Estudar a evolução humana como processo biocultural, enfatizando a inter-relação entre os aspectos

biológicos e culturais, e a importância de ambos no processo evolutivo, e interpelando a relação

entre natureza e condição humanas;

2. Compreender como se definiu o campo empírico da Antropologia Social em seus primórdios e o seu

método peculiar de abordagem dos fenômenos sociais e culturais; e

3. Discutir o desenvolvimento da pesquisa e da reflexão antropológicas, as suas fontes e a postura do

antropólogo face à ciência e à sociedade, no sentido da conformação de um conjunto de temas e

problemas que se tornaram característicos da análise antropológica.

Metodologia, Dinâmica e Avaliação

O curso alternará distintos recursos formativos: (i) discussão dos textos indicados na bibliografia

básica; (ii) aulas expositivas em torno do conteúdo programático; (iii) grupos de estudo dirigido; (iv)

seminários em grupo; (v) exibição e debate de filmes e vídeos; e (vi) um conjunto de exercícios de

avaliação. A leitura e a preparação dos textos para as discussões, bem como a participação ativa nestas,

são condições sine qua non para o bom aproveitamento da disciplina. Serão disponibilizadas matrizes

impressas de todos os textos da bibliografia obrigatória na pasta nº 21B do serviço de reprografia Exata,

situado ao final do ICC Norte, e versões digitais dos mesmos na plataforma Aprender UnB (Moodle).

O registro na disciplina na plataforma Aprender UnB (Moodle) é mandatório, pois nela se

encontrará todo o material de suporte e por ela poderão ser realizadas algumas atividades e avaliações

(

www.aprender.unb.br

– nome da disciplina “IA Turma C 2017/1”; chave de acesso “relativismo”). Além

dessa interface digital, a disciplina contará com o apoio de monitores de ensino – a definir.

A avaliação far-se-á mediante: (a) duas provas escritas a serem feitas em casa, ao final dos itens

2.1 e 2.3 da Unidade 2 (com peso 2); e (b) um seminário em grupo de até cinco componentes, a partir de

textos do Interlúdio e da Unidades 3, sobre tema a ser definido e discutido previamente com o professor

e os monitores de ensino (com peso 1). A menção final será a média ponderada desses três exercícios.

(2)

Quanto aos seminários em grupo, as Unidades 3 e 4 serão todas baseadas neles. No que

concerne à Unidade 4, os temas propostos seriam, em princípio, correspondentes às disciplinas

temáticas e etnográficas optativas do ementário da Graduação em Ciências Sociais com Habilitação em

Antropologia

1

e os textos a serem trabalhados seriam, também em princípio, de professores do

DAN/UnB – dando, assim, a oportunidade de conhecer mais e melhor parte dos docentes e da produção

do Departamento. O grupo responsável pela apresentação fará uma pesquisa para identificar um texto

para, em seguida, discutir previamente com o professor e os monitores a sua estratégia de exposição,

bem como sanar dúvidas de entendimento. No dia previamente marcado, o grupo entregará um roteiro

de apresentação de não mais que três páginas (em fonte Times 12pts. e espaço duplo) sobre o

texto/tema exposto. A nota do seminário em grupo corresponderá à avaliação tanto da apresentação

propriamente dita quanto do roteiro desta.

Instruções mais detalhadas sobre todos os exercícios de avaliação serão oportunamente

detalhadas. A participação em todos é obrigatória, sendo atribuído SR como menção final àquele(a) que

deixar de realizar qualquer dos três exercícios agendados.

@ estudante deve estar ciente do regime didático vigente na UnB, no que diz respeito tanto à

frequência quanto à avaliação. Estará reprovado por falta (SR) quem se ausentar a mais de 25% das

aulas. As aulas começarão, impreterivelmente, 10 min. após o horário indicado (quando, então, correrá o

registro de frequência) e se encerrarão no horário assinalado (correspondendo a dois tempos de 50 min).

O prazo para a entrega de todo e qualquer trabalho se encerra durante o horário das aulas – o que

significa dizer que não serão aceitos trabalhos entregues no escaninho.

Recomenda-se, por fim, o conhecimento do inteiro teor da Resolução nº 0001/2012 do Consuni,

que estabelece as diretrizes de convivência da comunidade universitária, de modo a assegurarmos a

construção de um ambiente saudável, pacífico e acolhedor.

Horário de atendimento individual ou em grupo extra classe:

Henyo: quartas à tarde e terças e quintas a partir das 16:30, na sala do professor no ICS

(Sala A1 16/29), mediante agendamento prévio (

[email protected]

).

Monitores de ensino: a combinar.

1São elas: Antropologia da Arte, Antropologia da Religião, Antropologia do Gênero, Antropologia Econômica, Antropologia da Política, Antropologia Urbana, Organização Social e Parentesco, Cultura e Meio Ambiente, Tradições Culturais Brasileiras, Estudos Afro-Brasileiros, Sociedades Camponesas, Sociedades Indígenas, Identidade e Relações Interétnicas, Sociedades Complexas, Indivíduo/Cultura/Sociedade e Pensamento Antropológico Brasileiro. Elas não abarcam toda a variedade temática da disciplina, havendo muitxs professorxs no DAN cuja produção se dá em outros campos e áreas, que podem ser explorados nos seminários.

(3)

C

ONTEÚDO

P

ROGRAMÁTICO

Data Conteúdo e Bibliografia Obrigatória Bibliografia Complementar e Obs.

Introdução: conversando sobre educação, Antropologia na prática, etnocentrismo e relativismo cultural.

08/03 Qua. Apresentação do professor, da turma e do plano de ensino. 10/03 Sex.

ALVES, Rubem. 2005. A educação dos sentidos e mais... Campinas: Verus. [‘A caixa de ferramentas’; ‘A caixa de brinquedos’]

RANCIÈRE, Jacques. 2005 [1987]. O Mestre Ignorante: cinco lições sobre a emancipação intelectual. Belo Horizonte: Autêntica. [‘Prefácio à edição brasileira’; ‘Uma aventura intelectual’]

15/03 Qua. MINER, H. O Ritual do Corpo entre os Sonacirema. Mimeo, s/d. SCHEURMANN, E. 1990. O Papalagui: comentários de Tuiavii, chefe da tribo Tiavea nos mares do sul. Rio de Janeiro: Marco Zero [‘Do lugar onde a vida é de mentira e dos muitos papéis’].

Rocha, 1984

17/03 Sex.

OLIVEIRA, K. E. & AMORIM, L. “Os dilemas do ofício do antropólogo: entrevista com Henyo T. Barretto Filho”. Em Franch, M.; Andrade, M.; e Amorim, L. (orgs.), Antropologia em Novos Campos de Atuação: debates e tensões. João Pessoa: Mídia Gráfica e Editora, 2015. pp. 301-314.

ASSOCIAÇÃO Brasileira de Antropologia. Protocolo de Brasília. Laudos Antropológicos: condições para o exercício de

um trabalho científico. Rio de Janeiro: ABA, 2015. [pp. 7-23]

Silva, 2008; Tavares et al., 2010; Trajano Fº e Ribeiro, 2004

Unidade1 - O Contexto Histórico de Surgimento da Antropologia:

a expansão da civilização ocidental e a ideia de “Homem”; colonialismo e conhecimento.

22/03 Qua.

LÉRY, Jean de. Viagem à Terra do Brasil. São Paulo: Itatiaia/EDUSP, 1980 [1577]. [Cap. VIII] http://www.irpmarica.com.br/livros/viagem_a_terra_do_brasil.pdf

De GÉRANDO, Joseph-Marie. “Considerações sobre os métodos por seguir na observação de povos selvagens”. Em F. Rognon, Os primitivos, nossos contemporâneos. Campinas: Papirus, 1991 [1800]. pp. 172-177.

Rognon, 1991; McGrane, 1989

24/03 Sex. CROSBY, A. “Revisitando a Pangéia: o neolítico reconsiderado”. Em O Imperialismo Ecológico. São Paulo: Cia. Das Letras, 1993. pp. 13-46. Davis, 2002 29/03 Qua. LAPLANTINE, F. “A Pré-História da Antropologia: a descoberta das diferenças pelos viajantes do século XVI e a dupla resposta ideológica dada daquela época até os nossos dias”; “O Século XVIII: a invenção do conceito de Homem”. Em

Aprender Antropologia. São Paulo: Brasiliense, 1989. pp. 37-53; 54-62.

Auzias, 1978; Leaf, 1981; Mair, 1979; Mercier, 1974; Poirier, 1981

31/03 Sex. LÉVI-STRAUSS, C. “Raça e História”. Em Antropologia Estrutural Dois. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1976. pp. 328-366. Fabian, 2013; Todorov, 1993

Unidade 2 - Alguns Princípios Gerais da Antropologia Social

2.1. Visões da evolução humana. Acaso ou necessidade? Gradualismo ou ruptura? Assistir Quest for Fire de Jean-Jaques Anaud (1981) para discutir em sala.

(4)

25% do período de aulas 07/04 Sex. FOLEY, Robert. 2003 [1998]. “Quando nos tornamos humanos?”. Em Os Humanos Antes da Humanidade: uma perspectiva evolucionista. São Paulo: Ed.UNESP. pp. 71-106. Gould, 1991.

12/04 Qua. GEERTZ, C. “A Transição para a Humanidade”. Em S. Tax (Ed.) Panorama da Antropologia. Rio de Janeiro: Fundo de Cultura, 1966. pp. 31-43. Gould, 1991; Lewontin, Rose e Kamin, 1996; Tanner, 1986 19/04 Qua.

NEVES, W. & PROUS, A. “Arte: evolução ou revolução?” Em N. Aguilar (Ed.). Mostra do Redescobrimento: arte: evolução

ou revolução?; a primeira descoberta da América. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo e Associação Brasil 500

Anos Artes Visuais. pp. 28-39.

1ª Prova: apresentação das perguntas para restituição até o dia 28/04. Provas corrigidas até 05/05.

Prous, 1991; Prous e Neves, 2000

26/04 Qua. INGOLD, T. 2011. ‘Gente como a gente’: o conceito de homem anatomicamente moderno, Ponto Urbe [Online], 9 (http://pontourbe.revues.org/1823; DOI : 10.4000/pontourbe.1823). Ingold, 1995 e 2006

2.2. O Campo Teórico da Antropologia: conceito de cultura, diversidade e relativismo

28/04 Sex. Da MATTA, R. “A Antropologia no Quadro das Ciências”. Em Relativizando: uma introdução à Antropologia Social. Petrópolis: Vozes, 1981. pp. 17-58.

03/05 Qua. LARAIA, R. de B. Cultura: um conceito antropológico. Rio de Janeiro: Zahar, 1986. White, 2009 05/05 Sex. KROEBER, A. “O Superorgânico”. Em D. Pierson (Ed.), Estudos de Organização Social. Tomo II. São Paulo: Martins, 1970. pp. 231-281.

10/05 Qua. GEERTZ, C. “O Impacto do Conceito de Cultura sobre o Conceito de Homem”. Em A Interpretação das Culturas. Rio de Janeiro: Zahar, 1978. pp. 45-66. Geertz, 1978 e 2001 50% do período de aulas 12/05 Sex. HALL, Stuart. A Identidade Cultural na Pós-Modernidade. Rio de Janeiro: DP7A, 1998.

2.3. O Método da Antropologia Social:o trabalho de campo e a observação participante

17/05 Qua. MALINOWSKI, B. “Introdução: tema, método e objetivo desta pesquisa”. Em Os Argonautas do Pacífico Ocidental. São Paulo: Abril Cultural (Col. Os Pensadores), 1978. pp. 17-34. Evans-Pritchard, 2011 Clifford, 1999 e 2002 19/05 Sex. EVANS-PRITCHARD, E. E. “Apêndice IV: algumas reminiscências e reflexões sobre o trabalho de campo”. Em Bruxaria, Oráculos e Magia entre os Azande. Rio de Janeiro: Zahar, 1981. pp. 298-316. Seeger, 1980 VI ReACT, São Paulo, SP 24/05 Qua. Da MATTA, R. “O Ofício do Etnólogo ou como ter ‘Anthropological Blues’”. Em E. de O. Nunes (Ed.), A Aventura Sociológica: objetividade, paixão, improviso e método na pesquisa social. Rio de Janeiro: Zahar, 1978. pp. 23-35. Favret-Saada, 2005 [1990]

26/05 Sex. VELHO, G. “Observando o Familiar”. Em op. cit. pp. 36-46. FOOT-WHYTE, W. “Treinando a observação participante”. Em Zaluar, A. (Ed.), Desvendando Máscaras Sociais. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1975. pp. 77-86.

(5)

2ª Prova: apresentação das perguntas para restituição na aula subsequente. Provas corrigidas até 09/06.

Interlúdio: interpelando a trajetória da Antropologia.

02/06 Sex. COPANS, J. “Da Etnologia à Antropologia”. Em Antropologia: ciência das sociedades primitivas? Lisboa: Edições 70, 1989. pp. 11-41. LÉVI-STRAUSS, C. “O Futuro da Etnologia”. Em Minhas Palavras. São Paulo: Brasiliense, 1991. pp. 19-35.

07/06 Qua.

KOPENAWA, D. & ALBERT, B. “Falar aos Brancos”. A Queda do Céu: palavras de um xamã Yanomami. São Paulo: Cia. das Letras, 2015. pp. 375-393.

KRENAK, Ailton. “O eterno retorno do encontro”. Em Ailton Krenak. Rio de Janeiro: Azougue, 2015 (Série ‘Encontros’; 50). pp. 160-167.

Albert, 2014; Mafra, Clara et al. 2014; Said, 1990

75% do período de aulas

Unidade 3 - A Variedade Temática da Antropologia:

um panorama contemporâneo de possibilidades temáticas e teóricas, e alternativas metodológicas.

09/06 Sex. Seminários (Conteúdo a combinar com o Professor). 14/06 Qua. Seminários (Conteúdo a combinar com o Professor).

16/06 Sex. Seminários (Conteúdo a combinar com o Professor). Ponto facultativo, mas haverá aula. 21/06 Qua. Seminários (Conteúdo a combinar com o Professor).

23/06 Sex. Seminários (Conteúdo a combinar com o Professor).

28/06 Qua. Seminários (Conteúdo a combinar com o Professor). Menções finais divulgadas até 07/07. Outras datas importantes: Revisão de menção final: 11/07 a 25/08 nas unidades acadêmicas.

Fim do período de aulas: 07/07. Fim do período letivo: 17/07.

(6)

Bibliografia Complementar

ALBERT, B. 2014. ‘Situação Etnográfica’ e Movimentos Étnicos. Notas sobre o trabalho de campo pós-malinowskiano. Campos, 15(1):129-144.

AUZIAS, Jean-Marie. 1978. Antropologia Contemporânea. São Paulo: Cultirx.

BARRETTO Fo, H. T. 1996. Sociedades Indígenas: diversidade cultural contemporânea no Brasil. Brasília: Funai. BERREMAN, Gerald. 1975. “Etnografia e Controle de Impressões em uma Aldeia do Himalaia”. Em A. Zaluar

(org.), Desvendando Máscaras Sociais. Rio de Janeiro: Francisco Alves. pp. 123-174. CAIAFA, J. 1985. Movimento Punk na Cidade: a invasão dos bandos sub. Rio de Janeiro: Zahar.

CLIFFORD, J. 1999 [1997] “Prácticas Espaciales: el trabajo de campo, el viaje y la disciplina de la antropología”. Em Itinerarios Transculturales. Barcelona: Gedisa. pp. 71-119.

_____. 2002. “Trabalho de campo, reciprocidade e elaboração de textos etnográficos: o caso de Maurice

Leenhardt”. Em A Experiência Etnográfica: Antropologia e Literatura no Século XX. Rio de Janeiro: Editora UFRJ. 227-251.

Da MATTA. R. 1983. Carnavais, Malandros e Heróis: para uma sociologia do dilema brasileiro. Rio de Janeiro: Zahar.

_____. 1986. O que faz o brasil, Brasil? Rio de Janeiro: Rocco. DARWIN, C. 1979 [1859]. A Origem das Espécies. São Paulo: Hemus.

_____. 1974. [1871] A Origem do Homem e a Seleção Sexual. São Paulo: Hemus.

DAVIS, M. 2002. Holocaustos Coloniais: clima, fome e imperialismo na formação do Terceiro Mundo. Rio de Janeiro: Record.

EVANS-PRITCHARD, E. E. 2011. Trabalho de Campo e Tradição Empírica. Em Antropologia Social. Lisboa: Edições 70. pp. 67-85.

FABIAN, J. 2013. O Tempo e o Outro: como a antropologia estabelece o seu objeto. Petrópolis: Vozes. FAVRET-SAADA, J. 2005 [1990]. Ser afetado. Cadernos de Campo, 13: 155-161.

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(7)

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