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Conversor BCD-7 Segmentos SSI

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Academic year: 2021

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(1)

Tecnologia dos Computadores 2002/2003 Trabalho Pr´atico n 3

Trabalho Pr´

atico n

o

3

Projecto de Fun¸

oes L´

ogicas Combinacionais

Conversor BCD-7 Segmentos

SSI

1

Introdu¸

ao

Este trabalho tem como objectivo:

• introduzir o conceito de “Escala de Integra¸c˜ao” (Scale of Integration) e mos-trar o uso de circuitos integrados SSI (Small-Scale Integration) na resolu¸c˜ao de problemas gen´ericos;

• introduzir c´odigos num´ericos e convers˜oes no ˆambito dos circuitos digitais; • providenciar um primeiro contacto com os visores de 7 segmentos e uma descri¸c˜ao

mais aprofundada do funcionamento de LEDs;

• introduzir os conceitos de l´ogica positiva, l´ogica negativa, activa¸c˜oes a zero e activa¸c˜oes a um.

2

Algumas Bases...

Seguidamente, apresentam-se algumas explica¸c˜oes que talvez sejam ´uteis para des-mistificar a complexidade aparente (para alguns...) deste trabalho...

(2)

2.1

Alguma log´ıstica sobre CIs

Os circuitos integrados podem ser classificados atrav´es do n´umero de portas que integram:

• Integrados SSI (Small-Scale Integration) — 1 a 20 portas l´ogicas (custam ti-picamente `a volta de 25 cˆentimos, se a infla¸c˜ao ajudar!), sendo na sua maioria DIPs de 14 pinos. Hoje em dia s˜ao quase exclusivamente usados em situa¸c˜oes de “remedeio”.

• Integrados MSI (Medium-Scale Integration) — 20 a 200 portas l´ogicas (com um custo rondando 1 Euro). Cada um destes integrados cont´em uma unidade funcional — ser˜ao dados v´arios exemplos destas unidades funcionais ao longo deste e dos pr´oximos trabalhos pr´aticos.

• Integrados LSI (Large-Scale Integration) — 200 a 200000 portas (ou mais!), com um custo indo de 1 a 20 Euros (e por vezes mais...). Cada um destes integrados poder´a conter mem´orias, microprocessadores, dispositivos de l´ogica program´avel, etc.

• Integrados VLSI (Very Large-Scale Integration) — para cima de 200000 portas, se bem que a fronteira entre estes e os anteriores ´e muito difusa, sendo geralmente dada pelo n´umero de trans´ıstores no seu interior. Os pre¸cos destes integrados v˜ao desde os 10 Euros (por exemplo, mem´orias de 1 Mbit) at´e `as centenas de Euros (por exemplo, os processadores Pentium da Intel, com os seus portentosos pelo menos 3 milh˜oes de trans´ıstores).

2.2

D´ıgitos Decimais Codificados “Binariamente”

Apesar de a numera¸c˜ao bin´aria ser a mais apropriada para as computa¸c˜oes internas de um sistema digital, muitas pessoas ainda preferem lidar com n´umeros decimais — ´e preciso ver que o ser humano j´a existia antes de haver computadores! Como resultado, os interfaces com o exterior de um sistema digital podem ler ou reproduzir visualmente n´umeros decimais, e alguns dispositivos digitais chegam a processar n´umeros decimais directamente.

A necessidade humana de representar n´umeros decimais n˜ao modifica a natureza b´asica dos circuitos electr´onicos digitais — estes continuam a processar sinais que podem tomar um de dois estados a que n´os convencionamos chamar 0 ou 1. Por esse motivo, um n´umero decimal ´e representado num sistema digital por uma sequˆencia

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Tecnologia dos Computadores 2002/2003 Trabalho Pr´atico n 3 D´ıgito Decimal BCD (8421) 2421 Excess-3 Biquinary 1-out-of-10

0 0000 0000 0011 0100001 1000000000 1 0001 0001 0100 0100010 0100000000 2 0010 0010 0101 0100100 0010000000 3 0011 0011 0110 0101000 0001000000 4 0100 0100 0111 0110000 0000100000 5 0101 1011 1000 1000000 0000010000 6 0110 1100 1001 1000001 0000001000 7 0111 1101 1010 1000010 0000000100 8 1000 1110 1011 1000100 0000000010 9 1001 1111 1100 1001000 0000000001

C´odigos n˜ao utilizados

1010 0101 0000 0000000 0000000000 1011 0110 0001 0000001 0000000011 1100 0111 0010 0000010 0000000101 1101 1000 1101 0000011 0000000110 1110 1001 1110 0000101 0000000111 1111 1010 1111 . . . .

Tabela 1: Correspondˆencia entre valores de diversos c´odigos bin´arios e os d´ıgitos decimais que eles representam (adaptado de [1]). Veja se consegue perceber, usando os seus conheci-mentos de numera¸c˜ao bin´aria, como s˜ao formados os c´odigos 8421 e 2421 (dica: aten¸c˜ao aos seus nomes!).

(em inglˆes “string”) de bits, onde diferentes combina¸c˜oes desses bits na sequˆencia representam diferentes n´umeros decimais. Para exemplificar este procedimento, foi compilada a tabela 1, que mostra a correspondˆencia entre d´ıgitos decimais e alguns c´odigos bastante usados para os representar em sistemas digitais. Existem centenas de maneiras diferentes de codificar estes 10 d´ıgitos, mas s˜ao necess´arios sempre pelo menos 4 bits para os representar.

Talvez o c´odigo bin´ario que codifica da forma mais natural d´ıgitos decimais seja o BCD (Binary-Coded Decimal ). Este representa cada digito decimal atrav´es do seu correspondente num´erico bin´ario, de 0000 a 1001. As sequˆencias de 1010 at´e 1111, como se pode ver na tabela, n˜ao s˜ao usados.

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ânodo cátodo

+ –

- +

Figura 1: Da esquerda para a direita, s´ımbolos para: um d´ıodo gen´erico, com uma repre-senta¸c˜ao das suas propriedades de condu¸c˜ao, um LED, e uma “lˆampada” l´ogica gen´erica e abstracta. Note-se nesta ´ultima que a abstrac¸c˜ao implica a ausˆencia, ao contr´ario do s´ımbolo espec´ıfico do LED, da no¸c˜ao de “a corrente flui atrav´es de”; ao inv´es, a ideia ´e que “a corrente flui at´e”, porque, no seu sentido abstracto, um indicador luminoso ´e habitualmente indicador de fim de percurso num circuito l´ogico.

2.3

LEDs e visores de 7 segmentos

LED ´e um acr´onimo usado para designar “Light Emitting Diode”, ou seja, n˜ao ´e mais que um “d´ıodo que emite luz”. D´ıodos s˜ao dispositivos electr´onicos constru´ıdos a partir de material semicondutor e que, devido precisamente ao processo atrav´es do qual foram fabricados e `a forma como o semicondutor foi tratado, tˆem caracter´ısticas muito especiais. Estas caracter´ısticas est˜ao patentes no s´ımbolo usado para os representar, e que se pode ver na figura 1.

O d´ıodo ideal funciona como um interruptor que ´e accionado conforme estiver feita a coloca¸c˜ao da voltagem nos seus terminais. O seu s´ımbolo, com forma de seta, aponta o sentido poss´ıvel para a corrente; ou seja, como est´a indicado na figura, o d´ıodo funciona como condutor se estiver aplicada uma tens˜ao mais positiva no lado do ˆanodo do que no c´atodo e como isolante em qualquer outra situa¸c˜ao. No caso de circuitos TTL, basta, portanto, colocar o LED em condu¸c˜ao para se obter luz, e em corte para o apagar.

Para al´em de funcionar como indicador luminoso ´util quando usado sozinho, v´arios LEDs com v´arios formatos podem tamb´em ser agrupados de modo a formar padr˜oes congruentes num mostrador. O agrupamento deste tipo mais comum ´e o visor ou mostrador de 7 segmentos, onde 7 LEDs (geralmente aproximadamente rectangu-lares) s˜ao colocados de modo a formar d´ıgitos — veja-se a figura 2 na p´agina seguinte.

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Tecnologia dos Computadores 2002/2003 Trabalho Pr´atico n 3 a b c d e f g a b c d e f b c b d e a g a b c d g b c f g f a c d g c d e f g a b c a b c d e f g a b c d f g (a) VCC a b c d e f g GND a b c d e f g (b)

Figura 2: (a) Representa¸c˜ao do aspecto f´ısico dos 7 segmentos, incluindo a sua disposi¸c˜ao e etiquetagem, e demonstra¸c˜ao da forma¸c˜ao de d´ıgitos atrav´es deles. (b) Esquemas das modalidades de circuito para um visor de 7 segmentos: em cima, vers˜ao ˆanodo comum; em baixo, vers˜ao c´atodo comum. Porque se chamar˜ao assim? O que se dever´a ligar ao terminal que sobra (a, b, c, d, e, f ou g) para qualquer dos LEDs correspondentes acender?

(6)

2.4

a mais de uma l´

ogica para a l´

ogica...

Afinal em que

ficamos?

Quando se discutem circuitos l´ogicos, como os CIs CMOS ou TTL, os projectistas digitais e fabricantes muitas vezes usam as palavras “LOW” e “HIGH” (ou, abreviando, “L” e “H”) em vez de “0” e “1” para lembrar que est˜ao a falar de circuitos electr´onicos reais e n˜ao apenas em quantidades abstractas:

LOW Um sinal na gama das baixas voltagens, que normalmente poder´a ser interpre-tado como n´ıvel l´ogico 0;

HIGH Um sinal na gama das altas voltagens, que normalmente poder´a ser interpre-tado como n´ıvel l´ogico 1.

Note-se que esta conven¸c˜ao de correspondˆencia entre n´ıveis l´ogicos e n´ıveis f´ısicos, apesar de ser a mais natural e a mais usada, e a que se d´a nome de l´ogica positiva, n˜ao ´e a ´unica. `A correspondˆencia inversa d´a-se o nome de l´ogica negativa. Preci-samente para evitar confus˜oes, os fabricantes de CIs constroem as tabelas de verdade dos circuitos em termos de sinais f´ısicos, deixando as conven¸c˜oes para os projectistas.

De qualquer das formas, n˜ao se deve confundir esta quest˜ao com outra que parece muito similar: a activa¸c˜ao a um ou a activa¸c˜ao a zero. Estas indicam, indepen-dentemente da conven¸c˜ao de l´ogica utilizada, que n´ıvel l´ogico provoca a activa¸c˜ao ou desactiva¸c˜ao de um componente: por exemplo, no caso de um LED de activa¸c˜ao a zero, este emitir´a luz caso esteja na presen¸ca do n´ıvel l´ogico 0 e apagar´a no caso inverso. Dispositivos de activa¸c˜ao a zero e a um devem ser diferenciados colocando como prefixo ou sufixo nas vari´aveis l´ogicas correspondendo aos seus sinais de entrada um s´ımbolo especial. H´a in´umeras conven¸c˜oes para isto — em termos de sufixos, + ou -, .L ou .H, (L) ou (H), e * ou ˜ apenas para a activa¸c˜ao a zero; em termos de prefixos, * ou ˜ ou / para a activa¸c˜ao a zero. Veja-se que a maior parte destas conven¸c˜oes pressup˜oem l´ogica positiva.

Problemas

1. Olhem de novo para a figura 2 na p´agina precedente. Que tipo de activa¸c˜ao ter˜ao:

(a) Os LEDs num visor de 7 segmentos em ˆanodo comum? (b) Os LEDs num visor de 7 segmentos em c´atodo comum?

(7)

Tecnologia dos Computadores 2002/2003 Trabalho Pr´atico n 3 TRIGGER BCD 4 SEVSEG 7 a b c d e f g CONTADOR BINÁRIO (0 a 9) CBCD-7ONVERSORSEGMENTOS

Figura 3: Diagrama l´ogico projectado para a pista de autom´oveis.

2. Qual dos dois esquemas estar´a ent˜ao incompleto devido a isto? O que mudariam nele? (Dica: lembrem-se das conven¸c˜oes sobre activa¸c˜ao e usem a vossa resposta `a pergunta anterior...)

3

Projecto do Sistema

Um licenciado em Comunica¸c˜oes e Multim´edia era um amante de pistas de au-tom´oveis em miniatura, e decidiu construir um circuito digital que contasse 9 voltas `a pista e apresentasse num visor de 7 segmentos (de ˆanodo comum) a volta em que o carro estaria nesse momento. Para tal, adaptou a pista de modo a ter um pequeno contacto condutor no “carril” do autom´ovel na zona da meta que, sempre que interrompido pela passagem deste, causaria um impulso de voltagem. Este projectista comprou um CI MSI cuja fun¸c˜ao era de contador bin´ariode 4 bits (que ele “programou” de forma a contar de 0 a 9) activado atrav´es de transi¸c˜oes de voltagem de 0 para 1.

Desta forma, denominando o sinal vindo do contacto de TRIGGER, projectou um diagrama de blocos, apresentado na figura 3. Infelizmente, os CIs MSI conversores de BCD para 7 segmentosestavam esgotados na Loja de Electr´onica e ele decidiu ent˜ao implementar ele pr´oprio o conversor com l´ogica combinacional, usando uns CIs SSI que ele tinha `a disposi¸c˜ao, com portas l´ogicas discretas...

Problemas

1. Escrevam a tabela de verdade que representa a l´ogica combinat´oria do con-versor, separando claramente as entradas (bits A B C D) das sa´ıdas (segmentos a b c d e f g1). (Dica: recorram `a figura 2 na p´agina 5, `as respostas que deram

1Este ser´a dos poucos exemplos em que as vari´aveis/sinais poder˜ao ser representadas por letras

(8)

ao conjunto de perguntas anterior e `a no¸c˜ao de condi¸c˜oes DON’T CARE que estudaram nas aulas te´oricas para decidirem os valores para as sa´ıdas.)

2. Seguidamente:

(a) construam os mapas de Karnaugh das fun¸c˜oes l´ogicas correspondendo a cada sa´ıda e retirem desses mapas as suas formas m´ınimas de soma de produtos (FMSP). (Dica: Aproveitem as condi¸c˜oes DON’T CARE que estabeleceram na resposta `a pergunta anterior para simplificar as fun¸c˜oes l´ogicas ao m´aximo.)

(b) Se quiserem e conseguirem, derivem dos resultados que obtiveram na al´ınea anterior, atrav´es dos m´etodos que aprenderam no Trabalho Pr´atico 2 e ou-tros teoremas da ´algebra de Boole que achem apropriados, outras formas de representar as fun¸c˜oes que minimizem o n´umero de portas (e portanto de CIs) utilizadas. Aten¸c˜ao: poder´a n˜ao ser poss´ıvel minimizar mais as fun¸c˜oes! Por´em, n˜ao se esque¸cam que quanto menos CIs usarem, mais cota¸c˜ao tˆem! 3. Desenhem o diagrama l´ogico do vosso conversor.

4

Implementa¸

ao do sistema

Antes de come¸carem a montar, fa¸cam um diagrama de montagem, onde mos-trem os integrados (todos na vertical e com o pino 1 para cima) e o fluxo de sinal.

N˜ao se esque¸cam de seguir as minhas recomenda¸c˜oes e boa sorte no vosso trabalho!

Referˆ

encias Bibliogr´

aficas

[1] Wakerly, J. F. Digital Design – Principles and Practices, 2nd ed. Prentice Hall, 1994.

[2] Marta, E. S. Sebenta Pr´atica de Sistemas Digitais I. Cadeira dada no DEEC, 2002.

[3] Padilla, A. J. G. Sistemas Digitais. McGraw-Hill, 1993.

[4] Horowitz, P., and Hill, W. The Art Of Electronics, 2nd ed. Cambridge University Press, 1989.

Referências

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