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Protoparasitoses I 2016

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Protoparasitoses I

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Introdução - Protozoários

 Reino Protista: “primeiro de todos”, inclui

protozoários e algas

 Protozoário: “primeiro animal”; termo foi

usado quando estes organismos eram

classificados como animais “unicelulares”.

 Hoje Protozoário não tem valor taxonômico,

mas pode ser usado para agrupar diversos

organismos de origem diferentes.

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1. Protozoários

1.1. Características gerais:

a) organismos unicelulares com grande

importância médica.

b) 60.000 espécies

c) 10.000 espécies interagem com

invertebrados e vertebrados

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1.2. Características biológicas

a) Organismos unicelulares eucariotos

(constituídos por uma única célula)

b) DNA está contido no núcleo e há

reprodução por mitose.

c) Célula única desempenha todas as funções

vitais: Alimentação, respiração, reprodução,

excreção e locomoção.

d) Podem existir organelas especializadas

para o desempenho de determinadas

funções

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d) Tamanho: 1 a 150 µm.

e) CICLO BIOLÓGICO: Curto mas com alto índice de reprodução

f) Induzem boa resposta imune, mas

apresentam mecanismos de ESCAPE, o que garante infecções de longa duração

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1.3 Esquema geral de um

protozoário

-Membrana -Citoplasma -Microtúbulos -Organelas internas

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Esquema geral de um

protozoário

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Esquema geral de um

protozoário

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Esquema geral de um

protozoário

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1.4 Organelas relacionadas à

nutrição

 Citóstoma: Permite a ingestão de partículas

alimentares

 Pseudópodes: envolvem partículas sólidas

ou líquidas (fagocitose ou pinocitose)

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Citóstoma e formação do vacúolo

digestivo

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1.5 Organelas relacionadas à

proteção

 Membrana citoplasmática

 Parede cística: Estrutura desenvolvida como forma de resistência por longos períodos.

Possui dupla parede ( externa protéica e a interna glicídica). A parede cística rompida desencadeia a infecção (E. histolytica)

 Casca, Teca e Lórica: outros tipos de camadas protetoras. Ausentes em protozoários parasitas

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1.6 Reprodução

Há dois processos básicos: Assexuado e sexuado a)Reprodução assexuada

- Divisão binária - brotamento

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1.6 Reprodução

Endodiogenia e Endopoligenia : células-filhas permanecem no interior da célula-mãe

aguardando o momento certo de rompê-la.

Esquizogonia: A célula se fragmenta internamente e cada fragmento nuclear com citoplasma é

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1.6 Reprodução

b) Reprodução sexuada - Conjugação

- Singamia: Penetração do microgameta no Macrogameta formando o ovo ou zigoto.

-É comum haver a combinação de reprodução sexuada e assexuada.

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1.7 Nutrição

 Tipos de nutrição:

a)Autotróficos: captação da luz solar por cromatóforos.

b)Heterotróficos: Ingerem partículas orgânicas por fagocitose ou pinocitose.

c) Saprozóicos: Absorvem substâncias já decompostas ou secretam hidrolases.

d)Mixotróficos: Combinação de diferentes tipos de nutrição.

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1.8 Sistemática*

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1.8 Sistemática

 Protozoa de importância médica - Flagelados

Ex: Trypanosoma; Leishmania; - Pseudópodes: Ex: Entamoeba.

-Apicomplexa: Presença de complexo apical. Ex: Toxoplasma, Plasmodium

-Ciliophora: presença de cílios; Ex: Balantidium coli

(30)

2. Amebas

 Amebas que ocorrem em Humanos:

- Comensais ou simbióticas: Entamoeba coli,

- Patogênicas: Entamoeba histolytica e

E.gengivalis.

-Patogênicas facultativas ou de vida livre:

Acanthomoeba sp.

(31)

AMEBÍASE

 Infecção instestinal e extra-intestinal humana

provocada por Entamoeba hystolitica.

 Distribuição mundial com manifestações

variáveis.

 Infecções assintomáticas em até 90% dos

casos.

 Amebíase extra-intestinal representa 5% dos

casos (hepática, pulmonar, cerebral,

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AMEBÍASE

 Considerada uma doenças hídrica

(relacionada à água), pois a transmissão se

da por água contaminada com cistos.

 O ciclo é monoxênico pois não há hospedeiro

intermediário.

 Ciclo biológico apresenta quatro estágios:

trofozoíto, pré-cisto, cisto e metacisto.

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Desenvolvimento da doença

 Cistos e trofozoítos ingeridos;

 Desencistamento no intestino delgado liberando metacistos (amebas com quatro núcleos);

 Por mitose, formam-se oito trofozoítos que se instalam no intestino grosso.

 Por estímulo desconhecido formam pré-cistos (por desidratação)

 A formação da parede cística e dupla divisão do núcleo marca a formação do cisto.

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Amebíase

 Agente: Entamoeba histolytica .  Distribuição geográfica: mundial

 Fonte de infecção: portadores assintomáticos

 Transmissão: cistos presentes na água e alimentos contaminados.

(40)

Amebíase

 Sintomas: diarréia com sangue, cólicas intensas,

náuseas, vômitos, ulcerações nos intestinos,

toxina pode atingir outros órgãos (causando, por

exemplo, necrose hepática)

 Prevenção: hábitos de higiene e saneamento

básico.

 Tratamento: medicação específica (amebicidas

que atuam na luz intestinal ou nos tecidos, ou em

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FLAGELADOS

• Incluem todos os protozoários que possuem um ou mais flagelos, permanentes ou presentes em uma fase da vida.

• Função do flagelo: locomoção e nutrição.

• Estrutura de membrana diferenciada: Membrana celular com película, podendo ser dupla e reforçada com microtúbulos.

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Flagelados

• Apresenta dois subgrupos:

- Phytomastigophorea: possuem cloroplastos, sendo, portanto, autotróficos. São de vida livre e sem importância médica.

- Zoomastigophorea: São heterotróficos (sem cloroplasto) e com reprodução predominantemente assexuada.

Inclui a familia Trypanosomatidae e nela os gêneros

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Doenças por Protozoários

flagelados

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1. Giardíase

• Causada por Giardia lambria

• Afeta o intestino delgado humano.

• Assintomática à severidade (diarreias e dores abdominais).

• Não há infecção extraintestinal. O parasita fica restrito a parede intestinal.

• Se reproduz assexuadamente (bipartição) e há encistamento.

• Transmissão: alimento e água contaminada. • Profilaxia: as mesmas medidas da Amebíase.

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2. Tricomoníase

• Causada por Trichomonas vaginalis • Afeta o sistema urogenital humano

• Pode causar esterilidade, se não tratada.

• Se reproduzem por bipartição e são transmitidos por secreções e urina.

• Não formam cistos (permanecem vivos por 6 horas). • Transmissão por contato sexual e uso de sanitários,

banheiros e toalhas contaminadas.

• Profilaxia: Higiene ao usar banheiro e sanitários. Uso de preservativo. Não compartilhar toalhas, etc.

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3. DOENÇA DE CHAGAS

INTRODUÇÃO

Carlos Chagas descobriu no inicio do sec. XX: Agente etiológico(Trypanosoma cruzi)

Biologia no hospedeiro vertebrado e invertebrado Seus reservatórios

Diversos aspectos da patogenia Sintomatologia da doença

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DOENÇA DE CHAGAS

• AGENTE ETIOLÓGICO

Trypanosoma cruzi

• RESERVATÓRIOS

Além do homem, mamíferos domésticos e

silvestres (gato, cão, porco doméstico,rato

doméstico, macaco, sagui, tatu, gambá,

morcego, etc.

 As

aves

e

animais

de

sangue

frio(lagarto,sapos, etc.) são refratários à

infecção

.

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DOENÇA DE CHAGAS

• MORFOLOGIA

Amastigota

Epimastigota

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Morfologia em Trypanosomatidae

A- Amastigota B- Epimastigota* C- Tripomastigota* D- Coanomastigota E- Promastigota F- Paramastigota G- Opistomastigota *Nestas formas o flagelo

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Forma tripomastigota do

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Forma epimastigota do

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Forma amastigota do

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CICLO BIOLÓGICO

• Heteroxênico:

–Hospedeiro

vertebrado:

homem

–Hospedeiro

invertebrado:

inseto

conhecido

como

barbeiro

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DOENÇA DE CHAGAS

-HÁBITAT

• No hospedeiro vertebrado

• Tripomastigota

Sangue periférico

• Amastigota

Tecido

• No hospedeiro invertebrado

• Epimastigota

Intestino médio

• Tripomastigota

Luz do reto

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DOENÇA DE CHAGAS

• AGENTE TRANSMISSOR

ORDEM - Hemiptera

FAMÍLIA - Reduvidae SUBFAMÍLIA - Triatominae

GÊNERO - Panstrongylus  P. megistus, P. lutzi ,

P. geniculatos.

Triatoma T. infestans, T. sordida, T. braziliensis.

Rhodnius R. neglectus, R. prolixus,

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Transmissão do Tripanossomo

• O barbeiro tem hábito noturno.

• Sai a noite a procura de alimento (sangue) e

pica as pessoas no rosto (comumente).

• Defeca ao picar e libera os tripanossomos.

• A irritação da picada induz a coceira que

facilitada a entrada da forma infectante do

tripanossomo

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DOENÇA DE CHAGAS

• TRANSMISSÃO

 Transmissão natural ou primária  Vetorial 

Penetração dos tripomastigotas através da pele ou mucosas

• Outros mecanismos

 Transfusão sanguínea, transmissão

congênita, acidentes de laboratório,

transplante, amamentação, coito

.

(65)

Patologia e Sintomatologia

da doença de Chagas

I. FASE AGUDA

• Chagoma de inoculação ou sinal de Romanã • Miocardite (infartes, edema)

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Patologia e sintomatologia

da doença de Chagas

II. FASE CRONICA ASSINTOMÁTICA (INDETERMINADA)

• Aparente cura. É positivo para diagnostico

sorológico e parasitológico, mas não apresenta sintomas. Pode apresentar miocardite discreta.

• Maioria dos indivíduos permanecem nesta fase

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Patologia e sintomatologia

da doença de Chagas

II. FASE CRÔNICA SINTOMÁTICA:

o Inflamação de tecido não infectado o Hipertrofia dos órgãos

o Fibrose e perda de elasticidade da musculatura o Distensão dos órgãos ocos

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Alargamento cardíaco

Cardiopatia chagásica crônica, arritmias, insuficiência cardíaca

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Patogenia e sintomatologia – resumo:

1. Inoculação do parasito (chagoma de inoculação ou sinal de Romaña)

2. Reprodução intracelular (ninhos de amastigota) fase aguda  febre, mal estar, as vezes alterações cardíacas e resposta imune (1 mês ou menos)

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3.Fase crônica indeterminada: miocardite e início de formação de lesões cardíacas, esofagianas ou entéricas (20 a 30 anos).

4.Fase crônica determinada: com alterações muito graves ou fatais (as lesões se devem à destruição dos neurônios formadores dos estímulos cardíacos e peristálticos por um processo imunoinflamatório) cardiomegalia, megacólon e megaesôfago (infuficiência cardíaca, dificuldade de progressão do bolo alimentar ou do bolo fecal.

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DOENÇA DE CHAGAS

• PROFILAXIA

 Educação da população sobre a doença;

 Melhoria das habitações rurais  Uso de telas e mosquiteiros.

 Evitar o acumulo de lenhas e entulhos.  Controle em doações de sangue

 Combate ao barbeiro com: organização de campanha (uso de inseticidas)

 Levantamento das espécies implicadas  Controle da transmissão congênita

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Fases aguda e intermediária:

Benznidazole (Rochagan)

Efeito colaterais: anorexia, emagrecimento, dor de cabeça, tonturas, irritação gástrica

Fase crônica:

O tratamento medicamentoso é controverso

CÉLULAS-TRONCO

Referências

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