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CAPÍTULO 1 INTRODUÇÃO

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Academic year: 2021

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CAPÍTULO 1

INTRODUÇÃO

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1.1 CARACTERIZAÇÃO DO SETOR FLORESTAL BRASILEIRO

O Brasil é um país de vocação florestal. As espécies florestais exóticas, como as do Pinus e Eucaliptus, se adaptaram tão bem, graças à avançada tecnologia silvicultural brasileira, que aqui se promove produtividade, no mínimo, dez vezes maior que a de muitos países de clima temperado, muitos deles competidores internacionais (VALVERDE et al., 2005). O setor florestal brasileiro também contribui com uma parcela importante para a economia nacional, gerando produtos para consumo direto ou para exportação, impostos e empregos para a população e, ainda, atuando na conservação e preservação dos recursos naturais.

No mundo, as florestas plantadas para o uso industrial, ocupam aproximadamente 187,5 milhões de hectares, 5,6 milhões de hectares, ou 2,9 % do total, encontram-se no Brasil, estes plantios correspondem a apenas 1 % do total florestal nacional (ABRAF, 2005). Com relação às espécies plantadas o Eucaliptus e o Pinus representam 93% das áreas cultivadas. A região Sudeste tem aproximadamente 2.083.058 ha em florestas plantadas de Eucaliptus, sendo que os dois maiores estados produtores são, respectivamente, Minas Gerais e São Paulo. A região Sul tem aproximadamente 1.392.472 ha de florestas de Pinus, o que equivale a 80% das áreas plantadas no Brasil. Esta floresta encontra-se principalmente nos estados do Paraná (677.772ha) e Santa Catarina (527.079 ha).

O Produto Interno Bruto (PIB) Florestal responde por 4 % do PIB nacional, um total de US$ 21 bilhões, com destaque de três setores: celulose e papel (US$ 7 bilhões), siderurgia a carvão vegetal (US$ 4,2 bilhões) e madeira e móveis (US$ 9,3 bilhões). O setor florestal tem seu foco no mercado externo; apesar das exportações de madeira apresentarem um crescimento desde 2004, a queda da taxa de câmbio desde 2003, que passou de 1U$=R$3,08 para 1U$=r$2,14 em 2007, com uma desvalorização de 29,60% e a redução do volume de importações de painéis pela Europa, leva a crer que é necessário investir em soluções voltadas para o mercado interno.

1.2 O USO DA MADEIRA NA CONSTRUÇÃO CIVIL

Apesar do grande potencial na produção de madeira de reflorestamento, seu uso na construção civil ocorreu principalmente no norte do Paraná, com a colonização inglesa, e em toda a região sul com a colonização italiana, alemã e polonesa. Estas edificações eram construídas com tábuas de pinheiro (Araucária Angustifólia) no sentido vertical, pregadas sobre uma estrutura com mata juntas eliminando o problema das frestas entre as tábuas.

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Este sistema foi muito difundido e utilizado em outras regiões do país, onde havia muita madeira nativa, pois outros materiais de construção, como tijolos e cimento, eram escassos.

O desconhecimento de aspectos técnicos relacionados à utilização da madeira, como a proteção da casa em relação às águas da chuva, da umidade do solo e outros cuidados relativos ao conforto ambiental, principalmente térmico e acústico fez crescer o preconceito em relação ao uso deste material. Outra razão para estas experiências mal sucedidas pode ser atribuída à mesma tipologia adotada em todo território nacional, sem a preocupação com as especificidades locais, tais como fatores climáticos, de oferta de materiais locais e principalmente sócio-econômicos. A questão é ainda mais grave quando se trata de sistemas construtivos utilizando madeira. Pode-se atribuir o preconceito com relação à madeira, a pouca ou nenhuma formação de profissionais capacitados em elaborar projetos tendo em vista a forma correta da utilização deste material.

Em 1903, a prefeitura de Curitiba proibiu a construção de casas de madeira no anel central, com o argumento de que a madeira possuía um maior risco de incêndios, porém pode-se notar um caráter eminentemente discriminatório. Associou-se à idéia de que casa de madeira é casa de pobre, de má qualidade e temporária. Em Curitiba, por exemplo, na década de 1970, havia muitas casas de madeira com fachadas em alvenaria, portanto subir na vida significava mudar-se para uma casa de “material”. Gradativamente o tijolo, o concreto, o alumínio e outros materiais foram se tornando mais acessíveis e as casas de madeira foram substituídas por outros sistemas construtivos, principalmente o de alvenaria de tijolos.

Segundo BITENCOURT (1985) no Brasil, os conjuntos residenciais com habitação de interesse social em madeira são implantados como projeto piloto, cuja iniciativa está associada a um Instituto de Pesquisa, uma Universidade e/ou uma Prefeitura Municipal e relacionados às pesquisas desenvolvidas pelos seus projetistas. Raramente estas unidades são avaliadas sob o ponto de vista científico, principalmente levando em consideração as potencialidades e limitações do material.

Segundo GONÇALVES et al. (2003), à partir da década de 1970, com a necessidade de suprir o déficit habitacional brasileiro, observou-se o surgimento de novos sistemas construtivos como alternativas aos produtos e processos tradicionais até então utilizados, visando principalmente à racionalização e industrialização da construção. Entre estes sistemas, houveram várias experiências mal sucedidas. Ainda, segundo os mesmos autores, em decorrência destas experiências negativas, há a necessidade de comprovações adicionais de desempenho por parte do construtor ou empreendedor à partir de avaliação técnica do impacto destas inovações na segurança e na qualidade da construção.

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1.3 O DÉFICIT HABITACIONAL BRASILEIRO E O SETOR DA CONSTRUÇÃO CIVIL

Segundo o Ministério das Cidades em 2007 o déficit habitacional já atinge 7.223 milhões de domicílios destes, a grande maioria, 5,47 milhões encontram-se em áreas urbanas e 1,75 milhões em zonas rurais. As regiões Nordeste e Sudeste concentram a maior parte do déficit com incidência de 39,4% e 32,4% respectivamente. Mais de 10 milhões de domicílios são carentes de infra-estrutura e 84% do déficit habitacional brasileiro é concentrado nas famílias com renda de até três salários mínimos (U$ 260). “O déficit habitacional, observado em um contexto mais amplo, deve ser compreendido como uma face do combate à pobreza, uma vez que esta população não dispõe de recursos financeiros para viabilizar a sua própria habitação” (GAVA, 2005). O combate à pobreza passa pela questão do resgate à cidadania, e a habitação é apenas um dos fatores.

A importância econômica do setor da construção civil é representada pela sua participação no Produto Interno Bruto-PIB, que apesar de ter registrado sucessivas quedas nos seus níveis de atividades, em 2006 foi de 7,32% (Tabela 1.1). O desempenho da construção civil está relacionado a alguns fatores, entre os quais, o crescimento da economia interna, a queda sucessiva da taxa de juros, que desde 2006, impulsiona o setor pelas suas inter-relações com as demais atividades, em especial a indústria de transformação.

Tabela 1.1- Produto Interno Bruto do Brasil e do setor da construção civil

PIB BRASIL PIB (VALOR ADICIONADO BRUTO PB) TAXA DE CRESCIMENTO PARTIC. PIB CONST. PERÍOD O A PREÇOS DE

MERCADO (EM R$ MILHÕES) REAL DO PIB (EM %) PIB

(EM R$ MILHÕES) BRASIL CONST. CIVIL INDÚSTRIA BRASIL CONST. CIVIL BRASIL (%)

1990 11,549 9,932 0,771 3,842 ... ... 7,76 1991 60,286 52,958 3,768 19,151 1,03 (1,19) 7,12 1992 640,959 565,317 43,130 218,774 (0,54) (6,29) 7,63 1993 14.097 12.636 1.044 5.258 4,92 4,46 8,26 1994 349.205 309.207 28.296 123.692 5,85 6,99 9,15 1995 646.192 571.818 52.708 209.688 4,22 (0,43) 9,22 1996 778.887 694.966 66.143 241.182 2,66 5,21 9,52 1997 870.743 780.422 77.359 274.761 3,27 7,62 9,91 1998 914.188 820.788 83.181 284.142 0,13 1,54 10,13 1999 973.846 870.459 81.100 310.074 0,79 (3,67) 9,36 2000 1.101.255 981.861 88.912 368.474 4,36 2,62 9,06 2001 1.198.736 1.063.769 91.006 401.174 1,31 (2,66) 8,56 2002 1.346.028 1.199.145 95.469 459.306 1,93 (1,85) 7,96 2003 1.556.182 1.395.604 100.951 540.890 0,54 (5,20) 7,23 2004 1.766.621 1.581.501 115.101 615.743 4,90 5,70 7,28 2005 1.937.598 1.728.518 126.588 690.601 2,30 1,30 7,32 2006* 2.086.000 ... ... ... 2,80 5,00 ...

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Outro indicativo importante do nível de atividade da construção civil é o volume de consumo de cimento (Figura 1.1). O sistema construtivo mais utilizado no país é o de alvenaria de tijolos, e neste sistema, o cimento é consumido em praticamente todas as etapas de construção. Segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC, 2007) 71,7% do consumo de cimento são destinados ao pequeno construtor, e o restante (29%) é destinado ao uso industrial, por exemplo, fábricas de pré-moldados, artefatos de cimento etc.

38332 36284 36236 38938 37934 34010 31000 32000 33000 34000 35000 36000 37000 38000 39000 40000 1 2 3 4 5 6

Figura 1.1- Consumo de cimento em 1.000 toneladas Fonte: SNIC1 (2007)

Consumo de cimento (1.000 toneladas)

2006 2005 2003 Ano 2004 2002 2001

A demanda real do setor habitacional pode ainda ser medida em parte através dos recursos disponíveis e utilizados para o financiamento de unidades habitacionais em diversas faixas de renda. Em 2006, houve uma oferta maior, através do Sistema Financeiro Habitacional, de créditos para a construção, em especial para o segmento imobiliário que foi de R$ 9.402.295.304,00 uma diferença de 107% a mais do que os recursos disponíveis em 2005, conforme demonstra a Figura 1.2.

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2.235.121.056,00 1.753.360.921,00 1.798.337.704,00 1.906.341.550,00 4.763.066.786,00 9.402.295.304,00 3.074.384.268,00 -1.000.000.000 2.000.000.000 3.000.000.000 4.000.000.000 5.000.000.000 6.000.000.000 7.000.000.000 8.000.000.000 9.000.000.000 10.000.000.000 1 2 3 4 5 6 7

Recursos destinados ao financiament

o

de aquisição e constução de moradias (R$

) 2007 2006 2003 Ano 2005 2004 2002 2001

Figura 1.2– Financiamentos mobiliários concedidos pelo SBPE Fonte: Banco Central do Brasil (2007)

A Tabela 1.2 lista as principais linhas de Crédito do Sistema Financeiro Habitacional (SFH) para o financiamento de habitações na modalidade de construção, reforma ou aquisição de material de construção.

Tabela 1.2- Principais linhas de créditos para construção, reforma e aquisição de imóveis residenciais

FINALIDADE PROGRAMA/ AÇÃO PROPONENTE FONTE

Apoio ao Poder Público para Construção

Habitacional Poder público OGU

Carta de Crédito Individual Pessoa física FGTS Carta de Crédito Associativo Pessoa física FGTS

Apoio à Produção Pessoa jurídica FGTS

Pro-Moradia Poder público FGTS

Programa de Arrendamento Residencial Pessoa jurídica FAR

CONSTRUÇÃO DE UNIDADES HABITACIONAIS

Programa Crédito Solidário Pessoa física FDS Apoio ao Poder Público para Construção

Habitacional

Poder público OGU Carta de Crédito Individual Pessoa física FGTS Carta de Crédito Associativo Pessoa física FGTS

AQUISIÇÃO DE UNIDADE HABITACIONAL NOVA

Programa de Arrendamento Residencial Pessoa jurídica FAR Tabela 1.2- Continua

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Tabela 1.2 Conclusão

Apoio à Melhoria das Condições de Habitabilidade de Assentamentos Precários

Poder público OGU Carta de Crédito Individual Pessoa física FGTS

CONCLUSÃO, AMPLIAÇÃO, REFORMA OU MELHORIA DE UNIDADE HABITACIONAL

Programa Crédito Solidário Pessoa física FDS Apoio à Melhoria das Condições de

Habitabilidade de Assentamentos Precários

Poder público OGU Carta de Crédito Individual Pessoa física FGTS Programa Crédito Solidário Pessoa física FDS Carta de Crédito Associativo Pessoa física FGTS Programa de Arrendamento Residencial Pessoa jurídica PAR

AQUISIÇÃO DE MATERIAL DE CONSTRUÇÃO

Pro-Moradia Poder público FGTS

Fonte: Ministério das Cidades, 2006

É importante evidenciar que nenhuma das linhas de crédito listadas pela Tabela 1.4 contempla famílias com renda mensal de até três salários mínimos, na modalidade de construção de moradias, conseqüentemente, 84% da parcela da população (sem

moradia) ficam excluídos do sistema tradicional de financiamentos imobiliários. Em

2004 foi criado o Programa de Subsídio a Habitação (PSH), que oferece um “subsídio” máximo de R$ 4.500,00 para construção de unidades em regime de mutirão. Apesar de alguns considerarem “um grande avanço”, este programa está muito aquém das necessidades de produção de unidades habitacionais tendo em vista os requisitos mínimos de segurança, habitabilidade e sustentabilidade.

1.4 PERGUNTA DA PRESQUISA

A Caixa Econômica Federal (CAIXA) é um dos principais órgãos financiadores de unidades habitacionais do país. Em entrevista com a CAIXA (2005) através da Gerência de Filial de Apoio ao Desenvolvimento Urbano (GEDUR-Curitiba-PR), ficou claro que não

existem linhas de crédito para financiamentos de sistemas construtivos baseados em produtos de madeira de reflorestamento, principalmente os que utilizam painéis e Pinus,

pois considera-se este material degradável, de pouca durabilidade e o imóvel representa a garantia do financiamento a ser concedido. Para homologar um sistema construtivo não convencional junto a CAIXA, é neceesário cumprir os requisitos de segurança, habitabilidade e sutentabilidade.

Diante da realidade econômica e social do Brasil, principalmente no que diz respeito de um lado ao enorme déficit habitacional e de outro o grande potencial florestal,

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observando o exemplo das alternativas construtivas existentes nos países desenvolvidos, este trabalho procura quebrar um paradigma e respondendo a questão:

Como viabilizar o financiamento de moradias de qualidade, para a

população com renda de até três salários mínimos (confortável, durável e segura), utilizando madeira de reflorestamento?

1.5 OBJETIVOS

Considerando a justificativa apresentada anteriormente este trabalho tem como objetivo geral:

Construir e avaliar o desempenho de um protótipo de habitação social utilizando chapas e madeira serrada de reflorestamento, para atender uma demanda específica da COHAB-SC, no atendimento de famílias com renda de até três salários mínimos. Esta pesquisa tem quatro focos principais (objetivos específicos):

Estabelecer uma metodologia de avaliação, envolvendo os diferentes requisitos; baseado nos parâmetros exigidos, segundo padrões da Caixa Econômica Federal e outros órgãos financiadores, possibilitando o financiamento de futuras unidades habitacionais;

Planejar a qualidade do processo de construção, através do monitoramento da execução do protótipo considerando a geração de indicadores de desempenho dos diversos procedimentos pré-estabelecidos;

Avaliar o desempenho térmico do protótipo, comparando os resultados medidos e simulados;

Avaliar o desempenho acústico da fachada e partições internas do protótipo, comparando os resultados medidos e simulados.

1.6 METODOLOGIA E ESTRUTURA DA TESE

O método utilizado para avaliação de desempenho do protótipo de habitação social em madeira de reflorestamento foi o estudo de caso, tendo como objeto de análise um protótipo construído no município de Canoinhas, estado de Santa Catarina, para atender ao Programa de Subsídio à Habitação de Interesse Social (PSH). O trabalho se divide em capítulos, sendo que cada um deles corresponde a uma etapa, visando uma abordagem mais ampla:

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Capítulo 1 –Introdução ao assunto em estudo, apresentando dados sócio–econômicos do

setor habitacional e florestal, vinculando-os ao tema da pesquisa, objetivos e metodologia geral.

Capítulo 2- Levantamento dos fatores restritivos à concessão de financiamentos de

unidades habitacionais em madeira e requisitos de avaliação de desempenho de edifícios, apresentando condições à serem atendidas, critérios, níveis de desempenho e normas, relacionando-os com uma metodologia específica de avaliação de sistemas construtivos em madeira.

Capítulo 3- Apresentação de alternativas construtivas ocorridas em países desenvolvidos.

Descrição do processo de concepção arquitetônica e, apresentação do projeto de pré-fabricação elaborado para o protótipo de Canoinhas-SC.

Capítulo 4- Produção dos elementos pré-fabricados. Esta fase foi realizada em duas

etapas, onde na primeira foram produzidos os componentes pré-fabricados no Laboratório de Tecnologia da Madeira da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e no Laboratório de Tecnologia do Concreto na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). Na segunda etapa, foram produzidas as formas, moldes e os componentes para montagem do protótipo em Canoinhas – SC.

Capítulo 5- Monitoramento do processo construtivo, apresentando a documentação do

protótipo, através do desenvolvimento e aplicação de fichas de especificação e verificação de materiais, procedimentos de execução e quantificação de materiais e serviços. Uma segunda etapa analisa o processo construtivo do protótipo, aplicando ferramentas da qualidade para identificar as possíveis causas dos problemas ocorridos durante a montagem e, finalmente, sugere modificações para a construção de futuras unidades habitacionais.

Capítulo 6- Avaliações de desempenho térmico e acústico através de medições in loco e

de simulações computacionais, comparando os resultados aos níveis de desempenho estabelecido pelas normas específicas.

Capítulo 7- Conclusões finais, sugestões para melhorias do sistema, e avaliação das

perspectivas de comercialização de futuras unidades.

Apêndice 1- Contém o memorial descritivo e os projetos técnicos do protótipo

(arquitetônico, elétrico, hidráulico e projeto executivo dos componentes)

Apêndice 2- Contém as planilhas de materiais e custos do protótipo.

Apêndice 3 - Contém outros requisitos de habitabilidade e sustentabilidade, relacionados à

habitação, independentemente do sistema construtivo ou material utilizado.

Apêndice 4- Apresenta o cálculo das características termo-físicas do sistema construtivo. Apêndice 5- Contém os gráficos de Temperatura (ºC) x Tempo (horas), resultado das

simulações térmicas realizadas no software IDA – Indoor Climate and Energy V3.0, das cidades de Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre.

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Apêndice 6- Contém formulários de especificação com dados para acompanhamento,

inspeção e avaliação da qualidade do sistema construtivo.

1.7 LIMITAÇÕES DO TRABALHO

Muitos assuntos de fundamental importância (listados no capítulo 2) para a viabilização de financiamentos de futuras unidades habitacionais não foram abordados. No âmbito deste trabalho, foram levantados todos os fatores restritivos à concessão de financiamentos, relacionando-os a uma metodologia de avaliação baseada em normas, porém optou-se por avaliar apenas os requisitos de habitabilidade de desempenho térmico e acústico. Os demais requisitos deverão ser avaliados em uma segunda etapa.

Esta pesquisa está em última instância vinculada à LAVRASUL S/A, através de um convênio inter-institucional, com a UTFPR, UFPR, a responsabilidade do projeto, do monitoramento da construção e dos ensaios ficou a cargo autora. As decisões finais com relação à compra de materiais, como por exemplo, a utilização de telhas de fibro-cimento ao invés de telhas de cerâmicas, originalmente especificadas, bem como o método de preservação da madeira e etc., foram decisões finais da LAVRASUL S/A.

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