OPINIÃO A VARIAÇÃO NEGATIVA, APESAR DE INDESEJADA, PASSA AGORA A FAZER PARTE DA NOSSA REALIDADE.

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Texto

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OPINIÃO

A VARIAÇÃO NEGATIVA, APESAR DE INDESEJADA, PASSA

AGORA A FAZER PARTE DA NOSSA REALIDADE.

Convidamos os nossos gestores a responderem 3 perguntas que nos

foram encaminhadas por um de nossos participantes assistidos.

Leia abaixo a opinião do gestor Itaú-Unibanco

A PRhosper não se responsabiliza por decisões tomadas com base nas opiniões aqui publicadas.

A PRhosper acredita que somente através da educação financeira os nossos participantes adquirem as habilidades essenciais para o correto planejamento de aposentadoria.

Esta publicação tem o objetivo de promover a transparência na gestão de investimentos. Esta publicação não representa uma recomendação de investimento nem uma sugestão

de compra de qualquer produto do gestor.

O QUE SE PASSOU PARA DAR NEGATIVO NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2013?

Gostaríamos de salientar alguns pontos em relação à performance acumulada n o de 2013 que vai ao encontro dos benchmarks selecionados para a gestão das carteiras de investimentos.

RENDA FIXA

No ano passado, os fundos IMA-B, benchmark composto por diferentes vencimentos de NTN-Bs, certamente tiveram sua melhor rentabilidade de todos os tempos, dado o fechamento, ou queda, das taxas de juros através não só da “nova política monetária“ exercida pelo Banco Central Brasileiro, com mais leniência em relação a inflação e uma redução considerável nos juros, mas também a uma injeção de capital dos principais Bancos

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Centrais do mundo ( FED e BCE ), que reduziram drasticamente as principais curvas de juros soberanas mundiais. Essa questão valeu-se fortemente desde o período pré crise, 2009 , até agora, especialmente para a economia americana, com uma forte redução de taxas internas de juros e compra de ativos (forçando a queda das taxas dos mesmos).

No Brasil começou fortemente no segundo semestre de 2011. Após um aumento seguido de uma queda das taxas de juros (agosto de 2011), ali, viu-se uma mudança na postura do Banco Central Brasileiro, um afrouxamento fiscal considerável (isenção e redução de impostos) combinando aumento de despesas públicas com grande oferta de crédito à população (incentivando o consumo).

E em 2013...

Durante 2013, já era previsto por nós um ano difícil para os benchmarks compostos por NTN-Bs (títulos indexados a inflação) e com taxas de juros prefixadas , por isso, já estávamos desde o ano passado com posições bem mais defensivas, alocando as estratégias em vencimentos mais curtos desses papéis.

Aqui um ponto: A estratégia do Itaú já era defensiva no ano passado, porém, as projeções de taxa de juros acabaram caindo e agregando um ganho para os mesmos que na nossa visão, havia sido exagerada, tornando nossa estratégia de ficar passivos em juros mais atrativa.

Este ano acontece o oposto do ano passado, ou seja, para combater a inflação o governo acabou cedendo e está com um viés de alta nas taxas de juros (já houve um aumento de 125 bps, fazendo a SELIC sair de 7,25% para 8,50% atualmente e pressionando a curva futura de juros como um todo ). Esta elevação na projeção de juros provoca uma queda de preço dos ativos pertencentes a carteira da Fundação, de forma a se adequar a nova realidade;

Fica mais fácil entender com um exemplo: se um ativo com 1 ano de vencimento foi comprado por R$ 10 e rende 5% a.a., seu valor de resgate no vencimento será R$ 10,50. Se a taxa de juros aumentar de 5% para 6% a.a., o valor de resgate não mudará (continuará R$ 10,50) e, desta forma, o título valerá menos do que antes para comportar esta nova taxa de juros, ou seja, de R$ 10 valerá R$ 9,91 que, somado ao rendimento de 6% a.a, resultará nos mesmos R$ 10,50.

Esta remarcação é chamada marcação a mercado e tem a finalidade de trazer todos os ativos da Fundação a preços de mercado diariamente. Assim como existe um efeito negativo na carteira da fundação quando os juros sobem, há um efeito positivo (como houve no ano passado) quando os juros ou suas projeções caem.

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É necessário dizer que a marcação a mercado é determinação legal e atinge também os fundos de investimentos, carteiras de seguradoras (PGBL´s, por exemplo), etc e evita a transferência de riquezas (alguém resgatar de um fundo cujos ativos estão supervalorizados por não ter seu valor atualizado).

Para as de vencimento mais longos (2035, 2040, 2045, 2050), o cenário pode ser pior, já que neste nível de taxa há maiores riscos, como a melhora da economia americana e europeia, no médio prazo.

O que temos visto recentemente (junho e julho) são oscilações na curva de juros brasileira de acordo com os números advindos da economia americana, ou seja, dados de empregos melhores lá, vendas maiores, significam uma antecipação da retirada dos estímulos, pressionando as curvas americanas, e por consequência, globais. Como exemplo, a Treasury Americana de 10 anos, utilizada como modelo e formadora das taxas longas nos mercados saiu de 1,66% em 26/04 para 2,57% hoje, dia 25/07.

RENDA VARIÁVEL

Com queda de 22% apenas nos primeiros 6 meses deste ano, o índice Bovespa apresentou um resultado que perde somente para o segundo semestre de 2008 (crise das hipotecas e sub-prime) quando o índice desabou cerca de 42%. Como curiosidade, caso comparássemos apenas os “primeiros semestres“ de cada ano, o resultado é o pior desde a crise do petróleo de 1972, quando então, o principal índice acionário caiu 31,44%. Várias são as questões levantadas para tal desempenho, não só nos demais índices brasileiros, como IBX-50, IBX -100, SMLL, Valor, etc, porém o IBOVESPA foi o que mais foi impactado, e dentre elas podemos destacar:

 Forte participação das empresas do Grupo X neste índice (que tiveram um desempenho extremamente negativo), que possui como premissa na sua composição o critério de liquidez das ações, diferente do IBX, por exemplo, que possui como metodologia de participação, principalmente o valor de mercado das companhias;

 A constante melhora, a partir de maio, da economia norte-americana, que através de seus principais representantes no FED, demonstra uma mudança no discurso, de uma retirada, mesmo que paulatina, dos estímulos monetários a partir do segundo semestre de 2013, trazendo novamente a atratividade para o investimento em Renda Fixa no mercado americano, já que as taxas subiram de forma importante;

 Outro fator motivado pelos bons números da economia americana, foi o direcionamento de boa parte dos recursos dos emergentes, principalmente em maio e junho, para as bolsas dos EUA e Japão, que atingiram

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seus máximos históricos nestes períodos;

 Entre os emergentes, o Brasil parece estar em situação menos confortável em comparação a seus pares: China, Índia, Rússia, Chile, México, principalmente , com um inflação oficial batendo o teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional e aumento de juros, fazendo os ativos migrarem, de certo modo, para a renda fixa;

 Dados de crescimento econômico fracos (PIB do primeiro trimestre foi muito mais fraco do que o esperado, 0,6%), desencorajam novos investimentos das companhias com receio em relação ao crescimento de lucros, principalmente nos setores de consume;

 Dados da China, com receio de crescimento menor, pressionam para baixo o preço das commodities, ainda, nosso principal canal de exportação e com forte influência no IBOVESPA.

AS PERSPECTIVAS...

RENDA FIXA

O cenário que se desenhou a partir de abril não deve mudar drasticamente até o final do ano para a Renda Fixa, ou seja, estamos sujeitos às oscilações e aos dados econômicos mundiais e em um cenário de médio prazo com menor liquidez mundial, inclinando as taxas de juros futuras de longo prazo em todo o globo e inclusive no Brasil.

Nas taxas de curto e médio prazo, no caso específico brasileiro, houve dois agravantes, que ainda estarão presentes:

1) Desvalorização cambial de mais de 10% no ano;

2) Inflação persistente e uma aparente mudança de postura do Banco Central, retornando a um modelo mais “firme“ para ancorar as expectativas futuras.

Em suma, o atual ambiente de taxa de juros trouxe consigo a novidade de a renda fixa ter performance negativa, o que não era comum dado ao alto nível de taxa que tínhamos no passado e no caso dos indexadores IMAB ou IRFM (taxas pré-fixadas) foram geradas pelo aumento das projeções de juros e seus efeitos na marcação a mercado dos ativos da carteira e não por perdas incorridas em operações específicas.

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Como acreditamos que os investimentos das fundações devem mirar o longo prazo e que a política de investimentos é desenhada observando todas as particularidades da Fundação, esta variação negativa, apesar de indesejada, passa agora a fazer parte da nossa realidade e a experiência mostra que ajustar os investimentos reagindo a este fato pode trazer prejuízos importantes.

RENDA VARIÁVEL

As perspectivas do mercado local para o segundo semestre de 2013 não são de uma melhora repentina, dado que as variáveis não parecem contribuir positivamente para isso; entretanto, entendemos que os mercados já precificaram as alterações de perspectivas, talvez até de forma mais intensa do que deveria ser, fazendo com que os preços de determinadas ações ficassem atrativos e que alguns setores possam ser beneficiados de uma melhora no nível de atividade econômica.

Por outro lado, a melhora nos EUA, atrelada a injeção forte de capital do Japão e um cenário de “não ruptura“ na Zona do Euro, contribuem para que o investidor global olhe com mais atenção a esses mercados em busca de oportunidades, porém acreditamos que as correções de portfólios, com o fluxo negativo de investimentos que os emergentes sofreram no primeiro semestre, deixaram os alocadores globais “mais leves” para buscas de oportunidades.

“O Itaú Unibanco S.A. é responsável pela gestão dos recursos da Fundação, sendo que não compete a este a operação dos planos previdenciários quer sob o controle de passivo, quer sob a sua respectiva situação econômico-financeira. A Fundação é exclusivamente responsável pela instituição, operação e resultados do

plano de benefício de natureza previdenciária por ela constituído, administrado e executado.”

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Referências

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