Pós – Penal
e Processo Penal
Princípios Gerais de
Processo Penal
Princípios
Há princípios no processo penal que são implícitos e outros que são explícitos
Princípios
Princípios
1. Princípio da verdade real
O juiz criminal não fica adstrito às provas
trazidas pelas partes aos autos, podendo ir atrás de outras provas porque ele não se
convence da verdade formal ou convencional.
Doutrina
Julio Fabbrini Mirabete (Processo
penal, p. 44), “com o princípio da verdade
real se procura estabelecer que o jus
puniendi somente seja exercido contra
aquele que praticou a infração penal e nos exatos limites de sua culpa numa
investigação que não encontra limites na forma ou na iniciativa das partes. Com ele se excluem os limites artificiais da forma ou da iniciativa das partes. (segue)
Doutrina
Com eles se excluem os limites artificiais da verdade formal, eventualmente criados por atos ou omissões das partes, presunções,
ficções, transações etc., tão comuns no processo civil. Decorre desse princípio o dever do juiz de dar seguimento à relação processual quando da inércia da parte e mesmo de determinar, ex officio, provas
necessárias à instrução do processo, a fim de que possa, tanto quanto possível, descobrir a verdade dos fatos objetos da ação penal”
Princípios
2. Princípio do duplo grau de jurisdição
Por este princípio é assegurado à parte (acusação e réu) de um processo o direito de uma nova
análise da causa, por intermédio de um recurso, a ser apreciado por uma categoria de jurisdição mais alta. Completam os festejados autores que “embora só implicitamente assegurada pela
Constituição Brasileira, é princípio
constitucional autônomo, decorrente da própria Lei Maior, que estrutura os órgãos da chamada jurisdição superior”
Doutrina
Ada Pellegrini Grinover, Antonio Magalhães Gomes Filho e Antonio Scarance Fernandes
(Recursos no processo penal, p. 23): “o duplo grau, como garantia fundamental de boa justiça, é
contemplado em diversas constituições estrangeiras e até em documentos internacionais. É o caso do art. 8, n. 2-h, da Convenção Americana dos Direitos
Humanos (Pacto de San José da Costa Rica), que o Brasil ratificou em 1992 e que se tornou lei interna pelo Decreto 678, de 06.11.1992. Entre nós, a
Constituição do Império consagrava expressamente a garantia do duplo grau (art. 158 da Carta de 1824). Mas hoje o princípio não vem mais expressamente inserido na Lei Maior”
Princípios
3. Princípio da iniciativa das partes
Uma das características da jurisdição é a inércia; logo, o juiz não pode iniciar a ação sem a provocação das partes. O titular da ação penal pública é o Ministério Público, segundo o art. 129, I, da CF e art. 257, I, do CPP. Na ação penal privada (igualmente na subsidiária da pública) é o ofendido o seu titular (arts. 29 e 30 da CF)
Princípios
4. Princípio da oficialidade
Cabe ao Estado a função precípua e obrigatória de verificar a existência de um delito, e, por via de consequência, a correta aplicação da punição
cabível. Somente órgãos oficiais estão investidos deste múnus, tais como MP (promover a ação
penal pública e fiscalizar a aplicação da lei),
polícia judiciária (investigar – art. 144, § 1º, I, II, IV, § 4º, da CF), Poder Judiciário (deve julgar – aplicação do direito ao caso concreto).
Princípios
Os órgãos incumbidos da persecução criminal serão sempre oficiais. Assim, quem investiga é a
autoridade policial, quem acusa (em regra) é o
Ministério Público e quem julga é o Judiciário. Esse
princípio traz duas regras importantes:
- da oficiosidade (os órgãos incumbidos da
persecução devem agir de ofício, ou seja, sem aguardar provocação)
- da autoritariedade . (aqueles que estão à
frente da persecução estarão sempre revestidos de autoridade (com exceção da ação penal privada)
Princípios
5. Princípio da intranscendência
Por este princípio, a pena não poderá
passar da pessoa do réu, ou seja, da pessoa a quem foi atribuída a prática delituosa
Princípios
6. “Favor rei” – princípio favor rei ou favor
libertatis (in dubio pro reo)
A dúvida deve pesar em favor do réu. Se as provas
forem dúbias, testemunhas indo em direção
oposta, a ponto de se inviabilizar a verdade real,
deverá o juiz absolver o acusado, pois certamente é melhor absolver um culpado do que condenar um inocente. Por esse princípio, verifica-se que no
processo penal a defesa tem mais recursos e meios à sua disposição (como os Embargos Infringentes, os Embargos de Nulidade, a Revisão Criminal).
Jurisprudência
“O juiz é quem está mais próximo aos fatos, em contacto direto com as partes. Se, usando de sua perspicácia na oitiva do acusado e das
testemunhas, após a aguda observação direta das pessoas, dos fatos, das provas, sopesando as razões apresentadas, ainda se sente inseguro
quanto à culpabilidade do réu, impõe-se a sua absolvição, pois a dúvida não favorece a
sociedade, mas o cidadão, amparado pelo
princípio da presunção de inocência.” (TJBA –
Ap. 3.476 – Rel. Márcio Ribeiro – DJU 21.06.1979, p. 4.861)
Princípios
7. Impulso oficial
O juiz deve sempre dar movimento à ação penal (depois iniciada pelos titulares da ação penal – MP e ofendido) até o seu término, nunca permitindo que ela pare de forma ilegal ou gratuita.
Princípios
8. Princípio da comunhão da prova
A prova pertence somente ao processo (a prova não é de ninguém); mesmo que
produzida por uma das partes, todos
podem se valer da mesma para a busca da verdade real.
Princípios
Princípios
9. Princípio da ampla defesa e do contraditório
Os princípios do contraditório e da ampla defesa têm previsão constitucional (art. 5º, LV, da CF). O contraditório está
irmanado com o princípio da ampla defesa, eis que a Constituição Federal
visou a dar ao réu todas as possibilidades de defesa permitidas em direito.
Princípios
Pelo princípio do contraditório, toda vez que uma parte apresenta uma alegação sobre os fatos ou provas, dentro de um processo, tem a parte contrária o direito de rebater, para que se
mantenha um equilíbrio dentro da relação
acusação e defesa. Para esse exercício, deve o réu ter conhecimento pleno da acusação que lhe
pesa para que dela possa se defender. Daí a necessidade da regular denúncia, citação,
intimações, oportunidades de manifestação, laudos etc., sob pena de nulidade absoluta por violação aos princípios em apreço.
Princípios
A ampla defesa garante a todo acusado o direito de utilizar todos os meios de defesa em direito admitidos, tais como
autodefesa (se defender pessoalmente), defesa técnica (por advogado) e o direito de se manifestar sempre por último,
Jurisprudência
“A sociedade tem interesse na apenação dos culpados. Em contrapartida, não se descura da atenção devida ao direito de defesa. Ao contrário, reclama-lhe a
consubstanciação pelos meios legais colocados ao alcance daqueles que, por isto ou aquilo, vêem-se envolvidos em processo criminal. A garantia, de
estatura maior, que impõe ao Estado a defesa jurídica e judiciária dos necessitados tem contornos não
simplesmente formais. Há de se perquirir sobre o
respeito ao princípio da realidade; sobre a concretude da defesa. (segue)
Jurisprudência
Para tanto, indaga-se sobre a valia da atuação do
defensor, levando-se em conta os atos por si praticados e a indispensável seriedade do respectivo desempenho. O caso dos autos revela, sob a minha óptica, que a
Paciente foi apenada com doze anos de reclusão sem que tenha ocorrido a defesa considerada esta em sua amplitude maior, ou seja, o objetivo que lhe é próprio. (segue)
Jurisprudência
Primária e de bons antecedentes, viu-se condenada, à luz, de um lado, da atuação irrepreensível do Estado-acusador, e, de outro, um defensor que assumiu,
verdadeiramente, postura contemplativa. Por isso,
tenho como nulo o processo, a partir do momento em que deveria ter sido iniciado o patrocínio técnico
efetivo no juízo penal, e não o foi, e, portanto, desde a defesa prévia.” (STF – HC – Rel. Min. Marco Aurélio – RBCCrim 14/404)
Princípios
10. Princípio da presunção de inocência
(estado de inocência, não culpabilidade)
O princípio da presunção de inocência,
também chamado de princípio da inocência ou do estado de inocência, é aquele pelo
qual ninguém pode ser considerado culpado antes do trânsito em julgado da sentença
Doutrina
Fernando Capez (Curso de processo penal, p. 37) :
“o princípio da presunção de inocência desdobra-se em três aspectos: a) no momento da instrução processual, como presunção legal relativa de não-culpabilidade, invertendo-se o ônus da prova; b) no momento da avaliação da prova, valorando-a em favor do acusado quando houver dúvida; c) no curso do processo penal, como paradigma de
tratamento do imputado, especialmente no que concerne à análise da necessidade da prisão
processual”, que, aliás, é permitida e tantas vezes necessária
Princípios
11. Princípio do juiz natural (art. 5º, LIII, da CF) Quando da ocorrência de uma infração penal já existe
toda uma estrutura jurisdicional apta para processar e julgar o infrator. No Brasil é vedado o chamado “Tribunal de Exceção”, em que primeiro ocorre o fato para depois se compor, se escolher o juiz ou o tribunal a julgar o
infrator. Dessa forma, ocorrendo a infração,
naturalmente aquele fato chegará ao conhecimento e tutela do Juiz competente para analisar aquele caso. Juiz natural significa o juízo pre-constituído, ou seja, definido por lei antes da prática do crime. Garantia constitucional que visa a impedir o Estado de direcionar o julgamento, afetando a imparcialidade da decisão.
Jurisprudência
“Juiz natural significa o juízo
pré-constituído, ou seja, definido por lei antes da prática do crime. Garantia constitucional que visa a impedir o Estado de direcionar o julgamento, afetando a imparcialidade da decisão.” (STJ – HC 4931/RJ – Órgão
Julgador: 6.ª Turma – Rel. Min. Luiz
Vicente Cernicchiaro – DJU 20.10.1997, p. 53.136)
Princípios
12. Princípio da publicidade (art. 5º, XXXIII e LX, da CF)
Os atos processuais em regra geral devem ser públicos, como um corolário do princípio do devido processo
legal, pois quanto mais públicos os atos maior legitimidade eles ganham.
No Brasil vigora o princípio da publicidade, em que todos os atos processuais, audiências, julgamentos, consulta aos autos, são públicos, salvo os casos que a própria Carta Magna veda a publicidade (os atos que puderem causar escândalo, inconveniente grave ou perigo de perturbação da ordem, processos esses que correrão em sigilo).
Princípios
13. Princípio da plenitude da defesa (art.
5º, XXXVIII, a,da CF)
No Tribunal do Júri deve ser garantido ao
réu direito a ampla defesa (ela é considerada a mais completa, absoluta, perfeita).
Plenitude da defesa é muito mais abrangente
do que a própria ampla defesa (significa “grande”). Ex.: o direito de a defesa (réu) usar a tréplica no plenário do júri, mesmo que não haja a réplica do Ministério Público.
Princípios
14. Princípio do devido processo legal
Ninguém será privado de sua liberdade e de seus bens, sem que haja o devido processo legal. É o que reza o art. 5º, LIV, da Constituição Federal.
O princípio do devido processo legal (due processo
of law) assegura que todos os processos serão
desenvolvidos da mesma forma, com as mesmas garantias, sem inovações personalistas, ou seja, os processos devem se desenrolar de acordo com as regras da lei.
Princípios
Ele é composto de vários princípios constitucionais, tais como a ampla defesa e o contraditório. Compreende o direito de ser julgado brevemente e, ainda, com mais celeridade se o acusado estiver preso, ser informado de todos os atos, ter acesso a defesa técnica, de ter a
imutabilidade das decisões que sejam favoráveis ao réu. O Código de Processo Penal concretiza este princípio quando, no art. 261, estabelece que nenhum acusado, ainda que ausente ou foragido, será processado ou
julgado sem defensor, e, no art. 263, que dispõe que, se o acusado não tiver defensor, o juiz lhe nomeará um,
ressalvando o direito do acusado de nomear outro ou de defender-se pessoalmente, caso tenha habilitação
Jurisprudência (devido processo na
execução)
“É preciso que o processo de execução
possibilite efetivamente ao condenado e ao Estado a defesa de seus direitos, a
sustentação de suas razões, a produção de suas provas. A oportunidade de defesa deve ser realmente plena e o processo deve
desenvolver-se com aquelas garantias, sem as quais não pode caracterizar-se o devido
processo legal, princípio inserido em toda
Jurisprudência (devido processo na
execução)
Não é por outra razão que o art. 2.º da LEP se
refere à aplicação do Código de Processo Penal, pois, como se afirma na exposição de motivos, ‘a aplicação dos princípios e regras do Direito
Processual Penal constitui corolário lógico de interação existente entre o direito de execução das penas e das medidas de segurança e os
demais ramos do ordenamento jurídico, principalmente os que regulam em caráter
fundamental ou complementar os problemas
postos pela execução.” (STF – HC 67.201-9 – Rel.
Jurisprudência
“O processo penal, o ‘devido processo legal’, é garantia do cidadão, que opõe o seu jus libertatis ao
poder-dever de punir do Estado, jus puniendi, no qual pela sua própria estrutura inquisitiva o réu entra em
desvantagem, já que o precede o inquérito policial, que é um procedimento investigatório de natureza
administrativa aonde o réu figura como indiciado, objeto de investigações, e não sujeito de direitos, e só passa a figurar como parte a partir da citação. Ora, se antes do ato citatório, quando o Juízo determina a citação e marca o interrogatório, o réu sofre
diminuição no seu direito de defesa, o processo não será mais uma garantia do cidadão, (segue)
Jurisprudência
mas sim um instrumento de inquisitorialidade que
ultrapassa até o poder-dever do Juiz, que é de natureza inquisitiva, para ingressar no puro arbítrio. E mais, não se trata de ‘formalismo estéril’ como a alguns pode
parecer, porque em verdade as formas são garantias do cidadão, que diante da máquina estatal, composta do
aparato policial de um órgão, altamente capacitado como o Ministério Público, que o acusa, e diante do
Magistrado, que age na plenitude de seu livre
convencimento quanto ao sistema probatório (art. 157 do CPP), só tem para se defender a obediência efetiva aos trâmites legais, por parte das autoridades que o
processam e o julgam.” (TJSP – Ap. – Rel. Des. Fortes
Princípios
15. Princípio da inadmissibilidade das provas obtidas por meios ilícitos
No processo penal são inadmissíveis as provas obtidas por meios ilícitos, de acordo com dispositivo
constitucional (art. 5º, LVI, da CF).
As provas não podem ser produzidas com violação das regras penais, civis, administrativas ou mesmo as de natureza processual. Ex.: confissão mediante tortura, a interceptação telefônica sem autorização, o
documento inédito mostrado no julgamento do
Tribunal do Júri, a busca e apreensão noturna são casos de inadmissibilidade.
Princípios
Fala-se também em prova ilícita por derivação, também chamada da teoria dos frutos da árvore
envenenada; questiona-se a sua validade em face do
princípio em comento. O art. 157, § 1º, traz em seu bojo a referida teoria dos frutos da árvore envenenada. Por este dispositivo, fica clara a impossibilidade das provas derivadas das ilícitas, salvo duas situações: “São
também inadmissíveis as provas derivadas das ilícitas, salvo quando não evidenciado o nexo de causalidade entre umas e outras, ou quando as derivadas puderem ser obtidas por uma fonte independente das primeiras”
Jurisprudência
“RESP – Constitucional – Processo penal –
Prova ilícita – Admitem-se, em juízo, todos os meios de prova, salvo as obtidas por meio ilícito (Const., art. 5.º, LVI). As provas
ilícitas, porque proibidas, não podem ser consideradas. Cumpre desentranhá-las dos autos.” (STJ – RESP 143520/SC – Órgão
Julgador: 6.ª Turma – Rel. Min. Luiz Vicente Cernicchiaro)
Princípios
16. Princípio da identidade física do juiz
Esse princípio não existia no processo penal e apenas era previsto para o processo civil. Todavia, a Lei n.
11.719/2008 alterou o art. 399 e acrescentou o § 2º, mencionando que “o juiz que presidiu a instrução
deverá proferir a sentença”. Com isso, o processo penal passou a ter o princípio da identidade física do juiz. Vale ressaltar que esse princípio não é absoluto, não sendo exercido, p. ex., no caso de aposentadoria,
morte, promoção, remoção, licença do juiz. A violência a esse princípio acarreta nulidade absoluta da
Inquérito Policial
Definição
é o procedimento administrativo de caráter inquisitório e sigiloso, que visa buscar a
materialidade e autoria acerca de uma infração penal.
Inquérito Policial
Características - Procedimento
É mero procedimento, simples seqüência de atos ordenados, procedimentais.
Inquérito Policial
Procedimento
Processo é palavra de origem do latim
processus.
Processo nada mais é que a somatória da
relação jurídica tripartida, ou seja, entre as
partes (autor e réu) e sujeito processual (juiz) + procedimento.
Processo é uma reunião de atos que devem ser
executados exatamente na ordem predefinida por lei, para que se investigue e se solucione a causa submetida à tutela jurídica.
Inquérito Policial
Características - Procedimento
Procedimento é de origem também do
latim procedere – prosseguir, caminhar para frente. É a ação de seguir para frente, é o movimento que se utiliza desde o começo até o fim
Inquérito Policial
Características - Procedimento administrativo
(CF) Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos: ... IV - polícias civis; ... § 4º - às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira, incumbem, ressalvada a competência da União, as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais, exceto as militares
Inquérito Policial
Características - Procedimento administrativo
O art. 129, VI, da CF, a função institucional do
Ministério Público é o exercício do controle
externo da atividade policial, na forma das
respectivas leis complementares. Logo, analisando o referido dispositivo, conclui-se que a autoridade policial preside o I.P., embora as diligências investigatórias possam ser acompanhadas pelo representante do MP, que detém o controle externo da polícia.
Inquérito Policial
Características - Procedimento administrativo
Súmula 234 do Superior Tribunal de
Justiça – A participação de membro do
Ministério Público na fase investigatória criminal não acarreta o seu impedimento ou
Inquérito Policial
Características - caráter inquisitório
não há contraditório (em regra, mas há exceção)
por conta desse caráter, as diligências
efetuadas no inquérito seguem os critérios estabelecidos pela autoridade policial, não sofrendo influência por parte do averiguado.
Inquérito Policial
Características - caráter inquisitório
Discricionariedade - Segundo o art. 14 do CPP, a
autoridade policial (delegado) possui um poder/dever de agir de forma discricionária no tocante ao
deferimento de diligências, ou seja, o mesmo não é
obrigado a realizar as diligências que forem requeridas pelo indiciado ou pelo ofendido ou por seu
representante legal. Contudo, a autoridade policial é
obrigada a realizar as diligências requisitadas pelo
juiz ou pelo Ministério Público conforme determina o art. 13, II, do CPP
Inquérito Policial
Características - caráter inquisitório
ATENÇÃO
em juízo, poderá a parte produzir a prova
que deseja e participar das demais, que deverão ser refeitas, para passarem pelo crivo do contraditório.
Inquérito Policial
Características - caráter inquisitório
Como no inquérito não tem contraditório, os eventuais vícios de procedimento não
induzem nulidade e somente interferem no valor probatório da prova ou do indício
colhido.
Inquérito Policial
Características - caráter inquisitório Exceção: Lei 13.245/16
Tal lei alterou o Estatuto da Advocacia em seu artigo 7º . Vejamos:
Inquérito Policial
Características - caráter inquisitório
Art. 1o O art. 7o da Lei nº 8.906, de 4 de
julho de 1994 (Estatuto da Ordem dos
Advogados do Brasil), passa a vigorar com as
seguintes alterações:
“Art.
7o ...
Inquérito Policial
Características - caráter inquisitório
XIV - examinar, em qualquer instituição
responsável por conduzir investigação,
mesmo sem procuração, autos de flagrante e de investigações de qualquer natureza,
findos ou em andamento, ainda que
conclusos à autoridade, podendo copiar
peças e tomar apontamentos, em meio físico ou digital;
Inquérito Policial
Características - caráter inquisitório
XXI - assistir a seus clientes investigados durante a apuração de infrações, sob pena de nulidade
absoluta do respectivo interrogatório ou
depoimento e, subsequentemente, de todos os
elementos investigatórios e probatórios dele decorrentes ou derivados, direta ou
indiretamente, podendo, inclusive, no curso da respectiva apuração:
a) apresentar razões e quesitos;
Inquérito Policial
Características - caráter inquisitório
§ 10. Nos autos sujeitos a sigilo, deve o advogado apresentar procuração para o exercício dos
direitos de que trata o inciso XIV.
§ 11. No caso previsto no inciso XIV, a autoridade competente poderá delimitar o acesso do
advogado aos elementos de prova relacionados a diligências em andamento e ainda não
documentados nos autos, quando houver risco de comprometimento da eficiência, da eficácia ou da finalidade das diligências.
Inquérito Policial
Características - caráter inquisitório
§ 12. A inobservância aos direitos estabelecidos no inciso XIV, o fornecimento incompleto de
autos ou o fornecimento de autos em que houve a retirada de peças já incluídas no caderno
investigativo implicará responsabilização
criminal e funcional por abuso de autoridade do responsável que impedir o acesso do advogado com o intuito de prejudicar o exercício da defesa, sem prejuízo do direito subjetivo do advogado de requerer acesso aos autos ao juiz competente.
Inquérito Policial
Características - caráter inquisitório Valor probatório
O conteúdo do inquérito policial é
meramente informativo (possui valor
probatório relativo, pois as provas não são colhidas com aplicação dos princípios
constitucionais do contraditório e da ampla defesa).
Inquérito Policial
Características - caráter inquisitório
O juiz não pode formar a sua convicção
somente com base em provas amealhadas na fase do I.P. O art. 155 do Código de Processo Penal, alterado pela Lei n. 11.690/2008, traz o seguinte texto:
Inquérito Policial
Características - caráter inquisitório
“Art. 155. O juiz formará sua convicção pela livre apreciação da prova produzida em
contraditório judicial, não podendo
fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos informativos colhidos na
investigação, ressalvadas as provas
Inquérito Policial
Características - caráter inquisitório Exceção
O juiz não pode formar sua convicção
baseado no conjunto de provas amealhadas, exclusivamente, nos autos I.P., salvo em três situações:
a) provas cautelares; b) provas irrepetíveis; c) antecipadas.
Inquérito Policial
Características - caráter inquisitório Provas cautelares
As provas cautelares são aquelas que, em
face de urgência, são realizadas antes do
Inquérito Policial
Características - caráter inquisitório Prova não repetível
Trata-se daquela que não consegue ser
realizada novamente na fase judicial. Ex.:
um laudo pericial realizado na fase do I.P. de um objeto que perece em um mês. Logo, na fase judicial o juiz não consegue mandar
realizar um novo laudo, pois o objeto da perícia não existe mais.
Inquérito Policial
Características - caráter inquisitório Atenção
Sobre as provas periciais e documentais há o
princípio do contraditório diferido ou postergado
Inquérito Policial
Características - caráter inquisitório Prova antecipada
É aquela que poder ser determinada antes da
ação penal, de ofício pelo juiz diante da urgência e relevância da prova, conforme
determina o art. 156 do CPP. Neste caso, para que o juiz possa determinar a realização de prova antes da ação penal, necessariamente deve ser considerado o binômio urgente +
Inquérito Policial
Características - caráter inquisitório
Urgente = provas que devem ser realizadas
imediatamente.
Relevante = provas importantíssimas para o
Inquérito Policial
Características - caráter sigiloso
O inquérito policial deve ser sigiloso, para preservar a apuração dos fatos.
Inquérito Policial
Características - caráter sigiloso
Art. 20 do CPP “A autoridade assegurará no inquérito o sigilo necessário à elucidação do fato ou exigido pelo interesse da sociedade”.
Inquérito Policial
Características - caráter sigiloso
Mas não é sigiloso para o averiguado e para o seu advogado, que poderão consultar os
Inquérito Policial
Características - caráter sigiloso
A Lei n. 8.906/94 – Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil, em seu art. 7º, XIV, traz de forma incontestável e expressa o direito de os advogados examinarem em qualquer repartição policial, mesmo sem procuração, autos de flagrante e de inquérito, findos ou em andamento, ainda que conclusos à autoridade, podendo copiar peças e tomar apontamentos.
Inquérito Policial
Características - caráter sigiloso
Negado o acesso, cabe mandado de segurança na esfera criminal.
Inquérito Policial
Características - caráter sigiloso
ATENÇÃO
Súmula Vinculante 14 - STF
É direito do defensor, no interesse do
representado, ter acesso amplo aos elementos de prova que, já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa.
Inquérito Policial
Características - caráter sigiloso
No que tange ao sigilo, este não atinge o juiz
e nem o Ministério Público, que pode
acompanhar os atos investigatórios (art. 26, III, da LOMP)
Inquérito Policial
Características – escrito ou datilografado
Todas as peças do inquérito deverão ser
escritas ou datilografadas, bem como
devidamente rubricadas pelo delegado, de acordo com o determinado no art. 9º do
Inquérito Policial
finalidade
o inquérito tem uma dupla finalidade: 1) buscar a materialidade (certeza da
Inquérito Policial
finalidade
2) buscar a autoria (pelo menos indícios de
Inquérito Policial
finalidade
Observações decorrentes da finalidade Dispensável
Indisponível
Para qualquer infração (Pública, Privada,
Inquérito Policial
sequência de atos - Instauração
O início do inquérito se dará quando chegar
Inquérito Policial
sequência de atos - Instauração
A notitia criminis será espontânea quando
alcançada pela autoridade policial em suas atividades rotineiras (p. ex.: encontro de corpo de delito, notícia por meios de
comunicação, comunicação por funcionários subalternos)
Inquérito Policial
sequência de atos - Instauração
A notitia criminis será ou será provocada
quando a notícia for dada pela vítima,
membro do Ministério Público, autoridade judicial ou mesmo em caso de flagrante.
Inquérito Policial
sequência de atos - Instauração
Quando a notitia criminis aponta o possível
Inquérito Policial
sequência de atos - Instauração
Há três espécies diferentes de notitia
criminis:
a) notitia criminis de cognição direta ou
imediata – é o conhecimento da infração penal pela autoridade policial no exercício de suas atividades rotineiras (através da tv, jornal, delação anônima etc.);
Inquérito Policial
sequência de atos - Instauração
b) notitia criminis de cognição indireta ou
mediata – a autoridade policial toma conhecimento por intermédio de alguém ou de alguma outra autoridade, como p. ex., a requisição do juiz, do Ministério Público, do Ministro da Justiça nos crimes de ação pública condicionada (crime contra a honra do presidente etc.), representação do ofendido, requerimento do ofendido nas ações penais privadas;
Inquérito Policial
sequência de atos - Instauração
c) notitia criminis de cognição coercitiva –
Inquérito Policial
sequência de atos - Instauração
Crimes de ação pública incondicionada
Nos crimes de ação pública incondicionada o inquérito
policial poderá ser iniciado:
a) Ofício pelo delegado de carreira (peça que instaura o I.P.
– portaria – art. 5º, I, do CPP).
b) Requisição do juiz ou do Ministério Público – art. 5º, II,
do CPP.
c) Pela prisão em flagrante delito (peça que instaura o
inquérito policial – auto de prisão em flagrante).
d) Requerimento do ofendido ou de seu representante
Inquérito Policial
sequência de atos - Instauração
Crimes de ação pública condicionada
Crimes de ação pública condicionada Nos
crime de ação pública condicionada o inquérito policial poderá ser iniciado:
a) Requisição do Ministro da Justiça (crimes
do art. 7º, § 3º, “b”, do CP; art. 145, parágrafo único, do CP).
b) Representação do ofendido ou de seu
representante legal – arts. 5º, § 4º, e 24, ambos do CPP)
Inquérito Policial
sequência de atos - Instauração
Crimes de ação privada
Nos crime de ação privada o inquérito policial
poderá ser iniciado a requerimento do ofendido ou de seu representante legal (arts. 5º, § 5º, e 30, ambos do CPP).
Na hipótese de morte ou ausência
judicialmente declarada do titular, o direito de queixa passa a ser do cônjuge, ascendente, descendente ou irmão (art. 31 do CPP)
Inquérito Policial
sequência de atos
Requerida a instauração e indeferida pela
Autoridade Policial, caberá recurso
administrativo ao Secretário de Segurança
Pública, que em última instância é o “chefe de polícia” nos termos do art. 5, §2º, do CPP.
Esse recurso é inominado e também a lei
Inquérito Policial
sequência de atos
Deverá a autoridade policial :
I – dirigir-se ao local, providenciando para que não se alterem o estado e conservação das
coisas, até a chegada dos peritos criminais;
II - apreender os objetos que tiverem relação com o fato, após liberados pelos peritos
criminais;
III - colher todas as provas que servirem para o
esclarecimento do fato e suas circunstâncias;
Inquérito Policial
sequência de atos
V - ouvir o indiciado (se recusar a assinar,
testemunhas instrumentárias);
VI - proceder a reconhecimento de pessoas e
coisas e a acareações;
VII - determinar, se for caso, que se proceda a exame de corpo de delito e a quaisquer
Inquérito Policial
sequência de atos
VIII - ordenar a identificação do indiciado (no
indiciamento – vide a seguir) pelo processo datiloscópico, se possível, e fazer juntar aos autos sua folha de antecedentes;
IX - averiguar a vida pregressa do indiciado, sob o
ponto de vista individual, familiar e social, sua condição econômica, sua atitude e estado de ânimo antes e depois do crime e durante ele, e quaisquer outros elementos que contribuírem para a apreciação do seu temperamento e caráter.
Inquérito Policial
indiciamento
Indiciamento é a atribuição da prática de uma
infração a uma pessoa, no I.P., desde que haja indícios suficientes de ser ela autora do crime.
(é o momento em que surge o principal suspeito
da prática delitiva)
O indiciamento é mero ato administrativo,
próprio do Inquérito, consequência das
atividades policiais e conclusão, por parte da
autoridade, de que o agente é o principal suspeito nos autos do Inquérito.
Inquérito Policial
indiciamento
O indiciamento:
- não macula o agente.
- não gera reincidência
Inquérito Policial
sequência de atos - relatório
O último ato do inquérito, aquele que
encerra o procedimento, é o relatório final da autoridade que presidiu o inquérito.
Poderão existir outros relatórios no decorrer do inquérito, mas serão parciais, pois o que encerra o procedimento é o relatório final
Inquérito Policial
prazo
O prazo para encerramento do inquérito policial, em regra, é de 30 (trinta) dias
quando o indiciado estiver solto e de 10
Inquérito Policial
prazo
Há prazos diferenciados em leis especiais:
economia popular é de 10 dias estando o réu
preso ou não;
justiça federal é de 15 dias;
drogas é de 30 (trinta) dias quando o indiciado estiver preso e 90 (noventa) dias quando o
indiciado estiver solto (esses prazos podem ser duplicados);
Inquérito Policial
destino
Encerrado o inquérito policial qual o seu destino?
Inquérito Policial
destino
e em se tratando de infração de ação penal privada, os autos ficarão a disposição do requerente (vítima ou na sua ausência ou
morte ascendente, descendente, cônjuge ou irmão)
Inquérito Policial
destino
quando a infração for de ação penal pública, os autos serão encaminhados ao Ministério Público, que poderá tomar três atitudes:
Inquérito Policial
destino
a) Considerar que o inquérito está carecendo de uma complementação e por isso requerer novas diligências (hipótese em que os autos serão devolvidos à Autoridade Policial para complementação);
Inquérito Policial
destino
b) Se convencer da materialidade e autoria, oferecendo a denúncia (que o magistrado poderá receber ou não) e;
Inquérito Policial
destino
c) Não se convencer da materialidade, da autoria ou dos dois e requerer o arquivamento do inquérito.
Inquérito Policial
destino
ATENÇÃO
da decisão do magistrado que arquiva os autos do inquérito não cabe recurso, mas os autos
poderão ser desarquivados, a qualquer tempo, antes da prescrição, mediante o
Ato Normativo 314 – PGJ-SP
o art. 26, I, da Lei Federal nº 8625, de 12 de fevereiro de 1993, e o art. 104, I, da Lei
Complementar Estadual nº 734, de 26 de
novembro de 1993, autorizam o membro do Ministério Público, no exercício de suas
funções, a instaurar procedimentos
administrativos pertinentes ao desempenho de suas atribuições constitucionais;
Ato Normativo 314 – PGJ-SP
O membro do Ministério Público, no exercício
de suas funções na área criminal, poderá, de ofício ou em face de representação ou outra peça de informação, instaurar procedimento administrativo criminal quando, para a
formação de seu convencimento, entender necessários maiores esclarecimentos sobre o caso ou o aprofundamento da investigação criminal produzida.
Ato Normativo 314 – PGJ-SP
A decisão de instauração de procedimento
administrativo criminal deverá, conforme o caso, levar em conta, dentre outros aspectos, especialmente os seguintes:
I - prevenção da criminalidade;
II - aperfeiçoamento, celeridade, finalidade e indisponibilidade da ação penal;
III - prevenção e correção de irregularidade,
ilegalidade ou abuso de poder relacionado com a atividade de investigação;
Ato Normativo 314 – PGJ-SP
IV - aperfeiçoamento da investigação,
visando à preservação ou obtenção da prova, inclusive técnica, bem como a validação da prova produzida, para fins de persecução penal;
V - fiscalização da execução de pena e medida de segurança.
Ato Normativo 314 – PGJ-SP
O membro do Ministério Público, no
exercício de suas funções na área criminal, deverá dar andamento, no prazo
improrrogável de 30 (trinta) dias a contar de seu recebimento, às representações,
requerimentos, petições e peças de
informação de qualquer natureza que lhes sejam encaminhadas, quer decida-se, quer não, pela instauração do procedimento
Ato Normativo 314 – PGJ-SP
A decisão de instauração do procedimento administrativo criminal caberá ao membro do Ministério Público cujo cargo detiver
atribuição para, no caso, oficiar em eventual ação penal que possa resultar da
Ato Normativo 314 – PGJ-SP
O procedimento administrativo criminal será instaurado por termo de abertura, que
necessariamente conterá:
I - a descrição do fato objeto de investigação ou
esclarecimentos e o meio ou a forma pelo qual dele se tomou conhecimento;
II - o nome e a qualificação do autor da representação, se for o caso;
Ato Normativo 314 – PGJ-SP
Para secretariar os trabalhos, o presidente designará, nos próprios autos do
procedimento administrativo criminal, funcionário ou servidor do Ministério
Público, ou, na falta deste, pessoa idônea, mediante compromisso
Ato Normativo 314 – PGJ-SP
Para instruir o procedimento administrativo criminal o presidente poderá:
I - expedir notificações para colher depoimento ou esclarecimento e, em caso de não comparecimento
injustificado, requisitar condução coercitiva, inclusive pela Polícia Civil ou pela Polícia Militar, ressalvadas as prerrogativas previstas em lei;
II - requisitar informações, exames, perícias e documentos de autoridades federais, estaduais e
municipais, bem como dos órgãos da administração direta, indireta ou fundacional, de qualquer dos
Ato Normativo 314 – PGJ-SP
poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;
III - requisitar informações e documentos a entidades privadas;
IV - promover inspeções e diligências
investigatórias junto às autoridades, órgãos e entidades a que se refere o inciso II deste artigo.
Ato Normativo 314 – PGJ-SP
A diligência que deva ser realizada em outra comarca deverá ser deprecada ao membro do Ministério Público local
Ato Normativo 314 – PGJ-SP
O secretário designado somente poderá permitir vista dos autos ou extração de cópias do procedimento administrativo criminal depois de expressamente
autorizado pelo presidente ou, em sua ausência, de quem responder pelas
Ato Normativo 314 – PGJ-SP
O procedimento administrativo criminal deverá ser concluído no prazo de 90
(noventa) dias, permitidas, se necessário, prorrogações por iguais períodos, mediante motivação consignada nos autos por seu
Ato Normativo 314 – PGJ-SP
Caso se convença da inexistência de fundamento que lhe autorize a promoção de qualquer medida judicial ou extrajudicial, o presidente promoverá o
arquivamento do procedimento administrativo criminal.
A promoção de arquivamento será apresentada ao órgão jurisdicional competente sempre que o
procedimento administrativo criminal tiver sido
instaurado em razão de notícia de infração penal, ou esta tiver surgido no decorrer da investigação,
aplicando-se, na hipótese, no que for compatível, o disposto no artigo 28 do Código de Processo Penal
Ato Normativo 314 – PGJ-SP
Os autos do procedimento administrativo criminal cujo arquivamento tiver sido ordenado por seu
presidente serão depositados em arquivo permanente do Ministério Público.
Depois de promovido o arquivamento do
procedimento administrativo criminal, o membro do Ministério Público poderá proceder a novas
diligências, se de novos elementos de convicção tiver notícia.
Ato Normativo 314 – PGJ-SP
A instauração e a conclusão do
procedimento administrativo criminal, bem como seu arquivamento e o eventual
oferecimento de denúncia ou proposta de transação penal, deverão ser comunicados pelo presidente ao Centro de Apoio
Operacional às Execuções e das Promotorias de Justiça Criminal - CAEx-Crim.
Ato Normativo 314 – PGJ-SP
O presidente do procedimento
administrativo criminal zelará pela
integração de suas funções com as da polícia judiciária e de outros órgãos colaboradores, em prol da persecução penal e do interesse público