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O mês de abril foi mais um período de instabilidade para o Ibovespa, com volatilidade nos preços das commodities (minério de ferro e petróleo) e pela turbulência provocada pelos embates políticos na questão da Previdência, avanços da operação Lava Jato, com mais delações premiadas acontecendo e, mais no final do mês, a votação do projeto da legislação trabalhista. No cenário internacional, o aumento da tensão entre Estados Unidos e Coreia do Norte, a avaliação de propostas do governo Trump e as eleições na França, foram os principais acontecimentos que mexeram com o humor dos investidores, provocando volatilidade nos preços dos papéis.
Do lado positivo, a redução da taxa Selic em 1 ponto percentual, passando de 12,25% para 11,25% e os recentes indicadores de inflação mostrando que a continuidade de queda nos principais índices de preços vêm consolidando uma expectativa de novas reduções na taxa básica de juros e de uma possível retomada do crescimento da economia no médio prazo. No entanto, as taxas de juros na ponta do consumidor ainda são proibitivas e outros fatores econômicos ainda seguem resistentes ao processo de recuperação, inibindo a decisão de investimento em setores importantes, neste começo de ano.
No 1T17, a taxa de desemprego do Brasil aumentou para 13,7%, na comparação com os 10,9% registrados no mesmo período de 2016. É a maior taxa de desemprego desde o início do levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2012. A marca é superior ainda aos 12% do último trimestre de 2016. A safra de resultados corporativos já vem mostrando que o primeiro trimestre ainda foi de desafios para uma boa parte das empresas, embora exista uma expectativa mais positiva em relação a estes resultados, principalmente de bancos. Outros setores deverão ainda trazer números fracos, considerando que a esperada retomada ainda não pode ser observada.
Para o mês de maio, optamos por seguir com uma Carteira ainda conservadora, composta por ações defensivas, acreditando que os problemas domésticos, agora com maior pressão popular sobre os pontos fundamentais, em fase de aprovação, poderão pesar sobre o mercado de ações.
Carteira Mensal Planner registra alta de 5,2% em abril, com valorização de 21,3%
no ano, enquanto o Ibovespa acumula ganho de 8,6% até abril.
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Desempenho da Carteira Planner em Abril
A Carteira Mensal Planner registrou mais um bom desempenho com valorização de 5,40%, tendo apenas uma ação do lado negativo, que foi a Sabesp. Destaque positivo para Ser Educacional, Raia Drogasil e MRV Engenharia, com altas expressivas no mês.
% Contrib. abr/17 Ano Oscil.
BB Seguridade ON BBSE3 29,89 37,00 23,8 2,36 8,75 1,83 10,0 0,24 59,7 107,5 Klabin UNIT KLBN11 15,80 19,00 20,3 4,65 -9,69 0,66 10,0 0,47 15,8 43,9 MRV Engenharia PN MRVE3 15,94 16,55 3,8 11,00 49,27 0,41 10,0 1,10 7,0 39,4 Multiplan ON MULT3 67,70 65,00 (4,0) 2,11 14,59 0,52 10,0 0,21 13,5 38,0 Raia Drogasil ON RADL3 67,45 70,00 3,8 14,97 10,53 1,24 10,0 1,50 22,2 84,9 Sabesp ON SBSP3 29,27 40,00 36,7 -6,76 5,54 0,93 10,0 (0,68) 20,0 63,8 Ser Educacional ON SEER3 24,50 23,00 (6,1) 19,51 33,15 0,00 10,0 1,95 3,1 10,1 Taesa UNIT TAEE11 23,01 25,00 8,6 0,26 10,95 0,00 10,0 0,03 7,9 31,0 Telefônica Brasil PN VIVT4 47,29 50,00 5,7 4,15 11,66 1,83 10,0 0,42 74,0 81,5 Weg ON WEGE3 17,70 18,00 1,7 1,72 15,07 0,94 10,0 0,17 28,5 36,6 Ibovespa IBOV 65.403 68.920 5,38 0,64 10,69 8,36 100,0 5,40 7.162,3
IBRX IBRX 27.041 0,88 9,09
IBRX50 IBRX50 10.914 0,60 8,42
Fonte : Planner Corretora e Economatica
Empresa Tipo Valor de Mercado (R$ bi) Vol. Méd. Neg. / Dia (R$ milhões) Código Bovespa Cot. Fechto R$ / Ação Preço Justo R$ / Ação Valor. Pot. (%)
Carteira Mensal: Abril de 2017
Peso na Carteira Ibovespa Proposto Oscilação - %
Portfólio Sugerido para Maio
Para o mês de maio optamos pela realização de lucro nas ações com altas fortes enxergando oportunidade em outras ações com bons fundamentos e que ainda podem valorizar neste mês. Entramos na carteira com Itaúsa, Kroton, Multiplus e Petrobras. Retiramos MRV Engenharia, Raia Drogasil, Ser Educacional com lucro e apenas Sabesp com desvalorização em abril. BB Seguridade ON BBSE3 29,22 37,00 26,6 1,83 10,0 58,3 97,6 Itausa PN ITSA4 9,65 12,00 24,4 3,48 10,0 70,1 143,1 Klabin UNIT KLBN11 15,71 19,00 20,9 0,65 10,0 15,7 48,9 Kroton ON KROT3 14,70 16,00 8,8 1,93 10,0 23,9 111,2 Multiplan ON MULT3 68,05 65,00 (4,5) 0,53 12,0 13,6 37,9 Multiplus ON MPLU3 38,95 43,00 10,4 0,00 8,0 6,3 11,0 Petrobras PN PETR4 14,34 15,00 4,6 5,41 10,0 189,6 537,0
Taesa UNIT TAEE11 23,15 25,00 8,0 0,00 10,0 8,0 29,8
Telefônica Brasil PN VIVT4 48,04 50,00 4,1 1,86 10,0 75,5 83,3
Weg ON WEGE3 17,25 18,00 4,3 0,92 10,0 27,8 34,9
Ibovespa IBOV 65.148 68.920 5,79 16,60 100,0 7.110,1
IBRX IBRX 26.903
IBRX50 IBRX50 10.877
Fonte : Planner Corretora e Economatica
Carteira Mensal: Maio de 2017
Peso na Carteira Ibovespa Proposto Empresa Tipo Valor de Mercado (R$ bi) Vol. Méd. Neg. / Dia (R$ milhões) Código Bovespa Cot. Fechto R$ / Ação Preço Justo R$ / Ação Valoriz. Potencial (%)
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1.
Ações mantidas na Carteira
BB Seguridade (BBSE3): Estamos mantendo as ações da companhia na nossa Carteira para maio esperando a continuidade da alta neste ano, baseado no nosso preço justo de R$ 37,00/ação. A companhia registrou em 2016 um lucro líquido ajustado de R$ 4,1 bilhões, com aumento de 4,1% em relação a 2015, mesmo com a queda da atividade econômica, seus efeitos sobre as receitas da companhia, e o aumento das alíquotas dos tributos incidentes sobre as vendas das suas controladas e coligadas. As expectativas para 2017 são positivas, com crescimento do lucro líquido ajustado entre 1,0% e 5,0%.
Klabin (KLBN11): Mantivemos a Unit da Klabin em nossa Carteira Mensal por conta da perspectiva melhor do cenário doméstico, além dos dados positivos divulgados pela Associação Brasileira de Papelão Ondulado (ABPO). Segundo a ABPO, em março, as expedições brasileiras de caixas, acessórios e chapas de papelão subiram 7,07% em relação ao mesmo mês do ano anterior, para 292,15 mil toneladas. Comparada às vendas de fevereiro, a expansão chegou a 15,79%. Desse modo, as vendas de papelão acumularam alta de 5,23% nesse primeiro trimestre e a associação projeta que a expansão em 2017 ficará entre 1,5% e 2,0%.
A Klabin encerrou 2016 com aumento de 25% na receita líquida (R$ 7,1 bilhões), ganho de 16% no EBITDA (R$ 2,3 bilhões) tendo sua margem perdido 2pp para 32%. Desse modo, e impulsionada pelas vendas da unidade Puma, a Klabin encerrou 2016 com lucro líquido de R$ 2,5 bilhões, em comparação ao prejuízo líquido de R$ 1,3 bilhão em 2015.
Com preço justo de R$ 19,00 por Unit (KLBN11) o potencial de valorização para este ano é de 20,9% sobre a cotação de R$ 15,80 no fechamento da sexta-feira (28/04).
Multiplan (MULT3):A Multiplan divulgou os resultados do 1T17 somando R$ 54,3 milhões contra R$ 70,1 milhões no 1T16, com queda e 22,5%. No entanto, esta redução foi explicada pelo efeito não-caixa da remuneração baseada em opções de ações, aumento de 17,7% no resultado financeiro, por conta do crescimento da dívida bruta quando comparada ao 1T16 e também pelo aumento de 15,8% na conta de depreciação e amortização, devido às aquisições de participações recentes. Se a remuneração baseada em ações fosse excluída dos resultados do 1T16 e 1T17, o lucro líquido teria crescido 6,7%, alcançando R$ 80,4 milhões. A margem líquida teria sido de 28,9% no 1T17, ante 27,0% no 1T16.
O EBITDA totalizou R$187,3 milhões no 1T17, um decréscimo de 5,8% em relação ao mesmo período do ano passado, devido principalmente ao aumento do valor das phantom stocks. A margem EBITDA diminuiu de 71,3% no 1T16 para 67,2% no 1T17. Acreditamos que os próximos períodos serão mais positivos para a companhia embora os fundamentos principais tenham se mantido bastante positivos.
Taesa (TAEE11): Estamos mantendo as Units da companhia considerando as características defensivas de seus papéis. A Taesa registrou em 2016 um lucro líquido de R$ 862 milhões, com queda de 5,2% em relação a 2015, com destaque para a taxa de disponibilidade anual das suas linhas de transmissão, de 99,96%. Ao final de dez/16 sua dívida Líquida era de R$ 3,0 bilhões, com queda de 7,0% em 12 meses, reflexo da disciplina financeira orientada para a redução do custo da dívida e da otimização da gestão do caixa. Em 2016, a alavancagem era de 2,0x em dez/16 ante 2,3x em dez/15.
Na AGO a ser realizada em 28 de abril, será proposta a distribuição de dividendos adicionais de R$ 174,7 milhões, correspondentes a R$ 0,5071 por Unit com os papéis sendo negociados “ex” dividendos a partir de 05 de maio. O retorno (dividend yield) estimado é de 2,2%.
Telefônica Brasil (VIVT4): Seguimos com a VIVT4 na carteira para o mês de maio. Acreditamos que a empresa repetirá bons resultados no 1T17. Os números de 2016 mostraram aumento na participação de mercado da empresa para 30%
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em dez/16, chegando a 97,1 milhões de acessos, dos quais 73,8 milhões no negócio móvel e 23,4 milhões no negócio fixo. O lucro líquido anual passou de R$ 3,3 bilhões em 2015 para R$ 4,1 bilhões em 2016. O EBITDA cresceu 10,3% passando de R$ 12,7 bilhões em 2015 para R$ 14,0 bilhões m 2016.
Embora o setor ainda venha se ajustando às exigências cada vez mais pesadas e ainda não tenha definida a sua regulamentação, acreditamos na consistência dos resultados operacionais e financeiros da empresa neste ano. Além disso, numa eventual queda do mercado, a ação é mais defensiva.
Weg (WEGE3): Mantivemos a ação na Carteira, considerando a qualidade da empresa, sua trajetória de lucros crescentes, elevada liquidez financeira, diversificação geográfica e de produtos, além da política de distribuição de proventos.
A Weg divulgou seus resultados do 1T17 na última semana de abril, mostrando reduções de vendas e no resultado final. As principais razões para a diminuição do lucro foram a queda de receita no mercado externo, devido principalmente à valorização do real, e a redução no resultado financeiro positivo. O lucro da Weg no 1T17 somou R$ 258 milhões (R$ 0,16 por ação), número que ficou 8,7% abaixo daquele obtido no 1T16 e 20,3% menor que no trimestre anterior. Esperamos que a Weg mostre melhores resultados no restante do ano. As projeções médias do mercado indicam que o lucro de 2017 será 12,6% maior que em 2016.
A Weg distribuiu proventos trimestralmente, em um percentual elevado do lucro, que em 2016 foi de 51,8%. Neste ano a empresa já deliberou dois pagamentos de juros sobre o capital, um primeiro no valor bruto por ação de R$ 0,0636892 e o segundo de R$ 0,065302. Os dois proventos serão pagos a partir do dia 16 de agosto de 2017.
As ações da Weg estão sendo negociadas com indicador Preço/Lucro de 22,1x para 2017 e 20,0x em 2018, considerando as projeções do mercado organizadas pela Bloomberg. O Preço Justo médio é de R$ 17,53/ação, indicando um potencial de alta em 2%.
2.
Ações incluídas na Carteira
Itaúsa (ITSA4): Voltamos com suas ações em nossa carteira, em função da valorização relativa no mês de abril, em percentual abaixo de seu principal investimento o Itaú Unibanco. Para 2017 a revisão de seu portfólio de investimentos segue como uma das prioridades e visa uma “pequena” diversificação dos seus investimentos. Um dos objetivos é reduzir a participação relativa do segmento de serviços financeiros dos atuais 97% para próximo de 90%. O foco são investimentos que façam sentido e agreguem valor aos acionistas. Uma eventual recompra de ações também não está descartada.
Nesse sentido a Itaúsa adquiriu uma participação na Nova Transportadora do Sudeste S.A. – NTS pelo valor de US$ 292,3 milhões e que resultou em uma participação final de 7,65% no capital social da NTS. A Itaúsa adquiriu também debêntures conversíveis em ações emitidas pela NTS, com vencimento em 10 (dez) anos e no valor total de R$ 442,1 milhões. A Itaúsa não espera que a operação acarrete efeitos significativos nos seus resultados em 2017.
Kroton (KROT3): Entramos com a ação da Kroton em nossa Carteira Mensal a partir da realização de lucro nos papéis da Ser Educacional, desse modo seguimos expostos no setor educacional.
A companhia informou no dia 25 o resultado positivo do seu processo de captação e rematrícula da Graduação, que no total registrou crescimento de 10% em relação ao 1T16, para 112,223 mil alunos, desconsiderando os alunos de Uniasselvi. No segmento de Ensino a Distância (EAD), houve crescimento de 11% (A/A), atingindo 201.276 novos alunos, sendo que a captação de alunos pagantes foi superior em 12%.
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Por fim, a Kroton apresentou aumento de 1% na sua base total de alunos que passou para 979.193 alunos no 1T17, considerando o aumento de 11% na captação total (313.499 alunos) e a queda de 3% nas rematrículas totais (665.694 alunos). A companhia também comunicou recentemente que o tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) prorrogou o prazo de análise sobre o processo de fusão com a Estácio por 60 dias, devendo ser encerrado até 27 de junho de 2017. O prazo pode ainda ser prorrogado por, no máximo, mais 30 dias, mediante decisão do CADE. Seguimos confiantes na aprovação do órgão regulador e a conclusão do negócio, mesmo que para isso seja necessário a imposição de alguns remédios mais duros, como a venda de parte do segmento de EAD.
A data prevista para divulgação dos resultados referentes ao 1T17 é dia 12 de maio, antes da abertura do mercado. Com preço justo de R$ 16,00/ação a Kroton tem um potencial de alta de 7,0% sobre a última cotação de fechamento (R$ 14,95).
Multiplus (MPLU3): Incluímos a Multiplus na Carteira mensal de maio considerando que mesmo com a queda no volume dos negócios de cartões de fidelidade, a empresa segue com uma situação financeira bastante sólida e gerando bons resultados. Acreditamos que mesmo num mercado com mais competidores a Multiplus seguirá mostrando bons resultados e sustentando o pagamento de dividendos trimestrais com bom retorno para seus acionistas.
Em 2016, a empresa registrou queda de 5,9% no volume de pontos emitidos somando 20,1 bilhões no 4T16 e 80,7 bilhões no acumulado do ano. O número de participante no programa passou de 14,2 milhões em 2015 para 16,5 milhões em 2016. A receita líquida de 2016 mostrou uma queda de 2,8% totalizando R$ 2,2 bilhões, mas o lucro bruto cresceu 6,0% no comparativo anual e o resultado líquido evoluiu 7,1%, encerrando 2016 em R$ 513,8 milhões. Os números da Multiplus são historicamente muito consistentes, o que a permite manter uma política de bons dividendos e valorização da ação.
Petrobras (PETR4): Estamos incluindo a ação na Carteira, considerando que a empresa está completando uma grande transformação, cujos resultados devem continuar sendo vistos nos próximos trimestres. Depois de passar um período extremamente conturbado, a Petrobras voltou a obter resultados positivos consistentes, a partir das reduções de custos, despesas operacionais e financeiras. Além disso, o Plano de Desinvestimentos da empresa é bastante ambicioso e deve reduzir expressivamente o endividamento. A Petrobras já vendeu ativos no valor de US$ 13,6 bilhões em 2015 e 2016, tendo com meta fazer desinvestimento de US$ 21 bilhões no biênio 2017-2018, valor equivalente a 22% de sua dívida líquida.
No 4T16, a Petrobras apresentou um lucro líquido de R$ 2,5 bilhões (R$ 0,19 por ação), contra prejuízos de R$ 16,5 bilhões no trimestre anterior e R$ 36,9 bilhões no mesmo período de 2015. Em 2016, a empresa obteve um EBITDA total de R$ 88,7 bilhões, que foi ficou 15,6% acima do verificado no ano anterior. No entanto, a contabilização de fatores não recorrentes, principalmente impairment (R$ 20,3 bilhões), levou a um prejuízo no ano de R$ 14,8 bilhões (R$ 1,14/ação).
Considerando nossas projeções, PETR4 está sendo negociada com um indicador Preço/Lucro de 15,7x para 2017 e 11,0x em 2018. O Preço Justo para esta ação é de R$ 15,00 e nossa recomendação é de Manutenção.
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Ações retiradas da Carteira
MRV Engenharia (MRVE3): Retiramos a MRV da Carteira para realização de lucro. A ação valorizou 11,0% no mês de abril e, a despeito de ainda estar cheia de um dividendo de R$ 0,29984851 por ação, no dia 15 de maio, acreditamos que a ação está bem precificada neste momento. Na sexta-feira a ação MRVE3 encerrou cotada a R$ 15,94 acumulando valorização de 49,27% no ano. Temos recomendação de Compra para ação com preço justo de R$ 16,55 por ação o que implica um ganho potencial apenas 3,8%, o que também justifica nossa decisão. Seguimos com uma
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visão positiva para a empresa no médio e longo prazo, mas no momento, optamos pela sua troca por outra ação com maior potencial de alta.
Raia Drogasil (RADL3): A ação RADL3 teve o melhor desempenho na nossa Carteira de abril com valorização de 12,79% acumulando alta de 10,53% neste ano. Desta forma, decidimos pela realização de lucro na ação, incluindo outra boa empresa na Carteira recomendada para maio. Acreditamos que a Raia Drogasil virá novamente com resultados bastante consistentes nos números do 1T17, mas o momento é oportuno para girar o papel depois de uma valorização expressiva.
Sabesp (SBSP3): Retiramos suas ações pela maior volatilidade no curto prazo. O reajuste tarifário de uma empresa do setor, abaixo do esperado, refletiu negativamente nas suas ações. Some-se um eventual envolvimento da companhia no âmbito da Operação Lava Jato, noticiado na mídia na semana passada. Entretanto, mantemos a visão positiva para os papéis da empresa, acreditando na continuidade do bom resultado realizado em 2016, um lucro de R$ 2,95 bilhões, acima do lucro de R$ 536 milhões de 2015, reflexo da melhora do seu resultado operacional e financeiro. Destaque para a desalavancagem da companhia, pela queda do endividamento e o incremento de EBITDA. Ao final de dez/16 sua dívida líquida era de R$ 10,1 bilhões equivalente a 2,2x o EBITDA, abaixo de 2,9x de dezembro de 2015.
Seer Educacional (SEER3): Retiramos a ação da Ser Educacional de nossa Carteira, para realização de lucro, depois de uma valorização de 19,51% em abril. Seguimos confiantes na boa qualidade do negócio da companhia, principalmente a partir do resultado positivo da captação de alunos desse ano. A companhia divulgará seus resultados referentes ao 1T17 no dia 05 de maio sem horário definido.
Com preço justo de R$ 23,00 por ação a Ser Educacional já está bem precificada em relação à última cotação de fechamento que foi de R$ 24,50.
Página | 7 Mario Roberto Mariante, CNPI*
[email protected] Luiz Francisco Caetano, CNPI
[email protected] Victor Luiz de Figueiredo Martins, CNPI [email protected] Ricardo Tadeu Martins, CNPI [email protected]
DISCLAIMER
EQUIPE
Parâmetros do Rating da Ação
Nossos parâmetros de rating levam em consideração o potencial de valorização da ação, do mercado, aqui refletido
pelo Índice Bovespa, e um prêmio, adotado neste caso como a taxa de juro real no Brasil, e se necessário ponderação
do analista. Dessa forma teremos:
Compra:
Quando a expectativa do analista para a valorização da ação for superior ao potencial de valorização do
Índice Bovespa, mais o prêmio.
Neutro:
Quando a expectativa do analista para a valorização da ação for em linha com o potencial de valorização do
Índice Bovespa, mais o prêmio.
Venda:
Quando a expectativa do analista para a valorização da ação for inferior ao potencial de valorização do Índice
Bovespa, mais o prêmio.
Este relatório foi preparado pela Planner Corretora e está sendo fornecido exclusivamente com o objetivo de informar. As informações, opiniões, estimativas e projeções referem-se à data presente e estão sujeitas à mudanças como resultado de alterações nas condições de mercado, sem aviso prévio. As informações utilizadas neste relatório foram obtidas das companhias analisadas e de fontes públicas, que acreditamos confiáveis e de boa fé. Contudo, não foram independentemente conferidas e nenhuma garantia, expressa ou implícita, é dada sobre sua exatidão. Nenhuma parte deste relatório pode ser copiada ou redistribuída sem prévio consentimento da Planner Corretora de Valores.
(*) Conforme o artigo 16, parágrafo único, da ICVM 483, declaro ser inteiramente responsável pelas informações e afirmações contidas neste relatório de análise.
Declaração do(s) analista(s) de valores mobiliários (de investimento), nos termos do art. 17 da ICVM 483
O(s) analista(s) de valores mobiliários (de investimento) envolvido(s) na elaboração deste relatório declara(m) que as recomendações contidas neste refletem exclusivamente sua(s) opinião(ões) pessoal(is) sobre a companhia e seus valores mobiliários e foram elaboradas de forma independente e autônoma, inclusive em relação à Planner Corretora e demais empresas do Grupo.
Declaração do empregador do analista, nos termos do art. 18 da ICVM 483
A Planner Corretora e demais empresas do Grupo declaram que podem ser remuneradas por serviços prestados à(s) companhia(s) analisada(s) neste relatório.
Cristiano de Barros Caris [email protected] Karoline Sartin Borges