Ano III – Edição Nº 165 – 25/04/2013
CRÉDITOS DE PIS E COFINS (II)
Bárbara PomboA Receita Federal alterou algumas regras para fabricantes de produtos suínos e de aves usufruírem de benefício fiscal. Desde 2011, o setor não recolhe PIS e Cofins sobre o faturamento obtido com a venda desses produtos. Pela Instrução Normativa nº 1.346, publicada na edição de ontem do Diário Oficial da União, a Receita determina que os fabricantes não poderão obter créditos de PIS e Cofins decorrentes da aquisição de bens, como máquinas e equipamentos, usados na produção das mercadorias agrícolas. Esses créditos são usados para abater tributos federais devidos em outras operações.
Fonte: Valor Econômico
STJ DEFINE QUE INCIDE ISS SOBRE VENDA CONSIGNADA DE VEÍCULO
Por Arthur Rosa - de São PauloO Superior Tribunal de Justiça (STJ) definiu que há incidência de ISS - e não de ICMS - na intermediação de venda de automóveis usados, por meio de contratos de consignação. Os ministros da 1ª Turma entenderam que, nessa operação, as agências de veículos não adquirem os bens e, portanto, não há circulação de mercadorias. É a primeira decisão do STJ sobre o tema.
Fonte: Valor Econômico
ICMS DE VEÍCULOS
Laura IgnacioO Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) ajustou a base de cálculo do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de veículos importados, em razão da entrada em vigor da alíquota unificada de 4% para as operações interestaduais com importados ou com mais de 40% de conteúdo importado. A alíquota foi instituída pela Resolução nº 13, do Senado, que tenta acabar com a chamada guerra dos portos.
Fonte: Valor Econômico
FAZENDA QUER ZERAR PIS-COFINS DE EMPRESA DE ÔNIBUS URBANO
Por Leandra Peres - de BrasíliaDe olho no reajuste previsto para junho nas tarifas de transporte urbano em São Paulo e no Rio de Janeiro, o Ministério da Fazenda vai propor à presidente Dilma Rousseff retirar o PIS-Cofins de 3,65% que integra a planilha de custos das empresas e é integralmente repassado às tarifas.
O custo fiscal é próximo de R$ 1 bilhão por ano e o impacto no valor das tarifas é diretamente proporcional à desoneração feita.
Fonte: Valor Econômico
MINAS REDUZ ALÍQUOTA DE ICMS PARA CASOS COM INDÍCIO DE
FRAUDE
Por Laura Ignacio - de São Paulo
O contribuinte mineiro que responde por operação com indício de fraude terá a chance de pagar menos ICMS. Até então, a Fazenda do Estado determinava o valor da mercadoria ou serviço e a aplicação da alíquota de 18%. Agora, a empresa terá a oportunidade de comprovar que sobre a operação deveria incidir um menor percentual. A alteração está no Decreto nº 46.221, publicado na edição de ontem do Diário Oficial do Estado.
De acordo com o regulamento do ICMS de Minas Gerais, o valor da operação ou da prestação será arbitrado pelo Fisco quando não for comprovado o valor da operação, inclusive nos casos de perda ou extravio de documentos fiscais; for declarado em nota fiscal valor notoriamente inferior ao preço corrente da mercadoria ou serviço; não houver nota fiscal; ou em qualquer outra hipótese em que não mereçam fé as declarações do contribuinte.
Fonte: Valor Econômico
MEDIDA ILEGAL DE COMBATE A BENEFÍCIOS FISCAIS
Por Vinicius de BarrosPor meio do Decreto Estadual nº 58.918, de 27 de fevereiro, o Estado de São Paulo mudou sua tática de combate aos Estados que oferecem benefícios fiscais sem a aprovação do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). A partir de agora, nas operações interestaduais destinadas a contribuintes paulistas, amparadas por benefícios fiscais não autorizados pelo Confaz, o valor correspondente ao benefício concedido no Estado de origem deverá ser recolhido ao Fisco paulista pelo adquirente da mercadoria, no momento da entrada da mercadoria em São Paulo, procedimento que ainda será disciplinado pela Secretaria da Fazenda, que divulgará os benefícios fiscais que considera ilegais e a forma de se calcular o valor a ser pago - a lista dos
benefícios fiscais deverá ser semelhante àquela divulgada no Comunicado CAT nº 36, de 2004.
Fonte: Valor Econômico
Ano III – Edição Nº 164 – 23/04/2013
PROJETO QUE MUDA CONFAZ DEVE AUMENTAR GUERRA FISCAL
Por Pedro Canário
Projeto de lei que chegou ao Senado para tentar acabar com a guerra fiscal preocupa especialistas porque pode, justamente, perpetrar a disputa entre os estados por empresas. O texto, que chegou à Comissão de Assuntos Econômicos da Casa (CAE) na última sexta-feira (12/4), pretende reformar a Lei Complementar 24/1975 para acabar com a necessidade de unanimidade no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) para aprovação de incentivos e benefícios fiscais dados pelos estados. (...).
Pelo projeto que está na CAE, e cuja relatoria já foi distribuída ao senador Luiz Henrique (PMDB-SC), essa unanimidade ficaria temporariamente suspensa. A ideia é dar ao Confaz um tempo para discutir os benefícios que hoje causam a guerra fiscal. O texto prevê que o conselho tenha até o dia 31 de dezembro deste ano para discutir as isenções e, para aprová-las, deve haver maioria de três quintos dos membros e de um terço dos estados de cada uma das cinco regiões do Brasil.
Fonte: Conjur
CARGA TRIBUTÁRIA FOI PRINCIPAL PROBLEMA PARA INDÚSTRIA NO
1º TRIMESTRE
Renata Veríssimo
BRASÍLIA - A elevada carga tributária ainda foi o principal problema enfrentado pela indústria no primeiro trimestre de 2013, segundo a Sondagem Industrial de março divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). No entanto, houve uma redução do porcentual de empresários que assinalaram esse problema na comparação com o primeiro e quarto trimestre de 2012.
Fonte: Estadão - Economia
STJ JULGA JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO
Por Adriana Aguiar - de São PauloA 1ª Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) começou a julgar, por meio de recurso repetitivo, a cobrança de 9,25% de PIS e Cofins sobre juros sobre capital próprio, que é uma forma de remuneração de sócios e acionistas, em substituição à distribuição de dividendos. A discussão é relevante, principalmente para holdings que recebem juros sobre capital próprio como remuneração por investimentos realizados em empresas do grupo.
O julgamento está empatado com um voto parcialmente favorável ao contribuinte e outro a favor da Fazenda Nacional.
Fonte: Valor Econômico
MUDANÇA EM REGRA DO ICMS AJUDA PEQUENAS IMPORTADORAS
Fernanda BompanSÃO PAULO - A Resolução número 13 de 2012 do Senado, que prevê o fim da chamada guerra dos portos, e que está sendo questionada por especialistas e pelo próprio coordenador do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), Cláudio Trinchão, está ajudando as pequenas importadoras regionais que não fazem operações interestaduais. É o que afirma Mauri Bórnia, integrante da área de Impostos Indiretos do escritório Machado Associados.
De acordo com a Resolução, desde janeiro a alíquota do ICMS é de 4% nas operações interestaduais com bens e mercadorias importados do exterior que após seu desembaraço aduaneiro não tenham sido submetidos a processo de industrialização ou, ainda que submetidos a qualquer processo de industrialização, resultem em mercadorias ou bens com Conteúdo de Importação (CI) superior a 40%. Fonte: DCI
FALHA EM SISTEMA NÃO JUSTIFICA MULTA DE ICMS
Por Livia ScocugliaO dano de difícil reparação e a imposição de multa punitiva não razoável levaram a 1ª Vara Cível de Pirassununga (SP) a declarar suspensa a exigibilidade do ICMS não pago por uma drogaria devido a falhas no Sistema Farmais na emissão de cupom fiscal. “A imposição de multa punitiva em 80% do débito não parece razoável, devendo, portanto, a sua exigibilidade ser detidamente analisada, conforme tem-se compreendido em face dos princípios do não confisco e do equilíbrio entre os poderes”, diz a decisão da juíza substituta, Maria Luiza de Almeida Torres Vilhena. Fonte: Conjur
MATO GROSSO INSISTE NA CRIAÇÃO DE FUNDO PARA COMPENSAR
NOVO ICMS
O governo de Mato Grosso demonstrou insatisfação com a nova proposta discutida no Congresso Nacional que prevê a alíquota interestadual sobre o ICMS de 7% para produtos industrializados em regiões como o Centro Oeste. É um paliativo para a proposta da presidente Dilma Rousseff (PT), sobre a unificação da alíquota do imposto, saindo de 12% e 7% para 4%. Secretário chefe da Casa Civil, Pedro Nadaf, foi claro ontem ao avisar “que o Estado espera mais retorno do governo federal, principalmente no que se refere a segurança da criação do fundo compensatório”. (...).
No comparativo de 2011 e 2012 Estado e municípios perderam cerca de R$ 2 bilhões. Fonte: O Documento
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